segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Erva-mate ganha espaço no mercado regional e internacional


A cultura da erva-mate continua desempenhando um papel crucial na economia e na sociedade da região de Erechim, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na última quinta-feira (29). O cultivo, especialmente nos municípios que abrigam agroindústrias ervateiras, contribui para a geração de renda das famílias. A colheita está em andamento e os rendimentos variam entre 800 e 1.000 arrobas por hectare, dependendo do nível de manejo adotado pelos produtores. O estado fitossanitário das plantações é considerado adequado, permitindo boas perspectivas de produtividade.

No aspecto comercial, o mercado de erva-mate apresenta estabilidade. Os preços pagos à indústria são de R$ 17,00 por arroba para a erva entregue, enquanto na planta o valor é de R$ 10,00 por arroba. No entanto, em algumas regiões como Frederico Westphalen, produtores relatam dificuldades devido à remuneração considerada insuficiente, além das estiagens que afetaram a produtividade. A área total de cultivo na região é de 2.689 hectares, mas há uma tendência de redução, já que alguns produtores estão migrando para o cultivo de soja e outros grãos mais lucrativos.

Apesar das dificuldades com remuneração e mão de obra, a erva-mate da região é amplamente comercializada no mercado regional, nacional e internacional, com destinação para o chimarrão, tererê e chá. A colheita segue até setembro, sendo pausada em outubro para preservar a brotação intensa das plantas. Em 2024, o clima favorável com boas chuvas ajudou no desenvolvimento das lavouras, melhorando a qualidade da produção.

Os preços praticados variam conforme a qualidade da erva-mate e a destinação. A erva-mate nativa colhida pela indústria está sendo comercializada entre R$ 20,00 e R$ 22,00 por arroba, enquanto a erva-mate plantada varia entre R$ 10,00 e R$ 12,00. Já a erva destinada à exportação e ao tererê alcança R$ 20,00 por arroba, refletindo o potencial da cultura para o mercado internacional.

Por outro lado, os produtores expressam insatisfação com a falta de reajuste nos preços, o que tem limitado a expansão da atividade e dificultado a entrada de novos agricultores no setor. A expansão das áreas de cultivo, em sua maioria, está sendo conduzida por produtores tradicionais com ervais nativos, que conseguem obter melhores preços no mercado.





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Avanços do PL do Combustível do Futuro


O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural




Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil
Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil – Foto: Divulgação

De acordo com Rodolfo Taveira, Diretor de Energia e Recursos Naturais da consultoria Oliver Wyman, o Projeto de Lei do Combustível do Futuro representa um avanço significativo para a indústria de combustíveis renováveis no Brasil. Este projeto estabelece uma demanda adicional e cativa para biocombustíveis como SAF, Biodiesel, Biometano e HVO nos próximos anos. A implementação dessa demanda exigirá investimentos substanciais, estimados entre R$ 30 e R$ 60 bilhões, para expandir a capacidade produtiva nacional desses combustíveis.

O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural, criando um novo mercado com certificados de geração que poderão ser comercializados pelos produtores e importadores brasileiros. Essa iniciativa, semelhante ao RenovaBio, tem o potencial de fomentar a produção de Biometano no país e deve incentivar investimentos nessa área nos próximos anos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desempenhará um papel crucial na regulamentação do projeto. A agência será responsável não apenas pela definição dos critérios de cálculo de emissões de gases de efeito estufa e controle de qualidade dos biocombustíveis, mas também pela regulamentação dos créditos relacionados ao Biometano. Além disso, a ANP definirá os perfis obrigatórios para o uso do Biometano, que pode incluir o transporte de veículos pesados e leves.

Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil. Quando totalmente implementado, o projeto tem o potencial de reduzir em aproximadamente 15% o gap de emissões do país, o que equivale a uma redução de 27 milhões de toneladas de CO2.





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Fazenda aumenta para 3,2% estimativa para o PIB


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou, de 2,5% para 3,2%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 3,9% para 4,25% a projeção para 2024.

Em relação ao desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) foi revisada após a divulgação do crescimento de 1,4% no indicador no segundo trimestre. Divulgado há dez dias pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado ficou acima do esperado.

Há dois dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha informado que a equipe econômica revisaria para mais de 3% a previsão de crescimento para o PIB em 2024.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração no segundo semestre. Para o terceiro trimestre (julho a setembro), o documento prevê expansão de 0,6% do PIB, contra 1,4% registrado no trimestre anterior. Para 2025, a estimativa de crescimento caiu de 2,6% para 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no próximo ano à perspectiva de um novo ciclo de aumentos na Taxa Selic (juros básicos da economia).

