quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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ABAG vê risco ao agro com tarifa de Trump


A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) se manifestou com preocupação diante da tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025. Para a entidade, a medida impactará negativamente toda a cadeia produtiva exportadora do agro nacional, com efeitos diretos sobre carnes, açúcar, café, suco de laranja, papel e celulose.

O anúncio foi feito por Trump na quarta-feira (9), por meio de uma carta publicada na rede social Truth Social e enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, o republicano criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), classificando decisões da Corte como “ataques insidiosos à liberdade de expressão”, além de chamar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “caça às bruxas” e “vergonha internacional”.

Na visão da ABAG, a decisão carece de fundamentos econômicos. A associação relembra que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil nos últimos anos e considera o país um parceiro estabelecido e confiável. Para a entidade, a medida tem viés político e precisa ser tratada com diplomacia antes de entrar em vigor. “Essa ação prejudica não só o exportador brasileiro, mas também o consumidor americano”, afirmou a associação.

O governo brasileiro reagiu com firmeza, mas sem acirrar o tom. Em publicação no X (antigo Twitter), Lula afirmou que “o Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém”. O presidente ainda contestou a narrativa americana sobre desequilíbrios no comércio bilateral. “Dados do próprio governo dos EUA apontam um superávit de US$ 410 bilhões em favor dos americanos nos últimos 15 anos”, ressaltou.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também criticou a taxação, considerando-a injusta e prejudicial à economia dos próprios Estados Unidos. “Há uma integração comercial. O Brasil é o terceiro maior comprador de carvão siderúrgico americano. Ao taxar, encarecem a própria cadeia”, afirmou Alckmin, que defendeu a manutenção do diálogo: “Temos 200 anos de amizade com os EUA”.

Além da nova alíquota, Trump anunciou uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que pode abrir espaço para outras medidas punitivas. O republicano também sugeriu que empresas brasileiras transfiram sua produção para território americano como alternativa à tarifa.

Com a data-limite se aproximando, a expectativa da ABAG e do governo brasileiro é por um avanço diplomático que reverta ou minimize os efeitos da medida. Por ora, o setor agroexportador se prepara para possíveis perdas em um de seus maiores mercados consumidores.





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Guerra, fertilizantes e a revolução dos bioinsumos


A dependência brasileira de fertilizantes sintéticos importados é uma bomba-relógio geopolítica. O País importa 85% dos fertilizantes que utiliza, com a Rússia respondendo por 23% desse total e o Irã por 17% das importações de ureia (1). A guerra na Ucrânia em 2022 já havia exposto essa fragilidade: os preços do cloreto de potássio (KCl) dispararam de US$ 300 para US$ 1.200 por tonelada, pressionando os custos de produção em plena safra recorde. Agora, em junho de 2025, o conflito Israel-Irã volta a expor o País ao risco de desabastecimento e ao aumento expressivo nos custos de produção.

A paralisação de fábricas iranianas de ureia (que produzem 9 milhões de toneladas/ano) e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram 20% da oferta global de nitrogenados, elevando os preços da ureia de US$ 398 para US$ 435/tonelada em 4 dias (+9,3%).

Impactos imediatos: logística, custos e desabastecimento

Um agravante é que a guerra entre Israel e Irã não afeta apenas preços, mas toda a cadeia logística. O ponto crítico é o risco no Estreito de Ormuz, por onde passam 20 milhões de barris de petróleo/dia e 42% das exportações globais de ureia. Um bloqueio iraniano elevaria fretes marítimos e custos de seguros, impactando de 15 a 20% dos custos de importação brasileiros (2,3).

Cálculos ilustram que, em se mantendo a tendência atual, a relação de troca é insustentável: produtores de milho precisam de 75 sacas para comprar uma tonelada de ureia, ante 60 sacas antes do conflito – o pior patamar desde 2022.

