segunda-feira, abril 27, 2026

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Mercado da soja tem semana marcada pela demanda, com China ativa nos EUA e…


Estoques brasileiros deverão ser os menores desde a safra 2004/05, segundo estima a Pátria Agronegócios

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Nesta sexta-feira (23), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de soja de 120 mil toneladas para destinos não revelados. Com este informe, o país fechou a semana reportando vendas todos os dias seguidos, com um volume comprometido da oleaginosa 2024/25 com as exportações chegando a 1,394,492 milhão de toneladas. E foram essas as notícias as determinantes para garantir equilíbrio ao mercado diante de novas perspectivas de uma safra recorde se garantindo nos Estados Unidos. 

A China se apresentou, durante toda a semana, como o principal comprador da oleaginosa norte-americana, confirmando não só uma presença mais forte no mercado dos EUA, como a competitividade maior deste produto em detrimento do brasileiro, ao menos por hora. 

“Não só a demanda se tornou um suporte, mas o mercado criou um consenso. E quando há este consenso mercadológico há um mercado que já se precifica diante de uma safra cheia nos EUA”, explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira. 

Ainda nesta semana, a Administração Geral das Alfândegas da China informou os dados das importações de soja do país, com números que triplicaram no mês passado de grãos dos Estados Unidos. As compras chinesas, em julho, foram de 475.392 toneladas dos Estados Unidos no mês passado, em comparação com 142.129 toneladas no ano anterior, de acordo com os números reportados em 20 de agosto. 

Apesar disso, a principal origem fornecedora para o maior comprador global de soja continua sendo o Brasil, de onde foram importadas 9,12 milhões de toneladas, do total importado de 9,85 milhões. 

Assim, com a oferta já esperada para ser bastante robusta – com uma safra global 2024/25 sendo esperada em 428,7 milhões de toneladas – as atenções se voltam não só para o tamanho da demanda, mas para o comportamento do demandador. 

“Ainda tem muita soja na China, na mão das processadoras, soja do Brasil que foi carregada nestes últimos quatro meses e que está chegando lá. Em algum momento, isso vai começar a cair, mas ainda está confortável. E com os compradores de farelo “não convencidos” de que vai faltar produto, não adianta as processadoras comprarem soja se não consegue vender farelo no mesmo ritmo. Este é o ponto. A demanda, pensando em vendas de ração, é 4% menor em relação ao ano passado. Mas, (de soja), não é falta de demanda, mas sim uma percepção de que o consumidor de rações não precisa se adiantar nas compras pensando lá na China”, explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest. 

O intervalo monitorado agora se dará entre a conclusão da safra 2023/24 do Brasil e a chegada efetiva da soja 2024/25, primeiramente, dos EUA e, na sequência, do Brasil. Agora, chama a atenção, ainda como explica a Agrinvest, que a soja dos EUA mantém um desconto em relação à brasileira para exportação para a China na janela de setembro a novembro. 

“Mas, essa diferença diminuiu em relação à semana passada. O mercado segue acompanhando de perto o ritmo das vendas para exportação americano, que ainda está abaixo do necessário para atingir a meta do USDA de 50,3 milhões de toneladas até agosto de 2025. Aqui no Brasil, os prêmios da soja estão em alta, assim como os prêmos do farelo e do óleo”, traz a consultoria. 

E os prêmios sustentados por aqui, ainda de acordo com os analistas, é por conta de uma falta de soja que já se registra em alguns estados como Mato Gorsso e Goiás. “Para comprar soja, as processadoras estão tendo que pagar basis cada vez mais altos, o que tem se transmitido aos basis dos derivados”. 

Esse quadro tem, inclusive, promovido uma necessidade maior de importação de soja pelo Brasil, já que os estoques nacionais deverão ser alguns dos mais baixos da história. “Falta produto. Temos estoques estimados pela Pátria em 2,26 milhões de toneladas, os menores desde a safra 2004/05”, explica Matheus Pereira, que traz ainda a estimativa de importação pelo Brasil nesta temporada em 1,650 milhão de toneladas. 

