quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Paraná desponta como novo polo de etanol de milho no Brasil



Outro diferencial do estado está na infraestrutura



Outro diferencial do estado está na infraestrutura
Outro diferencial do estado está na infraestrutura – Foto: Pixabay

O Paraná tem se consolidado como destaque na produção de etanol de milho, com potencial para alcançar 6,2 milhões de litros, quase o dobro da capacidade estimada em regiões tradicionais como Nova Mutum (MT). Segundo dados da EEmovel Agro, a área de abrangência de 120 km a partir de Campo Mourão concentra mais de 3,1 milhões de hectares de milho na segunda safra, resultando em cerca de 259 milhões de sacas do grão.

A construção da usina da COAMO em Campo Mourão fortalece essa tendência. Com capacidade de processar 1,7 mil toneladas de milho por dia e produzir 765 mil litros de etanol diários, o projeto representa um investimento de R\$ 1,7 bilhão. Apesar da predominância da soja, o milho ganha cada vez mais espaço em municípios como Ubiratã, Mamborê e Campina da Lagoa, consolidando-se como a segunda cultura mais importante da região.

Outro diferencial do estado está na infraestrutura. O Paraná possui 5.182 silos com capacidade total de armazenamento de quase 39 milhões de toneladas, o que garante eficiência logística e maior atratividade para novos empreendimentos voltados ao biocombustível.

Para Luiz Almeida, Diretor de Operações Agro da EEmovel Agro, o estado reúne todas as condições para se tornar um polo nacional do etanol de milho. A combinação entre produção em larga escala, capacidade de armazenagem e investimentos em processamento fortalece a competitividade paranaense e impulsiona o desenvolvimento sustentável no setor.

“A capacidade produtiva da região, aliada à estrutura para armazenamento e processamento, coloca o estado em vantagem competitiva importante, comparado a outras regiões tradicionalmente produtoras, como o Mato Grosso. Isso deve atrair mais investimentos e gerar desenvolvimento econômico local”, explica.

 





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Milho mais barato pressiona rentabilidade em Mato Grosso



Safra cheia derruba preço do milho




Foto: Canva

O mercado do milho em Mato Grosso segue sob pressão com a intensificação da colheita da segunda safra. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre os dias 23 e 27 de junho, o preço médio da saca no estado fechou em R$ 39,84, o que representa uma queda de 0,79% em relação à semana anterior.

Esse valor tem se aproximado perigosamente do preço mínimo estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2025, fixado em R$ 35,91 por saca. O Imea destaca que esse encurtamento entre os dois patamares é reflexo direto da expectativa de maior produção da safra 2024/25 em comparação ao ciclo anterior. Com o aumento da oferta, a pressão sobre os preços tende a se intensificar nas próximas semanas.

Historicamente, quando o valor médio de mercado fica abaixo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o governo pode adotar medidas de apoio ao produtor rural, como a realização de leilões para a formação de estoques públicos. Essas ações visam assegurar uma remuneração mínima ao agricultor, como já ocorreu em safras anteriores, como as de 2016/17 e 2022/23.

Entretanto, a efetivação dessas políticas depende de uma série de fatores, como decisão política, disponibilidade orçamentária e uma solicitação formal por parte dos produtores ou entidades representativas. Ainda segundo o Imea, mesmo quando implementadas, essas ações nem sempre conseguem absorver todo o volume excedente do mercado.

 





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Vazio sanitário da soja começa no RS



Proibido cultivar soja no RS até setembro: entenda o vazio sanitário




Foto: AgrolinkFito

O Rio Grande do Sul inicia nesta quinta-feira, 3 de julho, o período do vazio sanitário da soja, medida para controle da ferrugem asiática. Até 30 de setembro, está proibida a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado. A restrição de 90 dias segue determinação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tem como objetivo interromper o ciclo do fungo causador da doença.

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o vazio sanitário, aliado ao calendário oficial de semeadura — que será de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026 —, é uma das principais estratégias de defesa fitossanitária para garantir a produtividade da soja no estado. A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e está entre as doenças mais severas enfrentadas pelos produtores brasileiros.

“O período de vazio sanitário e o calendário de semeadura adotado para a soja no Rio Grande do Sul se consolida como estratégia de enfrentamento da ferrugem asiática, para garantir o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para nosso estado”, destacou Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi.

O Estado mantém um programa próprio de monitoramento da ferrugem asiática, com atuação nas principais regiões produtoras. Esse sistema é baseado na detecção de esporos da doença associada a dados meteorológicos, permitindo a elaboração de mapas que indicam a probabilidade de ocorrência do fungo.





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Geadas podem comprometer safra de milho no Paraná



Milho cresce, mas enfrenta risco climático




Foto: Agrolink

A segunda safra de milho 2024/25 no Paraná já é a maior da história em termos de área cultivada, com 2,77 milhões de hectares plantados, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A estimativa de produção é de 16,5 milhões de toneladas, superando o recorde da safra 2021/22, que havia registrado 2,74 milhões de hectares.

