quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Bahia Farm Show 2025 é aberta oficialmente com o compromisso de inovação sustentável


A 19ª edição da Bahia Farm Show foi aberta oficialmente nesta terça-feira (10) com a presença de autoridades, expositores e representantes do setor produtivo. Até o próximo sábado (14), o complexo da feira será o espaço para negócios e parcerias estratégicas em torno do tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”. Prospectando uma expressiva movimentação no agronegócio nacional, a feira se consolida como um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de bons negócios para diferentes segmentos do agronegócio.

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que reforçou o papel do agronegócio como vetor do desenvolvimento regional. Em seu discurso, destacou a importância da integração entre inovação, sustentabilidade e educação ambiental. “Este é o momento do agro inteligente, porque produzir bem é produzir com responsabilidade. Esta transição sustentável não é mais uma promessa, é uma realidade. A nossa força [do estado] está na combinação entre tecnologia de ponta e responsabilidade socioambiental, um caminho essencial para garantir a perenidade das nossas riquezas naturais e produtivas”, afirmou.

O presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, celebrou o amadurecimento da feira, que chega à sua 19ª edição, tornando-se uma referência nacional em inovação tecnológica para o setor. “Estamos prontos para mais uma edição histórica, de bons negócios, muito aprendizado, reencontros e novos caminhos. Que possamos sair ainda mais fortalecidos, certos de que o agro é inteligente, sustentável e essencial para o Brasil”, reforça.

Durante a solenidade, Moisés reforçou o compromisso do agronegócio baiano com a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento das redes produtivas. “Todo este cenário tem contribuído para a consolidação do Oeste da Bahia como uma das regiões mais dinâmicas e estratégicas para o agronegócio nacional”, pontuou.

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, destacou a importância da Bahia Farm Show para o desenvolvimento do município. “A feira é uma vitrine de oportunidades e um motor para gerar emprego, renda e prosperidade para todos que aqui vivem”. A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, destacou o compromisso do setor com práticas produtivas sustentáveis e o fortalecimento das cadeias produtivas locais.

Também participaram da solenidade de abertura da Bahia Farm Show o presidente da Associação de Máquinas e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba), Fábio Martins, e o presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal, que ressaltaram o legado de inovação e crescimento contínuo da feira que, este ano, também celebra os 35 anos da Aiba, entidade organizadora do evento.

Boas práticas – Durante a solenidade, o governo baiano entregou aos presidentes da Aiba e Abapa certificados de boas práticas fitossanitárias do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalba), representando 117 estabelecimentos rurais com base em metas de sustentabilidade, competitividade e modernização tecnológica, através da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). Na ocasião, foi também apresentado o selo da Bahia como estado livre da febre aftosa.

A cerimônia de abertura contou ainda com a presença de autoridades civis, militares, deputados, prefeitos e vereadores da região, além de representantes dos patrocinadores: Governo da Bahia, Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, BNDES, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Desenbahia, Sicredi, Senar/FAEB, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Neoenergia Coelba, ApexBrasil, Inpasa, GTEEX, Instituto Washington Pimentel, Currais Itabira, PYKA, Franciosi Sementes e Assomiba.





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Soja tem produtividade abaixo do esperado


No Rio Grande do Sul, a produção de soja encerra a safra 2024/2025 com forte queda na produtividade, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (5). A área plantada foi estimada em 6.770.405 hectares, com produtividade média de 1.957 quilos por hectare — resultado 38,43% inferior aos 3.179 kg/ha projetados inicialmente.

Em diversas regiões do estado, o clima dificultou o avanço da colheita e comprometeu os rendimentos. Na região administrativa de Bagé, a sequência de dias chuvosos impediu a conclusão da colheita nas poucas áreas ainda em campo. A expectativa é que essas lavouras sejam colhidas com a previsão de tempo firme para a primeira semana de junho.

