quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Milho segue parado: Confira


O mercado de milho segue travado no Rio Grande do Sul, com pouca liquidez e expectativa contida, segundo informações da TF Agroeconômica. “As cotações continuam estáveis: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto variam entre R$ 66,00 e R$ 70,00, enquanto os compradores seguem ausentes, sem estímulos para atuar”, comenta.

Em Santa Catarina, segue o mercado parado e com descompasso nos preços. “No Planalto Norte, as pedidas seguem firmes em R$ 82,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o descompasso é ainda mais acentuado, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00, frente a ofertas CIF de até R$ 80,00. A média estadual segue em R$ 71,00, mas há grande variação: R$ 72,70 em Joaçaba, R$ 77,13 em Chapecó, R$ 62,00 em Palma Sola (Coopertradição) e R$ 66,00 em Rio do Sul (Cravil)”, completa.

O mercado paranaense continua travado. “A firmeza dos produtores nas pedidas e a postura cautelosa dos compradores seguem dificultando os avanços. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00/saca FOB, com registros pontuais a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas à indústria de rações”, indica a consultoria.

Movimento lento e pressão de custos no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul continua com baixa liquidez, marcado por negociações esporádicas e pouca disposição entre as partes. As referências mais recentes indicam quedas, com preços em torno de R$ 48,00 em Dourados, R$ 49,00 em Campo Grande, R$ 48,00 em Maracaju, R$ 50,00 em Sidrolândia e R$ 47,00 em Chapadão do Sul, que tenta se reerguer após perdas mais severas nas semanas anteriores”, conclui.

 





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Trigo segue pressionado no Sul: mercado lateralizado


O mercado de trigo no Sul do Brasil continua apresentando pouca movimentação, com queda nos preços e retração nas compras. Segundo informações da TF Agroeconômica, os registros do CEPEA apontam recuo nos valores da safra velha tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná — algo incomum para esta época do ano. A pressão vem da baixa demanda, da valorização do real frente ao dólar, da queda nos preços do trigo argentino e do aumento dos estoques, o que reduz a margem dos moinhos.

No Rio Grande do Sul, o plantio da safra 2025 segue lento, estagnado em aproximadamente 40% da área estimada, que não deve ultrapassar 1 milhão de hectares. As chuvas frequentes continuam dificultando o avanço dos trabalhos. No mercado internacional, o preço de exportação do trigo tipo BRL 12% recuou para US\$ 226, equivalendo a R\$ 1.277,00 com o câmbio atual, mas os moinhos seguem fora das negociações. Já no mercado interno, o preço da saca em Panambi se manteve em R\$ 70,00.

Em Santa Catarina, o ritmo de moagem e compras segue fraco, apesar da boa oferta, especialmente de trigo gaúcho. Os preços da safra velha variaram entre R\$ 1.330 e R\$ 1.500 por tonelada, conforme o tipo e a origem do produto. Segundo um moinho local, há cautela na reposição dos estoques. Para a safra nova, não há ofertas no momento, e os sementeiros relatam uma queda de 20% nas vendas de sementes em relação ao ano anterior. A Conab projeta uma redução de 6,3% na produção estadual, apesar de uma ligeira expansão da área plantada.

Os preços pagos ao produtor catarinense seguem praticamente estáveis, com valores oscilando entre R\$ 76,00 e R\$ 79,00 por saca nas principais praças. Canoinhas registrou R\$ 78,00, Joaçaba manteve-se em R\$ 76,00, e Xanxerê teve recuo de R\$ 1,00, fechando em R\$ 79,00. O cenário é de cautela, com expectativa por melhoria nas condições climáticas e por uma retomada da demanda nas próximas semanas.

 





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Especialistas alertam para riscos e falta de clareza no Plano Safra 2025/2026 durante “A Voz do Mercado”


O programa A Voz do Mercado, transmitido nesta quarta-feira, 2 de julho, reuniu especialistas do setor agropecuário para discutir os principais pontos do Plano Safra 2025/2026. Sob a condução de Ivan Wedekin e Suelen Farias, a edição especial contou com a participação do deputado federal Arnaldo Jardim, do diretor de Agronegócios do Banco Santander Brasil, Carlos Aguiar, e do consultor Luiz Cláudio Caffagni, sócio da Archer Education. Em pauta, a análise crítica sobre a composição dos R$ 516,2 bilhões anunciados pelo Governo Federal e os impactos reais para o financiamento do campo.

