terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Custos de produção de frangos de corte e de suínos aumentam em novembro


Os custos de produção de suínos e de frangos de corte subiram em novembro, na comparação com outubro, conforme levantamento da Embrapa Suínos e Aves por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível em embrapa.br/suinos-e-aves/cias.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte subiu 1,68% em novembro frente a outubro, passando para R$ 4,63 e com o ICPFrango atingindo 358,40 pontos. Apesar disso, no acumulado de 2025, a variação é negativa, de -3,30%. No comparativo de 12 meses o índice também registra queda: -2,17%. A ração, que representou 62,41% do custo total em outubro, subiu 0,58% no mês. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (19,60% do total), aumentaram 7,66% no período.

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo foi de R$ 6,42 em novembro, alta de 1,12% em relação ao mês anterior, com o ICPSuíno chegando aos 367,06 pontos. No acumulado de 2025, o índice também registra aumento (3,37%). Em 12 meses, a variação é de 2,92%. A ração, responsável por 71,76% do custo total de produção na modalidade de ciclo completo, subiu 1,74% no mês.

Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de GO, MG, MT e RS, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.  





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Governo anuncia apoio à cadeia do pêssego no Sul gaúcho


O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (22), um investimento de R$ 4 milhões para a aquisição de suco integral de pêssego por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A operação prevê a compra de 890 mil litros da bebida, volume equivalente a 1,16 mil toneladas de pêssego in natura, com foco na região Sul do Rio Grande do Sul, principal polo produtor da fruta no país e que enfrenta dificuldades na comercialização da safra.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante reunião realizada no Paço Municipal de Pelotas. Segundo ele, a medida busca responder aos desafios enfrentados pelos produtores locais. “Essa é uma ação concreta para apoiar a cadeia do pêssego, garantindo renda aos agricultores e destinando alimentos de qualidade para políticas públicas”, afirmou. O encontro contou com a presença de autoridades municipais, dirigentes da Conab e representantes do setor produtivo, que discutiram medidas emergenciais e estruturantes voltadas ao fortalecimento da atividade.

A negociação em andamento indica a aquisição de até 4.450 tonéis de 200 litros de suco, que deverão ser fracionados e envasados em embalagens menores no próximo ano. Esses produtos serão destinados a escolas, cozinhas solidárias e restaurantes comunitários, principalmente da região, como parte das ações de enfrentamento à insegurança alimentar. De acordo com a Conab, o formato final da operação ainda está sendo definido em diálogo com organizações da agricultura familiar interessadas em participar. A expectativa é atender pelo menos 270 famílias produtoras e quatro organizações, a partir da mobilização das entidades fornecedoras da fruta em Pelotas e municípios vizinhos.

Atualmente, o preço de referência do pêssego no Rio Grande do Sul, para aquisição via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), varia entre R$ 1,85 e R$ 2,10 por quilo. A Conab informou que irá pagar o valor máximo aos produtores gaúchos, com recursos destinados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. “Vamos assegurar o melhor preço possível dentro das regras do programa, garantindo apoio direto ao produtor”, destacou a estatal.

A compra será realizada por meio da modalidade Compra Direta do PAA. Para participar, as organizações produtoras deverão se cadastrar no Sistema Nacional de Cadastro de Produtores Rurais e Demais Agentes, o Sican, e apresentar propostas com os volumes ofertados. O limite individual de comercialização por produtor será de até R$ 15 mil. Segundo a Conab, os detalhes operacionais da iniciativa serão divulgados nos próximos dias em conjunto com o ministério responsável.





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Milho safrinha pode bater novo recorde no Paraná


O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (18) as primeiras estimativas de plantio para a segunda safra de milho 2025/26 no Paraná. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, os números iniciais apontam para uma área ligeiramente superior à do ciclo anterior, o que, em um primeiro momento, sinaliza a possibilidade de novo recorde histórico para a cultura no Estado.

Apesar da perspectiva de expansão, o Deral destaca que o cenário ainda apresenta elevado grau de incerteza, especialmente na região Oeste paranaense. Os efeitos das condições climáticas sobre a safra de soja podem ter prolongado o ciclo da oleaginosa, gerando dúvidas quanto ao cumprimento do calendário de colheita e, consequentemente, à janela ideal para o plantio do milho segunda safra. Esse fator é considerado determinante e pode influenciar diretamente o desempenho final da cultura.

