quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Algodão brasileiro reafirma seu protagonismo global


Em 2025, o trabalho da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em conjunto com as 11 associações estaduais, reforçou o posicionamento do algodão como uma cultura responsável e estratégica para o agronegócio brasileiro.

De acordo com o Presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o sucesso do algodão brasileiro em 2025 está baseado nos 4 pilares que norteiam o trabalho da Abrapa. “Através da implementação estruturada de práticas voltadas à sustentabilidade, à rastreabilidade, à qualidade e à promoção, conduzidas de forma organizada por meio dos programas da Abrapa, a cadeia consolidou um posicionamento sólido e articulado, capaz de avançar de maneira consistente em conquistas e em agendas socioambientais estratégicas para o país”, avalia o presidente.

No encerramento do ano, apresentamos um balanço das principais conquistas dos últimos 12 meses nos quatro pilares estratégicos do algodão brasileiro e das perspectivas que se desenham para 2026.

Sustentabilidade: renovação com a BCI e participação na COP 30 foram destaque

Desde sua criação, em 2012, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) orienta os cotonicultores a produzirem de acordo com rigorosos parâmetros de sustentabilidade socioambiental. Na safra 2024/2025, o ABR assegurou que 83% do algodão brasileiro fosse certificado segundo padrões internacionais de produção responsável, fortalecendo o posicionamento e o reconhecimento no mercado global.

Para dar continuidade a esse sucesso, o programa começou 2025 renovando a sua parceria com o Better Cotton Institute (BCI), benchmark que garante que o certificado BCI chegue às fazendas brasileiras e leve o algodão nacional para os clientes mais exigentes da indústria.

A participação da Abrapa na COP30 também contribuiu para projetar o algodão brasileiro no cenário internacional. O gerente de Sustentabilidade da entidade, Fábio Carneiro, destacou o alcance das práticas responsáveis adotadas no país e apresentou o algodão como uma alternativa natural às fibras sintéticas na indústria têxtil, hoje entre as maiores fontes de poluição por microplásticos.

Qualidade: atuação em conjunto com as associações estaduais

Em 2025, a Abrapa realizou seis workshops de qualidade em municípios de Goiás, Bahia e Mato Grosso, capacitando 1.440 profissionais envolvidos em toda a cadeia a produtiva. A entidade também realizou treinamentos nos estados produtores para inspetores de Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA) e de algodão em pluma, que atuam nos laboratórios de análise de todo o Brasil, uma prerrogativa do terceiro pilar do Standard Brasileiro HVI (SBHRVI), focado em capacitação e difusão de conhecimento.

Em 2026, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) completará dez anos de atuação voltada à padronização de laboratórios. Apenas em 2025, mais de 14 milhões de fardos foram analisados pelos laboratórios, gerando dados que passam a integrar as informações no Sistema Abrapa de Identificação, o programa mais antigo de rastreabilidade do algodão brasileiro.

Rastreabilidade: SouABR lança política de adesão ao mercado

Lançado em 2021, o SouABR é o programa de rastreabilidade da Abrapa que assegura transparência em toda a cadeia de custódia do algodão brasileiro. Por meio de um QR Code aplicado às peças, o consumidor final tem acesso a informações completas sobre a origem e a trajetória do produto, da semente ao guarda-roupa.

Em 2025, o programa avançou com o lançamento de sua política de adesão, possibilitando que qualquer marca que atenda aos requisitos estabelecidos ofereça rastreabilidade em suas peças, assegurando o acesso aos dados da cadeia produtiva e ampliando a transparência do setor.

Sou de Algodão: movimento completa 10 anos em 2026

A trajetória do algodão também foi destaque no São Paulo Fashion Week 2025, por meio do movimento Sou de Algodão. O desfile reuniu seis estilistas de renome da moda brasileira para traduzir, nas passarelas, a importância da rastreabilidade e a conexão entre o consumidor e as histórias das milhares de pessoas que trabalham na cadeia produtiva.

“O público da moda está cada vez mais exigente em relação à origem e aos processos de produção do que consome. Nesse cenário, a rastreabilidade confere ainda mais credibilidade ao algodão brasileiro, tanto no mercado interno quanto no exterior”, afirmou a diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi.

