quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Chuvas bloqueiam rodovia entre Novo Cabrais e Candelária



Com pista alagada e ponte danificada, motoristas enfrentam desvios no Centro do RS




Foto: Reprodução/Redes Sociais

As intensas chuvas que atingem a região Central do Rio Grande do Sul provocaram o bloqueio total de dois trechos da RSC-287 entre os municípios de Novo Cabrais e Candelária, principal ligação entre o interior e a Região Metropolitana. 

Segundo informações do Batalhão Rodoviário da Brigada Militar, a sinalização de alerta foi instalada ainda nas primeiras horas do dia, e os motoristas precisam buscar rotas alternativas. A principal opção indicada é utilizar a BR-153 por Cachoeira do Sul, com acesso posterior à BR-290 em direção a Porto Alegre.

Além desse ponto crítico, outro trecho da RSC-287 também foi interditado no km 167, ainda em Novo Cabrais. Neste caso, o bloqueio ocorreu após o Arroio Barriga transbordar e cobrir o desvio provisório construído pela concessionária Rota de Santa Maria — estrutura que substitui temporariamente a pista original danificada em enchentes anteriores.

Nos dois locais, o tráfego está completamente interrompido nos dois sentidos, sem previsão para liberação. Equipes da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), com sede em Candelária, devem inspecionar os danos ainda na tarde deste domingo para definir as próximas ações de recuperação.

Com a RSC-287 comprometida em dois pontos estratégicos, a recomendação é que condutores programem seus deslocamentos com atenção redobrada e consultem as condições das estradas antes de sair. 





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Como produzir mais, com menos impacto?



Técnicas regenerativas aumentam a produção



O impacto ambiental também se destaca
O impacto ambiental também se destaca – Foto: Pixabay

Um estudo recente da Aliança Europeia para a Agricultura Regenerativa (EARA), divulgado este mês, aponta que práticas agrícolas regenerativas lideradas por agricultores estão superando modelos convencionais em produtividade, rentabilidade e sustentabilidade ecológica. Intitulado “Regenerating Europe from the Ground Up”, o relatório é fruto de três anos de pesquisa (2021–2023) em 14 países europeus, utilizando o índice Regenerating Full Productivity (RFP) para medir, de forma integrada, os impactos agronômicos, econômicos e ambientais das propriedades rurais.

De acordo com os dados, agricultores que adotam práticas regenerativas atingiram, em média, uma produtividade plena 33% superior à dos sistemas convencionais, com ganhos variando de 13% a 52%. Além disso, obtiveram aumento de 25% nos níveis de fotossíntese, 24% na cobertura do solo e 16% na diversidade de plantas. Mesmo apresentando apenas 2% menos rendimento em calorias e proteínas, esses produtores reduziram o uso de fertilizantes nitrogenados sintéticos em 61% e de pesticidas em 75%, conquistando uma margem bruta 20% maior por hectare cultivado.

O impacto ambiental também se destaca: caso metade das propriedades da União Europeia adotasse essas práticas, seria possível compensar mais de três vezes as atuais emissões agrícolas, o que equivale a mitigar cerca de 513 milhões de toneladas de CO2 por ano. Além disso, fazendas regenerativas reduziram a dependência de ração importada, produzindo alimentos para animais 100% dentro da Europa, o que fortalece a segurança alimentar e a soberania econômica regional.

Para viabilizar a transição em escala, a EARA defende que o índice RFP seja incorporado como indicador-chave em políticas como a Política Agrícola Comum (PAC), com incentivos baseados em desempenho ecológico e produtivo. Entre as propostas estão seguros de transição, subsídios vinculados a resultados e parcerias público-privadas que não enfraqueçam as normas ambientais. “O tempo de agir é agora. Os instrumentos existem, os agricultores estão prontos e os resultados já são visíveis”, destaca o relatório, reforçando o chamado para uma mudança de paradigma na agricultura europeia.


 





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produção da segunda safra pressiona mercado nacional



Produtores enfrentam dificuldades para negociar a preços mais atrativos




Foto: USDA

Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, refletindo a perspectiva de uma safra robusta em 2024/25. O cenário atual, marcado por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras, tem impulsionado as expectativas de uma colheita elevada, o que pressiona as cotações do cereal.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o bom desenvolvimento das lavouras da segunda safra reforça o viés de baixa nos preços. Com a entrada gradativa da produção no mercado e a possibilidade de excedente, compradores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, aguardando melhores oportunidades de negociação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou, na última semana, sua projeção de produção total de milho no Brasil para 128,25 milhões de toneladas. O volume é 1,37 milhão de toneladas maior que o estimado em maio, sinalizando um cenário de ampla oferta nos próximos meses.

