quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Mercado de Carbono deve fomentar a preservação ambiental


A partir de agora, o Brasil conta oficialmente com uma regra que estabelece as bases para um mercado regulado de carbono no estilo cap and trade. A nova legislação determina limites de emissões de gases de efeito estufa (cap) e permite que o excedente das permissões, a Cota Brasileira de Emissões (CBE), e dos créditos, o Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE), sejam passíveis de negociação (trade).

A CBE é um ativo transacionável, representativo do direito de emissão de 1 tCO 2 e (uma tonelada de dióxido de carbono equivalente), outorgado pelo órgão gestor do SBCE, de forma gratuita ou onerosa, para as instalações ou as fontes reguladas.

Com a legislação, nosso país entra para o grupo das nações que possuem um sistema regulado de precificação de carbono, o que fortalece sua posição no cenário global de combate às mudanças climáticas. A iniciativa deve atrair investimentos internacionais, fomentar a preservação ambiental e gerar novas oportunidades de negócio e renda.

O mercado doméstico de carbono passa então a ser dividido em dois modelos: regulado e voluntário.

A produção primária agropecuária, bem como os bens, benfeitorias e a infraestrutura no interior da propriedade rural a ela diretamente associados ficaram de fora da regulamentação, devido principalmente à dificuldade em realizar medições mais precisas, enquanto não houver metodologia para contabilizar as mitigações. Também não serão consideradas emissões indiretas as decorrentes da produção de insumos ou de matérias-primas agropecuárias.

No entanto, o setor tem a oportunidade de gerar créditos de carbono com base na manutenção dos excedentes de Reserva Legal (RL), contribuindo tanto com a conservação da natureza e a sustentabilidade nos processos produtivos quanto no cumprimento das metas ambientais estabelecidas no país.

Para Natascha Trennepohl, integrante do comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e sócia do Trennepohl Advogados, há muitos desafios para os próximos anos.

“O SBCE será implementado em fases; a primeira, da regulamentação, deve levar de 12 a 24 meses. Visto que o texto foi sancionado sem vetos, os desafios para 2025 e 2026 estão relacionados à definição de regras para o monitoramento, a estruturação do registro, a definição de metodologias e a delimitação do próprio escopo da lei com a definição de quais os setores, os limites, as obrigações e até como será a governança e a estruturação do órgão gestor”.





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Chuvas e manejo favorecem os citros, mas há risco de perdas



Suspeitas deriva preocupa produtores




Foto: Agrolink

Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, citricultura apresenta cenários variados de desempenho no Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Bagé, em Itaqui, as chuvas regulares e as temperaturas em elevação têm beneficiado os pomares, resultando em boa sanidade e excelente resposta às adubações. O pegamento de frutos é promissor, indicando uma safra positiva.

Por outro lado, em Maçambará, o cenário é mais desafiador. Apesar da excelente carga inicial de laranjas, há suspeitas de deriva de herbicidas aplicados em lavouras vizinhas, o que está provocando um abortamento de frutos. Levantamentos preliminares indicam que as perdas podem atingir até 80% da produtividade esperada, gerando preocupação entre os produtores.

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Na região administrativa de Frederico Westphalen, os pomares estão em fase de desenvolvimento dos frutos, com boas condições gerais. A expectativa para a safra 2024/2025 é de uma produtividade média de 35 toneladas por hectare. Os citricultores estão investindo em adubações e tratamentos fitossanitários preventivos, especialmente no controle da mosca-branca, que tem apresentado alta incidência, embora ainda sem causar grandes danos econômicos.

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Porém, em algumas áreas, foi detectada a presença da Clorose Variegada dos Citros (CVC), o que exige maior atenção no manejo. Apesar disso, o quadro fitossanitário geral é considerado adequado, alimentando as expectativas por uma safra produtiva e de qualidade, conforme apontado no informativo.





