domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Produção de banana no Paraná cai 30% em dez anos


O Paraná consolidou-se como o 13º maior produtor de bananas do Brasil em 2023, segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado na quinta-feira (13). O estado registrou uma produção de 148,2 mil toneladas em uma área de 7,5 mil hectares, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 213,3 milhões.

Apesar da relevância da cultura, os dados apontam queda de 30,1% na produção e de 22,2% na área cultivada na última década. Em 2014, a colheita era de 230,2 mil toneladas e a área plantada somava 9,9 mil hectares.

A bananicultura paranaense está presente em 311 municípios, mas é fortemente concentrada no Litoral do estado, que responde por 59% da produção. O município de Guaratuba se destaca com 76,8 mil toneladas colhidas, representando 47,8% da produção estadual. A comunidade de Cubatão é o principal polo produtor.

Outras regiões de destaque são:

Região de Apucarana – 9,8% da produção estadual, com Novo Itacolomi como principal produtor.

Norte Pioneiro – 5,8% da produção, com Santa Amélia liderando na região.

Região Metropolitana de Curitiba – 4,4% da colheita estadual, com destaque para São José dos Pinhais.

Juntas, essas quatro regiões concentram 79,5% da bananicultura do Paraná.

O preço da banana sofreu oscilações nos últimos meses. Em janeiro, o produtor paranaense recebeu R$ 32,48 por caixa de 22 kg, valor 8,3% menor que em dezembro de 2024. Entretanto, comparado a janeiro do ano passado, houve alta de 25,2%.

No atacado da Ceasa de Curitiba, a banana caturra/nanica de primeira caiu 18,1% em um mês e 35,7% em relação a 2024. No varejo, o preço médio do quilo ficou em R$ 5,31, uma alta de 35,6% na comparação anual.

As fortes chuvas no Litoral, especialmente em Guaratuba, causaram alagamentos em 1,5 mil hectares de bananais, sendo 80 hectares com perda total. O impacto deve refletir na qualidade da fruta e no custo de beneficiamento.

Apesar da queda na produção, o Paraná mantém-se como um importante fornecedor de bananas no mercado nacional.





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Alta nos custos preocupa produtores de leite


As altas temperaturas, frequentemente próximas dos 40°C, têm impactado o bem-estar dos rebanhos e a produtividade do leite no Rio Grande do Sul, segundo o Boletim Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13). A sensação térmica elevada e a escassez de forragem agravam o cenário, obrigando os produtores a recorrerem à suplementação alimentar, o que aumenta os custos operacionais.

Apesar da adoção de estratégias como pastoreio em horários mais frescos do dia, a oferta de alimento natural não tem sido suficiente para atender à demanda nutricional dos animais. Com isso, a produção de leite segue em queda, refletindo um momento crítico para a atividade.

Campanha e Fronteira Oeste: A chuva de 5 de fevereiro melhorou a oferta de forragem em algumas propriedades da região de Bagé, mas a necessidade de suplementação com feno e ração continua pressionando os custos. Já em Santana do Livramento, a estiagem provocou perdas de até 30% na produtividade leiteira. Em São Gabriel, as chuvas recentes ajudaram a recuperar as pastagens nativas.

Serra Gaúcha: Na região de Caxias do Sul, a produtividade do leite caiu levemente devido ao estresse térmico. A infestação de moscas foi relatada, mas o estado corporal dos bovinos segue adequado.

Noroeste e Planalto: Em Ijuí, alguns produtores enfrentam problemas reprodutivos, com um número elevado de vacas retornando ao cio. Já em Passo Fundo, a silagem de milho e trigo tem sido essencial para manter a alimentação dos animais.

Região Metropolitana e Centro do Estado: Em Porto Alegre e Santa Maria, a situação segue estável devido à suplementação alimentar. As chuvas das últimas semanas favoreceram o crescimento das pastagens, mas ainda não foram suficientes para normalizar a produção.

Missões e Fronteira Noroeste: Em Santa Rosa, produtores dependem fortemente de alimentos conservados e concentrados para suprir as necessidades nutricionais do rebanho.

