segunda-feira, abril 27, 2026

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vencedores do 12º Concurso da Agricultura Familiar são revelados


Não há mais desculpas para apenas passear pelo Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer e lançar o popular “na volta a gente compra”. Na tarde desta quinta-feira (29/08), o Pavilhão da Agricultura Familiar recebeu a tradicional cerimônia de premiação dos vencedores do 12º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar. E teve de tudo: primeiro lugar inédito, bicampeão e conquista para quem persistiu até voltar com uma placa para casa. 

Na cerimônia de entrega, o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Vilson Covatti, reforçou que a premiação é um reconhecimento à qualidade dos produtos elaborados pelas famílias gaúchas. “Eu sou cliente fiel de muitas dessas agroindústrias. É uma honra e uma alegria participar desta entrega. No próximo ano, este será um evento de gala”, prometeu. 

Nesta edição, o concurso recebeu 149 inscrições para nove categorias: doce de leite, queijo colonial, salame tipo italiano, linguiça de carne suína defumada, mel, vinho tinto de mesa seco, suco de uva, melado líquido e cachaça prata. O julgamento começou na segunda-feira (26/8) com uma banca composta por cinco jurados para cada grupo. Eles avaliaram diferentes critérios, geralmente associados a aspectos sensoriais: visão, paladar, olfato e tato. Os três primeiros colocados de cada categoria participam do Desfile dos Grandes Campeões da Expointer, nesta sexta-feira (30/8), às 10h, na Pista Central. 

Tem bicampeão no doce de leite 

Um dos produtos mais procurados no pavilhão é o doce de leite, que teve um bicampeão com a Esrelat (banca 298), conquistando a categoria pela segunda vez consecutiva. Dono do empreendimento, Roberto de Oliveira informou que a conquista em 2023 alavancou as vendas da empresa em 20%. Desta vez, a vitória também é um símbolo para a cidade de Estrela, bastante afetada pelos eventos meteorológicos de maio. 

“A sensação é de dever cumprido, é mostrar que a gente está no caminho certo de apresentar um produto diferenciado para os clientes, de merecimento no dia a dia da comunidade rural. Nosso município foi muito atingido e a gente pode levar o nome do município para todo o Brasil”, afirmou. 

O visitante Vilson Lewe parou para provar o doce premiado e saiu com duas unidades grandes. Ele ainda não tinha visto a placa da premiação exposta no balcão. “Provei e gostei, muito bom mesmo. Fui à banca do melado e falaram que o produto também foi premiado. Dei sorte. Vou levar para os meus filhos”, contou entre risos. 

A poucos passos dali está, de fato, o campeão inédito da categoria melado. O empreendimento Agro Produtos Liane (banca 288) participou pela primeira vez da disputa e voltará para Vera Cruz ostentando a placa saborosa da conquista. Além do melado líquido, o negócio familiar comercializa o do tipo batido, a geleia colonial e produtos derivados do amendoim. 

“Acabei de botar a placa sobre o balcão e já teve gente olhando. Na hora que eles chamaram no palco eu olhei para a guria do lado e fiquei surpresa. É muito legal esse reconhecimento por saber que a gente se esforça ao máximo para ter a qualidade nos serviços”, expôs Patrícia Braun. 

Queijo colonial tem campeão tradicional 

Presente há 21 anos na Expointer, a Ferrari Alimentos (banca 22) voltou a levar a premiação dos queijos coloniais. O empreendimento de Carlos Barbosa havia vencido em cinco edições anteriores, além de somar dois vices. Para o proprietário da marca, Zair Ferrari, o segredo do produto está na maturação, na qualidade do leite e no carinho ao produzir, o que ele chama de “a mão da pessoa”. 

“Desde a primeira vez que ganhei, mudou a vida da empresa, que começou a ter clientes de fora, a ser procurada por casas de queijo. Esse reconhecimento traz um ânimo. Hoje, não preciso procurar cliente, basicamente eles vêm à procura. Consigo vender para todo o estado”, comemora Ferrari.   

