segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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a união gaúcha que brinda o mês farroupilha


O Food Hall Dado Bier, em parceria com a indústria de erva-mate Baldo, anuncia uma novidade para o mês de setembro: uma cerveja Dado Bier especial com erva-mate. A colab entre as duas marcas genuinamente gaúchas visa homenagear o Mês Farroupilha, celebrando as tradições com uma proposta inovadora que une a cultura do chimarrão e a produção artesanal de cerveja. 

Neste sábado, dia 14 de setembro, a partir das 10h, será iniciada a produção da nova cerveja na microcervejaria localizada no segundo andar do Bourbon Shopping, dentro do Food Hall Dado Bier. Oportunidade para o público acompanhar de perto todo o processo de criação da bebida.

A Receita e o processo 
A base escolhida para a cerveja é uma Belgian Blonde Ale, famosa por sua complexidade de notas frutadas e condimentadas, características que se harmonizam perfeitamente com a erva-mate Baldo, conhecida pelas suas propriedades únicas. É encorpada, intensa e dourada, resultado de um processo que vem sendo aprimorado desde 1920 e que traz um equilíbrio ideal entre o frescor das ervas verdes brasileiras e a intensidade da erva repousada ao padrão uruguaio.

Segundo Thiago Martini, mestre cervejeiro da Dado Bier, o processo de fabricação envolve a utilização da erva-mate tanto na fase quente, durante a fervura, quanto na fase fria, durante a maturação. “Vamos buscar trazer o sabor característico da erva-mate, mas sem deixar a cerveja pesada. A ideia não é simular um chimarrão, mas sim evocar a memória e as características dessa planta tão importante para o povo gaúcho”, afirma Martini.

Diferente da já conhecida Ilex, cerveja sazonal que a Dado Bier produziu no passado também com erva-mate, essa nova criação promete trazer uma abordagem inédita. A Belgian Blonde Ale será clara, com teor alcoólico moderado (cerca de 5%) e corpo médio, ideal para equilibrar o amargor suave da erva-mate. O baixo índice de amargor (IBU) também foi pensado para não competir com as notas sutis da planta.

Uma homenagem à história 
Além de ser uma celebração ao 20 de setembro, a data máxima dos gaúchos, a cerveja também presta homenagem à Dado Bier Ilex, a primeira cerveja no mundo a usar erva-mate em sua composição. Lançada em 2006, a Ilex utilizava a Ilex paraguariensis (erva-mate), lúpulos, água mineral e uma combinação de maltes importados. 

Embora essa cerveja já não faça parte do portfólio da Dado Bier, a nova produção colaborativa com a Baldo – maior exportadora de erva-mate do Brasil cuja matriz se localiza em Encantado – busca resgatar a memória dessa inovação, trazendo um toque moderno e diferente. Além de Encantado, a Baldo administra unidades em Canoinhas-SC, São Mateus do Sul-PR, onde opera a fabricação da linha Chá Mate, Prudentópolis-PR e Palmeira de Goiás-GO. São mais de 500 colaboradores diretos. A organização ainda tem o comando acionário da renomada marca Canárias, no Uruguai, um dos maiores mercados da Baldo. Buscando agregar o portfólio da marca, a empresa centenária fundada em 1920 também atua no desenvolvimento de uma linha de chás derivados da erva-mate, que podem ser consumidos quentes ou gelados, puros ou com saborizantes.

“Estamos muito orgulhosos por essa colab com uma marca consagrada como a Dado Bier. Para a Baldo, qualidade é um valor inegociável. Somos uma marca que desde 1920 prima por excelência em processos do início ao fim da produção de erva mate pura folha. Todos os nossos produtos são pensados para uma experiência de sabor memorável, desde o chimarrão até os chás e produtos de food service. Temos verdadeira obsessão com isso. Portanto, esse novo conceito da cerveja Dado Bier com a erva mate Baldo é também uma comprovação e reconhecimento de nossa qualidade e das possibilidades que nosso produto oferece”, destacou o diretor da Baldo, Leandro Gheno.





