domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Setor de fertilizantes cresce 17,7%


O agronegócio brasileiro começou 2025 com resultados positivos no fornecimento de fertilizantes. Dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) mostram um crescimento expressivo tanto nas entregas quanto na produção de insumos agrícolas. A movimentação indica uma retomada consistente da demanda interna, reflexo do otimismo do setor com o novo ciclo produtivo.

Somente em fevereiro, foram entregues 3,38 milhões de toneladas de fertilizantes ao campo, representando um aumento de 17,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume totalizou 7,07 milhões de toneladas — crescimento de 7,7% na comparação com 2024. O desempenho reflete o aquecimento da atividade agrícola em diversas regiões do país.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também acompanhou essa tendência. Em fevereiro, o Brasil produziu 510 mil toneladas desses insumos, volume 1,6% maior que o registrado no mesmo mês de 2024. Considerando o bimestre, a produção chegou a 1,15 milhão de toneladas, avanço de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além do aumento na produção, o país intensificou as importações. Em fevereiro, foram importadas três milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, alta de 19% frente a fevereiro de 2024. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as importações somaram seis milhões de toneladas, representando um crescimento de 10,1% na comparação anual.

Já as exportações de fertilizantes e formulações NPK permaneceram estáveis. Em fevereiro, o Brasil exportou 50,21 mil toneladas, um leve aumento de 0,2%. De janeiro a fevereiro, o volume exportado chegou a 110,71 mil toneladas, com crescimento de apenas 0,3% em relação a 2024. Os números refletem o foco do setor no abastecimento do mercado interno.

Entre os estados, o destaque ficou com Mato Grosso, que liderou as entregas com 1,91 milhão de toneladas, crescimento de 11,1% em relação ao primeiro bimestre de 2024. O Paraná registrou alta ainda mais expressiva, de 22,6%, ao passar de 832 mil para 1,02 milhão de toneladas. Goiás também se destacou com aumento de 14,5%, atingindo 845 mil toneladas.

Outros estados como Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul também apresentaram crescimento nas entregas. Por outro lado, a Bahia e o Rio Grande do Sul registraram queda. Na Bahia, o volume caiu 13%, e no RS, a redução foi de 3,5%. Apesar disso, o saldo nacional foi amplamente positivo, consolidando o início de ano como promissor para o mercado de fertilizantes no país.

O cenário sinaliza uma preparação robusta do agronegócio brasileiro para as próximas safras, com investimentos crescentes em nutrição de solo e produtividade. A expectativa do setor é de que o ritmo de entregas continue elevado nos próximos meses, acompanhando o planejamento dos produtores em todo o território nacional.





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Novo fungicida com cobre e enxofre combate doenças e aumenta a produtividade


Triunfe®, o novo lançamento da Vittia, é um fungicida multissítio à base dos minerais cobre e enxofre, com formulação exclusiva, alta concentração, facilidade no manuseio e ótimo custo-benefício para combater as principais doenças da soja, algodão, café, tomate e citros.

Triunfe proporciona ótima cobertura foliar, garantindo proteção às folhas devido ao seu alto poder de fixação, fato que ocorre devido ao tamanho das partículas. “Os estudos realizados em soja por consultorias e instituições de pesquisa à nível nacional, mostram que Triunfe tem excelente performance para o controle de doenças, reduzindo a perda de produtividade em decorrência do ataque de fungos e bactérias”, aponta Jhonatan Coradin, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Vittia. 

Outro importante fator positivo na adoção do multissítio mineral está na possibilidade de incremento médio de até 25% de produtividade em campos de soja. “A partir de trabalhos conduzidos por consultorias agronômicas independentes em diferentes regiões produtoras do país, a utilização do Triunfe nas safras 2024/2025 ante às testemunhas refletem a consistência da tecnologia em diferentes ambientes e manejos”, aponta. 

FÁCIL DE APLICAR COM ALTO RENDIMENTO POR HECTARE

Com formulação exclusiva em suspensão concentrada, o produto é desenvolvido a partir de processos físicos de alta tecnologia, onde as partículas de cobre e enxofre são apresentadas em granulometria ultrafina, facilitando seu manuseio e aplicação, sem entupir bicos e com ótimo rendimento operacional, afirma Jhonatan.  