Vitória pela persistência e negócio multipremiado marcam categoria dos embutidos 

“Tente outra vez, outra vez e quantas forem necessárias até a conquista máxima”. Foi com esse lema que a Embutidos Bisolo (banca 272) venceu pela primeira vez a categoria de linguiça de carne suína defumada após sete anos de tentativas. Ano após ano, os irmãos de Frederico Westphalen foram incrementando a iguaria. Andrieli Coldebella destacou, inclusive, a versatilidade do produto criado. 

“Dá para fazer risoto, estrogonofe, entre outros. A nossa página da rede social tem inúmeras receitas que ensinamos a fazer”, relata Coldebella. 

E quem disse que não é possível fazer bonito com poucos anos de existência de empresa? A Viz Embutidos (banca 285) saiu do município de Presidente Lucena disposta a vencer. Perto de completar quatro anos, o empreendimento é a Rebeca Andrade (bicampeã olímpica) do 12º concurso da agricultura familiar, tendo alcançado dois pódios: um segundo lugar na linguiça de carne suína defumada e um terceiro entre os salames do tipo italiano. Tudo isso somente na segunda vez em que competem – em 2023, Daniela e Deise Arnhold, que são mãe e filha, também terminaram com o bronze no salame italiano.   

“A gente fica muito feliz porque sabe que dentro do pavilhão os nossos concorrentes são muito bons, com muitos anos de agroindústria. Ficamos muito felizes de estar no pódio”, resumiu Daniela. 

O 12º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar é uma promoção da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Emater/RS-Ascar, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e Seus Derivados no Estado do RS (Aprodecana), Embrapa Uva e Vinho, Fetag-RS, Fetraf-RS e Via Campesina. 

Confira, abaixo, os vencedores das nove categorias: 

SALAME TIPO ITALIANO 

1° LUGAR – AG DALLA VECCHIA (ARATIBA) – bancas 133 e 134 
2° LUGAR – EMBUTIDOS FIORESI (TUPANCIRETÃ) – banca 193 
3° LUGAR – VIZ EMBUTIDOS (PRESIDENTE LUCENA) – banca 285 

LINGUIÇA DE CARNE SUÍNA DEFUMADA 

1° LUGAR – EMBUTIDOS BISOLO (FREDERICO WESTPHALEN) – banca 272 
2° LUGAR – VIZ EMBUTIDOS (PRESIDENTE LUCENA) – banca 285 
3° LUGAR – EMBUTIDOS HERMES (ARROIO DO TIGRE) – banca 210 

CACHAÇA PRATA 

1° LUGAR – ALAMBIQUE BELVEDERE LTDA (AUGUSTO PESTANA) – banca 216 
2° LUGAR – CACHAÇARIA VELHO ALAMBIQUE (SANTA TEREZA) – banca 312 
3° LUGAR – CACHAÇARIA POL (MARAU) – banca 161 

VINHO TINTO DE MESA SECO 

1° LUGAR – ADEGA CARRINI (CACIQUE DOBLE) – banca 094 
2° LUGAR – VINÍCOLA LORENZET (FLORES DA CUNHA) – banca 028 
3° LUGAR – CASA ZOTTIS (BENTO GONÇALVES) – banca 196 

SUCO DE UVA INTEGRAL 

1° LUGAR – TOLOTTI E CIA LTDA (BARRA FUNDA) – banca 041 
2° LUGAR – ORGÂNICOS MARIANI (GARIBALDI) – banca 282 
3° LUGAR – SÍTIO ROSA DO VALE (POÇO DAS ANTAS) – banca 257 
 
MEL 

1° LUGAR – FAMILIA DARSKI (MARIANA PIMENTEL) – banca 121 
2° LUGAR – MEL SCHULLER (AGUDO) – banca 072 
3° LUGAR – COOP. AVAPIS (VACARIA) – banca 311 
 
QUEIJO COLONIAL 

1° LUGAR – FERRARI ALIMENTOS (CARLOS BARBOSA) – banca 022 
2° LUGAR – AG ZAGO (HULHA NEGRA) – banca 014 
3° LUGAR – GRANJA CICHELERO (CARLOS BARBOSA) – banca 108 
 
