sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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veja quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2025


O prazo para a declaração do Imposto de Renda 2025 já começou. A Receita Federal liberou o preenchimento em 17 de março, com data final para entrega em 30 de maio. Entre os contribuintes obrigados a declarar estão produtores rurais que obtiveram receita bruta superior a R$ 169,44 mil no ano passado, além daqueles que desejam compensar prejuízos de exercícios anteriores.

Fabiane Machado, contadora da Guapo Consultoria – Sucessão de Negócios Familiares, explica que as mudanças na tabela de isenção do imposto também impactaram o limite de faturamento para a atividade rural. “Se pretender compensar prejuízos de exercícios anteriores ou até mesmo do ano-base de 2024, o produtor também deverá declarar”, afirma.

Outras situações exigem a entrega da declaração, como a posse de bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024, o recebimento de rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil e a opção pela atualização do valor de mercado dos imóveis.

Ao preencher os dados da atividade rural, é necessário indicar corretamente a forma de exploração dos imóveis, seja individual, em parceria ou em arrendamento. “Deve também ser informado no campo de pagamentos o valor e os dados do proprietário da terra”, orienta Fabiane. Segundo ela, as áreas exploradas devem ser compatíveis com o faturamento declarado.

A contadora destaca a importância de incluir todas as receitas e despesas, inclusive as resultantes de parcerias, conforme o percentual de participação. No caso da pecuária, os dados das movimentações do rebanho devem estar de acordo com os registros da inspetoria do município. “É essencial manter a correção dos dados referentes aos bens da atividade, bem como atualizar a declaração com informações sobre dívidas ligadas à atividade rural, conforme os informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras”, explica.

Os produtores que faturaram acima de R$ 4,8 milhões em 2024 também devem entregar o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), com prazo idêntico ao da declaração, até 30 de maio de 2025. “Os produtores devem estar atentos, manter toda a documentação idônea das suas operações e apresentar a declaração do imposto de renda de forma segura”, conclui Fabiane.





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Preço do leite tem leve alta em março



Estudo aponta variação no preço do leite no RS




Foto: Pixabay

Segundo estudo divulgado pelo Conseleite nesta quarta-feira (26), durante reunião em Santa Cruz do Sul, o preço projetado do leite no Rio Grande do Sul para março foi fixado em R$ 2,5214 por litro. O levantamento aponta uma elevação de 0,62% em relação ao valor projetado para fevereiro, que foi de R$ 2,5058. Os cálculos consideram os primeiros 20 dias do mês e seguem os novos parâmetros implementados em janeiro deste ano.

O valor consolidado de fevereiro ficou em R$ 2,4972, registrando um aumento de 1,03% em relação ao consolidado de janeiro, que foi de R$ 2,4718.

O encontro que reuniu lideranças de produtores, indústrias e cooperativas do setor lácteo ocorreu durante a Expoagro Afubra e faz parte do projeto de interiorização das reuniões mensais do colegiado. O coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, destacou a importância da iniciativa. “Essas agendas nos permitem levar o trabalho do Conseleite e de sua Câmara Técnica a diferentes bacias leiteiras, debater a questão preço com produtores nas regionais e explicar a metodologia de trabalho implementada”, afirmou.

Durante a reunião, também foram divulgados os dados calculados com base nos parâmetros de 2021, estratégia adotada para garantir uma transição segura entre os dois modelos. Nessa metodologia, o preço de referência do leite projetado para março ficou em R$ 2,5303, enquanto o de fevereiro foi de R$ 2,5247. O valor consolidado de fevereiro fechou em R$ 2,5145.





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Evento debaterá normatização de EPIs



Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores



Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores
Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores – Foto: Divulgação

Na próxima quinta-feira, 27 de março, Hamilton Ramos, coordenador do programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na Agricultura, abordará o tema “EPI agrícola e a importância da normatização”. O evento, transmitido online, contará com a participação dos empresários Marcelo Macedo, da AZR EPI, e Rafael Franco, da Tecmater EPI, fabricantes referenciados de EPIs para a agricultura. A iniciativa é organizada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Com mediação de Raul Casanova Júnior, diretor da Animaseg e superintendente do ABNT/CB32, o evento discutirá aspectos cruciais do setor de EPI agrícola, como legislação, fiscalização, inovações tecnológicas e a importância da pesquisa oficial para aprimorar a segurança no campo. O foco será a normatização para garantir a qualidade e eficiência dos EPIs, protegendo os trabalhadores rurais durante a aplicação de agroquímicos.

Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores no uso de defensivos, além de garantir a eficácia na aplicação de produtos para o controle de pragas e doenças. O programa IAC-Quepia, coordenado por Hamilton Ramos há 18 anos, se tornou referência global em estudos sobre segurança no uso desses equipamentos. Desde 2010, as pesquisas resultaram na redução das reprovações de qualidade de EPIs no Brasil, de 80% para menos de 20%.

Hamilton Ramos também é diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que abriga o mais moderno laboratório da América Latina dedicado a EPIs para a agricultura, contribuindo para a segurança e a qualidade no setor.

 





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Lagarta-da-soja ameaça produtividade e exige controle rigoroso



A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra


Foto: Pixabay

A lagarta-da-soja (anticarsia gemmatalis) é uma praga que representa uma ameaça significativa para a cultura da soja, especialmente durante as fases iniciais do ciclo da planta. Segundo um artigo publicado no Blog Aegro, escrito pela engenheira agrônoma, Ana Lígia Giraldeli, a lagarta inicia seu ataque no topo das plantas, podendo persistir até a fase de enchimento dos grãos. A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra, com seu ciclo biológico durando cerca de 30 dias.

A lagarta se alimenta principalmente das folhas, flores e até das vagens da soja. Quando o ataque é intenso, as lagartas podem apresentar uma coloração preta com listras brancas, um sinal de competição por alimento. A desfolha causada por essa praga pode comprometer significativamente a produtividade da cultura.

O controle da lagarta-da-soja deve ser feito de acordo com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), adotando medidas específicas nas seguintes situações: quando forem encontradas, em média, 20 lagartas grandes (com 1,5 cm ou mais) por metro de fileira, quando a desfolha atingir 30% antes da floração, ou quando atingir 15% após o início da floração. Para o controle, os inseticidas reguladores de crescimento são uma boa opção, especialmente após ou durante o fechamento das entrelinhas da soja.

Outro aspecto importante no manejo dessa praga é o uso de refúgios. A adoção de refúgios é fundamental para evitar o desenvolvimento de resistência, prolongando a eficácia dos inseticidas e garantindo um controle mais eficiente ao longo da safra.





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Como combater as pragas do trigo durante o armazenamento



Pragas ameaçam qualidade do trigo durante o armazenamento


Foto: Canva

O armazenamento do trigo após a colheita é um processo crucial, mas frequentemente problemático. Segundo a engenheira agrônoma Thaís Fagundes Matioli, em artigo publicado no Blog Aegro, pragas primárias e secundárias podem atacar os grãos durante esse período. Enquanto os insetos primários atacam os grãos sadios, os secundários se alimentam dos grãos já danificados. Além dos danos diretos causados pela alimentação das pragas, elas ainda favorecem a contaminação fúngica e a presença de micotoxinas, comprometendo a qualidade do produto.

Entre as principais pragas identificadas no armazenamento do trigo estão o gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais), o gorgulho-do-arroz (Sitophilus oryzae) e o besourinho-dos-cereais (Rhyzopertha dominica). Esses insetos pertencem a diferentes famílias da ordem Lepidoptera e podem causar prejuízos significativos à produção.

Para combater essas pragas, a especialista orienta que o controle deve ser realizado com base em três abordagens: preventiva, monitoramento e curativa. O primeiro passo é garantir que o trigo seja armazenado em locais com teor de umidade abaixo de 13%, além de realizar a higienização dos silos, eliminar focos de infestação e aplicar pulverizações de inseticidas nas instalações. O monitoramento constante das condições do armazenamento, como temperatura e umidade, também é essencial. Já no caso de infestação, deve-se recorrer ao expurgo dos grãos com produtos à base de fosfina, seguindo as orientações do Ministério da Agricultura.





