sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Alta nos insumos eleva custo do algodão em abril



Custo do algodão sobe e pressiona produtores do Mato Grosso




Foto: Canva

O custo de produção do algodão para a safra 2025/2026 apresentou nova alta em abril, segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (19). O avanço foi puxado principalmente pelos preços dos defensivos agrícolas, fertilizantes e corretivos.

De acordo com o Imea, os custos com defensivos subiram 0,20% no mês, enquanto a classe dos fertilizantes e corretivos registrou aumento de 0,19%. A soma dessas variações elevou o custo total estimado de produção para R$ 10.751,50 por hectare, o que representa um acréscimo de 0,19% em relação ao mês anterior.

O Custo Operacional Efetivo (COE), que inclui gastos diretos da lavoura, também teve alta e passou a ser calculado em R$ 15.363,73 por hectare. Esse valor representa um aumento de 0,47% sobre o apurado em março e uma elevação de 17,36% quando comparado com os dados consolidados da safra 2024/2025.

“O custo atual é o segundo mais alto da série histórica”, aponta o relatório do CPA-MT. Diante disso, o instituto alerta que a próxima safra exigirá atenção redobrada por parte dos produtores. “A produção futura ainda é incerta, e um planejamento mais preciso é indispensável diante dos desafios de rentabilidade”, ressalta o Imea.

O cenário reforça a necessidade de os cotonicultores acompanharem de perto as variações de mercado e adotarem estratégias para mitigar riscos, em especial em um ambiente de custos crescentes e margens pressionadas.





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Estiagem e solo úmido reduzem produtividade da soja


A colheita da soja avança para a reta final no Rio Grande do Sul, marcada por perdas de produtividade em diversas regiões do estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (15), o ciclo 2023/2024 será encerrado com resultados abaixo do esperado, especialmente em áreas afetadas pela estiagem.

Na região administrativa de Bagé, a colheita está próxima da conclusão. Nos municípios de Uruguaiana e Santa Margarida do Sul, os trabalhos já foram finalizados, com perdas que variam entre 40% e 83% em relação às projeções iniciais. Em Manoel Viana e Maçambará, restam cerca de 2 mil hectares a serem colhidos. Nessa área, lavouras irrigadas implantadas após o cultivo do milho apresentam rendimentos entre 2.000 e 2.400 kg/ha, enquanto lavouras de sequeiro, com produtividade inferior a 200 kg/ha, foram abandonadas por inviabilidade econômica.

Na Campanha, a colheita foi interrompida pelas chuvas em 8 de maio. Onde o volume de precipitação foi menor, as atividades foram retomadas em 11 de maio, ainda sob solo úmido, o que dificultou o andamento das operações. Em Bagé, Candiota e Hulha Negra, 90% da área já foi colhida. A produtividade é considerada instável. Segundo a Emater, “há relatos de cultivares de ciclo longo com bom desempenho em áreas de baixa fertilidade”, com rendimentos pontuais de até 3.000 kg/ha, embora predominem produtividades entre 1.800 e 2.000 kg/ha. Algumas lavouras não passaram dos 600 kg/ha.

A área total efetivamente plantada no estado é de 1.097.601 hectares na região de Bagé, com produtividade média de 1.388 kg/ha. Isso representa uma queda de 44% em relação aos 2.480 kg/ha estimados no início da safra.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi concluída com produtividade média de 3.235 kg/ha, redução de 11% em relação à expectativa inicial. A área cultivada totalizou 256.612 hectares. Em Erechim, resta menos de 0,5% da área a ser colhida. A produção média alcança 2.284 kg/ha, uma redução de 35%. Segundo o informativo, apenas 40% da safra foi comercializada até o momento, pois os produtores aguardam melhora nas cotações.

Em Frederico Westphalen, restam apenas 2% das lavouras a serem colhidas, referentes àquelas semeadas em segunda safra. A produtividade ficou em 2.410 kg/ha, cerca de 25% abaixo do projetado. A área cultivada na região foi de 439.240 hectares.

Na regional de Ijuí, os trabalhos se concentram nas lavouras de segundo cultivo, que representam 4% da área e estão em maturação. A produtividade média é de 2.158 kg/ha, o que representa queda de 40% em relação ao esperado. Os agricultores realizam correções de solo e reparos em áreas afetadas por erosão. A área plantada é de 1.009.524 hectares.

Em Lajeado, a produtividade caiu 26%, ficando em 2.507 kg/ha em uma área de 24.669 hectares. Já em Passo Fundo, onde a colheita foi encerrada em 660.847 hectares, a produtividade média é de 2.346 kg/ha, redução de 36%.

Na região de Pelotas, 87% da colheita foi concluída. Em Santa Vitória do Palmar, metade da área ainda aguarda colheita. A produtividade média é de 2.546 kg/ha, queda de 13% sobre a projeção inicial. A área total é de 503.385 hectares.