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Tecnologia promete soja mais resistente à seca


Evento ocorreu nesta quarta-feira (11)




Foto: Abiove

Uma nova solução tecnológica voltada para o combate ao estresse hídrico em lavouras de soja foi apresentada em Porto Alegre nesta quarta-feira (11), durante o evento “Elicit Talks”. A inovação busca melhorar a eficiência no uso da água pelas plantas, o que pode resultar em maior produtividade em cenários de mudanças climáticas. Especialistas discutiram os desafios do agro e como tecnologias emergentes podem ser fundamentais para enfrentar condições extremas de clima.

Novo produto aumenta resistência da soja ao estresse hídrico

Durante um evento em Porto Alegre, foi apresentada uma tecnologia inovadora desenvolvida para aumentar a resiliência das lavouras de soja em condições de estresse hídrico. O novo produto, fruto de três anos de pesquisas, visa melhorar a produtividade em culturas afetadas pelas mudanças climáticas, proporcionando soluções sustentáveis para o agro.

Solução agrícola promete enfrentar desafios climáticos na soja

Especialistas discutiram em Porto Alegre novas tecnologias que ajudam a mitigar os impactos das mudanças climáticas nas lavouras de soja. A inovação mais recente, uma tecnologia que aumenta a resistência das plantas à seca, foi destaque como um fator-chave para o futuro da produção agrícola sustentável.

Inovação agrícola oferece esperança para produtores diante de clima extremo

Com foco na sustentabilidade e resiliência das lavouras de soja, foi lançada uma nova tecnologia que melhora o aproveitamento de água pelas plantas, visando aumentar a produtividade em meio às condições climáticas adversas.





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Brasil teve 11,39 milhões de hectares atingidos pelo fogo


De janeiro a agosto de 2024 os incêndios no Brasil já atingiram 11,39 milhões de hectares do território do país, segundo dados do Monitor do Fogo Mapbiomas, divulgados nesta quinta-feira (12). Desse total, 5,65 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo apenas no mês de agosto, o que equivale a 49% do total deste ano.

Nesses oito primeiros meses do ano, o fogo se alastrou principalmente em áreas de vegetação nativa, que representam 70% do que foi queimado. As áreas campestres foram as que os incêndios mais afetaram, representando 24,7% do total. Formações savânicas, florestais e campos alagados também foram fortemente atingidos, representando 17,9%, 16,4% e 9,5% respectivamente. Pastagens representaram 21,1% de toda a área atingida.

Para o período, os estados do Mato Grosso, Roraima e Pará foram os que mais atingidos, respondendo por mais da metade, 52%, da área alcançada pelo fogo. São três estados da Amazônia, bioma mais atingido até agosto de 2024. O fogo consumiu 5,4 milhões de hectares do bioma nesses oito meses.

O Pantanal, até agosto de 2024 queimou 1,22 milhão de hectares, um crescimento de 249% nas áreas alcançadas por incêndios, em comparação à média dos cinco anos anteriores. A Mata Atlântica teve 615 mil hectares atingidos pelo fogo, enquanto que na Caatinga os incêndios afetaram 51 mil hectares. Já os Pampas tiveram apenas 2,7 mil hectares no período de oito meses.

Agosto
Na comparação entre agosto de 2023 e de 2024, os incêndios afetaram 3,3 milhões de hectares a mais este ano, registrando um crescimento de 149%. De acordo com a instituição, foi o pior agosto da série do Monitor de Fogo, iniciada em 2019.

Os estados do Mato Grosso, Pará e Mato Grosso do Sul foram os mais atingidos no mês. Chama a atenção o crescimento de 2.510% sobre a média de agosto de incêndios no estado de São Paulo, em relação a média dos últimos seis anos. Foram 370,4 mil hectares queimados este ano, 356 mil hectares a mais do que nos meses de agosto de anos anteriores.