DOCE DE LEITE 

1° LUGAR – ESTRELAT (ESTRELA) – banca 298 
2° LUGAR – QUEIJARIA TRADIÇÃO (NOVA PETRÓPOLIS) – banca 263 
3° LUGAR – DAH RÊ – AGROINDÚSTRIA KONZEN (SALVADOR DAS MISSÕES) – banca 201 
 
MELADO 

1° LUGAR – AGRO PRODUTOS LIANE (VERA CRUZ) – banca 288 
2° LUGAR – AGROINDÚSTRIA D´FONTE (DEZESSEIS DE NOVEMBRO) – banca 170 
3° LUGAR – RODEIO DA FIGUEIRA (CANDELÁRIA) – banca 020





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Encontro internacional começa dia 29 no Vale dos Vinhedos


O mundo assiste aos eventos climáticos que vêm se intensificando nos últimos anos, mudando a realidade de lugares e culturas. As interferências no mundo do vinho são inevitáveis e vêm sendo sentidas em países produtores do Velho e do Novo Mundo. Toda esta influência e tendências identificadas por estudiosos no assunto farão parte de uma ampla programação técnica durante o 1º Enomeeting Internacional de Conceptwine – Desbravando Vinhos e Vinhedos que acontece nesta semana, de 29 a 31 de agosto, no Boulevard Convention Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha. Inscrições estão abertas pelo @conceptwine e podem ser feitas tanto por profissionais do vinho como por curiosos no tema. O evento, promovido pela Conceptwine, conta com o apoio da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

A oportunidade é única, facilitando acesso a diversos experts que estarão compartilhando seus estudos mais recentes num único local. As mudanças climáticas, tema que se destaca na programação global, serão abordadas por diversos profissionais. Em mais de 25 horas de muito conteúdo, troca de informações e conhecimento técnico, com tradução simultânea, especialistas da Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França, Itália, Portugal e Uruguai estarão compartilhando seus conhecimentos com os congressistas. Toda programação acontece no mesmo local, garantindo maior comodidade e segurança aos participantes, uma vez que o complexo reúne Centro de Eventos, hotel, restaurante e mall de lojas.

Os sócios Edegar Scortegagna e André Mallmann, enólogo e sommelier, respectivamente, que vivem na prática a realidade de um setor que não para de evoluir, resolveram unir conhecimento e aproximar a cadeia produtiva dos movimentos gerados diante dessas mudanças. Eles destacam, entre tantos grandes nomes do evento, o chileno Rene Vasques, que vai falar sobre Influências e tendências do campo climática na viticultura moderna; o francês Andrei Prida com a pauta Fenômenos de oxidação em barrica; o uruguaio Eduardo Boido, que vai compartilhar Os aromas e os polifenóis na Enologia atual e o espanhol Jaume GRamona Marti, que traz a temática de Penédes: O que o nosso terroir nos inspira, viticultura única no seu melhor e adaptação à nossa realidade climática.

Mais de 1.000 alunos de todas as regiões brasileiras já passaram pela ConceptWine em seis anos de atuação. Com este evento, a empresa espera não apenas atrair a atenção dos profissionais afins como também se tornar ainda mais conhecida em todo o país como educadora e disseminadora dos aspectos ligados ao mundo do vinho. Aproximando quem sabe de quem quer aprender, o 1º Enomeeting Internacional de ConceptWine chega como uma ferramenta para reunir especialistas, profissionais e apreciadores que comungam dos mesmos propósitos: desenvolver a vitivinicultura brasileira aumentando o consumo de vinhos no país, ou seja, é um evento para todos.

