quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Medida provisória libera R$ 6 bilhões para renovação de frota de caminhões


O governo federal editou uma medida provisória que autoriza a destinação de até R$ 6 bilhões para a criação de linhas de financiamento para a aquisição de caminhões novos ou seminovos, com foco na renovação da frota de transporte de cargas. A medida provisória (MP 1.328/2025) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (16). 

Os recursos devem ser usados para financiar pessoas físicas e jurídicas do setor de transporte rodoviário de cargas — o que inclui, por exemplo, transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas.

A gestão dos recursos ficará a cargo do Ministério da Fazenda. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará como agente financeiro.

A MP 1.328/2025 já está em vigor (já que todas as medidas provisórias começam a valer assim que são editadas pela Presidência da República). Mas, conforme prevê a Constituição, terá de ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional para se converter definitivamente em lei.

Os financiamentos previstos na MP 1.328/2025 são reembolsáveis, ou seja, os valores têm de ser devolvidos. O texto estabelece que, no caso de caminhões novos, apenas veículos de fabricação nacional poderão ser financiados.

Para caminhões seminovos, o texto determina que o crédito será restrito a transportadores autônomos e cooperados. Além disso, as linhas de financiamento devem prever critérios de conteúdo nacional mínimo e de sustentabilidade ambiental, social e econômica, que ainda têm de ser detalhados em ato do Poder Executivo.

A medida provisória também permite condições diferenciadas — relacionadas a taxas, prazos e carência — para quem entregar como contrapartida veículos antigos (com mais de 20 anos de fabricação) ou optar por modelos mais eficientes e de menor impacto ambiental. 

Além da renovação de frota, a MP 1.328/2025 altera regras de outra medida provisória, a MP 1.314/2025, com a ampliação das possibilidades de liquidação ou amortização de dívidas rurais.

A mudança permite o uso de linha de crédito rural para quitar operações contratadas entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025, inclusive aquelas renegociadas ou prorrogadas, desde que atendam às condições de adimplência previstas no texto.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de cereais de inverno encerra ciclo com desafios para o trigo e oportunidades para aveia e cevada em Santa Catarina


A safra catarinense de cereais de inverno chega ao fim marcada por trajetórias distintas entre trigo, aveia e cevada. A combinação de preços pressionados no mercado internacional e menor atratividade econômica reduziu a área cultivada com trigo no Estado. Por outro lado, aveia e cevada se constituem em alternativas de inverno importantes para geração de renda, diversificação da produção e conservação de solo.

No caso da cevada, a rentabilidade foi favorecida pela adoção de contratos antecipados entre produtores, cooperativas e a indústria, o que garantiu preços e reduziu riscos de comercialização. A aveia, por sua vez, reforçou seu papel tanto como opção econômica quanto como cultura estratégica para o manejo do solo e a diversificação dos sistemas produtivos.

Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, João Rogério Alves, o trigo colhido no Estado tem sido considerado de ótima qualidade, no entanto, nem todas as notícias são boas. “O ponto negativo fica por conta da redução da área plantada nesta safra. Com isso, a produção total em Santa Catarina deve registrar uma diminuição de 11,5%, chegando a aproximadamente 382 mil toneladas”, explica.

“O cenário não é dos melhores, já que o mercado internacional mantém a commodity em baixa. A grande oferta global, aliada à expectativa de super safra em países vizinhos, como a Argentina, deve manter a pressão sobre os preços no mercado nacional nos próximos meses”, conclui Alves.

Embora a participação de Santa Catarina na produção nacional desses cereais seja pouco expressiva, trigo, aveia e cevada mantêm relevância sob os aspectos agronômico e socioeconômico. O mercado catarinense, no entanto, sofre influência direta dos estados vizinhos. Rio Grande do Sul e Paraná lideram a produção nacional e são determinantes na formação dos preços pagos aos produtores, condicionando o comportamento do mercado em território catarinense.

No vídeo abaixo, João Rogério Alves, da Epagri/Cepa, comenta os destaques das safras de cereais de inverno em Santa Catarina, entre produtividade, qualidade e área plantada. Ele também aponta desafios e oportunidades para trigo, aveia e cevada.

