quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Mercado do açúcar fecha com cotações mistas após queda do petróleo


Os contratos futuros de açúcar encerraram a terça-feira (24) com variações mistas nas bolsas internacionais, influenciados pela queda acentuada nos preços do petróleo e da gasolina. A informação é da Agência UDOP de Notícias, especializada no setor de bioenergia.

A retração nos valores do petróleo, que atingiram os menores patamares em uma semana e meia, reduziu a competitividade do etanol no mercado, elevando a expectativa de que mais cana-de-açúcar seja destinada à produção de açúcar. Esse cenário pode aumentar a oferta global do adoçante e intensificar a pressão sobre os preços internacionais.

A queda da commodity se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo entre Israel e Irã, o que diminuiu os riscos de interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio. A redução das tensões geopolíticas contribuiu para o enfraquecimento dos preços do combustível.

Na bolsa ICE Futures, em Nova York, os contratos de açúcar bruto operaram majoritariamente em baixa. O vencimento para julho de 2025 caiu 27 pontos, sendo negociado a 15,77 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de outubro de 2025 recuou 21 pontos, cotado a 16,36 centavos. Os demais contratos apresentaram valorização.

Na ICE Europe, em Londres, o movimento também foi misto. O contrato de agosto de 2025 subiu US$ 0,50, encerrando o dia em US$ 468,00 por tonelada. Em contrapartida, o contrato de outubro de 2025 teve queda de US$ 0,90, cotado a US$ 461,80 por tonelada.

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou desvalorização. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 120,73, com queda de 2,80%.

Já o etanol hidratado teve leve valorização, segundo o Indicador Diário Paulínia, sendo cotado a R$ 2.704,50 por metro cúbico, o que representa alta de 0,07%.





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Clima na Bahia afeta produtividade do algodão



Produção de algodão é reestimada para 3,85 milhões de toneladas




Foto: Pixabay

A safra brasileira de algodão 2024/25 foi reestimada para 3,85 milhões de toneladas de pluma, conforme relatório divulgado pela StoneX, empresa global de serviços financeiros. O novo dado representa uma redução de 0,7% em relação à projeção feita em maio.

De acordo com a consultoria, o principal motivo para a revisão foi a piora nas condições climáticas na Bahia. A região enfrentou um período de clima mais seco durante março, seguido por chuvas nas proximidades da colheita, o que afetou negativamente o rendimento final. “O clima mais úmido nas vésperas da colheita trouxe uma sensibilidade maior no terço inferior dos algodoeiros de algumas regiões, gerando queda de capulhos em alguns casos. Com esse cenário adverso, a produtividade média no estado baiano será de 1,77 ton/ha, um dos menores valores dos últimos anos”, afirma Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

No Mato Grosso, as condições climáticas foram mais favoráveis durante o desenvolvimento vegetativo. As chuvas se estenderam por períodos normalmente secos, favorecendo a segunda safra. Contudo, a continuidade das precipitações em junho pode afetar o ritmo da colheita e a qualidade da fibra.

A previsão para as exportações brasileiras de algodão permanece em 2,9 milhões de toneladas. Apesar do ritmo mais lento dos embarques nas últimas semanas, a expectativa é de que o volume cresça no segundo semestre com a entrada da nova safra.

O cenário internacional, porém, permanece desafiador. A demanda global segue enfraquecida e a valorização do real frente ao dólar tem reduzido a competitividade da fibra brasileira. “No mercado interno, a consultoria revisou para baixo a estimativa de consumo de algodão, que agora é de 700 mil toneladas. O mercado tem tido dificuldade de absorver a pluma e a demanda segue lenta no mercado doméstico”, destaca Bulascoschi.

Com a retração na produção e a revisão para baixo no consumo, os estoques finais foram mantidos estáveis em 2,7 milhões de toneladas.





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Sindilat/RS transforma produção do concurso leiteiro em gesto solidário


O tradicional banho de leite, além de comemorar os vencedores do Concurso Leiteiro na Fenasul Expoleite 2025, também foi marcado por um gesto de solidariedade. O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) destinou 1.020 litros de leite — volume equivalente à produção registrada durante o concurso — para a Prefeitura Municipal de Esteio, que fará a distribuição entre entidades de assistência social do município.