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pragas e doenças marcam final da safra de pêssego



Alta oferta pressiona preços no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, a safra do pêssego destinado à indústria está próxima do encerramento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Em Pelotas e municípios vizinhos, cerca de 80% dos frutos já foram colhidos, mas a temporada enfrentou desafios como a grande incidência do gorgulho-do-milho, que migra de paióis, armazéns ou lavouras não colhidas para atacar frutos maduros. Além disso, a podridão-parda, favorecida pelas condições climáticas desde a floração, continua impactando a produção.

Outro ponto crítico é a redução do calibre das frutas de cultivares médias e tardias. Para a safra industrial, os preços de referência foram fixados em R$ 2,50 por quilo para frutos tipo I (diâmetro acima de 53 mm) e R$ 2,20 para tipo II.

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Na região de Passo Fundo, a colheita de variedades precoces avança, com cerca de 40% da produção já comercializada. Contudo, a alta oferta tem pressionado os preços, que variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por quilo, dependendo da qualidade.

Em Soledade, os trabalhos concentram-se nas variedades de ciclo médio. O manejo intensificado para controle da podridão-parda, agravada pelas chuvas, foi essencial para minimizar prejuízos e manter a qualidade da colheita.





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Manejo de pastagens sustentáveis impulsiona a pecuária


O Brasil, lar do segundo maior rebanho bovino do mundo, com impressionantes 238,6 milhões de cabeças, enfrenta desafios históricos no manejo de suas pastagens. Desde os métodos rudimentares, como o uso de fogo, até as soluções tecnológicas de ponta, a trajetória da pecuária brasileira reflete o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade. Segundo o artigo “Evolução do manejo das áreas de pastagem: da roçada às tecnologias sustentáveis”, assinado pelo agrônomo Stanley Monteiro, o setor vive um novo paradigma no controle de plantas daninhas.

Desde a chegada dos primeiros bovinos ao Brasil no século XVI, as plantas daninhas sempre foram uma ameaça às pastagens. Competindo por nutrientes, água e luz, essas plantas provocam a degradação das áreas e impactam diretamente a produção de carne e leite. Nos primórdios, o fogo era a principal ferramenta para combater o problema, mas trouxe mais danos do que benefícios. Além de destruir a microbiota e o material orgânico do solo, as queimadas intensificavam a germinação de novas plantas daninhas.

Monteiro destaca que, embora o uso do fogo ainda seja permitido em situações específicas e sob regulamentação rigorosa, sua eficiência agronômica é limitada. “A prática pode agravar o problema no curto, médio e longo prazo”, alerta o especialista.

O início da revolução tecnológica

A mudança começou no final da década de 1960, com o lançamento dos primeiros herbicidas pela Corteva Agriscience. Essas novas moléculas ofereceram um controle eficiente das plantas daninhas, eliminando métodos rústicos como o uso de roçadeiras. Ao longo das décadas, os herbicidas evoluíram, tornando-se mais concentrados e sustentáveis, com redução de resíduos plásticos e emissões de CO2 no transporte.

Essas inovações possibilitaram não apenas o controle eficaz das plantas daninhas, mas também a recuperação de áreas degradadas, aumentando a produtividade das pastagens e reduzindo a pegada de carbono das propriedades.

Tecnologia aliada à sustentabilidade

Hoje, os herbicidas modernos podem ser aplicados com equipamentos de alta tecnologia, como tratores, aviões, helicópteros e drones. Essas ferramentas garantem eficiência, economia e rapidez no manejo, permitindo que grandes áreas sejam tratadas em menos tempo. Segundo Monteiro, essas inovações “levaram a pecuária a patamares melhores de produtividade, mostrando que é possível manejar as plantas daninhas de forma sustentável”.

Impactos no futuro do agronegócio

Com a crescente demanda global por alimentos, o Brasil consolida sua posição como um dos principais exportadores de carne e leite. A integração de soluções tecnológicas e sustentáveis no manejo de pastagens é crucial para atender a essa demanda, ao mesmo tempo em que se preservam os recursos naturais. Stanley Monteiro conclui que o avanço nas tecnologias de herbicidas e maquinários não apenas enriquece a vida dos pecuaristas, mas também gera empregos e renda, fortalecendo a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.