Em Porto Alegre, a produtividade foi estimada em 2.359 kg/ha, com decréscimo de 23% frente à expectativa inicial. A área cultivada na regional soma 181.791 hectares.





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Essas são as maiores exportadoras da Argentina


A Viterra Ltd. manteve sua posição de destaque como a maior exportadora de commodities agrícolas da Argentina pelo terceiro ano comercial seguido, de acordo com dados divulgados pela Bolsa de Grãos de Rosario com base nas Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE). Durante o ciclo 2023/24, encerrado em março, a empresa exportou 13,55 milhões de toneladas, superando concorrentes como Cargill (11,37 milhões) e COFCO (10,35 milhões). Juntas, as três maiores companhias foram responsáveis por quase 39% das 89,82 milhões de toneladas embarcadas das principais culturas agrícolas do país.

A soja liderou o ranking das exportações argentinas, com 40,88 milhões de toneladas — um aumento de 29% em relação à média das últimas três temporadas. O milho apareceu em seguida, com 37,86 milhões de toneladas, representando um crescimento de 16% na comparação com os três ciclos anteriores. Em contraste, o trigo apresentou forte retração: foram apenas 3,62 milhões de toneladas exportadas, 61% a menos que no ciclo anterior e 70% abaixo da média trienal, devido à seca de 2022/23 e à prorrogação de registros de safras anteriores.

Outras culturas também mostraram desempenhos variados. A cevada teve um volume estável, com 3,83 milhões de toneladas exportadas. O girassol avançou para 2,37 milhões de toneladas, enquanto o sorgo registrou recuperação, atingindo 1,26 milhão de toneladas — embora ainda aquém da média recente.

Entre os maiores exportadores por cultura, a Viterra também liderou nas vendas de soja (8,46 milhões de toneladas) e girassol (990 mil toneladas). A ADM foi a principal exportadora de milho (6,97 milhões), enquanto a Bunge Global SA liderou no trigo (760 mil toneladas). Na cevada, destacou-se a Cervecería y Maltería Quilmes (670 mil toneladas), e no sorgo, a ACA liderou com 320 mil toneladas.

 





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Preços do boi gordo caem novamente



Mercado do boi registra recuos em São Paulo e Paraná




Foto: Divulgação

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado físico do boi gordo registrou queda nos preços em importantes regiões produtoras nesta segunda quinzena de maio. A oferta de animais para abate se manteve firme em São Paulo, o que levou compradores a ofertarem menos e limitarem os negócios. Com isso, houve recuo de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para o chamado “boi China”. Os preços das fêmeas, por outro lado, seguiram estáveis. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias.

No Noroeste do Paraná, a combinação entre boa disponibilidade de animais e incertezas no mercado afetou diretamente as cotações. A pressão veio também dos efeitos da gripe aviária, que geraram dúvidas quanto ao ritmo de escoamento da carne bovina. O boi gordo teve queda de R$ 2,00 por arroba, enquanto vacas e novilhas registraram recuo de R$ 3,00. As escalas de abate seguem, em média, com cobertura de oito dias.

Já no Oeste do Maranhão, a oferta de bovinos foi considerada adequada, mas sem força suficiente para alterar os preços. Assim, as cotações permaneceram estáveis na comparação com o dia anterior. As escalas de abate na região atendem, em média, a sete dias.

No mercado externo, a exportação de carne bovina in natura apresentou crescimento expressivo até a terceira semana de maio. O volume embarcado alcançou 123 mil toneladas, com média diária de 11,2 mil toneladas. Isso representa aumento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 5,1 mil, valor 13,6% superior ao registrado em maio de 2024.





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Startup paranaense apresenta sistema inédito de monitoramento para Silos Bolsa



“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos”


Foto: Divulgação

Diretamente de Curitiba (PR), a Monitoramento estreia na AgroBrasília 2025 com uma proposta inovadora voltada ao campo. Incubada no Vale do Pinhão — ecossistema de inovação do Paraná —, a empresa desenvolveu um sistema inteligente de monitoramento exclusivo para Silos Bolsa, com o objetivo de resolver os principais desafios dessa modalidade de armazenagem.

“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos, por meio do uso de inteligência artificial. O sistema também emite alertas ao produtor caso o silo seja violado, o que evita prejuízos e permite um controle mais eficiente”, explica Giovana Brizzi, gerente comercial da startup.

O diferencial da tecnologia está também na certificação pré-venda, que permite ao produtor demonstrar, com dados, todo o histórico de conservação dos grãos — do ensacamento até o momento da comercialização. “Essa rastreabilidade agrega valor e amplia as possibilidades de venda, além de prolongar a vida útil do Silo Bolsa”, acrescenta Giovana.

