sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Chuvas favorecem início da safra de tabaco


A colheita do tabaco foi encerrada na região administrativa de Pelotas, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15). Segundo o boletim, a área colhida totalizou 27.363 hectares, com participação de 8.977 produtores e produtividade média de 2.350 quilos por hectare de folhas secas.

Com o fim da colheita, os trabalhos se voltam à preparação da próxima safra. Os produtores iniciaram a elaboração de canteiros e a semeadura de plantas de cobertura, como aveia preta, aveia ucraniana e centeio. A intenção é realizar o plantio direto das mudas de tabaco em seguida.

A comercialização da safra atual foi intensificada nas últimas semanas, impulsionada pelos reajustes negociados nos preços do tabaco seco. “Os produtores aceleraram o envio das cargas às empresas compradoras”, informa a Emater. Os preços praticados variaram entre R$ 300,00 e R$ 350,00 por arroba, conforme a tabela de classificação do produto. Apesar do aumento nas entregas, os valores permanecem abaixo dos registrados nas primeiras negociações da safra 2024/2025.

Na região de Santa Rosa, técnicos das empresas fumageiras estão visitando produtores para o encaminhamento de pedidos de insumos e seguro climático. Em algumas propriedades, os produtores começaram a remontar as piscinas onde as mudas serão criadas. A comercialização da safra anterior foi praticamente concluída, com preços entre R$ 16,00 e R$ 17,00 por quilo — cerca de R$ 2,00 a menos que no ano anterior. “Há expectativa de aumento da área plantada para a próxima safra”, aponta o informativo.

Os produtores da Fronteira Noroeste seguem utilizando práticas tradicionais no cultivo. Na fase inicial de desenvolvimento, as mudas são protegidas por túneis baixos. As lavouras de fumo na região estão concentradas nos municípios de Alecrim, Novo Machado e Porto Mauá, próximos ao Rio Uruguai. O cultivo ocorre em pequenas áreas de um a três hectares, geralmente em terrenos declivosos.

Em Soledade, no município de Rio Pardo, muitos produtores mantêm parte da produção estocada, aguardando preços mais favoráveis. As empresas compradoras, por sua vez, têm adquirido apenas os volumes estimados no plantio. O preparo do solo já está em andamento, incluindo a construção de canteiros, camalhões e a semeadura de plantas de cobertura.

Segundo a Emater, “o desenvolvimento da cobertura verde deve melhorar com o retorno das chuvas”. No Baixo Vale do Rio Pardo, após a precipitação registrada em 9 de maio, alguns produtores iniciaram o plantio da nova safra em pequenas áreas.

 





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Goiás lidera produção nacional de girassol


O estado de Goiás se consolida, mais uma vez, como o maior produtor de girassol do Brasil, sendo responsável por cerca de 70% da produção nacional do grão, segundo dados divulgados na última quinta-feira (15/05) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão é que sejam produzidas 71,0 mil toneladas na safra 2024/2025, crescimento de 58,8% em relação ao ciclo 2023/2024, que foi de 44,7 mil toneladas. O bom desempenho do Estado é resultado direto de uma combinação entre fatores naturais, uso de tecnologia e, principalmente, de um forte trabalho de defesa sanitária conduzido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão do Governo de Goiás.

O girassol é cultivado, preferencialmente, em sucessão à cultura da soja, no período de safrinha. No entanto, não existem herbicidas seletivos para a cultura do girassol, registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Isso torna as plantas voluntárias de soja um problema fitossanitário, já que a presença de plantas vivas de soja nas lavouras de girassol mantém o inóculo do fungo Phakopsora pachyrhizi, agente causal da ferrugem asiática, ativo.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, ressalta que a cultura do girassol tem ganhado espaço no calendário agrícola goiano como uma alternativa viável entre as safras de verão e de inverno. Contudo, ele explica que para garantir a sanidade das lavouras e evitar riscos à produtividade da soja, a atuação da Agrodefesa tem sido essencial. “A Agência estabelece e fiscaliza um calendário de semeadura específico para o girassol, que define os períodos adequados de plantio e de colheita e orienta a eliminação de plantas voluntárias de soja que podem servir de hospedeiras para pragas, como a ferrugem asiática”.