Em 2026, o movimento que foi lançado na SPFW para unir a cadeia produtiva e têxtil e estimular o uso do algodão brasileiro completa 10 anos. “O Sou de Algodão mostra como o algodão é importante para o Brasil e o mundo através da comunicação, ações e campanhas. Nesses 10 anos, dialogamos com pessoas cada vez mais preocupada com origem, qualidade e sustentabilidade daquilo que consome”, analisa a diretora.

Cotton Brazil amplia diálogo em defesa da fibra natural

No comércio exterior, 2025 consolidou o Brasil como líder global do algodão ao unir escala, competitividade e sustentabilidade. O país é o terceiro maior produtor mundial e o primeiro exportador desde 2024, respondendo por 33% das exportações globais.

Na safra 2024/2025, foram embarcadas 2,8 milhões de toneladas, gerando US$ 4,8 bilhões em receita. O Brasil ampliou sua participação em todos os principais mercados importadores, com destaque para Índia, Egito e Paquistão.

Esse desempenho é impulsionado pelo projeto setorial Cotton Brazil, responsável por orientar a estratégia internacional do setor. O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, explicou que o próximo ano será essencial para a manutenção do mercado conquistado. Segundo ele, “Em 2026 e 2027, o Cotton Brazil terá como foco a defesa de mercado, o fortalecimento da imagem e a expansão do consumo frente às fibras sintéticas. Para isso, continuamos priorizando os dez maiores compradores do algodão brasileiro, responsáveis por 96% das importações mundiais, mas expandimos nossas ações voltadas ao varejista e ao consumidor final, que se concentram na Europa e Estados Unidos”.

Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) acontece em Belo Horizonte em 2026

A organização do CBA 2026 já está em andamento. O tema da sua próxima edição será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. O evento está marcado para setembro de 2026, na cidade de Belo Horizonte, e tem expectativa de público recorde.

Neste ano, a 14ª edição do CBA, que aconteceu em 2024, ganhou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que reconhece os melhores congressos nacionais. O Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” dos eventos no Brasil.

Segundo o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, o reconhecimento concedido ao 14º CBA simboliza um marco na trajetória do Congresso e reflete o protagonismo alcançado pelo algodão brasileiro no cenário internacional. “Além de conquistarmos a liderança nas exportações globais, o CBA registrou o maior público de sua história. Essa premiação consolida esse momento histórico vivido pela Abrapa”, afirmou.

 





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Brasil fecha acordos sanitários com quatro países



Agronegócio alcança 525 aberturas desde 2023



Foto: Pixabay

O governo brasileiro concluiu negociações fitossanitárias com Marrocos, Iraque, Singapura e Argentina, ampliando o acesso de produtos do agronegócio nacional a mercados da África, da Ásia e da América do Sul. A informação foi anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que destacou a autorização para exportação de feno aos três primeiros países citados e de bulbos de cebola ao mercado argentino.

Segundo o Mapa, “as autoridades de Marrocos, Iraque e Singapura aprovaram a exportação brasileira de feno”, insumo utilizado na alimentação animal e relevante para cadeias pecuárias que dependem de oferta regular de forragens. Em 2024, as exportações brasileiras para esses destinos somaram cerca de US$ 3,8 bilhões, com o Iraque como principal comprador, responsável por US$ 1,78 bilhão.

No caso da Argentina, o anúncio envolve a liberação fitossanitária para a exportação de bulbos de cebola. O país importou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para cacau e derivados, café e carnes.

Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro alcança 525 aberturas de mercado desde o início de 2023. De acordo com o governo, os resultados decorrem do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam de forma integrada nas negociações sanitárias e diplomáticas.





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Seguro Rural cresce 56,8% em três anos em São Paulo



São Paulo investe R$ 290 milhões em Seguro Rural



Foto: Pixabay

O Governo de São Paulo investiu R$ 290 milhões no Seguro Rural nos últimos três anos, consolidando o maior aporte do país na política de proteção ao produtor rural. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que destacou que o valor representa um aumento de 56,8% em relação ao período anterior, quando, entre 2020 e 2023, os investimentos somaram R$ 184,95 milhões.

