domingo, abril 26, 2026

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Furacão John devasta costa sul do México, mas principais áreas agrícolas escapam de grandes danos


Furacão John traz chuvas torrenciais ao sul do México





Foto: Canva

Segundo dados do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o furacão John atingiu a costa sul do Pacífico mexicano com ventos fortes e chuvas torrenciais, provocando destruição na infraestrutura costeira. O furacão, que chegou como uma tempestade de categoria 3, com ventos de até 105 nós, atingiu inicialmente a costa na fronteira entre Oaxaca e Guerrero.

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Segundo o boletim, após causar inundações e deslizamentos de terra, especialmente nas regiões de Michoacán a Oaxaca, o furacão dissipou-se brevemente, antes de se reformar e atingir novamente a costa. Em algumas áreas, as chuvas superaram 400 mm, trazendo severos danos à infraestrutura, principalmente ao sistema de transporte. No entanto, os impactos mais devastadores ocorreram fora das principais áreas agrícolas do país, preservando grande parte das plantações.

Apesar das chuvas intensas no litoral, as áreas agrícolas mais ao interior, especialmente no planalto sul (Jalisco a Puebla), sudeste (incluindo a Península de Yucatán) e nas plantações de cana-de-açúcar em Veracruz, foram beneficiadas com chuvas mais sazonais, variando entre 10 a 50 mm, o que ajudou no desenvolvimento de milho e outras culturas.

Já no norte do país, o clima mais seco prevaleceu, com chuvas leves e irregulares concentradas nas proximidades de Chihuahua e norte de Tamaulipas. A seca foi acompanhada por temperaturas elevadas, atingindo até 40°C em algumas regiões, o que intensificou a evaporação nas bacias hidrográficas do noroeste, conforme dados do Weekly Weather and Crop Bulletin.





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frente fria movimenta o Brasil


Embora as precipitações ainda ocorram de forma irregular, já sinalizam a proximidade





Foto: Arquivo

A frente fria que avança pelo Brasil traz mudanças significativas nas condições climáticas nesta quinta-feira (03.10). De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, há uma expectativa de elevação nas chuvas, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Embora as precipitações ainda ocorram de forma irregular, já sinalizam a proximidade da estação chuvosa nessas áreas. São esperadas chuvas desde o norte de Santa Catarina até o sul de Goiás, com maior concentração de volumes no leste do Paraná e sudeste de São Paulo, onde os acumulados podem ultrapassar 40 mm.

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No Mato Grosso, as chuvas serão mais esparsas, mas há possibilidade de temporais intensos, principalmente entre a tarde e a noite, com acumulados que podem chegar a 30 mm em algumas áreas. No entanto, o meteorologista alerta para a irregularidade das chuvas, destacando a necessidade de mais consistência para a recuperação da umidade do solo.

Além disso, uma massa de ar frio avança pelo sul do Rio Grande do Sul, derrubando as temperaturas e trazendo risco de geadas nas áreas mais altas. Gabriel Rodrigues ressalta que, embora não se trate de uma frente fria severa, essas geadas tardias podem prejudicar culturas como milho e arroz no estado.

Enquanto isso, grandes partes de Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Bahia continuam com tempo seco, com temperaturas que podem ultrapassar 37°C.





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Produtividade da soja pode aumentar com proteção a polinizadores


A fase de florescimento da soja, conhecida como florada, ocorre entre 20 e 30 dias após a semeadura, um momento em que a visita de insetos polinizadores, como abelhas, é comum nas lavouras. Esses insetos são atraídos pelo néctar e exercem papel importante  na polinização das plantas. No entanto, o uso inadequado de pesticidas durante esse período pode representar um sério risco para os polinizadores, comprometendo não só a biodiversidade, mas também a produtividade agrícola.

“A aplicação indevida de pesticidas é uma ameaça real para os polinizadores. Na BASF, estamos comprometidos com a segurança alimentar e a preservação da biodiversidade, promovendo o uso correto de nossas tecnologias por meio de treinamentos contínuos para os agricultores”, ressalta Marcelo Batistela, vice-presidente da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF no Brasil. A empresa tem investido em projetos que visam a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, com o objetivo de garantir a segurança dos polinizadores e a continuidade de uma agricultura produtiva.