Os preços do trigo seguem em queda em Santa Catarina. Em novembro, o valor médio recebido pelos produtores recuou 2,37% na comparação mensal, com a saca de 60Kg cotada a R$62,20, acumulando desvalorização de 13,44% frente a novembro do ano passado. O movimento baixista acompanha o cenário internacional, marcado pelo aumento da oferta mundial e pelo avanço das exportações, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o que mantém pressão sobre as cotações no mercado interno.

No campo, a colheita já alcança cerca de 75% da área cultivada, com predominância de boas condições nas lavouras remanescentes. Para a safra 2025/26, a estimativa indica redução de 14,5% na área plantada, que deve somar 105,1 mil hectares. Apesar da projeção de aumento de 3,5% na produtividade média, a produção total de trigo em Santa Catarina deve recuar 11,55%, totalizando 382,3 mil toneladas.

O desempenho da aveia e da cevada em novembro reforça o papel desses cereais de inverno como alternativas agronômicas e socioeconômicas viáveis em Santa Catarina, apesar da participação pouco expressiva do estado no mercado nacional. A formação de preços segue fortemente influenciada por Paraná e Rio Grande do Sul, principais produtores do país. No caso da aveia, os preços no mercado paranaense apresentaram queda anual de 3,70%, enquanto em Santa Catarina houve estabilidade na comparação anual. 

Para a cevada, o cenário é mais favorável do ponto de vista econômico. A comercialização ocorre majoritariamente por meio de contratos antecipados com indústrias e cooperativas, voltados à produção de cevada cervejeira. Em 2025, grande parte desses contratos foi fechada em valores atrativos, e as boas produtividades obtidas devem resultar em margens positivas, mesmo com preços atuais inferiores aos de um ano atrás. 

Em Santa Catarina, o Sistema de Monitoramento de Safras da Epagri/Cepa aponta que a área de aveia destinada à produção de grãos recuou 3,47% na safra 2025/26, totalizando cerca de 34,2 mil hectares. Ainda assim, o ganho de produtividade, impulsionado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, resultou em crescimento de 5,84% na produção estadual, próxima de 52 mil toneladas. Já a cevada manteve área reduzida, com 440 hectares cultivados, mas a safra se destacou pela elevada qualidade industrial, reflexo do manejo técnico e do cultivo sob contratos, assegurando mercado e rentabilidade aos produtores catarinenses.

O Boletim Agropecuário é uma publicação mensal produzida pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa). A edição reúne informações atualizadas sobre produção, preços, clima e mercado, funcionando como um termômetro do desempenho do agronegócio catarinense. O conteúdo completo deste mês está disponível neste link. Confira os destaques das principais culturas do agro de Santa Catarina presentes no Boletim Agropecuário de dezembro de 2025:

O mercado de arroz em Santa Catarina segue pressionado por excesso de oferta, demanda industrial fraca e dificuldades nas exportações, o que levou os preços ao produtor a ficarem 52% abaixo dos níveis de 2024 e inferiores aos custos de produção. Mesmo com medidas de apoio anunciadas pela Conab, o volume é considerado insuficiente para reverter a conjuntura. As exportações catarinenses recuaram 56% no ano, e, para a safra 2025/26, projeta-se redução de área e produtividade, com produção estimada em 1,22 milhão de toneladas, em um ambiente de elevada incerteza para o setor.

Os preços do feijão em Santa Catarina recuaram em novembro, com queda mensal de 2,32% para o feijão-carioca, cotado a R$ 156,32/sc, e de 2,43% para o feijão-preto, a R$ 120,63/sc, valor 52,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024. A pressão baixista está associada à boa disponibilidade de produto, à proximidade da nova safra, à liquidação de estoques pelos produtores e, no caso do carioca, ao aumento da oferta proveniente do Sudoeste Paulista. No campo, 72% da área da primeira safra já havia sido semeada até o fim de novembro, com lavouras majoritariamente em boas condições. Para a safra 2025/26, estima-se redução de 5,5% na área plantada, para 33 mil hectares, produtividade estável em 2.068 kg/ha e produção de 68,2 mil toneladas, queda de 4,8% em relação à safra anterior.

