quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Mercado de trigo deve seguir pressionado



Existem alguns pontos de atenção



Existem alguns pontos de atenção
Existem alguns pontos de atenção – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de trigo, especialmente no Rio Grande do Sul, enfrenta atualmente uma pressão de preços para baixo, reflexo da menor demanda e do aumento da oferta, devido aos estoques remanescentes e sobras de sementes. No Paraná, a situação é agravada pelo excesso de importações de trigo, que já somaram cerca de 150 mil toneladas em pelo menos cinco navios, gerando sobra de farinhas inteira e especial e estimulando a concorrência com a farinha argentina. 

Segundo análise da TF Agroeconômica, o atual cenário tem preços pressionados, mas a expectativa para a próxima safra é de recuperação dos valores. A guerra no Oriente Médio, combinada com problemas climáticos nos EUA e Rússia, levou a alta nas cotações da CBOT, embora a lucratividade do trigo ainda esteja muito baixa. A produção prevista para o Brasil em 2025/2026 é menor que a safra atual, o que deve elevar os preços a partir de fevereiro de 2026. A recomendação é que os produtores evitem vender entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, enquanto compradores devem aproveitar o momento para adquirir o produto.

Entre os fatores que podem sustentar a alta, destacam-se as exportações dentro do esperado, com vendas para 2025/2026 já alcançando 427 mil toneladas; as hostilidades no Oriente Médio, região dependente de trigo importado; e a demanda da Argélia, que adquiriu entre 550 e 570 mil toneladas a preços competitivos. Entretanto, há pontos de atenção como as condições climáticas nos EUA, onde a colheita do trigo de inverno está atrasada devido a chuvas, e a seca na região russa de Krasnodar, que pode impactar a produção.

Por outro lado, fatores que atuam para conter os preços incluem a melhora do clima nos EUA, que favoreceu o progresso das lavouras, o aumento inesperado da produção russa projetada em 90 milhões de toneladas para 2025/2026 — número que pode incluir áreas ucranianas sob controle russo — e a recuperação das safras europeias, beneficiadas pelas chuvas recentes. Além disso, a Ucrânia enfrenta barreiras comerciais que ampliam a competição internacional, pressionando os preços globalmente. No Brasil, a falta de margens para os moinhos e o aumento da matéria-prima disponível devem continuar limitando os reajustes de preço, mesmo em períodos tradicionalmente mais favoráveis.





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Geadas preocupam áreas de milho em fase inicial



Colheita de milho dobra em uma semana no Paraná




Foto: Pixabay

A colheita da segunda safra de milho 2024/25 no Paraná avançou na última semana, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado na quarta-feira (18) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com os analistas, a área colhida dobrou em relação ao levantamento anterior. Na semana passada, a estimativa era de 4% da área total de 2,72 milhões de hectares. Agora, o índice subiu para 8%, o que corresponde a aproximadamente 227 mil hectares.

Os técnicos do Deral apontam que, apesar das condições climáticas pouco favoráveis, houve uma janela de tempo que permitiu a continuidade dos trabalhos de campo. “Mesmo com o clima pouco favorável ao longo da semana, houve uma janela que permitiu a continuidade da colheita”, informa o boletim.

O relatório também destaca que 54% da área total de cultivo já se encontra na fase de maturação, o que reduz os riscos de danos caso ocorram geadas intensas nas próximas semanas. Por outro lado, os 46% restantes da área plantada ainda estão em outras fases de desenvolvimento e permanecem mais suscetíveis aos efeitos do frio. Boa parte dessas áreas em desenvolvimento está localizada na região Norte do Paraná, onde historicamente a ocorrência de geadas intensas é menos frequente.





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Mercado do boi gordo registra alta no Rio de Janeiro



O mercado do boi gordo no Rio de Janeiro apresentou recuperação na última semana




Foto: Canva

O mercado do boi gordo no Rio de Janeiro apresentou recuperação na última semana, segundo a análise “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. As recentes chuvas no estado têm favorecido as condições das pastagens, permitindo que os pecuaristas adiem as vendas à espera de melhores preços.

De acordo com o levantamento, a escassez de ofertas contribuiu para a elevação das cotações. A alta semanal para o boi gordo foi de 1,7%, o equivalente a R$ 5,00 por arroba, com o preço alcançando R$ 300,50 por arroba.

