sábado, março 28, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de grãos pode bater novo recorde no Brasil


A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve atingir 332,9 milhões de toneladas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgadas nesta quinta-feira (15). Se confirmada, a marca representa um novo recorde na série histórica da Companhia, com incremento de 35,4 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior.

A área cultivada também apresenta expansão, estimada em 81,7 milhões de hectares, o que representa crescimento de 2,2%. Já a produtividade média das lavouras deve avançar 9,5%, alcançando 4.074 quilos por hectare.

Entre os principais produtos, a soja se destaca com previsão de 168,3 milhões de toneladas colhidas, o maior volume já registrado no país. A colheita já foi concluída em quase toda a área semeada, com destaque para os estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins. Em regiões como Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, os rendimentos superaram todos os registros anteriores da série da Conab.

A produção de milho é estimada em 126,9 milhões de toneladas, alta de 9,9% na comparação com a safra 2023/24. A colheita da primeira safra está em 77,6% da área cultivada, com expectativa de 24,7 milhões de toneladas. A segunda safra, com plantio já encerrado, deve somar 99,8 milhões de toneladas, apoiada por boas condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Para o arroz, a produção esperada é de 12,1 milhões de toneladas, representando aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada alcança 1,7 milhão de hectares e a produtividade média deve chegar a 7.071 quilos por hectare.

No caso do feijão, a Conab prevê a colheita de 3,2 milhões de toneladas ao fim das três safras, o que deve garantir o abastecimento do mercado interno.

O algodão, também em destaque na segunda safra, tem a semeadura finalizada em uma área de 2,1 milhões de hectares, com crescimento de 7,2% frente à safra anterior. A produção da pluma deve alcançar 3,9 milhões de toneladas, 5,5% acima do volume registrado no ciclo anterior. As lavouras estão em estágios que variam entre floração e início da colheita.

Entre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já começou em estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná, onde o plantio atinge 26% da área prevista. No Rio Grande do Sul, o plantio ainda não teve início. A estimativa de produção é de 8,3 milhões de toneladas, o que representa alta de 4,6% sobre a safra anterior.

No mercado de milho, a Conab revisou o consumo interno para 89,3 milhões de toneladas, considerando a expansão da produção de etanol a partir do grão. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas, e os estoques finais ajustados para 7,1 milhões de toneladas.

Quanto à soja, a perspectiva de safra recorde deve permitir aumento nas exportações, que podem se aproximar de 106 milhões de toneladas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

cientista brasileira vence World Food Prize 2025


A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi anunciada como vencedora da edição 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize – WFP), reconhecimento internacional por sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos voltados à agricultura. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (13), na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos. A cerimônia oficial de entrega será realizada em 23 de outubro, em Des Moines.

Com mais de quatro décadas de dedicação à microbiologia do solo, Hungria é reconhecida por liderar pesquisas voltadas à substituição parcial ou total de fertilizantes químicos por microrganismos que favorecem a fixação de nitrogênio, a produção de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Em publicação da Embrpa a pesquisadora comemora. “Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade. Foi uma vida dedicada à busca por altos rendimentos, mas via uso de biológicos, substituindo parcial ou totalmente os fertilizantes químicos. Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, explica Mariangela Hungria.

Entre os avanços coordenados por Hungria, destaca-se o uso da inoculação com bactérias fixadoras de Nitrogênio (Bradyrhizobium) na soja, potencializado pela coinoculação com Azospirillum brasiliense. Essa tecnologia, segundo a pesquisadora, proporcionou em 2024 uma economia estimada em US$ 25 bilhões, ao reduzir a necessidade de adubos nitrogenados. Além disso, evitou a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente no mesmo período. Atualmente, a prática é adotada em aproximadamente 85% da área de soja cultivada no país, o que corresponde a cerca de 40 milhões de hectares.

Além da soja, Hungria coordena projetos que possibilitaram o uso de rizóbios e coinoculação no feijoeiro, e a aplicação de Azospirillum brasiliense em culturas como milho, trigo e pastagens com braquiárias. Em 2021, sua equipe lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na aplicação de fertilizante nitrogenado em milho por meio da inoculação, contribuindo com benefícios econômicos e ambientais.

