quarta-feira, abril 22, 2026

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Putin diz que a guerra na Ucrânia está se tornando global


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Por Guy Faulconbridge e Marina Bobrova e Maxim Rodionov

MOSCOU (Reuters) – O presidente Vladimir Putin disse, nesta quinta-feira, que a guerra na Ucrânia está sofrendo uma escalada para se tornar um conflito global após os Estados Unidos e o Reino Unido permitirem que os ucranianos usem armas produzidas por eles para atingir a Rússia e alertou o Ocidente que Moscou pode contra-atacar.

A Rússia, disse Putin, respondeu ao uso de mísseis dos EUA e do Reino Unido disparando um novo tipo de míssil balístico hipersônico de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana.

Mais ataques podem ocorrer, advertiu Putin, acrescentando que civis seriam avisados previamente em caso de novos ataques com essas armas.

Após aprovação do governo do presidente dos EUA Joe Biden, a Ucrânia atingiu a Rússia com seis mísseis ATACMS de fabricação norte-americana em 19 de novembro e com mísseis britânicos Storm Shadow e HIMARS norte-americanos em 21 de novembro, afirmou Putin.

“Desde aquele momento, como enfatizamos repetidamente, um conflito regional na Ucrânia, anteriormente provocado pelo Ocidente, adquiriu elementos de caráter global”, disse Putin em um discurso à nação transmitido pela televisão estatal após as 20h, horário de Moscou.

Os Estados Unidos, disse Putin, estão empurrando o mundo para um conflito global.

“E, em caso de escalada de ações agressivas, responderemos também de forma decisiva e equivalente”, acrescentou.

Putin afirmou que o ataque ucraniano com mísseis ATACMS não conseguiu causar danos significativos. O ataque com Storm Shadow na região de Kursk, em 21 de novembro, no entanto, foi direcionado a um ponto de comando e resultou em mortos e feridos, disse ele.

“O uso de tais armas pelo inimigo não é capaz de mudar o curso das operações militares na área da operação militar especial”, afirmou Putin.

“Consideramos que temos o direito de usar nossas armas contra as instalações militares de países que permitem que suas armas sejam usadas contra nossas instalações”, afirmou Putin.

“Se alguém ainda duvidar disso, está enganado – sempre haverá uma resposta.”

A Rússia controla 18% da Ucrânia, incluindo toda a Crimeia, que anexou da Ucrânia em 2014, 80% do Donbas — as regiões de Donetsk e Luhansk — e mais de 70% das regiões de Zaporizhzhia e Kherson, além de menos de 3% da região de Kharkiv e uma pedaço da região de Mykolaiv.

A Ucrânia e o Ocidente afirmam que a invasão de 2022 foi uma tentativa de estilo imperial de tomar território soberano ucraniano e temem que a Rússia tenha a possibilidade de atacar um membro da Otan caso Putin vença na Ucrânia.

“Acredito que os Estados Unidos cometeram um erro ao destruir unilateralmente o tratado sobre a eliminação de mísseis de alcance intermediário e mais curto em 2019 sob um pretexto forjado”, disse Putin, referindo-se ao Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, em inglês).

Os Estados Unidos retiraram-se formalmente do marco do Tratado INF de 1987 com a Rússia em 2019, alegando que Moscou estava violando o acordo, acusação rejeitada pelo Kremlin.

(Reportagem de Marina Bobrova e Guy Faulconbridge em Moscou; e Maxim Rodionov em Londres)





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Audiência debate despesas de grãos na região Sul



“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho”



"O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho"
“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho” – Foto: Divulgação

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados realizou, na última quinta-feira (28), uma audiência pública para debater os elevados custos na aquisição de grãos, problema que afeta a agroindústria do Sul do Brasil. A iniciativa foi liderada pela deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que destacou a urgência de soluções para questões logísticas e os impactos desses custos na cadeia produtiva de proteína animal. 

Durante o evento, o representante do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, propôs alternativas logísticas como a integração ferroviária com Paraguai e Argentina, a construção da ponte Jaguar e a abertura de um porto seco em Dionísio Cerqueira (SC). Ele ressaltou que o atual modelo rodoviário eleva os custos de frete, agravando a situação. Além disso, fatores como mudanças climáticas e o crescimento da destinação do milho ao etanol foram apontados como desafios adicionais.