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Precipitações beneficiam milho e algodão na Argentina



Chuvas beneficiam lavouras na Argentina, aponta USDA




Foto: Canva

As condições climáticas na Argentina registraram chuvas leves na maior parte do território, com exceção do norte e de algumas áreas da província de Buenos Aires, segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O clima seco favoreceu a maturação e colheita das culturas de verão, com destaque para o girassol, que já teve 39% da área colhida, e o milho, com 9% da colheita concluída. Já na região sul de Buenos Aires e em áreas próximas de La Pampa, a precipitação acumulada entre 10 e 50 mm auxiliou no desenvolvimento de grande parte do milho ainda imaturo.

No norte do país, chuvas mais intensas, variando entre 25 e 75 mm, beneficiaram a cultura do algodão. No entanto, segundo o boletim, um período mais seco será necessário nos próximos dias para que as cápsulas comecem a abrir e a colheita possa avançar sem dificuldades.

A maior parte da Argentina registrou temperaturas acima da média, variando de 1 a 4°C acima do esperado para o período. Durante o dia, os termômetros oscilaram na faixa dos 30°C, chegando a superar essa marca em algumas áreas do norte. O calor favoreceu o desenvolvimento das lavouras, mas também intensificou a perda de umidade do solo, fator que pode impactar as próximas fases do ciclo produtivo.





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Brasil é o sexto maior produtor de cacau do mundo



O Dia do Cacau é comemorado nesta terça-feira (26)




Foto: Divulgação

O Dia do Cacau é comemorado nesta terça-feira (26), reforçando a importância do fruto para a economia e a cultura brasileira. Originário da Amazônia e utilizado desde os tempos dos incas e astecas, o cacau se consolidou como a base do chocolate e como um dos principais produtos agrícolas do país.

No Brasil, a cadeia produtiva do cacau conta com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A instituição possui uma das coleções mais ricas do mundo, reunindo dez grupos genéticos do fruto, com destaque para a diversidade da Amazônia. O principal tipo cultivado no país é o Amelonado, caracterizado por casca amarela e aroma mais sutil.

Os estudos conduzidos pela Ceplac têm foco no melhoramento genético do cacau, com objetivo de desenvolver variedades mais produtivas e resistentes a doenças e mudanças climáticas. As pesquisas também buscam inovações para o setor, incluindo novas formulações para o chocolate.

O Brasil ocupa atualmente a sexta posição entre os maiores produtores de cacau do mundo. O cacaueiro começa a produzir, em média, aos três anos e pode seguir em produção por até um século. O cultivo nacional tem avançado com a adoção de práticas sustentáveis, impulsionadas pela Lei nº 14.877/24, sancionada no ano passado. A nova legislação criou os selos verdes Cacau Cabruca e Cacau Amazônia, que serão concedidos a produtores que seguirem boas práticas ambientais na lavoura.





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Governo do RS busca apoio para renegociação de dívidas



Governo gaúcho negocia apoio federal para o agronegócio




Foto: Divulgação

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reuniu-se na segunda-feira (24) com lideranças do agronegócio no Palácio Piratini para discutir medidas emergenciais e estratégias de longo prazo para o setor. O encontro abordou os impactos de eventos climáticos extremos e a necessidade de apoio federal para a renegociação das dívidas dos produtores.

Leite destacou que a irrigação é essencial para aumentar a resiliência do setor, mas enfrenta barreiras financeiras. “Não conseguimos avançar com a irrigação se o produtor está endividado. É preciso resolver essa questão”, afirmou. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, reforçou a importância da renegociação para viabilizar investimentos em ações estruturantes.

A securitização das dívidas foi debatida, com consenso sobre a necessidade de buscar alternativas para garantir maior sustentação ao setor. “A securitização pode ser um caminho, mas precisamos também trabalhar com outras possibilidades para encontrar uma solução que dê mais sustentação ao setor”, ponderou Leite.