Criado em 1986 por Norman Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1970, o World Food Prize reconhece anualmente personalidades que contribuem para a melhoria da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo. A premiação inclui US$ 500 mil e uma escultura assinada por Saul Bass. Mariangela Hungria é a quarta brasileira a receber o prêmio, que já foi concedido a nomes como os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli, em 2006, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2011.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Arroz irrigado tem bom desempenho no Tocantins



Veranicos afetam parte do arroz de sequeiro




Foto: Pixabay

As lavouras de arroz irrigado de primeira safra no Tocantins apresentaram bom rendimento, segundo informações do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A regularidade das chuvas contribuiu para a recuperação dos níveis dos mananciais e represas, o que possibilitou a adequada captação e disponibilidade de água para o manejo das plantações.

No caso do arroz irrigado de segunda safra, as lavouras seguem em desenvolvimento, com áreas em fase de floração e vegetação. Segundo a Conab, “estão sendo realizados os devidos tratos culturais como a adubação de plantio e cobertura, assim como o manejo para manter boas condições de sanidade das plantas”. A produção desse ciclo é destinada ao abastecimento do mercado interno, sendo ofertada em período de entressafra do cereal.

Já nas áreas destinadas ao cultivo de arroz de sequeiro, a colheita foi concluída. No entanto, parte das lavouras registrou produtividade abaixo do esperado. A Conab aponta como causas a ocorrência de veranicos durante a fase reprodutiva da cultura e a presença excessiva de plantas competidoras. Em alguns talhões, houve acamamento, o que comprometeu a colheita.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Retaliação da China sobre produtos agrícolas dos EUA atinge a soja,…


Logotipo Reuters

Por Ella Cao e Naveen Thukral

PEQUIM/CINGAPURA (Reuters) – A retaliação da China nesta sexta-feira contra as novas tarifas dos Estados Unidos deve acelerar o movimento de Pequim em direção a fornecedores alternativos de produtos agrícolas, incluindo o Brasil, uma mudança que começou durante a guerra comercial do primeiro mandato do presidente Donald Trump.

Pequim revelou uma série de contramedidas, incluindo tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA, que se somam às tarifas de 10-15% aplicadas sobre cerca de US$ 21 bilhões em comércio agrícola no início de março.

“É como fechar todas as importações agrícolas dos EUA. Não temos certeza se alguma importação será viável com a tarifa de 34%”, disse um trader de uma empresa de comércio internacional com sede em Cingapura que vende grãos e sementes oleaginosas para a China.

“O principal impacto será em produtos como soja e sorgo. Não será tanto sobre o trigo e o milho, já que a China não tem comprado muito trigo e milho dos EUA este ano”, acrescentou o trader.

Um comerciante de grãos europeu disse que a União Europeia, que também prometeu retaliar, provavelmente também aplicará tarifas sobre a soja dos EUA.

“É tudo uma questão de soja. Uma grande preocupação é se não houver um acordo antes da nova safra de soja dos EUA”, disse o trader, em referência à colheita norte-americana, no segundo semestre.

“Como conclusão geral, toda essa guerra comercial é ‘baixista’ para os produtos agrícolas dos EUA e ‘altista’ para outras origens”, disse o trader.

As taxas de março aceleraram o afastamento das importações de soja dos EUA e transferiram a demanda para o Brasil, onde uma safra abundante coloca o país no caminho certo para entregar um aumento recorde de importações para a China no segundo trimestre.

“O Brasil será de longe o principal beneficiário, o maior fornecedor que pode substituir a soja dos EUA para a China. Mas outros também poderão se beneficiar, inclusive a Argentina e o Paraguai. Com relação ao trigo, a Austrália e a Argentina devem se beneficiar”, disse Carlos Mera, chefe de Pesquisa de Mercado Agrícola do Rabobank.

Sol Arcidiacono, chefe de vendas de grãos na América Latina da HedgePoint Global Markets, disse que os prêmios para a soja sul-americana ficarão mais fortes durante todo o ano, apesar da sazonalidade e das colheitas recordes, à medida que a guerra comercial intensifica.

Ela acrescentou que a geopolítica atual provavelmente impulsionará um aumento na área plantada com soja, principalmente no Brasil, onde a expansão tem desacelerado ultimamente.

Na véspera, os prêmios nos portos brasileiros para a soja dispararam, sinalizando maior demanda pelo produto do Brasil, com o mercado se preparando para um contra-ataque da China.

Na quarta-feira, Trump divulgou uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações a partir de 5 de abril e tarifas mais altas sobre alguns outros países, incluindo 34% sobre a China, levando a guerra comercial global a um ponto crítico.

A China continua sendo o maior mercado para os produtos agrícolas dos EUA, mas as importações de produtos agrícolas dos EUA caíram pelo segundo ano consecutivo, baixando de US$42,8 bilhões em 2022 para US$29,25 bilhões em 2024.