Os impactos climáticos no Rio Grande do Sul também foram debatidos. Segundo o senador Ireneu Orth (PP-RS), os desastres recentes prejudicaram agricultores e podem comprometer a próxima safra, apesar da expectativa de uma supersafra anunciada pela Embrapa. A deputada Daniela complementou, reforçando o compromisso da Frente Parlamentar da Agropecuária em apoiar produtores com tecnologias e políticas de crédito.

“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho deste ano, com prejuízos que impactaram tanto o campo quanto as cidades. Apesar de avanços na recuperação, produtores sem tecnologia e acesso a crédito ainda enfrentam dificuldades, comprometendo a próxima safra. Mesmo com a expectativa de uma supersafra anunciada pela Embrapa, ela só será alcançada se o clima colaborar”, alertou.





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Dólar preocupa o setor agropecuário



No mercado interno, o impacto será severo para a economia geral



"A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção"
“A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção” – Foto: Pixabay

Conforme destacou Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT) e do Instituto do Agronegócio, o dólar alcançou ontem (28) a marca histórica de R$ 6,003 na venda, um feito inédito desde sua introdução em 1994. Esse aumento reflete a reação negativa do mercado ao pacote econômico anunciado pelo ministro da Fazenda, que inclui medidas como cortes de R$ 70 bilhões em investimentos para 2025 e 2026, mudanças no abono salarial e a criação de uma alíquota de até 10% para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais.  

Embora a alta do dólar possa sugerir vantagens para os produtores rurais, devido ao impacto positivo nos preços das commodities como carne, soja, milho e trigo, Rezende alerta para um efeito contrário. “A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção agropecuária com o aumento do combustível, insumos agrícolas, fertilizantes, etc etc. no qual a produção agropecuária depende desses produtos importados”, destacou.  

Além disso, o cenário global de oferta abundante de soja, com previsões de alta produtividade nos Estados Unidos (125 milhões de toneladas) e colheitas robustas no Brasil, Argentina e Paraguai, deverá limitar os preços internacionais dessas commodities. Esse excesso de oferta, segundo Rezende, tende a pressionar ainda mais os valores domésticos no início de 2025, ampliando as dificuldades dos produtores.  

Segundo ele, o mercado interno, o impacto será severo para a economia geral, com aumento nos preços de alimentos, transporte, serviços essenciais como saúde e educação, e maior custo do crédito devido à alta das taxas de juros.

 





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uma visita à Castelverde Holstein


No coração da região conhecida pela excelência na produção de lácteos, a Fazenda Castelverde Holstein se destaca como um exemplo de como a combinação de tecnologia, dedicação humana e respeito à sustentabilidade pode transformar a pecuária moderna. Com produção média de 130 mil litros de leite por vaca, a propriedade é um marco na região de Cremona, na Itália

Tradição e inovação

Marco Quaini, representante legal da fazenda, detalha a filosofia da Castelverde: “Nosso objetivo é produzir leite de alta qualidade, com elevados níveis de gordura e proteínas. Trabalhamos com dedicação, utilizando tecnologia como sensores para monitoramento de alimentação e detecção de cio, mas acreditamos que a paixão pelo campo é insubstituível.”

A fazenda, que atualmente ordenha 400 vacas duas vezes ao dia em uma sala de ordenha dupla com 20 lugares, planeja ampliar para três ordenhas diárias no próximo ano. Essa expansão é reflexo de um compromisso com a eficiência e a produtividade, sem abrir mão de práticas sustentáveis.

Sustentabilidade como pilar central

Um dos grandes diferenciais da Castelverde é o uso do biogás. “Produzimos energia limpa reciclando esterco e outros resíduos. Isso não apenas alimenta nossos campos com fertilizantes naturais, mas também fecha um ciclo de produção que beneficia o meio ambiente”, explica Quaini. Esse modelo, além de reduzir custos, reforça o compromisso com a sustentabilidade.

Inspiração Internacional

A fazenda também atrai produtores de diferentes partes do mundo, como Armando de Paula Carvalho Filho, que veio do Paraná, Brasil. Durante a visita, Armando destacou: “A Castelverde é um exemplo de como unir tecnologia e tradição. Aprendi muito sobre gestão de custos e sustentabilidade, conhecimentos que levarei para o Brasil.”