Além disso, o gerente reforça que o cultivo do girassol em Goiás exige o cadastro obrigatório das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Com essa medida, a Agrodefesa consegue monitorar as áreas plantadas, acompanhar possíveis focos de plantas voluntárias de soja e implementar ações rápidas de controle, contribuindo para manutenção do controle da ferrugem asiática no Estado.

“O sucesso de Goiás na produção de girassol não seria possível sem as medidas fitossanitárias visando um bom manejo de plantas daninhas. As ações da Agrodefesa dão segurança ao produtor e garantem a integridade da cadeia produtiva”, destaca o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

O titular da Agência enfatiza que a produção de girassol no Estado é destinada principalmente à extração de óleo e também à alimentação animal, sendo valorizada por sua adaptabilidade e pelo bom desempenho agronômico.

“As medidas legislativas estabelecidas pela Agrodefesa viabilizam o cultivo do girassol no Estado, sem comprometer o manejo fitossanitário na cultura da soja, visto que as plantas voluntárias são hospedeiras da ferrugem asiática. Com ações integradas entre fiscalização, orientação técnica e uso de tecnologia, a Agrodefesa reafirma seu papel estratégico no desenvolvimento sustentável do agronegócio em Goiás, contribuindo diretamente para que o Estado siga na liderança da produção de girassol no Brasil”, finaliza.





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Alta nos insumos eleva custo do algodão em abril



Custo do algodão sobe e pressiona produtores do Mato Grosso




Foto: Canva

O custo de produção do algodão para a safra 2025/2026 apresentou nova alta em abril, segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (19). O avanço foi puxado principalmente pelos preços dos defensivos agrícolas, fertilizantes e corretivos.

De acordo com o Imea, os custos com defensivos subiram 0,20% no mês, enquanto a classe dos fertilizantes e corretivos registrou aumento de 0,19%. A soma dessas variações elevou o custo total estimado de produção para R$ 10.751,50 por hectare, o que representa um acréscimo de 0,19% em relação ao mês anterior.

O Custo Operacional Efetivo (COE), que inclui gastos diretos da lavoura, também teve alta e passou a ser calculado em R$ 15.363,73 por hectare. Esse valor representa um aumento de 0,47% sobre o apurado em março e uma elevação de 17,36% quando comparado com os dados consolidados da safra 2024/2025.

“O custo atual é o segundo mais alto da série histórica”, aponta o relatório do CPA-MT. Diante disso, o instituto alerta que a próxima safra exigirá atenção redobrada por parte dos produtores. “A produção futura ainda é incerta, e um planejamento mais preciso é indispensável diante dos desafios de rentabilidade”, ressalta o Imea.

O cenário reforça a necessidade de os cotonicultores acompanharem de perto as variações de mercado e adotarem estratégias para mitigar riscos, em especial em um ambiente de custos crescentes e margens pressionadas.





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Estiagem e solo úmido reduzem produtividade da soja


A colheita da soja avança para a reta final no Rio Grande do Sul, marcada por perdas de produtividade em diversas regiões do estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (15), o ciclo 2023/2024 será encerrado com resultados abaixo do esperado, especialmente em áreas afetadas pela estiagem.

Na região administrativa de Bagé, a colheita está próxima da conclusão. Nos municípios de Uruguaiana e Santa Margarida do Sul, os trabalhos já foram finalizados, com perdas que variam entre 40% e 83% em relação às projeções iniciais. Em Manoel Viana e Maçambará, restam cerca de 2 mil hectares a serem colhidos. Nessa área, lavouras irrigadas implantadas após o cultivo do milho apresentam rendimentos entre 2.000 e 2.400 kg/ha, enquanto lavouras de sequeiro, com produtividade inferior a 200 kg/ha, foram abandonadas por inviabilidade econômica.