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STF autoriza compensação de Reserva Legal no mesmo Bioma


Aqueles proprietários de imóveis rurais que necessitam compor em seu imóvel o percentual de Reserva Legal, poderão compensar a área com o remanescente de Reserva Legal de outro imóvel, desde que no mesmo Bioma. Decisão recente Supremo Tribunal Federal (STF) pôs fim a um debate que vinha ocorrendo declarando a constitucionalidade do artigo 48, §2º, do Código Florestal (Lei Federal n.º 12.651/2012), mantendo o Bioma como critério de mecanismo compensatório.

O advogado Roberto Bastos Ghigino, da HBS Advogados, destaca que a recente decisão do STF oferece maior segurança jurídica, assim como provoca um maior incentivo para a concretização da regularização ambiental dos imóveis rurais. “Estava sub judice no STF pendente a definição de que se para a efetivação da instituição da Cota de Reserva Ambiental (CRA) deveria ser observado o mesmo Bioma ou se deveria ser observado o critério da identidade ecológica da localidade, situação que sobremaneira restringiria a instituição do referido instituto para compensação das áreas”, explica o advogado.

Ghigino contextualiza que o Código Florestal  instituído pela Lei Federal n.º 12.651/2012, entre diversas questões regulamentadas, estabeleceu percentuais para destinação de áreas de reserva legal, assim como, objetivando a regularização dos imóveis rurais, instituiu a necessidade de implementação de Programas de Regularização Ambiental (PRAs). “Nesse sentido, algumas das disposições contidas no Código Florestal foram regulamentadas pelo Decreto n.º 7.830/2012, dispondo precisamente sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), bem como sobre as normas gerais relacionadas ao Programa de Regularização Ambiental (PRA)”, complementa Roberto Ghigino.

Precisamente quanto às disposições do PRA, a normativa definiu um conjunto de ações ou iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização ambiental com vista ao cumprimento das disposições do Código Florestal. Entre as possibilidades definidas para implementação do PRA, foi viabilizada a instituição de Cotas de Reserva Ambiental. Assim, no sentido de regulamentar a CRA foi editado o Decreto n.º 9.640/2018, definindo o instituto como um título equivalente a área com cobertura natural que excede à Reserva Legal de uma propriedade e que poderá ser usado para compensar o déficit de Reserva Legal de outra propriedade, restando assim, materializado o pagamento por serviços ambientais.

O advogado da HBS explica que, em outras palavras, a Cota de Reserva Ambiental é um título nominativo representativo de área com vegetação nativa, existente ou em processo de recuperação, que poderá ser utilizado, de forma gratuita ou onerosa, para compensar o déficit de Reserva Legal de propriedades rurais, dos imóveis que não atenderem ao mínimo exigido na legislação como reserva, o qual, no caso do Estado do Rio Grande do Sul, o mínimo exigido é 20% (vinte por cento). Roberto Bastos Ghigino pontua que considerando que houve a judicialização de diversas normas do Código Florestal, estava entre elas a definição dos critérios para viabilização da instituição da Cota de Reserva Ambiental para compensação do percentual de Reserva Legal.

 





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Moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul recuou 15,2%



Algumas unidades produtoras postergaram o término das operações para o final do mês




Foto: Divulgação

Segundo informações divulgadas pela União da Indústria de cana-de-açúcar (UNICA), a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro atingiu 20,35 milhões de toneladas na segunda quinzena de novembro, representando uma queda de 15,2% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024, que registrou 24 milhões de toneladas. No acumulado da safra 2024/2025 até 1º de dezembro, o volume processado somou 602,94 milhões de toneladas, uma retração de 2,75% comparado ao ciclo anterior.

Conforme Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, algumas unidades produtoras postergaram o término das operações para o final do mês. Sendo assim, como resultado, a moagem nos últimos quinze dias de novembro avançou cerca de 45% em São Paulo e 3% nos demais estados do Centro-Sul, quando comparada à primeira quinzena do mês.

