domingo, abril 26, 2026

Política & Agro

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Inovações verdes e agrícolas no EIMA 2024


A 46ª edição do EIMA International foi apresentada em Dubai, destacando soluções inovadoras para a agricultura e cuidados com áreas verdes nos Emirados Árabes Unidos. O setor de tecnologia agrícola e o mercado de máquinas de jardinagem estão em forte crescimento no país, com uma tendência de expansão até 2027. O evento de Bolonha oferece aos operadores do Oriente Médio tecnologias que atendem às necessidades do setor primário, com foco especial na vitrine EIMA Green, voltada para máquinas de jardinagem.

Desde 2021, as vendas de máquinas agrícolas nos Emirados vêm aumentando, com projeção de crescimento anual de 4,4% até 2027, conforme dados da ExportPlanning. Em 2023, o volume de compras de tecnologias agrícolas ultrapassou €262 milhões, com 62% desse valor proveniente de importações de China, Estados Unidos, Japão, Itália e Reino Unido. Durante a apresentação do EIMA em Dubai, foi destacado que a Itália deve superar o Japão até 2027, tornando-se o terceiro maior fornecedor de máquinas agrícolas no país.

Edoardo Napoli, cônsul-geral da Itália em Dubai, afirmou que a parceria entre a Itália e os Emirados Árabes é sólida e tem espaço para crescer, impulsionada pela qualidade das tecnologias italianas nos setores agrícola e de jardinagem. Valerio Soldani, diretor do escritório da Agência Italiana de Comércio (ITA) em Dubai, destacou o crescimento do mercado agrícola nos Emirados, com previsão de expansão até 2029, apoiada por investimentos em segurança e resiliência agrícola.

O EIMA International, que será realizado em Bolonha de 6 a 10 de novembro, reunirá mais de 1.700 expositores, incluindo 600 estrangeiros. As soluções de jardinagem e cuidado com áreas verdes, apresentadas na EIMA Green, serão de grande interesse para os operadores dos Emirados, onde projetos inovadores como a ilha artificial Palm Jumeirah e o Green Planet impulsionam o setor, apesar dos desafios climáticos. O evento também contará com uma área de demonstração, o Garden E-motion, onde os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias mais avançadas para jardinagem.
 





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Preço 25% acima de 2023


Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade




Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade
Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade – Foto: Canva

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o feijão-carioca está atualmente com preços 25% superiores em comparação ao mesmo período de 2023. Isso reflete o impacto dos problemas de produtividade enfrentados em algumas regiões de colheita, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Bahia. 

Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade, e um volume ligeiramente maior de negócios foi reportado ontem, mantendo os valores médios. No entanto, alguns corretores têm notado maior dificuldade para adquirir o produto diretamente nas fontes, o que pode ser um indicativo da demanda mais aquecida e da expectativa de melhores preços por parte dos produtores.

Os produtores têm mostrado certa impaciência, na esperança de que os problemas de produtividade levassem a uma reação mais acentuada nos preços. Entretanto, é importante lembrar que, em setembro do ano passado, os preços do Feijão-carioca caíram, encerrando o mês com uma média abaixo de R$ 200. Essa queda gerou uma expectativa de recuperação neste ano, que parece ter sido parcialmente concretizada, com os valores do Feijão-carioca extra agora 25% acima do registrado em 2023.

A alta nos preços é um reflexo direto das condições adversas enfrentadas durante o cultivo, como os impactos climáticos que afetaram a produtividade em várias regiões. Ainda assim, muitos produtores continuam cautelosos, aguardando novas movimentações do mercado. A combinação de oferta reduzida e dificuldades logísticas nas regiões produtoras tem contribuído para essa tendência de elevação dos preços, embora ainda exista incerteza quanto à continuidade dessa valorização no curto prazo.
 





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Tecnologia pode ajudar contra furto de gado


A região Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul, é vital para a pecuária nacional, possuindo um plantel de 11,9 milhões de bovinos. No entanto, os produtores enfrentam problemas significativos com furtos e roubos de animais, agravados pelo isolamento das propriedades. Esses crimes também oferecem riscos à saúde pública devido à carne sem controle de qualidade.