As categorias de vaca e novilha também registraram aumento de 1,9%, ou R$ 5,00 por arroba, sendo negociadas a R$ 271,00 e R$ 276,00 por arroba, respectivamente. Os valores são para pagamento a prazo e já descontados os impostos, como Senar e Funrural.

Em São Paulo, o diferencial de base do boi gordo está em R$ 10,00 por arroba, ou 3,3% inferior, com a arroba sendo negociada a R$ 310,50, também a prazo e livre de impostos.

A Scot Consultoria avalia que, no curto prazo, a tendência é de manutenção ou até mesmo de alta nas cotações.





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Mercados agrícolas abrem semana com pressão


Os mercados futuros de trigo, soja e milho iniciaram o dia com leve tendência de baixa nas bolsas internacionais, refletindo principalmente as condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos e movimentos estratégicos de realização de lucros por parte dos investidores. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica nesta segunda-feira.

O trigo apresentou pequenas quedas nas cotações de julho e dezembro na CBOT, sendo negociado a US\$ 567,50 e US\$ 605,50 por bushel, respectivamente. A valorização do dólar frente ao euro prejudica a competitividade do trigo americano no mercado externo. No Brasil, o indicador do CEPEA no Paraná caiu -0,11% (R\$ 1.501,68), enquanto no Rio Grande do Sul subiu +0,11% (R\$ 1.352,02). As exportações da Argentina e do Paraguai também mantiveram preços estáveis, com cotações entre US\$ 229 e US\$ 265.

A soja iniciou o dia com variações moderadas em Chicago, sendo cotada a US\$ 1.067,50 para julho e US\$ 1.093,50 para maio de 2026. A estabilidade no mercado de petróleo e previsões de chuvas acima da média para o cinturão agrícola americano influenciam a formação dos preços. No mercado interno, o CEPEA registrou alta de +0,56% no Paraná, com a saca sendo comercializada a R\$ 130,08. No Paraguai, os preços caíram 2,48%, ficando em US\$ 350,44.

Já o milho opera em queda nos EUA, com o contrato de julho recuando para US\$ 424,00/bushel, influenciado pelas boas perspectivas de produtividade na safra americana. No Brasil, os contratos futuros da B3 apresentaram leve oscilação, com julho em R\$ 63,16 (+0,09%) e janeiro a R\$ 72,02 (-0,20%). O indicador CEPEA subiu 0,06% no dia, alcançando R\$ 68,11. No Paraguai, os preços recuaram para US\$ 155 em San Pedro e US\$ 180 no Oeste do Paraná.





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Goiás inicia vazio sanitário da soja para controle da ferrugem asiática



Agrodefesa inicia ação contra ferrugem asiática




Foto: Pixabay

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informou que o vazio sanitário da soja em Goiás terá início em 27 de junho deste ano. A medida, que seguirá até 24 de setembro, proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja em todo o território goiano, incluindo as tigueras, plantas que germinam espontaneamente após a colheita.

Segundo a Agrodefesa, a ação tem como objetivo a prevenção e o controle da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura. “A eliminação das plantas vivas de soja nesse período é fundamental para interromper o ciclo do fungo causador da doença”, informou o órgão.

O estado de Goiás ocupa a terceira posição no ranking nacional de produção de soja, atrás apenas de Mato Grosso e Paraná. De acordo com o 11º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 12 de junho, a expectativa para a safra 2024/2025 é de uma produção superior a 20,4 milhões de toneladas, em uma área de 4,95 milhões de hectares. A produtividade média projetada é de 4,12 toneladas por hectare.

A partir de 25 de setembro, o surgimento de plântulas de soja já será permitido. O prazo final para a semeadura será 2 de janeiro de 2026, conforme a Instrução Normativa nº 06/2024 da Agrodefesa. Os produtores devem realizar o cadastro das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) até 15 dias após o encerramento do período de semeadura, com limite em 17 de janeiro de 2026.

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que se espalha pelo vento e pode percorrer grandes distâncias. O fungo ataca as folhas da soja, provocando desfolha precoce e impactando a produtividade. Sem controle, as perdas podem ultrapassar 70% da produção nas áreas mais afetadas. A Agrodefesa reforçou a necessidade de os produtores seguirem o calendário oficial para evitar a proliferação da doença e reduzir o uso de defensivos agrícolas.





