quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Cotações do trigo caem em Chicago


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na última quinta-feira (28), aponta queda nas cotações do trigo em Chicago. Na quarta-feira (27), véspera do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o bushel foi negociado a US$ 5,37, contra US$ 5,48 na semana anterior, refletindo a pressão por oferta e demanda no mercado internacional.

Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno alcançou 97% da área projetada até o dia 24 de novembro, número próximo à média histórica de 98%. Das áreas semeadas, 89% estão germinadas. Contudo, as condições das lavouras mostram desafios: 55% estão classificadas como boas a excelentes, 33% como regulares, e 12% em condições ruins ou muito ruins.

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Na Rússia, a estimativa de exportação de trigo foi reduzida de 45,9 milhões para 44,1 milhões de toneladas, segundo dados da consultoria Sovecon. Apesar da redução, o país segue como um dos maiores exportadores globais do cereal.

No Canadá, o cenário é promissor, com a projeção de uma safra recorde de 34,3 milhões de toneladas de trigo de alta qualidade. As exportações canadenses também devem atingir um marco histórico, chegando a 25,4 milhões de toneladas, de acordo com a Comissão Canadense de Grãos.

Enquanto isso, na Ucrânia, em meio ao contexto de guerra com a Rússia, a colheita de trigo para 2025 é estimada em 25 milhões de toneladas, superando as 22 milhões esperadas para 2024. O trigo de inverno, que representa cerca de 95% da produção nacional, ocupa uma área projetada de 5 milhões de hectares, segundo informações da agência Reuters.





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Déficit hídrico ameaça safra de feijão no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (28), a semeadura do feijão 1ª safra avança lentamente em algumas regiões do Rio Grande do Sul, com destaque para os Campos de Cima da Serra, onde os trabalhos devem começar em dezembro. Nas demais áreas produtoras, o plantio já foi concluído, e as lavouras apresentam o seguinte quadro: 55% estão em estádio vegetativo, 19% em floração, 17% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 2% já foram colhidas.

A fase reprodutiva do feijão, considerada crítica para a cultura, ocorre em meio a um período de baixa pluviosidade, gerando apreensão entre os produtores, especialmente nas regiões Noroeste Colonial e Celeiro. Nas áreas de sequeiro, os sintomas de insuficiência hídrica são evidentes, com amarelecimento e murcha das folhas, queda de flores e formação limitada de vagens.

A Emater/RS-Ascar estima para a safra 2024/2025 uma área total de cultivo de 28.896 hectares no Estado, com uma produtividade média esperada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa de Ijuí, 56% das lavouras estão em estádio reprodutivo, sendo 22% em floração, 28% em enchimento de grãos e 6% em maturação; 2% da área já foi colhida. O déficit hídrico afeta principalmente as áreas de sequeiro, enquanto as lavouras irrigadas mantêm um potencial produtivo de até 2.400 kg/ha.

Na região de Pelotas, a semeadura alcançou 66% da área prevista, com 89% das lavouras em estádio vegetativo, 8% em florescimento e 3% em enchimento de grãos.

Já em Soledade, 55% das áreas estão em florescimento, 40% em enchimento de grãos e 5% ainda em desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade na região tem exigido monitoramento constante para prevenir surtos de antracnose.

A comercialização do feijão no Estado registrou aumento de 3,37% no preço médio da saca de 60 quilos na última semana, passando de R$ 288,57 para R$ 298,57.





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Demanda e clima podem impulsionar preços



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas
Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas – Foto: Pixabay

A Hedgepoint Global Markets destaca que a estrutura macroeconômica global atual não é favorável ao mercado de commodities, incluindo o açúcar, mas fatores específicos podem gerar movimentos altistas no setor. Apesar de fundamentos estáveis, a escassez esperada para o quarto trimestre de 2024 pode ser menos severa do que o inicialmente previsto, o que reduz a pressão de alta no curto prazo.  

Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas, que deve ter impacto significativo no mercado global no primeiro trimestre de 2025. A redução nos embarques do segundo maior exportador mundial pode pressionar os preços, especialmente em um contexto de aumento da demanda global por açúcar refinado.  

No Brasil, a safra no Centro-Sul está sendo cuidadosamente monitorada devido à deterioração das condições climáticas. Se a situação climática se agravar, a oferta pode ser comprometida, gerando uma alta nos preços no curto prazo. Esses fatores tornam os fluxos comerciais potencialmente altistas, apesar do cenário macroeconômico desafiador.  

Assim, o mercado de açúcar segue em um equilíbrio delicado, influenciado por variáveis globais e locais. A Hedgepoint alerta para a necessidade de atenção a esses fatores no planejamento comercial de produtores e distribuidores. De acordo com Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da Hedgepoint Global Markets, “embora os fundamentos sejam estáveis, a escassez de oferta no 4° trimestre de 2024 pode ser menor que o previsto, com o México apresentando um início positivo de temporada e o Brasil mantendo forte participação”.