A ferrugem asiática é uma das principais ameaças à produtividade da soja, podendo reduzir a produção em até 90%. Com a maior fixação e cobertura foliar, o fungicida mineral possibilita controlar a praga e garantir uma safra mais rentável e produtiva, proporcionando a produtores de todo o país verem suas perdas na lavoura diminuírem significativamente a partir da adoção do multissítio. 

Há mais de 50 anos, a Vittia, empresa brasileira para a defesa e nutrição especial das mais diversas culturas do agronegócio, por meio de investimentos em P&DI estratégico, busca oferecer aos produtores brasileiros ferramentas eficazes, sustentáveis e compatíveis com a diversidade do campo.  Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia, destaca todo o trabalho de inovação da empresa é pensando no produtor, para que ele produza com eficiência e sustentabilidade. 

Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia, destaca que a adoção do mineral multissítio possibilita o incremento médio de até 25% de produtividade nos campos de soja.

“O cobre e o enxofre, utilizados em um manejo integrado, trata com eficiência e sustentabilidade, já que Triunfe® possui compatibilidade com os defensivos biológicos da Vittia, possibilitando mistura no tanque do pulverizador, otimizando o processo a partir da aplicação na mesma calda sem comprometer a eficácia dos insumos”, explica Edgar Zanotto, fitopatologista e Diretor de Marketing da Vittia. 

Triunfe® é a escolha para quem quer produzir mais, melhor e com maior segurança, pois possui impacto ambiental reduzido e ainda proporciona nutrição complementar para a área produtiva. “O que estamos apresentando hoje ao produtor com Triunfe é resultado de anos de estudos e testes em todo o país para garantir sua eficácia a partir da inovação com o DNA nacional”, pontua Zanotto. 

 

Para mais informações sobre o produto, acesse aqui o link oficial da campanha.

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Preço do milho recuou em abril com retração de compradores



Principal razão para a desvalorização foi a postura retraída de compradores




Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de milho registrou recuo nos preços durante abril, após ter alcançado níveis próximos de R$ 90 por saca de 60 kg em meados de março. A queda foi observada em boa parte das regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), refletindo o comportamento mais cauteloso dos compradores no mercado físico.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a principal razão para a desvalorização foi a postura retraída de compradores, que reduziram as aquisições no spot e priorizaram o uso de estoques internos. Essa estratégia foi adotada com a expectativa de novas quedas nos preços nas semanas seguintes.

Ao mesmo tempo, a pressão de venda por parte dos produtores aumentou em algumas regiões, diante da necessidade de liberar espaço para a colheita da segunda safra. Esse movimento adicionou ainda mais oferta ao mercado, contribuindo para o enfraquecimento dos valores.

O cenário de queda também está relacionado ao avanço das lavouras da safrinha, que apresentam bom desenvolvimento em várias localidades, especialmente no Centro-Oeste. Com isso, o mercado já antecipa uma possível recuperação da oferta nos próximos meses, o que reforça o viés de baixa no curto prazo.

Apesar da retração em abril, analistas do Cepea alertam que o cenário futuro ainda depende de fatores climáticos e da movimentação no mercado internacional, que pode influenciar a competitividade do milho brasileiro. A taxa de câmbio e a demanda externa seguirão como variáveis importantes no comportamento dos preços.

Para os próximos meses, o mercado permanece atento às estimativas de produção da segunda safra, bem como à postura de compradores e exportadores. Em meio à instabilidade, produtores devem manter cautela nas negociações e buscar alternativas de comercialização mais seguras diante da volatilidade.





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Nova lei do CBios prevê multas milionárias



Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões



Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões
Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Itaú BBA, o Ministério de Minas e Energia (MME) deu um passo decisivo para fortalecer a governança do mercado de Créditos de Descarbonização (CBios), ao publicar, em 17 de abril, o decreto que regulamenta a Lei 15.082/2024 — conhecida como a “lei do CBios”. A nova regulamentação obriga o rateio de parte das receitas líquidas obtidas com os CBios aos produtores de cana-de-açúcar, além de endurecer as penalidades para distribuidoras de combustíveis que descumprirem suas metas no programa RenovaBio.

Entre os principais pontos, destaca-se a aplicação de multas de até R$ 50 milhões às usinas que descumprirem o rateio dos CBios com os fornecedores de matéria-prima. Já para distribuidoras inadimplentes, o valor máximo das multas saltou de R$ 50 milhões para R$ 500 milhões. Além disso, o não cumprimento das metas passa a ser considerado crime ambiental, com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) encarregada de encaminhar os nomes das empresas devedoras ao Ministério Público Federal (MPF) e ao IBAMA.