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Conflito no Oriente Médio eleva incertezas no mercado da soja



Conflito também afeta o setor de fertilizantes




Foto: Seane Lennon

O ataque das forças norte-americanas a instalações nucleares iranianas reacendeu a tensão no Oriente Médio e trouxe reflexos para o mercado global de energia. Três centros de enriquecimento de urânio localizados em Fordow, Natanz e Isfahan foram atingidos. Em resposta, o Irã anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, importante corredor por onde passam aproximadamente 20% do petróleo e 25% do gás natural liquefeito consumidos no mundo. Segundo análise da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (23), a ofensiva e o bloqueio devem impactar diretamente as cotações do óleo de soja, dada a forte correlação entre os mercados de energia e oleaginosas.

Além do petróleo, o conflito também afeta o setor de fertilizantes. O Irã, responsável por uma produção anual de cerca de 7 milhões de toneladas de fertilizantes nitrogenados, exporta aproximadamente 5 milhões de toneladas desse volume. A Grão Direto alerta que, com a escalada da crise, existe risco de aumento nos preços internacionais desses insumos, além de possíveis dificuldades logísticas nas rotas de exportação. A preocupação se concentra principalmente nos nitrogenados, que já vinham apresentando recuperação de preços desde o início de maio.

No mercado cambial, a elevação da taxa Selic para 15%, com alta de 0,25 ponto percentual, poderia favorecer o real frente ao dólar em um cenário de normalidade. No entanto, as incertezas globais provocadas pela crise no Oriente Médio têm levado os investidores internacionais a buscar ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Esse movimento sustenta a valorização do dólar, mesmo diante da alta dos juros no Brasil.

Segundo a análise, o mercado internacional da soja deve iniciar a semana com viés de alta, impulsionado pela Bolsa de Chicago. No entanto, no Brasil, o produtor precisará observar com atenção a evolução do câmbio e o comportamento do petróleo. “O avanço nos custos pode anular qualquer possível ganho de preço”, alerta o relatório da Grão Direto.





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especialistas alertam para o avanço da raça 4+ em lavouras de soja de MT


Pesquisas e amostragem feitas pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) identificaram um crescimento preocupante na população de diversas raças de nematoides de cisto, em especial a raça 4+. Embora presente em várias regiões produtivas, a predominância da raça 4+ foi percebida em lavouras localizadas na região de Sorriso, no médio norte do estado. Os dados destacam que a população dessa raça de nematoide de cisto é de difícil controle, e vem avançando de forma significativa em áreas que utilizam cultivares de soja sem resistência específica.

“Observamos o aumento da raça 4+, principalmente onde as cultivares não apresentam resistência a essa raça. Isso indica que precisamos revisar as variedades de soja que são usadas pelos produtores e adotar estratégias de controle mais eficaz”, alerta a pesquisadora doutora em nematologia da Fundação MT, Tânia Santos.

Ainda segundo a pesquisadora, além da raça 4+, as amostras coletadas em municípios do sul e sudeste de Mato Grosso, como Alto Garças, Itiquira, Tesouro, Campo Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis e Pedra Preta registraram avanço das populações de nematoides de galha e cisto.  Propriedades de Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Santa Rita do Trivelato, Diamantino, Ipiranga do Norte, Nova Maringá e Nova Mutum também apresentaram aumento desses patógenos. A pesquisa mostrou que as lavouras estão infestadas com nematoides de diferentes raças e a maioria das áreas teve aumento de população no comparativo com a safra anterior, mesmo assim os resultados relacionados a perdas de produtividade podem ter sido mascarados, devido às condições de tempo que garantiram uma boa safra.

“Como no período da safra 24/25 choveu muito bem, os produtores não sentiram tanto o impacto que os nematoides causam na produtividade, como o que foi sentido na safra anterior”, explica a pesquisadora e doutora em fitopatologia, Rosângela Silva. “Mas há um alerta: se as chuvas não forem tão regulares na próxima safra, o agricultor poderá enfrentar perdas muito mais acentuadas”, conclui.