No entanto, os dados não consideram os possíveis danos provocados pelas geadas que atingiram o estado entre os dias 24 e 25 de junho. O documento tem como referência o dia 23 e, de acordo com o Deral, é necessário tempo para avaliação precisa das perdas.

“O relatório não contempla ainda os impactos das geadas. Precisamos de alguns dias para entender com clareza a extensão dos danos”, informou o órgão.

A área com maior risco de comprometimento está estimada em 964 mil hectares, que se encontravam em fase de frutificação no momento das geadas. Esta área tem potencial de produzir até 5,9 milhões de toneladas de milho.

Segundo os analistas do Deral, caso 10% dessa produção em risco seja perdida, a redução seria de cerca de 596 mil toneladas. Se o prejuízo atingir 20%, a perda poderia alcançar 1,19 milhão de toneladas.

Apesar da possibilidade de perdas localizadas, o Deral considera que a produção continuará elevada. “Mesmo com perdas de até 20% na área mais vulnerável, a safra se mantém histórica pela extensão plantada e pelo volume total esperado”, aponta o boletim.





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Umidade alta favorece microrganismos no feijão



Chuvas afetam lavouras finais de feijão




Foto: Pixabay

As lavouras remanescentes de feijão da segunda safra no Rio Grande do Sul foram severamente prejudicadas pelas chuvas intensas dos últimos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), cerca de 2% da área ainda não havia sido colhida, e as precipitações inviabilizaram os trabalhos em muitas regiões.

A entidade alerta que a permanência dos grãos nas vagens sob umidade elevada provocou germinação precoce em plantas já maduras. “Esse fenômeno compromete diretamente a qualidade comercial do produto”, aponta o boletim. A combinação de umidade relativa elevada com saturação hídrica nas vagens criou ambiente propício para o surgimento de microrganismos.

Segundo a Emater, esse cenário acelerou a degradação fisiológica e sanitária dos grãos remanescentes, comprometendo o rendimento e a viabilidade da comercialização do feijão colhido neste estágio final da safra.





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Bahia e Alemanha estreitam laços no agronegócio



Delegação alemã visita agro do Oeste baiano




Foto: Pixabay

A adoção de tecnologias, práticas sustentáveis e soluções inovadoras no campo foi o foco da missão oficial do Ministério Federal da Alimentação, Agricultura e Identidade Regional da Alemanha (BMLEH) ao Oeste da Bahia. A visita, realizada entre os dias 17 e 19 de junho, foi coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), com apoio da Bahiainveste.

Durante a missão, a comitiva alemã percorreu os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves, onde teve contato com iniciativas locais ligadas à agricultura regenerativa, rastreabilidade de produtos, recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). O objetivo foi conhecer modelos produtivos sustentáveis e discutir parcerias futuras.

Segundo a Seagri, a agenda também incluiu reuniões para tratar de cooperação nas áreas de bioeconomia, segurança alimentar e energias renováveis. “Estamos estreitando relações que podem gerar oportunidades para produtores baianos e fomentar o intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre os dois países”, afirmou a secretaria.

O agronegócio é destaque nas relações comerciais entre a Bahia e a Alemanha. De acordo com dados do governo baiano, em 2024, 66% das exportações para o país europeu foram de farelo de soja. Celulose e café representaram 16% e 13%, respectivamente, enquanto outros produtos agropecuários somaram 6%. Por outro lado, o estado importou majoritariamente maquinários e equipamentos agrícolas da Alemanha, intensificando a troca tecnológica entre os mercados.





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Aveia-branca tem coloração pálida por falta de sol



Doenças foliares avançam em lavouras de aveia




Foto: Canva

As condições climáticas adversas têm dificultado o andamento da semeadura e das atividades de manejo da aveia-branca no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26). Apesar das chuvas intensas, a cultura apresenta bom desenvolvimento vegetativo, embora com coloração verde-pálida nas folhas, atribuída à baixa incidência de luz solar.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a estimativa para esta safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade projetada em 2.254 kg por hectare.

Na região de Frederico Westphalen, a semeadura alcançou 97% da área prevista, mas o desenvolvimento das lavouras está atrasado devido à escassa radiação solar. Além disso, o excesso de umidade favoreceu a incidência de doenças, com destaque para o complexo de manchas foliares.

Na regional de Ijuí, os trabalhos de plantio foram concluídos. No entanto, já se observa acamamento em lavouras em fase de emissão de panícula e floração. Produtores relatam dificuldades no controle de plantas daninhas e na aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

Em Passo Fundo, as condições de solo encharcado impediram o avanço da semeadura, que permanece em 40% da área prevista. As lavouras implantadas seguem em fase de desenvolvimento vegetativo.

Na regional de Santa Rosa, a previsão de tempo seco deve permitir a retomada do monitoramento das lavouras. Durante o período chuvoso, o tráfego de equipamentos agrícolas nas áreas cultivadas foi inviabilizado, levando à suspensão das ações de controle fitossanitário.