Apesar dos desafios climáticos, o estado sanitário do gado leiteiro segue satisfatório, com os protocolos de controle de ectoparasitas sendo mantidos. No entanto, os custos elevados com alimentação e a queda na produção preocupam os pecuaristas.

A expectativa do setor é que a recuperação da oferta de pastagens nos próximos meses reduza a necessidade de suplementação e traga alívio financeiro para os produtores.





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Seca reduz produção de citros em até 30%



Falta de chuvas compromete safra de citros no RS




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (13), a produção de citros no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido à seca. O déficit hídrico tem provocado queda na produtividade e prejudicado o desenvolvimento dos frutos em diversas regiões do estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, a produção de laranja e bergamota sofreu redução de aproximadamente 30%, resultado da falta de chuvas. Além disso, os citricultores relataram aumento na queda prematura dos frutos, o que agrava ainda mais as perdas.

Já na região de Lajeado, no município de São José do Sul, produtores realizam o raleio da variedade Caí, abrangendo cerca de 30% das áreas cultivadas. O preço da caixa de 25 kg está em R$ 20,00. Algumas plantas já demonstram sinais de estresse hídrico, como folhas ressecadas e crescimento lento dos frutos, mas ainda não há estimativa de perdas na produção.

Na região de Santa Rosa, os pomares estão em fase de frutificação. Apesar da intensa floração, a carga de frutos das bergamoteiras está abaixo do esperado. Além disso, queimaduras nas folhas e nos frutos, causadas pela forte exposição ao sol, foram observadas.

Por sua vez, na região de Soledade, os citros seguem em fase de formação dos frutos. Embora a seca tenha desacelerado o crescimento, a produção não sofreu impactos significativos até o momento. Além disso, a pressão de pragas e doenças permanece baixa. A variedade Bergamota Okitsu deve atingir a maturação no início de março.

A Emater/RS-Ascar segue monitorando as condições climáticas e seus impactos na fruticultura gaúcha. Produtorels estão atentos às mudanças no clima e possíveis novas perdas decorrentes da estiagem prolongada.





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Nova York registra queda no açúcar; Londres avança


Segundo dado divulgado pela Udop, as cotações do açúcar foram entregues mistas nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (13). Enquanto o açúcar bruto negociado na ICE Futures de Nova York registrou queda no contrato de março/25, os demais vencimentos tiveram leve valorização. Já o açúcar branco, na ICE Futures Europe de Londres, fechou o dia em alta para todos os lotes.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,76 cents/lb, uma queda de 11 pontos em relação à sessão anterior. Por outro lado, o contrato maio/25 teve nível alto de 6 pontos, cotado a 18,34 centavos/lb. Os demais vencimentos também obtiveram ganhos, variando entre 4 e 9 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, todos os contratos de açúcar branco fecharam valorizados. O contrato março/25 arrecadou US$ 12,50, sendo comercializado a US$ 545,30 por tonelada. O contrato maio/25 avançou US$ 6,10, negociado a US$ 518,40 por tonelada. Os demais vencimentos tiveram altas entre US$ 4,70 e US$ 5,50.

No Brasil, as cotações do açúcar cristal recuaram na quarta-feira, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). O saco de 50 kg foi comercializado a R$ 143,86, contra R$ 144,89 da véspera, o que representa uma queda de 0,71%.

O etanol hidratado também registrou desvalorização, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. As usinas venderam o biocombustível a R$ 2.942,50 por metro cúbico, frente aos R$ 2.952,50 de terça-feira, representando uma queda de 0,34%.





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ABINBIO defende inclusão dos biológicos na Lei de Patentes



Reunião discutiu necessidade de debate sobre atualização da Lei



Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização
Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização – Foto: Divulgação

O Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO, Mauro Heringer, esteve recentemente reunido com a Andrea Maceraa, Secretária de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na ocasião ele apresentou o pleito da Associação quanto a necessidade de debate sobre a mudança na Lei de Patentes, visando permitir a patente de produtos biológicos e seres vivos não transgênicos.

Com a instituição de Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual pelo MDIC, Heringer defendeu que o novo debate precisa ser feito pelo Governo, criando espaços para que as entidades da sociedade civil e academia possam contribuir com a modernização da legislação. Andrea Maceraa garantiu que haverá espaço para que a ABINBIO possa contribuir com o GT de Propriedade Intelectual, uma vez que o debate sobre patente de seres vivos tem muitos lados e não é um tema pacífico dentro do governo.