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“Grande parte dos importadores, dos compradores de soja que compram dos nossos vizinhos, são exportadores. Estamos com um volume elevado de washouts, navios que vinham ao Brasil carregar com a nossa soja, mas não tem produto. E pagando washout ou demurrage, temos que originar nos nossos vizinhos, como o caso do Paraguai”, relata o diretor da Pátria. “Estive recentemente no Paraguai e eles me disseram que nunca houve tanta demanda de compradores do Paraná, do Mato Grosso do Sul, tradings buscando soja dentro do Paraguai para levar ao Brasil e honrar os compromissos de exportação, principalmente”. 

E neste segundo semestre,a tendência é de que as indústrias paguem um pouco mais pela soja para retê-la no país, como já se observa em regiões como Sul do Mato Grosso, Sudoeste e Sul do Goiás, Triângulo Mineiro, praças que estão pagando prêmios e garantindo a soja em seu poder. 





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Fiagro divulga seus resultados positivos


Os dividendos do XPCA11 atingiram R$ 5,007 milhões em julho



A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho
A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho – Foto: Divulgação

O Fiagro XPCA11 divulgou seu relatório gerencial de julho, apresentando resultados positivos. O fundo obteve R$ 3,037 milhões em regime de caixa e quase R$ 5,11 milhões em regime de competência. Em julho, o fundo vendeu R$ 660 mil do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de risco UISA, sem realizar novas aquisições. No início de agosto, o fundo liquidou um novo CRA com a Usina Coruripe, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do Brasil, no valor de R$ 11,88 milhões, com uma taxa de CDI + 4,75% ao ano.

A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho, sem atrasos em amortizações ou juros. O grande destaque foi a liquidação total da dívida com a Usina Ester, após um acordo que preservou os direitos e patrimônio dos titulares do CRA, mantendo a remuneração e o principal inalterados. O sucesso na recuperação do crédito foi atribuído à sólida estrutura de garantias, agilidade na negociação e à expertise da gestão.

Os dividendos do XPCA11 atingiram R$ 5,007 milhões em julho, equivalendo a R$ 0,11 por cota, o maior valor registrado nos últimos sete meses. Com a cotação de fechamento de julho fixada em R$ 8,12, o dividend yield mensal alcançou 1,35%, refletindo um retorno anualizado de 17,52%. 

Esse retorno é notável, considerando a valorização das cotas e a performance do fundo. Após a aplicação do imposto de renda de 15%, que impacta o rendimento bruto, o retorno anualizado ajustado totaliza impressionantes 20,62%. Esses resultados destacam a eficiência da gestão do fundo em oferecer rendimentos sólidos aos investidores, mesmo em um ambiente econômico desafiador.
 





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Pesquisa mapeia desenvolvimento de possíveis novas pragas agrícolas no Brasil


A maioria dos produtores de frutas no Brasil não sabe de nomes como Anastrepha curvicauda, Bactrocera dorsalis e Lobesia botrana, mas esses nomes já causam prejuízos em outros países. O comércio internacional pode ser prejudicado se essas pragas, que ainda não existem no Brasil e não são quarentenárias, entrarem no país, afetando vários cultivos. Em resposta a essa ameaça potencial, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem adotado estratégias de pesquisa para antecipar e prever onde esses insetos podem se desenvolver no Brasil, conforme as informações divugadas pela Embrapa.

Segundo o informado pela empresa, a Embrapa fez um mapeamento de locais e períodos do ano em que as condições climáticas e a presença de cultivos hospedeiros seriam favoráveis ao desenvolvimento dessas pragas no Brasil. Além disso, a organização identificou possíveis inseticidas e métodos de controle biológico que podem ser usados se esses “insetos-praga” forem detectados. Também mapeou as áreas onde esses métodos de controle seriam mais eficazes, levando em consideração as peculiaridades ambientais das diferentes regiões do Brasil.