Além disso, o timing é crítico. As compras para a safrinha 2025/26 (milho, algodão) estão em curso, e o desabastecimento pode afetar o plantio a partir de setembro 

Bioinsumos: resposta estratégica à crise

Os biofertilizantes vêm se apresentando como alternativa viável e urgente nesses contextos, com vantagens comprovadas. Vejamos:

a.         Redução de dependência: Produzidos localmente a partir de resíduos agroindustriais (vinhaça, tortas vegetais) e microrganismos endêmicos, eliminam riscos geopolíticos; 

b.         Economia de 30 a 40% nos custos: Enquanto a ureia sintética dispara, bioinsumos mantêm preços estáveis, com potencial de economizar US$ 5,1 bilhões/ano nas culturas de milho, trigo e cana.

Benefícios ambientais: Inoculantes como Azospirillum brasilense reduzem em 30% o uso de nitrogênio sintético em soja e milho e cortam emissões de N?O (gás 300x mais poluente que CO?) em 70% .

 Gargalos e soluções: o papel das políticas públicas

Apesar do potencial, a transição dos produtos sintéticos para os bioinsumos enfrenta grandes obstáculos em diferentes dimensões:

a.         Regulatório: O registro de novos produtos na Mapa/Anvisa leva até três anos, desincentivando inovações; 

b.         Escala industrial: O Brasil precisa ampliar a capacidade da oferta, sendo que utilizando as biofábricas, por exemplo, seria necessário atender 30 milhões de hectares até 2026, o que requer R$ 10 bilhões em investimentos; 

c.         Falta de métricas: Não há dados sistematizados sobre elasticidade-preço entre sintéticos e bioinsumos, dificultando políticas de subsídios eficazes. 

Medidas propostas para reduzir os impactos negativos:

. Acelerar o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF): Com metas para expandir em 25% a produção de organominerais até 2025 e triplicar a área com microrganismos até 2027; 

. Criar um “BioIndex” nacional: Um índice em tempo real para monitorar preços, demanda e estoques de bioinsumos, permitindo ajustes ágeis em subsídios e contratos. 

Conclusão: da vulnerabilidade à liderança verde

As guerras no Leste Europeu e Oriente Médio escancararam uma verdade inconveniente: o modelo de dependência de fertilizantes sintéticos é insustentável economicamente e estrategicamente.

Os bioinsumos não são mais uma alternativa marginal, mas um pilar de segurança alimentar e soberania tecnológica.

O Brasil tem 60% das terras agrícolas tropicais do planeta e potencial para liderar uma revolução bio-based. Para isso, precisa:

. Converter crise em ação: Usar o PNF para reduzir as importações de 85% para menos de 60% até 2030.

. Posicionar-se como exportador de tecnologia verde: Bioinsumos são a chave para transformar vulnerabilidade em vantagem competitiva global.

. A resposta do Brasil definirá não apenas seu futuro agrícola, mas seu papel na geopolítica da alimentação do século XXI. A hora dos bioinsumos é agora!!





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Seguro rural no Brasil: urgência e tecnologia


O agronegócio brasileiro enfrenta um momento delicado, com um número recorde de pedidos de recuperação judicial, chegando a quase 1.300 apenas em 2024. Essa realidade evidencia a urgência e a importância estratégica do seguro rural para garantir a sustentabilidade financeira dos produtores e das cadeias produtivas do setor.

Segundo dados da Agrotools, apesar de o seguro rural existir no Brasil há mais de 20 anos, a adesão ainda é extremamente baixa: apenas 10% da área agrícola está segurada, enquanto nos Estados Unidos esse índice chega a 80%. Entre os principais obstáculos estão a falta de informação, a burocracia e a pouca incorporação de tecnologia nas operações.

A baixa adesão ao seguro rural não está ligada apenas ao custo ou à burocracia. A digitalização do campo, com o uso de inteligência artificial, surge como uma solução promissora para ampliar a proteção e acelerar os processos. Esse avanço tecnológico pode facilitar a contratação, a análise de risco e o pagamento de indenizações, tornando o seguro mais acessível para os produtores.