“Com este gesto, reafirmamos o compromisso da indústria láctea gaúcha com a retomada da produção neste período desafiador, reforçando nossa responsabilidade social e o papel do setor na construção da economia local”, destacou o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella. O dirigente participou da apresentação ao lado dos produtores premiados, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

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Queda na oferta limita envio de bovinos do Mato Grosso



Abates caem 2,79% no início de 2025




Foto: Pixabay

Mato Grosso registrou forte retração nos embarques interestaduais de bovinos para abate no acumulado entre janeiro e maio de 2025. Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (24), o volume enviado para Mato Grosso do Sul, Rondônia e São Paulo foi de 15,87 mil animais, o que representa queda de 59,17% em relação ao mesmo período de 2024.

O recuo mais expressivo ocorreu nos embarques para São Paulo, onde, entre abril e maio, foram destinadas 1,47 mil cabeças, número 87,79% inferior ao observado no mesmo intervalo do ano anterior.

Ainda conforme o levantamento, os abates realizados dentro do próprio estado também apresentaram redução. No mesmo período, foram abatidas 2,89 milhões de cabeças, queda de 2,79% em comparação ao ano passado.

De acordo com o Imea, o cenário é consequência da menor oferta de animais disponíveis, especialmente devido ao intenso abate de fêmeas observado em 2024, que reduziu o ritmo de engorda e reposição dos plantéis.

Com a diminuição na disponibilidade de animais, tanto internamente quanto para outros estados, o mercado passou a sinalizar um possível fortalecimento da arroba bovina dentro de Mato Grosso.





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Leite adquirido do PAA é distribuído no Ceará


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou, nesta quinta-feira (26), a distribuição de leite em pó a entidades assistenciais no estado do Ceará. Cerca de 8,8 toneladas do produto foram destinadas a cinco organizações que atuam no combate à insegurança alimentar, em cerimônia realizada na Unidade Armazenadora da Companhia em Maracanaú.

As instituições beneficiadas com esta primeira entrega são o Conselho Comunitário do Ceará, em Aquiraz; a Associação Missão Família, em Baturité; a Associação Comunitária do Capuan, em Caucaia; a Associação Maranata de Desenvolvimento Social do Amanari, em Maranguape; e o Instituto Social Cultural de Apoio à Vida Padre Alcides Três, em Monsenhor Tabosa.

O alimento foi adquirido pela Conab em 2023, por meio da modalidade Compra Direta do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). No total, foram adquiridas 33 toneladas de leite em pó, o que representou um investimento de aproximadamente R$ 1,05 milhão na agricultura familiar cearense.

A entrega marca o início da etapa de distribuição dos produtos comprados no estado. “Essa ação tem dois objetivos centrais: apoiar a produção da agricultura familiar e garantir alimentação a quem mais precisa”, destacou um representante da Conab presente no evento.

Ainda nesta quinta-feira, técnicos da estatal participam da Fêra da Agricultura Familiar, promovida pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf). Durante o evento, os profissionais apresentarão políticas públicas e programas operados pela Conab, com ênfase no PAA.

A modalidade Compra Direta tem como meta adquirir alimentos produzidos por agricultores familiares e destiná-los a pessoas em situação de vulnerabilidade. O programa é coordenado pelo MDS, com participação dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda, e conta com a execução da Conab em parceria com governos estaduais e municipais.





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Algodão volta ao radar de produtores no Paraná


O algodão volta a ser cogitado como uma alternativa viável e rentável para os produtores do Paraná. A avaliação é da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado, que destaca o potencial da cultura para se firmar novamente no território paranaense, aproveitando-se da instabilidade nos preços de outras commodities agrícolas e dos efeitos provocados pelas mudanças climáticas.