O preço do milho em Santa Catarina apresentou leve recuperação entre setembro e novembro, com alta de 0,46% no último mês e indicativo de elevação no início de dezembro, sustentado pela retração dos vendedores e pela retomada da demanda para recomposição de estoques. Ainda assim, a safra recorde no Brasil e nos Estados Unidos mantém pressão sobre as cotações. Para 2025/26, projeta-se aumento de 0,82% na área cultivada, com redução estimada de 11,3% na produtividade e queda de 10,6% na produção. O plantio da safra de verão está concluído e, apesar das irregularidades climáticas no Oeste do estado, o desenvolvimento das lavouras segue, até o momento, dentro de uma perspectiva positiva.

Em novembro, o preço médio da soja ao produtor em Santa Catarina registrou alta de 1,5%, alcançando R$ 125,86/sc, mantendo-se estável no início de dezembro, impulsionado pelo forte ritmo das exportações brasileiras no período. Ainda assim, a elevada produção na América Latina e o aumento da oferta global da oleaginosa mantêm pressão sobre as cotações no fim do ano. Para a safra 2025/26, a estimativa inicial aponta redução de 1,75% na área plantada no estado. O plantio da primeira safra está praticamente concluído, com lavouras em desenvolvimento vegetativo e condições, em geral, entre boas e ótimas, apesar do estresse hídrico pontual causado por altas temperaturas e períodos de estiagem no início de dezembro.

Entre outubro e novembro de 2025, os preços da banana em Santa Catarina recuaram, puxados principalmente pela banana-caturra, que registrou desvalorização de 15,9% com aumento da oferta e perda de qualidade associada às altas temperaturas, apesar de ainda apresentar valorização frente a 2024. Para dezembro, a expectativa é de novas quedas, influenciadas pela menor demanda escolar e pela concorrência com frutas da estação. Na banana-prata, a desvalorização recente foi menor, e o mercado projeta recuperação de preços com a redução da oferta e menor competição no verão. Na média, as cotações caíram 13,6% entre outubro e novembro. Para a safra 2025/26, estima-se leve redução de 0,41% na produção total de banana, mesmo com aumento de área, com predomínio do Norte Catarinense, que concentra mais de 85% da produção estadual.

A colheita do alho em Santa Catarina avança com cerca de 60% dos canteiros já colhidos e qualidade considerada muito boa. Neste período, ainda não há registro de preço ao produtor, já que as vendas devem ocorrer a partir de janeiro de 2026, após a cura do produto. No atacado, a caixa de 10 quilos do alho nobre tipo 4 ou 5 foi comercializada a R$ 183,33, leve alta de 0,6% em relação ao mês anterior. As estimativas apontam aumento médio de produtividade para 11.251 kg/ha, o que, aliado à expansão de 13,8% da área cultivada, deve resultar em crescimento de 16,7% na produção, estimada em 8.438 toneladas. As importações permaneceram praticamente estáveis em novembro, com alta de 5,9%, totalizando 4,69 mil toneladas, principalmente provenientes da Argentina, China, Egito e Peru.

A cebola catarinense iniciou a comercialização para outros estados a partir de novembro ao preço de R$ 20,00 a saca de 20 quilos, valor 8,45% superior ao registrado no mesmo período de 2024, enquanto no mercado atacadista estadual a cotação média foi de R$ 44,21. As perspectivas para a safra 2025/26 seguem positivas, com expectativa de produção de 598 mil toneladas e produtividade média de 30,8 t/ha, o que representa aumento de cerca de 7,5% em relação à safra anterior, mesmo após registros pontuais de granizo e haste floral. Até o início de dezembro, 11% da área já havia sido colhida. A colheita poderá se extender até meados de janeiro. No comércio exterior, novembro registrou importações de 327 toneladas da Argentina e da Espanha.

O preço do boi gordo em Santa Catarina apresentou leve alta de 0,4% nas duas primeiras semanas de dezembro, em relação à média do mês anterior, acompanhando a valorização observada nos principais estados produtores. Na comparação com o mesmo período do ano passado, já corrigido pelo IGP-DI, o avanço chega a 3,8%. O movimento é sustentado pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que reduz a oferta no mercado interno, e pelo aumento da demanda doméstica, impulsionado pelas festas de fim de ano e por indicadores econômicos favoráveis.