Outro avanço importante é o fortalecimento da atuação da ANP, que ficará responsável por definir os critérios para inclusão de distribuidoras inadimplentes em uma lista que impede sua atuação no mercado. A regularização só ocorrerá com a aposentadoria dos CBios correspondentes à meta não cumprida. O Itaú BBA destaca que esses critérios deverão passar por consulta pública, o que adiciona um passo adicional à implementação plena do decreto.

Por fim, o MME ajuizou no STF uma ação para suspender liminares que atualmente protegem distribuidoras inadimplentes, antecipando uma possível judicialização em massa por parte dessas empresas. A nova legislação também prevê que produtores e importadores que comercializarem combustíveis com empresas listadas como inadimplentes sejam punidos com multas equivalentes às da distribuidora irregular.

 





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AGU emite parecer favorável à liberação de drones no CE


A Advocacia Geral da União (AGU) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à manutenção, no Ceará, da Lei Estadual 19.135/24, que permite o uso de drones para o trato de lavouras no Estado. Para a AGU, além de uma evolução tecnológica no trabalho nas lavouras, o uso de drones pode melhorar a precisão da aplicação de defensivos agrícolas e diminuir significativamente o impacto ambiental e a exposição humana a essas substâncias.

De acordo com pareceres do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) citados no documento, a pulverização via drone reduz em até 97% a exposição do aplicador a agrotóxicos em comparação à aplicação costal – considerada de alto nível de exposição. Além de permitir controle mais rigoroso da área tratada e menor deriva dos produtos químicos. E ainda contribuir para a descarbonização da agricultura brasileira – já que tais equipamentos utilizam motores elétricos.

A AGU reforça que a legislação estadual  mantém a proibição da pulverização por aeronaves tripuladas e só autoriza o uso de drones quando atendidas exigências como altura máxima de dois metros da copa da cultura, velocidade do vento inferior a 10 km/h e distância mínima de 30 metros de áreas sensíveis – critérios que vão além das exigências federais. O órgão de assessoramento jurídico da União frisa ainda que a norma cearense não só respeita o pacto federativo como representa um avanço na proteção ambiental, ao incorporar tecnologias mais seguras e eficazes.

AÇÃO

O parecer havia sido solicitado pelo ministro Luiz Fux, relator no STF da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7794/25, movida pelo  Partido Socialismo e Liberdade (Psol) contra a norma estadual sancionada em dezembro passado e que permitiu o uso dos equipamentos remotos. A Lei 19.135/24 havia sido aprovada no final do ano flexibilizando a vedação que existe desde 2019 para a pulverização aérea no Estado. A nova regra foi apoiada inclusive pelo governador Elmano de Freitas (PT), que havia sido um dos autores da proibição de seis anos atrás.

Em sua ação, o Psol alega, entre outras coisas, que a norma cearense que agora permitiu o uso de drones agrícolas no Estado é inconstitucional. Isso porque violaria a competência privativa da União para legislar sobre navegação aérea.

Ironicamente, o mesmo argumento que figurou em situação oposta (e foi derrubado em 2023 pela corte), quando a Confederação Nacional da Agropecuária (CNA) moveu no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6137 – justamente CONTRA a Lei de 2019 que proibiu a aviação agrícola no Ceará.

Outro argumento do Partido seria a de violação aos direitos constitucionais ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, à saúde e à vida digna, bem como aos princípios da precaução, da prevenção e da vedação ao retrocesso ambiental. Neste caso porque, em tese, pulverização aérea havia sido proibida em 2019 por ser considerada perigosa.

O que é rebatido pela AGU pelo fato da nova legislação representar, na verdade, adaptação a avanços tecnológicos mais recentes. Promovendo assim maior precisão na aplicação de agrotóxicos, reduzindo desperdícios e impactos ambientais, além de minimizar a exposição humana a substâncias tóxicas.    

Além da Advocacia Geral da União, os Ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e da Saúde, bem como a Assembleia Legislativa do Ceará e o próprio Executivo estadual também foram citados para se manifestar. Enquanto o Sindag e outras entidades ligadas à agricultura devem pedir para entrar no processo como amicus curiae (terceiro interessado, cujo conhecimento ou relação com o debate pode contribuir com a discussão).





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como a praga atinge o café


Considerado a praga mais relevante da cafeicultura brasileira desde a década de 1970, o bicho mineiro (Leucoptera coffeella) continua causando prejuízos às lavouras, segundo o engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em artigo publicado no Blog da Aegro.