No dia seguinte, o governador esteve em Brasília para buscar apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Deixamos muito claro a necessidade do Rio Grande do Sul relacionada à renegociação das dívidas dos nossos produtores. Precisamos de todo o apoio possível, e a CNA é fundamental para construirmos um entendimento nacional sobre a situação do Estado”, disse.

Antes, Leite já havia se reunido com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, apresentando as propostas do governo estadual para o setor. “Sabemos que não é sobre resolver simplesmente o passado dessas dívidas constituídas, mas é sobre dar capacidade aos nossos produtores para tomarem crédito e obterem financiamento para investirem no futuro”, ressaltou.

No próximo dia 31, está prevista uma nova reunião no Palácio Piratini com integrantes do governo estadual, deputados estaduais e federais e entidades do setor para dar continuidade às negociações.





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Dólar fecha em alta com preocupações sobre tarifas dos EUA



Expectativa sobre tarifas dos EUA impulsiona alta do dólar




Foto: Pixabay

O dólar à vista encerrou a quarta-feira (26) em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,7328, após ter recuado na sessão anterior. A valorização da moeda norte-americana acompanhou o movimento internacional, impulsionado por preocupações em torno da política tarifária do governo dos Estados Unidos.

Na B3, às 17h14, o contrato futuro do dólar para abril, o mais negociado no momento, registrava alta de 0,56%, sendo cotado a R$ 5,7390. No acumulado do ano, a moeda norte-americana ainda apresenta queda de 7,22% em relação ao real.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou com valores de compra e venda em R$ 5,732. Já o dólar turismo foi negociado a R$ 5,757 na compra e R$ 5,937 na venda.





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Preços do milho e diesel podem impactar a inflação no Brasil



Custos de frete e insumos elevam projeção do IPCA




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A última atualização semanal da DATAGRO, divulgada em 10 de março, projeta uma alta de 6,67% no grupo Alimentação e Bebidas e de 5,81% no grupo Combustíveis do IPCA no acumulado de 12 meses de 2025. A volatilidade nos preços das commodities já impacta os índices, levando a leitura da inflação de fevereiro aos maiores níveis para o mês em 22 anos.

Os analistas indicam que os ajustes recentes nos preços de insumos básicos devem continuar influenciando a inflação ao longo do ano. No setor de alimentos, o milho se destaca como um fator de risco. Principal insumo na nutrição de aves, suínos e bovinos, o cereal registrou preço de R$ 85,00 por saca em Rondonópolis (MT) em 13 de março, uma alta de mais de 40% em relação ao ano anterior. Segundo a DATAGRO Grãos, a valorização do milho pode elevar a inflação dos alimentos em até 1,07% nos próximos seis meses e impactar o IPCA geral em até 0,47% no mesmo período.

A alta dos combustíveis também reforça a pressão inflacionária. “Esse quadro também é reforçado pelos ajustes recentes de preços de refinaria e do ICMS dos combustíveis, com destaque para o diesel. Apesar do baixo peso do combustível no IPCA, por questões de dependência elevada de frete e transporte rodoviários, o diesel desempenha papel semelhante ao do dólar (e do milho) na inflação, ao passo em que seus efeitos são sentidos a médio e longo prazo, pois reverberam no custo das demais mercadorias e em seus custos de base e frete, afetando a inflação brasileira de forma ainda mais sistêmica que o milho. O impacto para os alimentos acontece apenas a partir do 12º mês, em função da demora para aparecer nos custos dos itens que os integram. Considerando o reajuste de 6,29% realizado sobre o preço de refinaria do diesel pela Petrobras, o efeito poderá ser de 29 bps (0,29%) a mais de inflação no acumulado em 12 meses do índice geral, enquanto para o IPCA Alimentação e Bebidas, o impacto deve ser maior, resultando em 77 bps (0,77%) a mais no acumulado em 12 meses para o fechamento de 2025, mesmo sem considerar o aumento já previamente estipulado de ICMS sobre os combustíveis”, informa Datagro

Apesar das medidas anunciadas pelo governo, a equipe da DATAGRO alerta para fatores que sustentam a expectativa de uma inflação acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional para o fechamento de 2025.





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