No início da década de 1990, o Paraná ocupava a liderança nacional na produção da fibra, com mais de 700 mil hectares cultivados. Hoje, a produção é reduzida, mas as características do cultivo — como a resistência à seca e a exigência por longos períodos de sol — voltam a atrair a atenção do setor. A cultura é considerada adaptável ao clima do Noroeste paranaense, semelhante ao do Cerrado brasileiro, onde se concentram atualmente as maiores áreas produtoras, sobretudo no Mato Grosso.

A vantagem paranaense está também na fertilidade do solo. De acordo com técnicos da Secretaria, esse fator pode permitir o uso de apenas metade da adubação empregada em regiões como o Cerrado. Além disso, o cultivo do algodão contribui para a conservação do solo e pode garantir renda suficiente ao produtor, reduzindo a necessidade de uma segunda safra, o que ameniza o desgaste do terreno.

Segundo a Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar), o Estado precisaria cultivar cerca de 50 mil hectares para atender à demanda interna do parque têxtil local. Hoje, essa matéria-prima chega ao Paraná vinda principalmente do Cerrado. Há, pelo menos, dez fiações e sete tecelagens no estado que dependem dessa fibra.

Levantamento realizado em 2014 já apontava um consumo de aproximadamente 60 mil toneladas de plumas no Paraná. A Acopar vê com otimismo a possibilidade de crescimento da cultura e projeta uma retomada gradual nos próximos anos.

Em 2024, três municípios apresentaram produção comercial registrada no Valor Bruto da Produção (VBP). Sertaneja, no Norte do Estado, se destacou como principal produtor. O município aumentou sua área cultivada de 124 hectares, em 2023, para 520 hectares em 2024, elevando a produção de 601 para 2.095 toneladas. Com isso, o VBP subiu de R$ 8,8 milhões para R$ 18,3 milhões, um crescimento de 107%. A expectativa da Acopar é que o cultivo atinja 1,5 mil hectares já em 2025, ampliando a presença do algodão no cenário agrícola estadual. 





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Mercado de carbono sofre com com falsas compensações


O mercado de compensação de carbono, considerado um dos pilares da transição climática global, ainda enfrenta desafios relacionados à credibilidade. O aumento na demanda por soluções para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa tem exposto a existência de práticas que não garantem, na prática, a remoção de carbono da atmosfera.

Um dos problemas mais comuns, segundo especialistas, é a comercialização de créditos de carbono “fantasmas” ou inexistentes. Esses créditos não correspondem a reduções efetivas de emissões. Em muitos casos, os projetos que gerariam esses créditos não foram implementados, foram superdimensionados ou já não estão mais ativos. Entre os exemplos mais citados estão áreas de reflorestamento que nunca saíram do papel ou que acabaram desmatadas posteriormente, o que anula os benefícios ambientais alegados.

Outra preocupação é a dupla contagem de créditos. Essa prática ocorre quando a mesma tonelada de carbono reduzida é contabilizada por dois agentes, como um país e uma empresa. Essa distorção vai contra as regras do Acordo de Paris, que prevê um sistema transparente de contabilidade de emissões justamente para evitar a repetição de registros de impacto.

Há também situações em que os projetos são reais, mas o impacto climático é mínimo ou inexistente. Isso acontece, por exemplo, quando créditos são emitidos a partir de atividades que já estavam em funcionamento antes da criação dos mecanismos de compensação, como usinas hidrelétricas ou parques eólicos que continuam produzindo energia limpa, mas sem gerar reduções adicionais de emissões.

A falta de um sistema internacional padronizado e obrigatório de verificação e rastreabilidade agrava o cenário. Apesar da atuação de certificadoras reconhecidas, muitos créditos vendidos no mercado voluntário não passam por auditorias rigorosas. Essa lacuna tem aberto espaço para o chamado greenwashing, quando empresas compram créditos de baixo custo e qualidade apenas para declarar neutralidade de carbono, sem reduzir suas próprias emissões.