A visita a uma fazenda tão bem estruturada, com um gado voltado tanto para pistas quanto para produção de leite, é muito gratificante para nós. Isso mostra que é possível conciliar beleza e produtividade em sistemas pecuários,” destacou Armando de Paula Carvalho Filho, produtor rural do Paraná. Segundo ele, a experiência italiana traz reflexões importantes para os produtores brasileiros.

Apesar de reconhecer o alto nível técnico da pecuária leiteira italiana, Carvalho Filho enfatizou as vantagens competitivas do Brasil. “Temos um clima abençoado, que nos torna mais competitivos do que muitos outros lugares no mundo. Embora enfrentemos desafios como catástrofes climáticas, nosso potencial produtivo supera diversas regiões internacionais,” afirmou.

Sobre as perspectivas para o mercado em 2025, o produtor alertou para um cenário de desafios. “Entraremos no próximo ano com preços do leite melhores do que os de 2024, o que é positivo no curto prazo. No entanto, isso pode fomentar um aumento na produção, pressionando a oferta e levando à queda dos preços posteriormente,” explicou.

Carvalho Filho também apontou preocupações com o ambiente econômico brasileiro. “Com câmbio e juros em alta, a economia pode entrar em recessão, afetando o consumo de lácteos. Essa combinação de fatores exige cautela dos produtores na gestão de seus sistemas de produção e planejamento para o futuro.

Desafios e perspectivas

Marco Quaini e Matteo Bosio compartilham os desafios enfrentados. “O preço do leite é definido pelos clientes, não por nós. Isso exige um controle rigoroso dos custos para manter a lucratividade”, afirma Bosio. Ainda assim, eles mantêm uma visão otimista: “A dedicação e o amor pelo que fazemos são fundamentais para superar qualquer dificuldade.”

Oportunidades e conexões

Antonio Monge, analista de mercado da ITA – Italian Trade Agency no Brasil, destacou a importância da visita: “Tivemos uma oportunidade única de aprender com uma das maiores produtoras de leite da região. A Castelverde é um exemplo de sofisticação e alta tecnologia, da ordenha ao produto final.”

A Castelverde Holstein é um modelo de como a produção agropecuária pode ser lucrativa, inovadora e sustentável. Para os produtores brasileiros que buscam aumentar a eficiência e a qualidade de seus produtos, a troca de experiências oferecida pela Castelverde é uma valiosa fonte de inspiração.

*O Portal Agrolink viajou a convite da ITA – Italian Trade Agency





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386 tartarugas chinesas são apreendidas pelo Vigiagro



Há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa




Foto: Mapa

O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos realizou uma importante apreensão nesta quarta-feira (27). Uma bagagem contendo 386 tartarugas de casco mole chinesas foi interceptada enquanto os animais agonizavam devido às precárias condições de transporte. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a entrada de animais silvestres no Brasil sem autorizações e certificações zoossanitárias é rigorosamente proibida por questões sanitárias.

A equipe do Vigiagro inicialmente acreditou que a carga poderia conter caranguejos ou peixes frescos. No entanto, ao abrir a bagagem, deparou-se com centenas de filhotes de tartarugas. De acordo com o Mapa, há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa, uma prática que, ao longo dos séculos, tem empregado tartarugas para o tratamento de diversas doenças e enfermidades.

Risco à biodiversidade e sanções aplicadas

A entrada de espécies exóticas no país é regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Animais que não possuem a documentação adequada estão sujeitos a apreensão e outras penalidades. No caso das tartarugas, a falta de autorização levou à aplicação de uma multa de R$ 72 mil ao responsável pelo transporte, que foi liberado após os procedimentos legais.

Preocupante crescimento do contrabando de tartarugas

O crescimento econômico da China tem elevado a preocupação internacional com o risco de extinção de tartarugas em regiões asiáticas. A busca por espécies silvestres para usos medicinais e alimentícios intensifica o contrabando de animais, gerando impactos negativos à biodiversidade global.

 





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Fenasoja celebra marco histórico da agricultura


Em 2024, o Brasil celebra o centenário do plantio comercial de soja, um marco na história da agricultura e da economia nacional. A jornada dessa cultura, que começou em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, transformou-se em um dos pilares do agronegócio brasileiro, impulsionando avanços em tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento social. Como parte das comemorações, a cidade sedia a 24ª Feira Nacional da soja (Fenasoja), entre os dias 29 de novembro e 8 de dezembro, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson.