“A demanda por açúcar bruto será decisiva para os preços, e eventuais problemas no desenvolvimento da safra 25/26 do Centro-Sul brasileiro, ou maior urgência na demanda global podem levar a uma tendência altista”, conclui.

 





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Nova cultivar de amora-preta promete sabor mais doce



Nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura




Foto: Silvio Alves

A Embrapa apresentou a BRS Terena, uma nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura. Com sabor mais doce, baixa acidez e alta capacidade de conservação pós-colheita, a BRS Terena é uma aposta para agricultores das regiões Sul, Sudeste e algumas áreas do Nordeste. A nova variedade pode produzir até 1,8 kg de frutas por planta, com um potencial de lucro líquido de até R$ 30 mil por hectare.

De acordo com a pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, da Embrapa Clima Temperado, o sabor da BRS Terena é um diferencial: “A proporção de açúcar em relação à acidez é quase o dobro da cultivar Tupy, resultando em uma fruta ideal para o consumo in natura”. Além disso, testes de conservação indicam que a nova cultivar mantém sua qualidade por até 10 dias em armazenamento refrigerado, superando outras variedades.

Destaque para o manejo e lançamento

A cultivar também oferece benefícios operacionais, como menor densidade de espinhos, facilitando o manejo. A BRS Terena será lançada oficialmente em 27 de novembro, durante o Dia de Campo na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, em Vacaria (RS).

Com um nome que homenageia o povo indígena Terena, a nova variedade é resultado de décadas de pesquisa e colaboração entre os centros da Embrapa Clima Temperado e Embrapa Uva e Vinho.





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Chuva impulsiona semeadura de soja no Rio Grande do Sul


Nesta quinta-feira (28), o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar trouxe atualizações sobre o andamento da semeadura de soja no Rio Grande do Sul. As chuvas registradas entre os dias 19 e 20 de novembro proporcionaram a reposição da umidade no solo, permitindo um avanço nos trabalhos de plantio. A área já semeada atingiu 60% da estimativa total.

Contudo, nas regiões com menor volume de precipitações, as atividades de plantio foram interrompidas no final da semana. Os agricultores têm priorizado as condições ideais para o plantio, buscando minimizar o risco de replantio. Com a diminuição da umidade do solo, os trabalhos de preparo e dessecação foram ajustados para acompanhar o ritmo da safra.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

As lavouras semeadas no final de outubro e início de novembro apresentaram germinação uniforme e estande de alta qualidade. Já as áreas plantadas entre os dias 10 e 17 de novembro, especialmente em regiões com menor incidência de chuva, exibem variabilidade no processo de emergência. Terrenos com maior cobertura de palhada mostraram emergência mais uniforme, enquanto áreas com menor cobertura ou compactação do solo, resultante do tráfego de máquinas, apresentaram germinação irregular.

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Mesmo assim, em localidades que registraram precipitações acima de 10 mm, a germinação foi retomada, o que contribui para a uniformidade do estande. Porém, o desenvolvimento inicial das plantas permanece lento, com folhas menores e entrenós mais alongados, sinais das condições climáticas adversas.

As primeiras lavouras plantadas em outubro já estão recebendo aplicações de herbicidas. Em alguns casos, os agricultores têm realizado a “aplicação zero”, que inclui fungicidas preventivos para o manejo de doenças, como a ferrugem-asiática.

A Emater/RS-Ascar projeta uma área de cultivo de 6.811.344 hectares para a safra de soja no estado, com produtividade média estimada em 3.179 kg/ha. No mercado, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar apontou uma queda de 1,06% no valor médio da saca de 60 quilos. O preço caiu de R$ 128,87 na semana anterior para R$ 127,50.





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feijão dobra a projeção de produção



Condições gerais das lavouras são positivas




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, divulgou nesta quinta-feira (28) o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, destacando o aumento expressivo na área dedicada ao cultivo de feijão na primeira safra 2023/24. Em novembro, a área foi reavaliada para 167,5 mil hectares, um crescimento de 55% em relação à safra anterior, quando foram plantados 107,8 mil hectares.

A revisão representa um acréscimo de 15 mil hectares em relação à avaliação de outubro, que já indicava um aumento de 33%. Grande parte desse crescimento ocorreu na região Sudoeste do estado, tradicionalmente mais ativa na segunda safra, mas que este ano mais que triplicou a área plantada na primeira safra, passando de 10,2 mil para 32,9 mil hectares. Ainda assim, a maior concentração de cultivos está na região Sul, que ocupa 122,4 mil hectares, ou 73% da área total do Paraná.

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Apesar de algumas preocupações com o calor excessivo e a restrição hídrica causada pela alta evapotranspiração, as condições gerais das lavouras são positivas. Cerca de 95% da área cultivada apresenta bom desenvolvimento, o que projeta uma produção de 323 mil toneladas, o dobro do obtido na primeira safra do ciclo anterior, que foi de 160,4 mil toneladas. A colheita já está próxima de começar, com 4% das áreas paranaenses em estágio de maturação.