Estudos recentes, como o liderado pela Rutgers University-New Brunswick, nos EUA, revelam que a baixa presença de polinizadores tem impactado a produção agrícola em diversos continentes, incluindo a América do Sul. Segundo a pesquisa, cerca de dois terços das fazendas analisadas não estão atingindo a produção esperada devido à falta desses insetos. No Brasil, a Embrapa estima que a presença de abelhas pode aumentar a produtividade da soja em até 13%, destacando a importância de práticas que preservem esses insetos.

O manejo adequado dos inseticidas é essencial para evitar danos aos polinizadores, especialmente durante o período de maior atividade desses insetos, como explica Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF. “É fundamental que os agricultores saibam diferenciar pragas de polinizadores e inimigos naturais, e evitem o uso de inseticidas enquanto as abelhas estão forrageando”, orienta Fernandes.

Entre as recomendações, destaca-se a aplicação dos produtos em horários específicos, preferencialmente no final da tarde ou à noite, quando os polinizadores são menos ativos. Além disso, fatores como velocidade do vento, temperatura e umidade relativa do ar devem ser observados para reduzir o impacto sobre os insetos.

A adoção dessas práticas simples pode promover uma convivência mais equilibrada entre a produção agrícola e a preservação dos polinizadores, contribuindo para a conservação da biodiversidade e o aumento da produtividade de grãos.

“Seguir essas orientações traz benefícios para todos: os agricultores, o meio ambiente e a produção sustentável de alimentos,” conclui Fernandes.





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Seguro rural terá certificação inédita


Com carga de 18 horas, o programa tem sua primeira turma confirmada


Foto: Pixabay

Os desastres ambientais que atingiram o Brasil em 2024 geraram prejuízos de bilhões de reais ao mercado de seguros. Só no estado do Rio Grande do Sul, palco do maior sinistro ambiental da história do País, as enchentes prejudicaram gravemente o agronegócio local. Segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a produção rural gaúcha pode levar até uma década para voltar a ter as mesmas condições produtivas.

O Rio Grande do Sul, que ocupa a segunda posição no ranking de contratações do Seguro Rural em todo o País, prevê perdas superiores a R$ 3 bilhões apenas no setor agropecuário. De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as catástrofes climáticas na região resultaram em indenizações de R$ 6 bilhões pagas pelas seguradoras.

Diante do aumento da quantidade e da gravidade de sinistros ambientais, a relevância do Seguro Rural se torna cada vez mais evidente. Essencial para proteger as atividades agrícolas, a modalidade vem ganhando destaque no mercado brasileiro. Com isso, cresce também a necessidade de profissionais capacitados para atuar nesse segmento.  

Certificação avançada

Para atender à crescente demanda por profissionais especializados no tema, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) lançou a inédita Certificação Avançada em Seguro Rural.

Desenvolvido para capacitar profissionais a compreenderem as especificidades do Seguro Rural, o curso oferece um aprofundamento em estratégias e práticas essenciais para o gerenciamento de riscos agrícolas, abrangendo tópicos como análise de risco, subscrição, regulação de sinistros e gestão de carteiras de seguros rurais.

Com carga de 18 horas, o programa tem sua primeira turma confirmada. Ministradas de forma on-line ao vivo, as aulas terão início em 7 de outubro e as matrículas seguem abertas até o dia 4 do mesmo mês.

 





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Novo centro em Paulínia reduz tempo de desenvolvimento de produtos e aposta em biológicos sustentáveis


Um novo e moderno Centro de Tecnologia e Engenharia de Produtos da Syngenta será inaugurado em Paulínia (SP) no dia 23 de outubro, marcando um importante avanço para o desenvolvimento de soluções. Com um investimento de R$ 65 milhões, a instalação o Centro da Syngenta foi estrategicamente posicionada em uma área próxima a universidades, clientes e à maior fábrica de formulação e envase da empresa no mundo. O Centro, pioneiro na América Latina, tem como foco o desenvolvimento de soluções biológicas e químicas que acelerem a inovação no campo, visando a sustentabilidade e a produtividade.