Ivan Wedekin destacou que o tema da vez era “mais justo, menos seguro”, indicando a complexidade do cenário atual do crédito rural. Ele alertou para um aumento substancial do custo de capital, colocando os juros como um dos principais entraves para o produtor. “Nesta safra, o custo dos juros será tão importante quanto o custo de fertilizantes. A diferença é que juro não é tecnologia. Semente, adubo, são. Juros sã custos puros e comprometem a capacidade de investimento do produtor”, frisou.

Em sua análise, o deputado Arnaldo Jardim apontou uma série de inconsistências no anúncio do novo plano e criticou a redução de recursos para a equalização das taxas de juros.

“O governo não fez o esforço que havia anunciado como necessário. O valor para equalização caiu de R$ 16,3 bilhões para R$ 13,4 bilhões. Isso, considerando uma inflação de 17,5%, é ainda mais preocupante”, declarou.

Arnaldo também chamou atenção para a forma como as CPRs (Cédulas de Produto Rural) foram incluídas na contabilidade do plano, o que, segundo ele, distorce os números.

“Nunca foi prática incluir CPRs no volume total do Plano Safra. Isso infla artificialmente os dados. O governo tenta justificar dizendo que são instrumentos não tributados e, portanto, incentivados. Mas essa inclusão gera insegurança e falta de clareza”, afirmou o deputado.

Ele ainda alertou para o descompasso entre a intenção anunciada e o que, de fato, chega ao produtor:

“No ano passado, anunciaram R$ 479 bilhões, mas só foram executados cerca de R$ 430 bilhões. O valor da subvenção respondia por apenas 1,4% do total. Agora caiu para 1,2%. Isso mostra o recuo do governo em termos de estímulo direto ao agro”, completou.

Representando o setor financeiro, Carlos Aguiar, do Santander, reforçou que o Plano Safra tem importância institucional, mas menos operacional para os bancos privados:

“Para nós, o plano representa cerca de 10% da carteira total. Ele funciona mais como um termômetro do humor do produtor e um indicativo de tendências de financiamento. Os grandes bancos privados operam principalmente com recursos próprios, como LCAs, e repassam as exigibilidades do Pronaf para outras instituições. Por isso, não dependemos diretamente das linhas equalizadas”, explicou.

Carlos também abordou o impacto da possível tributação sobre os títulos do agro:

“Hoje, com a Selic alta, o efeito do imposto pode parecer diluído. Mas, no futuro, com juros mais baixos, esse impacto será direto no custo do crédito para o produtor. Isso precisa ser discutido com responsabilidade”, disse.

Já o consultor Luiz Cláudio Caffagni aprofundou a discussão técnica sobre o risco de dupla contagem das CPRs nos dados oficiais:

“Quando o banco empresta via LCA, ele normalmente exige um título de crédito como garantia. Pode ser uma CPR, mas isso já está contabilizado nas estatísticas de crédito rural do Banco Central. Incluir novamente o valor da CPR como recurso novo é uma distorção. Isso precisa ser revisto com urgência para não mascarar o volume real de crédito disponível”, explicou.

Ao final da edição, Ivan Wedekin fez um balanço contundente da discussão, chamando atenção para a responsabilidade de se apresentar dados transparentes ao setor agropecuário.

“Nós temos um problema estrutural com a comunicação dos números. O governo anunciou R$ 459 bilhões no ano passado, sendo R$ 293 bilhões para custeio e comercialização. Agora, com a inclusão das CPRs, esse número saltou para R$ 401 bilhões — mas é o mesmo dinheiro contado duas vezes. Isso gera manchetes que não refletem a realidade enfrentada pelo produtor.”

Wedekin também destacou pontos positivos do plano, como o reforço ao crédito para agricultura familiar, a ampliação do Pronamp, e a continuidade de programas sustentáveis. No entanto, foi enfático ao afirmar que os dados não podem ser tratados como vitrine:

“O plano safra não pode ser uma ilusão estatística. Há avanços, sim, mas também muitas omissões. A agricultura brasileira vive um momento sensível, e precisamos de clareza para tomar decisões. O foco tem que ser o produtor, não o marketing. Nosso partido aqui é o agro, e seguiremos atentos para que os números correspondam à realidade no campo.”

 

 





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Mercados agrícolas abrem com tendências mistas



No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação



No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação
No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação – Foto: Agrolink

Os mercados agrícolas iniciam esta quarta-feira (02) com movimentos variados para os principais grãos negociados internacionalmente. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo apresenta leve alta nos Estados Unidos, a soja segue em alta em Chicago, enquanto o milho sofre pressão e registra queda nos preços.