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Após máxima histórica de R$ 6, dólar termina o dia em R$ 5,99



Moeda norte-americana chegou a alcançar R$6 ao longo do dia




Foto: Pixabay

Nesta quinta-feira (28/11), o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,9891, com alta de 1,3% em relação ao fechamento anterior. A moeda norte-americana ultrapassou, durante o pregão, a barreira dos R$ 6, alcançando uma máxima de R$ 6,0029 antes de recuar levemente no fechamento. O desempenho renova o recorde nominal da quarta-feira (27/11), quando havia encerrado a R$ 5,9124.

A alta foi impulsionada pela reação do mercado ao pacote fiscal anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta gerou preocupações sobre o impacto nas contas públicas, elevando a aversão ao risco e pressionando o câmbio.

A cotação do dólar está em alta há semanas, refletindo a combinação de incertezas fiscais internas e a valorização global da moeda americana. O dólar já acumula 245 dias acima dos R$ 5, nível que se consolidou desde o início de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Na época, o câmbio atingiu R$ 5,90, uma marca que, até então, permanecia como referência histórica.

A disparada do dólar tem impacto direto em setores como importação, turismo e insumos agrícolas, encarecendo produtos que dependem de componentes importados. Por outro lado, pode beneficiar exportadores ao aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

 





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RS conclui 97% da colheita de trigo



Produtividade enfrenta impacto climático




Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar aponta que 97% da área cultivada com trigo já foi colhida no Rio Grande do Sul. A operação está praticamente concluída em grande parte do estado, restando apenas lavouras em fase final de maturação fisiológica, localizadas principalmente nas regiões da Campanha, Sul e Campos de Cima da Serra. Essas áreas possuem características climáticas específicas que resultam em plantio e colheita tardios.

A produtividade e a qualidade dos grãos têm apresentado variações entre as regiões, o que pode impactar negativamente o rendimento estadual. No Noroeste, Planalto Médio, Centro e Metade Sul, os resultados ficaram aquém das expectativas iniciais devido às chuvas prolongadas, que dificultaram o manejo fitossanitário, favoreceram o surgimento de patógenos e interferiram no momento da colheita.

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Por outro lado, a região Nordeste do estado vive um cenário mais favorável, com uma safra considerada bem-sucedida. A área total cultivada com trigo no Rio Grande do Sul alcançou 1.322.167 hectares, e a produtividade estimada é de 3.116 kg/ha. Contudo, essa projeção será revisada ao término da safra.

Em relação à comercialização, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar revelou uma redução de 2,33% no preço médio da saca de 60 quilos com PH 78, que caiu de R$ 68,15 para R$ 66,56.





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Arroba do boi gordo supera R$ 350



Reflexos ainda não são plenamente sentidos pelas redes varejistas




Foto: Canva

O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, apontou que a arroba do boi gordo alcançou R$ 352,00 no dia 26 de novembro, com base nos dados do Cepea, acumulando uma alta de 10,48% no mês.

Apesar do aumento, os reflexos ainda não são plenamente sentidos pelas redes varejistas, que mantêm os preços controlados devido a estoques disponíveis e à demanda limitada. Contudo, com o avanço das cotações, o consumidor tem buscado opções mais baratas de proteínas, impactado também pela inflação que reduz o poder de compra.

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Por fim, segundo o boletim, com a chegada das festas de fim de ano, especialistas apontam que a demanda sazonal por carne bovina pode gerar um impulso temporário nos custos, afetando ainda mais os orçamentos das famílias.

No mercado atacadista, o boletim registrou que o dianteiro bovino foi comercializado a R$ 18,66, uma alta de 1,48% em relação à semana anterior. Já o traseiro apresentou elevação mais tímida, de 0,51%, sendo negociado a R$ 26,39.





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Petróleo sobe 2% com avanço da guerra entre Rússia e Ucrânia


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – O petróleo subiu quase 2% nesta quinta-feira, com um rápido aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia, gerando preocupações nos mercados sobre a oferta de petróleo caso o conflito se alastre.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que a Rússia lançou um ataque com míssil balístico hipersônico de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana e alertou o Ocidente que Moscou poderia atacar instalações militares de qualquer país cujas armas fossem usadas contra a Rússia.

Putin disse que o Ocidente estava intensificando o conflito na Ucrânia ao permitir que Kiev atacasse a Rússia com mísseis de longo alcance, e que a guerra estava se tornando um conflito global.

A Ucrânia disparou mísseis americanos e britânicos contra alvos dentro da Rússia esta semana, apesar dos avisos de Moscou de que veria tal ação como uma grande escalada.

Os futuros do petróleo Brent subiram 1,42 dólar, ou 1,95%, a 74,23 dólares por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiram 1,35 dólar, ou 2%, a 70,10 dólares.

“O foco do mercado agora mudou para preocupações maiores sobre uma escalada na guerra na Ucrânia”, disse Ole Hvalbye, analista de commodities do SEB.

A Rússia é o segundo maior exportador de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita, então grandes interrupções podem afetar o fornecimento global.

(Reportagem de Arathy Somasekhar em Houston, Paul Carsten em Londres e Siyi Liu em Cingapura)

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