De acordo com Rodrigo Marques, Diretor de Engenharia e Tecnologia de Produtos, o novo Centro deve reduzir o tempo necessário para levar produtos ao mercado. “Antes, levávamos até dois anos para desenvolver uma nova solução; agora, com o Centro, esse processo pode ser concluído em apenas seis meses”, explica. Esse avanço, segundo Marques, é importante para atender às demandas urgentes do agronegócio e proporcionar aos produtores soluções rápidas e eficazes.

Biológicos em destaque

Um dos principais focos do centro é o desenvolvimento de produtos biológicos, um mercado em rápido crescimento. Esses produtos utilizam microrganismos ou seus metabólitos para combater pragas e doenças de forma mais seletiva e sustentável. “Os biológicos são uma grande aposta para o futuro da agricultura. Eles complementam os defensivos químicos e oferecem uma alternativa mais amigável ao meio ambiente, preservando a biodiversidade e regenerando o solo”, afirma Marques. Ele destaca que o laboratório de biológicos do centro está preparado para avançar na pesquisa e desenvolvimento de soluções que otimizem o manejo integrado de pragas.

Para Marques, o Centro de Paulínia coloca o Brasil em posição de liderança no desenvolvimento de tecnologias agrícolas sustentáveis. “A agricultura brasileira já é uma referência mundial em práticas sustentáveis, e com este centro, estamos unindo ciência, tecnologia e inovação para enfrentar os desafios do campo de forma ainda mais eficaz”, enfatiza. A integração de soluções biológicas ao portfólio de produtos permite ao agricultor reduzir o uso de químicos e, ao mesmo tempo, aumentar a eficiência e a sustentabilidade das operações.

Tecnologia de ponta e aceleração de inovações

Além do foco em biológicos, o Centro conta com uma infraestrutura de seis laboratórios especializados que trabalham em sinergia para otimizar o desenvolvimento de novos produtos. “Aqui, temos laboratórios de formulação química, biológica, engenharia de processos, embalagens e tecnologia de aplicação. Cada um desses laboratórios desempenha um papel vital para garantir que as soluções cheguem ao mercado com a máxima qualidade e eficiência”, explica Marques.

O laboratório de tecnologia de aplicação, por exemplo, tem como objetivo garantir que os produtos sejam aplicados de forma eficiente no campo. “Um produto é tão bom quanto sua aplicação. Por isso, investimos fortemente em tecnologias que otimizam essa etapa, garantindo que os recursos sejam utilizados da melhor forma possível no campo”, destaca.

Além da capacidade de acelerar o tempo de desenvolvimento de novos produtos, o Centro também está preparado para ampliar a capacidade produtiva. Segundo Marques, o site de Paulínia tem atualmente uma capacidade de produção de 200 milhões de litros de produtos por ano, e o novo centro será fundamental para aumentar essa capacidade, melhorar a eficiência e tornar as operações ainda mais sustentáveis. “Este Centro vai suportar nossa expansão produtiva, aumentando a competitividade e a sustentabilidade, seja através do reuso de água ou do ganho de eficiência energética”, afirma Marques.

Com o Centro, o Brasil se consolida como um polo de inovação tecnológica para o agronegócio, não apenas no desenvolvimento de soluções locais, mas também contribuindo para a agenda global de sustentabilidade. “Nosso objetivo é atender tanto às demandas regionais quanto às necessidades globais. O Centro em Paulínia reforça nosso compromisso com a inovação, ao mesmo tempo em que impulsionamos práticas agrícolas mais responsáveis e sustentáveis”, conclui Marques.





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Modernização dos acordos entre Brasil e México busca aumentar comércio bilateral


Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo Conselho Empresarial Mexicano de Comércio Exterior (Comce), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Fórum Empresarial México – Brasil ocorreu nesta segunda-feira (30/10), na Cidade do México, com presença presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Agência, Jorge Viana, e mais de 400 empresários de ambos os países. Após a cerimônia de abertura, o evento contou com cinco painéis que, ao longo do dia, reuniram especialistas e profissionais dos setores público e privado dos dois países para discutir o cenário, caminhos e o futuro das relações comerciais bilaterais.