A BrasSilo é pioneira no Brasil ao oferecer esse tipo de monitoramento para Silos Bolsa, que são opções mais acessíveis em comparação aos silos estáticos e vêm ganhando espaço por atenderem à crescente demanda de armazenagem no país. A tecnologia já está em uso em propriedades do Paraná e de Goiás, e chega agora ao Distrito Federal com boas expectativas. “Nosso principal desafio é conscientizar o setor de que essas soluções já existem e estão acessíveis. Estamos aqui para mostrar que o produtor pode, sim, contar com tecnologia para resolver problemas antigos”, afirma.

A participação da startup na Vila Startup do AiTec reforça a proposta da AgroBrasília de conectar inovação e agro, reunindo soluções que tornam o campo mais eficiente, seguro e produtivo.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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Inmet alerta para chuvas e ventos de até 100 km/h no noroeste do RS



As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões




Foto: USDA

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja (perigo) para parte do Rio Grande do Sul, destacando o avanço de um sistema frontal que deve provocar chuvas volumosas e ventos fortes no noroeste do estado entre a tarde desta segunda-feira (19) e a madrugada de terça-feira (20).

Segundo o Inmet, os volumes de chuva podem chegar a 100 milímetros, acompanhados de rajadas de vento em torno de 100 km/h. As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões, como Ijuí, São Borja, Santo Ângelo e Santiago. No final de semana, essas cidades já registraram instabilidades. Em São Borja, por exemplo, o acumulado chegou a 46 mm até as 8h desta segunda-feira.

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A previsão aponta ainda que as instabilidades devem se espalhar por outras regiões do estado, com menor intensidade. Cidades do sudeste gaúcho e da Serra, como Pelotas, Bagé, Caxias do Sul e Erechim, estão sob aviso amarelo (perigo potencial), com previsão de chuvas entre 30 mm e 50 mm e ventos que podem atingir até 60 km/h.

Essas condições climáticas também devem atingir o sul de Santa Catarina, exigindo atenção redobrada da população diante do risco de alagamentos, queda de galhos e interrupções pontuais no fornecimento de energia.





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Brasil e Europa devem ganhar espaço na exportação de carne suína



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios
Contudo, o cenário de custos apresenta desafios – Foto: Pixabay

Segundo relatório do Rabobank Brasil, as indústrias de carne suína do Brasil e da Europa estão entre as mais beneficiadas pela atual ruptura comercial entre Estados Unidos e China. Apesar dos esforços chineses para alcançar autossuficiência, com importações representando menos de 5% da oferta total, o país asiático segue como o maior comprador mundial de carne suína. Com uma projeção de crescimento modesto na produção brasileira e europeia em 2025, a reconfiguração nas rotas comerciais tende a favorecer esses dois blocos, impulsionando sua presença no mercado global.

Contudo, o cenário de custos apresenta desafios. Enquanto os preços da ração permanecem mais baixos na América do Norte e na Europa, a América do Sul enfrenta pressões significativas. Estoques domésticos mais restritos, devido à menor oferta, combinados com uma forte demanda de exportação, aumento do uso de milho para biocombustíveis e procura aquecida por ração, têm elevado os preços do grão. A desvalorização do real frente ao dólar também contribui para o encarecimento da alimentação animal no Brasil.

Problemas sanitários continuam afetando a oferta global, com surtos persistentes de doenças na América do Norte e Ásia. Recentemente, a Europa enfrentou novos casos de febre aftosa, o que causou interrupções comerciais pontuais. Diante desse cenário, medidas de biosseguridade seguem sendo essenciais para garantir a estabilidade do setor e evitar perdas significativas.

Uma novidade promissora vem dos Estados Unidos, onde foi aprovada uma tecnologia de edição genética capaz de criar suínos resistentes à síndrome reprodutiva e respiratória (PRRSv). Essa inovação pode representar um avanço importante na redução de perdas produtivas e no fortalecimento sanitário da cadeia suinícola mundial a longo prazo.

 





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Colheita de arroz no RS chega a 97% com alta produtividade



“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade”



 “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia"
“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia” – Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Segundo dados do IRGA divulgados em 15 de maio, a colheita do arroz no Rio Grande do Sul já alcança 97,02% da área plantada (941.371 ha dos 970.194 ha semeados), com destaque para a conclusão total na Planície Costeira Externa. As regiões da Zona Sul, Fronteira Oeste, Planície Costeira Interna e Campanha também estão praticamente finalizadas, enquanto a Região Central segue com 84,6% da área colhida. As informações são de Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações.

Apesar do avanço na colheita e da alta produtividade da safra 2024/25, o momento é de preocupação para o setor orizícola. De acordo com Cardoso, produtores e indústrias estão com margens apertadas, impactados por custos elevados e preços de venda em queda, mesmo com uma boa performance no campo.

