terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa irá desenvolver inventários regionais de ciclo de vida para pecuária de Leite


A Embrapa Gado de Leite e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) assinaram um acordo de cooperação técnica para a construção de 11 inventários de Análise de Ciclo de Vida (ACV) de leite bovino in natura nas bacias leiteiras mais representativas do país. O documento foi assinado este mês durante o III Workshop Pecuária de leite regenerativa: Integrando a ciência ao campo, um dos eventos da Jornada pelo Clima da Embrapa (leia mais sobre a Jornada pelo Clima no final desta reportagem).

Segundo o pesquisador Tomich, da Embrapa Thierry, a construção desses inventários irá dar maior assertividade à estimativa de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) pela produção de leite no Brasil. Atualmente, os inventários disponíveis para o setor, lançados em 2023 (parceria da Embrapa Gado de Leite com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná) aborda dois sistemas semi confinados e um sistema confinado de produção em apenas duas regiões produtoras. “Isso dificulta o direcionamento das ações de mitigação, além de divulgar informações que, em alguns casos, podem penalizar o produtor de leite que se preocupa com a sustentabilidade do seu negócio”, diz Tomich.

A analista Vanessa Romário de Paula, da Embrapa Gado de Leite, que participou da equipe de construção dos primeiros Inventário do Ciclo de Vida (ICV) da pecuária de leite brasileira, diz que atualmente as emissões da atividade nos estados são baseadas em estudos que quantificam as emissões associadas ao rebanho total do país. “São dados médios que não consideram as especificidades dos sistemas de produção, a estrutura dos rebanhos, as raças dos bovinos, a genética e a composição da dieta nas diferentes regiões”, explica a analista.

A parceria com o IBICT irá considerar informações específicas em 11 estados (MG, PR, RS, GO, SC, SP, PE, AL, RO, RJ, MS) como primeira etapa, com perspectiva de avançar para dados de todos os estados brasileiros. Segundo explicou a analista, a coleta dos dados será feita in loco com apoio dos laticínios que atuam nos estados. A modelagem dos dados e a construção dos inventários será realizada pela Embrapa Gado de Leite. O checklist de qualidade e a validação dos inventários será realizada pelo IBICT.

“A disponibilização dos ICVs do leite brasileiro atende a uma demanda importante da pesquisa científica brasileira e irá nortear estratégias de políticas públicas para o setor”, conclui Tomich. Os primeiros inventários já estão sendo construídos e, quando concluídos, servirão de referência quanto às intensidades e emissões de gases de efeito estufa em relação à unidade de leite produzido em cada local e tipo de sistema de produção. Além disso, possibilitarão a identificação da contribuição relativa dos itens que compõem as pegadas de carbono do leite que vão embasar e priorizar as estratégias mais assertivas para redução da intensidade dessas emissões.

A pecuária de leite no Brasil é uma atividade econômica de grande relevância; mas, assim como as demais atividades produtivas, também gera impactos ambientais. Para quantificar e compreender esses impactos, são realizados inventários que buscam analisar o ciclo de vida completo da produção leiteira, desde a fazenda até o produto final.

Para a ACV do produto, metodologia aplicada para cálculo de pegada de carbono, por exemplo é necessário a construção do ICV, técnica abrangente e padronizada internacionalmente pelas normas ISO 14040 e ISO 14044. O ICV identifica e quantifica todas as entradas (recursos naturais, energia, água, matérias-primas, etc.) e saídas (emissões para o ar, água e solo, resíduos sólidos, coprodutos etc.) de cada etapa do ciclo de vida do produto. A ACV é a metodologia de referência para avaliação de impacto ambiental no setor de laticínios no mundo todo e deve ser usada prioritariamente nos projetos que têm esse escopo. A ferramenta também é importante para verificar a acurácia das inúmeras ferramentas que têm sido empregadas no setor para avaliações das emissões de gases de efeito estufa.