Modernização dos acordos 

Com moderação da ministra-conselheira representante suplente do Brasil na Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e no Mercosul, Ivana Gurgel, o primeiro painel teve a participação da diretora de Negócios ApexBrasil, Ana Paula Repezza, que apresentou um panorama do comércio entre Brasil e México e lembrou que os acordo vigentes foram negociados há mais de 20 anos, quando o comércio mundial era bem diferente. “O mundo mudou, a dinâmica do comércio global mudou, as economias mudaram. Apesar do dinamismo e desta trajetória ascendente, a integração ainda é limitada”, disse a diretora.

Repezza também destacou o recorde histórico do fluxo comercial entre os dois países, que ultrapassou US$ 14 bilhões em 2023, e reafirmou o propósito da ApexBrasil de conectar empresas e compradores, promover encontros, missões empresariais, apresentar e fomentar oportunidades de negócios. Para ela, além dos valores, é importante frisar a qualidade desta corrente comercial descentralizada, que vai além da indústria de automóveis e inclui toda a cadeia de autopeças, além de setores da indústria da transformação, móveis, moda, calcados, têxteis. “São setores relevantes para a geração de emprego e renda e este comércio bilateral tem impactos positivos para os dois países”.

No mesmo painel, o diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI e diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), Rafael Lucchesi, detalhou como as mudanças climáticas impõem desafios e vão nortear futuros acordos. “O mundo vai viver, nos próximos anos, considerando as emergências climáticas, uma transição energética rápida e a descarbonização das economias”, afirmou. Segundo ele, este cenário vai criar uma enorme abertura de possiblidades de negócios para pensar em acordos mais abrangentes, inclusive com mútuo conhecimento de certificados e supressão de barreiras comerciais que podem travar negócios. “A aproximação entre Brasil e México tem não apenas uma importância comercial, mas fundamentalmente uma importância estratégica”, finalizou.

As múltiplas possibilidades de comércio entre os dois gigantes da América Latina e a importância da modernização dos acordos comerciais foram destacadas também pelo presidente do Comitê Empresarial Bilateral México Brasil (Comce), Lic. Enrique Gonzalez Calvillo. “Os acordos precisam contemplar soluções para proteger investimentos mexicanos no Brasil e investimentos brasileiros no México”.

Para o diretor do Departamento para o Mercosul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Francisco Cannabrava, as duas maiores economias da América Latina têm todos os atributos para um acordo de livre comércio.  Ao defender a atualização dos acordos bilaterais, o diplomata usou a metáfora de que os acordos firmados entre México e Brasil, há mais de 20 anos, são como uma criança que cresceu e hoje não cabe mais nas roupas usadas no passado. Segundo ele, há um grau de complementariedade entre as economias brasileira e mexicana e é possível trabalhar de forma realista. “É preciso atualizar, reforçar e expandir nossas relações bilaterais. Recentemente avançamos em outros acordos e aqui também temos que avançar”, defendeu.

De acordo com a diretora geral do Instituto Mexicano para la Competitividade, Valeria Moy, há um ambiente de cooperação mútua que favorece os avanços, mesmo que neste momento não haja a efetivação de um acordo de livre comércio entre México e Brasil. “O objetivo é ambicioso e devemos fazer hoje com o que temos e ir paralelamente avançando”, ponderou.

Visão do empresariado 

Desafios e expectativas dos investimentos mexicanos e brasileiros na visão de empresários dos dois países foram temas centrais de um dos painéis do Fórum. Na ocasião, CEOs e diretores do Banco da Amazônia, Braskem Idesa, Bradescard, Pilgrim’s Mexico, Nubank, America Movil, Oxxo, Terminal Química Puerto México, Bimbo falaram sobre novos negócios em áreas como agroindústria, manufatura, finanças, serviços, além do acesso a novos mercados. “É uma oportunidade única para gerar sinergias, melhorar condições regulatórias e fiscais”, destacou a moderadora, diretora geral do Comité Empresarial Bilateral México Brasil (COMCE), Susana Duque.

Entre as oportunidades identificadas pelos participantes, destaque para a área digital, com foco na digitalização bancárias e nas operações financeiras, respeitando as diferenças e as semelhanças entre os consumidores brasileiros e os consumidores mexicanos. Outro setor mencionado é o do agronegócio, com destaque para proteína animal e alimentos preparados. Há investimentos brasileiros em regiões do México com abertura de postos de trabalho que geram renda e giram a economia local.