As exportações de carne suína de Santa Catarina totalizaram 50,3 mil toneladas em novembro, queda de 26,4% em relação a outubro e de 19,4% na comparação anual, com receita de US$ 122,9 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, porém, o estado exportou 680,8 mil toneladas e faturou US$ 1,68 bilhão, com altas de 3,5% em volume e 9,2% em receita, o melhor desempenho da série histórica para o período. Santa Catarina respondeu por cerca de 51% das exportações brasileiras de carne suína, mantendo a expectativa de novo recorde anual em 2025, apesar da retração pontual observada em novembro.

Santa Catarina registrou forte crescimento na captação de leite no terceiro trimestre de 2025, alcançando 951 milhões de litros, alta de 15% em relação ao trimestre anterior e de 8% na comparação anual. No comércio exterior, as exportações de lácteos cresceram na base anual, enquanto as importações recuaram, reduzindo o déficit da balança comercial. No mercado interno, porém, os preços ao produtor seguiram em queda, com valores de referência próximos a R$ 2,05/litro, e os derivados também apresentaram recuo no atacado. Apesar da redução dos custos de produção, a rentabilidade tem apresentado queda, especialmente nos sistemas menos tecnificados, que registraram forte deterioração do resultado operacional em 2025.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Variedades precoces de milho e sorgo são destaque em Dia de Campo Cotrisul


A aposta por variedades precoces e superprecoces de milho e sorgo foi o denominador comum entre as empresas expositoras do segundo Dia de Campo especial Milho e Sorgo, realizado pela Cotrisul na última terça-feira, 16 de dezembro, em Cachoeira do Sul.

A seleção de híbridos, plantados em área de pivô da Agropecuária Barufaldi, compôs um panorama importante para os produtores rurais associados à cooperativa. A partir do entendimento mais profundo das características de cada um e das especificidades da lavoura, eles terão mais elementos para planejar o verão 2026 – 2027.

Como destacaram os expositores, com as variedades de ciclo mais curto, tanto com o milho quanto com o sorgo, é possível planejar uma segunda colheita no mesmo verão. “Se o inverno for mais ameno e o plantio puder ocorrer no final de agosto, dá para colher em dezembro, a tempo de fazer uma safrinha de soja”, argumentava um dos técnicos convidados.

Segundo dados da cooperativa, a opção pelo milho e pelo sorgo são crescentes na região de atuação (que inclui municípios das regiões Centro, Sul e Campanha), tanto que o número de produtores presentes no Dia de Campo triplicou nessa edição, em comparação com o primeiro encontro, feito em 2024. O aumento do interesse se deve, sobretudo, às recentes dificuldades enfrentadas com a soja.

“O milho e o sorgo representam alternativas importantes, que já tiveram um crescimento expressivo nesse ano. O sorgo desponta como uma lavoura de menor custo e, pela rusticidade da planta, tem mais resistência ao estresse hídrico. O que dá um resultado mais estável para o produtor. E as duas culturas são interessantes quando se pensa em rotação”, explicou o gerente do Departamento Técnico da Cotrisul, Fábio Rosso.

O primeiro levantamento da cooperativa mostrava que a área de sorgo havia crescido 70% em 2025, em comparação com o ano anterior. A estimativa era alcançar 1,5 mil hectares. Porém, já no final da janela de plantio, a Cotrisul estima que as lavouras de sorgo cubram 2 mil hectares. No milho, o aumentou de área foi de 10% nesse ano, alcançando os 6 mil hectares.

Conforme dados da Emater/RS-Ascar, a lavoura de milho no Rio Grande do Sul deve cobrir 785.030 hectares no ciclo 2025/2026, e alcançar uma produtividade de 7.370 kg/há. Já à soja, os produtores do estado devem dedicar 6.742.236 hectares e têm uma produtividade média esperada de 3.180 kg/ha. O Informativo Conjuntural da entidade não inclui dados estaduais sobre o cultivo de sorgo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Lista com a classificação das propostas para formação de estoques para mel e castanhas é divulgada



Lista de classificação do PAA para mel e castanhas já pode ser consultada



Foto: Canva

Produtores de mel e castanhas que apresentaram propostas para a modalidade Apoio à Formação de Estoques (AFE) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já podem consultar o resultado da classificação dos projetos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (17) a relação das cooperativas com propostas consideradas aptas, após a análise técnica realizada pela estatal.