A metodologia identifica e quantifica os impactos ambientais dos produtos e processos; compara o desempenho ambiental de diferentes produtos ou alternativas; podendo ser empregada para desenvolver e melhorar produtos e serviços, tornando-os mais sustentáveis; subsidia decisões estratégicas em empresas e políticas públicas; comunica a sustentabilidade de forma transparente e identifica oportunidades de otimização e redução de resíduos. No caso da pecuária de leite, a ACV permite entender de onde vêm as maiores emissões de GEE, onde há maior consumo de água e quais etapas da cadeia produtiva podem ser aprimoradas para uma produção mais sustentável.

O III Workshop Pecuária de leite regenerativa: Integrando a ciência ao campo, realizado nos dias primeiro e dois de julho, reuniu pesquisadores e demais agentes privados e públicos da cadeia de laticínios que abordaram temas como redução da pegada de carbono na pecuária, eficiência alimentar, melhoramento genético, bem-estar animal, cria e recria de bezerros, compostagem e manejo de dejetos. O evento também tratou de ACV, mercado e carbono e políticas governamentais para o agro. O workshop fez parte da Jornada pelo Clima, iniciativa da Embrapa para discutir desafios e soluções para uma agropecuária de baixo carbono.

Também no workshop foi apresentado o documento de “Orientações para coleta de dados para cálculo de pegada de carbono” que é uma demanda do setor e apoiará o trabalho no campo. Essa etapa é um dos gargalos para obtenção de dados de qualidade, pela falta de conhecimento por parte dos técnicos e organização das informações na propriedade leiteira. Para ter acesso a esse documento, clique aqui.

Ação da Embrapa para posicionar a ciência e a inovação agrícola brasileira como pilares fundamentais na resposta global às mudanças climáticas, a Jornada pelo Clima mostra que é possível produzir alimentos de forma sustentável e com baixo impacto ambiental. O objetivo principal de ampliar o conhecimento e o debate sobre o papel da agricultura no enfrentamento das mudanças climáticas, tanto na mitigação (redução de GEE) quanto na adaptação (aumento da resiliência dos sistemas produtivos).

Essa jornada foi lançada neste ano e está relacionada aos preparativos da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém/PA em novembro de 2025. A ideia é mostrar que a agricultura brasileira, impulsionada pela ciência, não é apenas parte do problema, mas também uma parte crucial da solução.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa destaca papel do controle biológico no Brasil AgroChemShow


Controle biológico de pragas ganha espaço no agro brasileiro, mas ainda enfrenta entraves técnicos e regulatórios

Compatibilidade entre bioinsumos e agroquímicos é vista como essencial para adoção em larga escala

Evento internacional reunirá mais de 1.200 profissionais e 70 expositores nos dias 12 e 13 de agosto, em São Paulo

Palestra do pesquisador Marcos Faria reforça a presença da Embrapa no debate sobre inovação e sustentabilidade no campo

O avanço do controle biológico como estratégia sustentável no agronegócio brasileiro tem gerado expectativas e exigido articulações inéditas entre segmentos do setor. A necessidade de compatibilizar o uso de bioinsumos com defensivos químicos será tema da palestra do entomologista Marcos Faria, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, lotado na Embrapa Meio Ambiente, durante o 16º Brasil AgroChemShow, marcado para os dias 12 e 13 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, e um dos objetivos é a discussão de tendências na área de bioinsumos.

 

Reconhecido por sua atuação em pesquisa aplicada ao manejo de pragas, Faria vai destacar os principais gargalos e as oportunidades no uso de agentes biológicos no campo. Ele alerta que, apesar do crescimento expressivo, o setor ainda enfrenta obstáculos técnicos, regulatórios e de mercado. “O controle biológico vem experimentando um crescimento vertiginoso nos últimos anos, mas há grandes desafios para que o ritmo atual seja mantido”, afirma.