A projeção para o IPCA está próxima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2025, a estimativa avançou de 3,2% para 3,3%.

Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação os impactos da alta do dólar, o reajuste no piso mínimo para os preços de cigarro e o cenário de bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica no final do ano. Desde o fim de agosto, a bandeira tarifária para a energia está vermelha, por causa da estiagem em boa parte do país.

Setores

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, a variação esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retração, que era de 2,5%, melhorou para 1,9%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de milho, algodão, cana-de-açúcar e o aumento na produção de carne.

Para a indústria, a expectativa de crescimento foi revisada para cima, de 2,6% para 3,4%. Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente as maiores estimativas para o crescimento da indústria de transformação e construção no ano. No segundo trimestre, a indústria foi o setor que mais puxou o crescimento do PIB. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 2,8% para 3,3%.

INPC

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,1%, um pouco mais alto que os 3,65% divulgados no boletim anterior, em julho. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, passou de 3,6% para 3,8% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Rio Grande do Sul

Na edição anterior, em julho, o Boletim Macrofiscal tinha informado que as enchentes no Rio Grande do Sul impactariam o PIB em 0,25 ponto percentual em 2024. O número não foi revisado, mas a SPE detalhou que a menor contribuição das políticas de auxílio ao estado contribuirá para a desaceleração da economia no terceiro trimestre.

Os números do Boletim Macrofiscal são usados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 20. Publicado a cada dois meses, o relatório traz previsões para a execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e da previsão de gastos do governo, com o PIB e a inflação entrando em alguns cálculos. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo bloqueia alguns gastos não obrigatórios.





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Cotações da soja sofrem recuo nesta semana em Chicago


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações da soja em Chicago recuaram nesta semana em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira (12). Mesmo com o relatório considerado neutro pelo mercado, os preços reagiram ligeiramente após a divulgação, com o contrato de novembro fechando em US$ 9,91 por bushel, uma leve alta em relação aos US$ 9,77 registrados em 10 de agosto. Na semana anterior, a cotação estava em US$ 10,08 por bushel.

O relatório do USDA trouxe poucas mudanças para o cenário da nova safra de soja nos EUA. A produção norte-americana foi mantida em 124,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais para o ciclo 2024/25 tiveram uma leve queda, passando para 15 milhões de toneladas. No entanto, a produção mundial da oleaginosa foi revisada para cima, chegando a 429,2 milhões de toneladas, com os estoques globais finalizando o período em 134,6 milhões de toneladas.

A produção brasileira de soja, segundo o relatório, foi mantida em 169 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina segue em 51 milhões de toneladas. Já as importações de soja pela China continuam projetadas em 109 milhões de toneladas para o atual ano comercial. Com essas perspectivas, o preço médio ao produtor nos EUA foi mantido em US$ 10,80 por bushel, uma queda em relação aos US$ 12,50 do ciclo anterior.

Em termos de qualidade, até o dia 8 de setembro, 65% das lavouras de soja nos EUA estavam classificadas como boas ou excelentes, um avanço em relação aos 54% do ano anterior. Outros 25% das áreas foram consideradas regulares e 10% ruins ou muito ruins.

No campo das exportações, os EUA venderam 1,6 milhão de toneladas da nova safra de soja na semana encerrada em 5 de setembro, com a maior parte destinada à China. Esse volume ficou dentro das expectativas do mercado. No entanto, as exportações da safra velha somaram 45,4 milhões de toneladas, um número inferior às mais de 53 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023.

Na Argentina, os produtores de soja seguem focados em aumentar a área plantada da oleaginosa, em detrimento do milho. Estima-se que a área de plantio de soja no país vizinho alcance 17,7 milhões de hectares, um aumento de 7,5% em comparação ao ano anterior, com uma colheita projetada entre 52 e 53 milhões de toneladas. Já a área de milho poderá ser reduzida em até 21%, atingindo 8 milhões de hectares, devido à falta de chuvas e à infestação de cigarrinhas.

Por sua vez, a demanda chinesa por soja continua forte. Em agosto, a China importou 12,1 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume elevado foi impulsionado pelo desembaraço alfandegário de navios que tiveram atrasos no mês anterior. No acumulado dos primeiros oito meses de 2024, a China importou 70,5 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com uma leve queda nos estoques de soja e farelo, os níveis de estoque na China continuam altos.





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Brasil projeta safra recorde de milho


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do milho apresentaram leve alta em algumas regiões do Brasil nesta semana. No Rio Grande do Sul, a média estadual se manteve estável, fechando em R$ 58,02 por saca, enquanto as principais praças do estado avançaram para R$ 57,00 por saca. Em outras partes do país, os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca, refletindo a dinâmica regional do mercado.