PROGRAMAÇÃO

DIA 29 – QUINTA-FEIRA 
14h às 15h – OIV e Mudanças Climáticas: Desafios e Recomendações para a Vitivinicultura Global (Fernanda Spinelli – Brasil)
15h às 16h – Vinho de inverno com uso da dupla poda: porque, onde e quando utilizar? (Murillo de Albuquerque Regina – Brasil)
16h às 16h30min – Coffee break 
16h30min às 18h – Cortiça e vinho: fusão de tecnologia e natureza (Pedro Felix – Portugal)
18h às 18h30min – Degustação de vinhos de diferentes regiões
18h30min – Coquetel de abertura

DIA 30 – SEXTA-FEIRA
8h30min às 10h – Mudanças climáticas: o uso da biotecnologia como estratégia de adaptação para vinificação (Fernando Cordova Arellano – Chile)
10h às 10h30min – Coffee break 
10h30min às 12h – Situação da vitivinicultura Argentina frente as mudanças climáticas (Claudia Inés Quini – Argentina)
12h15min às 14h – Almoço
14h às 15h – Vinhos moscatos e espumantes moscatéis: seus aromas e sua evolução (Ângela Rossi Marcon – Brasil)
15h às 16h – Incidência e estratégias de manejo de insetos pragas na viticultura em função das mudanças climáticas (Marcos Botton – Brasil)
16h às 16h30min – Coffee break 
16h30min às 18h – Influências e tendências do campo climático na viticultura moderna (Rene Vasques – Chile)
18h às 18h30min – Degustação de vinhos de diferentes regiões
18h30min às 19h30min – Simpósio com os professores: Mudanças Climáticas

DIA 31 – SÁBADO
8h30min às 10h – Fenômenos de oxidação em barrica (Andrei Prida – França)
10h às 10h30min – Coffee break 
10h30min às 12h – Os aromas e os polifenóis na Enologia atual (Eduardo Boido – Uruguai)
12h às 14h – Almoço 
14h às 15h30min – As variedades resistentes ao oídio e a peronospora: Análise e Gestão Enológica (Tomas Roman – Itália)
15h30min às 16h – Coffee break 
16h às 17h30min – Penédes: O que o nosso terroir nos inspira, viticultura única no seu melhor e adaptação à nossa realidade climática (Jaume Gramona Marti – Espanha)
17h30min às 18h – Degustação de vinhos de diferentes regiões
21h às 00h – Jantar especial de encerramento

SERVIÇO
O que? 1º ENOMEETING INTERNACIONAL DE CONCEPTWINE – DESBRAVANDO VINHOS E VINHEDOS 2024 
Quando? De 29 a 31 de agosto de 2024
Onde? Boulevard Convention Vale dos Vinhedos
Valores: 2.650 (cursos, degustações, coquetel de abertura e jantar de encerramento)
Observação: Vendas em lotes promocionais e alunos ConceptWine têm desconto especial 
Inscrições: (55) 9 900.1053 (Whatsapp)





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venda de ingressos ao público abre amanhã


ABE retoma formato 100% presencial com oferta para 800 apreciadores


Foto: Divulgação

Depois de realizar quatro edições híbridas, a Avaliação Nacional de Vinhos retoma seu formato original. Reconhecida como o maior momento do vinho brasileiro, a Avaliação volta a reunir quase mil apreciadores num único local para juntos degustarem a representatividade da Safra, cumprindo seu título de maior degustação de uma safra do mundo. Para viver esta experiência única, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) coloca à venda 800 ingressos, a partir das 9h desta terça-feira (13). Interessados em degustar em primeira mão as 16 amostras selecionadas entre as mais representativas da Safra 2024 deverão adquirir o ingresso pelo link. Este ano, o grande encontro será no dia 19 de outubro, no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

Até lá, cerca de 30 profissionais, na maioria enólogos, trabalham até o dia 23 de agosto para coletar as 478 amostras das 67 vinícolas de sete estados brasileiros, além do Distrito Federal (Bahia 15, Distrito Federal 18, Goiás 01, Minas Gerais 04, Paraná 03, Rio Grande do Sul 411, Santa Catarina 08 e São Paulo 18). Com as amostras recolhidas e armazenadas em Bento Gonçalves, a próxima etapa entra em ação no início de setembro com a Degustação de Seleção, conduzida por um grupo técnico formado por mais de 90 enólogos. Eles avaliam às cegas os vinhos, seguindo normas estabelecidas pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

O resultado é apresentado ao grande público no dia 19 de outubro. Além de anunciar a lista dos 30% vinhos classificados como os mais representativos da Safra 2024, a ABE também divulga quais são as 16 amostras selecionadas e degustadas simultaneamente pelos 800 apreciadores no evento. Quem nunca participou da Avaliação pode acessar o link  e assistir a edição anterior.