Apesar da redução recente nos registros de furtos e roubos de bovinos, com uma média de oito casos diários, o governo estadual lançou a Plataforma de Defesa Agropecuária (PSDA) para melhorar a proteção e organização do setor. No entanto, as estatísticas podem não refletir totalmente a realidade dos roubos, que continuam a ser uma grande preocupação.

“Reforçar o cercamento das fazendas com arame liso, farpado ou cercas elétricas e criar redes de comunicação com vizinhos para monitorar movimentações suspeitas estão entre as medidas urgentes que dificultam o acesso dos criminosos e aumentam a segurança da propriedade, do gado e das pessoas. Além disso, os pecuaristas contam com tecnologias inovadoras, como sistemas digitais de monitoramento, que permitem acompanhar o rebanho de forma eficiente e em tempo real, recebendo alertas de movimentação suspeita em qualquer período do dia”, completa Ismael Ribeiro, gerente de Venture Builder da Belgo Arames.

A Belgo Arames investiu na startup Instabov para desenvolver um colar com GPS para gado, que envia dados sobre a movimentação e comportamento dos animais diretamente para antenas na propriedade. Com o aplicativo da Instabov, os pecuaristas recebem atualizações a cada 10 minutos em seus smartphones, permitindo uma resposta rápida a situações de risco, como perda ou furto de animais, e possibilitando acionar a polícia em casos de atividade criminosa. Além de proteger o rebanho, a tecnologia também melhora a segurança das pessoas envolvidas na operação da fazenda.

 “Temos ótimos resultados com essa inovação. Os pecuaristas sentem-se mais seguros e podem cuidar do seu negócio com mais tranquilidade. E a Belgo quer expandir a utilização da tecnologia e ajudar a melhorar a segurança no campo, além de impulsionar o crescimento do agronegócio”, finaliza Ismael Ribeiro. 
 





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Mercado da carne bovina dispara com alta de 4%


Aquecimento do consumo foi outro fator determinante para essa valorização





Foto: Pixabay

Os preços de todos os cortes de carne bovina com osso subiram cerca de 4% no mercado atacadista da Grande São Paulo nos últimos sete dias. O movimento de alta colocou a carcaça casada do boi gordo, que inclui o traseiro, dianteiro e a ponta de agulha, no maior patamar nominal deste ano.

Segundo dados informados pelo Cepea, além da oferta reduzida por parte dos frigoríficos, o aquecimento do consumo foi outro fator determinante para essa valorização. Indicadores macroeconômicos, como a redução do desemprego e o aumento da massa salarial, têm sustentado esse comportamento positivo no mercado de carne.





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Corte de juros nos EUA veio um pouco atrasado, diz ministro


O corte de 0,5 ponto na taxa básica de juros nos Estados Unidos veio com atraso, disse nesta terça-feira (18) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, a decisão do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) iniciará um ciclo duradouro de reduções de juros que beneficiará todo o planeta.

“Penso que [o corte de juros nos Estados Unidos] veio um pouco atrasado, mas veio. Nós estávamos esperando para junho o corte do Banco Central americano. Teve uma pequena turbulência no começo do ano que, de certa maneira, causou alguma turbulência em todos os mercados. O dólar subiu] aqui, mas penso que agora [o Fed] deve entrar em uma trajetória de cortes. Eu penso que isso vai ser duradouro”, declarou Haddad ao deixar o Ministério da Fazenda.

Segundo Haddad, o início dos cortes de juros nos Estados Unidos trará mais previsibilidade para a economia global e evitará a volatilidade no mercado financeiro nos próximos anos. “Não acredito que em 2025, 2026, nós tenhamos surpresas. O que é ótimo para o Brasil e para o mundo. Porque isso dá um alívio doméstico grande e nos coloca uma responsabilidade de continuar fazendo um trabalho de arrumação da casa aqui para colher os frutos desses ventos favoráveis”, concluiu o ministro.

Copom

Em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a Taxa Selic – juros básicos da economia – para 10,75% ao ano, Haddad não quis fazer comentários. Apenas disse que o aumento de 0,25 ponto não lhe causou surpresas.