Segundo a Secretaria, o aporte tem garantido resposta rápida às perdas causadas por eventos climáticos e ampliado a cobertura das lavouras no estado. “O investimento assegura resposta rápida às perdas provocadas por eventos climáticos, amplia a cobertura das lavouras e reforça a capacidade de recuperação das propriedades”, informou a pasta, ao destacar que o programa oferece segurança para que os produtores mantenham a atividade mesmo em cenários adversos.

No período analisado, foram contratadas mais de 53 mil apólices de seguro rural por cerca de 40 mil produtores paulistas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento subsidia até 30% do valor do prêmio do seguro, medida que, de acordo com o órgão, amplia o acesso ao instrumento e fortalece a proteção das produções agrícolas no estado.

Desde 2023, aproximadamente R$ 18 bilhões em valor de produção agrícola, pecuária e florestal foram protegidos com o apoio do Seguro Rural. A Secretaria informou que, a cada R$ 1 investido pelo Estado, em média R$ 60 em valor de produção são resguardados, reforçando a continuidade das atividades no campo.

O programa é executado em parceria com diversas seguradoras, permitindo que o produtor escolha a opção mais adequada à sua propriedade e à cultura explorada, conforme destacou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.





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VBP do agro mineiro deve atingir R$ 168,1 bilhões


De acordo com o informado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do estado deve encerrar 2025 em patamar recorde, estimado em R$ 168,1 bilhões, o que representa crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior. O indicador, atualizado mensalmente, mede a renda gerada pelos estabelecimentos rurais com a comercialização da produção agrícola e pecuária.

O desempenho positivo é impulsionado, principalmente, pelo segmento das lavouras, que tem previsão de alcançar R$ 112,8 bilhões, avanço de 16,6% no ano. O valor corresponde a 67% do faturamento agropecuário estadual. O café permanece como principal destaque do segmento. “O café se mantém como o destaque entre as culturas que contribuem para essa alta no rendimento, com alta de 48% e o VBP estimado em R$ 59 bilhões”, afirma a assessora técnica da Seapa, Amanda Bianchi.

A soja aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 18,7 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual. O milho também registrou avanço expressivo, com alta de 18% e faturamento previsto de R$ 7,7 bilhões. Em contrapartida, algumas culturas apresentam retração no período, entre elas a cana-de-açúcar, com queda estimada de 8%, além de banana, batata-inglesa, feijão, laranja, mandioca e arroz, que também registram redução no valor gerado.

No segmento pecuário, o VBP deve alcançar R$ 55,2 bilhões em 2025, o que representa aumento de 8,4%. Todos os produtos apresentam expectativa de crescimento. O leite lidera o faturamento do segmento, com estimativa de R$ 18,3 bilhões e alta de 3%. A carne bovina aparece em seguida, com previsão de R$ 18 bilhões, avanço de 13%.

A produção de frango deve atingir R$ 8,3 bilhões, crescimento de 5%, enquanto a carne suína tem faturamento estimado em R$ 7,8 bilhões, alta de 12%. Já o VBP dos ovos deve chegar a R$ 2,8 bilhões, com aumento projetado de 19% ao longo do ano.





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Leilões mantém apoio ao escoamento de trigo e arroz


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou apoio ao escoamento de 64,7 mil toneladas de trigo e de aproximadamente 16,88 mil toneladas de arroz produzidos na região Sul do país em novos leilões realizados na manhã desta quarta-feira (24). As operações fazem parte dos mecanismos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), conforme balanço divulgado pela estatal.

No caso do trigo, o volume negociado correspondeu a 100% do total ofertado no leilão do dia, integralmente por meio do Pepro. A Conab informou que, somadas às 170,68 mil toneladas já negociadas em operações realizadas na última segunda-feira (22), o apoio ao escoamento do cereal alcançou 235,38 mil toneladas. Segundo a Companhia, o resultado ficou acima do inicialmente previsto porque houve deságio nas operações, o que permitiu ampliar o volume atendido. “A Conab assegurou um apoio total a 235,38 mil toneladas do grão”, informou a estatal.

Para o arroz, a maior parte do prêmio arrematado nesta quarta-feira foi direcionada aos produtores rurais. Do total negociado, 16,75 mil toneladas foram contempladas por meio do Pepro, enquanto 125 toneladas foram arrematadas por indústrias e comerciantes via PEP. Com isso, o apoio acumulado da Companhia ao escoamento do arroz chega a 213,15 mil toneladas, considerando também as 196,28 mil toneladas incentivadas em operações anteriores. De acordo com a Conab, “no total, o apoio da Companhia ao escoamento de arroz chega a 213,15 mil toneladas”.