SERVIÇO
O que? 32ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2024
Quando? 19 de outubro de 2024
Onde? Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves
Valor: R$ 640
Ingressos pelo https://www.enologia.org.br/avaliacao-nacional-de-vinhos/inscricao-publico/
Promoção: Associação Brasileira de Enologia

Programação
16h – Credenciamento
17h – Início do evento
17h25min – Degustação / Comentários
18h40min – Intervalo 
18h50min – Degustação / Comentários
21h – Coquetel de Encerramento
00h – Encerramento

O que inclui
Degustação das 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativas da Safra 2024
01 (uma) taça de vinho de cristal personalizada
01 (uma) Taça Oficial do Espumante Brasileiro
Fichas de Degustação
Um exemplar da 16ª Revista Brasileira de Viticultura e Enologia
Certificado de Participação online
Coquetel de Encerramento (das 21h às 00h)





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Seca impactará logística da região Norte


A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior



A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior
A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior – Foto: Divulgação

A seca na região Norte do Brasil deve continuar até o final de outubro, com previsão de melhora somente em novembro, segundo a Climatempo. Durante esse período, temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média são esperadas, o que pode impactar as atividades das empresas. A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior, que já haviam causado uma seca significativa, afetando o enchimento dos rios. Áreas como o sul e leste do Amazonas, Acre, Rondônia e grande parte do Pará enfrentam um déficit de chuvas entre 50% e 70%.

“Essas áreas terão um déficit hídrico maior comparativamente aos meses anteriores e temperaturas mais altas, que vão favorecer a perda de umidade do solo em áreas de formação de corpos d’água. Nesse cenário, o nível dos rios seguirá abaixando, com a chuva retornando á Amazônia ocidental a partir de outubro, de forma gradual”, afirma Vinicius Lucyrio, meteorologista da Climatempo.

As temperaturas na região Norte já estão de 1 a 2 graus Celsius acima da média e continuarão subindo, com o pico previsto para a primeira quinzena de outubro. Esse cenário é influenciado por massas de ar seco do Brasil Central e pelo fenômeno La Niña, intensificado pela seca do segundo semestre anterior, conforme explica Lucyrio. O baixo nível dos principais rios da região e a intensificação do “verão amazônico” poderão impactar as cadeias de abastecimento e a geração de energia das hidrelétricas. A seca deste ano deve ser tão ou mais severa que a do ano passado, apesar da previsão de chuvas mais frequentes e intensas a partir do final de outubro.

“As preocupações para os próximos meses estão relacionadas ao nível baixo dos rios em amplas áreas da faixa norte, com algumas regiões já em situação de alerta”, observa o meteorologista da Climatempo.
 





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Brasil e Coreia do Sul intensificam parcerias no setor agropecuário


Missão do Mapa fortalece relações comerciais com a Coreia do Sul




Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu um passo importante para expandir as exportações do agronegócio brasileiro ao intensificar negociações com a Coreia do Sul. Durante uma missão realizada na última semana em Seul, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, acompanhado pelo adido agrícola Ricardo Zanatta, participou de reuniões estratégicas para fortalecer as relações bilaterais e discutir o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado sul-coreano, conforme o informado pelo Mapa.

Segundo o Mapa, em um dos principais encontros, Perosa e a embaixadora do Brasil em Seul, Márcia Donner Abreu, se reuniram com o ministro adjunto de Coordenação e Planejamento do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais (MAFRA) da Coreia do Sul, Kang Hyoung-Seok. As discussões incluíram a finalização do processo de regionalização para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira, e a expansão da área autorizada para exportação de carne suína dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

Além disso, representantes do Mapa se encontraram com a comissária da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA), Kim Jung-hee, para avançar nas tratativas relacionadas à carne bovina e suína, e discutir o potencial de exportação de uvas de mesa brasileiras para a Coreia do Sul. A possibilidade de acesso dos morangos coreanos ao mercado brasileiro também foi abordada, sinalizando o interesse em diversificar as trocas comerciais entre os dois países.