Na Campanha, a colheita foi interrompida pelas chuvas em 8 de maio. Onde o volume de precipitação foi menor, as atividades foram retomadas em 11 de maio, ainda sob solo úmido, o que dificultou o andamento das operações. Em Bagé, Candiota e Hulha Negra, 90% da área já foi colhida. A produtividade é considerada instável. Segundo a Emater, “há relatos de cultivares de ciclo longo com bom desempenho em áreas de baixa fertilidade”, com rendimentos pontuais de até 3.000 kg/ha, embora predominem produtividades entre 1.800 e 2.000 kg/ha. Algumas lavouras não passaram dos 600 kg/ha.

A área total efetivamente plantada no estado é de 1.097.601 hectares na região de Bagé, com produtividade média de 1.388 kg/ha. Isso representa uma queda de 44% em relação aos 2.480 kg/ha estimados no início da safra.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi concluída com produtividade média de 3.235 kg/ha, redução de 11% em relação à expectativa inicial. A área cultivada totalizou 256.612 hectares. Em Erechim, resta menos de 0,5% da área a ser colhida. A produção média alcança 2.284 kg/ha, uma redução de 35%. Segundo o informativo, apenas 40% da safra foi comercializada até o momento, pois os produtores aguardam melhora nas cotações.

Em Frederico Westphalen, restam apenas 2% das lavouras a serem colhidas, referentes àquelas semeadas em segunda safra. A produtividade ficou em 2.410 kg/ha, cerca de 25% abaixo do projetado. A área cultivada na região foi de 439.240 hectares.

Na regional de Ijuí, os trabalhos se concentram nas lavouras de segundo cultivo, que representam 4% da área e estão em maturação. A produtividade média é de 2.158 kg/ha, o que representa queda de 40% em relação ao esperado. Os agricultores realizam correções de solo e reparos em áreas afetadas por erosão. A área plantada é de 1.009.524 hectares.

Em Lajeado, a produtividade caiu 26%, ficando em 2.507 kg/ha em uma área de 24.669 hectares. Já em Passo Fundo, onde a colheita foi encerrada em 660.847 hectares, a produtividade média é de 2.346 kg/ha, redução de 36%.

Na região de Pelotas, 87% da colheita foi concluída. Em Santa Vitória do Palmar, metade da área ainda aguarda colheita. A produtividade média é de 2.546 kg/ha, queda de 13% sobre a projeção inicial. A área total é de 503.385 hectares.

Em Porto Alegre, a produtividade foi estimada em 2.359 kg/ha, com decréscimo de 23% frente à expectativa inicial. A área cultivada na regional soma 181.791 hectares.





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Essas são as maiores exportadoras da Argentina


A Viterra Ltd. manteve sua posição de destaque como a maior exportadora de commodities agrícolas da Argentina pelo terceiro ano comercial seguido, de acordo com dados divulgados pela Bolsa de Grãos de Rosario com base nas Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE). Durante o ciclo 2023/24, encerrado em março, a empresa exportou 13,55 milhões de toneladas, superando concorrentes como Cargill (11,37 milhões) e COFCO (10,35 milhões). Juntas, as três maiores companhias foram responsáveis por quase 39% das 89,82 milhões de toneladas embarcadas das principais culturas agrícolas do país.

A soja liderou o ranking das exportações argentinas, com 40,88 milhões de toneladas — um aumento de 29% em relação à média das últimas três temporadas. O milho apareceu em seguida, com 37,86 milhões de toneladas, representando um crescimento de 16% na comparação com os três ciclos anteriores. Em contraste, o trigo apresentou forte retração: foram apenas 3,62 milhões de toneladas exportadas, 61% a menos que no ciclo anterior e 70% abaixo da média trienal, devido à seca de 2022/23 e à prorrogação de registros de safras anteriores.

Outras culturas também mostraram desempenhos variados. A cevada teve um volume estável, com 3,83 milhões de toneladas exportadas. O girassol avançou para 2,37 milhões de toneladas, enquanto o sorgo registrou recuperação, atingindo 1,26 milhão de toneladas — embora ainda aquém da média recente.

Entre os maiores exportadores por cultura, a Viterra também liderou nas vendas de soja (8,46 milhões de toneladas) e girassol (990 mil toneladas). A ADM foi a principal exportadora de milho (6,97 milhões), enquanto a Bunge Global SA liderou no trigo (760 mil toneladas). Na cevada, destacou-se a Cervecería y Maltería Quilmes (670 mil toneladas), e no sorgo, a ACA liderou com 320 mil toneladas.