“Não me surpreendi [com o Copom], mas eu só vou comentar a decisão depois da leitura da ata, semana que vem, como de hábito. Vou dar uma olhada, vou conversar internamente, vou verificar o que esperar para o futuro próximo”, justificou.

Até meados do ano passado, Haddad comentava as decisões do Copom, criticando o atraso do Banco Central em começar a reduzir os juros e o tom de alguns comunicados. Quando a autoridade monetária começou a reduzir a Selic, em agosto do ano passado, o ministro celebrou a decisão.





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Fusão reforça a distribuição agrícola


A Nutrien, multinacional canadense de soluções agrícolas, acaba de lançar a Agroessence, sua nova marca B2B no Brasil, que surge da fusão das redes distribuidoras Casal e Cultive. Com isso, a Agroessence inicia suas operações como a maior plataforma de redistribuição agrícola do país, abrangendo mais de 2500 revendas que eram atendidas pelas empresas anteriores.

A apresentação oficial da Agroessence ocorreu em Belo Horizonte no dia 5 de setembro. A nova marca busca não apenas consolidar a presença da Nutrien no mercado, mas também expandir para regiões onde Casal e Cultive ainda não atuavam, prometendo maior eficiência e agilidade. Cristiano Cursino, diretor comercial da Agroessence, destacou que a empresa investirá em logística para assegurar a disponibilidade oportuna dos insumos e a continuidade das entregas, evitando grandes estoques nas revendas.

“Mais do que presença geográfica, queremos ser reconhecidos sobretudo em termos de agilidade e eficiência. Para isso, seguiremos investindo em uma logística eficiente, capaz de garantir a disponibilidade de insumos no tempo certo e a continuidade das entregas. Assim, garantimos que as revendas mantenham um ritmo de vendas saudável sem a necessidade de grandes estoques; um fluxo de eficiência que sempre foi referência na atuação das redes Casal e Cultive e norteará também o trabalho da Agroessence”, afirma o diretor comercial da Agroessence, Cristiano Cursino.

O portfólio da Agroessence será ampliado com soluções integradas e personalizadas, apoiadas pela plataforma Nutrien e por parcerias estratégicas. Fabio Roberto Coelho, gerente nacional de vendas, ressaltou a continuidade dos modelos de sucesso das redes anteriores, como RTVs de campo e o teleatendimento, com foco na capacitação técnica e no relacionamento com as revendas. A Agroessence promete trazer inovações significativas e contribuir para o crescimento sustentável do agronegócio no Brasil.

“A expectativa é que a Agroessence não apenas consolide a posição da Nutrien no mercado, mas também promova uma verdadeira transformação no setor de distribuição agrícola, tornando-se uma referência para outras empresas e contribuindo para o crescimento sustentável do agronegócio no Brasil”, conclui Fábio.
 





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Infestação de bicudo-do-algodeiro cresce 4 vezes


Dentre as várias pragas que afetam o algodão, o bicudo exige maior atenção





Foto: Divulgação

Em 2024, a temporada de cultivo de algodão foi marcada por um aumento expressivo na população do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principalmente no Estado do Mato Grosso. Dados da Fundação MT indicam que a infestação foi quatro vezes maior do que na safra 2022/2023.

Para a próxima safra, essa praga segue como uma grande preocupação, tanto pelo aumento da sua incidência quanto pelos graves prejuízos que pode causar. Em casos extremos, o bicudo é capaz de destruir até 90% de uma área de plantio, tornando-se uma das pragas mais destrutivas para o algodoeiro. Para enfrentar a praga, uma alternativa é o uso de tecnologias avançadas de monitoramento, como plataformas que prevêem áreas de maior pressão de pragas. A Arc™ farm intelligence, por exemplo, oferece previsões detalhadas sobre o comportamento do bicudo, permitindo que o manejo seja feito no momento e local ideais, reduzindo os danos de forma precisa.

Dentre as várias pragas que afetam essa cultura, o bicudo exige maior atenção devido à sua enorme capacidade reprodutiva. Um único casal pode gerar milhões de descendentes ao longo de uma safra, com um ciclo de desenvolvimento médio de apenas 20 dias entre ovo e adulto.