Outro destaque da missão foi a reunião com Choi Ji-young, ministro adjunto de Assuntos Internacionais do Ministério de Economia e Finanças (MOEF), onde foram debatidos temas como a contribuição da produção agropecuária brasileira para a segurança alimentar na Coreia do Sul e o controle da inflação, além de potenciais investimentos coreanos no projeto de recuperação de pastagens degradadas no Brasil, de acordo com as informações do Mapa.

“Esta missão fortaleceu ainda mais os laços comerciais e a cooperação entre Brasil e Coreia do Sul. As discussões abriram novas possibilidades para o agro brasileiro, especialmente em um mercado tão estratégico como o coreano. Estamos confiantes de que essas negociações resultarão em importantes avanços para nossos produtores e para a economia brasileira”, afirmou o secretário Roberto Perosa.





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Entidades debatem perspectivas e potencial do uso de bioinsumos no setor agropecuário do Rio Grande do Sul


Um painel sobre as perspectivas e o potencial do uso de bioinsumos no Rio Grande do Sul reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). O evento ocorreu nesta segunda-feira (26/8), no Estande do governo do Estado na 47ª Expointer e abordou o uso dessa tecnologia como meio de aumentar a eficiência e a resiliência do sistema de produção agropecuário. 

Considera-se bioinsumo qualquer produto, processo ou tecnologia de origem biológica, como animal, vegetal ou microbiana, para uso na produção, no armazenamento ou no beneficiamento em sistemas agropecuários, aquáticos e florestais. Esse material é utilizado na agricultura para promover o crescimento das vegetações, aprimorar a saúde do solo e controlar pragas e doenças de modo mais sustentável. 

Um dos bioinsumos disponíveis no mercado é o inoculante biológico. Um exemplo de sucesso na utilização dessa tecnologia na agroindústria é a cultura da soja no Brasil, para a qual foi desenvolvida uma técnica para fixar o nitrogênio do ar nas raízes das plantas por meio de bactérias, conforme explicou o palestrante Luciano Kayser, pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi. 

A inoculação representa um dos pilares de sustentabilidade da produção de soja no país e resulta em benefícios para o produtor, por se tratar de uma prática com um investimento menor, e na minimização de problemas ambientais. 

Durante sua fala, Kayser apresentou um panorama do uso de bioinsumos no Estado e dos desafios enfrentados para disseminar informações sobre a temática no setor agropecuário. “Mais do que trazer novos conhecimentos, o importante é utilizar informações que já temos, que estão consolidadas, porque há muitas práticas corretas que foram abandonadas por produtores”, afirmou o pesquisador. 

Depois da abordagem do cenário do RS, o diretor-executivo da ANPII, Solon Cordeiro de Araújo, explicou como o uso dessa tecnologia cresceu no Brasil. De acordo com Araújo, o país produz em torno de 200 milhões de doses de inoculantes. Na soja, 86% dos agricultores utilizam esse tipo de bioinsumo anualmente.  

Em comparação com o panorama nacional, o Rio Grande do Sul ainda investe pouco no uso dessa tecnologia, chegando a uma marca de cerca de 60%. “É fundamental que a gente comece a mudar essa história de que o gaúcho não usa inoculante. Há um aumento de produtividade com baixíssimo investimento. Tem um arsenal enorme de produtos biológicos para uma grande parte dos problemas que nós temos na agricultura. Precisamos compilar os dados da pesquisa mostrando as vantagens da inoculação e transformar essas informações em uma linguagem de comunicação, para difundir o conhecimento a um público maior”, disse Araújo. 

Ao fim do encontro, mediado pelo pesquisador do DDPA da Seapi, Jackson Brilhante, houve um compartilhamento de experiências entre os palestrantes e o público. 





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Dólar tem forte queda e volta para abaixo dos R$5,50 após fala de Powell


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SÃO PAULO (Reuters) – Depois de disparar na véspera quase 2% no Brasil, o dólar despencou outros 2% nesta sexta-feira, para abaixo dos 5,50 reais, acompanhando a queda generalizada da moeda norte-americana no exterior, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,97%, cotado a 5,4795 reais. Na semana, porém, a divisa ainda acumulou alta de 0,22%.