UM SÓCIO INDESEJÁVEL NAS LAVOURAS

No cenário nacional, nematoides já causam prejuízos estimados em R$27,7 bilhões na cultura da soja, segundo análise divulgada pela Sociedade Brasileira de Nematologia e as empresas Agroconsult e Syngenta. Para frear esse avanço, a Dra. Cláudia Dias Arieira, da Universidade Estadual de Maringá (PR), reforça a importância de envolver análises nematológicas desde o planejamento da safra. “É fundamental definir se usaremos apenas químicos, biológicos ou uma combinação, garantindo um manejo detalhado e eficiente”, orienta.

 

A pesquisadora Juliana Nunes, da Fundação MT, reforça o alerta: “Quanto mais se retarda o manejo de nematoides, maior se torna o problema. É possível manejar com eficiência, mas precisamos agir o quanto antes. Por isso, conhecer a realidade das populações de nematoides existentes em cada lavoura é essencial para saber o que deve ser feito”, orienta a pesquisadora.

Como estratégia, a recomendação dos especialistas começa com o acompanhamento e diagnóstico das lavouras e segue com a escolha de cultivares que apresentem resistência aos nematoides encontrados nas análises. Como forma de reduzir a população de nematoides, a orientação também é fazer uso de plantas não hospedeiras e promover a rotação de culturas. Outra forma de cuidado com as plantas é o uso de produtos químicos e biológicos, que protejam as raízes, especialmente quando as populações iniciais de nematoides ainda forem elevadas.

“O controle de nematoides não pode ser feito à sorte. É algo que depende de manejo contínuo, com monitoramento detalhado de cada área da lavoura, além do uso integrado de ferramentas e no momento certo,” conclui a pesquisadora Rosângela Silva.

Fundação MT oferece serviços aprofundados em nematologia

Nematoides são vermes de tamanho microscópico, que podem ser encontrados em muitos meios, inclusive no solo, onde boa parte ataca diretamente as raízes das plantas, o que pode causar doenças ou simplesmente enfraquecer o vegetal. No caso dos fitonematoides, que se alimentam das plantas, eles podem entrar pelas raízes e permanecer durante quase todo o ciclo de vida dentro dela, causando dificuldades para que a planta absorva água e nutrientes, o que atrapalha no desenvolvimento dos cultivos.

A Fundação MT possui equipe especializada e um amplo laboratório de nematologia que oferece diversos serviços aos agricultores, por meio da amostragem de solos e raízes, como por exemplo: a identificação e quantificação dos principais fitonematoides que parasitam as plantas, a identificação de raças no caso de nematoide de cisto da soja, além da avaliação dos nematicidas químicos e biológicos em casa de vegetação, entre outras atividades.

Com resultados de pesquisas, recomendações e serviços, a Fundação MT reforça seu compromisso em oferecer suporte técnico aos agricultores, garantindo que o manejo de nematoides seja realizado de forma proativa e eficiente.

 





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Demanda por etanol pode sustentar o milho


A alta nas cotações internacionais do petróleo, provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio, trouxe reflexos diretos para o mercado de milho. Segundo análise da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (23), o movimento favorece as usinas de etanol à base de milho, que passam a operar com margens mais ajustadas. Em períodos de encarecimento dos combustíveis fósseis, o consumo de etanol tende a aumentar, elevando a competitividade do biocombustível frente à gasolina. “Com melhores margens, as usinas podem ampliar suas compras no mercado doméstico, funcionando como fator de contenção sobre os volumes disponíveis para exportação”, aponta a análise. Essa demanda interna, ainda que pontual, pode ajudar a suavizar a pressão de baixa nos preços causada pela entrada da colheita no mercado.

O ritmo da colheita da segunda safra segue abaixo do esperado. Até 20 de junho, apenas 14,08% da área total havia sido colhida, número inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o índice era de 37,57%. A média dos últimos cinco anos é de 26,76%. Segundo a Grão Direto, os dados indicam um dos menores avanços já registrados para o período, o que acende um sinal de alerta.

As previsões meteorológicas apontam a possibilidade de chuvas nos dias 23 e 24 de junho em regiões produtoras como Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que juntas concentram cerca de 90% da produção da segunda safra. Atualmente, 61,2% das lavouras estão na fase de maturação. A expectativa é que as chuvas elevem a umidade dos grãos, dificultem a colheita e afetem a qualidade do milho. O atraso nas operações, combinado com uma safra de produção elevada, pode gerar pressão sobre a capacidade de armazenamento, levando à sobreposição de safras, problemas logísticos e aumento dos custos com secagem e armazenagem. A Grão Direto avalia que a logística será um fator decisivo nas próximas semanas, especialmente para evitar conflitos de janelas com outros produtos agrícolas, como a soja remanescente.