Recentemente, o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul reacendeu o debate sobre a necessidade de proteção no campo. Em resposta, o governo federal remanejou R$ 210 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para apoiar os produtores afetados. Além disso, projetos como o PL 2951/2024, que propõe a criação de um fundo de catástrofe, indicam que o tema está ganhando espaço na agenda pública como prioridade para o agronegócio.

Mais do que um mecanismo para evitar perdas, o seguro rural pode transformar a previsibilidade financeira no campo. Com maior segurança, as empresas rurais conseguem planejar melhor suas operações, facilitar o acesso a crédito, fortalecer relações com fornecedores e reduzir riscos ao longo da cadeia produtiva.

Startups e empresas de tecnologia, como a Agrotools, têm mostrado que a inovação é fundamental para tornar o seguro rural viável, acessível e eficiente. O futuro do agronegócio passa pela integração entre proteção, dados e tecnologia, garantindo resiliência mesmo diante de desafios climáticos e econômicos.





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Aveia-branca ocupa mais de 90% da área prevista



Geadas afetam fase reprodutiva da aveia no RS




Foto: Canva

A semeadura da aveia-branca alcançou 92% da área prevista no Rio Grande do Sul, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10). O avanço foi favorecido por dias consecutivos de sol e pela redução da umidade excessiva no solo.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “a continuidade do tempo firme e a elevada radiação solar favoreceram o estabelecimento das áreas recentemente semeadas e contribuíram para a recuperação das lavouras implantadas em junho”. As lavouras estão, em sua maioria, na fase vegetativa (88%), enquanto 9% se encontram em floração e 3% no enchimento de grãos, principalmente na região Noroeste do estado.

As geadas intensas registradas nos últimos dias causaram danos pontuais nas folhas e atingiram estruturas reprodutivas em lavouras mais adiantadas, o que poderá reduzir o potencial produtivo nessas áreas. O estado fitossanitário, no entanto, é considerado satisfatório até o momento.

Os produtores seguem com os tratos culturais, com foco na adubação nitrogenada em cobertura, aplicação preventiva de fungicidas e controle de plantas daninhas. A estimativa é de que sejam cultivados 401.273 hectares, com produtividade média prevista de 2.254 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o avanço da semeadura ocorreu com a melhora das condições de solo, mas o acesso de máquinas ainda foi dificultado em áreas mais úmidas. Em Hulha Negra, o excesso de chuvas em junho resultou em baixa densidade de plantas, exigindo replantio em extensas áreas. Em alguns casos, houve necessidade de uso de grade para corrigir sulcos provocados pela erosão.

Na região de Frederico Westphalen, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 30% em florescimento, fase prejudicada pelas temperaturas mais baixas. Já na região de Ijuí, as lavouras apresentaram melhora no desenvolvimento e na coloração foliar, mas as geadas afetaram plantas em estádio reprodutivo, com danos observados em inflorescências e necrose nas hastes principais em fase de emissão de panícula. Apesar disso, a área comprometida é pequena em relação ao total cultivado.





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Preço do boi gordo cai após feriado e tarifas dos EUA


O mercado do boi gordo iniciou a quinta-feira (10) com retração nas praças paulistas, segundo a análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria. A combinação do feriado estadual e do anúncio de novas tarifas comerciais de 50% contra o Brasil pelo presidente dos Estados Unidos gerou incertezas e afastou os principais compradores do mercado.

De acordo com a consultoria, “a grande parcela da indústria exportadora do estado tinha saído das compras e, se não saiu, estava prestes a sair, independentemente se exporta seus produtos aos Estados Unidos da América ou não”. O movimento de retração atingiu também os compradores voltados ao mercado interno, ainda que de forma mais moderada.

A menor atuação da indústria favoreceu a permanência de uma pequena parte dos compradores no mercado, que buscaram alongar as escalas de abate diante da ausência de concorrência. As escalas mais confortáveis dos últimos dias permitiram que as indústrias se retirassem das compras sem comprometer a produção de curto prazo. A percepção predominante no setor é de preocupação.