A estatal informou ainda que irá analisar, nos próximos dias, a regularidade cadastral dos participantes dos leilões e divulgar os nomes dos arrematantes. Após essa etapa, serão emitidos e assinados os documentos confirmatórios das operações pela Conab e pelas Bolsas de Mercadorias. Os participantes deverão comprovar a comercialização do arroz até 29 de janeiro de 2026 e o escoamento do produto até 29 de maio do mesmo ano. O pagamento do prêmio será efetuado após a conferência da documentação.

As operações foram autorizadas pelas Portarias Interministeriais nº 31/2025 e nº 32/2025, assinadas pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária. Os atos estabelecem um volume de recursos de até R$ 167 milhões para as ações.

Segundo a Conab, os leilões públicos realizados no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos têm como objetivo reduzir oscilações na renda dos produtores e assegurar uma remuneração mínima, além de contribuir para o equilíbrio da oferta e a regularidade do abastecimento nacional.

Confira aqui os resultados dos leilões





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Governo destina R$ 14,6 milhões para compras da agricultura familiar


O Governo Federal vai destinar R$ 14,6 milhões para a compra de arroz, uva e pescados da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. A aquisição será realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que abriu nesta terça-feira (23) o cadastramento de propostas, com prazo de envio até quinta-feira (25).

Segundo a Conab, “a aquisição será feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional”. A iniciativa tem como objetivo ampliar o apoio aos agricultores e agricultoras familiares e reforçar o abastecimento de alimentos destinados a políticas públicas de segurança alimentar.

De acordo com o Comunicado Compra Institucional nº 11/2025, cerca de R$ 4 milhões serão destinados à compra de arroz polido produzido por agricultores familiares do Paraná. A expectativa é adquirir aproximadamente 705 toneladas do produto, que deverão ser entregues nas unidades armazenadoras da Conab no estado ou em unidades recebedoras do PAA, conforme cronograma a ser definido entre as partes. O alimento será destinado ao atendimento de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Para a cadeia da uva, a Companhia informou que “serão destinados cerca de R$ 2 milhões para a compra de 606 mil unidades de suco contendo 200 ml cada”. A aquisição, prevista no Comunicado Compra Institucional nº 12/2025, será concentrada no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional da fruta, com entrega na unidade armazenadora da Conab no estado.

Já o Comunicado Compra Institucional nº 13/2025 prevê a aplicação de R$ 8 milhões na compra de mais de 200 toneladas de pescados provenientes do Rio de Janeiro e de São Paulo. Conforme a Conab, os pescadores poderão ofertar diferentes espécies, com entregas regulares ao longo de 12 meses nas cozinhas solidárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A Companhia destaca que “as organizações podem ofertar todo e qualquer tipo que tiver disponibilidade, considerando os melhores períodos do ano para cada espécie bem como o período de defeso”.

O edital estabelece que cada família fornecedora poderá comercializar até R$ 30 mil por ano, enquanto as organizações terão limite anual de R$ 6 milhões. Também está previsto que pelo menos 50% das propostas sejam apresentadas por mulheres. Os recursos utilizados para as aquisições serão repassados pelo MDS, e a expectativa da Conab é divulgar a classificação das organizações inscritas na próxima sexta-feira (26).

A Compra Institucional permite a aquisição direta de alimentos da agricultura familiar pela Conab, com observância de preços de referência e limites de participação, destinando os produtos a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional ou à recomposição de estoques estratégicos da estatal.





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Nova ferramenta valida áreas rurais para exportação



Nova ferramenta valida áreas rurais para exportação



Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) disponibilizou nesta terça-feira (23), na Plataforma Agro Brasil + Sustentável, o serviço de habilitação de Área de Produção para Exportação. A funcionalidade permite ao produtor rural verificar automaticamente se a área produtiva atende aos requisitos exigidos por mercados internacionais que impõem barreiras de compliance socioambiental.

Segundo o Mapa, o serviço possibilita ao produtor “validar, de forma automática, se a área de produção cumpre requisitos críticos para a exportação a mercados externos”. A iniciativa busca ampliar a transparência e a rastreabilidade das informações relacionadas à produção agropecuária brasileira.