No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação após quedas recentes, sustentados pela falta de umidade nas Grandes Planícies do Norte, área essencial para o trigo de primavera. Entretanto, o avanço da colheita de trigo de inverno no sul dos EUA e o início da colheita em fornecedores do Hemisfério Norte mantêm a pressão. No Brasil, os preços continuam pressionados devido à redução da moagem e margens apertadas.

Já a soja tem seus preços impulsionados em Chicago, principalmente pelo fortalecimento dos valores do óleo de soja e pela aprovação de um projeto de lei nos EUA que amplia créditos tributários para biocombustíveis de baixo carbono, favorecendo o biodiesel e estimulando o uso de matérias-primas americanas. No entanto, a alta é limitada pela ausência de compras chinesas e pelas boas condições gerais das lavouras. No mercado brasileiro, os preços da soja iniciam o mês com leve baixa, influenciados pela forte safra.

O milho registra queda nos preços em Chicago, afetado pelas boas condições das lavouras que indicam uma safra recorde nos EUA e pela falta de acordos comerciais entre o governo Trump e importadores. No Brasil, a pressão negativa se acentua pela entrada da safrinha no mercado, concorrência acirrada nas exportações, queda do dólar e margens reduzidas, resultando em preços domésticos em baixa.





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Geadas afetam regiões produtoras e pressionam mercado do café


Os preços do café registraram forte retração ao longo de junho, tanto para o arábica quanto para o robusta. A desvalorização acentuada nas principais regiões produtoras brasileiras tem preocupado o setor, especialmente diante das recentes condições climáticas adversas que ameaçam a próxima safra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média mensal de R$ 2.126,10 por saca de 60 kg — queda real de 14,4% em relação a maio e o menor valor registrado desde novembro de 2024. Desde o dia 18, a cotação se mantém abaixo dos R$ 2.000, encerrando junho a R$ 1.834,36, com recuo acumulado de 21,5%.

No caso do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, a média mensal foi de R$ 1.256,71/saca, com retração de 18,4% sobre o mês anterior. No fechamento de junho, o preço do robusta chegou a R$ 1.105,07, marcando uma expressiva queda de 20,75% no acumulado do mês. Essa combinação de preços mais baixos e incertezas climáticas acende o alerta para produtores e agentes de mercado.

Além da pressão sobre os preços, o clima também gerou preocupação. A semana passada foi marcada por frio intenso e registro de geadas em importantes regiões produtoras. O Norte do Paraná foi a área mais afetada, com relatos de danos significativos às lavouras. Os impactos ainda estão sendo avaliados, mas há produtores apontando perdas expressivas para a safra de 2026/27.

 As lavouras que estão em colheita atualmente — da safra 2025/26 — não apresentaram danos relevantes, mas o risco climático segue no radar. O cenário reforça a volatilidade do setor cafeeiro, que depende diretamente das condições climáticas para garantir produtividade e qualidade.





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Preço do arroz reage após quedas, mas ainda preocupa produtores


O mercado do arroz em casca registrou uma leve recuperação nos preços na última semana, após um período prolongado de desvalorização. Desde o final de janeiro, os valores vinham em queda contínua, pressionando produtores e impactando a rentabilidade da cadeia produtiva. Apesar da recente alta, as cotações ainda se mantêm próximas do valor mínimo de garantia estabelecido pelo governo federal no Plano Safra 2024.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador CEPEA/IRGA-RS encerrou o mês de junho com média inferior a R$ 63,64 por saca de 50 kg, valor de referência para a região Sul (exceto Paraná). Essa foi a quinta retração mensal consecutiva, levando a média ao menor patamar desde janeiro de 2020. A expectativa de crescimento nas exportações, no entanto, sustentou os preços na última semana, influenciando a dinâmica do mercado.

Com a possibilidade de maior demanda externa, muitos vendedores adotaram uma postura mais cautelosa e reduziram a oferta no mercado doméstico. Essa retração nas negociações gerou um movimento de alta nos preços, principalmente por parte das indústrias, que precisavam recompor seus estoques. O cenário de oferta limitada contribuiu para o reajuste de valores por parte dos compradores.

As condições climáticas também têm afetado diretamente o escoamento do arroz no Rio Grande do Sul. Conforme relatos de agentes consultados pelo Cepea, as fortes chuvas que atingiram o estado dificultam o carregamento e o transporte das cargas, interferindo na logística de distribuição. O impacto do clima sobre a cadeia produtiva reforça ainda mais a instabilidade do mercado.