Entre os desafios citados, está a necessidade de projetos e investimentos que respeitem os critérios de sustentabilidade. O foco é conhecer as facilidades oferecidas para os empresários que tenham interesse em investir na região amazônica.

Oportunidades para os dois lados 

O gerente de Agronegócio da ApexBrasil, André Muller, abriu o painel  “Segurança alimentar e o controle da inflação” chamando atenção sobre a importância do componente de política econômica dentro da questão da segurança alimentar. “Brasil e México são grandes produtores e grandes consumidores de alimentos e, juntos, estes países vão impactar a segurança alimentar”.

Laudemir citou o exemplo do “Paquete contra la inflación y la carestia” (PACIC – Pacote contra a inflação e a carestia), implementado pelo México, que deu isenção de imposto de importação para itens da cesta básica como carnes de aves, suína e bovina, milho, arroz e ovos. A medida possibilitou o aumento do volume de exportação do setor do agronegócio do Brasil para o México – que girava em torno de US$ 1 bilhão, passando para US$ 3 bilhões e devendo chegar a US$ 4 bilhões neste ano. Do lado mexicano, a inflação que era de 13% caiu para 6%. No segmento do agronegócio, o Brasil passou então a ser o segundo parceiro comercial do México. Os participantes do painel seguiram o debate sobre a renovação das ações do PACIC e a necessidade de ter garantias de reciprocidade comercial com os acordos.

De acordo com a gerente de Exportação da Expoente Agronegócios, Carolina Machado, na produção de arroz o PACIC foi fundamental para o forte aumento das exportações, passando de 32 mil toneladas para 450 mil. Em sua fala, Machado assegurou que o aumento das exportações não impacta a demanda interna. “Temos segurança para o nosso país e podemos atender o mercado mexicano sem interferir no mercado interno”.

Bastante consumido nos dois países, o feijão, que não é considerado um produto tão nobre quanto as proteínas animais, tem espaço para ampliar a comercialização de diferentes tipos de grãos. No caso da proteína animal, em especial a de frango, a abertura e diversificação comercial são boas notícias para todos: produtores, compradores e consumidores, como explicou o vice-presidente Institucional, Jurídico e Compliance da BRF, Bruno Ferla: “A produção interna das proteínas tem capacidade de se adequar às demandas sem perder qualidade e competitividade”. De acordo com André Muller, “O PACIC é uma relação de sucesso e agora é seguir e aprofundar este caminho”.

Prioridades para o futuro 

Ao ser questionado se o Brasil está preparado aumentar o volume das exportações, o CEO da Minerva Foods, Fernando Queiroz, explicou que, com a competência e a força do Brasil no agro é possível fazer mais para que o alimento brasileiro seja um fator de inclusão e de acessibilidade para classes menos favorecidas. “Podemos fazer isso ao reduzir ou eliminar barreiras alfandegárias e não-alfandegárias, permitir acesso livre aos mercados e estarmos certos de que os alimentos são produzidos com sustentabilidade. O Brasil pode fornecer com competitividade”, defendeu. 

Sobre o futuro, o presidente do Consejo Nacional Agropecuario, Juan Gallardo, disse que os temas discutidos devem estar entre as prioridades da agenda dos países. “Devemos ser mais sustentáveis e a ciência e tecnologia terão um papel fundamental na solução dos problemas”.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Antonio Camardelli, encerrou falando que o “Brasil tem o combo ideal qualidade, quantidade, competitividade e alinhamento de regras sanitárias”.

Mobilidade e logística

No painel sobre “Integração das cadeias produtivas em mobilidade”, representantes da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Nissan, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Indústria Nacional de Autopartes do México e Associação Mexicana da Industria Automotora apresentaram alguns avanços do setor de transporte. O segmento passa por adaptações e enfrenta o desafio da transição energética diante das dificuldades de mobilidade. De acordo com o debate entre os participantes, os dois países têm necessidades de infraestrutura e abrem oportunidades de negócios do setor de logística. Há novas sinergias nas áreas de energia renovável e biocombustíveis e a tecnologia será uma das grandes aliadas para vencer o desafio de ampliar a produção com sustentabilidade.