A consulta pode ser feita pelo nome da organização fornecedora, conforme os critérios definidos no Comunicado Apoio à Formação de Estoques do PAA nº 01/2025. De acordo com as regras da modalidade, cada projeto poderá acessar até R$ 1,5 milhão em recursos. Para organizações que participam do AFE pela primeira vez, o limite estabelecido é de R$ 500 mil.

A iniciativa tem como objetivo apoiar a formação de estoques da agricultura familiar, com foco em produtos impactados por tarifas adicionais aplicadas às exportações brasileiras. A ação emergencial conta com até R$ 30 milhões, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) à Conab.

Os recursos são direcionados a organizações que enfrentam dificuldades para escoar a produção ao mercado norte-americano e que não conseguem redirecionar integralmente os volumes ao mercado interno ou a outros destinos internacionais. No escopo da medida, cooperativas podem formalizar operações de formação de estoques de castanha-do-brasil, castanha-de-caju, castanha-de-baru e mel, mantendo os produtos armazenados por até seis meses, com devolução posterior dos recursos, sem cobrança de juros ou correção monetária. Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas no Comunicado nº 02/2025.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Condenação no exterior pressiona empresas do agro no Brasil



A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China


A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China
A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China – Foto: Divulgação

A condenação por fraude corporativa de um grupo internacional do agronegócio trouxe novas incertezas para operações brasileiras controladas por capital estrangeiro. A avaliação é de Eduardo Lima Porto, Diretor da LucrodoAgro Consultoria Agroeconômica Ltda, com base em documentos públicos e decisões regulatórias da China.

Em novembro de 2024, a Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada pela Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China por fraude corporativa e manipulação contábil, envolvendo desvio estimado em RMB 104.797 milhões, cerca de R$ 74,1 milhões. A sentença do Tribunal Intermediário de Changsha, de 29 de outubro de 2025, estabeleceu responsabilidade solidária da controladora.

No Brasil, as subsidiárias Belagrícola e Fiagril acumulam prejuízos milionários há vários anos. A Belagrícola entrou com pedido de Recuperação Extrajudicial para alongar dívidas de bilhões de reais com fornecedores, produtores, bancos e fundos, reconhecendo inadimplência superior a R$ 1 bilhão. A Fiagril enfrenta pressões financeiras e disputas judiciais com produtores rurais.

Ambas emitiram Certificados de Recebíveis do Agronegócio lastreados em recebíveis de qualidade questionável. As garantias dependem de avais dos controladores chineses, hoje em situação financeira pré-falimentar, com ações congeladas por ordem judicial e restrições ao crédito. Esse contexto levanta dúvidas sobre a efetividade das garantias e amplia os riscos para credores brasileiros, diante da possibilidade de execução internacional de ativos por investidores chineses.

“Este material analisa os impactos potenciais dessa crise corporativa transnacional nas operações brasileiras, examina a viabilidade das garantias circulares que sustentam os CRAs e apresenta alguns cenários que podem ser do interesse efetivo dos credores brasileiros. Todas as informações são baseadas em documentação pública oficial da China, decisões regulatórias e judiciais, e reportagens da mídia econômica chinesa”, escreveu no LinkedIn.

Após a publicação da reportagem, a Belagrícola divulgou comunicado ao mercado no qual esclarece que possui gestão independente de seus controladores estrangeiros e autonomia financeira para conduzir suas operações no Brasil. Clique aqui e confira.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Projeções indicam avanço moderado do Ciclo Otto


A demanda por combustíveis do Ciclo Otto deve manter trajetória de crescimento moderado nos próximos anos, sustentada por fundamentos estáveis e ajustes no mix entre gasolina e etanol. As projeções mais recentes indicam avanço em 2025, com volume total estimado em 60,8 milhões de metros cúbicos, alta de 2% frente a 2024, refletindo a convergência dos dados atuais com as estimativas anteriores do mercado.