No Brasil, a RDG Eco Finance vem atuando junto a produtores rurais por meio da Lei de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), incentivando a monetização de áreas de preservação dentro das propriedades agrícolas. O objetivo é gerar renda adicional e promover práticas sustentáveis. Para Ivan Pinheiro, criador do aplicativo Carbono Neutro, o modelo permite que produtores comercializem o carbono de suas terras, promovendo benefícios ambientais e econômicos. “Com a implementação da Lei do PSA, os fazendeiros agora têm a oportunidade de remunerar suas áreas preservadas, incentivando a conservação, evitando o desmatamento e gerando receita adicional ao negócio”, afirma.

Sobre os riscos das falsas compensações, Pinheiro alerta para a necessidade de atenção por parte dos consumidores. Ele recomenda verificar a origem dos créditos, a certificação do projeto, a localização e o tipo de compensação envolvida. Ele também destaca que é importante desconfiar de promessas genéricas e simplificadas, como selos de “neutro em carbono” obtidos com facilidade. Com a expansão desse mercado, especialistas têm defendido a adoção de mais mecanismos de regulação, maior transparência e o uso de tecnologias como blockchain para garantir que as compensações sejam reais, mensuráveis e permanentes.





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Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo



Exportação de carne bovina sobe 25% em junho




Foto: Pixabay

De acordo com a análise “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo permaneceu estável em São Paulo na terça-feira (24). A redução no volume de negócios por parte da ponta compradora foi suficiente para equilibrar a oferta e a demanda, evitando a formação de excedentes.

A consultoria informou que a expectativa para os próximos dias é de manutenção dos preços, com possibilidade de melhora no escoamento da carne no início de julho. As escalas de abate nas indústrias frigoríficas atendiam, em média, a oito dias.

No Pará, as regiões de Marabá e Redenção registraram queda nas cotações. Segundo a Scot Consultoria, o recuo foi influenciado pelo aumento na oferta de boiadas e pela menor demanda por carne. Em Marabá, os preços do boi gordo e da novilha apresentaram baixa. Em Redenção, a cotação do boi gordo também recuou, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. A análise indica que o preço do “boi China” se manteve inalterado nas duas regiões.

Em Goiás, na região de Goiânia, o cenário foi semelhante. A maior oferta de animais pressionou os preços para baixo. Houve recuo nas ofertas para o boi gordo e a vaca gorda, enquanto a cotação da novilha permaneceu estável. Assim como no Pará, o valor do “boi China” não apresentou variação.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram 168,8 mil toneladas nas três primeiras semanas de junho. A média diária de embarques foi de 12,1 mil toneladas, o que representa um aumento de 25,3% em relação ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada exportada foi de US$ 5,4 mil, alta de 21,6% na comparação anual.





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Produção favorece alta nas exportações de frutas



Mangas e uvas do Vale do São Francisco devem liderar esse movimento



Mangas e uvas do Vale do São Francisco devem liderar esse movimento
Mangas e uvas do Vale do São Francisco devem liderar esse movimento – Foto: Agrolink

A balança comercial de frutas do Brasil apresentou superávit na parcial de 2025, com destaque para o desempenho expressivo das exportações. Entre janeiro e maio deste ano, a receita com vendas externas atingiu um recorde para o período, superando as importações, que seguem aquecidas, porém em volumes menores do que em 2024, ano em que a oferta nacional foi prejudicada por condições climáticas adversas, favorecendo a entrada de frutas estrangeiras.

De acordo com o Itaú BBA, que analisou dados da Secex, o país exportou o equivalente a USD 409,7 milhões nos primeiros cinco meses de 2025, valor 5,4% maior em comparação ao mesmo intervalo do ano passado. Em termos de volume, foram 442,3 mil toneladas embarcadas, um aumento expressivo de 24% na comparação anual. Holanda (44%), Reino Unido (19%) e Espanha (15%) seguem como principais destinos das frutas brasileiras. Apesar do recorde parcial, maio registrou recuo de 25% no volume exportado frente a abril, totalizando 71 mil toneladas, comportamento dentro da expectativa de sazonalidade, com preços ainda superiores aos do mesmo mês de 2024, embora 29% menores que os de abril.

