quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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preços do preto caem e carioca sobe em 2025


O mercado de feijão no Brasil em 2025 foi marcado por movimentos opostos entre os principais tipos comercializados. De acordo com dados do Cepea, enquanto o feijão preto registrou forte desvalorização ao longo do ano, o feijão carioca apresentou estabilidade e até leve alta nos preços, especialmente nas variedades de melhor qualidade.

A média anual dos preços pagos ao produtor de feijão preto caiu 36,4% em relação a 2024, pressionada pelo aumento da oferta. Em contrapartida, o feijão carioca com notas 8,0 e 8,5 teve valorização de 8,3%, sustentada pela menor disponibilidade interna. As variações refletem o equilíbrio entre produção, consumo e estoque de cada variedade.

Segundo a Conab, a produção total de feijão em 2025 foi de 3,06 milhões de toneladas, uma queda de 4,3% em relação ao ano anterior. Considerando os estoques iniciais, as importações e o volume produzido, a oferta interna ficou estimada em 3,37 milhões de toneladas — 4,8% a menos do que em 2024.

Dessa oferta, 2,8 milhões de toneladas estão previstas para consumo doméstico e 464,2 mil toneladas foram destinadas à exportação. Com isso, o estoque final projetado para dezembro de 2025 é de apenas 106,8 mil toneladas, volume suficiente para cerca de duas semanas de abastecimento no país, o que pode influenciar os preços já no início de 2026.

A queda na produção foi puxada principalmente pelas reduções nas lavouras de feijão carioca e feijão caupi. A colheita do carioca recuou 10,3%, somando 1,65 milhão de toneladas, e a do caupi caiu 7,2%, para 600,2 mil toneladas. Por outro lado, o feijão preto teve crescimento de 14%, totalizando 811,3 mil toneladas, o que ajudou a pressionar os preços dessa variedade.

No comércio exterior, o Brasil bateu recorde histórico de exportações. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas 501,2 mil toneladas de feijão, conforme dados da Secex. A Índia manteve a liderança entre os destinos, absorvendo 60,7% do volume exportado.

Enquanto as exportações avançaram, as importações permaneceram em níveis baixos. Até novembro, o Brasil importou apenas 12,3 mil toneladas de feijão, o que reforça a dependência da produção nacional para o abastecimento interno.





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Alta nos embarques de soja é puxada por China e Sudeste Asiático



Avanço no volume embarcado gerou uma receita de US$ 14,5 bilhões



Foto: Divulgação

As exportações da cadeia da soja e do biodiesel cresceram 11,78% no terceiro trimestre de 2025, somando 35,54 milhões de toneladas. Segundo dados do Cepea, o avanço no volume embarcado gerou uma receita de US$ 14,5 bilhões, alta de 4,47% em relação ao mesmo período de 2024.

Apesar do crescimento físico das exportações, a receita aumentou em ritmo mais lento devido à queda nos preços internacionais da soja em grão e do farelo. A oferta global elevada pressionou os preços, mesmo diante de uma demanda externa aquecida.

A China e o Sudeste Asiático foram os principais motores da expansão nas vendas externas de soja em grão, enquanto o farelo brasileiro ganhou espaço na União Europeia e no Leste Asiático.

Por outro lado, o óleo de soja teve desempenho mais fraco no comércio exterior. A forte demanda interna limitou a disponibilidade para exportação, reduzindo os embarques especialmente para a China e demais destinos secundários.

As perspectivas para a safra 2025/26 indicam possível reversão desse quadro de oferta abundante, com expectativa de redução na produção global. Essa mudança pode reequilibrar o mercado e sustentar os preços nos próximos trimestres.

 

 





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Safra de grãos cresce 20,7% em Santa Catarina


A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Sape) encerra 2025 com a execução de mais de R$ 503,5 milhões em ações, programas e convênios voltados ao fortalecimento do setor agropecuário catarinense. Os dados, atualizados até 12 de dezembro, indicam a formalização de mais de 87,2 mil contratos para apoio aos produtores rurais em todo o estado.

O desempenho da produção agrícola marcou o ano. Santa Catarina registrou safra recorde de grãos em 2024/25, com crescimento de 20,7% em relação ao ciclo anterior, segundo o Observatório do Agro Catarinense. As exportações de carnes também alcançaram resultados inéditos. Entre janeiro e novembro, o estado exportou 1,83 milhão de toneladas, com receita de US$ 4,07 bilhões, o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1997.