Além disso, os representantes do MDIC informaram que o GT produz, anualmente, um estudo amplo sobre um tema definido no início do ano. O tema de 2025 ainda não foi definido, de forma que levarão o tema de patentes de seres vivos para deliberação interna.

Por fim, os representantes do Ministério pediram que a ABINBIO encaminhe ofício com o Pleito para eles, apresentando os pleitos do setor, a importância da discussão do tema, exemplos de patentes brasileiras em outros países, bem como a sugestão de realização de seminário, no âmbito do MDIC, para debater o assunto.

Além de Andrea Maceraa, participaram da reunião pela SCPR Juliana Ghizzi Pires, Diretora do Departamento de Política de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade e Miguel Carvalho, Coordenador-Geral de Propriedade Intelectual. Junto com Mauro Heringer esteve Enrico Ribeiro, da Consillium.





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Mercado de trigo no Sul segue pressionado


Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos do Rio Grande do Sul avançam lentamente na cobertura de suas necessidades para abril, o que mantém pressão sobre os preços. Com uma disponibilidade estimada em 1,15 milhão de toneladas, os negócios seguem constantes, mas sem grandes altas devido à ausência de demanda de fora do estado. No mercado interno, os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.300,00 por tonelada para embarque e pagamento no fim de março, enquanto para trigos mais fortes os valores sobem para R$ 1.350,00. Já os vendedores variam entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00. Para exportação, as negociações seguem alinhadas às nomeações de navios, enquanto o preço da pedra em Panambi se manteve em R$ 65,00 por saca.  

Em Santa Catarina, os preços do trigo e a demanda dependem diretamente da movimentação do mercado de farinhas. As ofertas FOB variam entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00 por tonelada, com valores finais chegando a R$ 1.600,00 no leste do estado devido ao frete e ICMS. A procura por farelo caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00 ensacado. Algumas cooperativas estão segurando os estoques à espera de valorizações futuras. Os preços pagos aos triticultores se mantiveram estáveis pela quarta semana consecutiva, com variações regionais entre R$ 68,00 e R$ 74,33 por saca.  

No Paraná, os preços do trigo apresentaram leve alta de 0,33% conforme o CEPEA. As cotações oscilaram entre R$ 1.390,00 e R$ 1.445,00 por tonelada, dependendo da necessidade dos compradores e dos custos logísticos. O preço mais frequente ficou em R$ 1.450,00 CIF moinhos para entrega em março e pagamento em abril, com alguns negócios pontuais a R$ 1.400,00 FOB devido à necessidade de liberar espaço para soja e milho. No norte e oeste, compradores indicam valores entre R$ 1.450,00 e R$ 1.470,00, mas a logística segue limitada até março. O aumento nos fretes, impulsionado pela chegada da safra de milho e soja, e as chuvas têm dificultado a movimentação do grão.

 





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resistência a defensivos preocupa produtores e exige novas soluções


O Show Rural Coopavel 2025, realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro em Cascavel, Paraná, consolidou-se como um dos maiores eventos do agronegócio na América Latina. Com mais de 600 expositores nacionais e internacionais, a feira atraiu produtores rurais em busca de soluções inovadoras para o controle de doenças e pragas, um dos grandes desafios da agricultura atual.

Caruru resistente: um desafio crescente

O caruru (Amaranthus) tem se tornado uma das principais ameaças à produtividade das lavouras, especialmente no Rio Grande do Sul. De acordo com João Tomás, gerente de marketing regional da Ihara, a disseminação dessa planta daninha está diretamente relacionada à resistência aos herbicidas convencionais.

“Se essa planta daninha se torna resistente ao glifosato, o controle passa a ser ineficaz. Além disso, ela possui um alto potencial de disseminação, pois cada planta produz milhares de sementes”, explicou Tomás. Para mitigar esse problema, ele destaca a importância do uso de herbicidas pré-emergentes como o Yamato, que garante um controle mais eficiente e evita a competição inicial com a cultura principal.