Pelas estimativas preliminares, a área destinada ao milho safrinha deve alcançar 2,84 milhões de hectares. Em condições consideradas normais, a produção pode chegar a 17,4 milhões de toneladas. No entanto, o Deral ressalta que esse cenário deverá ser melhor definido na próxima revisão, prevista para janeiro, quando haverá maior clareza sobre o ritmo e o período de colheita da soja.

Outro ponto de atenção destacado no boletim é o aumento dos custos de produção. Levantamento realizado em novembro de 2025 indica que o custo variável por saca de 60 quilos atingiu R$ 38,74, ante R$ 37,16 registrados no mesmo período de 2024, o que representa um aumento aproximado de 4%.

Em sentido oposto, os preços pagos ao produtor apresentaram retração. Em novembro de 2025, a saca de milho foi cotada, em média, a R$ 53,44, valor cerca de 11% inferior ao praticado no mesmo período do ano anterior. A combinação entre custos mais elevados e preços em queda resulta em estreitamento das margens, o que acende um alerta quanto à rentabilidade do produtor para a safra 2025/26.





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Feijão 1ª safra tem recuperação parcial no Rio Grande do Sul



Safra de feijão enfrenta impacto climático no RS



Foto: Pixabay

As chuvas registradas em 8 de dezembro permitiram a retomada do plantio do feijão de primeira safra no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18). Apesar disso, a operação segue incipiente nos Campos de Cima da Serra, principal região produtora da primeira safra no Estado. Em outras regiões, a recomposição da umidade no solo favoreceu a recuperação das lavouras, embora parte delas já registre perdas irreversíveis de produtividade e qualidade dos grãos em função do período prolongado sem precipitações.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as adversidades climáticas provocaram abortamento de flores e queda de vagens em formação, sobretudo em lavouras que ingressavam na fase reprodutiva. A situação fitossanitária é considerada satisfatória, porém o tempo seco favoreceu o aumento da incidência de ácaros em alguns cultivos, exigindo controle químico. Ainda assim, há risco de perdas significativas. Para a safra, a entidade projeta área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Pelotas, os plantios escalonados destinados ao autoconsumo foram retomados, com lavouras apresentando distribuição heterogênea dos estádios fenológicos. Já na região de Santa Maria, cerca de 80% da cultura está em fase reprodutiva, com aproximadamente 15% da área já colhida. O rendimento médio estimado é de 1.414 kg por hectare.

Em Soledade, as chuvas recentes restabeleceram parcialmente as condições edafoclimáticas, mas não foram suficientes para reverter as perdas causadas por cerca de três semanas de estiagem associada a temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, as perdas ainda não foram quantificadas, mas se concentram em áreas de solos rasos e compactados, com lavouras distribuídas entre estádios vegetativo, florescimento, enchimento de grãos e maturação.

No mercado, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar aponta valorização do feijão. O valor médio da saca de 60 quilos no Estado subiu 1,30% em relação à semana anterior, passando de R$ 113,82 para R$ 115,30.





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Mercado do boi abre a semana com pouca movimentação



Festividades mantêm ritmo lento no mercado pecuário



Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade em São Paulo, segundo dados divulgados pela Scot Consultoria. A abertura dos negócios foi marcada por baixo volume de negociações, com a cotação mantendo-se firme e o preço de referência repetindo os níveis praticados na semana anterior.

Em Mato Grosso do Sul, o ritmo de comercialização também foi lento. De acordo com a análise, a segunda-feira seguiu o comportamento típico de períodos com datas festivas próximas, o que contribuiu para a menor movimentação e para a manutenção das cotações estáveis em todo o estado.

No atacado da carne com osso, o volume de negócios apresentou bom ritmo, mesmo com o avanço da segunda quinzena do mês. O cenário foi sustentado pela demanda do varejo para reposição de estoques. Ainda assim, para a concretização de alguns negócios, foram observados recuos pontuais nos preços.

A cotação da carcaça casada do boi capão permaneceu estável, negociada a R$ 22,00 por quilo. Já a carcaça do boi inteiro registrou queda de 1,4%, equivalente a R$ 0,30 por quilo, com preço médio de R$ 21,10/kg.





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Custo do frango vivo cresce e preço ao produtor recua


O custo de produção do frango vivo no Paraná voltou a subir em novembro de 2025, segundo dados da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa Suínos, divulgados no Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O valor alcançou R$ 4,63 por quilo nos aviários climatizados em pressão positiva, o que representa alta de 1,8% em relação a outubro, embora ainda esteja 3,3% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024.