Entre os projetos estruturantes, avançou o SC Rural 2, em fase final de tramitação, com investimento previsto de US$ 150 milhões, sendo US$ 120 milhões financiados pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e US$ 30 milhões de contrapartida estadual. A iniciativa busca ampliar renda, competitividade e resiliência frente a eventos climáticos extremos. Outro destaque foi a aprovação do Programa Coopera Agro SC, que prevê até R$ 1 bilhão em linhas de crédito para cooperativas, agroindústrias e produtores integrados.

Na defesa agropecuária, a Sape publicou a Portaria nº 50/2025, que estabelece diretrizes de biosseguridade para a suinocultura tecnificada, e lançou o Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade, com financiamentos de até R$ 70 mil por produtor. Também foi publicada a Portaria nº 63/2025, que define condições para a autorização excepcional do plantio de soja no estado.

O setor florestal foi contemplado com o lançamento do Inventário e Mapeamento de Florestas Plantadas, desenvolvido em parceria com a Udesc, que identificou mais de 950 mil hectares de Pinus e Eucalyptus. Já na sanidade animal, a Sape e a Cidasc intensificaram ações preventivas após o foco de Influenza Aviária no Rio Grande do Sul, mantendo Santa Catarina sem registros da doença na produção comercial.

A fruticultura também recebeu apoio emergencial. Em São Joaquim, produtores de maçã afetados por granizo foram atendidos por programas que autorizam financiamentos de até R$ 100 mil, sem juros, para reposição de mudas e reconstrução de estruturas. O Sistema Antigranizo foi ampliado e está presente em 13 municípios.

Na área de conectividade, seguem em tramitação projetos como o Sinal Bom, que prevê a instalação de 688 novas estações de rádio base 4G ou superior, e o Endereço Certo Rural SC, voltado ao georreferenciamento de matrículas e estradas rurais.

Ao longo de 2025, o Fundo de Desenvolvimento Rural aplicou R$ 256,8 milhões em programas que beneficiaram mais de 23 mil produtores. O programa Terra Boa recebeu R$ 114 milhões, atendendo mais de 63 mil agricultores. O Fundesa destinou R$ 17,5 milhões em indenizações por abate sanitário, enquanto os programas de crédito fundiário aplicaram mais de R$ 16 milhões. Convênios estaduais somaram R$ 84,8 milhões, além da entrega de 320 equipamentos agrícolas a 120 municípios.





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Clima favorece implantação do arroz no Rio Grande do Sul


A semeadura do arroz está próxima da conclusão no Rio Grande do Sul, com cerca de 4% da área ainda pendente, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. A instituição alerta, no entanto, que parte dessas áreas pode não ser efetivamente cultivada, em razão do plantio fora do período ideal e dos baixos preços praticados no mercado.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, beneficiadas pelas condições climáticas recentes. “O predomínio de tempo ensolarado e as precipitações espaçadas favoreceram o estabelecimento inicial”, permitindo a condução adequada da irrigação, da adubação e do controle de plantas invasoras.

Nas áreas com restrição hídrica superficial, a irrigação tem sido decisiva para assegurar a germinação e a emergência uniformes, especialmente em lavouras implantadas mais tardiamente. A entidade avalia que, de modo geral, “o desenvolvimento das plantas é compatível com a época”, com estande e crescimento inicial considerados satisfatórios.

O manejo da lâmina d’água está em andamento na maior parte das áreas, assim como a aplicação de herbicidas pré-emergentes e de glifosato no estádio de ponto de agulha. Segundo o boletim, essas práticas têm garantido o adequado estabelecimento da cultura, com baixo nível de infestação. Em lavouras semeadas no início do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), observa-se a proximidade da transição para a fase reprodutiva, enquanto seguem os tratos culturais, com destaque para a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário.

A área total estimada para o cultivo do arroz no estado é de 920.081 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A produtividade média é projetada em 8.752 kg por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.

Nas regionais, o cenário apresenta variações. Em Bagé, as lavouras foram favorecidas pelo tempo predominantemente ensolarado. A chuva registrada em 15 de dezembro ocorreu de forma isolada e contribuiu para o início da irrigação em algumas áreas. Nova precipitação em 21 de dezembro melhorou a umidade do solo e aumentou a eficiência dos herbicidas. Em São Borja, a semeadura está praticamente concluída, mas os baixos volumes de chuva exigiram o uso da irrigação para garantir a emergência das plantas. Já em São Gabriel, as temperaturas elevadas e o reduzido acumulado de chuvas desde novembro geram atenção quanto aos níveis de água em alguns reservatórios.

Na região de Santa Rosa, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo dentro do esperado, embora tenha sido necessária a irrigação em parte das áreas para viabilizar a germinação. A Emater/RS-Ascar observa pequeno atraso na semeadura, mas destaca que “mais de 85% da área foi implantada até 15 de dezembro”, considerado o limite preferencial para a região. Em Soledade, o estabelecimento e o crescimento inicial são avaliados como adequados, com manejo da água já em curso e lavouras semeadas no início do ZARC próximas da fase reprodutiva.