Novas projeções para a safra brasileira de milho indicam que a produção total pode atingir 133,6 milhões de toneladas, um volume superior em cerca de 6 milhões de toneladas ao previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, essa produção será 6% maior do que a colhida na safra anterior. A área total plantada deve alcançar 20,9 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada de 6.400 quilos por hectare, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

A previsão para a safra de verão, que será colhida no início de 2025, é de 24,3 milhões de toneladas, um número inferior às 25,6 milhões do ciclo anterior. No entanto, a expectativa para a segunda safra (safrinha) de 2025 no Centro-Sul do Brasil é otimista, com uma produção estimada em 94,6 milhões de toneladas, superando as 85,9 milhões colhidas no ano passado.

Em termos de exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros cinco dias úteis de setembro, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de milho, o que representa uma queda de 28,7% na média diária em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para atingir a meta mínima de 40 milhões de toneladas exportadas até o final de 2024, o país ainda precisa vender 26 milhões de toneladas até janeiro, a fim de reduzir os estoques nacionais do grão. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil exporte 6,5 milhões de toneladas de milho ao longo do mês de setembro.





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Cotação do trigo fecha estável em Chicago


Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou





Foto: Canva

Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo em Chicago, que apresentaram leve recuo durante a semana, voltaram aos níveis da semana anterior, com o fechamento nesta quinta-feira (12) alcançando US$ 5,63 por bushel, praticamente estável em relação aos US$ 5,61 registrados uma semana antes. O movimento de recuperação ocorreu após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O relatório do USDA manteve a previsão de produção de trigo nos Estados Unidos para a safra 2024/25 em 53,9 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao documento anterior de agosto. Os estoques finais norte-americanos também permaneceram inalterados, somando 22,5 milhões de toneladas. Globalmente, a produção mundial de trigo foi ajustada para 796,9 milhões de toneladas, uma leve queda de pouco mais de um milhão de toneladas em relação ao mês passado, enquanto os estoques finais mundiais aumentaram em 600 mil toneladas, totalizando 257,2 milhões de toneladas.

O preço médio ao produtor de trigo nos EUA está projetado em US$ 5,70 por bushel no novo ano comercial, uma queda em relação aos US$ 6,96 registrados no ano anterior. Para o Brasil, a expectativa de produção é de 9,5 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina foi estimada em 18 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou, atingindo 85% da área plantada até o dia 8 de setembro, levemente acima da média histórica de 83%. Na Argentina, a empresa Bioceres informou que precisará de pelo menos dois anos para iniciar a comercialização de seu trigo geneticamente modificado HB4 nos Estados Unidos, após a recente aprovação do cultivo do produto pelo governo norte-americano.





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Custo para recuperar área de pastagem degradada ultrapassa R$ 115 bilhões


Com o objetivo de discutir a importância e a disseminação das sementes forrageiras em terras brasileiras, já que elas estão diretamente ligadas à sustentabilidade ambiental, aconteceu o V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras paralelo ao XXII Congresso Brasileiro de Sementes. Estiveram no simpósio representantes do governo, da iniciativa privada, da pesquisa e produtores para debater o assunto.

O engenheiro agrônomo, diretor da Infrapar Capital Partners, Marco Antônio Fujihara, trouxe alguns dados obtidos em 2022, pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da PR, bem significativos em relação à degradação do solo brasileiro. No Brasil, existem 159 milhões de hectares de pastagens, sendo que 63%, ou seja, 99 milhões de hectares estão degradados. Desses 99 milhões de ha, 41% (65 milhões de ha) tem degradação intermediária e 22% (34 milhões de ha) com degradação severa. De acordo com ele, levantamento do Banco do Brasil aponta custo na ordem de R$ 116,1 bilhões para recuperação das pastagens degradadas.

Quando falamos em efeito estufa, sabe-se que o Brasil é o quinto maior emissor de gases do mundo. Segundo dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), 49% das emissões totais são por mudanças de uso da terra e queima de resíduos florestais. Porém, desses 49%, as alterações de uso do solo representam 92,2% e os resíduos florestais têm responsabilidade de 7,8%.

Dentro desse cenário, Fujihara mostrou que a revitalização das áreas degradadas visa, por exemplo, o aumento da produtividade dos solos, a recuperação da biodiversidade e a redução da pressão sobre novas áreas.

Existem algumas decisões práticas a serem tomadas e uma delas é a utilização das sementes forrageiras, para fazer a retenção do carbono. “A forrageira é a base da recuperação da área degradada. Se você plantar a forrageira, você consegue recuperar essa área degradada muito mais depressa, em vez de 5 anos, leva 2 anos”, comparou Fujihara.