No município de Dom Pedrito, onde historicamente as várzeas apresentam bons resultados em anos de La Niña, os rendimentos ficaram abaixo do esperado. “Dos 165 mil hectares plantados, cerca de 40 mil estavam em várzeas. Mesmo assim, a média foi de apenas 1.860 kg/ha, somando áreas baixas e de coxilhas”, informou o boletim.

Na Campanha, o cenário econômico dos produtores deve limitar o uso imediato do solo. Com recursos escassos, muitos agricultores não têm condições de investir no cultivo de inverno ou na aquisição de animais para engorda em pastagens. A tendência é de que parte das áreas permaneça em pousio até a próxima safra de verão.

Na região de Caxias do Sul, parte das áreas colhidas está em repouso, enquanto outros produtores já iniciaram o plantio de culturas de cobertura e pastagens de inverno. Em Ijuí, a colheita avançou lentamente, com solo ainda úmido, mas sem danos aos grãos até o momento.

Já na regional de Pelotas, as chuvas entre os dias 26 e 29 de maio suspenderam os trabalhos no campo, que só foram retomados no fim da semana com a chegada do tempo seco, permitindo a conclusão da colheita.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos de campo foram encerrados e os produtores se dedicam agora às atividades pós-colheita.





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Preços futuros do açúcar recuam com previsão positiva de safra na Ásia



Açúcar branco fecha misto em Londres




Foto: Pixabay

Segundo dados divulgados pela União Nacional da Bioenergia (Udop) nesta segunda-feira (09), os contratos futuros de açúcar registraram nova queda nas bolsas internacionais na sexta-feira (6), refletindo as melhores projeções para a safra asiática. A antecipação das monções favorece os campos produtores na Índia, Tailândia e China, contribuindo para a pressão nos preços.

Na ICE Futures de Nova York, quase todos os contratos de açúcar bruto fecharam em baixa. O vencimento para julho de 2025 caiu 8 pontos, sendo negociado a 16,49 centavos de dólar por libra-peso. O contrato com entrega prevista para outubro de 2025 também recuou, encerrando o pregão cotado a 16,86 centavos por libra-peso, com queda de 2 pontos. Apenas o contrato de março de 2026 permaneceu estável.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco apresentou variação mista. O contrato com vencimento em agosto de 2025 registrou alta de US$ 1,90, sendo negociado a US$ 465,20 por tonelada. Já o contrato para dezembro do mesmo ano recuou US$ 0,20, cotado a US$ 463,90 por tonelada.

No mercado doméstico, o açúcar cristal teve leve valorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP, a saca de 50 quilos foi comercializada a R$ 131,80, alta de 0,30% em relação ao dia anterior.





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solução italiana quer democratizar o acesso a análise do solo


A Bauer do Brasil e a Irricontrol estarão presentes na Bahia Farm Show, que acontece de 9 a 14 de junho de 2025, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. As empresas apresentarão dois destaques: a Fazenda Inteligente, uma solução completa para produtores que desejam irrigar com tecnologia 360°, e o CosmoField, equipamento de medição de umidade do solo baseado em tecnologia de nêutrons, com potencial para transformar a gestão da irrigação e democratizar o acesso a análises em larga escala e otimizar a gestão hídrica.

A Fazenda Inteligente reúne tecnologias que elevam a eficiência da irrigação. Na feira, estarão expostos o pivô central, a solução de energia solar, o Irrifast – sistema de acionamento de torre com inversores que proporciona mais precisão, uniformidade e até 50% mais velocidade -, além do SAF, tecnologia contra furtos com monitoramento 100% via satélite, desenvolvido para proteger pivôs e sistemas de bombeamento.

Complementam a solução os painéis SmartConnect e Nexus, que permitem o controle digital e analógico dos pivôs, otimizando a operação. O SmartConnect é exclusivo para pivôs Bauer, enquanto o Nexus é compatível com qualquer marca, ambos oferecendo recursos como programação por segmentos, parada automática, acionamento remoto de bombas e histórico detalhado das irrigações, tudo para aumentar a produtividade e a segurança no campo.