No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta recuo nos preços. O valor médio da saca de 60 quilos caiu 0,81% em relação à semana anterior, passando de R$ 52,96 para R$ 52,53.





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Altas temperaturas afetam lavouras de feijão-de-vagem



Produção de feijão-de-vagem recua em Vale Real



Foto: Canva

A produção de feijão-de-vagem no Vale do Taquari registrou impactos negativos em função das altas temperaturas recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25). Na região administrativa de Lajeado, em especial no município de Vale Real, o calor excessivo comprometeu o florescimento e a fecundação das plantas, resultando em perdas de produtividade estimadas em cerca de 10%.

Apesar da redução no potencial produtivo, a Emater/RS-Ascar informa que a cultura apresenta bom estado fitossanitário. Ainda assim, foi necessário o controle da antracnose para evitar o avanço da doença nas lavouras. O aumento da oferta no mercado refletiu diretamente nos preços pagos ao produtor, com queda de R$ 6,00 para R$ 4,00 por quilo em relação ao mês anterior.

No município de Feliz, também acompanhado pela regional de Lajeado, a colheita ocorre normalmente. Os preços praticados na comercialização variam entre R$ 5,50 e R$ 6,50 por quilo, conforme a qualidade e o volume ofertado.





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Goiás acelera semeadura do milho com melhora climática



Exportações de milho devem crescer 16,3% em 2025/26



Foto: Pixabay

O ritmo de plantio do milho em Goiás avançou ao longo de novembro, impulsionado pela maior previsibilidade das chuvas no período. Segundo a edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), até o dia 8 do mês apenas 8% da área estimada para a primeira safra havia sido semeada no estado.

O avanço ganhou intensidade a partir da terceira semana de novembro, quando o percentual plantado saltou para 39%, aproximando-se da média registrada nos últimos cinco anos, de 40,8%. O documento atribui o desempenho à regularização das precipitações, que trouxe maior segurança aos produtores para acelerar a semeadura. Entre os dias 23 e 29 de novembro, o plantio manteve ritmo elevado e alcançou 55% da área prevista. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nas regiões Leste e Norte de Goiás, o plantio já se encontrava praticamente concluído nesse período.

Além do desempenho no campo, o milho segue ocupando posição de destaque no comércio exterior goiano. No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o grão foi o terceiro produto com maior valor exportado pelo estado, atrás apenas da soja e da carne bovina. A participação do milho no valor total exportado pelo agronegócio goiano cresceu de 5,8% para 7,1% em comparação ao ano anterior, refletindo o fortalecimento da demanda internacional.

A perspectiva para a safra brasileira 2025/26 é de continuidade desse movimento. A Conab projeta crescimento de 16,3% nas exportações de milho em relação ao ciclo anterior, sinalizando a manutenção de um cenário externo favorável. O aumento dos estoques ao final da safra 2024/25 resultou em um volume inicial mais robusto para o novo ciclo, ampliando a oferta disponível no mercado e sustentando expectativas positivas tanto para o consumo interno quanto para as vendas externas.

Segundo a Conab, o consumo doméstico de milho mantém trajetória de crescimento desde a safra 2020/21 e deve atingir 94,6 milhões de toneladas em 2025/26. Esse avanço é atribuído, principalmente, à expansão dos plantéis de aves e suínos e ao aumento da produção de etanol de milho, fatores que seguem elevando de forma consistente a demanda pelo grão no país.





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Clima afeta desenvolvimento da mandioca no RS



Temperaturas baixas impactam lavouras de mandioca



Foto: Canva

A cultura da mandioca permanece em fase de desenvolvimento vegetativo no Rio Grande do Sul, com desempenho abaixo do observado em anos anteriores. A avaliação consta no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, na região administrativa de Soledade, o desenvolvimento fenológico da mandioca está reduzido, situação atribuída principalmente às condições climáticas registradas ao longo do período. Segundo a Emater/RS-Ascar, o comportamento da cultura reflete “as condições climáticas, especialmente de temperaturas mais baixas durante a noite”, que podem ter limitado o crescimento das plantas.

Apesar desse cenário, a comercialização segue em andamento. A mandioca continua sendo vendida “no pé”, com estimativa de remuneração em torno de R$ 1,70 por planta, conforme informado no boletim técnico da instituição.