Ainda que com este avanço, o ritmo de colheita na safra ainda está abaixo do observado no ciclo anterior. Até o início de dezembro, 135 usinas já haviam encerrado a moagem, número superior às 82 unidades que concluíram as atividades no mesmo período de 2023.

 





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Custo do feijão aponta boa lucratividade no Paraná



Bom cenário de preços e a rentabilidade têm incentivado os produtores




Foto: Canva

O boletim semanal de conjuntura agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (12) pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, trouxe um panorama otimista para a produção de feijão no Paraná. Os custos de produção na primeira safra foram estimados em R$131,12 por saca de 60 kg e R$133,28 na segunda safra. Os preços praticados no mercado, variaram entre R$150,00 e R$250,00 por saca, o que indica uma margem de rentabilidade de até 60%. No caso do feijão preto, o preço médio foi registrado em R$213,87 no estado.

Segundo os dados, apesar do potencial de lucro, o clima tem sido um desafio em parte do estado. A colheita da primeira safra, iniciada em 2 de dezembro, permanece em 1% devido às chuvas constantes. O clima também ameaçam a qualidade dos grãos prontos para colheita. Cerca de 4% das áreas em maturação há mais de duas semanas correm risco de brotamento nas vagens, o que pode comprometer a produção.

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Ainda assim, 93% das lavouras continuam classificadas como boas, com apenas 7% em condições médias e um percentual insignificante em situação ruim. As chuvas beneficiaram as áreas que começavam a sofrer com estresse hídrico, o que trouxe um alívio aos produtores.

O otimismo também se estende à segunda safra, pois o plantio está próximo de começar. O bom cenário de preços e a rentabilidade têm incentivado os produtores, refletindo-se em um aumento de 11% no preço das sementes em relação a novembro de 2023. Esse impacto foi compensado pela redução de 13% nos custos com agrotóxicos, o que pode levar a uma expansão na área plantada, conforme apontou o boletim.





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lei impulsiona oportunidades para produtores de cana no Brasil



Legislação estabelece limites para a emissão de gases de efeito estufa




Foto: Divulgação

Segundo dados da ORPLANA, o setor sucroenergético é beneficiado com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, enquanto medidas estaduais incentivam o uso de etanol e tecnologias limpas. A sanção da lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, sem vetos, foi celebrada pela ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) nesta quinta-feira (12). A nova legislação institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), um marco que estabelece limites para a emissão de gases de efeito estufa e cria um mercado regulado de carbono.

Impacto no setor sucroenergético

De acordo com a ORPLANA, o SBCE abre uma oportunidade estratégica para os produtores de cana-de-açúcar, que poderão negociar créditos de carbono no mercado. Esses créditos são gerados por práticas que reduzem ou removem emissões, permitindo a venda para empresas que precisam compensar seus índices de poluição. “O mercado de carbono representa um avanço significativo. Ele proporciona não apenas maior rentabilidade para os produtores de cana, mas também reforça os esforços para descarbonizar a economia brasileira”, afirma o CEO da ORPLANA, José Guilherme Nogueira.

Com a implementação do SBCE, os produtores poderão negociar Cotas Brasileiras de Emissão (CBE) e Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE), garantindo flexibilidade para atender às metas ambientais de maneira eficiente e lucrativa.

Isenção de IPVA em São Paulo beneficia o etanol

Em âmbito estadual, a ORPLANA também destacou como positiva a aprovação pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) do Projeto de Lei 1510/2023, que isenta do pagamento de IPVA os veículos híbridos flex e movidos a hidrogênio, entre janeiro de 2025 e dezembro de 2026. A medida segue agora para sanção do governador Tarcísio de Freitas.