O controle efetivo dessa ameaça exige uma combinação de ferramentas e técnicas de manejo adequadas. A antecipação do aumento populacional do bicudo é fundamental para que o produtor possa adotar medidas preventivas, evitando a proliferação descontrolada e minimizando os danos.

O monitoramento contínuo e o manejo direcionado são estratégias essenciais para mitigar os impactos dessa praga, que continua a representar um risco significativo à produção de algodão em regiões como Mato Grosso e Bahia.

 





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Queimadas e estiagem deterioram solo e saúde


“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta”




A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos
A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos – Foto: Pixabay

O Brasil enfrenta uma crise ambiental e no agronegócio devido à estiagem prolongada e queimadas recordes. Esses eventos causaram danos ao meio ambiente, afetaram lavouras e florestas, e deterioraram a qualidade do solo e do ar, prejudicando a saúde pública. Segundo Layane Ap. Mendes dos Santos, a exposição do solo após chuvas pode levar a escorrimento e erosão, e, sem chuvas, a baixa umidade e ventos fortes agravam a erosão eólica, comprometendo a produtividade do solo.

“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta, alterando e desequilibrando todo o ciclo e aporte de carbono do solo. Essa perda de matéria orgânica afeta diretamente a atividade e a diversidade da microbiota do solo, uma vez que diminui a disponibilidade de alimento, sendo uma das principais fonte de energia dos micro-organismos. Além disso, afeta diretamente a capacidade de troca catiônica do solo (CTC) e reduz a ‘reserva’ de água no solo”, explica a consultora de Desenvolvimento Técnico da ICL.

A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos, dificultando a recuperação da microbiota devido à exposição solar, calor excessivo, falta de umidade, desestruturação do solo e mudanças no pH. Isso afeta negativamente os processos biológicos essenciais para a saúde do solo e o desenvolvimento das plantas. O fogo também causa danos à estrutura física do solo, selando a superfície e desequilibrando a porosidade, o que limita o crescimento das plantas e a recuperação da microbiota.

A engenheira agrônoma recomenda o uso de uma mistura de plantas de cobertura com sistemas radiculares variados para reestruturar o solo e melhorar suas qualidades físicas, químicas e biológicas. A inclusão de gramíneas forrageiras de crescimento rápido ajuda na rápida cobertura e estruturação do solo. Tecnologias biológicas, como a inoculação com micro-organismos, são essenciais para acelerar o enraizamento das plantas e restaurar a biodiversidade do solo, aumentando a biomassa radicular e facilitando a entrada de carbono e nutrientes.
 





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Tecnologias aumentam vida útil dos maquinários agrícolas


Maquinários são projetados para operar em condições adversas





Foto: Pixabay

O agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, continua a se transformar com o uso de tecnologias avançadas que impulsionam a eficiência e a segurança das operações no campo. De acordo com Ricardo Azevedo, Gerente de Vendas da área de Industrial Assembly & Electronics da Henkel, o uso de soluções inovadoras é essencial para otimizar tanto o plantio quanto a colheita, garantindo a produtividade safra após safra.

“Cada safra exige um planejamento rigoroso, e as máquinas agrícolas, como colheitadeiras e plantadeiras, são projetadas para operar em condições adversas, enfrentando os desafios do campo com a máxima eficiência”, afirma Ricardo. Para ele, o uso de adesivos e selantes de alta tecnologia é indispensável para garantir a integridade estrutural dos equipamentos, aumentando sua vida útil e protegendo os operadores em ambientes de trabalho.

Outro aspecto destacado por Ricardo é a necessidade de proteção contra corrosão e intempéries, preservando a aparência e o valor dos equipamentos, especialmente na revenda. “Equipamentos bem conservados não só operam melhor, como também são mais valorizados no mercado”, explica.

Ricardo também ressalta as inovações no processo de montagem, com soluções que dispensam o uso de primers e reduzem o tempo de adesão dos componentes de 24 horas para apenas 180 minutos, gerando economia significativa no tempo de produção e no uso de materiais. Para o agronegócio, investir em tecnologia avançada significa garantir a confiabilidade e o desempenho das máquinas, assegurando que as operações ocorram com segurança e eficiência, mesmo nas condições mais adversas.





