sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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Agro paulista tem superávit de US$ 3 bilhões


As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 4,03 bilhões nos primeiros dois meses de 2025, enquanto as importações atingiram US$ 1,02 bilhão, resultando em um superávit de US$ 3,01 bilhões. O saldo comercial, no entanto, representa uma queda de 25,7% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.  

“Os produtores optaram por comercializar o açúcar no mercado interno, onde o preço está mais vantajoso com a desvalorização do dólar frente ao real no começo de 2025”, comenta José Alberto Ângelo, pesquisador científico do IEA-Apta.

A retração se deve principalmente à queda nas exportações de açúcar, impactadas pela maior oferta do produto de países como Índia, Tailândia e União Europeia, além do período de entressafra no Brasil. “Os embarques registrados no início do ano deram uma enfraquecida diante da instabilidade do câmbio, mas o agro paulista manteve sua representatividade nos resultados nacionais. O setor de sucos e o complexo sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do total exportado pelo Brasil. Esses números representam a força das agroindústrias paulistas na economia do Estado e do País”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Apesar da redução, São Paulo manteve a liderança nas exportações do agro brasileiro, com 18,1% de participação, à frente de Mato Grosso (15%), Minas Gerais (11,6%) e Paraná (11,5%). O secretário Guilherme Piai destacou a força do setor sucroalcooleiro e de sucos, que representam mais de 50% das exportações do Brasil. Entre os principais produtos exportados, o açúcar liderou com US$ 1,09 bilhão (91,6% do complexo sucroalcooleiro), seguido por sucos (US$ 573,74 milhões), carnes (US$ 567,76 milhões) e café (US$ 297,21 milhões). A soja, com US$ 175,91 milhões, pode ganhar mais espaço nos próximos meses com o avanço da colheita.

 





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Saiba como será o clima do outono e os impactos para o campo


O outono de 2025 começa oficialmente no dia 20 de março e promete trazer temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. Segundo as previsões meteorológicas, abril será um mês mais quente que o normal, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, impactadas pelas mudanças climáticas e ondas de calor.

A transição do verão para o outono já se faz sentir com a chegada de uma frente fria no Sul do país, reduzindo temporariamente as temperaturas. No entanto, o Norte e Nordeste seguirão com tempo quente e seco, enquanto o Centro-Oeste enfrentará variações entre calor intenso e pancadas de chuva. O Sudeste também apresentará esse padrão, com períodos alternados de calor e precipitações, influenciando diretamente no conforto térmico da população e no planejamento agrícola.

Com a neutralidade climática prevista para 2025, espera-se um outono mais estável, com impactos diretos na disponibilidade hídrica e na produção agrícola. A possibilidade de um inverno mais úmido também pode contribuir para o abastecimento dos reservatórios e a recuperação de áreas afetadas pela seca prolongada.

E PARA AGRICULTURA, VEJA AS PREVISÕES:

A chegada do outono traz desafios e oportunidades para a agricultuura. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, do Portal Agrolink, a redução das chuvas beneficiará a colheita de soja e milho no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo melhor tráfego das máquinas agrícolas. No entanto, essa mesma condição pode prejudicar o plantio de trigo, aveia e cevada, culturas que necessitam de maior umidade para um bom desenvolvimento inicial.

Outono de 2025 terá clima seco e risco de geadas, alerta meteorologista

A região Sul deve sofrer com chuvas abaixo da média, o que preocupa os produtores de grãos de inverno, pois a falta de água no solo pode comprometer a produtividade. Além disso, há risco de geadas precoces entre o fim de abril e maio, trazendo mais um fator de incerteza para os agricultores. No Sudeste, as chuvas devem ficar dentro da média, mas com solos já castigados pelo verão seco, o crescimento das culturas de inverno pode ser prejudicado.

No Centro-Oeste, o clima seco favorecerá a colheita de soja e milho, mas a segunda safra pode enfrentar dificuldades devido às altas temperaturas e chuvas irregulares. Já no Nordeste, onde a agricultura depende fortemente da irrigação, o impacto será menor, mas áreas sem sistemas eficientes de captação de água podem sofrer perdas. No Norte, a redução das chuvas pode baixar os níveis dos rios, afetando o transporte fluvial e a logística de escoamento da produção agrícola.