O combate ao percevejo e a importância dos inseticidas rápidos

O percevejo tem sido outra grande preocupação dos produtores. Segundo Tomás, a escolha de defensivos adequados é essencial para evitar perdas significativas.

“Se o inseticida demora para agir, o percevejo continua causando danos e colocando ovos, aumentando ainda mais a infestação. Produtos como Zeus garantem uma ação rápida, impedindo a reinfestação e reduzindo a necessidade de reaplicação”, afirmou.

Pragas e estresse climático

A Sumitomo também apresentou soluções eficazes para o manejo de plantas daninhas e pragas. Luciano Jaloto, diretor de marketing da empresa no Brasil, destacou o herbicida pré-emergente de três ativos que controla eficientemente plantas como pé de galinha e Amaranthus.

“Nosso produto atua mesmo em solos cobertos com palha, diferentemente de outros herbicidas que têm dificuldades nessas condições”, afirmou Jaloto.

Além disso, a empresa trouxe ao evento o Kaiso Max, um inseticida formulado para combater percevejos com ação de choque rápida e excelente efeito residual.

Outro foco da Sumitomo foi a linha “Soja Mais e Milho Mais”, que visa melhorar a estrutura da planta para resistir a condições climáticas adversas. “A agricultura tropical enfrenta desafios crescentes com estiagens e altas temperaturas. Essa linha ajuda no desenvolvimento radicular e melhora a absorção de água e nutrientes”, acrescentou.

Genética e resistência: o papel das sementes no manejo de doenças

A importância do melhoramento genético no controle de pragas e doenças também foi um dos temas abordados na feira. Marcelo, representante da Supra Sementes, destacou que o desenvolvimento de híbridos resistentes é essencial para garantir produtividade e estabilidade nas lavouras.

“Os híbridos precisam ser adaptados às condições regionais e às principais ameaças sanitárias. Somente com pesquisas localizadas conseguimos selecionar os materiais mais adequados”, explicou.

O mercado de milho, segundo ele, continuará crescendo, impulsionado pela produção de etanol e pela safrinha. “A resistência à cigarrinha é uma das principais demandas dos produtores hoje, e temos trabalhado para desenvolver materiais que atendam a essa necessidade”, afirmou Marcelo.

O mercado de defensivos e os desafios climáticos

Felipe Daltro, diretor de marketing da Corteva, trouxe um panorama sobre o mercado de defensivos no Brasil.

“Nosso mercado é o maior do mundo, e a tendência é de crescimento. O produtor precisa de mais aplicações por hectare para garantir um controle eficiente de pragas e doenças”, afirmou Daltro.

Sobre os desafios climáticos no Rio Grande do Sul, Daltro ressaltou a resiliência dos agricultores gaúchos. “A seca impacta algumas regiões, mas a diversidade de culturas ajuda a compensar as perdas e manter o setor fortalecido.”

Agricultura digital e o futuro do manejo de pragas

“A integração entre sementes, defensivos e ferramentas digitais é essencial. A agricultura digital permite que o produtor monitore sua lavoura com precisão, otimizando as aplicações de defensivos e maximizando a produtividade”, afirmou Oliveira.

A Bayer também está investindo em novas formulações de fungicidas e herbicidas, focadas na sustentabilidade e na segurança ambiental. “As novas soluções apresentam toxicidade reduzida e maior seletividade, atacando apenas as pragas-alvo sem prejudicar organismos benéficos”, explicou.

O Show Rural Coopavel 2025 reforçou que a combinação de biotecnologia, defensivos avançados e agricultura digital é essencial para enfrentar os desafios do campo. O manejo preventivo e integrado de pragas e doenças é a melhor estratégia para garantir produtividade e sustentabilidade nas lavouras brasileiras. Com um mercado de defensivos em expansão e tecnologias cada vez mais inovadoras, o produtor tem à disposição ferramentas eficazes para proteger sua produção e maximizar seus resultados.





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Dólar pressiona preços da soja, mas prêmios garantem sustentação



Contrato de soja fechou a quinta-feira (13) em US$ 10,30 por bushel,




Foto: Pixabay

Após semanas de desvalorização do Real acima dos R$ 6,00 por dólar, a recente valorização da moeda brasileira para patamares entre R$ 5,70 e R$ 5,80 pressionou os preços internos da soja. No entanto, a queda foi limitada pela melhora dos prêmios no Brasil, impulsionada por uma safra menor do que o esperado.