Para o segundo semestre, a perspectiva é de intensificação das exportações, impulsionadas pela melhoria na produção nacional, favorecida pela sazonalidade climática. Mangas e uvas do Vale do São Francisco devem liderar esse movimento: a safra de uvas mostra bom desempenho e tende a ter escoamento consistente entre outubro e novembro. Já a manga, que teve oferta limitada no início do ano, deve recuperar ritmo até agosto. Além disso, o melão do Rio Grande do Norte deve retomar força entre agosto e setembro, após o período de menor volume entre maio e agosto.

Com isso, o setor de frutas encerra o primeiro semestre com indicadores positivos e boas expectativas para o restante de 2025, reforçando a competitividade do Brasil no mercado internacional de frutas frescas.

 





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Corrente de comércio chega a US$ 285,2 bilhões até a 3° semana de junho


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,1 bilhão na terceira semana de junho de 2025, com uma corrente de comércio de US$ 9,9 bilhões, resultado de exportações de US$ 5,52 bilhões e importações de US$ 4,4 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 20 bilhões e as importações, US$ 15,8 bilhões. O saldo positivo no período atinge US$ 4,2 bilhões, com corrente de comércio total de US$ 35,8 bilhões. Entre janeiro e a terceira semana de junho, as exportações acumulam US$ 156,9 bilhões, enquanto as importações somam US$ 128,32 bilhões. O superávit no ano é de US$ 28,6 bilhões, com corrente de comércio de US$ 285,2 bilhões.

Na comparação das médias diárias até a terceira semana de junho de 2025 (US$ 1,428 bilhão) com o mesmo mês de 2024 (US$ 1,436 bilhão), houve queda de 0,6% nas exportações. Já nas importações, a média diária foi de US$ 1,130 bilhão, alta de 0,9% sobre igual período do ano anterior. A corrente de comércio diária atingiu US$ 2,559 bilhões, com crescimento de 0,1% frente a junho de 2024.

No desempenho setorial das exportações até a terceira semana de junho, a Indústria de Transformação apresentou crescimento de 7,5%, com aumento médio diário de US$ 53,81 milhões. Por outro lado, a Agropecuária teve queda de 12,2%, com recuo de US$ 46,84 milhões, e a Indústria Extrativa caiu 5,2%, com redução de US$ 17,44 milhões.

Entre os produtos agropecuários, destacaram-se as quedas nas vendas de milho não moído (-44,0%), soja (-16,4%) e algodão em bruto (-24,6%). Na Indústria Extrativa, as retrações foram lideradas por outros minerais em bruto (-31,5%) e minério de Ferro (-7,9%). Já na Indústria de Transformação, houve recuo nas exportações de aeronaves e partes (-72,9%), açúcares e melaços (-16,7%) e farelos de soja (-26,5%).

Apesar do recuo geral nas exportações, alguns itens apresentaram crescimento, como frutas e nozes frescas ou secas (55,4%), café não torrado (25,8%) e especiarias (46,9%). Na Indústria Extrativa, os destaques positivos foram os minérios de níquel e de alumínio. Na Indústria de Transformação, carne bovina, veículos de passageiros e ouro não monetário lideraram os aumentos.

Nas importações até a terceira semana de junho, a Indústria de Transformação cresceu 1,5%, somando US$ 14,63 bilhões. A Agropecuária recuou 7,8%, com US$ 0,30 bilhão, e a Indústria Extrativa teve queda de 5,2%, com US$ 0,79 bilhão.

Entre os produtos importados com alta estão cevada (49,9%), cereais como centeio e aveia (633,5%) e gomas naturais (91,7%). A Indústria Extrativa teve aumento nas compras de óleos brutos (8,5%) e areia e cascalho (32,4%). Na Indústria de Transformação, cresceram as importações de compostos químicos (36,6%), motores e máquinas (37,2%) e aeronaves (46,7%).

Por outro lado, houve retração nas importações de soja (-28,3%), frutas frescas (-23,0%) e trigo não moído (-21,6%) no setor agropecuário. Entre os extrativos, caíram as compras de gás natural (-26,8%) e fertilizantes brutos (-72,7%). Na Transformação, destacaram-se as quedas nas importações de veículos de passageiros (-42,5%) e plataformas flutuantes (-87,0%).





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