Apesar do cenário de retração, negócios esporádicos foram registrados no início da manhã, durante o feriado e nos primeiros dias da semana. Nessas operações, a oferta superou a demanda, o que resultou na queda de R$1,00 por arroba para os machos e de R$2,00 por arroba para as fêmeas. Em São Paulo, as escalas de abate estão, em média, para oito dias.

Em Mato Grosso do Sul, a situação também foi marcada por lentidão nas negociações. A maior oferta de animais nas últimas semanas pressionou os preços em algumas regiões, acompanhando o movimento de cautela observado em São Paulo.

Na região de Três Lagoas, o preço do boi gordo recuou R$3,00 por arroba. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate na localidade estão projetadas, em média, para nove dias.

Já em Dourados, os preços se mantiveram estáveis e as escalas estão, em média, para seis dias.

 





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Geada antecipa fim da colheita da batata-doce em Feliz



Produtores já preparam nova safra em Feliz no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita da batata-doce está em fase final na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, especificamente no município de Feliz. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10), as geadas registradas nos últimos dias praticamente encerraram a safra 2024.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “os produtores já estão encomendando mudas para a próxima safra”. Apesar das baixas temperaturas que marcaram o fim do ciclo, não foram registrados problemas fitossanitários nas lavouras.

A comercialização da batata-doce tem variado entre R$ 1,50 e R$ 2,00 o quilo, conforme apuração da entidade.





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Tarifa de 10% dos EUA e valorização do euro terá impacto sobre exportações…


Logotipo Reuters

SINTRA, Portugal (Reuters) – Uma tarifa de 10% dos Estados Unidos sobre produtos europeus, combinada com uma valorização semelhante ou maior do euro em relação ao dólar, teria um impacto significativo sobre as exportações da zona do euro, disse o membro do Banco Central Europeu, Martins Kazaks.

Como as negociações comerciais entre os EUA e a UE permanecem incertas, economistas estão especulando sobre as condições que podem levar o BCE a intervir com novos cortes nas taxas de juros para apoiar a economia da zona do euro.

Kazaks disse que as importações da zona do euro já seriam afetadas por uma tarifa de 10% dos EUA – a linha de base com a qual as autoridades da UE se conformaram – e por um aumento de 10% ou mais na taxa de câmbio do euro em relação ao dólar, o que seria apenas 1% a mais do que o ganho desde o Dia da Libertação.

Tarifas mais altas no exterior e uma moeda mais forte tornam as exportações de uma região mais caras.

“Se houver uma tarifa de 10% mais uma valorização da taxa de câmbio do euro de mais 10%, isso é grande o suficiente para afetar a dinâmica das exportações”, disse ele à Reuters no fórum anual do BCE sobre bancos centrais em Sintra, Portugal.

O euro estava sendo negociado a US$1,178 nesta terça-feira, com alta de 13,8% desde o início do ano e de 8,9% desde o início de abril.

Kazaks descreveu a economia da zona do euro como “fraca”, embora ainda apresente “algum crescimento”, acrescentando que a inflação está “mais ou menos” na meta de 2% do banco central, o que implica pouca necessidade de grandes mudanças.

A última projeção do BCE apontou a inflação na meta de 2,0% este ano, antes de cair para 1,6% no ano seguinte e retornar a 2,0% em 2027.

“A maior parte do ajuste de juros já foi feita”, disse Kazaks, repetindo sua posição anterior. “Se houver mais cortes, eles serão pequenos e terão valor de sinalização, desde que permaneçamos no cenário base.”

Ele também alertou que a China “está começando a despejar produtos na Europa”, o que tanto reduzirá a inflação quanto prejudicará a competitividade europeia.

(Reportagem de Francesco Canepa)





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Frio intenso impacta floricultura paulista e destaca uso de estufas



Estufas ajudam floricultores a enfrentar o frio




Foto: Divulgação

As baixas temperaturas registradas em regiões agrícolas do estado de São Paulo têm provocado impactos significativos na cadeia produtiva da floricultura. De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o frio intenso compromete o desenvolvimento das plantas, retardando o crescimento e a floração, o que influencia diretamente na qualidade e no período de produção das flores.