Nas prateleiras dos supermercados, os consumidores encontram o arroz com preços entre R\$ 16,00 e R\$ 20,00 por pacote de 5 kg — uma das poucas boas notícias na cesta básica em tempos de inflação resistente. A abundância da oferta, no entanto, não se traduz em rentabilidade para o produtor.

Diante desse cenário, o desafio passa a ser a busca por soluções que conciliem produtividade e sustentabilidade econômica. Sérgio Cardoso destaca a importância de uma gestão comercial mais estratégica, com foco em agregar valor ao produto e garantir a viabilidade da cadeia produtiva, mesmo em anos de safra cheia. “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia. O setor precisa de atenção e inteligência comercial para evitar uma crise de rentabilidade mesmo em cenário de safra cheia”, conclui.

 





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Adjuvantes agrícolas ganham destaque em eventos




"Um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas"
“Um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas” – Foto: Pixabay

O pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador do programa adjuvantes da Pulverização, realiza duas apresentações no próximo dia 21 para públicos distintos, abordando a importância dos adjuvantes agrícolas. Pela manhã, ele participa da Semana Agronômica da Unesp de Jaboticabal (SP), voltada aos alunos de agronomia. À tarde, o foco será o setor sucroenergético, durante o Herbishow, em Ribeirão Preto, com ênfase no controle de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar.

Criado a partir de uma parceria entre o setor privado e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), o programa, que completa 18 anos em 2025, atua no apoio à indústria nacional de adjuvantes, promovendo a qualidade desses produtos. Um dos marcos da iniciativa é o Selo Oficial de Funcionalidade, chancela técnica concedida pelo IAC a adjuvantes avaliados no centro de pesquisas em Jundiaí.

Segundo Ramos, mais de 40 empresas já aderiram ao programa, submetendo mais de 100 marcas à análise. Ele destaca que adjuvantes são essenciais para melhorar a eficácia de defensivos agrícolas e evitar perdas nas pulverizações. “Associado a um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas relacionadas aos investimentos do produtor no controle de pragas, doenças e invasoras”, ele exemplifica.

O objetivo, reforça Ramos, é estabelecer um sistema oficial e unificado de certificação no médio prazo. Instalado em área de 110 mil m² aos pés da Serra do Japi, o CEA do IAC desenvolve mais de 30 projetos nas áreas de mecanização, agricultura regenerativa, viticultura, cana-de-açúcar e tecnologias de aplicação. “O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo que no médio prazo visa a auxiliar o estabelecimento de normas que ancorem um sistema oficial de certificação, unificado, para tais produtos”, finaliza Hamilton Ramos.

 





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Novas soluções para a agricultura pautam feira


Durante a 30ª edição da Hortitec, realizada entre 25 e 27 de junho em Holambra (SP), a Biotrop apresentou um portfólio completo de soluções biológicas voltadas à horticultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar. A empresa, referência em insumos naturais para o agronegócio, aproveitou a maior feira do setor para destacar como seus produtos atendem às exigências de um mercado cada vez mais preocupado com práticas agrícolas regenerativas e saudáveis.

“Além disso, favorecem a saúde do solo, preservam a biodiversidade e são menos agressivos ao meio ambiente. Sua aplicação também está alinhada às demandas dos mercados mais exigentes e ao manejo integrado, oferecendo soluções que auxiliam no controle seguro e eficiente de pragas e doenças em diferentes cultivos. Assim, os biológicos representam um caminho estratégico para uma horticultura mais moderna, produtiva e responsável”, detalha Elton Visioli, Gerente de Unidade de Negócios da Biotrop.

Entre os destaques apresentados estão o Biobrev Full, bioinseticida eficaz no controle da traça-do-tomateiro; o Bombardeiro, biofungicida de amplo espectro; e o Biomagno, insumo multifuncional com ação biofungicida e bionematicida. Os visitantes também puderam conhecer o Agrobiota, serviço exclusivo de análises metagenômicas do solo que, aliado à IA EVA, oferece diagnósticos personalizados e recomendações precisas para um manejo mais eficiente.

Além da presença na feira, a Biotrop realizou a 2ª edição do Hortinov, evento técnico em parceria com a Sakata Seed, promovendo experiências práticas com os produtos diretamente no campo. A iniciativa reforça o papel da empresa como agente transformador da horticultura brasileira, ao combinar inovação tecnológica com responsabilidade ambiental.

“A partir da identificação e interpretação dos microrganismos de determinada área, é possível entender suas interações e impactos na saúde e nutrição das plantas. Esses dados são disponibilizados em uma plataforma exclusiva da Biotrop, que também oferece recomendações de manejo personalizadas e sugestões de bioinsumos mais adequados para cada situação, aumentando a eficiência das decisões no campo”, conclui.

 





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