A segunda safra, principal responsável pelo abastecimento interno e pelas exportações, deve alcançar 101 milhões de toneladas, número que supera em 12% o volume colhido no ciclo anterior. Trata-se, ainda, da segunda maior produção da série histórica da Conab, o que evidencia o desempenho positivo da atual temporada.

Com os estoques bem abastecidos e a demanda interna sem grandes avanços, produtores enfrentam dificuldades para negociar a preços mais atrativos. A pressão adicional vem do mercado externo, onde a competitividade do milho brasileiro também é impactada pela oscilação cambial e pelo comportamento dos preços internacionais.

Diante desse contexto, especialistas recomendam atenção às estratégias de comercialização. A recomendação é que o produtor avalie alternativas como o armazenamento e o uso de ferramentas de proteção de preço, buscando mitigar os efeitos da desvalorização do cereal no mercado físico.





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Estamos limitando a “evolução” da agricultura?


No esforço de consolidar o uso de microrganismos na agricultura, o setor criou convenções que, em muitos casos, mais limitam do que impulsionam o avanço dessas tecnologias. Para Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ ASSESSORIA, é hora de rever o que hoje é tido como “melhor prática” e abrir espaço para inovação baseada em inteligência ecológica.

“Será que estamos seguindo práticas que, na verdade, travam o uso dos microrganismos na agricultura? Nem toda melhor prática leva ao avanço”, comenta.

Zucchi destaca cinco mitos que merecem ser desafiados para que os microrganismos entreguem todo seu potencial no campo. O primeiro mito é acreditar que “quanto mais cepas, melhor”. Na prática, misturar muitas espécies pode causar competição e neutralizar efeitos, sendo mais eficaz formar consórcios com sinergia comprovada, em vez de misturas aleatórias.

Outro mito comum é confiar apenas em testes de laboratório ou estufa. O ambiente do solo é dinâmico e exige validação em condições reais, com agricultores parceiros desde o início. Focar apenas em grupos tradicionais, como PGPR e biofertilizantes à base de Azospirillum e Bacillus, também limita o avanço, pois funções importantes, como sinalização, tolerância a estresses e compostos voláteis, são pouco exploradas.

Além disso, registrar um produto não garante sua eficácia no campo. O processo regulatório precisa ser acompanhado de monitoramento constante e ajustes práticos conforme a realidade de cada área cultivada. Por fim, um mesmo bioinsumo não funciona em qualquer solo: ignorar a microbiota e as condições locais é receita para resultados inconsistentes. A solução está na ecologia microbiana de precisão, considerando dados específicos do solo e da microbiota local.

“Muita gente me pergunta: Mas se o microrganismo é bom, por que ele não funciona em todo lugar?A resposta pode incomodar:  porque o solo, a planta e o ambiente completam o quebra-cabeça para o sucesso ou não do bioinsumo utilizado”, conclui.

 





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Gripe aviária no maior exportador de frango, Brasil, desencadeia proibições…


Logotipo Reuters

SÃO PAULO, 16 de maio (Reuters) – O Brasil, maior exportador de frango do mundo, confirmou seu primeiro surto de gripe aviária em uma granja avícola na sexta-feira, desencadeando uma proibição comercial em todo o país pela China e restrições estaduais para outros grandes consumidores.

O surto no sul do Brasil foi identificado em uma fazenda fornecedora da Vibra Foods, uma operação brasileira apoiada pela Tyson Foods (TSN.N), de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A Vibra e a Tyson não responderam imediatamente às perguntas. A Vibra possui 15 unidades de processamento no Brasil e exporta para mais de 60 países, segundo seu site.

O Brasil exportou US$ 10 bilhões em carne de frango em 2024, representando cerca de 35% do comércio global. Grande parte disso veio da processadora de carne BRF (BRFS3.SA). e JBS (JBSS3.SA), , que enviam para cerca de 150 países.

China, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os principais destinos das exportações de frango do Brasil.

O ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, afirmou na sexta-feira que a China proibiu a importação de aves do país por 60 dias. Conforme acordos com Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, ele afirmou que a proibição comercial restringiria apenas os embarques do estado afetado e, eventualmente, apenas do município em questão.

O surto ocorreu na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, informou o Ministério da Agricultura. O estado responde por 15% da produção e exportação de aves brasileiras, informou a Associação Brasileira de Abate de Suínos e Aves (ABPA) em julho de 2024.

A BRF possui cinco unidades de processamento em operação no estado. A JBS também investiu em unidades locais de processamento de frango sob sua marca Seara.

Autoridades estaduais disseram que o surto de gripe aviária H5N1 já é responsável pela morte de 17.000 galinhas de criação, seja diretamente pela doença ou devido ao abate preventivo.

Autoridades veterinárias estão isolando a área do surto em Montenegro e procurando por mais casos em um raio inicial de 10 km (6 milhas), disse a secretaria estadual de agricultura.

Fávaro, o ministro da Fazenda, disse que o Brasil estava trabalhando para conter o surto e negociar um afrouxamento das restrições comerciais mais rápido do que os dois meses acordados nos protocolos.

“Se conseguirmos eliminar o surto, achamos que é possível restabelecer um fluxo comercial normal antes dos 60 dias, inclusive com a China”, disse Favaro em entrevista à CNN Brasil.

Os produtos de frango enviados até quinta-feira não serão afetados pelas restrições comerciais, ele acrescentou.

O ministério disse em um comunicado que estava notificando oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal.

REBANHO DOS EUA DEVASTADO

A gripe aviária se alastrou pela indústria avícola dos EUA desde 2022, matando cerca de 170 milhões de galinhas, perus e outras aves, afetando gravemente a produção de carne e ovos.

A gripe aviária também infectou quase 70 pessoas nos EUA, com uma morte, desde 2024. A maioria dessas infecções ocorreu entre trabalhadores rurais expostos a aves ou vacas infectadas.

A disseminação da doença aumenta o risco de a gripe aviária se tornar mais transmissível aos humanos.

Em contraste, a Argentina conseguiu isolar um surto em fevereiro de 2023 e começar a retomar as

“Todas as medidas necessárias para controlar a situação foram adotadas rapidamente, e a situação está sob controle e sendo monitorada por órgãos governamentais”, disse a ABPA, associação da indústria avícola do Brasil, em um comunicado.

A JBS encaminhou questões sobre o surto à ABPA.

O CEO da BRF, Miguel Gularte, disse a analistas em uma teleconferência de resultados que estava confiante de que os protocolos de saúde brasileiros eram robustos e que a situação seria superada rapidamente.

O Brasil, que exportou mais de 5 milhões de toneladas métricas de produtos de frango no ano passado, confirmou os primeiros surtos da gripe aviária altamente patogênica entre aves selvagens em maio de 2023 em pelo menos sete estados.

A doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos, disse o Ministério da Agricultura em um comunicado.

“A população brasileira e mundial pode ficar tranquila quanto à segurança dos produtos inspecionados, e não há restrições ao seu consumo”, afirmou o ministério.

Reportagem de Isabel Teles, Ana Mano e Roberto Samora; Reportagem adicional de Ella Cao, Nigel Hunt e Tom Polansek; Edição de Brad Haynes, Mark Potter, Barbara Lewis e Aurora Ellis





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Soja adulterada com areia e mofo é barrada no Paraná



Fraude em exportação de soja




Foto: Mapa

Uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Federal resultou na apreensão de uma carga adulterada de farelo de soja no Porto de Paranaguá, no Paraná. A ação, realizada no último dia 10 de junho, interceptou 39.250 quilos do produto contaminado, que seria exportado para o mercado internacional. Historicamente, conforme a legislação do Ministério da Agricultura, produtos adulterados como o farelo interceptado são destinados a aterros sanitários, garantindo a segurança e rastreabilidade dos produtos que saem do Brasil rumo a outros países.

Segundo informações divulgadas pelo Mapa, auditores fiscais agropecuários identificaram irregularidades no processo de acesso e classificação da carga ainda no terminal de origem. A adulteração foi confirmada com a análise de amostras que revelaram a presença de areia, serragem e mofo misturados ao farelo de soja — um cenário que configura fraude grave e viola normas sanitárias e de qualidade exigidas para exportação.