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“Fim do Plano Safra” exige inovação em financiamento



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros
Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro enfrenta um momento decisivo com a pausa do Plano Safra para 2025, destacou Gustavo Alves, bacharel em agronomia, produtor rural e CEO da Nagro. Desde 2003, o programa garantiu previsibilidade e crédito a juros baixos para o setor. Sua descontinuação impõe desafios, sobretudo para pequenos e médios produtores, que precisarão buscar alternativas no mercado financeiro.  

Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros, forçando produtores a recorrer a bancos tradicionais ou a soluções inovadoras. As fintechs especializadas em crédito agro despontam como alternativa promissora, oferecendo agilidade e digitalização. No entanto, a taxa de juros será um dos maiores desafios, pois o programa oferecia as menores do mercado.  

Para manter a sustentabilidade do setor, será essencial diversificar as fontes de financiamento. Muitos produtores precisarão captar recursos em diferentes instituições para atingir o montante desejado, possivelmente pagando mais caro por isso. A tokenização de ativos rurais surge como inovação importante, permitindo acesso a investidores globais e aumentando a liquidez no setor.  

A transição para um modelo de crédito mais diversificado exige adaptação e um olhar atento às novas oportunidades. As fintechs e a digitalização do crédito agro serão fundamentais para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro diante dessas mudanças inevitáveis.

“A pausa do Plano Safra marca um novo capítulo para o financiamento agrícola no Brasil. A transição exigirá adaptação, inovação e um olhar atento às novas oportunidades que o mercado financeiro pode oferecer. Produtores mais conservadores terão de abrir a mente para novas possibilidades e, para que isso aconteça, as empresas precisam melhorar sua comunicação. As fintechs e a digitalização do crédito agro surgem como aliadas fundamentais para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor em um cenário de mudanças inevitáveis”, conclui.

 





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Alta do diesel pressiona frete e derruba preço do arroz no RS



Unidades de beneficiamento relataram quedas acentuadas nos preços do fardo




Foto: coniferconifer

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue registrando baixa liquidez, conforme aponta o boletim informativo do Cepea. Apesar de um leve aumento nos volumes beneficiados na última semana, unidades de beneficiamento relataram quedas acentuadas nos preços do fardo, refletindo a maior oferta de venda.

Segundo o Cepea, a necessidade de capitalização dos produtores para cobrir os custos da colheita tem levado a um aumento nas ofertas de venda, pressionando ainda mais as cotações. Além disso, o recente aumento no preço do diesel elevou os custos de transporte, impactando principalmente as negociações “a retirar”, nas quais o comprador arca com o frete.

A desvalorização do arroz em casca já se reflete nos números: no balanço da primeira metade de março, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) acumulou queda de 7,2%, fechando a R$ 83,42 por saca de 50 kg no dia 14. Esse é o menor patamar registrado desde julho de 2023, evidenciando a pressão sobre os preços diante do atual cenário de mercado.

Impactos no setor e perspectivas

A retração nos preços gera preocupação entre os produtores, que já enfrentam desafios com os altos custos de produção. O enfraquecimento das cotações pode afetar o planejamento financeiro para a próxima safra, principalmente diante da necessidade de investimentos em insumos e maquinário. A recuperação dos preços dependerá da demanda do mercado interno e externo nos próximos meses. Caso o consumo não apresente reação significativa, o cenário de baixa liquidez pode persistir, mantendo os preços sob pressão.

Enquanto isso, a atenção do mercado se volta para as políticas de incentivo ao setor e possíveis mudanças no cenário econômico que possam impactar a comercialização do arroz no Brasil.





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Safra de soja da Argentina se estabiliza



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva
Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva – Foto: Nadia Borges

A safra de soja da Argentina para o ano comercial 2024-25 deve alcançar 49 milhões de toneladas, mantendo-se no mesmo patamar de 2023-24, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. A estiagem e o calor intenso afetaram o desenvolvimento das lavouras, principalmente no norte e sul da província de Buenos Aires, onde a soja de segunda safra registrou perdas de rendimento entre 80% e 90%.  

Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva nas principais regiões produtoras. A Bolsa de Grãos de Buenos Aires (BCBA) classifica 17% da safra como boa ou excelente, enquanto 49% está em condição normal e 34% é considerada ruim, uma melhora em relação ao ano anterior. A Bolsa de Valores de Rosario (BCR) indicou que as perdas se estabilizaram, aumentando a possibilidade de rendimentos médios ou acima da média.  

O esmagamento de soja para 2023-24 foi revisado para 43 milhões de toneladas, impulsionado por uma atividade forte nos últimos meses. Para 2024-25, a previsão é de 42 milhões de toneladas. As exportações do complexo de soja, que incluem soja em grão, farelo e óleo, somaram US$ 19,05 bilhões em 2024, um aumento de 42% sobre 2023, sustentado pelo crescimento dos embarques de farelo e óleo de soja.  

Além da soja, a produção de girassol deve alcançar 4 milhões de toneladas em 2024-25, com a colheita ainda atrasada em relação ao ano passado. A cultura tem ganhado espaço como alternativa à soja e ao milho, devido à sua maior resistência à seca e pragas. O esmagamento de girassol deve atingir 3,8 milhões de toneladas, próximo do recorde de 4 milhões de 2022-23, enquanto as exportações devem totalizar 1,05 milhão de toneladas.

 





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Setor cafeeiro bate recorde de exportação, mas prevê queda nos embarques



Cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de café atingiram 33,45 milhões de sacas na parcial da safra 2024/25 (de julho/24 a fevereiro/25), um volume recorde para esse período, segundo dados do boletim informativo do Cepea. Apesar da forte performance no acumulado da safra, as exportações recuaram em fevereiro e devem seguir enfraquecidas nos próximos meses.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o alto volume de embarques foi impulsionado pela corrida antecipada dos exportadores para cumprir a legislação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento. Embora a regulamentação tenha sido adiada, a expectativa inicial de restrições acelerou as vendas ao longo da safra.

Agora, com a menor disponibilidade de grãos da temporada 2024/25 e o período de entressafra se aproximando, a tendência é de desaceleração nas exportações. A limitação da oferta pode impactar os próximos embarques e reduzir o ritmo recorde registrado até o momento.

Setor monitora demanda e impactos futuros

O cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional e de novas definições regulatórias. Caso a União Europeia avance com a implementação da norma ambiental em 2025, o fluxo de exportações do Brasil pode sofrer ajustes. No mercado interno, a menor oferta de grãos pode influenciar as cotações e trazer impactos para a comercialização. Produtores e exportadores acompanham as movimentações do setor, enquanto o Brasil se mantém como um dos principais fornecedores globais de café.





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Exportações do agro capixaba iniciam 2025 batendo recorde em geração de divisas


O ano de 2025 começou bem para as exportações do agro. Em janeiro, as divisas geradas com as exportações do agronegócio no Espírito Santo somaram mais de US$ 320,9 milhões (ou quase R$ 2 bilhões). Esse valor obtido em apenas um mês superou todo o valor gerado com o comércio exterior do agro capixaba desde o início da série histórica para o mês de janeiro. O resultado representa um crescimento de 63,9%, em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 195,8 milhões).

O crescimento no valor de exportações do Estado foi consideravelmente superior em relação aos dados nacionais, em que o índice do Brasil decresceu 5,3% no valor comercializado e caiu 21,2% em volume. Mais de 220,6 mil toneladas de produtos do agro capixaba foram embarcadas para o exterior.

As maiores variações positivas no valor comercializado foram para café solúvel (+168,1%), pescados (+130,2%), café cru em grãos (+119,1%), álcool etílico (+40,7%), gengibre (+22,9%), mamão (+18,9%) e celulose (+0,7%).

Em relação ao volume comercializado, houve variações positivas: pescados (+139,6%), café solúvel (+87,5%), álcool etílico (+48,1%), gengibre (+35,2%), café cru em grãos (+21,4%), mamão (+18,9%), carne de frango (+11,8%).