Também na sexta-feira, a China suspendeu as qualificações de importação de sorgo da C&D (USA) Inc., que é de propriedade chinesa, citando problemas fitossanitários.

A China suspendeu as qualificações de importação de carne de frango e farinha de ossos da American Proteins, Mountaire Farms of Delaware e Darling Ingredients.

Além disso, suspendeu as importações de produtos avícolas da Mountaire Farms of Delaware e da Coastal Processing.

(Reportagem de Ella Cao e Lewis Jackson em Pequim, Naveen Thukral em Cingapura e Gus Trompiz e Sybille de La Hamaide em Paris; reportagem adicional de Ana Mano e Roberto Samora em São Paulo)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Seguro rural cobre só 14% da área agrícola


Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), apesar de o agronegócio representar cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e responder por quase 10% das exportações agrícolas globais, menos de 14% da área cultivada no país está protegida por seguro rural. A lacuna na cobertura deixa milhões de hectares expostos a eventos climáticos extremos, cuja frequência tem aumentado, conforme indicam levantamentos de instituições como Embrapa, Cemaden e INPE.

Segundo artigo da especialista em seguro rural e diretora comercial da Picsel, Julia Guerra, o modelo atual “falha em atender às reais necessidades do produtor”. Ela explica que as apólices disponíveis são padronizadas e desconsideram aspectos regionais importantes, como risco climático específico, histórico de produtividade e práticas agronômicas locais. “Essa desconexão entre produto e campo compromete a efetividade das coberturas e aumenta os índices de contestação e inadimplência”, afirma.

Levantamento da ESALQ/USP citado no artigo aponta que apenas 30% dos produtores segurados estão satisfeitos com os contratos firmados. Para Guerra, o problema “não é apenas técnico: é estrutural, e compromete a confiança do agricultor no sistema de proteção vigente”.

Além da padronização das apólices, o ambiente regulatório é considerado um entrave para a inovação no setor. A Circular 621 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é citada como um exemplo de exigência normativa que “inviabiliza o desenvolvimento de apólices customizadas por região, cultura ou modelo produtivo”. A falta de flexibilidade afasta seguradoras que desejam operar com tecnologias modernas, como seguros paramétricos e monitoramento remoto. “Sem mudanças estruturais nas regras, o país continuará sendo um ambiente hostil à inovação nesse setor”, afirma a especialista.

Outro obstáculo citado por Guerra é a subvenção pública. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que deveria ampliar o acesso ao seguro, enfrenta restrições orçamentárias. Em 2023, mais de 15 mil apólices deixaram de ser contratadas por falta de verba. Para 2025, o orçamento previsto é de R$ 1,06 bilhão, valor considerado insuficiente frente à demanda do setor, que, em 2024, foi de R$ 3 bilhões, mas teve apenas R$ 1,5 bilhão liberado.

A distribuição das apólices também é desigual. A cobertura se concentra nas regiões Sul e Centro-Oeste, com foco nas lavouras de soja, milho e trigo. Cadeias produtivas como pecuária, fruticultura e culturas permanentes ficam praticamente fora do sistema. Essa concentração gera um cenário de exclusão e compromete a sustentabilidade do seguro rural como política pública.

Para Julia Guerra, é necessário transformar o seguro rural em uma política de Estado. “Isso exige um esforço coordenado entre governo e iniciativa privada, com orçamento estável, incentivos fiscais e um plano de expansão sustentável”, defende. Ela também destaca a importância de tecnologias como sensoriamento remoto, inteligência artificial e blockchain para reduzir fraudes, aumentar a transparência e agilizar indenizações.

“A expansão do seguro rural no Brasil exige investimentos em tecnologia, subsídios adequados e um ambiente regulatório mais flexível. Garantir proteção efetiva e acessível não é apenas uma medida econômica: é uma necessidade estratégica para o futuro do agronegócio brasileiro e da segurança alimentar global”, conclui Guerra.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de café somam US$ 5,23 bilhões até abril


De acordo com o Relatório de abril do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações dos Cafés do Brasil entre janeiro e abril de 2025 somaram 13,81 milhões de sacas de 60 kg, com receita cambial de US$ 5,23 bilhões. Apesar da queda de 15,5% no volume em comparação ao mesmo período do ano anterior, o valor arrecadado representa um recorde para o quadrimestre, com alta de 51% sobre os US$ 3,44 bilhões registrados em 2024.