A detecção da fraude reforça a importância da atuação preventiva e rigorosa dos órgãos de fiscalização. O Mapa destaca que esse tipo de prática compromete não apenas a saúde animal e vegetal, mas também a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional, além de provocar perdas econômicas relevantes.

De acordo com Fernando Mendes, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (SIPOV/PR), a ação reflete o êxito da cooperação entre as entidades públicas. A operação foi iniciada a partir de uma investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, com foco no combate a fraudes em exportações de produtos a granel.

As autoridades seguem investigando a origem da carga e os responsáveis pela tentativa de fraude. O objetivo é identificar todos os envolvidos e compreender a extensão do esquema criminoso. A empresa responsável pelo envio da carga deverá, conforme as normas ambientais, apresentar um plano de descarte adequado para o material apreendido.

 

 

 





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Mercado de grãos reage a clima e colheita


Segundo informações da TF Agroeconômica, nesta segunda-feira (17/06), os mercados de trigo, soja e milho abrem o dia acompanhando fatores climáticos, geopolíticos e de oferta nos principais países produtores. O trigo sobe em Chicago com contratos para julho cotados a US\$ 540,25 (+3,75) e dezembro a US\$ 576,25 (+2,50), impulsionado pela lentidão da colheita de inverno nos EUA, que avançou para 10% da área plantada, abaixo dos 25% do mesmo período em 2024 e da média de 16% dos últimos cinco anos, e pela redução da qualidade das lavouras de 54% para 52% em boas/excelentes condições. No Brasil, a Conab informou avanço do plantio para 51,7% da área prevista, ritmo inferior à média histórica.

Na soja, os contratos de julho em Chicago recuam levemente para US\$ 1.069,25 (-0,50), refletindo realização parcial de lucros após alta forte do óleo de soja. A queda é contida pela piora nas condições das lavouras americanas: segundo o USDA, a soja em boas/excelentes condições caiu de 68% para 66%, abaixo dos 70% registrados no mesmo período em 2024. O plantio avançou para 93% da área planejada, em linha com anos anteriores, mas ainda aquém do esperado por traders (95%). No mercado interno, a soja no Paraná é negociada a R\$ 129,60/saca (+0,36% no dia).

Já o milho opera com leve oscilação em Chicago, com o contrato de julho a US\$ 434,50 (-0,25). O ajuste de posições pelos fundos ocorre em meio a um cenário de bom ritmo de exportações para a safra 24/25, mas pressionado pela entrada da safrinha no mercado e pelas boas condições das lavouras nos EUA, que subiram de 71% para 72% em boas/excelentes condições, superando as médias do setor. No Brasil, a colheita da segunda safra evoluiu para 3,9% da área, ainda atrás do ritmo do ano passado (13,1%) e da média de cinco anos (8,4%). Na B3, o milho julho recua 0,88% para R\$ 62,41/saca.





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Irga apresenta panorama do setor orizícola e parceria com à Invest RS



Trabalho visará fomentar as exportações do arroz produzido no Estado




Foto: José Luis da Silva Nunes

O presidente do Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), Eduardo Bonotto, reuniu-se nesta segunda-feira com a equipe da Invest RS, em encontro realizado na sede da agência estadual. A reunião teve como objetivo apresentar um panorama do setor orizícola no Rio Grande do Sul e discutir estratégias para ampliar as exportações e o fomento ao consumo do arroz gaúcho.

Participaram do encontro o diretor de atração de investimentos e promoção comercial da Invest RS, Fabrício Forest; o gerente de negócios, Marcelo Adriano; a analista sênior de negócios, Luciana Proença; e a gerente de serviços ao investidor e exportador, Maria Paula Mertlotti.

Durante a apresentação, Bonotto destacou dados atualizados sobre produção, exportação e importação de arroz, além de abordar desafios que impactam a competitividade da cadeia produtiva. Ele também reforçou a importância do incentivo ao consumo do cereal a nível nacional visto seus valores nutritivos e a sustentabilidade da produção do produto realizada no Rio Grande do Sul.

“A intenção é fazer uma parceria com a Invest RS para através de suas ferramentas de fomentar o desenvolvimento econômico do Estado por meio da atração de investimentos e da promoção comercial, abrir e ampliar mercados, tanto internos quanto externos, para o nosso arroz”, destacou Bonotto. Segundo ele, embora haja urgência na execução, as ações devem ser bem planejadas para garantir resultados consistentes.