 

Entre os pontos críticos apontados pelo pesquisador está a qualidade de parte dos produtos comerciais atualmente disponíveis. “Muitos deles ainda apresentam desempenho inferior ao esperado em campo”, afirma. Outro desafio diz respeito à compatibilidade entre bioinsumos e agroquímicos, sobretudo quando usados em misturas de tanque — prática comum no manejo integrado. Para superar esse entrave, Faria defende a ampliação do diálogo com a indústria de defensivos químicos: “Sem essa integração, o controle biológico não alcançará todo o seu potencial”.

 

A participação da Embrapa no evento reforça o protagonismo da instituição nas discussões sobre inovação tecnológica e sustentabilidade no agronegócio. A palestra de Faria está inserida em uma programação voltada ao debate técnico sobre soluções integradas para o campo, promovendo a troca de experiências entre pesquisadores, empresas e tomadores de decisão.

 

O 16º Brasil AgroChemShow é organizado pela AllierBrasil em parceria com a CCPIT Chem-China e é considerado uma das principais vitrines de tecnologias e tendências do setor de agroquímicos, fertilizantes e bioinsumos da América Latina. A edição deste ano contará com mais de 70 expositores e a participação de cerca de 1.200 profissionais de toda a cadeia agrícola — incluindo representantes da China, Índia, Japão, Estados Unidos, Europa e América Latina.

 

Além das exposições, a programação inclui palestras técnicas com tradução simultânea em português, inglês e mandarim. O objetivo é promover o intercâmbio internacional de informações sobre tecnologias agrícolas, regulamentação, mercado e sustentabilidade, aproximando o Brasil de centros globais de inovação.

 

O crescimento da adoção do controle biológico no país reflete um movimento global em busca de práticas agrícolas mais sustentáveis, capazes de reduzir os impactos ambientais dos defensivos químicos convencionais. No Brasil, iniciativas públicas e privadas vêm impulsionando o uso de bioinsumos, mas a consolidação do setor depende de avanços coordenados entre ciência, indústria e regulação.

 

Para a Embrapa, o caminho está na construção de soluções integradas que dialoguem com a realidade do agricultor. “Não se trata de substituir totalmente os agroquímicos, mas de combiná-los com tecnologias biológicas de forma estratégica, segura e eficiente”, resume Marcos Faria. Segundo ele, isso exige não apenas produtos de alta qualidade, mas também informação, capacitação e mudanças na mentalidade de produtores e técnicos.

 

As inscrições para o Brasil AgroChemShow já estão abertas e podem ser feitas no site do evento. O evento representa uma oportunidade para atualizar conhecimentos, ampliar redes de contato e acompanhar as transformações do mercado agroquímico nacional e internacional.

 

SERVIÇO

16º Brasil AgroChemShow

Data: 12 e 13 de agosto de 2025

Local: Expo Center Norte, São Paulo (SP)

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mercado do açúcar mantém viés de baixa neste primeiro dia de julho


Logotipo Notícias Agrícolas

Nesta terça-feira (1), o mercado do açúcar segue pressionado, refletindo as incertezas sobre a demanda global e a expectativa de excedente na oferta. Os contratos com vencimento em outubro/25 são negociados a 15,80 cents de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova Iorque, com queda de 2,47%, enquanto o março/26 recua 2,13%, cotado a 16,58 cents.

A forte retração começou ainda na segunda-feira, quando o açúcar em NY atingiu a mínima dos últimos 4 anos e meio, com destaque para a liquidação do contrato de julho diante da perspectiva de grandes entregas antes do vencimento. A consultoria Czarnikow agravou o cenário ao projetar um superávit global de 7,5 milhões de toneladas para 2025/26 — o maior em oito anos.

No Brasil, os números da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) apontam retração nas atividades. Na primeira quinzena de junho, a moagem no Centro-Sul somou 38,78 milhões de toneladas, queda de 21,49% ante as 49,40 milhões do mesmo período da safra passada. No acumulado até 16 de junho, o total processado é de 163,58 milhões de toneladas, recuo de 14,33% na comparação anual.