Às 17h23, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 2,14%, a 5,4875 reais na venda.

Bastante aguardada pelos mercados globais, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole reforçou as apostas de que o Federal Reserve de fato começará a cortar juros em setembro.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

Em reação à fala de Powell, investidores foram em busca de ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, o que se traduziu na queda global do dólar.

No Brasil, após marcar a cotação máxima de 5,5843 reais (-0,10%) às 9h, na abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,4745 reais (-2,06%) às 16h24.

“As questões locais do Brasil foram praticamente deixadas de lado hoje em função das declarações de Powell, dizendo que chegou a hora de mexer nos juros”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Isso tirou um peso do mercado e os investidores foram em busca de ativos de risco.”

Uma taxa de juros mais baixa nos EUA favorece o diferencial de juros para o Brasil, que se torna mais atrativo aos investimentos internacionais.

Além de Powell, o movimento do câmbio no Brasil foi resultado de certa recomposição de posições, conforme Rugik, após a disparada do dólar na véspera.

Internamente, a principal questão ainda é se o Banco Central elevará ou não a taxa básica Selic em setembro, como vem sendo precificado pelo mercado. A probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro está em 90%, conforme precificação da curva a termo brasileira. Há outros 10% de probabilidade de manutenção da taxa em 10,50% ao ano.

“Se ele (BC) não subir juros na próxima reunião, o real deve se desvalorizar mais e o juro longo deve subir”, pontuou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Se o BC não subir juros, o mercado sobe por conta própria”, acrescentou, em referência aos possíveis efeitos na curva.

Às 17h21, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,78%, a 100,670.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional em leilão para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2024.

(Por Fabrício de Castro)





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Bicudo causa grande prejuízo na cana-de-açúcar


“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro, sem recuperação”



O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil
O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil – Foto: Canva

O bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) é a principal praga do setor canavieiro devido à sua difícil gestão, causando perdas de 1,6 toneladas de produtividade para cada 1% de toco atacado. Cerca de 40% dos canaviais brasileiros, ou 3,5 milhões de hectares, são tratados anualmente para controle dessa praga. 

Segundo Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC, a praga reduz significativamente a produção, especialmente em São Paulo, onde há uma perda estimada de 10 toneladas por hectare ao ano. A larva do bicudo, que vive nos rizomas da cana, é a principal responsável pelos danos, matando os perfilhos e reduzindo a produtividade.

“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro e não há recuperação. Alguns canaviais são reformados no terceiro corte, sendo que a média de cortes pode chegar a 6 cortes. No estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que cerca de 10 toneladas por hectare são perdidas, todos os anos. Isso torna cada vez mais importante que o manejo seja adotado em todas as fases da praga e, também, desde a fase de plantio da cana-de-açúcar”, explica Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC.

O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil, espalhando-se principalmente pelo transporte de mudas e cana para a indústria. Em áreas com alta infestação, a praga é geralmente detectada quando o nível já é elevado. Para minimizar essa infestação e garantir alta produtividade, é essencial adotar práticas e tecnologias desde a formação do viveiro. A FMC oferece soluções como o inseticida Premio® Star, que possui ação multipragas e dupla ação, controlando o Sphenophorus, a broca-da-cana e a broca-dos-rizomas, garantindo melhor proteção e um período prolongado de controle no canavial.
 





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Medidas de apoio ao produtor fortalecem a cadeia láctea de Goiás


Apenas no primeiro trimestre de 2024, a cadeia láctea de Goiás registrou a produção de 558,6 milhões de litros de leite industrializado, ocupando a quinta posição no ranking nacional. O setor, porém, enfrentou muitos desafios nos últimos anos, como a queda de preços, elevação de custos de produção e concorrência de produtos importados.

Essa situação levou o Governo de Goiás a adotar uma série de medidas de apoio ao segmento. Em março deste ano, por exemplo, o governador Ronaldo Caiado anunciou a retirada de benefícios fiscais de laticínios que importam leite e derivados de outros países, por meio de alteração em lei e publicação de decretos.