“A Bahia Farm Show é uma vitrine estratégica para demonstrarmos como a irrigação pode ser inteligente, conectada e acessível. Com a Fazenda Inteligente, estamos colocando nas mãos do produtor tecnologias que unem precisão, sustentabilidade e produtividade”, afirma Luiz Alberto Roque, Co-CEO da Bauer América Latina e CEO da Irricontrol.

A grande inovação para o mercado brasileiro é o CosmoField, reconhecido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) como uma ferramenta eficaz para aumentar a produtividade agrícola com menor consumo de água. O equipamento mede a umidade do solo por meio da detecção de nêutrons provenientes da atmosfera, que interagem com as moléculas de água no solo, fornecendo dados práticos e precisos.

Diferente dos sensores tradicionais, o CosmoField realiza medições não invasivas, sem necessidade de instalação direta no solo, eliminando desafios operacionais. É o único no mundo a operar com a tecnologia CRNS (Cosmic Ray Neutron Sensing), capaz de medir até 50 centímetros de profundidade, cobrindo áreas de 5 a 10 hectares.

Após a instalação, o equipamento inicia rapidamente a geração de dados em tempo real sobre a umidade do solo, integrando também sensores de temperatura e pressão barométrica. A conectividade 4G assegura comunicação ágil e segura, e, em breve, estará disponível também a opção de conexão via rádio, ampliando a flexibilidade de uso em diferentes condições de sinal.

O ponto mais relevante é que um único equipamento CosmoField é capaz de atender até cinco pivôs simultaneamente, com variações apenas em relação ao tipo de cultura e às características do solo, proporcionando maior eficiência e adaptação às particularidades de cada projeto.

“Nossa presença na feira reforça o compromisso global do Grupo Bauer em oferecer soluções inovadoras que antecipam o futuro da irrigação. É uma oportunidade de mostrar, na prática, como tecnologia e inteligência de dados podem transformar o campo”, destaca Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer América Latina, Diretor das Américas e Diretor de Marketing Global do Grupo Bauer.

O produtor terá a oportunidade de conhecer, no mesmo estande, grande parte das soluções da Bauer do Brasil e da Irricontrol. Em um único ambiente, será possível visualizar tecnologias que facilitam o dia a dia no campo e contribuem para uma irrigação cada vez mais conectada e eficiente.





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Expansão da soja perde força no Brasil com recuo no Paraná


O crescimento da área plantada de soja tem mostrado sinais de desaceleração no Brasil, conforme apontam os dados mais recentes da EEmovel, empresa especializada em mapeamento agrícola. O recuo mais expressivo foi registrado no Paraná, onde a área cultivada na safra 2024/25 foi de 4,55 milhões de hectares, o que corresponde a 89% da estimativa inicial. Na safra anterior, o índice havia sido de 94%, com um total de 5 milhões de hectares.

No Mato Grosso, maior produtor nacional, a área plantada chegou a 10,17 milhões de hectares, atingindo 98% da estimativa e superando os 8 milhões registrados na safra passada, que correspondiam a 95% da projeção. Apesar do crescimento em alguns estados, o ritmo de expansão da soja está menor no cenário nacional.

A desaceleração do avanço nas lavouras reflete um momento de cautela no setor. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), as exportações de soja caíram 6,46% em maio de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Em janeiro deste ano, a queda foi mais acentuada, próxima a 50%.

A elevação dos custos de produção, com destaque para fertilizantes e defensivos agrícolas, contribui para o cenário de retração. O aumento das pressões logísticas e comerciais internacionais também tem afetado a tomada de decisões no campo. Segundo Luiz Almeida, diretor de operações do Agro da EEmovel, os produtores estão ajustando suas estratégias frente ao novo contexto. “Estamos observando uma mudança estratégica por parte dos produtores. A busca por maior produtividade com menor risco e o uso mais eficiente dos recursos está moldando um novo perfil de produção”, afirmou.