A floricultura paulista responde por cerca de 37% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional do setor e movimenta, anualmente, mais de R$ 8,4 bilhões, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A atividade também é responsável por gerar aproximadamente 130 mil empregos diretos.

Para mitigar os efeitos adversos do clima, o uso de estufas tem se mostrado essencial. As estruturas permitem o controle de temperatura, umidade e luz, possibilitando a continuidade da produção mesmo em períodos desfavoráveis. O estado de São Paulo é referência nacional na utilização de ambientes controlados na produção de flores e plantas ornamentais.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), oferece uma linha de crédito voltada à Agricultura Sustentável. O financiamento permite a implementação de estufas com limite de até R$ 250 mil, juros de 3% ao ano, prazo de pagamento de até 84 meses e carência de até 48 meses, respeitando o ciclo produtivo das culturas.





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Paraná pode colher 423 mil toneladas de cevada em 2025


O plantio da cevada no Paraná alcançou 90% da área prevista para a safra de 2025, segundo dados do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O avanço de 13 pontos percentuais na primeira semana de julho foi favorecido pela boa disponibilidade de água no solo e pela previsão de tempo firme, o que deve garantir a conclusão da semeadura ainda neste mês.

As lavouras vêm sendo implantadas em condições consideradas favoráveis. “A expectativa é de que o ritmo de plantio continue nas próximas semanas, com condições propícias à cultura”, informou o boletim. No entanto, os técnicos alertam para possíveis impactos pontuais das geadas registradas até o momento. Também há preocupação com o excesso de umidade e a baixa incidência de radiação solar em determinados dias, fatores que podem aumentar a incidência de doenças. Segundo o Deral, as aplicações de fungicidas já foram retomadas para conter esse risco.

A previsão meteorológica indica baixa probabilidade de geadas fortes e generalizadas ao longo de julho, o que reforça a projeção positiva para o ciclo atual. Até o momento, 90% das lavouras estão em boas condições, enquanto 10% apresentam situação considerada mediana. Apenas uma parcela mínima encontra-se em condição ruim.

Para 2025, a produção paranaense de cevada está estimada em 423 mil toneladas, volume 43% superior ao registrado em 2024, quando foram colhidas 296 mil toneladas. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento de 20% na área cultivada, que deve atingir 96,9 mil hectares ao final da semeadura, ante os 80,5 mil hectares do ciclo anterior.

Segundo o Deral, o resultado dependerá da produtividade ao longo da safra. Em 2024, a média foi de 3,7 toneladas por hectare, impactada pela seca nos Campos Gerais. A expectativa para 2025 é de 4,4 toneladas por hectare, desde que não ocorram eventos climáticos adversos como seca prolongada, geadas tardias ou excesso de chuvas durante a colheita.

Embora alguns produtores iniciem a colheita em agosto, a intensificação dos trabalhos está prevista apenas a partir de outubro.





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Qualidade da mandioca cai após geadas



Temperaturas negativas afetam raízes no campo




Foto: Canva

As lavouras de mandioca do Rio Grande do Sul foram impactadas pelas geadas registradas nos últimos dias, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. Na região administrativa de Santa Rosa, o frio intenso provocou o encerramento do ciclo vegetativo de plantas que ainda apresentavam folhas, além de reduzir a qualidade das raízes.

De acordo com a Emater, o índice exato de danos ainda será confirmado, mas há preocupação com o endurecimento da casca da raiz em função das baixas temperaturas. A situação também pode comprometer a implantação dos novos cultivos. “Os produtores que não armazenaram ramas devem enfrentar dificuldades, especialmente devido às geadas intensas e às temperaturas que chegaram a níveis inferiores a 0 °C”, informa o boletim.

Na mesma região, o preço da mandioca com casca está em R$ 4,00 por quilo, enquanto a descascada é comercializada entre R$ 7,50 e R$ 9,00 o quilo.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. No entanto, as geadas e o frio também levantam dúvidas sobre a qualidade das raízes. Os preços praticados nesta safra variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos, valores considerados inferiores aos registrados em períodos anteriores.





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