“Essa decisão incentiva o consumo de etanol e direciona políticas de biocombustíveis, reforçando a eficiência do etanol como alternativa limpa e menos poluente”, comenta Nogueira. O projeto busca estimular tecnologias mais limpas e reduzir emissões, alinhando-se ao compromisso do estado com a sustentabilidade e oferecendo novos impulsos ao setor de biocombustíveis.

 





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Mancha de ramulária exige atenção no algodão



A doença principalmente no final do ciclo em áreas sombreadas e úmidas




Foto: Canva

A mancha de ramulária, causada pelo fungo Ramularia areola, é uma doença que afeta as folhas do algodão. Embora seja considerada de importância secundária, a doença ocorre de maneira generalizada, principalmente no final do ciclo em áreas sombreadas e úmidas, podendo ocorrer precocemente em épocas chuvosas.

A doença se caracteriza pela formação de manchas angulosas, entre 1 e 4 mm, limitadas pelas nervuras das folhas, com coloração branca ou amarela e aparência pulverulenta. A mancha de ramulária pode levar à podridão das maçãs do baixeiro.

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José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino, aponta o fungicida Fezan® Gold como uma solução no combate à doença. “Esta é uma doença que encontra ambiente favorável para se desenvolver em condições de alta umidade, como é comum no cerrado brasileiro, onde se concentra mais de 90% da produção nacional de algodão. A mancha de ramulária exige atenção do produtor”, destaca.

Segundo Freita, a recomendação é iniciar a aplicação do fungicida preventivamente, 30 dias após a emergência da cultura ou no início do estágio reprodutivo (B1), com o surgimento do primeiro botão floral ou ainda quando houver condições favoráveis ao desenvolvimento da doença. Segundo ele, o produto não causa fitotoxicidade, entrega ao produtor taxas elevadas de controle da mancha de ramulária, além de contribuir para ganhos de produtividade.  

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De acordo com o engenheiro agrônomo, outra medida que não deve ser deixada de lado pelo cotonicultor é o chamado manejo anti-resistência da mancha de ramulária a fungicidas. Para evitar o desenvolvimento de resistência do fungo aos tratamentos é importante rotacionar produtos com diferentes modos de ação. 

 





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Brasil e China: Parceria estratégica no PAC



Apesar do interesse chinês, não há investimentos diretos da China em obras do PAC



Apesar do interesse chinês, não há investimentos diretos da China em obras do PAC
Apesar do interesse chinês, não há investimentos diretos da China em obras do PAC – Foto: Pixabay

A relação entre Brasil e China no setor de infraestrutura, especialmente em logística, tem se intensificado com o relançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A China vê o Brasil como um parceiro estratégico, alinhado à Belt and Road Initiative (BRI), que busca criar uma rede global de infraestrutura. Projetos como a Ferrovia Transoceânica, que conectaria os oceanos Atlântico e Pacífico, ilustram o potencial dessa parceria.

No entanto, Edeon Vaz Ferreira, especialista do CCAS, alerta para desafios logísticos, regulatórios e ambientais que dificultam a execução de iniciativas de grande porte, como desmatamento e resistência das comunidades locais. “A execução de projetos como a Ferrovia Transoceânica enfrenta desafios logísticos, regulatórios e ambientais que vão desde desmatamento até a resistência de comunidades locais”, pontua.

Apesar do interesse chinês, não há investimentos diretos da China em obras do PAC, principalmente devido à complexidade regulatória e à necessidade de estudos de impacto ambiental detalhados. No entanto, a experiência chinesa em setores como energia e telecomunicações pode servir como modelo para futuras parcerias em transporte, trazendo capital, tecnologia e expertise ao Brasil, desde que respeitados os interesses locais.

Ferreira destaca que a cooperação em infraestrutura deve priorizar a sustentabilidade e o diálogo com as comunidades afetadas. Com sua robustez financeira, a China pode ser uma aliada estratégica do Brasil para superar gargalos logísticos, desde que os parâmetros ambientais e legais sejam seguidos. A parceria no setor de infraestrutura continua sendo uma oportunidade promissora para o desenvolvimento do Brasil.





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