Reconhecida como a maior feira multissetorial do Brasil, a Fenasoja desempenha um papel estratégico no fomento de negócios, pesquisa e inovação, além de consolidar a região noroeste do estado como referência no agronegócio. Nesta edição especial, o evento destaca os 100 anos da soja no país, celebrando o impacto dessa cultura na geração de riqueza e no desenvolvimento humano, social e geográfico do Brasil.

Uma história que começou em Santa Rosa

A trajetória da soja no Brasil remonta a 1924, quando o pastor Albert Lehenbauer trouxe sementes dos Estados Unidos e iniciou o cultivo em Santa Rosa. Inicialmente, a ideia era utilizar a planta para rotação de culturas, adubação verde e alimentação animal, contribuindo para a fertilidade do solo e a sustentabilidade das pequenas propriedades da região. O plantio, que começou de forma modesta, prosperou ao longo dos anos, beneficiado pela adaptação da planta ao clima e solo locais.

Com o tempo, o cultivo da soja em Santa Rosa atraiu o interesse de agrônomos, pesquisadores e cooperativas agrícolas, tornando-se um exemplo para outras regiões do Brasil. O sucesso da cultura foi um divisor de águas para a agricultura nacional, consolidando o Rio Grande do Sul como pioneiro nesse segmento.

Legado e perspectivas futuras

Hoje, a soja representa cerca de um terço do setor agropecuário brasileiro e é essencial para o desenvolvimento econômico do país. “A Fenasoja não é apenas uma celebração do passado; é uma oportunidade de projetar o futuro dessa cultura que revolucionou o Brasil,” destacou o governador Eduardo Leite durante o lançamento do evento. Ele também ressaltou a expectativa de que 2024 marque a maior safra de soja da história do Rio Grande do Sul.

Ao longo de cem anos, a soja deixou de ser apenas uma cultura agrícola para se tornar um símbolo de progresso, inovação e resiliência. A Fenasoja 2024 promete não apenas celebrar esse legado, mas também inspirar novos caminhos para o agronegócio e para as comunidades que têm na soja a base de seu desenvolvimento.





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Dólar fecha em R$ 6 nesta sexta-feira (29.11)



Dia foi de volatilidade intensta




Foto: Pixabay

O dólar encerrou o último pregão de novembro, nesta sexta-feira (29), cotado a R$ 6, após um dia de volatilidade intensa em que chegou ao recorde histórico de R$ 6,11 durante a manhã. Essa marca reflete o nervosismo dos mercados em meio às incertezas fiscais no Brasil, influenciadas pelas novas medidas anunciadas pelo governo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou na quinta-feira (28) um pacote fiscal que promete cortes significativos no orçamento, totalizando R$ 70 bilhões em 2025 e 2026, com uma projeção de R$ 327 bilhões até 2030. O anúncio intensificou as preocupações dos investidores, que questionam a viabilidade de alcançar equilíbrio nas contas públicas sem prejudicar o crescimento econômico.

Logo na abertura dos negócios desta sexta, o dólar superou os R$ 6, mostrando a pressão acumulada desde a divulgação das medidas. A instabilidade também foi sentida no mercado de ações, com o índice Bovespa recuando ao longo do dia, à medida que investidores buscaram proteção em ativos mais seguros.

Além das questões internas, o cenário externo contribuiu para o movimento de alta. Nos Estados Unidos, dados robustos da economia reforçaram a possibilidade de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve, tornando os ativos em dólar ainda mais atrativos e desvalorizando moedas emergentes como o real.





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leve alta nas cotações de Chicago


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (28), apontou leve alta nas cotações da soja durante a semana em Chicago, marcada pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. O bushel da oleaginosa encerrou a quarta-feira (27) cotado a US$ 9,88, acima dos US$ 9,77 registrados na semana anterior, indicando estabilidade no mercado do grão.

Em contrapartida, o cenário para os subprodutos apresenta maior volatilidade. O óleo de soja, que havia alcançado 46,30 centavos de dólar por libra-peso no início de novembro, recuou para 40,75 centavos, registrando a menor cotação desde setembro. Já o farelo de soja, em queda há dois meses, oscilou entre US$ 280,00 e US$ 290,00 por tonelada curta, mantendo abaixo da marca de US$ 300,00 desde o final de outubro, conforme a análise.

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Segundo os dados do Ceema, os mercados estão atentos ao plantio da nova safra sul-americana e às condições climáticas que influenciam o cultivo. Outro fator de impacto é a política monetária dos Estados Unidos, especialmente em relação aos juros futuros, contexto potencializado pela posse do presidente eleito Donald Trump, prevista para janeiro.