A Plataforma Agro Brasil + Sustentável tem como objetivo “integrar, organizar e disponibilizar informações de governança ambiental, social e corporativa” de produtores rurais, empresas agrícolas e propriedades, qualificando os produtos destinados ao mercado externo com base em critérios reconhecidos internacionalmente. De acordo com o Ministério, a proposta é fortalecer a confiança entre os diferentes elos da cadeia agropecuária e atender às exigências de grandes mercados importadores.

Nesse contexto, a ferramenta permite a habilitação tanto do produtor quanto de lotes de produtos agropecuários, a partir de requisitos e padrões previamente definidos, considerando processos produtivos e tecnologias utilizadas nas áreas cadastradas.

O Mapa informa que a Plataforma é gratuita, voluntária e possui abrangência universal, podendo ser utilizada por produtores de todas as cadeias produtivas. O serviço de habilitação de Área de Produção para Exportação passa a integrar o conjunto de funcionalidades da Plataforma Agro Brasil + Sustentável, voltadas à adequação do agronegócio brasileiro às exigências socioambientais do comércio internacional.





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Para advogado, decisão do STF de manter benefício fiscal a defensivo dá segurança ao produtor


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a validade dos benefícios fiscais de IPI e ICMS concedidos a defensivos agrícolas. Por maioria, a Corte considerou constitucionais as normas que permitem a redução de tributos na comercialização desses produtos.

O tributarista Eduardo Diamantino, sócio do Diamantino Advogados Associados, especializado em agronegócio, destaca o acerto da decisão. “O STF garantiu segurança ao produtor. A eficiência do Brasil no agronegócio está atrelada ao uso responsável e regulado de defensivos agrícolas”, afirma.

Diamantino também explica que, ao contrário do que se defendeu nas ações propostas no Supremo, não há contradição entre o uso de defensivos e a proteção ambiental. “Estes insumos permitem a produção em larga escala usando áreas de cultivo menores. Esperamos que a decisão seja utilizada como parâmetro para o futuro Imposto Seletivo”, conclui.

Entenda

O julgamento envolveu duas ações apresentadas pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pelo Partido Verde (PV). As siglas questionavam dispositivos do Convênio 100/1997, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), do Decreto 7.660/2011 e da Emenda Constitucional 132/2023.

As regras autorizam a redução de até 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a aplicação de alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo os partidos, as subvenções violariam os direitos constitucionais à saúde e ao meio ambiente equilibrado.

Prevaleceu o entendimento de que a concessão de isenções ou reduções tributárias para insumos agropecuários não configura, por si só, inconstitucionalidade.

Votaram pela manutenção dos benefícios os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. André Mendonça e Flávio Dino julgaram as ações parcialmente procedentes. Os ministros Edson Fachin, relator das ações, e Cármen Lúcia defenderam a inconstitucionalidade das normas.

Durante o julgamento, o ministro Gilmar Mendes destacou a importância da produção agrícola brasileira para o abastecimento global de alimentos e defendeu o uso do termo “defensivos agrícolas”. Segundo ele, a retirada desses insumos poderia reduzir significativamente a produção, ampliar a área cultivada e pressionar os preços dos alimentos, além de impactar o mercado externo.

Já o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a redução de tributos não implica necessariamente aumento no uso dos produtos, mas pode facilitar o acesso a insumos considerados essenciais para a atividade agrícola. Para ele, a EC 132 reforçou a validade do tratamento tributário diferenciado ao setor.

Os ministros André Mendonça e Flávio Dino defenderam uma solução intermediária. Ambos reconhecem que determinados incentivos fiscais podem ser legítimos, mas propõem que os benefícios sejam mantidos apenas para produtos mais eficientes e menos tóxicos.





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O Brasil não precisa importar tecnologia para modernizar suas rodovias


Há um mito que insiste em resistir no imaginário brasileiro: o de que o País depende de tecnologia estrangeira para avançar em inovação. Trabalhei durante anos na Embraer e vivi de perto o poder da engenharia nacional e, desde então, tenho visto esse mito ruir diante da capacidade dos nossos profissionais de criar soluções de ponta, do zero, aqui mesmo.