Para fechar o Fórum, o último painel, que tratou do tema “Nova indústria e sustentabilidade”, teve moderação do gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, Igor Celeste, e reuniu representantes MDIC, de empresas brasileiras e mexicanas como Natura, Eurofarma, Mabe, Weg, Coca Cola Femsa e InBev. Ao longo do painel, todos foram unânimes ao falar sobre o potencial de ambas as nações para continuarem ampliando os laços econômicos não apenas via investimentos estratégicos, mas via inovação e adoção de práticas sustentáveis.

Para os participantes, é necessário criar uma agenda de prioridades que favoreça os negócios internacionais com equilíbrio no fluxo comercial, com foco em sustentabilidade e que resulte no desenvolvimento para os dois países. Por fim, concluíram que há um ambiente favorável à integração econômica entre México e Brasil e que a tendência é a ampliação das oportunidades e dos negócios com cooperação mútua e visão de longo prazo.





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impacto do grão na cultura e economia brasileira


O Dia Internacional do Café é celebrado nesta terça-feira, 1º de outubro, destacando uma das bebidas mais populares no mundo. Criada pela Organização Internacional do Café (OIC), a data deste ano tem como tema “Café: seu ritual diário, nossa jornada compartilhada”, com foco em promover práticas mais sustentáveis, apoiar os cafeicultores e incentivar um mercado equilibrado e consciente.

Segundo o divulgado pelo  Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, a data ressalta a importância do setor para a economia e a cultura do país. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o impacto do café na vida dos brasileiros e na economia nacional. “O café faz parte do cotidiano brasileiro e é de grande importância para a economia do país. Somos o maior produtor e exportador de café do mundo e trabalhamos para que os produtores rurais tenham cada vez mais oportunidades de expandir sua produção.”

No Brasil, os principais tipos de café cultivados são o arábica (Coffea arabica) e o conilon (Coffea canephora). De acordo com a Coordenação Geral do Café do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o arábica é o mais produzido, representando cerca de 70% da produção nacional, sendo cultivado principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Já o conilon, que corresponde a 30% da produção, se destaca nos estados do Espírito Santo e Rondônia.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil exportou US$ 7,17 bilhões em café, um aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2023. O volume exportado atingiu 1,82 milhões de toneladas, com crescimento de 43%. Os principais destinos do café brasileiro foram Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Itália.

O Governo Federal tem trabalhado para fortalecer a presença do café brasileiro no mercado internacional. Em junho deste ano, durante missão oficial à China, foram assinados acordos com a Luckin Coffee, a maior rede de cafeterias chinesa. O acordo viabiliza a compra de aproximadamente 120 mil toneladas de café brasileiro, com valor estimado em US$ 500 milhões.

Além disso, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), gerido pelo Mapa, tem sido uma importante ferramenta de apoio financeiro à cadeia produtiva do café, fornecendo recursos para estocagem, comercialização e recuperação de cafezais. Até o momento, foram contratados R$ 5,7 bilhões para a safra 24/25, dos quais R$ 1,7 bilhão já foi aplicado.





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Agricultor brasileiro volta a fazer encomendas de fertilizantes, diz Anda


Logotipo Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – O agricultor brasileiro começou os preparativos para a safra 2024/25 com cautela, em meio a preços mais baixos de importantes produtos agrícolas como a soja e o milho, mas voltou a fazer encomendas de fertilizantes em um ritmo melhor, disse o diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão do Adubo (Anda), Ricardo Tortorella, em entrevista à Reuters.

“Ele (agricultor) demorou para tomar a decisão sobre as encomendas, mas voltou a fazer encomendas, estamos com armazéns lotados, portos lotados”, disse o diretor-executivo da Anda, sinalizando que os negócios voltaram a fluir.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro acumulam queda de 1,8% de janeiro a maio, para 14,2 milhões de toneladas, conforme os últimos dados divulgados pela Anda.

Mas Tortorella avalia que essa pequena queda nas entregas, frente a um ano de vendas volumosas como 2023, precisa ser relativizada.

Ele ainda vê um ano de mercado firme no Brasil, ainda que a associação não faça previsões.

“Quando olhamos dados de maio, produção e importação caíram, apesar disso, o produtor está encomendando”, acrescentou.