O setor vive, portanto, um momento de transição, priorizando eficiência e gestão de riscos em detrimento da simples ampliação da área plantada. Essa tendência sinaliza uma maturação no agronegócio brasileiro, que busca alternativas para manter a competitividade diante de um mercado externo mais volátil.





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Novo ciclo para a pecuária e consolida protagonismo de MS



O painel “Cadeias Produtivas da Agroindústria” aprofundou as análises



O painel “Cadeias Produtivas da Agroindústria” aprofundou as análises sobre os diferentes setores
O painel “Cadeias Produtivas da Agroindústria” aprofundou as análises sobre os diferentes setores – Foto: Nadia Borges

O Interagro 2025, realizado pelo Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), reuniu especialistas e representantes das cadeias produtivas da pecuária de corte, leite, avicultura e suinocultura para debater os rumos do setor diante do cenário de retomada econômica e desafios geopolíticos. O evento destacou projeções otimistas para os principais segmentos da pecuária nacional, apontando Mato Grosso do Sul como um dos polos estratégicos para o desenvolvimento agroindustrial.

Durante o encontro, foi apresentado um panorama que indica o fim da fase de pressão nos preços da pecuária de corte, causada pelo excesso de abate de fêmeas. Com a recuperação das margens dos produtores e a perspectiva de valorização do boi gordo e dos animais de reposição, os próximos dois anos devem marcar um ciclo de crescimento. No caso de Mato Grosso do Sul, a menor diferença entre os preços da arroba no estado e em São Paulo fortalece estratégias comerciais e facilita operações na Bolsa, ampliando a competitividade dos pecuaristas locais.

Apesar do ambiente favorável no mercado interno, os participantes do evento ressaltaram que o cenário internacional continua instável. As guerras na Europa e no Oriente Médio, somadas às tensões comerciais envolvendo grandes potências, afetam a oferta global de alimentos e insumos, exigindo resiliência e capacidade de adaptação dos produtores brasileiros.

O painel “Cadeias Produtivas da Agroindústria” aprofundou as análises sobre os diferentes setores. A suinocultura se destacou como um segmento em expansão no estado, com crescimento expressivo do rebanho e atração de investimentos em tecnologia e estrutura produtiva. O associativismo também foi apontado como ferramenta estratégica para ampliar a rentabilidade e fortalecer o poder de negociação dos produtores. 

 





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Goiás projeta safra recorde de girassol em 2024/25


A cultura do girassol vem ampliando sua presença nas lavouras goianas e se consolida como alternativa estratégica para a segunda safra no estado. Segundo o boletim Agro em Dados de junho, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a expectativa para a temporada 2024/25 é de uma colheita recorde de 71 mil toneladas em uma área plantada estimada de 47,3 mil hectares.

Com esses números, Goiás deve responder por 71,6% da produção nacional de girassol. Em comparação com a safra anterior, a projeção é de crescimento de 58,8% no volume colhido, 20,7% na área cultivada e 31,6% na produtividade das lavouras.

A Secretaria aponta que o desempenho é reflexo de boas condições climáticas, ausência de doenças fúngicas e manejo agronômico eficiente. “O girassol tem ganhado cada vez mais espaço nas propriedades rurais de Goiás, assumindo posição de destaque como uma das culturas mais promissoras para a segunda safra no estado”, destaca o boletim.

Cultivado logo após a soja, o girassol se beneficia do período da segunda safra, com maior resistência à escassez hídrica e menor incidência de pragas e doenças. Além disso, favorece a fertilidade do solo e amplia a biodiversidade, especialmente quando associado à apicultura.

Com ampla aplicação industrial, as sementes do girassol são utilizadas para produção de óleo com alto valor nutricional, com destino aos setores alimentício, farmacêutico, cosmético, de nutrição animal e biocombustíveis. O estado de Goiás apresenta vantagens estruturais e climáticas para o cultivo da oleaginosa.