Rafael Mingoti, analista da Embrapa Territorial (SP), explica que o zoneamento é feito utilizando dois métodos principais. Quando há informações sobre as condições climáticas ideais para o crescimento das pragas, esses dados são cruzados com registros históricos de clima e mapeamento das plantas hospedeiras no Brasil. Já na ausência de dados laboratoriais, algoritmos que comparam dados ambientais de regiões afetadas no exterior com condições similares no Brasil são utilizados.

Maria Conceição Young Pessoa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP), destaca que um levantamento internacional sobre agrotóxicos e agentes de controle biológico utilizados no exterior foi realizado, resultando na identificação de 41 princípios ativos para Lobesia botrana, 8 para Anastrepha curvicauda e 23 para Bactrocera dorsalis. Esse levantamento visa preparar o Brasil para uma resposta rápida em caso de invasão dessas pragas, evitando danos significativos.

Os resultados foram compilados em relatórios para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de subsidiar políticas públicas e regulamentações para o controle fitossanitário das pragas. José Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA) do Mapa, ressalta que a identificação prévia de produtos de controle é essencial para uma rápida liberação em caso de emergência, protegendo áreas vulneráveis. A iniciativa contou com a participação de diversas unidades da Embrapa e fiscais federais do Mapa.

Conheça as pragas-quarentenárias estudadas:

A Embrapa identificou que a Bactrocera dorsalis, conhecida internacionalmente como mosca-das-frutas-oriental, apresenta condições ideais de desenvolvimento entre julho e outubro. Esta praga é uma ameaça para uma ampla gama de culturas, incluindo abacate, banana, cacau, café, caju, caqui, citros, feijão, goiaba, maçã, mamão, manga, maracujá, melão, melancia e tomate. O zoneamento da Embrapa mostrou que as microrregiões produtoras de frutas no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste são particularmente vulneráveis. A preocupação sobre como a praga pode afetar a produção no Nordeste pode aumentar durante todo o ano.

A Anastrepha curvicauda, também conhecida como mosca-das-frutas-do-mamão, é outra praga que preocupa. O Brasil, o segundo maior produtor mundial de mamão, pode ser ameaçado por esta praga, que é um grande problema para o cultivo de mamoeiro em outros países. A manga, um produto importante para exportação, também é afetado pela Anastrepha curvicauda. O zoneamento da Embrapa encontrou áreas vulneráveis em 721 municípios em todo o país. Os estados produtores de mamão e manga nas regiões sudeste, sul e nordeste foram os mais vulneráveis. Além disso, locais próximos a países sul-americanos onde a praga já está presente foram considerados suscetíveis.

A Lobesia botrana, também conhecida como traça europeia dos cachos da videira, é outra praga que deve ser considerada. Esta espécie ataca uma variedade de plantas, incluindo ameixa, amora, caqui, kiwi, oliveira, pêssego, maçã, nectarina, pera e uva. A Lobesia botrana, reconhecida como uma das principais pragas da uva em todo o mundo, está sendo monitorada com cuidado. A Embrapa fez dois zoneamentos diferentes para determinar as regiões mais favoráveis ao seu desenvolvimento no Brasil. Um deles se concentrou nas videiras, enquanto o outro se concentrou nas culturas hospedeiras adicionais.

As informações foram divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)*

 





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Produção de suínos de corte gera R$ 8,5 bilhões no Paraná


VBP de suínos de corte cresce 2%




Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Boletim de Conjuntura Agropecuária produzido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em 2023, o Valor Bruto da Produção (VBP) de suínos de corte no Paraná atingiu aproximadamente R$ 8,5 bilhões, representando 68% da renda total gerada pela suinocultura no estado, segundo dados do Deral, da Seab.