O preço médio da saca exportada no período foi de US$ 382,44. Desse total, 84,8% das exportações corresponderam à espécie Coffea arabica, com 11,71 milhões de sacas. O Coffea canephora (robusta e conilon) alcançou 807,16 mil sacas, equivalente a 5,8%, enquanto o café solúvel respondeu por 1,28 milhão de sacas. As demais categorias representaram aproximadamente 0,2% do total exportado.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2025, com 2,37 milhões de sacas adquiridas, equivalentes a 17,16% do total. Em seguida, aparecem a Alemanha (1,78 milhão de sacas ou 12,88%), a Itália (1,14 milhão de sacas ou 8,25%), o Japão (865,93 mil sacas ou 6,17%) e a Bélgica (618,30 mil sacas ou 4,47%).

Considerando os dados acumulados do ano-safra 2024/25, iniciado em julho de 2024, as exportações brasileiras totalizaram 40 milhões de sacas, crescimento de 1,52% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior. No mesmo intervalo, a receita cambial alcançou US$ 12,44 bilhões, aumento de 56,31%.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações do agro somam US$ 15,03 bilhões em abril


As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 15,03 bilhões em abril de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O montante representa um crescimento de 0,4% em relação ao mesmo mês de 2024, resultado da combinação entre valorização internacional de alguns produtos e leve retração no volume total embarcado.

A soja em grãos permaneceu como principal item da pauta exportadora, com 15,27 milhões de toneladas embarcadas — o segundo maior volume já registrado para o mês de abril. No entanto, o valor arrecadado com as exportações do grão totalizou US$ 5,9 bilhões, afetado pela queda de 9,7% no preço médio por tonelada.

“O desempenho da soja foi influenciado por preços internacionais mais baixos, apesar do forte volume exportado”, informou o Mapa. Em contrapartida, produtos como café verde e celulose tiveram papel relevante na sustentação da receita geral. O café verde alcançou US$ 1,25 bilhão, maior valor já registrado para abril, impulsionado pela valorização do grão no mercado externo.

A China permaneceu como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 5,5 bilhões em aquisições no mês, sendo mais de 75% desse valor oriundo das compras de soja. A União Europeia ocupou a segunda posição, com US$ 2,2 bilhões em importações, com destaque para itens de maior valor agregado, como café solúvel, óleo essencial de laranja e carne de frango.

Além dos produtos tradicionais, outros itens apresentaram desempenho recorde. O óleo de milho somou US$ 55,3 milhões em exportações, o maior valor já registrado. A madeira compensada alcançou 145,5 mil toneladas embarcadas, maior volume da série histórica para abril. As miudezas de carne bovina, com novos mercados como o Marrocos, atingiram 21,3 mil toneladas. O sebo bovino somou 35,6 mil toneladas exportadas. Já os bovinos vivos, voltados principalmente à reprodução, atingiram valor recorde de US$ 61,8 milhões, com destaque para a demanda da Turquia.

O Mapa afirma que, por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, esses resultados refletem a política de fortalecimento da presença internacional do agro brasileiro. O desempenho de abril é fruto de um esforço conjunto entre o Mapa, MRE e o setor produtivo para consolidar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos ao mundo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Congresso da Abramilho destaca etanol, DDG e crise na estocagem


Com anúncios de novos mercados, incentivos à sustentabilidade e promessas de infraestrutura, o governo federal acenou positivamente ao agronegócio brasileiro na abertura do 3º Congresso da Abramilho, realizado nesta quarta-feira (14), em Brasília. No entanto, apesar do otimismo, gargalos como a falta de estrutura de armazenagem e logística ainda são vistos como entraves para o avanço da produção de milho e sorgo no país.

O presidente em exercício e também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, foi uma das principais vozes do evento, que reuniu cerca de 400 participantes. Em sua fala, Alckmin destacou a abertura do mercado chinês ao DDG — farelo resultante da produção de etanol de milho — como um marco relevante para o setor. “É uma conquista que representa mais oportunidades para o Brasil em um mercado que cresce de forma exponencial e reforça ações contra os riscos climáticos”, afirmou.

Além disso, Alckmin adiantou que o chamado “IPI Verde”, que reduz impostos para veículos elétricos, híbridos e movidos a etanol, deve sair do papel nos próximos dias. Ele também reforçou o compromisso do governo com o avanço das obras da Ferrogrão, corredor logístico essencial para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste até os portos do Norte do país.

Ao atender uma das principais reivindicações do presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, Alckmin prometeu incluir a ampliação da capacidade de armazenagem como prioridade na pauta estratégica do governo. Para Bertolini, o problema não está mais em produzir, mas sim em estocar. “Estamos crescendo cerca de 10 milhões de toneladas por ano na produção de milho. Não vai demorar para o milho ultrapassar outros grãos e consolidar o Brasil como líder mundial. Mas precisamos mudar nossa lógica de armazenagem. O ideal seria seguir o modelo norte-americano, que permite armazenar até duas safras nas próprias fazendas”, destacou.