De acordo com a Embrapa Suínos, o Índice de Custos de Produção de Frango atingiu 358,40 pontos em novembro, com avanço mensal de 1,68% e queda de 2,2% na comparação anual. No acumulado de 2025, o índice apresenta retração de 3,3%, enquanto nos últimos 12 meses a redução é de 2,17%. O aumento recente foi influenciado principalmente pela elevação dos gastos com ração, energia elétrica, calefação, cama e genética, enquanto os custos com mão de obra recuaram levemente e transporte e sanidade permaneceram estáveis.

A alimentação das aves segue como o principal componente do custo de produção, respondendo por 62,42% do total no Paraná. Em novembro, o custo da nutrição foi de R$ 2,98 por quilo, com leve alta em relação a outubro, mas queda expressiva frente ao mesmo período do ano passado. Já a aquisição de pintinhos de um dia apresentou aumento significativo no ano e nos últimos 12 meses, refletindo a pressão do item genética sobre os custos.

Nos demais estados do Sul, os custos permaneceram acima dos registrados no Paraná. Em Santa Catarina, o custo do frango vivo foi de R$ 5,08 por quilo em novembro, enquanto no Rio Grande do Sul ficou em R$ 5,06 por quilo. No Paraná, o preço médio recebido pelo produtor foi de R$ 5,02 por quilo, valor inferior ao de outubro, mas superior ao registrado em novembro de 2024.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne de frango apresentaram retração nos onze primeiros meses de 2025, conforme dados do Agrostat Brasil, do Ministério da Agricultura. O faturamento somou US$ 8,628 bilhões, queda de 3,1% em relação a 2024, enquanto o volume embarcado recuou 1,2%, totalizando 4,66 milhões de toneladas. A maior parte das exportações foi de carne in natura, que respondeu por 88,6% do total, com redução tanto em volume quanto em receita.

Entre os principais destinos da carne de frango brasileira no período estão Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita, África do Sul e México. Apesar da queda geral no faturamento, alguns mercados apresentaram crescimento, como Arábia Saudita, África do Sul e México, compensando parcialmente a retração em outros destinos.

No Paraná, principal produtor e exportador do país, também houve recuo nas exportações. De janeiro a novembro, o estado embarcou 1,91 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 3,38 bilhões, quedas de 3,9% em volume e 8,2% em receita. Ainda assim, o Paraná manteve participação de cerca de 41% do volume exportado pelo Brasil no período.

As perspectivas para o setor seguem de crescimento moderado. De acordo com projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal, a produção brasileira de carne de frango deve alcançar 15,32 milhões de toneladas em 2025 e avançar para até 15,6 milhões de toneladas em 2026. As exportações também devem crescer gradualmente, enquanto o consumo interno tende a aumentar, elevando o consumo per capita da proteína nos próximos anos.





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Decisão do STF sobre marco temporal pode travar investimentos no campo e…


Para Márcia de Alcântara, afastamento da tese reacende disputas possessórias, fragiliza títulos de propriedade e tende a acirrar conflitos agrários e impactos econômicos no médio e longo prazos

A consolidação do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a tese do marco temporal traz efeitos que alcançam diretamente a dinâmica econômica e social do campo. Na avaliação da advogada Márcia de Alcântara, especialista em Direito Agrário e Agronegócio do escritório Celso Cândido de Souza Advogados, o principal resultado da decisão é a ampliação da insegurança jurídica sobre a posse e o uso da terra no Brasil.

“Do ponto de vista do direito agrário, o afastamento do marco temporal provoca uma instabilidade possessória sistêmica. Abre-se a possibilidade de revisão de títulos de propriedades antigos, regularmente registrados e transmitidos de boa-fé, o que compromete a previsibilidade necessária para quem produz e investe no meio rural”, afirma.

Na última quarta-feira (17), o STF formou maioria para derrubar a tese defendida por setores ruralistas, segundo a qual terras indígenas só poderiam ser demarcadas se estivessem ocupadas por povos originários em até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. O entendimento contrário foi consolidado com os votos dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, em julgamento que segue aberto até às 23h59 desta quinta-feira (18).

Para Márcia, o impacto constitucional da decisão também merece atenção. “Há um tensionamento direto com o direito de propriedade e com o princípio do ato jurídico perfeito. Quando o título deixa de oferecer segurança plena, há desvalorização imediata das terras em áreas de conflito e paralisação de investimentos, porque o produtor passa a conviver com um risco jurídico permanente”, analisa.