Ele apresentou no Simpósio uma área recuperada no Mato Grosso por meio da utilização das forrageiras. “Era uma fazenda de 5 mil hectares que estava semidesértica. Fizemos todo o processo de recuperação com forrageiras. As forrageiras é que fizeram a recuperação daquela área”, destacou.

Porém, esse tempo de recuperação tem um custo alto, e muitas vezes o produtor não consegue fazer o processo, que dura em média, 2 anos. Segundo Fujihara, esse é o maior desafio.

Mercado de Forrageiras

De acordo com o Coordenador do Comitê de Forrageiras da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), Marcos Roveri José, estima-se que o mercado de forrageiras fechou o ano de 2023 na média de R$ 5 bilhões. Na visão dele, esse número expressivo deu-se devido à integração lavoura-pecuária. “Hoje já temos uma agricultura muito forte trabalhando dentro desses sistemas integrados de produção”, disse.

De acordo com Roveri, a braquiária e a russians são as espécies de maior produção. “Tem a questão da retenção do carbono, que é o que mais prega hoje, então a inserção da forrageira dentro do sistema é fundamental, você não tem um outro sistema tão capaz, tão pujante, igual a inserção de forrageiras”.

Durante o debate, Roveri ainda disse que o setor ainda precisa de mais dados oficiais e políticas públicas.

Evolução tecnológica

A pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e organizadora do V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras, Jaqueline Verzignassi, ressaltou que o setor tem ligação com a economia, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade econômica. Reforçou também que o uso da semente forrageira não é exclusivamente mais uma pastagem, mas é um grande negócio.

O setor também tem uma evolução na tecnologia. “Tem tecnologia industrial, tecnologia de preparo de sementes, de superação de dormência, tem tecnologia de colheita”, explica Jaqueline..

 Segundo ela, o simpósio abordou inovações na produção de sementes forrageiras e na indústria, além de oportunidades de negócios que visam garantir a sustentabilidade. “O simpósio teve a participação de produtores, pesquisadores, representantes de grandes associações de produtores e fomentadores de pesquisa, que debateram estratégias mais efetivas e abrangentes de implementação de normativas para a produção e mercado de sementes”, disse Jaqueline.

Normativas precisam de atualização

Izabela Mendes Carvalho, coordenadora geral de sementes e mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) disse que tem uma lista de normativas que precisa ser atualizada. Segundo ela, o trabalho iniciou, mas ainda não tem previsão de conclusão. Em relação especificamente às sementes forrageiras, Izabela observa que essas espécies apresentam muitas peculiaridades e particularidades. “A gente tem a questão com relação à importação, ao desenvolvimento de materiais, de cultivares registradas, a questão do processo produtivo, precisamos ter algumas especificações”. A coordenadora do MAPA lembra que a pasta publicou a Lei 14.515, no final de 2023, instituindo o Programa de Autocontrole que ainda precisa ser regulamentado. “Estamos trabalhando com a regulamentação dessa lei para, depois disso, começar a rever as normas específicas”.





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Comissões de Sementes e Mudas debatem implementação de normativas e ajustes legais no XXII CBSementes


As alterações e a implementação de instruções normativas, bem como ajustes legais e administrativos no setor de produção de sementes estão entre as principais demandas das Comissões de Sementes e Mudas (CSMs). Representantes das comissões de diversos estados realizaram a primeira reunião nacional durante todo o dia de ontem no XXII Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), que começou na última terça e se encerra amanhã (13/09) em Foz do Iguaçu (PR).

O encontro foi organizado pela Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-Paraná) em parceria com a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), promotora do CBSementes.

Para o presidente da ABRATES, Fernando Henning, a reunião nacional das CSMs é relevante para criar harmonia entre as diferentes comissões, uniformizar os regimentos internos e articular mudanças estratégicas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. “A uniformização é importante para garantir sinergia entre as estruturas burocráticas das CSMs, o que facilita a implementação de demandas. Outro ponto importante foi a possibilidade de cada CSM apresentar suas necessidades locais, permitindo trocas entre diferentes estados”, explica Henning.

Isabela Mendes Carvalho, Coordenadora Geral de Sementes e Mudas do MAPA, destacou que as comissões têm um papel fundamental no assessoramento ao MAPA. Ela ressaltou a necessidade de atualização de normas, uma demanda central das comissões, já que várias instruções normativas e portarias precisam ser revisadas para se adequarem às mudanças recentes no decreto regulador do setor.