“O ano de 2025 começou com um desempenho excelente para o agronegócio capixaba, que teve em janeiro um valor recorde. Superamos em 63,9% todo valor em janeiro do ano passado, que já era um recorde. As divisas somaram quase 2 bilhões de reais, devido aos preços internacionais estarem em alta para boa parte de nossos produtos, contando também com a alta do dólar. Esses fatores levaram a um aumento expressivo no valor comercializado pelo Espírito Santo. O café capixaba manteve o bom desempenho e ampliou os volumes e valores exportados, correspondendo agora por 63% de todos os produtos”, comemora o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.

Os três principais produtos da pauta das exportações do agronegócio capixaba — complexo cafeeiro, celulose e pimenta-do-reino — representaram 95% do valor total comercializado de janeiro a dezembro de 2025.

No primeiro mês do ano, nossos produtos foram enviados para 87 países. Os Estados Unidos se destacam como principal parceiro comercial, com 15% do valor comercializado, seguido pela China com 9%. Além disso, a participação relativa do agronegócio nas exportações totais do Espírito Santo de janeiro a dezembro foi de 35,7%. “Os dados reforçam a competitividade do agro perante os outros setores no cenário internacional. Isso é fruto de muito trabalho e resiliência dos produtores e das agroindústrias do Espírito Santo, que conseguem atingir mercados em todos os continentes com produtos de qualidade e sustentáveis”, pontua Enio Bergoli

Em janeiro, dez produtos se destacaram em geração de divisas. O complexo cafeeiro ficou em primeiro lugar com US$ 202,1 milhões (63%), seguido por celulose com US$ 82,3 milhão (25,7%), pimenta-do-reino com US$ 21,2 milhões (6,6%), álcool etílico com US$ 2,7 milhões (0,85%), mamão com US$ 2,5 milhões (0,79%), carne bovina com US$ 1,8 milhão (0,57%), chocolates e preparados com cacau com US$ 1,8 milhão (0,55%), gengibre com US$ 1,1 milhão (0,34%), pescados com US$ 781 mil (0,24%) e carne de frango com US$ 617 mil (0,19%). O conjunto de outros diversos produtos do agronegócio somou US$ 3,9 milhões (1,21%).

Vale destaque o complexo cafeeiro, que, na pauta de exportação de 2024, ficou em primeiro lugar pela quarta vez na história, respondendo por 60% de todo o valor gerado. No primeiro mês de 2025, a participação aumentou para 63%. A alta de preços no mercado internacional contribuiu para a ampliação desse valor.

“O complexo cafeeiro segue com destaque das exportações do agronegócio, já consolidado como principal arranjo produtivo agrícola em geração de divisas, superando e muito as exportações de celulose. E o café conilon, principal formador de renda no meio rural do Estado, foi o grande responsável por alavancar esses resultados. Vale lembrar que o conilon está presente em cerca de 50 mil propriedades rurais capixabas”, complementa Bergoli.

Nesse primeiro mês de 2025, o Espírito Santo também foi o Estado que mais exportou gengibre, pimenta-do-reino e mamão, com participação em relação ao total nacional de 53%, 78,5% e 41%, respectivamente. Além disso, superou o Estado de São Paulo na comercialização do complexo cafeeiro, envolvendo café cru em grãos, solúvel e torrado/moído, conquistando a segunda posição no ranking nacional das exportações totais de café e derivados.





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Defensivos e máquinas elevaram o custo da soja no Mato Grosso



Custo da soja no estado subiu em fevereiro




Foto: Pixabay

O custo de produção da soja no Mato Grosso para a safra 2025/26 aumentou 0,54% em fevereiro, atingindo R$ 4.073,00 por hectare, segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do projeto CPA-MT.

A alta foi influenciada pelo aumento de 2,12% nos preços dos defensivos, que chegaram a R$ 1.138,50 por hectare, e pelo acréscimo de 1,27% nos custos com operações mecanizadas, que passaram para R$ 177,55 por hectare. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.658,85 por hectare, um avanço de 0,42% em relação ao mês anterior.