Esse segmento inclui os suínos destinados aos frigoríficos e os abatidos nas propriedades para a produção de carne suína e seus derivados.

Em comparação com 2022, quando o VBP foi de R$ 8,3 bilhões, houve um crescimento de 2%. A produção de suínos de corte é predominantemente concentrada nas regiões Oeste e Centro-Oriental do Paraná, onde estão localizados os maiores frigoríficos de abate de suínos do estado, consolidando essas áreas como polos da suinocultura paranaense.





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Lavouras de trigo se mantêm fortes apesar de chuvas e geadas


A área cultivada no estado é de 1.312.488 hectares




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado em 29 de agosto, em 2023, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam, em sua maioria, bom desenvolvimento, apesar das adversidades climáticas recentes. Atualmente, 76% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 20% em floração e 4% em enchimento de grãos.

As chuvas ocorridas nos dias 22 e 23 de agosto repuseram a umidade do solo, beneficiando o desempenho das plantas e permitindo a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. Entretanto, a massa de ar frio que se seguiu trouxe geadas de intensidade variável a partir do dia 25 de agosto. Segundo avaliação inicial, a maioria das lavouras não sofreu danos, com exceção de algumas áreas mais baixas, onde as geadas foram mais intensas e as plantas estavam em estágios reprodutivos. Vistorias técnicas serão realizadas nos próximos dias para uma análise mais detalhada das possíveis perdas.

O estado geral das lavouras é considerado satisfatório, e as perspectivas de produtividade permanecem favoráveis, desde que o tempo firme, alternado com chuvas regulares, continue. Em termos fitossanitários, os produtores seguem atentos, realizando o controle de pragas e doenças como oídio, manchas foliares, ferrugem e giberela, especialmente nas lavouras em estágios mais avançados. O oídio tem sido a doença mais incidente, exigindo maior atenção.

A área cultivada no estado é de 1.312.488 hectares, com produtividade prevista de 3.100 kg/ha. Em regiões como a de Bagé, 15% das lavouras já estão em fase de floração, e apesar das condições climáticas desafiadoras, a expectativa de rendimento ainda é positiva. O valor médio da saca de 60 quilos de trigo no estado registrou um aumento de 0,47% em comparação à semana anterior, passando de R$ 68,81 para R$ 69,13.





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Produtores de cevada mantêm perspectivas positivas no RS


O desenvolvimento das lavouras de cevada no Rio Grande do Sul segue satisfatório, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (29/08). A projeção de cultivo no estado é de 34.429 hectares, com produtividade estimada em 3.245 kg/ha. No entanto, produtores permanecem atentos ao monitoramento de pragas e, principalmente, de doenças foliares, em função da alta umidade relativa do ar.

Na região administrativa de Erechim, o desenvolvimento das lavouras é considerado adequado, e as expectativas iniciais de produção permanecem favoráveis. As áreas semeadas no final da janela de plantio têm demonstrado um desempenho superior em termos de desenvolvimento.

Já na região de Frederico Westphalen, aproximadamente 75% das áreas encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 20% em fase de florescimento e 5% em enchimento de grãos. As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam desenvolvimento abaixo do esperado, devido ao excesso de precipitação e à baixa radiação solar no início do ciclo.

Na região de Ijuí, a cultura avançou rapidamente para o estádio reprodutivo, mantendo uma condição fitossanitária adequada. As lavouras no início da emissão de espigas apresentam um elevado número de espiguetas por planta, preservando o potencial produtivo.

Em Soledade, 30% das lavouras estão em perfilhamento e 70% em alongamento de colmo. O aspecto geral da cultura é positivo, embora algumas áreas apresentem problemas relacionados ao manejo da adubação, como sintomas característicos de deficiência nutricional. As perspectivas, no entanto, permanecem favoráveis, especialmente nas áreas manejadas com tecnologia adequada.