“Foi um encontro com relatos importantes sobre as dificuldades e demandas do setor, além dos avanços junto ao Ministério da Agricultura”, afirmou Jhony Möller, diretor-executivo da CSM-Paraná. Participaram dos debates representantes das comissões do Paraná,  Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará e Tocantins.

O mix de sementes foi outro assunto discutido pelas CSMs. A palestrante Maria Selma Carvalho, da Associação dos Produtores de Sementes de Minas Gerais, falou sobre a importância das misturas de sementes (mix) para cobertura de solos, que oferecem vantagens em relação às espécies individuais, melhorando a retenção de água e a reciclagem de nutrientes. Ela destacou que o novo decreto 10.586 facilitou a comercialização de misturas de sementes, o que impulsionou o crescimento do setor, com empresas surgindo e expandindo significativamente.

Suemar Alexandre Gonçalves Avelar, da AgCroppers, apresentou um estudo de caso sobre o controle de qualidade na produção de mix de sementes. Ele detalhou as etapas do processo, desde a produção e beneficiamento até a análise e validação das amostras, garantindo que o produto final atenda às especificações antes de ser enviado ao cliente. Também participou das discussões sobre regulamentações a secretária Executiva da Associação Nacional dos Produtores de Sementes de Gramíneas e Leguminosas Forrageiras

No debate das CSMs, o pesquisador José de Barros França Neto e a consultora Maria de Fátima Zoratto discutiram a trajetória da Embrapa Soja e da Associação de Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT)e sua colaboração com a CSM. Eles relataram contribuições em diagnósticos e práticas de tratamento de sementes, além de mudanças importantes nas normas de embalagens e padrões de qualidade, sempre com base em estudos da Embrapa.

O presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ronaldo Troncha, anunciou ontem durante a primeira reunião nacional das Comissões de Sementes e Mudas, a realização do Congresso de Sementes das Américas (SAA), que  está pré-agendado para acontecer em 2025, em Foz do Iguaçu (PR).

“Estou preparando um ‘save the date’ para o Congresso. Inicialmente estava previsto para o Rio de Janeiro, mas, devido a questões logísticas, foi transferido para o Paraná. O último congresso aconteceu em Montevidéu e, recentemente, houve um seminário no Peru, onde se decidiu que o próximo evento seria no Brasil”, explicou Troncha.

O evento terá a promoção da Associação de Sementes da América (SAA), que reúne representantes de vários países da América, incluindo a Abrasem. Segundo ele, o evento em Foz do Iguaçu contará com uma ampla representatividade. Antes disso, haverá outro congresso da SAA em Buenos Aires, começando em 30 de outubro deste ano.

 

 





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Prosa Agro Itaú BBA | Agro Semanal | Boi e frango de lado contrastam com o…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe do Itaú BBA e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Apesar da forte demanda externa, os preços do boi gordo seguem sem muita força para subir dada a elevada disponibilidade de gado terminado. Já nos mercados de aves e suínos, as exportações parciais apontam números mais fracos em agosto, mas isso não tem impedido a escalada do suíno.

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“Estamos em um ambiente de grandes oportunidades para o agro mundial”, destaca o ministro


Importância do diálogo para o comércio internacional





Foto: Mapa

Durante a reunião com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Luis Planas Puchades, o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, ressaltou a importância do diálogo para o comércio internacional, especialmente nas negociações sobre questões sanitárias e fitossanitárias.

“Essas reuniões bilaterais são fundamentais para sincronizarmos os assuntos e, juntos, superarmos desafios comuns a todos. Estamos acompanhando o cenário e as lutas dos produtores europeus e espanhóis para se manterem competitivos diante das restrições impostas pelas mudanças climáticas”, disse Fávaro, destacando que produtores de ambos os países enfrentam desafios semelhantes em relação às mudanças climáticas.

As novas formas de produção, com investimentos em tecnologias avançadas e sustentáveis, também foram discutidas na reunião. Fávaro mencionou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuária e Florestais Sustentáveis (PNCPD), que visa a recuperação e conversão de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em áreas agricultáveis nos próximos 10 anos.

“O Brasil tem hoje 90 milhões de hectares de pastagens em estado de degradação, e esses 40 milhões, tecnicamente comprovados pela Embrapa, são altamente viáveis para a produção de alimentos. Portanto, não é necessário avançar sobre florestas para intensificar a produção. Ao contrário, devemos reflorestar”, afirmou o ministro.

O ministro Fávaro também abordou na reunião a carta entregue ao comissário europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Januz Wojciechowski. Na ocasião, solicitou apoio ao ministro espanhol.

“Estamos em um ambiente de grandes oportunidades para o agronegócio mundial”, concluiu Fávaro.





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