Hoje, esse debate volta à tona com as ameaças de tarifaços sobre importações e as discussões sobre o Free Flow, o pedágio sem cancela que deve transformar o sistema rodoviário brasileiro. O tema não poderia surgir em melhor momento: o Ministério dos Transportes pretende fechar os quatro anos do governo Lula com um volume histórico de 36 concessões rodoviárias, que somarão juntas R$ 405 bilhões em investimentos. Deste montante, R$ 135 bilhões são referentes aos 13 processos ocorridos só em 2025, e outros R$ 158 bilhões já estão programados para outras 14 concessões previstas para 2026.

Os números reforçam um novo contexto da mobilidade no País, que exigirá soluções tecnológicas robustas, ágeis e adaptadas à realidade das nossas estradas.

E o Free Flow é um símbolo importante dessa virada. Trata-se de um modelo de pedágio eletrônico em que o motorista não precisa mais parar: câmeras e sensores identificam o veículo em tempo real, calculam a tarifa e fazem a cobrança de forma automática. Além de mais fluidez, é um sistema que concede menos emissão de poluentes e maior segurança viária.

Foi a crença no potencial do Brasil para a evolução tecnológica que nos moveu há mais de três décadas, quando fundamos a COMPSIS, em São José dos Campos. De uma pequena empresa que nasceu com o propósito de desenvolver sistemas eletrônicos de navegação para caças da Força Aérea Brasileira, avançamos para criar tecnologias de inteligência artificial aplicadas à mobilidade. Hoje, partindo de uma experiência robusta em soluções de sistemas de arrecadação, desenvolvemos e validamos  um Free Flow 100% nacional, desenvolvido para resolver os problemas reais das rodovias brasileiras, onde o tráfego pesado, as variações climáticas e a diversidade de veículos desafiam até as soluções mais sofisticadas.

Nosso sistema, por exemplo, é capaz de identificar com precisão veículos de passeio, caminhões e ônibus em condições extremas, chuva, alta velocidade, baixa luminosidade e até em situações que confundem sistemas convencionais, como caminhões com eixos suspensos ou rodagem dupla. Isso é fruto de um banco de dados treinado com milhões de transações reais realizadas no Brasil, algo que nenhum software importado é capaz de replicar com a mesma acurácia.

O desafio que o setor enfrenta hoje não é mais tecnológico. Ele é regulatório e cultural. Precisamos de um modelo de cobrança nacionalmente integrado, que permita a interoperabilidade entre concessionárias, a comunicação clara com o usuário e meios de pagamento acessíveis, seja tag, cartão ou Pix. Isso vai garantir confiança, transparência e adesão popular.

O Free Flow não é apenas uma mudança técnica; é uma mudança de mentalidade. Representa uma nova forma de pensar mobilidade, sustentabilidade e eficiência. E, mais do que isso, mostra que a inteligência brasileira tem todas as condições de liderar essa transição.

 





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Preços de arroz e feijão caem, mas consumo segue em retração no varejo alimentar em 2025



Vendas em unidades recuaram -1,7% para o arroz e -3,9% para o feijão


Foto: Canva

Dados da Scanntech mostram que, em novembro, o preço médio do arroz caiu expressivos -34,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o feijão ficou -13,1% mais barato. Ainda assim, o consumo seguiu em retração: as vendas em unidades recuaram -1,7% para o arroz e -3,9% para o feijão, uma dinâmica recorrente ao longo de todo o ano de 2025.

Apesar da expressiva retração de 28,6% no preço médio, na comparação entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, o consumo recuou 2,7% em unidades, contribuindo diretamente para o segundo pior desempenho de faturamento da cesta de mercearia básica ao longo de 2025.

A tendência também aparece na análise de novembro versus outubro, quando o arroz teve redução de -2,2% de preço, com recuo de -2,7% nas vendas em unidades, comparado ao mês anterior. No mesmo período, o feijão registrou leve alta de preço (+0,9%) e uma queda ainda mais intensa nas unidades vendidas (-4%).

Mais do que um movimento pontual, os dados reforçam uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. A redução do tamanho das famílias, a urbanização, rotinas cada vez mais aceleradas e a busca por praticidade, além das tendências de saudabilidade, são fatores que podem ajudar a explicar essa transformação.

 





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