 





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Preços do boi gordo caem novamente



Mercado do boi registra recuos em São Paulo e Paraná




Foto: Divulgação

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado físico do boi gordo registrou queda nos preços em importantes regiões produtoras nesta segunda quinzena de maio. A oferta de animais para abate se manteve firme em São Paulo, o que levou compradores a ofertarem menos e limitarem os negócios. Com isso, houve recuo de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para o chamado “boi China”. Os preços das fêmeas, por outro lado, seguiram estáveis. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias.

No Noroeste do Paraná, a combinação entre boa disponibilidade de animais e incertezas no mercado afetou diretamente as cotações. A pressão veio também dos efeitos da gripe aviária, que geraram dúvidas quanto ao ritmo de escoamento da carne bovina. O boi gordo teve queda de R$ 2,00 por arroba, enquanto vacas e novilhas registraram recuo de R$ 3,00. As escalas de abate seguem, em média, com cobertura de oito dias.

Já no Oeste do Maranhão, a oferta de bovinos foi considerada adequada, mas sem força suficiente para alterar os preços. Assim, as cotações permaneceram estáveis na comparação com o dia anterior. As escalas de abate na região atendem, em média, a sete dias.

No mercado externo, a exportação de carne bovina in natura apresentou crescimento expressivo até a terceira semana de maio. O volume embarcado alcançou 123 mil toneladas, com média diária de 11,2 mil toneladas. Isso representa aumento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 5,1 mil, valor 13,6% superior ao registrado em maio de 2024.





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Startup paranaense apresenta sistema inédito de monitoramento para Silos Bolsa



“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos”


Foto: Divulgação

Diretamente de Curitiba (PR), a Monitoramento estreia na AgroBrasília 2025 com uma proposta inovadora voltada ao campo. Incubada no Vale do Pinhão — ecossistema de inovação do Paraná —, a empresa desenvolveu um sistema inteligente de monitoramento exclusivo para Silos Bolsa, com o objetivo de resolver os principais desafios dessa modalidade de armazenagem.

“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos, por meio do uso de inteligência artificial. O sistema também emite alertas ao produtor caso o silo seja violado, o que evita prejuízos e permite um controle mais eficiente”, explica Giovana Brizzi, gerente comercial da startup.

O diferencial da tecnologia está também na certificação pré-venda, que permite ao produtor demonstrar, com dados, todo o histórico de conservação dos grãos — do ensacamento até o momento da comercialização. “Essa rastreabilidade agrega valor e amplia as possibilidades de venda, além de prolongar a vida útil do Silo Bolsa”, acrescenta Giovana.

A BrasSilo é pioneira no Brasil ao oferecer esse tipo de monitoramento para Silos Bolsa, que são opções mais acessíveis em comparação aos silos estáticos e vêm ganhando espaço por atenderem à crescente demanda de armazenagem no país. A tecnologia já está em uso em propriedades do Paraná e de Goiás, e chega agora ao Distrito Federal com boas expectativas. “Nosso principal desafio é conscientizar o setor de que essas soluções já existem e estão acessíveis. Estamos aqui para mostrar que o produtor pode, sim, contar com tecnologia para resolver problemas antigos”, afirma.

A participação da startup na Vila Startup do AiTec reforça a proposta da AgroBrasília de conectar inovação e agro, reunindo soluções que tornam o campo mais eficiente, seguro e produtivo.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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Inmet alerta para chuvas e ventos de até 100 km/h no noroeste do RS



As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões




Foto: USDA

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja (perigo) para parte do Rio Grande do Sul, destacando o avanço de um sistema frontal que deve provocar chuvas volumosas e ventos fortes no noroeste do estado entre a tarde desta segunda-feira (19) e a madrugada de terça-feira (20).

Segundo o Inmet, os volumes de chuva podem chegar a 100 milímetros, acompanhados de rajadas de vento em torno de 100 km/h. As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões, como Ijuí, São Borja, Santo Ângelo e Santiago. No final de semana, essas cidades já registraram instabilidades. Em São Borja, por exemplo, o acumulado chegou a 46 mm até as 8h desta segunda-feira.