O diretor da Invest RS, Fabrício Forest, reforçou o alinhamento da agência com os objetivos do Irga. “A ideia é desenharmos um programa de fortalecimento e presença do arroz gaúcho, com foco especial na exportação”, afirmou.

Como próximos passos, está prevista uma reunião entre as equipes técnicas do Irga e da Invest RS para o detalhamento das estratégias conjuntas. Também serão promovidos diálogos com entidades representativas do setor orizícola, visando a construção de um plano de ação robusto que amplie a competitividade do arroz gaúcho no mercado nacional e internacional.





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Produtores de Mato Grosso reduzem custos com adubos e defensivos para nova safra de soja



Fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos




Foto: Leonardo Gottems

O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou leve queda em maio. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio por hectare ficou estimado em R$ 4.136,97, uma retração de 0,19% em relação ao mês anterior. A principal explicação para essa redução está nos menores gastos com fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas.

De acordo com o Imea, os fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos, enquanto os defensivos recuaram 0,17%. Esses dois grupos de insumos têm o maior peso na composição total dos custos e influenciam diretamente o planejamento do produtor rural para a próxima temporada. A retração nos preços desses itens favorece a estratégia de contenção de despesas, especialmente em um momento de margens apertadas no agronegócio.

Além da queda nos custos nominais, a relação de troca dos insumos via barter também apresentou variações significativas. Para a aquisição de uma tonelada de Super Simples (SSP), o produtor precisa entregar 24,01 sacas de soja, o que representa uma queda de 15,32% na comparação com abril. Por outro lado, a troca para o MAP subiu 10,30%, exigindo 42,51 sacas por tonelada. O movimento indica uma maior atratividade na compra de SSP no cenário atual.

Ainda conforme o boletim do Imea, a desvalorização de 13,80% no preço do SSP foi um dos principais fatores para a melhora na relação de troca. Já o MAP teve valorização de 12,28% no mesmo período, pressionando o custo para o agricultor. A análise sugere que o momento é mais vantajoso para a aquisição de fosfato simples em detrimento do fosfato mais concentrado.

Com foco em reduzir as despesas e melhorar a rentabilidade, os produtores de Mato Grosso seguem atentos às oscilações nos preços dos insumos. A estratégia de compra antecipada e o uso de instrumentos como o barter continuam sendo ferramentas importantes na gestão de custos da nova safra.





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Alta no consumo global reduz folga nos estoques de milho


A projeção da safra global de milho para 2025/26 passou por importantes ajustes, conforme divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em boletim publicado no dia 12 de junho. O relatório, que traz o segundo balanço mundial de oferta e demanda para o ciclo, indica um leve aumento na produção e uma redução nos estoques finais, refletindo um cenário de consumo mais aquecido e oferta ajustada.

Segundo informações do boletim informativo do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a estimativa de produção mundial foi revisada para cima em 0,08% em comparação com o relatório de maio, alcançando 1,27 bilhão de toneladas. Apesar do crescimento, os estoques iniciais foram ajustados para baixo em 0,78%, o que impactou negativamente a oferta total, agora estimada em 1,74 bilhão de toneladas — redução de 0,07% no comparativo mensal.

Do lado da demanda, o cenário se mostra positivo. A projeção de consumo mundial subiu 0,11% frente ao mês anterior, totalizando também 1,27 bilhão de toneladas. Com isso, a estimativa para a demanda total foi ajustada para 1,46 bilhão de toneladas, representando um incremento de 0,09%. Esse movimento sinaliza uma retomada do uso do cereal em setores industriais e na alimentação animal.

Como consequência, os estoques finais globais da safra 2025/26 foram revistos para baixo em 0,94%, ficando agora em 275,24 milhões de toneladas. A redução reforça a percepção de que, apesar da leve alta na produção, o consumo mais aquecido deve manter o mercado com menor folga nos estoques nos próximos meses.

Mesmo com esse cenário de menor disponibilidade futura, os preços do milho na Bolsa de Chicago registraram recuo. O contrato para julho de 2026 encerrou a semana com queda de 0,13%, influenciado principalmente pelas boas condições climáticas em regiões produtoras, o que reduz a percepção de risco imediato para a próxima safra.





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