O Brasil importa grande parte de suas necessidade de fertilizantes.

As entregas de fertilizantes ao mercado caíram 10,1% em maio, para 3,26 milhões de toneladas.

O poder de compra de fertilizantes pelos agricultores caiu em julho ao menor nível em quase dois anos, segundo índice elaborado pela Mosaic, líder de mercado no Brasil, em meio a uma queda nos preços da soja e do milho e uma alta nos custos com adubos.

Mas os negócios voltaram a fluir, notou Tortorella. Ele avalia que o mercado agora está andando no mesmo ritmo do ano passado, quando as vendas foram quase recordes, ficando muito perto dos volumes de 2021.

“Foi um semestre bastante atípico e gerou dúvida ao produtor rural, ele retardou a compra, mas temos sinais até agora que ele vai comprar dentro da normalidade”, disse ele, ressaltando que a fertilizante do solo é fundamental para o aumento da produtividade.

Segundo o diretor-executivo da Anda, um primeiro semestre de vendas mais lentas expõe riscos logísticos para as entregas, mas a “indústria está fazendo tudo para superá-los”.

O plantio da safra de grãos 2024/25 deve começar a partir de meados de setembro, a depender também da chegada das primeiras chuvas.

Cenários sobre o mercado de fertilizantes no Brasil e no mundo vão ser discutidos na próxima terça-feira, no congresso anual da Anda, em São Paulo.

(Por Roberto Samora)





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Bactérias podem ajudar a substituir insumos químicos no setor florestal


Chega a 1.023 a quantidade de bactérias com potencial para geração de bioinsumos apropriados ao setor florestal. Esse resultado é fruto do trabalho da Embrapa Florestas (PR) que, desde 2018, atua na construção da Coleção de Bactérias Multifuncionais de Áreas Florestais. O acervo conta com exemplares provenientes de diferentes solos e espécies florestais e tem sido determinante para seleção de estirpes com aptidão para o desenvolvimento de bioinsumos inovadores, na forma de inoculantes. Tais produtos podem reduzir, ou até substituir, insumos químicos em plantios florestais, desde a produção de mudas até o plantio no campo. Além de garantir mais sustentabilidade ao setor, aumenta a eficiência e reduz custos de produção.

Após a fase de isolamento e caracterização das bactérias no laboratório, são realizados ensaios em viveiros, com aplicação em mudas. Segundo Krisle da Silva (foto abaixo), pesquisadora da Embrapa, responsável pela formação da coleção, vários ensaios vêm sendo realizados em viveiro com essas bactérias, envolvendo parcerias com empresas florestais, para seleção das estirpes com mais potencial para aumentar as taxas de enraizamento e a capacidade de absorção de fósforo.

“A produção de mudas florestais inoculadas com as bactérias promotoras de crescimento tem se mostrado algo promissor, diante do efeito positivo no enraizamento, solubilização de fosfatos, estímulo ao crescimento vegetal das mudas e no controle biológico de pragas que temos encontrado ao longo dos estudos, principalmente para pínus e eucalipto”, aponta a pesquisadora. Ela espera que, dentro de dois anos, os estudos resultem na geração de um bioinsumo em forma de inoculante advindo dessas bactérias.

De acordo com a pesquisadora, todos os microrganismos da coleção estão caracterizados morfologicamente em meio de cultura e 229 já foram caracterizados geneticamente. O DNA desses isolados também é armazenado na coleção.

A coleção foi iniciada com 42 bactérias endofíticas (que vivem no interior do tecido vegetal sem causar dano à planta), isoladas de uma espécie de jabuticabeira, por possuírem características promotoras de crescimento. Posteriormente, foram introduzidas na coleção bactérias endofíticas isoladas de folhas, meristemas (tecidos vegetais responsáveis pelo crescimento das plantas) e raízes de pupunheira, que somam, até o momento, 222 bactérias. O trabalho prosseguiu com pínus, do qual foram isoladas 200 bactérias, além de 90 de eucalipto, 96 de erva-mate e 145 de araucária. Na busca de um possível controle biológico, também foram isoladas 220 bactérias e actinobactérias (bactérias importantes para a agricultura) de formigas cortadeiras (Atta sexdens).