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Fruticultura sofre com alta umidade e queda de frutos



Mamão perde qualidade e banana tem maturação atrasada




Foto: Divulgação

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (26) aponta que as condições climáticas adversas vêm impactando a fruticultura em várias regiões do Rio Grande do Sul. Na regional de Ijuí, o aumento da umidade e os dias nublados elevaram a incidência de podridões nos morangos e provocaram queda de frutos nos pomares de citros.

Os preços médios das frutas de mesa permanecem estáveis, conforme informado pela Emater/RS-Ascar: bergamota a R$ 4,00 o quilo, laranja a R$ 4,10 e morango a R$ 35,00.

Em Pelotas, as chuvas dificultaram manejos essenciais, como podas, roçadas e aplicações fitossanitárias, devido ao solo encharcado e ao acesso restrito às lavouras. Apesar disso, o acúmulo de horas de frio foi favorável aos pomares de pêssego, que apresentaram dormência uniforme e redução do inóculo de doenças.

Na regional de Santa Rosa, as rosáceas e videiras entraram na fase de dormência após perda total das folhas. A colheita das nozes segue em andamento, mas a qualidade do mamão foi afetada. Já a maturação dos frutos de banana foi prejudicada pelas temperaturas baixas.

Em Santa Maria, especificamente em Cachoeira do Sul, a colheita das nozes não avançou devido às chuvas, que também causaram queda de frutos, arrastados pelo escoamento para córregos da região.





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Norte pode bater 38°C e Sul registra até -7°C


A chegada de uma nova massa de ar frio deve derrubar as temperaturas em diversas regiões do país nesta semana. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), entre os dias 30 de junho e 7 de julho, os termômetros podem marcar temperaturas negativas no Sul e valores próximos de 0 °C no Sudeste, favorecendo a ocorrência de geadas em áreas de maior altitude.

Segundo o Informativo Meteorológico nº 24/2025, divulgado pelo INMET, o frio mais intenso será sentido nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde são previstas mínimas abaixo de 6 °C já a partir de 2 de julho. Nas áreas serranas, as temperaturas podem cair ainda mais, com possibilidade de geadas moderadas a fortes. No dia 25 de junho, por exemplo, os termômetros marcaram -7,8 °C em General Carneiro (PR) e -4,7 °C em Curitibanos (SC).

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Além da Região Sul, o avanço da massa de ar frio também impactará o Sudeste. A partir de 5 de julho, os estados de Minas Gerais e São Paulo devem registrar mínimas abaixo dos 10 °C, especialmente nas áreas mais elevadas, como Monte Verde (MG), onde os termômetros já marcaram -2,9 °C no fim de junho.

No Norte e Nordeste, por outro lado, o calor predomina. As temperaturas máximas devem ultrapassar os 37 °C em estados como Piauí e Tocantins. No dia 25 de junho, Oeiras (PI) registrou 38,8 °C, e Porto Nacional (TO), 37,4 °C. As mínimas, nessas regiões, permanecem elevadas, com valores acima dos 24 °C.

A previsão de chuvas para a semana indica volumes mais expressivos no norte da Região Norte e leste das regiões Sudeste e Nordeste, com acumulados acima de 50 mm. No interior do país, especialmente no Centro-Oeste e áreas do Nordeste, o tempo seguirá seco, com baixa umidade do ar.





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Como manejar a ferrugem alaranjada da cana?



Os primeiros sinais da doença surgem como pequenas pintas alaranjadas



Os primeiros sinais da doença surgem como pequenas pintas alaranjadas
Os primeiros sinais da doença surgem como pequenas pintas alaranjadas – Foto: Canva

A ferrugem alaranjada, provocada pelo fungo Puccinia kuehnii, tem sido uma das doenças foliares mais preocupantes nos canaviais brasileiros durante o período chuvoso. De acordo com o engenheiro agrônomo Dallisson Pontes, a presença do patógeno compromete a fotossíntese da planta, prejudica seu desenvolvimento e impacta negativamente a produtividade da lavoura.

Os primeiros sinais da doença surgem como pequenas pintas alaranjadas na face inferior das folhas. Em pouco tempo, essas lesões evoluem para necrose, reduzindo significativamente a área fotossintética, antecipando a senescência e limitando o acúmulo de sacarose. Isso leva a atrasos no crescimento e à diminuição da longevidade do canavial, o que compromete ciclos futuros de colheita.

Para o controle eficaz da ferrugem alaranjada, Pontes recomenda o uso de fungicidas sistêmicos combinados com aminofosfito de cobre. Essa associação potencializa os efeitos do manejo, com o aminofosfito atuando de forma bioestimulante e sistêmica, fortalecendo o metabolismo da planta e promovendo uma resposta mais eficiente ao estresse biótico. Além disso, ele induz a resistência sistêmica adquirida, estimulando a produção de compostos de defesa que dificultam a infecção de folhas novas.

Nesse contexto, a aplicação conjunta dos produtos é estratégica para proteger o dossel foliar ainda em formação, mantendo a sanidade da planta e favorecendo seu desenvolvimento vegetativo. Esse manejo integrado se mostra essencial para preservar a produtividade e garantir a sustentabilidade dos canaviais em regiões de alta umidade.

 





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