Segundo dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o contrato de soja fechou a quinta-feira (13) em US$ 10,30 por bushel, contra US$ 10,60 uma semana antes. A média de dezembro/24 ficou em US$ 9,83/bushel, enquanto janeiro/25 registrou US$ 10,29, representando um avanço de 4,7% em relação ao mês anterior. Em comparação, janeiro de 2024 teve média de US$ 12,30/bushel.

Nos Estados Unidos, as exportações de soja na semana encerrada em 6 de fevereiro totalizaram 1,04 milhão de toneladas, dentro das projeções do mercado. No acumulado da temporada 2024/25, os embarques somam 35,2 milhões de toneladas, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na Argentina, as chuvas retornaram na última semana e aliviaram o déficit hídrico que afetava cerca de 60% das lavouras. No entanto, assim como no sul do Brasil, a distribuição irregular das precipitações deixou algumas áreas ainda sob estresse hídrico. Apesar da interrupção dos danos na safra de soja, as perdas já consolidadas não serão revertidas.





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Soja e milho avançam com fatores externos


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de soja, milho e trigo abriu em alta nesta quarta-feira (14), impulsionado por fatores políticos e climáticos. A soja na CBOT para março subiu para US$ 1.038,75 (+8,75), enquanto o indicador Cepea recuou 0,73% no dia, fechando a R$ 130,68, mas ainda acumulando alta de 1,31% no mês. A valorização ocorre após a ordem executiva assinada ontem pelo ex-presidente Donald Trump, que acelera a aplicação de tarifas recíprocas contra países que taxam importações dos EUA. 

“Além do exposto acima, contribuem para a melhora as reduções nas expectativas de safra da Argentina e a valorização do real frente ao dólar até agora neste ano, o que reduz o incentivo de venda para os produtores brasileiros, em plena safra”, comenta.

O milho também segue em alta, com os contratos para março negociados a US$ 495,75 (+2,25) na CBOT. No Brasil, o milho na B3 avançou 1,41%, para R$ 79,76, e o indicador Cepea subiu 0,15% no dia, chegando a R$ 79,12. Entre os fatores de suporte estão as exportações norte-americanas mais firmes, segundo o USDA, além do atraso no plantio da safrinha no Brasil e a redução da safra na Argentina.

“Além disso, a firmeza do milho também responde ao bom desempenho das exportações confirmado ontem pelo USDA; o atraso no plantio da safrinha brasileira; os cortes nas expectativas de safra argentina, e o já mencionado sobre a valorização do real frente ao dólar, que melhora a competitividade das exportações norte-americanas, em detrimento das brasileiras”, completa.

O trigo também abriu em alta, com os contratos de março subindo para US$ 587,50 (+9,75) na CBOT. No Brasil, o trigo no Paraná atingiu R$ 1.435,00 (+0,28%), e o indicador Cepea nacional permaneceu estável em R$ 1.318,70, mas acumulando alta de 0,77% no mês. O aumento nos preços se deve à desaceleração das exportações da região do Mar Negro, além dos desafios no “plano de paz” proposto por Trump entre Rússia e Ucrânia. A possibilidade de uma onda de frio afetando lavouras nos EUA, Rússia e Ucrânia também adiciona um fator de risco ao mercado.

 





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o que está por trás da alta dos preços?


O café, uma das commodities mais apreciadas no mundo, está enfrentando uma alta histórica nos preços. Mas o que explica esse aumento tão expressivo? Eugenio Stefanelo, professor universitário, doutor em engenharia da produção e ex-secretário da Agricultura do Paraná, explicou sobre os fatores que impulsionaram essa escalada nos preços do café.

Segundo Stefanelo, o café é uma commodity global, o que significa que seu valor no mercado interno brasileiro é diretamente influenciado pela cotação internacional. “Como o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, o preço que pagamos aqui no país reflete, em grande parte, a cotação internacional multiplicada pela taxa de câmbio”, explica o especialista.