Sobre a comercialização, cotação média da cevada destinada à indústria de malte na região de Erechim é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, enquanto na região de Frederico Westphalen, o valor médio é de R$ 83,00 por saca.





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Milho para silagem tem redução na área plantada


No entanto, produtividade prevista compensa queda




Foto: Nadia Borges

A semeadura do milho para silagem está em andamento no Rio Grande do Sul, com previsão de cultivo em 357.311 hectares, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (29/08). A área plantada representa uma ligeira redução de 1,33% em comparação aos 362.131 hectares cultivados na safra 2023/2024. Entretanto, a produtividade estimada para a safra atual é de 38.440 kg/ha, um aumento significativo de 22,70% em relação ao último ciclo.

Essa elevação na produtividade deve resultar em uma produção de 13,73 milhões de toneladas, superando em 24,33% o total colhido em 2024, quando foram produzidas 11,05 milhões de toneladas. O incremento na produção será essencial para suprir a demanda por alimento conservado, especialmente na bovinocultura leiteira, compensando a leve queda na área plantada.

Na região administrativa de Erechim, os produtores estão em busca de crédito para adquirir insumos e iniciar o plantio. O preparo das áreas foi intensificado, com algumas já semeadas. Em Frederico Westphalen, a semeadura também foi acelerada, antecipando as chuvas previstas para o período.





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Contratos futuros do açúcar fecham em queda


Nova York fechou em baixa nesta quarta-feira (28




Foto: Pixabay

O açúcar bruto listado na ICE Futures de Nova York fechou em baixa nesta quarta-feira (28) após terem atingido a máxima de cinco semanas na véspera, com o mercado ainda digerindo os impactos dos incêndios que assolaram milhares de hectares de cana-de-açúcar na principal região produtora de cana do Brasil.
 
Segundo a Reuters, “um suspeito preso por incendiar canaviais no Estado de São Paulo disse à polícia que está ligado a uma facção criminosa organizada. Na avaliação de uma autoridade, o crime organizado poderia estar retaliando as ações anticrime do governo”.
 
O lote outubro/24 da ICE de NY foi contratado ontem a 19,54 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 6 pontos, ou 0,3%, no comparativo com os preços do dia anterior. Já a tela março/25 recuou 9 pontos, negociada a 19,84 cts/lb. Os demais contratos caíram entre 1 e 6 pontos.
 
“Os comerciantes disseram que uma queda maior do que a esperada na produção no centro-sul do Brasil durante a primeira quinzena de agosto deu algum suporte aos preços (…) a Unica, informou nesta quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior. A Unica disse, no entanto, que as possíveis perdas devido aos incêndios só aparecerão no próximo relatório”, destacou a Reuters.
 
Londres
 
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quarta-feira foi mista nas cotações do açúcar branco, com baixa nos lotes de maior liquidez e valorização nos contratos de longo prazo. O vencimento outubro/24 foi contratado ontem a US$ 544,70 a tonelada, queda de 3,30 dólares no comparativo com o dia anterior. Já a tela dezembro/24 caiu 3,80 dólares, contratada a US$ 530,80 a tonelada. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 4,30 a alta de 90 cents de dólar.
 
Mercado doméstico
 
No mercado interno a quarta-feira foi de pequena variação positiva nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada ontem a R$ 130,73 contra R$ 130,66 de terça-feira, valorização de 0,05% no comparativo.
 
Etanol hidratado
 
Pelo quarto dia seguido as cotações do etanol hidratado fecharam valorizadas pelo Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado ontem pelas usinas a R$ 2.695,50 o m³, contra R$ 2.663,50 o m³ praticado no dia anterior, valorização de 1,20% no comparativo entre os dias.





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agricultura familiar vende R$ 5,1 milhões nos primeiros cinco dias


O 26º Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) da Expointer foi inaugurado oficialmente nesta quinta-feira (29), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A solenidade teve a presença do governador Eduardo Leite, do secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta. Compareceram também representantes das entidades que organizam o pavilhão e deputados federais e estaduais.