O voto do ministro Gilmar Mendes prevê a possibilidade de permanência do ocupante não indígena até o pagamento de indenização e reconhece a validade de atividades econômicas e contratos firmados nessas áreas. Segundo a advogada, a medida busca reduzir danos, mas não elimina as incertezas. “Enquanto a indenização não ocorre, o imóvel perde liquidez, deixa de ser aceito como garantia para crédito rural e enfrenta entraves para licenciamento ambiental. Na prática, o produtor fica imobilizado”, diz.

Ela destaca ainda que contratos de arrendamento, parceria ou investimento em áreas sob disputa passam a exigir cautela redobrada. “São situações de alto risco jurídico. A recomendação é reforçar cláusulas resolutivas e realizar auditorias fundiárias profundas antes de qualquer operação”, afirma.

Outro ponto criticado é o prazo de dez anos estabelecido pelo STF para a conclusão das demarcações pendentes. Na avaliação da advogada, o horizonte é pouco factível. “O processo demarcatório envolve estudos antropológicos, etapas administrativas e uma série de contestações judiciais. A União não dispõe de orçamento nem estrutura para indenizar milhares de propriedades nesse período, o que pode resultar em decisões apressadas e judicializações intermináveis”, avalia.

Mesmo com o entendimento do Supremo, o tema segue no centro da disputa institucional, com o Congresso Nacional avançando na discussão de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o marco temporal. Para Márcia de Alcântara, o Legislativo ainda tem espaço para atuar. “O Parlamento pode buscar uma regulamentação que dê previsibilidade e reduza conflitos, desde que não esvazie o núcleo essencial dos direitos indígenas. Se houver aprovação da PEC, o embate tende a se deslocar novamente para o Judiciário”, diz.

Na visão da advogada, a falta de uma solução equilibrada tende a acirrar conflitos agrários nos próximos anos. “A expectativa de novas demarcações estimula disputas possessórias, enquanto produtores recorrem cada vez mais a medidas judiciais defensivas. Esse ambiente afasta investidores, encarece o crédito e dificulta o planejamento de longo prazo”, afirma.

Ela ressalta ainda possíveis reflexos sobre a segurança alimentar e a economia. “A instabilidade territorial compromete cadeias produtivas inteiras, reduz a oferta e pressiona preços. O desafio é conciliar a proteção dos direitos indígenas com a segurança jurídica do setor produtivo e o direito à alimentação. Sem esse equilíbrio, todos perdem”, conclui.





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Valores estão mais firmes; produção no PR deve cair



Ppreços médios dos feijões conseguiram se sustentar


Foto: Divulgação

Apesar de a liquidez ter sido menor ao longo da semana passada, levantamento do Cepea mostra que os preços médios dos feijões conseguiram se sustentar, especialmente os do feijão carioca – para o grão preto, foram verificadas variações distintas dentre as regiões.

Quanto ao carioca, as altas ainda prevalecem, com as variações mais intensas nos valores dos de notas entre 8,0 e 8,5, em comparação aos melhores tipos. Enquanto isso, agentes consultados pelo Cepea seguem atentos ao cultivo da nova temporada nas diferentes regiões e às atividades de colheita em São Paulo, que está na reta final, e no Paraná, que está se iniciando. 

Especificamente no Paraná – maior produtor nacional de feijão e responsável por mais de 25% da oferta nas últimas quatro safras –, a produção deve cair na safra 2025/26. Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações registradas em 2025 têm desestimulado o cultivo do grão. Dados do Deral/Seab apontam que, no agregado, a oferta paranaense de 2025/26 pode somar 744,6 mil toneladas, 11,5% abaixo da de 2024/25.





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Uso de sementes irregulares preocupa mercado da soja


Os preços da soja mantiveram relativa estabilidade no mercado brasileiro ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). Sustentadas por um câmbio que chegou a atingir R$ 5,52 por dólar em alguns momentos e por prêmios de exportação mais firmes, as cotações ficaram entre R$ 124,00 e R$ 125,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul. Nas demais regiões do país, os preços variaram de R$ 116,00 a R$ 123,50 por saca.

De acordo com a Ceema, em comparação com o mesmo período do ano anterior, os valores mostram retração fora do Sul. Há um ano, o mercado gaúcho trabalhava próximo de R$ 125,00 por saca, enquanto em outras regiões os preços oscilavam entre R$ 125,00 e R$ 132,00. Ainda conforme a análise, ao longo da semana diversas praças ficaram sem referência de preço, em função das incertezas cambiais e do movimento de baixa observado na Bolsa de Chicago.