Atualmente, 255 unidades estão em operação na região, número próximo ao registrado em 2024, embora as condições climáticas estejam dificultando a colheita. “Já operamos com 95% da capacidade ativa, mas o volume colhido está abaixo da média devido ao excesso de umidade”, explica Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA.

O indicador de qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) atingiu 128,66 kg por tonelada de cana na primeira quinzena de junho, contra 134,55 kg/t no mesmo período de 2024, queda de 4,37%. No acumulado da safra, a retração é de 4,54%.

A produção de açúcar na quinzena somou 2,45 milhões de toneladas, 22,12% inferior aos 3,15 milhões de toneladas do ano anterior. No acumulado, a produção totaliza 9,40 milhões de toneladas, ante 11,02 milhões no ciclo anterior (-14,63%).

Já a produção de etanol caiu 17,97% para o hidratado e 26,97% para o anidro na primeira quinzena de junho. No acumulado da safra, os números mostram recuo de 14,21%, com produção total de 7,50 bilhões de litros, 4,94 bilhões de hidratado e 2,56 bilhões de anidro.

No mercado spot paulista, o açúcar cristal branco registrou seu menor preço nominal desde julho de 2021. Na sexta-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130-180) fechou em R$ 117,00/saca de 50 kg, acumulando queda de 4,4% na semana. Mesmo com o cenário de baixa, o produto ainda é mais rentável no mercado interno que nas exportações.

Por outro lado, o etanol encerrou o mês em alta. Entre 23 e 27 de junho, o etanol hidratado subiu 1,57%, com o Indicador CEPEA/ESALQ em R$ 2,6099/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O etanol anidro teve alta de 2,84%, cotado a R$ 2,9962/litro. Segundo o CEPEA, fatores como chuvas, geadas, aumento da mistura obrigatória do anidro para 30% e maior volume de vendas nas usinas sustentaram os preços.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Carbono no solo vira lucro no campo



“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade”



“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade"
“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade” – Foto: Canva

Uma nova solução que une biologia molecular, metagenômica e inteligência microbiológica promete transformar práticas sustentáveis em ganhos concretos de produtividade. A análise de índices de carbono no solo, agora integrada à caracterização da microbiota, permite que o produtor rural enxergue o solo como um organismo vivo e estratégico, indo além do seu papel físico como suporte para as lavouras.

A GoGenetic Agro, empresa do Grupo GoGenetic especializada em genética e biologia do solo, é a responsável pelo lançamento do serviço. A análise detalha o potencial do solo de capturar ou liberar carbono com base em sequenciamento genético de última geração e bioinformática avançada. O diagnóstico resulta em laudos técnicos completos e recomendações de manejo personalizadas, elaboradas por especialistas em agronomia e microbiologia.

“Essa análise transforma um ativo invisível — o carbono orgânico — em um indicador estratégico de valor. Com ela, o produtor passa a enxergar se o solo está em processo de regeneração ou degradação, e como sua microbiota pode favorecer o acúmulo de matéria orgânica”, afirma Vânia Pankievicz, Diretora de operações da GoGenetic Agro.

Além de ser um indicador ambiental, o carbono orgânico é também um importante fator agronômico. Solos ricos em carbono retêm mais água, têm melhor estrutura física, absorvem mais nutrientes e são mais resilientes ao clima. Segundo a FAO, cada 1% adicional de carbono pode aumentar em até 20 mil litros por hectare a capacidade de retenção de água.

“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade: não apenas o que ele tem, mas como ele funciona. Com essa visão, entregamos ao produtor uma verdadeira ferramenta de gestão agronômica para produtividade e sustentabilidade”, complementa Vânia Pankievicz.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

China pode limitar oferta de inseticida



Possível restrição chinesa no clorantraniliprole preocupa produtores




Foto: Canva

A ameaça de restrições na oferta global de clorantraniliprole pela China, maior produtora da molécula, acendeu um alerta no setor agropecuário brasileiro. A substância é uma peça-chave no combate a pragas que atacam culturas estratégicas como soja, milho, algodão, citros e café. Qualquer redução na sua disponibilidade pode comprometer o manejo de lavouras e elevar os custos de produção no país.