“Devido às mudanças no sistema produtivo do cafeeiro, o bicho mineiro passou a ser a praga mais importante da cultura”, afirma Baptistella. O inseto ataca exclusivamente o cafeeiro, provocando perda de área foliar ao escavar galerias nas folhas, especialmente nos terços médio e superior das plantas.

A fase adulta da praga é uma mariposa que deposita ovos na parte superior das folhas, preferencialmente no terço superior da planta. Após a eclosão, as larvas penetram no interior da folha e iniciam o consumo da área foliar, comprometendo a fotossíntese e, consequentemente, a produtividade da lavoura.

De acordo com Baptistella, o ambiente pode influenciar diretamente o comportamento da praga. “O bicho mineiro é favorecido por condições mais secas e temperaturas elevadas. Portanto, podem ser mais problemáticos em lavouras mais espaçadas e nas faces mais ensolaradas do cafezal”, explica. Outro fator que pode agravar a infestação é o desequilíbrio nutricional das plantas.

O uso descontrolado de inseticidas pode contribuir para o aumento da praga. “O uso indiscriminado de inseticidas não seletivos e de produtos cúpricos têm grande impacto sobre os inimigos naturais do bicho mineiro, portanto, altas infestações são favorecidas”, observa o engenheiro.

Entre as medidas recomendadas, o controle cultural pode ser realizado com plantios mais adensados e adubações equilibradas. O controle biológico também é uma alternativa eficaz, com destaque para parasitóides da família Eulophidae e Braconidae, além de predadores como os vespídeos, considerados os mais eficientes.

O controle químico deve ser adotado apenas quando os níveis de dano justificarem a intervenção. “O controle químico deve ser realizado quando os níveis de dano forem atingidos, sempre prestando atenção nas amostragens e no histórico de infestação da área”, reforça Baptistella.





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Produção de café no Brasil deve crescer 2,7% em 2025


A produção brasileira de café está projetada para atingir 55,7 milhões de sacas na safra de 2025, representando um crescimento de 2,7% em relação ao ciclo anterior, mesmo em um ano de bienalidade negativa. Segundo o 2º Levantamento da Safra de Café 2025, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (6), esse volume, se confirmado, será o maior já registrado para um ano de baixa bienalidade, superando em 1,1% a colheita de 2023.

O aumento é atribuído, principalmente, à recuperação de 28,3% na produtividade média das lavouras de café conilon, cuja produção está estimada em 18,7 milhões de sacas, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Conab. A estatal destaca que “o resultado se deve, sobretudo, à regularidade climática durante as fases mais críticas das lavouras, que beneficiaram floradas positivas e boa quantidade de frutos por rosetas” .

No Espírito Santo, principal produtor de conilon do país, a produção esperada é de 13,1 milhões de sacas, impulsionada pelas boas precipitações no norte do estado, região que representa 69% da área cultivada com essa variedade no Brasil. Na Bahia, a colheita de conilon deve alcançar 2,5 milhões de sacas, superando Rondônia, onde a expectativa é de 2,28 milhões de sacas .

Em contrapartida, a produção de café arábica, mais sensível à bienalidade, deve recuar 6,6%, totalizando cerca de 37 milhões de sacas. Em Minas Gerais, maior produtor nacional dessa variedade, a colheita está estimada em 25,65 milhões de sacas, impactada por um período prolongado de seca entre abril e setembro de 2024, que comprometeu o potencial produtivo das lavouras .

A área total destinada à cafeicultura no país deve crescer 0,8%, alcançando 2,25 milhões de hectares. A área em produção tende a recuar 1,4%, estimada em 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação deve aumentar 12,3%, movimento típico em anos de menor colheita .

No mercado internacional, o Brasil exportou 11,7 milhões de sacas de café entre janeiro e março de 2025, uma queda de 1% em comparação com o mesmo período de 2024. Apesar da redução no volume, a receita com exportações cresceu 68,9%, totalizando US$ 4,1 bilhões, impulsionada pela valorização dos preços internacionais do café.





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RS define vazio sanitário da soja para julho a setembro



Mapa estabelece regras para safra de soja 2025/2026




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu, por meio da Portaria nº 1.271, publicada em 5 de maio de 2025, os períodos de vazio sanitário e o calendário de semeadura da soja para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul. Conforme a normativa, o vazio sanitário ocorrerá de 3 de julho a 30 de setembro, enquanto o plantio será permitido entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026.