No cenário internacional, a União Europeia destacou com um aumento de 7% nas importações de soja no ano comercial 2024/25, iniciado em julho. Até 24 de novembro, foram adquiridas 4,95 milhões de toneladas, sendo o Brasil responsável por 2,46 milhões de toneladas, representando um crescimento de 37,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações europeias de farelo de soja também subiram 25%, alcançando 7,64 milhões de toneladas, das quais o Brasil contribuiu com quase 50%, seguido pela Argentina (38,9%). Por outro lado, as compras de óleo de palma caíram 18%, totalizando 1,26 milhão de toneladas. Outro destaque foi a canola, com importações europeias de 2,4 milhões de toneladas, marcando um aumento de 8% em relação ao ano anterior.





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Exportações brasileiras de milho recuaram em novembro


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na última quinta-feira (28), aponta estabilização nos preços do milho no Brasil. Após semanas de alta, os valores interromperam sua ascensão devido à redução da demanda local e à entrada do triguilho (trigo para ração) no mercado. Os preços oscilaram entre R$ 55,00 e R$ 71,00 por saca, com média de R$ 68,17 no Rio Grande do Sul.

Apesar da estabilidade, os valores seguem significativamente superiores aos de 2023. Em algumas regiões, como o Mato Grosso, o milho disponível alcançou R$ 57,17 por saca, representando uma elevação de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O plantio da safra de verão atingiu 59% da área prevista no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre os estados mais adiantados estão Paraná (99%), Santa Catarina (98%), São Paulo (90%) e Rio Grande do Sul (85%). Entretanto, o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades devido à falta de chuvas em várias regiões, conforme a análise.

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Divergências entre estatísticas oficiais e privadas marcam o acompanhamento do plantio. Dados da consultoria AgRural, por exemplo, indicam que o plantio no Centro-Sul já atingiu 93%. A discrepância ocorre porque a Conab considera também o Norte e Nordeste, enquanto a iniciativa privada foca exclusivamente no Centro-Sul. Segundo a Conab, das áreas já semeadas, 12,3% estão em fase de emergência, 66,1% em desenvolvimento vegetativo, 18,2% em floração e 3,4% em enchimento de grãos., conforme apontou o Ceema..

As exportações brasileiras de milho recuaram em novembro. Nos primeiros 14 dias úteis do mês, o país exportou 3,46 milhões de toneladas, uma média diária 33,2% inferior à registrada em novembro de 2023. A projeção é de que o Brasil encerre o ano com 38 milhões de toneladas exportadas, uma queda expressiva em relação aos mais de 50 milhões do ano anterior.

O preço médio da tonelada do milho brasileiro no mercado internacional foi de US$ 210,30, apresentando recuo de 7,2% em relação a novembro de 2023.





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Cotações do trigo caem em Chicago


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na última quinta-feira (28), aponta queda nas cotações do trigo em Chicago. Na quarta-feira (27), véspera do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o bushel foi negociado a US$ 5,37, contra US$ 5,48 na semana anterior, refletindo a pressão por oferta e demanda no mercado internacional.

Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno alcançou 97% da área projetada até o dia 24 de novembro, número próximo à média histórica de 98%. Das áreas semeadas, 89% estão germinadas. Contudo, as condições das lavouras mostram desafios: 55% estão classificadas como boas a excelentes, 33% como regulares, e 12% em condições ruins ou muito ruins.

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Na Rússia, a estimativa de exportação de trigo foi reduzida de 45,9 milhões para 44,1 milhões de toneladas, segundo dados da consultoria Sovecon. Apesar da redução, o país segue como um dos maiores exportadores globais do cereal.

No Canadá, o cenário é promissor, com a projeção de uma safra recorde de 34,3 milhões de toneladas de trigo de alta qualidade. As exportações canadenses também devem atingir um marco histórico, chegando a 25,4 milhões de toneladas, de acordo com a Comissão Canadense de Grãos.

Enquanto isso, na Ucrânia, em meio ao contexto de guerra com a Rússia, a colheita de trigo para 2025 é estimada em 25 milhões de toneladas, superando as 22 milhões esperadas para 2024. O trigo de inverno, que representa cerca de 95% da produção nacional, ocupa uma área projetada de 5 milhões de hectares, segundo informações da agência Reuters.





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