“Grande parte dos incêndios observados em São Paulo tiveram início em áreas agrícolas, principalmente nas plantações de cana-de-açúcar, que foram as áreas mais afetadas do estado”, destaca a pesquisadora Natália Crusco.

Os biomas Cerrado e Amazônia, foram os que mais queimaram, representando respectivamente 43% e 35% e de toda a área antiqueimada no Brasil no período.

De acordo com a coordenadora técnica do Monitor do Fogo, Vera Arruda, o aumento das queimadas no Cerrado foi alarmante em agosto “O bioma, que é extremamente vulnerável durante a estiagem, viu a maior extensão de queimadas nos últimos seis anos, refletindo a baixa qualidade do ar nas cidades.”





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Inflação desacelera para todas as faixas de renda em agosto


A inflação desacelerou para todas as classes de renda em agosto na comparação com julho deste ano. Para as famílias de renda muito baixa, ela recuou de 0,09% para -0,19% no mês passado. Para as famílias de renda alta, que registraram aumento de 0,80% em julho, o resultado de agosto ficou em 0,13%. Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Todas as classes de renda apresentaram desaceleração da inflação acumulada em 12 meses. As famílias de renda muito baixa tiveram a menor inflação acumulada no período (3,72%), enquanto a faixa de renda alta anotou o percentual mais elevado (4,97%).

Os grupos alimentos e bebidas e habitação foram os principais pontos que influenciaram a queda inflacionária para praticamente todos os segmentos de renda. As deflações registradas em setores importantes – cereais (-1,3%), tubérculos (-16,3%), hortaliças (-4,5%), aves e ovos (-0,59%), leites e derivados (-0,05%) e panificados (-0,11%) – provocaram um forte alívio inflacionário, especialmente para as famílias de menor poder aquisitivo, visto que a parcela proporcionalmente maior do seu orçamento é gasta com a compra desses bens.

Energia elétrica
Em relação à habitação, a queda de 2,8% nos preços de energia elétrica – refletindo o retorno da bandeira tarifária verde e das reduções tarifárias em algumas capitais – contribuiu para diminuir a inflação em agosto.

No caso das famílias de renda alta, mesmo com a deflação dos alimentos, da energia e a queda de 4,9% nos preços de passagens aéreas, o reajuste de 0,76% das mensalidades escolares fez com que o grupo educação exercesse forte contribuição para a inflação dessa classe.

O aumento dos planos de saúde (0,61%), dos serviços médicos e dentários (0,72%) e das despesas pessoais (0,25%) também ajuda a explicar esse quadro de pressão inflacionária nos segmentos de renda mais elevada, em agosto.

“A desaceleração da inflação corrente em relação ao registrado em agosto do ano passado é explicada, em grande parte, pela melhora no desempenho dos grupos habitação e saúde e cuidados pessoais. No primeiro caso, a alta no preço da energia elétrica em 2023 (4,6%) ficou bem acima da queda apontada em 2024 (2,8%). Já para o grupo saúde e cuidados pessoais, o alívio inflacionário em agosto deste ano veio da deflação de 0,18% dos artigos de higiene, que contrasta com os reajustes de 0,81%, em agosto de 2023”, diz o Ipea.





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Arrozeiros reforçam orientação de manutenção do mercado interno de arroz


Momento é da classe orizícola desprender-se e demonstrar toda sua organização


Foto: Paulo Rossi/Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), emitiu nota, assinada pelo presidente da entidade, Alexandre Velho, traçando uma avaliação momentânea do ano de 2024. Segundo a federação, este vem sendo um ano desafiador para a Federarroz, arrozeiros, agricultores e povo gaúcho pois, além de todos os desafios climáticos que felizmente passaram, persistem os estruturais e políticos que ainda perduram, alongando insegurança e corroendo a esperança da retomada.