Desde 1997, quando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou o monitoramento da cultura, Goiás já se destacava como maior produtor nacional. A retomada da liderança ocorreu na safra 2020/21, com crescimento contínuo desde então. Os municípios de Silvânia, Ipameri, Rio Verde e Catalão figuram entre os principais polos produtores do estado.





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Missa solene recepciona visitantes no primeiro dia da Bahia Farm Show 2025



Bahia Farm Show 2025 teve início nesta segunda-feira (9)


Foto: Divulgação

O primeiro dia da Bahia Farm Show 2025 teve início nesta segunda-feira (9) com a missa solene celebrada na Capela Nossa Senhora de Lourdes, localizada na Praça Central do complexo da feira, em Luís Eduardo Magalhães. A celebração, conduzida pelo bispo diocesano Dom Moacy Arantes, contou com a participação dos padres Mário Correia da Silva, Rárison Milhomens Guedes e Daniel Luiz Pereira dos Santos, reunindo expositores, visitantes e representantes das principais entidades do agronegócio da região.

A cerimônia marcou o início das atividades da maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste do Brasil, que espera receber mais de 100 mil visitantes com o fechamento de bons negócios. Participaram da missa solene o presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, além de membros da diretoria da Aiba e de outras instituições do setor.

Moisés Schmidt destacou o papel da fé, da união e da inovação no fortalecimento do agronegócio regional. “Expresso minha sincera gratidão a Dom Moacir Arantes por conduzir este momento de reflexão e benção que inicia mais uma edição da nossa feira. Que esta celebração inspire para mais um ano de sucesso da Bahia Farm Show”, afirma. Com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, a programação da feira agrícola segue até sábado (14) com palestras e demonstrações de tecnologias agrícolas voltadas para o homem do campo.





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Brachiaria ganha força como alternativa sustentável


O uso da Brachiaria tem se intensificado no Brasil como estratégia de manejo agrícola e pecuário. A gramínea tropical, amplamente empregada em pastagens, também vem sendo incorporada a sistemas de produção que integram lavoura e pecuária. A informação é da engenheira agrônoma Alasse Oliveira, em artigo publicado no Blog da Aegro.

Segundo Oliveira, a Brachiaria contribui significativamente para a melhoria do solo. “Essas gramíneas ainda ajudam na fixação de carbono e no aumento da matéria orgânica no solo, o que contribui para a melhoria da sua fertilidade”, afirma. Além disso, a forrageira tem papel relevante na recuperação de áreas degradadas e no controle da erosão, promovendo maior cobertura vegetal e produtividade das pastagens.

A gramínea pode ser plantada após a cultura da soja, aproveitando o período da segunda safra. Essa estratégia, segundo a agrônoma, alia eficiência produtiva com benefícios ao solo e à biodiversidade. “O girassol tem ganhado cada vez mais espaço nas propriedades rurais de Goiás, assumindo posição de destaque como uma das culturas mais promissoras para a segunda safra no estado”, afirma Oliveira.

No sistema de integração lavoura-pecuária, a técnica conhecida como “safrinha de boi” tem atraído produtores. O modelo permite que, após a safra de verão com soja e a safrinha com milho ou sorgo consorciado à Brachiaria, o gado pasteje a área antes do novo ciclo agrícola. “Essa técnica possibilita até uma terceira safra na mesma área, com redução nos custos e diversificação da renda”, explica.

Outra alternativa é a sobressemeadura da Brachiaria na lavoura de soja, feita entre os estágios R5 e R7 da planta. A prática assegura cobertura vegetal após a colheita e contribui para o controle de plantas daninhas, conservação da umidade e estruturação do solo.

Cada espécie e cultivar da Brachiaria tem características específicas que determinam seu uso ideal. A Brachiaria brizantha, por exemplo, é perene, com crescimento ereto ou semi-ereto, e apresenta bom desempenho em solos bem drenados. A cultivar Marandu, introduzida no Brasil em 1967, destacou-se pela resistência à cigarrinha-das-pastagens e boa digestibilidade. Já as cultivares Xaraés e Piatã, lançadas em 2003 e 2007, respectivamente, ampliaram as possibilidades de escolha para o produtor.