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A previsão aponta ainda que as instabilidades devem se espalhar por outras regiões do estado, com menor intensidade. Cidades do sudeste gaúcho e da Serra, como Pelotas, Bagé, Caxias do Sul e Erechim, estão sob aviso amarelo (perigo potencial), com previsão de chuvas entre 30 mm e 50 mm e ventos que podem atingir até 60 km/h.

Essas condições climáticas também devem atingir o sul de Santa Catarina, exigindo atenção redobrada da população diante do risco de alagamentos, queda de galhos e interrupções pontuais no fornecimento de energia.





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Brasil e Europa devem ganhar espaço na exportação de carne suína



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios
Contudo, o cenário de custos apresenta desafios – Foto: Pixabay

Segundo relatório do Rabobank Brasil, as indústrias de carne suína do Brasil e da Europa estão entre as mais beneficiadas pela atual ruptura comercial entre Estados Unidos e China. Apesar dos esforços chineses para alcançar autossuficiência, com importações representando menos de 5% da oferta total, o país asiático segue como o maior comprador mundial de carne suína. Com uma projeção de crescimento modesto na produção brasileira e europeia em 2025, a reconfiguração nas rotas comerciais tende a favorecer esses dois blocos, impulsionando sua presença no mercado global.

Contudo, o cenário de custos apresenta desafios. Enquanto os preços da ração permanecem mais baixos na América do Norte e na Europa, a América do Sul enfrenta pressões significativas. Estoques domésticos mais restritos, devido à menor oferta, combinados com uma forte demanda de exportação, aumento do uso de milho para biocombustíveis e procura aquecida por ração, têm elevado os preços do grão. A desvalorização do real frente ao dólar também contribui para o encarecimento da alimentação animal no Brasil.

Problemas sanitários continuam afetando a oferta global, com surtos persistentes de doenças na América do Norte e Ásia. Recentemente, a Europa enfrentou novos casos de febre aftosa, o que causou interrupções comerciais pontuais. Diante desse cenário, medidas de biosseguridade seguem sendo essenciais para garantir a estabilidade do setor e evitar perdas significativas.

Uma novidade promissora vem dos Estados Unidos, onde foi aprovada uma tecnologia de edição genética capaz de criar suínos resistentes à síndrome reprodutiva e respiratória (PRRSv). Essa inovação pode representar um avanço importante na redução de perdas produtivas e no fortalecimento sanitário da cadeia suinícola mundial a longo prazo.

 





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Colheita de arroz no RS chega a 97% com alta produtividade



“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade”



 “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia"
“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia” – Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Segundo dados do IRGA divulgados em 15 de maio, a colheita do arroz no Rio Grande do Sul já alcança 97,02% da área plantada (941.371 ha dos 970.194 ha semeados), com destaque para a conclusão total na Planície Costeira Externa. As regiões da Zona Sul, Fronteira Oeste, Planície Costeira Interna e Campanha também estão praticamente finalizadas, enquanto a Região Central segue com 84,6% da área colhida. As informações são de Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações.

Apesar do avanço na colheita e da alta produtividade da safra 2024/25, o momento é de preocupação para o setor orizícola. De acordo com Cardoso, produtores e indústrias estão com margens apertadas, impactados por custos elevados e preços de venda em queda, mesmo com uma boa performance no campo.

Nas prateleiras dos supermercados, os consumidores encontram o arroz com preços entre R\$ 16,00 e R\$ 20,00 por pacote de 5 kg — uma das poucas boas notícias na cesta básica em tempos de inflação resistente. A abundância da oferta, no entanto, não se traduz em rentabilidade para o produtor.

Diante desse cenário, o desafio passa a ser a busca por soluções que conciliem produtividade e sustentabilidade econômica. Sérgio Cardoso destaca a importância de uma gestão comercial mais estratégica, com foco em agregar valor ao produto e garantir a viabilidade da cadeia produtiva, mesmo em anos de safra cheia. “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia. O setor precisa de atenção e inteligência comercial para evitar uma crise de rentabilidade mesmo em cenário de safra cheia”, conclui.

 





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