Conforme o comunicado, em meio a tragédia geral, resolvendo infortúnios particulares, desprendendo-se à ações solidárias, inquieta e nervosa para colaborar e atenuar o sofrimento do vizinho mais necessitado, a diretoria da Federarroz foi ao centro do Governo Federal para desfazer intenção de importação de arroz que fatalmente traria consigo mais insegurança aos arrozeiros. “Foram selados acordos, baseados especialmente no caráter e honra de cada partícipe das várias reuniões”, observa a nota.

A entidade salienta que, agora, momento em que Cepea/Esalq ruma para indicativo de R$120,00, no último terço da temporada comercial, é momento da classe orizícola desprender-se e demonstrar toda sua organização e manter o mercado plenamente abastecido. “Nós arrozeiros decidimos produzir alimento “in natura” mais consumido pelo ser humano. Assim, precisamos demonstrar toda a nobreza do ofício dessa profissão”, destaca a nota.





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USDA eleva safra de soja e diminui a de milho


De acordo com o Relatório de Oferta e Demanda dos Produtos Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado em setembro de 2024, as perspectivas para os mercados de soja e milho apresentam ligeiras variações em comparação ao relatório anterior de agosto. Para a soja, a produção nos Estados Unidos foi revisada de 124,9 milhões de toneladas para 124,81 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente estável. A produtividade também se manteve em 59,63 sacas por hectare, enquanto os estoques finais foram reduzidos de 15,24 milhões para 14,97 milhões de toneladas. As exportações e o esmagamento permanecem inalterados, com 50,35 milhões de toneladas exportadas e 66 milhões de toneladas destinadas à indústria .

Em relação ao Brasil, o relatório manteve a projeção de produção de soja em 169 milhões de toneladas para ambos os meses, mas houve um leve aumento nos estoques finais, que subiram de 33,87 milhões para 33,92 milhões de toneladas. As exportações seguem estimadas em 105 milhões de toneladas. Na Argentina, a produção também não sofreu alterações, permanecendo em 51 milhões de toneladas, mas os estoques finais foram revisados para cima, passando de 28,75 milhões para 29,25 milhões de toneladas. As exportações argentinas de soja permanecem estáveis em 4,5 milhões de toneladas. No mercado global, a produção de soja foi revisada de 428,73 milhões para 429,20 milhões de toneladas, com os estoques finais ajustados para 134,58 milhões de toneladas, um leve aumento em relação aos 134,3 milhões estimados em agosto.

Para o milho, a produção nos EUA foi ajustada para 385,73 milhões de toneladas em setembro, uma leve alta em relação aos 384,74 milhões de agosto. A produtividade aumentou de 191,53 para 192,06 sacas por hectare. No entanto, os estoques finais tiveram uma leve redução, caindo de 52,67 milhões para 52,26 milhões de toneladas. A área plantada e a área colhida permanecem inalteradas em 36,71 milhões de hectares e 33,47 milhões de hectares, respectivamente, e as exportações foram mantidas em 58,42 milhões de toneladas. No Brasil, as projeções para a produção de milho e exportações seguem estáveis, com 127 milhões de toneladas e 49 milhões de toneladas, respectivamente.

No panorama mundial, a produção de milho foi levemente ajustada para baixo, passando de 1,21982 bilhão para 1,21857 bilhão de toneladas, com os estoques finais reduzidos de 310,17 milhões para 308,35 milhões de toneladas, refletindo ajustes nos principais mercados exportadores e consumidores.
 