A principal revisão no balanço está relacionada ao desempenho do etanol hidratado, cuja demanda mostrou maior resiliência do que o esperado, especialmente em regiões onde a paridade com a gasolina permaneceu abaixo de 70%. Com isso, a retração projetada para o consumo do biocombustível em 2025 foi reduzida para 4%, ante previsão anterior de queda mais intensa. Já a gasolina C segue em recuperação, com expectativa de crescimento de 4,1% no ano, ainda que parcialmente limitada pelo desempenho do etanol no Centro-Sul.

“A resiliência do etanol hidratado observada nos últimos meses, com a paridade permanecendo abaixo de 70% em importantes regiões consumidoras, tem limitado a queda da demanda além do que era inicialmente esperado”, afirma a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Para 2026, a expectativa é de expansão mais contida, de 1,5%, levando o consumo total do Ciclo Otto a 61,7 milhões de metros cúbicos, novo recorde histórico. O ritmo mais lento da atividade econômica tende a restringir o avanço, apesar de inflação mais baixa, juros em queda e estímulos à renda. Nesse cenário, o etanol deve recuperar participação, alcançando cerca de 29% do mix, enquanto as vendas de gasolina C mostram maior estabilidade, indicando um equilíbrio maior entre os combustíveis.

“A partir de abril de 2026, o cenário tende a se inverter, com avanço da moagem, maior direcionamento da produção canavieira ao etanol e crescimento da oferta de etanol de milho, o que deve levar a uma produção recorde na safra 2026/27”, destaca o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho 25/26 terá menor rendimento no Mato Grosso



MT amplia área de milho, mas prevê queda na produção



Foto: Agrolink

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (15), a área destinada ao cultivo de milho em Mato Grosso na safra 2025/26 foi projetada em 7,39 milhões de hectares, o que representa aumento de 1,83% em relação à temporada 2024/25.

A expansão da área é atribuída à maior demanda interna pelo cereal, fator que sustenta a valorização dos preços e incentiva os produtores a ampliar o plantio. No entanto, conforme dados do projeto CPA-MT, o avanço é moderado pelo cenário de custos de produção mais elevados, especialmente dos insumos, o que exige maior cautela na tomada de decisão e limita uma expansão mais significativa.

Em relação à produtividade, o Imea adota como metodologia o uso de médias históricas. Assim, o rendimento estimado corresponde à média das últimas três safras, fixada em 116,61 sacas por hectare, o que representa redução de 6,70% em comparação com o ciclo anterior.

A retração na produtividade é explicada pelo desempenho recorde registrado na safra 2024/25, levando as projeções da nova temporada a retornarem aos patamares históricos. Com isso, a produção de milho para a safra 2025/26 foi estimada em 51,72 milhões de toneladas, queda de 8,38% frente à safra passada. Já a comercialização antecipada alcançou 25,23% em novembro de 2025, avanço de 5,69% na comparação anual, refletindo a melhora nos preços projetados para o próximo ciclo.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Áreas das regiões Centro-Oeste e Norte seguem com alerta de perigo para…


Aviso laranja do Inmet inclui também pequenas partes do Sudeste e do Nordeste

Logotipo Notícias Agrícolas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo para chuvas intensas sobre amplas áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, com extensão para pequenas faixas do Sudeste e do Nordeste. O aviso, de nível laranja, passou a valer às 12h desta quinta-feira (18) e segue até as 10h de sexta-feira (19).

Segundo o comunicado, estão previstas precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo alcançar 50 a 100 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento variando de 60 km/h a 100 km/h. O Inmet destaca o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e descargas atmosféricas — efeitos já observados em episódios semelhantes neste período de forte instabilidade.

Destaque_18122025

A área sob monitoramento cobre uma extensa faixa do território nacional, com maior concentração no Centro-Oeste e na Amazônia. Entre os pontos atingidos estão: Centro, Norte e Sul de Goiás, além do Noroeste Goiano; o Distrito Federal; áreas do Nordeste, Centro-Norte e Centro-Sul de Mato Grosso, bem como o Leste de Mato Grosso do Sul e o Centro-Norte do estado. Também entram no alerta o Sudeste Mato-grossense e o Nordeste Mato-grossense.