Com foco na recuperação do setor agropecuário e na retomada da economia, o pavilhão conta com o maior número de expositores da história: são 413 empreendimentos no local. Até quarta-feira (28), quinto dia da Expointer, foram comercializados R$ 5,1 milhões no PAF – um aumento de 20,38% em relação ao ano passado.

Veja também:  Expointer: expositores que sofreram com as enchentes são exemplos de superação

Durante a solenidade, Leite destacou a importância do evento e o impacto positivo das políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agroindústria familiar no Estado. “O Pavilhão da Agricultura Familiar é um orgulho para todos nós. Além de celebrarmos sucessivas quebras de recordes na comercialização dos produtos, estamos vendo um número maior de expositores, com grande participação das mulheres e dos jovens”, disse. “O governo estimula a agroindústria familiar por meio de diversas políticas públicas e investe na produção por ter convicção de que esse é um caminho importante para o nosso desenvolvimento.”

Covatti celebrou os resultados alcançados pelo PAF nos primeiros dias de feira, ressaltando a resiliência dos agricultores familiares diante dos desafios climáticos enfrentados pelo Rio Grande do Sul. “Essa é a Expointer da esperança. A prova disso está nos dados diários de vendas do Pavilhão da Agricultura Familiar. Não poderíamos estar mais felizes e honrados com os resultados. Diante de todos os desafios impostos ao nosso Estado pelas recentes calamidades meteorológicas, a resiliência do nosso povo é o que temos de mais caro”, afirmou.

“A agricultura do Rio Grande do Sul é aquela que ensina ao Brasil, com o modo cooperativado e associado de produzir. Devemos celebrar a agricultura familiar, que nesta Expointer mostra sua resiliência, potência e força”, disse Teixeira.

O coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS), Douglas Cenci, ressaltou a superação após as enchentes. “Muitos agricultores familiares perderam tudo: casa, produção, estrutura. Mesmo assim, estão oferecendo o que há de melhor da agricultura familiar”, salientou. “Temos orgulho de construir as condições para que estivessem aqui, não só no ponto de vista da comercialização da feira, mas do conjunto de políticas públicas que fazem com que o agricultor possa permanecer no campo e construir a valorização da agricultura familiar.”

“Quando se investe no agricultor familiar, ele responde. Só precisa da ajuda dos governos para ter tranquilidade, porque o resto ele faz acontecer. Assim, podem seguir firmes e fortes nesta vitrine que é a Expointer”, frisou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva.

A Expointer segue até o próximo domingo dia (1), com horário de funcionamento das 8h às 20h. Na sexta-feira (30), ocorrerá a abertura oficial da feira, que será realizada na pista central do parque.





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vencedores do 12º Concurso da Agricultura Familiar são revelados


Não há mais desculpas para apenas passear pelo Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer e lançar o popular “na volta a gente compra”. Na tarde desta quinta-feira (29/08), o Pavilhão da Agricultura Familiar recebeu a tradicional cerimônia de premiação dos vencedores do 12º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar. E teve de tudo: primeiro lugar inédito, bicampeão e conquista para quem persistiu até voltar com uma placa para casa. 

Na cerimônia de entrega, o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Vilson Covatti, reforçou que a premiação é um reconhecimento à qualidade dos produtos elaborados pelas famílias gaúchas. “Eu sou cliente fiel de muitas dessas agroindústrias. É uma honra e uma alegria participar desta entrega. No próximo ano, este será um evento de gala”, prometeu. 