Diante dessas dificuldades, algumas indústrias passaram a buscar alternativas no mercado internacional, intensificando a importação de arroz do Paraguai. A medida tem sido uma forma de garantir o abastecimento e minimizar os efeitos da oferta interna restrita. Essa movimentação também pode influenciar as próximas semanas de negociação, especialmente se as exportações se confirmarem em alta.

O setor segue atento à evolução dos preços e ao comportamento dos agentes de mercado, em especial diante da aproximação da colheita da próxima safra. A expectativa é de que a demanda externa possa sustentar os preços, mas o cenário ainda é de incerteza, sobretudo diante do clima adverso e dos desafios logísticos enfrentados no principal estado produtor do país.





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Diesel tem menor preço do ano em junho


O diesel encerrou o primeiro semestre de 2025 com os menores preços médios do ano, de acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Em junho, o tipo comum foi comercializado a R$ 6,14 em média, com queda de 1,29% ante maio. Já o diesel S-10 caiu 1,44% e fechou o mês a R$ 6,18. A retração é reflexo do repasse tardio das reduções promovidas pela Petrobras em maio, que ainda impactaram a cadeia de abastecimento em junho.

O levantamento também revelou reduções em todas as regiões do País. O Centro-Oeste apresentou os maiores recuos: o diesel comum caiu 1,92%, a R$ 6,14, e o S-10 recuou 1,58%, a R$ 6,24. No Sul, foram registrados os menores preços médios: R$ 5,94 para o comum e R$ 5,97 para o S-10. Já o Norte teve os maiores valores, mesmo com queda: R$ 6,83 e R$ 6,61, respectivamente.

Entre os estados, o Acre segue com os preços mais altos para ambos os tipos: R$ 7,72 para o diesel comum e R$ 7,63 para o S-10. No Paraná, o diesel comum foi o mais barato, a R$ 5,85, e Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,88. O destaque em queda foi o Tocantins, com redução de 3,04% no preço do diesel comum. Já o Amapá foi o único estado a registrar alta nos dois tipos de diesel em junho.

“A queda no preço do diesel em junho ilustra bem o efeito tardio dos reajustes da Petrobras realizados em maio, que continuou a afetar a cadeia de abastecimento, repassando as reduções, o que permitiu que o combustível atingisse seu menor preço de 2025 justamente no fechamento do semestre. Essa dinâmica mostra um mercado competitivo e resulta em um cenário mais favorável para os custos de frete e logística no País”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade.

 





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Juros elevados no Plano Safra preocupam setor de proteínas animais e podem…


Especialistas apontam risco de retração em tecnologias, infraestrutura e investimentos no confinamento devido ao crédito mais elevado.

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O governo federal anunciou nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2024/25, mas o setor produtivo segue em alerta com a elevação das taxas de juros para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A preocupação é que o crédito mais caro desestimule investimentos essenciais para o agro, especialmente nas cadeias de proteínas animais, como suinocultura e confinamento de bovinos, que dependem de financiamento para ampliar infraestrutura e garantir produtividade.

O aumento previsto de até 2 pontos percentuais nas taxas de juros do Plano Safra para programas como o Pronaf e o Pronamp acende um alerta para o setor de proteínas animais. Segundo Valdecir Folador, presidente da Acsurs, o cenário de juros elevados deve inibir ainda mais os investimentos, sobretudo na suinocultura, que já enfrenta dificuldades para financiar melhorias estruturais.

“Com a Selic em 15%, fica praticamente inviável investir em infraestrutura. A rentabilidade atual da suinocultura não é suficiente para arcar com os custos desses financiamentos”, afirmou. Embora o setor esteja atravessando um ano positivo do ponto de vista econômico, com margens dentro da normalidade, o ambiente de crédito mais caro impede avanços significativos. “Não estamos enriquecendo, mas estamos conseguindo pagar as contas. Mesmo assim, com juros altos, não conseguimos sustentar novos investimentos”, completou Folador.

Segundo o analista de mercado da Safra & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os juros elevados do plano safra vão acabar engessando os investimentos dos pecuaristas e também dos produtores. “Isso pode gerar dificuldades para um pecuarista e produtor rural que pretendia fazer investimentos na propriedade e pode ter uma redução no uso de tecnologia”, destacou ao Notícias Agrícolas. 

O analista ainda reportou que como os juros estão altos para muitos produtores rurais, tomar uma linha de crédito  vai ser um risco muito grande, considerando os riscos de mercado. “É uma conta que todos estão fazendo, pois compensa mais colocar o dinheiro em uma renda fixa com risco baixo ou correr riscos com as condições climáticas e de mercado e alocar o capital dentro da propriedade”, comenta.  