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Tomate mantém sanidade, apesar de focos de mosca-branca



Cultura do tomate apresenta desenvolvimento dentro do esperado no Rio Grande do Sul



Foto: Divulgação

A cultura do tomate apresenta desenvolvimento dentro do esperado no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25). Na região administrativa de Lajeado, no município de Vale Real, as lavouras conduzidas a campo seguem com bom desempenho ao longo do ciclo produtivo.

Nos cultivos realizados em ambiente protegido, técnicos observam a presença de mosca-branca, que tem provocado prejuízos pontuais em algumas propriedades. Ainda assim, a sanidade das plantas, de modo geral, permanece adequada.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a cultura encontra-se majoritariamente nas fases de frutificação e colheita. O estado fitossanitário das lavouras tem permitido a obtenção de frutos com padrão de qualidade compatível com o mercado, refletindo o manejo adotado pelos produtores da região.





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Frango supera crise sanitária em 2025 com controle eficiente



Outro fator que favoreceu o setor foi o custo dos insumos



Foto: Divulgação

Mesmo após enfrentar dois episódios sanitários relevantes em menos de dois anos — a Doença de Newcastle em 2024 e a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em 2025 —, o setor avícola brasileiro demonstrou resiliência e encerrou o ano com resultados positivos, segundo dados divulgados pelo Cepea.

O caso de IAAP foi identificado em maio de 2025, em uma granja comercial de matrizes de ovos férteis no município de Montenegro (RS). A ocorrência levou diversos países a suspender temporariamente as importações da carne de frango do Brasil, exigindo rápidas ações de contenção e redirecionamento dos volumes previstos para exportação ao mercado interno.

Apesar desse revés, o frango inteiro resfriado iniciou 2025 em trajetória de valorização no atacado da Grande São Paulo, contrariando o padrão sazonal típico de queda no início do ano. O movimento positivo foi reflexo direto do controle da oferta, da demanda interna aquecida e do ritmo intenso das exportações iniciado ainda em agosto de 2024.

Com a suspensão dos embarques após o foco da gripe aviária, os preços da proteína sofreram recuos expressivos por três meses consecutivos, especialmente em São Paulo. De acordo com o Cepea, isso ocorreu devido à necessidade de realocar parte da produção direcionada ao mercado externo, ampliando a oferta interna em curto prazo.

No entanto, as medidas de biossegurança adotadas de forma eficaz permitiram que o Brasil contivesse rapidamente o foco da doença e negociasse a flexibilização das restrições comerciais com seus principais parceiros. Nos meses seguintes, o fluxo de exportações foi retomado de forma gradual.

Mesmo com esse período de queda, as médias anuais de preços do frango inteiro congelado ficaram acima das registradas em 2024. O frango vivo em São Paulo também apresentou recuperação e fechou 2025 com a maior média anual desde 2022, conforme apontam os dados do Cepea.

Outro fator que favoreceu o setor foi o custo dos insumos. A média anual do farelo de soja — principal componente da ração — foi a terceira mais baixa da série histórica do Cepea (iniciada em 2004) e a menor desde 2011. Isso aumentou significativamente o poder de compra do avicultor paulista frente ao insumo.





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Goiás amplia VBP da suinocultura após dois anos de queda


A carne suína perdeu competitividade frente à carne de frango em novembro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), analisados na edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). No período, a carcaça especial suína foi comercializada a R$ 12,63 por quilo, com alta de 0,7% em relação a outubro. Já o frango resfriado apresentou média mensal de R$ 8,09 por quilo, queda de 0,9% na mesma base de comparação, resultando em uma diferença de R$ 4,54 por quilo entre as duas proteínas.

Apesar da perda de competitividade no comparativo mensal, a análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa indica perspectiva de valorização adicional da carne suína no encerramento do ano, em função do aumento da demanda associado às festividades de fim de ano, tradicionalmente mais aquecida nesse período.

O informativo aponta ainda que a suinocultura brasileira retomou o crescimento do Valor Bruto da Produção (VBP) entre 2023 e 2025, após dois anos consecutivos de retração. Goiás acompanhou esse movimento, com destaque para 2024, quando registrou avanço de 25,1% em relação a 2023. O desempenho reflete a valorização da carne suína observada nos últimos três anos e estimulou a produção no estado, que alcançou recorde no número de carcaças abatidas em 2024.

O setor segue impulsionado, principalmente, pelo mercado externo. Em outubro, as exportações goianas de carne suína cresceram 60,3% em valor e 39,5% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O avanço foi influenciado pelo aumento das compras de Singapura, principal parceiro comercial do estado, responsável por 51,1% do valor exportado no período, com embarques concentrados em carne suína in natura.

Esse desempenho reforça a expectativa positiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as exportações brasileiras de carne suína, projetadas para alcançar 1,4 milhão de toneladas em 2025.





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