Nesta edição, o concurso recebeu 149 inscrições para nove categorias: doce de leite, queijo colonial, salame tipo italiano, linguiça de carne suína defumada, mel, vinho tinto de mesa seco, suco de uva, melado líquido e cachaça prata. O julgamento começou na segunda-feira (26/8) com uma banca composta por cinco jurados para cada grupo. Eles avaliaram diferentes critérios, geralmente associados a aspectos sensoriais: visão, paladar, olfato e tato. Os três primeiros colocados de cada categoria participam do Desfile dos Grandes Campeões da Expointer, nesta sexta-feira (30/8), às 10h, na Pista Central. 

Tem bicampeão no doce de leite 

Um dos produtos mais procurados no pavilhão é o doce de leite, que teve um bicampeão com a Esrelat (banca 298), conquistando a categoria pela segunda vez consecutiva. Dono do empreendimento, Roberto de Oliveira informou que a conquista em 2023 alavancou as vendas da empresa em 20%. Desta vez, a vitória também é um símbolo para a cidade de Estrela, bastante afetada pelos eventos meteorológicos de maio. 

“A sensação é de dever cumprido, é mostrar que a gente está no caminho certo de apresentar um produto diferenciado para os clientes, de merecimento no dia a dia da comunidade rural. Nosso município foi muito atingido e a gente pode levar o nome do município para todo o Brasil”, afirmou. 

O visitante Vilson Lewe parou para provar o doce premiado e saiu com duas unidades grandes. Ele ainda não tinha visto a placa da premiação exposta no balcão. “Provei e gostei, muito bom mesmo. Fui à banca do melado e falaram que o produto também foi premiado. Dei sorte. Vou levar para os meus filhos”, contou entre risos. 

A poucos passos dali está, de fato, o campeão inédito da categoria melado. O empreendimento Agro Produtos Liane (banca 288) participou pela primeira vez da disputa e voltará para Vera Cruz ostentando a placa saborosa da conquista. Além do melado líquido, o negócio familiar comercializa o do tipo batido, a geleia colonial e produtos derivados do amendoim. 

“Acabei de botar a placa sobre o balcão e já teve gente olhando. Na hora que eles chamaram no palco eu olhei para a guria do lado e fiquei surpresa. É muito legal esse reconhecimento por saber que a gente se esforça ao máximo para ter a qualidade nos serviços”, expôs Patrícia Braun. 

Queijo colonial tem campeão tradicional 

Presente há 21 anos na Expointer, a Ferrari Alimentos (banca 22) voltou a levar a premiação dos queijos coloniais. O empreendimento de Carlos Barbosa havia vencido em cinco edições anteriores, além de somar dois vices. Para o proprietário da marca, Zair Ferrari, o segredo do produto está na maturação, na qualidade do leite e no carinho ao produzir, o que ele chama de “a mão da pessoa”. 

“Desde a primeira vez que ganhei, mudou a vida da empresa, que começou a ter clientes de fora, a ser procurada por casas de queijo. Esse reconhecimento traz um ânimo. Hoje, não preciso procurar cliente, basicamente eles vêm à procura. Consigo vender para todo o estado”, comemora Ferrari.   

Vitória pela persistência e negócio multipremiado marcam categoria dos embutidos 

“Tente outra vez, outra vez e quantas forem necessárias até a conquista máxima”. Foi com esse lema que a Embutidos Bisolo (banca 272) venceu pela primeira vez a categoria de linguiça de carne suína defumada após sete anos de tentativas. Ano após ano, os irmãos de Frederico Westphalen foram incrementando a iguaria. Andrieli Coldebella destacou, inclusive, a versatilidade do produto criado. 

“Dá para fazer risoto, estrogonofe, entre outros. A nossa página da rede social tem inúmeras receitas que ensinamos a fazer”, relata Coldebella. 

E quem disse que não é possível fazer bonito com poucos anos de existência de empresa? A Viz Embutidos (banca 285) saiu do município de Presidente Lucena disposta a vencer. Perto de completar quatro anos, o empreendimento é a Rebeca Andrade (bicampeã olímpica) do 12º concurso da agricultura familiar, tendo alcançado dois pódios: um segundo lugar na linguiça de carne suína defumada e um terceiro entre os salames do tipo italiano. Tudo isso somente na segunda vez em que competem – em 2023, Daniela e Deise Arnhold, que são mãe e filha, também terminaram com o bronze no salame italiano.   