A terceirização da engorda por meio de boitel tem ganhado espaço na pecuária brasileira, mas os investimentos do setor privado nesse modelo têm sido afetados pelo encarecimento do crédito. Segundo dados da DSM-Firmenich, atualmente 19,1% dos animais confinados em boitel pertencem a terceiros — um reflexo de um período de expansão puxado por condições financeiras mais favoráveis no passado recente.

“Em 2021, com juros bastante reduzidos, houve um forte impulso nos investimentos em boitel. Muitos investidores viram oportunidade nesse modelo e entraram com força no mercado”, afirmou Walter, da DSM-Firmenich.

Por outro lado, o governo trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considera positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem tem direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.





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julho terá clima mais seco e ameno


A onda de frio mais intensa do ano está com os dias contados no Brasil. De acordo com o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, o pico das baixas temperaturas já foi registrado, e a tendência agora é de elevação gradual nos termômetros em boa parte do país. A partir desta sexta-feira, 4 de julho, a massa de ar polar que causou a queda brusca nas temperaturas começa a se deslocar para o Oceano Atlântico, perdendo força sobre o continente.

Segundo dados do Agrolink, este episódio foi o quarto e mais severo do ano até agora, com registros de até 5 °C abaixo da média climatológica em diversas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Tecnicamente, esse comportamento configura o fenômeno como uma “onda de frio”, com noites e madrugadas especialmente geladas e risco de geadas nas serras do Sul nos próximos dias.

Diferente dos últimos anos, marcados por invernos amenos sob influência do El Niño, o inverno de 2025 se apresenta mais rigoroso. Com a neutralidade climática vigente, as condições atuais se aproximam mais do que é esperado para esta época do ano, permitindo incursões mais frequentes de ar polar — embora sem extremos fora do comum.

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As previsões indicam que, após a primeira semana de julho, o padrão climático mudará. Um bloqueio atmosférico dificultará a entrada de novas frentes frias com a mesma intensidade. Com isso, o tempo seco deve predominar e as temperaturas tendem a se manter mais amenas ou até mesmo acima da média em boa parte do centro-sul do país.

Apesar disso, não se descarta a possibilidade de uma ou duas novas massas de ar frio na segunda metade do mês. No entanto, Gabriel destaca que essas incursões devem ser menos intensas do que o evento atual, sinalizando um padrão de contrastes ao longo do mês: frio rigoroso no início e tempo mais estável e quente no final.

Com o avanço do inverno e a influência de padrões atmosféricos neutros, os produtores rurais devem permanecer atentos às variações bruscas no clima. A oscilação entre frio extremo e temperaturas elevadas pode impactar diretamente no desenvolvimento de culturas agrícolas e na produtividade do campo.





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recuo nos preços é impulsionado por dólar e pressão de compradores


Os preços do algodão em pluma registraram forte retração ao longo de junho, pressionados por fatores tanto externos quanto internos. A combinação entre a valorização do real frente ao dólar e a queda nos preços internacionais comprometeu a competitividade das exportações, refletindo diretamente na formação de preços no mercado brasileiro.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, acumulou queda de 6,16% entre os dias 30 de maio e 30 de junho. No último dia do mês, a cotação fechou em R$ 4,1456 por libra-peso, o menor valor nominal desde 17 de fevereiro de 2025, quando o indicador marcou R$ 4,1153/lp.

Além da paridade de exportação desfavorável, o mercado doméstico também contribuiu para o recuo nos preços. Os compradores demonstraram menor apetite e exerceram pressão por valores mais baixos. Ao mesmo tempo, vendedores se mostraram mais flexíveis nas negociações, o que aumentou a liquidez e acelerou a queda nas cotações.

A média mensal de junho foi de R$ 4,2901/lp, uma retração de 2,4% em relação à média de maio. Ainda assim, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o valor ficou 9,1% acima, em termos nominais, evidenciando que o mercado ainda opera em patamar superior ao de 2024.

A conjuntura atual coloca o produtor de algodão diante de um cenário de cautela, especialmente no que diz respeito às vendas. A volatilidade cambial e as incertezas sobre a demanda global têm exigido maior atenção dos agentes quanto ao momento ideal para comercialização.

Com o avanço da colheita e a entrada de mais oferta no mercado interno nos próximos meses, o setor segue atento aos desdobramentos da economia internacional e à movimentação dos estoques. A manutenção ou reversão do atual movimento de baixa dependerá, sobretudo, da demanda externa e do comportamento do dólar.





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