A colheita da nova safra brasileira ainda não começou e deve ter início apenas no final de janeiro, pelos estados do Norte do país. Até o início da semana analisada, a área semeada alcançava 94,6% do total previsto no Brasil, percentual levemente acima da média histórica de 94,4% para o período, segundo dados da Pátria AgroNegócios.

No mercado spot, houve maior volume de negócios em razão do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros. Esse movimento ajudou a sustentar os preços internos, uma vez que valorizou os prêmios de exportação. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), citado pela Ceema, o cenário “valorizou os prêmios de exportação no Brasil e ajudou a segurar os preços internos”.

Apesar do comportamento dos preços, a análise chama atenção para a preocupação crescente com o uso de sementes de soja não certificadas na safra atual. A prática inclui sementes piratas e sementes salvas que estão sendo comercializadas de forma irregular, impulsionadas pela crise enfrentada pelos produtores, marcada por custos elevados, preços mais baixos e crédito restrito. Segundo a Céleres Consultoria e a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), citadas no estudo, na safra 2025/26 cerca de 27% da área cultivada no país deverá utilizar sementes não certificadas, o equivalente a aproximadamente 13 milhões de hectares.

Ainda conforme a análise, parte das sementes salvas, que deveria ser utilizada exclusivamente pelo produtor que as colheu, acaba sendo comercializada ilegalmente, caracterizando-se como semente pirata. Estudos indicam que o uso desse material reduz a produtividade média em cerca de quatro sacas por hectare. Aplicado à área estimada, o impacto pode representar uma redução de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas na próxima colheita de soja.

Esse cenário também pode afetar o desempenho comercial do país, com perda estimada de cerca de 1,9 milhão de toneladas nas exportações e 900 mil toneladas no consumo interno. Do ponto de vista econômico, a Ceema destaca que aproximadamente 16,4 milhões de sacas de sementes certificadas deixam de ser comercializadas, o que representa um prejuízo de cerca de R$ 8 bilhões para o setor sementeiro. As perdas em royalties genéticos somariam cerca de R$ 590 milhões, o que, segundo o estudo, “compromete investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de novas cultivares”, além de impactar a geração de empregos qualificados, com estimativa de redução de cerca de 4.500 postos diretos.





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Safra de trigo cresce em produtividade, mas perde área


Os preços do trigo no mercado brasileiro permaneceram estáveis ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). No Rio Grande do Sul, as principais praças continuaram negociando o cereal entre R$ 54,00 e R$ 55,00 por saca, enquanto no Paraná os valores oscilaram de R$ 64,00 a R$ 66,00. No mesmo período do ano passado, o trigo gaúcho era comercializado entre R$ 65,00 e R$ 66,00, e o paranaense, em torno de R$ 72,00 por saca.

O cenário internacional segue pressionando as cotações. A Ceema aponta uma tendência de ampla disponibilidade de trigo no mercado mundial para a safra 2025/26, o que dificulta movimentos de alta nos preços externos. Além disso, o crescimento do consumo ocorre em ritmo mais lento, contribuindo para a elevação dos estoques globais.

No mercado interno, o relatório de dezembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou levemente para cima a estimativa da colheita brasileira recém-encerrada, que passou para 7,9 milhões de toneladas. A área cultivada no país totalizou 2,444 milhões de hectares, o que representa uma redução de 20,1% em relação à safra anterior. Em contrapartida, a produtividade média avançou 26,3%, alcançando 3.257 quilos por hectare, o equivalente a 54,3 sacas por hectare.

De acordo com a Conab, a produção de trigo no Rio Grande do Sul atingiu 3,66 milhões de toneladas, queda de 6% em comparação com a safra passada. A área semeada no estado foi de 1,155 milhão de hectares, recuo de 13,7%, enquanto a produtividade média chegou a 3.172 quilos por hectare, ou 52,9 sacas, crescimento de 8,5% sobre o ciclo anterior. No Paraná, a produção finalizou em 2,778 milhões de toneladas, volume 16% superior ao registrado na safra de 2024. A área cultivada foi de 819 mil hectares, com retração de 28,6%, mas a produtividade saltou 62,5%, atingindo 3.392 quilos por hectare, ou 56,5 sacas.

Apesar da melhora nos rendimentos, a Ceema ressalta que parte do trigo colhido nesta safra apresenta novamente problemas de qualidade, o que limita seu uso para panificação e impacta a formação de preços em determinados mercados.





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