O possível reaquecimento das usinas de etanol, impulsionado pela alta do petróleo, pode oferecer suporte adicional aos preços no curto prazo. No entanto, a Grão Direto destaca que o mercado deve permanecer volátil, com oscilações regionais marcadas pela evolução da colheita e pelo ritmo das compras internas.





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frente fria deve atingir até o Sudeste e Centro-Oeste


Uma forte massa de ar polar vai provocar queda acentuada de temperatura em várias regiões do Brasil a partir da próxima segunda-feira, 23 de junho. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma frente fria avança pelo Sul do país e deve provocar chuvas e declínio térmico significativo em grande parte do território nacional, com potencial para neve e geada intensa em diversas áreas.

Segundo informações divulgadas pelo Inmet, o sistema frontal atuará sobre áreas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e faixa sul de São Paulo. Nestes locais, além da queda de temperatura, não se descarta a ocorrência de chuvas localmente fortes, especialmente entre o norte gaúcho e o norte paranaense.

A friagem — quarta registrada em 2025 — será sentida já nas primeiras horas do dia 23, com os termômetros despencando no Sul e no Mato Grosso do Sul. Ao longo da segunda-feira, o frio se estende também para São Paulo, sul do Rio de Janeiro, sudoeste do Mato Grosso e áreas do sul de Rondônia e Acre.

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Durante a noite do próprio dia 23, há expectativa de neve pontual nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, impulsionada pela combinação entre o ar frio e a umidade persistente. Na terça-feira (24), o cenário se intensifica ainda mais com previsão de geada ampla nos três estados do Sul, com intensidade moderada a forte na serra gaúcha, em áreas de Santa Catarina e no sul do Paraná.

O frio também se espalha pelo sul do Mato Grosso do Sul, atingindo o sudoeste e o sul paulista, onde também deve gear. Na quarta-feira (25), a geada continua nestas áreas, enquanto a massa de ar polar avança em direção ao Sudeste e parte do Centro-Oeste. Os efeitos serão sentidos na faixa sul de Goiás, no Triângulo Mineiro, Zona da Mata, sul de Minas Gerais e em todo o estado do Rio de Janeiro, além do sul do Espírito Santo.

Mesmo com o declínio térmico acentuado, o Inmet informa que a massa de ar frio começa a perder força gradativamente a partir do dia 25. No entanto, o frio ainda deve persistir, com geadas fracas a moderadas, principalmente na Região Sul.





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O agro brasileiro já estava pressionado antes da guerra



O fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual



O  fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual
O fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual – Foto: Foto: Portos RS

O gargalo logístico mundial já estava previsto mesmo antes do ataque dos EUA no sábado, 21 de junho, de acordo com José Carlos de Lima Júnior, sócio-diretor da Markestrat e cofundador da Harven Agribusiness School. A operação de fertilizantes e combustíveis no Estreito de Ormuz é uma das maiores do mundo, mas para o agronegócio o sinal de alerta foi ligado bem antes desse episódio, envolvendo fatores estruturais e sazonais que pressionam a cadeia de suprimentos.

A Índia já havia se consolidado como importante fornecedora de princípios ativos para agroquímicos, reduzindo parcialmente a dependência da China. Antecipando riscos, o Brasil adiantou grande parte das importações necessárias no período pré-safra de 2025, o que garante certa proteção no curto prazo. Ainda assim, os custos de fretes marítimos registraram alta em junho, refletindo tensões já existentes nas rotas globais.

No segundo semestre, ocorre o chamado Peak Season, fase tradicional de saturação logística puxada por exportações de açúcar, algodão e outros produtos de safra. Portanto, mesmo sem qualquer conflito, o setor enfrentaria gargalos significativos. O ataque do dia 21 apenas adiciona uma camada extra de incerteza e pressão sobre um sistema que já vinha operando perto do limite, observa José Carlos de Lima Júnior.

Para ele, o eventual fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual, mas como um fator cumulativo, agravando desequilíbrios logísticos que podem impactar custos e prazos de entrega no agronegócio global. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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