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Com baixa no Mato Grosso, exportações de soja sofrem queda de 28%


Exportações de soja do Brasil totalizaram 8,04 milhões de toneladas




Foto: Leonardo Gottems

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações de soja do Brasil totalizaram 8,04 milhões de toneladas em agosto de 2024, representando uma queda de 28,51% em comparação ao mês anterior e de 4,11% em relação ao mesmo período de 2023. Apesar da redução, o volume exportado foi o segundo maior registrado para o mês de agosto, impulsionado principalmente pelos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

Mato Grosso, tradicionalmente um dos maiores exportadores, participou com apenas 6,79% dos envios brasileiros em agosto, registrando sua menor participação histórica para o período. Essa retração se deve à menor disponibilidade de soja no estado e à queda dos preços. O valor médio da tonelada exportada fechou em US$ 436,12, uma queda de 13,19% em relação a agosto de 2023 e de 1,50% em comparação a julho de 2024.

Historicamente, há uma redução nas exportações de soja no segundo semestre. O Imea projeta que Mato Grosso encerrará 2024 com 25,87 milhões de toneladas exportadas, uma queda de 8,70% em relação à safra anterior (22/23).





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Parlamentares reagem ao veto à prorrogação de dívidas rurais


Mecias criticou o veto, afirmando que foi baseado em uma justificativa “equivocada”



Mecias criticou o veto, afirmando que foi baseado em uma justificativa "equivocada"
Mecias criticou o veto, afirmando que foi baseado em uma justificativa “equivocada” – Foto: Agencia Brasil

De acordo com informações da Frente Parlamentar da Agropecuária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o Projeto de Lei 397/2024, que permitia a prorrogação do pagamento de financiamentos de crédito rural em municípios e no Distrito Federal afetados por calamidades climáticas, como secas ou enchentes. A proposta, de autoria do senador Mecias de Jesus, previa a extensão do prazo de pagamento em até quatro anos, sem perdão de dívidas, para produtores de regiões atingidas.

Mecias criticou o veto, afirmando que foi baseado em uma justificativa “equivocada” sobre possíveis prejuízos à arrecadação pública. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apoiou a medida, buscando beneficiar produtores afetados por desastres naturais. A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), relatora do projeto na Câmara dos Deputados, criticou o veto ao socorro aos produtores afetados por eventos climáticos, considerando a decisão um “desserviço” do governo. Ela destacou a dedicação dos produtores, que trabalham sob condições adversas, e lamentou que, quando eles precisam de ajuda, suas contribuições diárias sejam ignoradas.

A medida vetada, que suspendia os pagamentos de financiamentos rurais por até 48 meses, abrangia programas como Pronaf, Pronamp, Moderinfra e Inovagro, além de financiamentos pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Um regulamento específico seria elaborado para definir as normas dessa suspensão. A proposta beneficiaria produtores afetados pela tragédia no Rio Grande do Sul, assim como em outros estados e municípios do país que enfrentassem desastres climáticos.
 





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Mato Grosso exporta 4,1 milhões de toneladas de milho


No acumulado do ano, o Brasil já exportou 17,94 milhões de toneladas




Foto: Divulgação

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações de milho do Brasil totalizaram 6,06 milhões de toneladas em agosto de 2024, um aumento de 70,67% em comparação ao mês anterior, conforme informações da Secex. No acumulado do ano, o Brasil já exportou 17,94 milhões de toneladas, uma queda de 28,85% em relação ao mesmo período de 2023.

Mato Grosso, o principal produtor de milho do país, foi responsável por 70,35% das exportações brasileiras entre janeiro e agosto de 2024. Somente em agosto, o estado enviou ao exterior 4,1 milhões de toneladas, uma alta de 42,98% em relação ao mês anterior. Embora o volume exportado seja significativo, ele representa uma queda de 24,93% em relação à última safra e 5,10% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Apesar dessa retração, as exportações devem se aquecer ao longo do segundo semestre de 2024, impulsionadas pela maior oferta de milho no mercado interno com a chegada da nova safra.





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Ibovespa fecha em alta com declaração de Powell de que chegou a hora de…


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, com o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizando que o banco central dos Estados Unidos está pronto para cortar os juros da maior economia do mundo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,32%, a 135.608,47 pontos, tendo marcado 135.174,18 pontos na mínima e 136.477,53 pontos na máxima do dia.