Segundo dados do setor, além da possível limitação no volume exportado, exigências mais rigorosas envolvendo padrões de qualidade e práticas sustentáveis na fabricação do ingrediente ativo também entram na conta e podem pressionar ainda mais a cadeia de fornecimento de defensivos agrícolas.

O clorantraniliprole pertence à classe das diamidas antranílicas e é reconhecido por sua eficiência seletiva no controle de pragas mastigadoras — como lagartas e besouros — por meio da paralisação dos músculos dos insetos. Essa atuação precisa e eficaz fez com que o ingrediente se tornasse indispensável nos programas de Manejo Integrado de Pragas em diversas regiões produtoras do Brasil.

“É uma situação que exige atenção imediata dos agricultores. Dependendo da gravidade da restrição, os impactos podem ser sentidos já nas próximas safras, com possível encarecimento dos insumos e risco de desabastecimento”, avalia Gabriel Paggiaro, gerente de marketing da Ourofino Agrociência.

Na tentativa de reduzir a dependência da importação, a indústria nacional já começa a movimentar alternativas. Uma das apostas da Ourofino é o inseticida Goemon, desenvolvido com foco nas condições da agricultura tropical. A solução tem se mostrado eficiente no controle das principais espécies de lagartas e se encaixa nos protocolos de sustentabilidade exigidos pelo mercado atual.

Para além da substituição pontual, a possível crise de fornecimento reforça a necessidade de planejamento estratégico por parte do produtor. “O cenário global está cada vez mais sensível a fatores geopolíticos e ambientais. Por isso, a escolha de fornecedores que garantam inovação, suporte técnico e segurança no fornecimento é fundamental para a estabilidade do campo”, acrescenta Gabriel.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de cebola ganha reforço estratégico



A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo



A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo
A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo – Foto: Pixabay

A Sakata Seed Sudamerica anunciou a aquisição total da Agritu Sementes, com sede em Ituporanga (SC), concluída em 30 de maio de 2025. A negociação foi feita por meio da Sakata Seed Corporation e representa um movimento estratégico para ampliar a atuação da companhia no mercado sul-americano de cebolas.

Segundo informações da empresa, a incorporação da Agritu trará um reforço relevante ao portfólio da Sakata, com destaque para a expansão da oferta de variedades de alta performance. Com 30 anos de atuação, a Agritu é reconhecida pela expertise na cebolicultura, investindo constantemente em tecnologia, estrutura e qualificação profissional.

“Saber que a nossa expertise acumulada ao longo de muitos anos no segmento da cebolicultura, na construção de uma marca de alto valor para o mercado regional, terá o seu potencial ampliado para alcançar novos patamares, nos deixa muito satisfeitos e seguros acerca desta decisão. E, tudo isto, potencializando a qualidade, a confiança e o foco em inovação que nos trouxeram até aqui, valores compartilhados com a Sakata, que certamente trarão inúmeros benefícios para os nossos clientes, parceiros e colaboradores”, destacam Arno Zimmermann e Sebastião Müller, co-fundadores da Agritu.

Mesmo após a aquisição, ambas as empresas manterão suas operações e marcas de forma independente, respeitando os vínculos com colaboradores, clientes e fornecedores. O objetivo é preservar as identidades construídas e potencializar os pontos fortes de cada uma.