No Norte, o aviso se estende por regiões do Amazonas — Centro, Norte, Sul e Sudoeste —, alcança o Baixo Amazonas, áreas do Sudeste e Sudoeste do Pará, além do Sudeste Paraense. Também estão contempladas áreas do Tocantins, tanto no setor Ocidental quanto Oriental.

O alerta ainda atinge pontos do Maranhão — Oeste, Sul, Centro e Leste — e áreas do Oeste Maranhense. No Piauí, abrange o Sudoeste piauiense. No Sudeste, aparecem recortes do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Noroeste e Norte de Minas. No Nordeste, há ainda áreas do Extremo Oeste da Bahia.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio

Fonte:

Notícias Agrícolas





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil é referência global em sanidade animal em 2025


O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico na pecuária ao receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o certificado que reconhece o país como livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento é resultado de mais de seis décadas de trabalho contínuo e coordenado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) e coloca o país em um novo patamar de excelência sanitária, ampliando o acesso da produção brasileira a mercados internacionais mais exigentes. 

Além do status sanitário histórico, a atuação da SDA se destacou em outras frentes estratégicas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) foi credenciado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como Centro de Referência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, ampliando o papel do Brasil na vigilância e no enfrentamento de enfermidades de impacto global. 

A Secretaria também teve participação relevante durante a COP 30, realizada em novembro, em Belém (PA), ao coordenar painéis na Blue Zone e na AgriZone e intensificar a fiscalização agropecuária em aeroportos, embarcações e áreas de carga, com a inspeção de 100% dos voos internacionais.  

No comércio exterior, a SDA atuou na habilitação de novos estabelecimentos para exportação à União Europeia e viabilizou a exportação da primeira carga de limão-taiti brasileiro ao bloco com certificação eletrônica de conformidade emitida pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), no Aeroporto Internacional de Guarulhos. 

A SDA coordenou, entre maio e julho, ações técnicas e de fiscalização diante de casos de adoecimento e morte de equinos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas, associados ao consumo de rações produzidas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. As medidas envolveram o apoio técnico de quatro unidades do LFDA, fiscalizações em fabricantes, distribuidores e locais de alojamento de animais, além de coletas e análises laboratoriais de rações e matérias-primas. Também houve cooperação científica com universidades para a realização de necropsias, análises dos casos e entrevistas com profissionais do setor. 

Na sanidade aviária, após a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em granja comercial no Brasil, em maio, a SDA coordenou as ações de enfrentamento, com a adoção imediata de medidas como desinfecção das instalações, rastreamento e destruição preventiva de produtos expostos ao risco, controle rigoroso do trânsito de animais e produtos e comunicação transparente à sociedade e aos parceiros comerciais.  

Após o encerramento do vazio sanitário, o Mapa notificou oficialmente a OMSA sobre o fim do foco, restabelecendo o reconhecimento internacional da condição sanitária do país. A atuação articulada entre a Secretaria e o órgão estadual de defesa agropecuária garantiu a contenção da ocorrência e a recuperação do status de país livre da doença em apenas um mês. 

Na área vegetal, foi reforçado o controle da mosca-da-carambola com a publicação da Portaria Mapa nº 776/25, que atualizou os procedimentos de vigilância, contenção e erradicação da praga quarentenária presente nos estados do Amapá, Roraima e Pará. 

A SDA também coordenou ações de emergência fitossanitária para conter a vassoura-de-bruxa da mandioca. Após a detecção oficial da praga no Amapá, a emergência foi estendida preventivamente ao Pará, onde, em maio, foi confirmado o primeiro foco na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, em Almeirim. O monitoramento e as ações educativas foram intensificados em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do estado do Pará. 

Em relação à monilíase do cacaueiro, a emergência fitossanitária foi prorrogada por mais um ano, diante da necessidade de manter a vigilância reforçada e proteger as regiões produtoras, assegurando a continuidade das medidas preventivas e a estabilidade fitossanitária da cadeia produtiva do cacau. 





Source link