O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que afetam a cultura da soja. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento, visando interromper o ciclo da doença e minimizar impactos negativos na safra seguinte.

O calendário de semeadura, por sua vez, busca racionalizar o uso de fungicidas e reduzir o risco de desenvolvimento de resistência do fungo aos defensivos químicos. Essa medida faz parte do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) coordena o programa “Monitora Ferrugem”, que realiza o monitoramento de esporos do fungo nas regiões produtoras. A metodologia utilizada associa a detecção da presença de esporos às condições meteorológicas, gerando mapas indicativos de predisposição da ocorrência da ferrugem asiática, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença.





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Moagem de trigo cresce 3% no Brasil em 2024



Setor de trigo registra aumento de produção em 2024




Foto: Canva

A produção de farinha de trigo no Brasil registrou um crescimento de 3% em 2024, totalizando mais de 13,19 milhões de toneladas de grãos moídos no período. Os dados são da Pesquisa de Moagem de Trigo divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), que apontou o processamento em 150 plantas industriais espalhadas pelo país. O aumento corresponde a 380.432 toneladas a mais que o volume processado em 2023.

De acordo com a Abitrigo, a destinação da farinha manteve os mesmos padrões de anos anteriores. “A panificação e as pré-misturas responderam por 30% do consumo da farinha produzida, enquanto a indústria de massas absorveu 15,4% e a indústria de biscoitos ficou com 11,9%”, informou a associação.

A pesquisa também destacou a dependência do trigo importado na produção nacional. Cerca de metade do trigo consumido no Brasil em 2024 foi importado. “As regiões Norte e Nordeste continuam sendo as mais dependentes do trigo vindo de outros países, com praticamente todo o volume processado nessas localidades proveniente de importações”, apontou o levantamento.





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Couve Manteiga mantém tradição nos pratos típicos


A couve, uma das hortaliças mais consumidas no Brasil, se destaca pelo valor nutricional e versatilidade na culinária. Rica em vitaminas A, C e K, além de Ferro, Cálcio e fibras, ela auxilia no bom funcionamento intestinal e na manutenção da saúde. Com diferentes aplicações gastronômicas, a hortaliça está presente em sucos, refogados, sopas, saladas e pratos típicos. A ISLA Sementes, maior empresa brasileira no setor de sementes de hortaliças, flores, ervas e temperos, oferece uma ampla variedade de sementes de couve para cultivo.

“A couve é uma hortaliça que se desenvolve muito bem nas regiões onde a temperatura é mais amena. Este clima frio contribui para a melhoria da textura e do sabor das folhas, deixando-as mais macias e agradáveis ao paladar. Além disso, as baixas temperaturas ajudam a reduzir a presença de pragas e doenças, favorecendo um desenvolvimento mais saudável”, afirma Marcos Zaparoli, agrônomo do Departamento Técnico da ISLA Sementes.

Entre as variedades disponíveis, a Couve Kale apresenta folhas crespas crocantes de coloração verde escura, indicada para consumo em saladas, sucos, sopas e na produção de chips. Já a Couve Chinesa, com textura cremosa e sabor levemente picante, é geralmente consumida cozida ou refogada, mas também pode ser utilizada crua em saladas. A Couve Manteiga, conhecida pelas folhas tenras, é amplamente usada em pratos tradicionais como feijoada, além de saladas e sucos. Outra opção é a Couve Mahara, com folhas pequenas, macias e sabor suave, cultivada como microverde e colhida entre 7 a 21 dias após o plantio, sendo ideal para cultivo doméstico.

Para o cultivo da hortaliça, é recomendado escolher a semente mais adequada ao clima da região. O desenvolvimento da couve ocorre melhor em locais com alta luminosidade, incluindo luz solar direta, mas com sombreamento parcial. O solo deve ser mantido úmido, porém sem encharcamento, e precisa ser bem drenado, fértil e adubado. Em vasos, a couve necessita de pelo menos 15 cm de profundidade em recipientes com 25 cm de diâmetro. Em canteiros, o espaçamento sugerido varia de 80 cm a 1 metro entre linhas e 50 cm entre plantas. As mudas devem ser transplantadas ao atingirem de 4 a 6 folhas e cerca de 10 cm de altura, preferencialmente no fim da tarde ou em dias nublados, com irrigação logo após o plantio.





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