A urgência por mais estrutura também foi evidenciada durante o painel “Cenários dos Alimentos no Brasil”, que trouxe especialistas para discutir as perspectivas da produção agrícola. O pesquisador da Esalq/USP, Mauro Ozaki, projetou crescimento acelerado na produção de sorgo, impulsionado pelo interesse das biorrefinarias de etanol e pela demanda da indústria de ração animal. “O sorgo tem custo de produção mais baixo e está se mostrando viável para uso industrial e pecuário. O mercado tende a se expandir nos próximos anos”, avaliou.

Já a superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, reforçou que a logística precária é o maior desafio atual. “Temos mais de 1.200 cooperativas agrícolas e mais de 1,2 milhão de cooperados. O cooperativismo pode ser uma ponte para pequenos produtores acessarem mercados e soluções estruturais. Mas sem infraestrutura, seguimos limitados”, apontou.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, complementou dizendo que o crescimento do mercado de etanol exige medidas urgentes. “A expansão da produção esbarra em um déficit de armazéns. Precisamos de mais seguro rural, mais crédito e um Plano Safra mais forte para garantir competitividade”, afirmou. O senador Zequinha Marinho (PA) também endossou a necessidade de políticas públicas robustas e juros diferenciados para os produtores rurais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

previsão indica clima neutro entre maio e julho



Trimestre terá padrão climático de neutralidade




Foto: NOAA

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (13) o Boletim Agroclimatológico Mensal com a tendência climática para o trimestre de maio a julho de 2025. Segundo o boletim, as condições climáticas do período deverão ser influenciadas por padrões de neutralidade nos oceanos Atlântico Tropical e Pacífico Equatorial, o que afasta, por ora, a influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña. “A previsão indica uma probabilidade de 80% de manutenção da neutralidade do El Niño-Oscilação Sul (ENOS) durante o trimestre”, informou o Inmet, com base em análise do Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI).

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A análise das temperaturas da superfície do mar (TSM) no Pacífico Equatorial mostrou que as anomalias observadas nos primeiros meses de 2025 sinalizam o fim do fenômeno La Niña. Após valores médios inferiores a -0,5°C entre dezembro e fevereiro, as temperaturas subiram para entre -0,2°C e 0,1°C em março e abril. Esse comportamento, de acordo com o Inmet, caracteriza a transição para condições neutras no Pacífico.

No Atlântico Tropical, a situação também é de estabilidade. Em abril, a anomalia de temperatura foi de -0,03ºC no Atlântico Norte e de 0,0ºC no Sul, caracterizando neutralidade no Dipolo do Atlântico. A ligeira diferença de temperatura entre as duas porções do oceano contribuiu para o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul, favorecendo o aumento das chuvas na costa norte do Brasil.

“O monitoramento das condições oceânicas é essencial para entender os padrões de chuva e temperatura que impactam diretamente a agricultura”, destacou o Inmet, que reforça a importância do boletim para orientar decisões no campo durante o período.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço impulsiona vendas de milho em Mato Grosso



Vendas de milho ganham ritmo em abril




Foto: Divulgação

Segundo o levantamento semanal divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (12), a comercialização da safra 2023/24 de milho em Mato Grosso chegou a 99,17% da produção total em abril. O resultado representa avanço de 0,24 ponto percentual em relação ao mês anterior e indica o encerramento próximo do ciclo de vendas.

Para a safra 2024/25, o Imea informou que 45,04% da produção esperada já foi negociada até abril, o que representa um crescimento de 4,73 pontos percentuais na comparação com março. Segundo o instituto, esse avanço foi impulsionado pela valorização de 2,28% no preço médio da saca de milho, que passou a ser comercializada a R$ 47,71. “A definição mais clara do volume a ser produzido também contribuiu para o aumento nas vendas”, destacou o relatório.

Mesmo com o desempenho superior ao da safra passada — 12,29 pontos percentuais à frente —, o índice atual de vendas ainda está 11,97 pontos abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.

A comercialização da safra 2025/26 também apresentou avanço. O Imea apurou que 3,81% da produção estimada já foi negociada, com alta de 2,13 pontos percentuais em abril em relação a março. O movimento acompanha uma valorização de 6,03% no preço médio da saca, que ficou em R$ 46,09. Esse patamar está 2,35 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ciclo anterior.





Source link