Para cobrir as despesas do COE, o produtor precisará vender a saca de soja a pelo menos R$ 91,17, uma redução de 6,21% em relação a janeiro. Além disso, será necessário atingir uma produtividade média de 49,98 sacas por hectare, um aumento de 0,73% no comparativo mensal.

O Custo Total (CT) da safra foi estimado em R$ 7.466,08 por hectare, representando um avanço de 0,54% em relação ao mês anterior.





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produção de grãos pode crescer 14,2% em Goiás


Segundo o informado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, os novos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projetam crescimento na produção agropecuária de Goiás para a safra 2024/25.

A Conab estima que a produção de grãos no estado chegue a 34,5 milhões de toneladas, um avanço de 14,2% em relação à safra anterior, com destaque para soja, milho e feijão. O IBGE também aponta crescimento em culturas como tomate, mandioca e banana.

A soja segue como principal produto do agronegócio goiano, com expectativa de alcançar 20,2 milhões de toneladas, um aumento de 20,1% em comparação ao ciclo passado. O milho também apresenta crescimento expressivo. A primeira safra já está avançada, enquanto a segunda deve ultrapassar 10,6 milhões de toneladas, um aumento de 7,5%.

A produção de feijão superou a do ciclo anterior, favorecida por condições climáticas que permitiram uma colheita antecipada e melhores rendimentos. O estado deve produzir 292,6 mil toneladas do grão, alta de 6,6% em relação à última safra. No caso do sorgo, Goiás mantém a liderança nacional, com produção estimada em 1,3 milhão de toneladas, impulsionada pelo crescimento de 2,1% na área plantada. “Os números confirmam a robustez do agronegócio goiano e refletem o compromisso do setor com inovação e sustentabilidade”, afirma o titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Pedro Leonardo Rezende.

Segundo Rezende, o estado tem avançado em eficiência produtiva, garantindo renda ao produtor e oferta segura ao consumidor. “A cada safra, Goiás reforça seu protagonismo nacional, combinando produtividade e sustentabilidade”, acrescenta.

Além dos grãos, o IBGE aponta resultados positivos para outras culturas. O tomate goiano mantém sua posição de destaque nacional, com produção estimada em 1,4 milhão de toneladas. A produção de mandioca deve atingir 190 mil toneladas, alta de 2,9% em relação ao levantamento anterior, impulsionada pela expansão da área plantada. A produção de banana é projetada em mais de 167 mil toneladas, correspondendo a 2,4% da oferta nacional. Já a batata-inglesa deve alcançar 267,4 mil toneladas, um crescimento de 1,2% em relação à projeção anterior, representando 6,2% da produção nacional.





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Preço do algodão sobe no Brasil com demanda firme e valorização externa



Preços do algodão em pluma seguem em alta no mercado spot nacional




Foto: Canva

Os preços do algodão em pluma seguem em alta no mercado spot nacional, conforme aponta o mais recente boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A valorização externa e a maior disposição de compradores brasileiros em pagar valores mais elevados por lotes de pluma dentro das especificações desejadas impulsionam as cotações no país.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores continuam focados no cumprimento de contratos já firmados, ao mesmo tempo em que buscam liquidez por meio da venda de soja. Esse movimento mantém a oferta de algodão ajustada, sustentando os preços no mercado interno. Além disso, a postura firme dos cotonicultores tem se refletido na resistência em negociar a pluma da safra 2023/24 a valores inferiores aos desejados.

O interesse na comercialização antecipada também tem crescido. Boa parte dos produtores já sinaliza negócios para as safras 2024/25 e 2025/26, tanto para o mercado interno quanto para exportação. A demanda global pelo algodão brasileiro continua aquecida, especialmente diante da recuperação da indústria têxtil em mercados estratégicos.

No cenário externo, os contratos futuros da pluma registram valorização, o que reforça o movimento positivo no Brasil. O mercado segue atento ao comportamento da economia chinesa, principal importadora de algodão, além das oscilações no câmbio, que podem impactar a competitividade do produto nacional.

Com esse panorama, a expectativa é de que os preços do algodão permaneçam sustentados, com os produtores monitorando de perto as oportunidades de negócios e o comportamento da demanda internacional.





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