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Milho recua nesta 6ªfeira na B3, mas ainda acumula altas ao longo da semana


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A sexta-feira (23) chega ao final com os preços futuros do milho recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 60,23 e R$ 68,74, mas ainda conseguiram encerrar a semana acumulando movimentações positivas. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à R$ 60,23 com queda de 0,41%, o novembro/24 valeu R$ 63,15 com perda 0,32%, o janeiro/25 foi negociado por R$ 66,00 com baixa de 0,26% e o março/25 teve valor de R$ 68,74 com desvalorização da 0,39%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 1,12% para o setembro/24, de 0,27% para o novembro/24, de 0,26% para o janeiro/25 e de 0,94% para o março/25, em relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho b3

Roberto Carlos Rafael da Germinar Corretora, aponta que as movimentações dos preços do milho no Brasil estão muito atreladas à flutuação do dólar ante ao real, uma vez que a taxa de câmbio influência diretamente nos valores de exportação dos portos. 

O analista destaca que as exportações melhoraram em julho, mas ainda ficaram abaixo do esperado. Já para agosto, os embarques devem ficar entre 6 e 7 milhões de toneladas, entre 2 e 3 milhões menores do que o mesmo mês de 2023. 

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+ “Não vai haver melhora de preços do milho se não for pelo dólar”, destaca analista

Com potencial de acumular 14 milhões de toneladas exportadas de fevereiro a agosto, o país teria que embarcar cerca de 5,5 milhões de toneladas nos meses restantes do ciclo para chegar em 40 milhões de toneladas, volume que ainda seria insuficiente para enxugar os estoques na conta do Rafael. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve um último dia da semana positivo. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização somente em São Gabriel do Oeste/MS e percebeu valorização em Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Machado/MG. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve uma semana de preços mais altos no balanço em grande parte das praças de comercialização. “Embora o ritmo de negócios tenha seguido travado em algumas regiões no mercado interno, uma boa movimentação nos portos para exportação e a oferta limitada garantiram suporte às cotações”. 

“Nesta última semana o mercado permaneceu com postura retraída tanto de consumidores como dos produtores, o que limita o avanço de negócios. As atenções seguem voltadas para o câmbio, para os movimentos dos futuros do milho (Bolsa de Chicago) e para a paridade de exportação firme. Os consumidores sinalizam tranquilidade em relação a abastecimento no momento, mas com a colheita da safrinha terminando reduz-se a disponibilidade e as cotações reagem a isso”, diz a Consultoria. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram as movimentações desta sexta-feira contabilizando recuos no pregão e acumulando perdas semanais. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à US$ 3,67 com desvalorização de 3,75 pontos, o dezembro/24 valia US$ 3,91 com perda de 2,50 pontos, o março/25 foi negociado por US$ 4,09 com baixa de 2,00 pontos e o maio/25 teve valor de US$ 4,20 com queda de 1,50 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (22), de 1,01% para o setembro/23, de 0,64% para o dezembro/24, de 0,49% para o março/25 e de 0,36% para o maio/25. 

No acumulado semanal, os contratos semanais do cereal norte-americano contabilizaram perdas de 0,74% para o setembro/24, de 0,38% para o dezembro/24, de 0,36% para o março/25 e de 0,41% para o maio/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho cbot

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram mais 0,5% a 1% na sexta-feira, com os traders voltando seu foco para ver uma produção quase recorde que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualmente estima que excederá 15,1 bilhões de bushels. 

“Isso levou a uma rodada de vendas técnicas que viu os futuros de setembro caírem 3,75 centavos para US$ 3,6775 e os futuros de dezembro caírem 2,25 centavos para US$ 3,9125”, destaca a publicação. 

A análise da Agrinvest ainda ressalta que os preços do milho acompanharam os futuros do trigo em baixa, que continuam pressionados devido à agressividade na oferta de trigo no Mar Negro. 





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