O volume financeiro somou 20,93 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês de 28 bilhões de reais.

Na semana, marcada pela renovação de topos históricos, o Ibovespa acumulou valorização de 1,24%, ampliando o ganho em agosto para 6,23%.

O rali recente na bolsa paulista tem como suporte o fluxo de capital externo, com uma entrada líquida de 7 bilhões de reais em agosto até o dia 21, estimulada principalmente pelo aumento das apostas na redução dos juros norte-americanos.

Nesta sexta-feira, Powell possivelmente eliminou qualquer dúvida que ainda pudesse pairar nas mesas de negociações ao afirmar que “chegou a hora de ajustar a política (monetária)” norte-americana.

“A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos”, afirmou no tradicional simpósio de Jackson Hole.

Falando sobre as duas metas que o Fed é encarregado pelo Congresso de atingir, Powell disse que sua “confiança cresceu de que a inflação está em um caminho sustentável de volta para 2%”, enquanto o desemprego está aumentando.

Na visão do economista Francisco Nobre, da XP, as apostas já sinalizavam que o Fed começaria o ciclo de flexibilização monetária na reunião de setembro, mas sem consenso se iniciando com um corte de 0,25 ou de 0,50 ponto percentual.

“Nesse sentido, o discurso dele (de Powell) deixou essas duas possibilidades bastante em aberto”, avaliou.

Para Nobre, dada a ênfase de Powell de que o Fed não vai tolerar um enfraquecimento adicional do mercado de trabalho, o próximo relatório de emprego, previsto para 6 de setembro, pode ser decisivo para consolidar as apostas sobre o ritmo do corte.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed se reunirá nos dias 17 e 18 de setembro para decidir sobre os juros, atualmente na faixa de 5,25% a 5,50%, com a decisão sendo conhecida no segundo dia do encontro.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,15%, enquanto o rendimento do título de 10 anos Tesouro dos EUA marcava 3,799% no final da tarde, de 3,862% na véspera.

DESTAQUES

– LOJAS RENNER ON saltou 7,32%, embalada pelo alívio na curva de DI na esteira das perpsectivas sobre o Fed, que beneficiou o setor de consumo com um todo, com o índice do segmento na B3 subindo 1,26%.

– COGNA ON avançou 7,52%, buscando apoio no clima positivo do mercado para alguma recuperação, uma vez que até a véspera acumulava um declínio de 12,5% em agosto. No setor de educação, YDUQS ON valorizou-se 6,51%.

– EZTEC ON fechou em alta de 6,93%, em sessão positiva para construtoras de modo geral dado o movimento nos juros futuros, com o índice do setor imobiliário na B3, que inclui empresas de shopping centers, avançando 3,39%.

– BRADESCO PN subiu 0,9%, com analistas do JPMorgan reiterando “overweight” para as ações e estabelecendo um preço-alvo de 20 reais para os papéis ao final de 2025, de 18 reais ao final de 2024.

– ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com decréscimo de 0,76%, enquanto BANCO DO BRASIL ON terminou com elevação de 0,75% e SANTANDER BRASIL UNIT avançou 1,03%.

– JBS ON recuou 3,81%, em dia de correção após o rali recente dos papéis na sequência da divulgação do balanço do segundo trimestre. No setor, BRF ON cedeu 2,02% e MARFRIG ON perdeu 0,61%. MINERVA ON subiu 2,58%.

– VALE ON fechou em baixa de 1,68%, acompanhando o movimento dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian fechou as negociações diurnas em queda de 2,24%, a 719,5 iuanes (100,81 dólares) a tonelada.

– PETROBRAS PN caiu 0,62%, apesar do desempenho robusto dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent encerrou o dia negociado em alta de 2,33%.





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