Também lutou pela criação de uma linha de crédito específica para a bovinocultura leiteira no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Em vigor desde janeiro deste ano, o FCO Leite oferece menores taxas de juros e carência mais longa para pagamento.

Já no mês de maio, o Goiás Social, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), promoveu a doação de milho a produtores de leite do estado, aliviando os custos com insumos.

PAA Leite

Na esfera da comercialização do leite, o Goiás Social lançou também uma edição do Programa de Aquisição de Alimentos específica para a cadeia láctea: o PAA Leite.

“Com o Agro é Social, o Goiás Social se faz presente na vida dos pequenos produtores da agricultura familiar de Goiás, e com a cadeia produtiva do leite não é diferente. Com esses incentivos, nós garantimos geração de renda para essas famílias ao mesmo tempo que melhoramos a qualidade da produção e fortalecemos a economia do nosso Estado”, afirma a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.

Por meio do PAA Leite, cujo edital foi publicado no final de julho, o Estado irá adquirir o produto de organizações associativas e cooperativas de agricultores familiares. Conforme destaca o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, essas pessoas são as mais impactadas pelas oscilações do segmento.

“Aproximadamente 52% de todo o leite que é produzido em Goiás vem de propriedades rurais da agricultura familiar. É um perfil de produtores que precisa cada vez mais de políticas públicas eficientes”, pontua.

Conciliação

Outra medida importante, levando em consideração a necessidade de apoiar o produtor na precificação do leite, foi a instituição do Índice de Preços de Derivados Lácteos. O indicador se tornou uma referência para a definição do preço pago pelo leite ao produtor rural no mês seguinte à comercialização.

“Esse índice demonstra a variação dos preços da cesta de derivados lácteos, reduzindo a imprevisibilidade e possibilitando que os valores pagos aos produtores sejam mais justos”, explica o secretário Pedro Leonardo.

A metodologia do índice foi estabelecida pela Câmara Técnica de Conciliação da Cadeia Láctea, um ambiente de negociação que tem como objetivo o aumento da transparência e a redução de conflitos na cadeia láctea de Goiás.





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AgroNewsPolítica & Agro

Busca por selo de saúde animal aumenta


Lançada pela MSD Saúde Animal no final de 2022, a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar tem visto um aumento de 220% na demanda em menos de dois anos. Atualmente, 11 propriedades possuem a certificação e 15 estão em processo de obtenção. Auditada pela QIMA/WQS, a certificação garante práticas modernas e sustentáveis, atendendo às exigências do mercado internacional. Para a Schoeler Agro, um dos maiores produtores independentes de suínos no Brasil, o selo destaca seu compromisso com o bem-estar animal, o meio ambiente e a qualidade de vida.

“Foram 10 meses de adequações, em especial na parte documental e treinamentos. O processo de conquista já foi enriquecedor, com conhecimento profundo de normativas e procedimentos. Com os processos bem desenhados e claros, honramos, inclusive, o trabalho das equipes da granja”, diz Lilian Schoeler, diretora administrativa da Schoeler Agro.

Paulo Giehl, gerente comercial da Schoeler Agro, complementa que o selo trouxe benefícios e boas expectativas: “Esperamos novos clientes em potencial, como redes de supermercados e frigoríficos que exportam. Trabalhamos para sermos reconhecidos como uma empresa que cuida de seus animais e prioriza a qualidade, e isso já está acontecendo, especialmente com o reforço do selo. Já notamos diferença na percepção dos clientes, que reconhecem e elogiam a certificação e, da nossa parte, recebem animais com mais qualidade. Além disso, esperamos uma valorização no preço no decorrer do tempo, pois o selo poderá facilitar a negociação”.

Erivelton Schinermann, gerente de produção, destaca a importância da certificação para motivar as equipes e formalizar práticas que antes eram informais. Com o selo, os protocolos foram institucionalizados e a transparência aumentou. Ele observa que a certificação resultou em animais mais calmos e com menor mortalidade, melhorando a saúde, reduzindo perdas ao parto, e aprimorando a formação mamária e a produção de leite.
 





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