Além dos bioinsumos, a coleção é a base para programas de melhoramento genético e outras ações de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de plantas mais adaptadas ao segmento florestal, tais como pupunha, pínus, eucalipto, erva-mate e araucária, entre outras.

Como é feito o isolamento?

Para o acervo, foram coletados materiais na rizosfera, zona próxima até quatro milímetros das raízes de plantas de espécies florestais. As amostras de solo na superfície da raiz foram levadas para um laboratório e diluídas em meio de cultivo, onde começaram a proliferar as colônias. Em seguida, deu-se início à seleção das colônias bacterianas. Posteriormente, as bactérias foram avaliadas quanto a características como tempo de crescimento, forma, cor e tamanho das colônias. Para preservar e conservar as bactérias, sem a manipulação frequente e sem alterações em suas características, utilizam-se três métodos de preservação: um em meio sólido, contendo óleo mineral à temperatura de 20oC; outro em água também a 20oC; e o terceiro, em criopreservação a 80oC abaixo de zero.

A identificação e a multiplicação das bactérias são etapas fundamentais. Se a bactéria for considerada boa para determinada caraterística, ela é multiplicada em grandes quantidades. Já para aquelas que não mostram bons resultados, o estudo é interrompido. Além disso, é preciso ter muito cuidado na seleção. “Nos solos, há muitas bactérias com potencial de danos a seres humanos, como a Staphylococcus ou a Burkholderia cepacea. Por isso, muita cautela nessa fase”, explica Silva.

Coleção em constante evolução

Entre os objetivos dos pesquisadores, está, por exemplo, identificar bactérias capazes de produzir fitormônios, para estimular o crescimento da planta, ou de estirpes com potencial para solubilizar nutrientes para a planta, entre outros benefícios agronômicos. Nesses casos, elas são levadas a viveiros para avaliação nas plantas. 

Conforme a pesquisadora, a coleção está em constante evolução e deve trazer bons resultados em breve. “A Embrapa continua empenhada em aprimorar a coleção de bactérias multifuncionais, explorando novas possibilidades de aplicação desses conhecimentos, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor florestal. Essa é uma coleção especialmente destinada a espécies florestais, com preservação de recursos genéticos, com grande potencial para o desenvolvimento de novos bioinsumos“, finaliza Silva.





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Produção de manga e maracujá fortalece fruticultura baiana


Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, a fruticultura na Bahia continua em expansão e, em 2023, alcançou resultados expressivos que consolidam o estado como o terceiro maior produtor de frutas do país, atrás de São Paulo e Pará. De acordo com a pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, o setor gerou R$ 5,7 bilhões em 2023, um crescimento de 16,4% em relação ao ano anterior, refletindo o vigor econômico da atividade em diversas regiões baianas.

O Vale do São Francisco, maior polo produtor de frutas do estado, registrou um aumento de 29% no valor da produção, totalizando R$ 2,4 bilhões. O município de Casa Nova destacou-se como o segundo maior produtor de manga da Bahia, ajudando a consolidar a produção dessa fruta como a principal do estado. A produção de manga cresceu 5,6%, com um incremento de 61,9% no valor gerado.

Além da manga, a Bahia continua liderando a produção nacional de maracujá, com 253.857 toneladas, um crescimento de 8,3% em relação a 2022. O valor gerado pelo maracujá aumentou 15,9%, atingindo R$ 545,6 milhões. O município de Livramento de Nossa Senhora foi o principal produtor, seguido por Ituaçu e Barra da Estiva.

Outro destaque foi o cacau, cuja produção em 2023 chegou a 139.011 toneladas, ultrapassando o Pará e colocando a Bahia como líder nacional. O valor da produção de cacau no estado cresceu 16,1%, alcançando R$ 2,4 bilhões.

Além do maracujá e do cacau, outras culturas, como o mamão, também contribuíram para o bom desempenho da fruticultura baiana. O estado assumiu a liderança na produção de mamão, com 354.525 toneladas, sendo São Félix do Coribe o principal produtor.

Esses avanços demonstram a importância da fruticultura para a economia baiana, revitalizando municípios e gerando oportunidades de emprego e renda em diversas regiões.





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