A cotação internacional e o impacto nos preços

Na safra 2024/2025, a produção mundial de café aumentou 4,1%, totalizando 174,9 milhões de sacas. No entanto, o consumo global também subiu, o que reduziu drasticamente os estoques. O estoque final de café foi o menor registrado nos últimos 25 anos, com 20,9 milhões de sacas, o que provocou um aumento significativo nas cotações internacionais.

Na Bolsa de Nova York, o preço do café Arábica, entre janeiro de 2024 e dezembro de 2024, disparou para US$ 3,22 por libra, uma alta de 66%. Já o café Conilon, na Bolsa de Londres, teve uma valorização ainda mais acentuada, com aumento de 79%, atingindo US$ 2,30 por libra. Esse cenário de oferta abaixo da demanda fez com que os preços subissem vertiginosamente, afetando diretamente o mercado brasileiro.

Os efeitos da bienalidade e do clima na produção brasileira

No Brasil, a produção de café também passou por uma queda. Entre 2024 e 2025, a área plantada foi reduzida em 1,5%, o que resultou em uma diminuição de 4,4% na produção. Stefanelo atribui essa redução a fatores climáticos, como a seca na florada e as altas temperaturas, além da bienalidade negativa, característica natural da cultura de café, que alterna entre anos de alta e baixa produção. Isso tudo contribui para uma oferta limitada de grãos no mercado interno.

Taxa de câmbio: outro fator que inflacionou os preços

A taxa de câmbio também teve um papel crucial no aumento dos preços do café no Brasil. O dólar, com sua cotação elevada devido às incertezas fiscais no país, fez com que o preço do café no mercado interno subisse para níveis recordes. Em 2024, o café tipo 6, por exemplo, chegou a custar entre R$ 2.500 e R$ 2.900 a saca, um valor muito superior ao praticado em anos anteriores. Apesar de uma leve queda no início de 2025, a cotação do dólar ainda permanece bastante alta em comparação com os valores de 2024, o que mantém os preços elevados.

O que esperar dos preços em 2025?

Com relação às perspectivas para o preço do café em 2025, o especialista é categórico: a cotação deve permanecer elevada ao longo do ano. A possibilidade de uma redução mais significativa só ocorreria se a safra mundial de 2025/2026 fosse excepcionalmente superior à demanda. Contudo, Stefanelo é cauteloso ao afirmar que isso é improvável, já que os estoques de café estão em níveis extremamente baixos, o que dificulta uma queda substancial nos preços.

Além disso, o especialista destaca que a alta no preço do café não é consequência apenas da oferta reduzida, mas também do aumento nos custos de produção. A mão de obra, a energia elétrica, os combustíveis e os custos de embalagens subiram significativamente nos últimos meses, impactando diretamente o preço final do café para o consumidor.

A realidade do café no Brasil: preço alto e perspectivas inciertas

No ano passado, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) do café moído subiu 37%, o que reflete o aumento no preço da matéria-prima e nos custos de produção. Esse aumento, segundo Stefanelo, não é fruto de especulação, mas sim das condições reais do mercado. “Os preços estão elevados porque a oferta está limitada e os custos de produção e transporte também aumentaram”, comenta.

Com as previsões climáticas alertando para chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas em fevereiro, a preocupação entre os cafeicultores é grande. Esse período de desenvolvimento final da safra pode ser decisivo para a qualidade do café, já que o calor excessivo prejudica a planta, comprometendo a produção de grãos de alta qualidade. A safra 2025/2026, portanto, pode ser impactada, o que traria mais pressão sobre os preços nos próximos meses.

Café caro: uma tendência para o futuro próximo

Com os estoques globais baixos e os custos de produção cada vez mais elevados, o café deve continuar sendo um item de consumo mais caro. Para os “tomadores de café”, infelizmente, a notícia não é das melhores, e essa tendência de preços elevados tende a se manter ao longo de 2025, com poucas possibilidades de alívio.

Em resumo, o cenário de alta no preço do café é complexo, envolvendo uma série de fatores que vão desde o clima até questões econômicas globais. As perspectivas para o curto prazo são de preços elevados, e qualquer mudança significativa dependerá de uma produção excepcional nas próximas safras, algo que está longe de ser garantido.





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