“A gente fica muito feliz porque sabe que dentro do pavilhão os nossos concorrentes são muito bons, com muitos anos de agroindústria. Ficamos muito felizes de estar no pódio”, resumiu Daniela. 

O 12º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar é uma promoção da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Emater/RS-Ascar, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e Seus Derivados no Estado do RS (Aprodecana), Embrapa Uva e Vinho, Fetag-RS, Fetraf-RS e Via Campesina. 

Confira, abaixo, os vencedores das nove categorias: 

SALAME TIPO ITALIANO 

1° LUGAR – AG DALLA VECCHIA (ARATIBA) – bancas 133 e 134 
2° LUGAR – EMBUTIDOS FIORESI (TUPANCIRETÃ) – banca 193 
3° LUGAR – VIZ EMBUTIDOS (PRESIDENTE LUCENA) – banca 285 

LINGUIÇA DE CARNE SUÍNA DEFUMADA 

1° LUGAR – EMBUTIDOS BISOLO (FREDERICO WESTPHALEN) – banca 272 
2° LUGAR – VIZ EMBUTIDOS (PRESIDENTE LUCENA) – banca 285 
3° LUGAR – EMBUTIDOS HERMES (ARROIO DO TIGRE) – banca 210 

CACHAÇA PRATA 

1° LUGAR – ALAMBIQUE BELVEDERE LTDA (AUGUSTO PESTANA) – banca 216 
2° LUGAR – CACHAÇARIA VELHO ALAMBIQUE (SANTA TEREZA) – banca 312 
3° LUGAR – CACHAÇARIA POL (MARAU) – banca 161 

VINHO TINTO DE MESA SECO 

1° LUGAR – ADEGA CARRINI (CACIQUE DOBLE) – banca 094 
2° LUGAR – VINÍCOLA LORENZET (FLORES DA CUNHA) – banca 028 
3° LUGAR – CASA ZOTTIS (BENTO GONÇALVES) – banca 196 

SUCO DE UVA INTEGRAL 

1° LUGAR – TOLOTTI E CIA LTDA (BARRA FUNDA) – banca 041 
2° LUGAR – ORGÂNICOS MARIANI (GARIBALDI) – banca 282 
3° LUGAR – SÍTIO ROSA DO VALE (POÇO DAS ANTAS) – banca 257 
 
MEL 

1° LUGAR – FAMILIA DARSKI (MARIANA PIMENTEL) – banca 121 
2° LUGAR – MEL SCHULLER (AGUDO) – banca 072 
3° LUGAR – COOP. AVAPIS (VACARIA) – banca 311 
 
QUEIJO COLONIAL 

1° LUGAR – FERRARI ALIMENTOS (CARLOS BARBOSA) – banca 022 
2° LUGAR – AG ZAGO (HULHA NEGRA) – banca 014 
3° LUGAR – GRANJA CICHELERO (CARLOS BARBOSA) – banca 108 
 
DOCE DE LEITE 

1° LUGAR – ESTRELAT (ESTRELA) – banca 298 
2° LUGAR – QUEIJARIA TRADIÇÃO (NOVA PETRÓPOLIS) – banca 263 
3° LUGAR – DAH RÊ – AGROINDÚSTRIA KONZEN (SALVADOR DAS MISSÕES) – banca 201 
 
MELADO 

1° LUGAR – AGRO PRODUTOS LIANE (VERA CRUZ) – banca 288 
2° LUGAR – AGROINDÚSTRIA D´FONTE (DEZESSEIS DE NOVEMBRO) – banca 170 
3° LUGAR – RODEIO DA FIGUEIRA (CANDELÁRIA) – banca 020





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