A Brachiaria decumbens cv. Basilisk, por sua vez, apresenta crescimento prostrado e alta emissão de estolões, sendo indicada para solos ácidos e de baixa fertilidade. Sua resistência a curtos períodos de seca e boa capacidade de cobertura do solo tornam essa cultivar uma das mais difundidas.

Para áreas com drenagem deficiente, a recomendação é o uso de cultivares da Brachiaria humidicola, que apresentam crescimento estolonífero e adaptação a solos de baixa fertilidade. No entanto, apenas a cultivar comum é tolerante às cigarrinhas-das-pastagens.

No plantio direto, a espécie mais adotada é a Brachiaria ruziziensis, devido ao rápido estabelecimento e facilidade de dessecação. Contudo, a baixa tolerância a solos pobres e a suscetibilidade a pragas limitam seu uso em algumas regiões.

A identificação das espécies no campo requer atenção a aspectos como hábito de crescimento, tipo de folha, inflorescência e formato das sementes. Esses fatores influenciam tanto o desempenho agronômico quanto o manejo ideal para cada situação.

Diante de sua versatilidade e importância crescente, a Brachiaria tem se consolidado como uma ferramenta estratégica na agricultura tropical, aliando produtividade e conservação ambiental.





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Manejo integrado reduz custos e protege lavouras de arroz


A adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) tem se consolidado como uma estratégia fundamental para aumentar a lucratividade e a sustentabilidade na produção agrícola, especialmente no cultivo de arroz. Segundo o engenheiro agrônomo Mathias Bergamin, em artigo publicado no Blog da Aegro, “o MIP é o alicerce para a lucratividade em qualquer cultivo”.

O sistema integra diferentes métodos de controle – cultural, biológico e químico – com o objetivo de minimizar os danos causados por pragas e doenças, promovendo maior proteção à lavoura e racionalizando os custos de produção. Para Bergamin, o monitoramento contínuo das lavouras é essencial para que as ações sejam planejadas e executadas com precisão. “Tenha o controle dos dados obtidos durante o ciclo da cultura, planeje suas ações antes de colocar em prática”, recomenda o especialista.

No caso do arroz, uma das principais preocupações do produtor é o controle de plantas daninhas, como o capim-arroz, o arroz-vermelho e espécies aquáticas, entre elas a grama boiadeira e os aguapés. Essas invasoras competem com a cultura principal por nutrientes, água e luz, afetando diretamente a produtividade.

Para reduzir esses impactos, Bergamin destaca que o sucesso da lavoura começa com a escolha correta das sementes. “Escolha sementes de procedência e qualidade, livre de mistura varietal e contaminação”, orienta. O manejo na entressafra também é considerado estratégico. Nesse período, o produtor deve realizar roçadas e dessecação com herbicidas para eliminar possíveis focos de infestação.

Outro ponto importante é a preparação do solo. Revolver a terra pode expor sementes de plantas daninhas, favorecendo sua germinação e facilitando o controle subsequente. A rotação com culturas como soja e milho também contribui para quebrar o ciclo das invasoras e fortalecer o sistema produtivo.

No sistema pré-germinado, Bergamin recomenda a inundação das áreas entre 20 a 30 dias antes da semeadura e a manutenção da lâmina d’água ao longo do ciclo, especialmente em regiões com incidência de arroz-vermelho. A qualidade da água usada na irrigação também é um fator determinante. “Água limpa reduz a incidência de plantas aquáticas invasoras”, afirma o agrônomo.

Por fim, o uso de herbicidas deve ser planejado de forma estratégica durante todo o ciclo da cultura, para garantir eficiência no controle e evitar desperdícios. O MIP, aliado a práticas de manejo adequadas, se apresenta como uma ferramenta indispensável para produtores que buscam estabilidade produtiva e redução de riscos.





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