A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo, com o lançamento de novas cultivares e ampliação da cobertura aos produtores da América do Sul. Nos próximos meses, Sakata e Agritu realizarão comunicações diretas com seus públicos para esclarecer os próximos passos da integração.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Capim-amargoso resistente acende alerta



O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas



O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas
O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas – Foto: Pixabay

O avanço da resistência múltipla do capim-amargoso (Digitaria insularis) preocupa produtores e técnicos agrícolas em Chapadão do Céu (GO) e Chapadão do Sul (MS). Segundo José Herickson, gerente agrícola no Grupo Safra, foi confirmada a resistência de biótipos da planta daninha aos herbicidas cletodim e haloxifope-p-metílico (Grupo 1 – Inibidores da ACCase) e ao glifosato (Grupo 9 – Inibidor da EPSPS), conforme alerta técnico divulgado pelo HRAC-BR em 14 de julho.

A constatação foi feita com base em estudos conduzidos com metodologias reconhecidas, reforçando a necessidade de adoção imediata de estratégias de controle. O capim-amargoso já é conhecido por sua capacidade de desenvolver resistência, tanto simples quanto múltipla, o que exige vigilância constante em áreas agrícolas de alta produtividade e também de culturas mais sensíveis.

Nesse cenário, entre as recomendações para técnicos, consultores e produtores, destacam-se a implementação do manejo integrado de plantas daninhas, o uso de sementes certificadas (especialmente para culturas como soja, milho e algodão), e a limpeza rigorosa de maquinários agrícolas antes e depois do uso em áreas suspeitas. Também é essencial eliminar manualmente as plantas remanescentes ou utilizar herbicidas com diferentes mecanismos de ação, promovendo a rotação de produtos.

O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas, evitando que a resistência se dissemine e comprometa o controle químico em lavouras brasileiras. As informações foram divulgadas pelo especialista na rede social LinkedIn.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtor que duvidava da irrigação hoje opera 12 pivôs e planeja três safras por ano


No Mato Grosso do Sul, onde estiagens e chuvas irregulares são cada vez mais frequentes, um produtor rural conseguiu reverter prejuízos persistentes investindo em irrigação. Nelson Antonini, proprietário do Grupo Antonini, transformou a produtividade das suas fazendas e hoje opera 12 pivôs centrais Valley em 1.380 hectares irrigados, com planos de alcançar até três safras por ano.

Até 2015, Antonini, que cultiva cerca de 16 mil hectares nas fazendas Marialva, Vista Alegre e Alegria do Corupaí, relutava em adotar o sistema de irrigação. “Eu vinha analisando os pivôs há dez anos, mas tinha receio. Parecia algo complicado e caro”, relembra. O cenário mudou quando a comparação dos números se tornou impossível de ignorar.

Na safra de milho de 2021, a produtividade na área sem irrigação despencou para 33 sacas por hectare. Já na área irrigada, o rendimento ficou entre 130 e 147 sacas. Na soja, a diferença foi ainda maior: de 15,5 sacas no sequeiro para até 96 sacas por hectare no irrigado. Para o feijão, a produtividade quase triplicou — de 27 para 75 sacas por hectare.

“Vi que o dinheiro que eu gastava com seguro agrícola podia ser a parcela do pivô. O retorno foi imediato”, destaca Antonini. Além de aumentar a produtividade, a irrigação permitiu diversificar o calendário de cultivo: hoje, o produtor faz soja no verão, milho na segunda safra e, em metade dos pivôs, planta feijão na terceira safra. Nas áreas sem irrigação, ele já prefere não plantar quando o risco de perdas é muito alto.

Outro ponto decisivo foi o suporte técnico na região. A Copasul, cooperativa em Naviraí (MS), se tornou distribuidora Valley local e garante peças de reposição e assistência para os pivôs, além de alternativas como motores a diesel para contornar falhas no fornecimento de energia.

Para Antonini, o investimento mudou não só a produtividade, mas também a segurança para planejar as próximas safras em um clima cada vez mais incerto. “A diferença entre ter pivô e não ter é a tranquilidade para colher o que você plantou”, resume o produtor.

Comparativo de produtividade – Grupo Antonini

Milho saltou de 33 sc/ha (sequeiro) para até 147 sc/ha (irrigado)

Soja subiu de 15,5 sc/ha para até 96 sc/ha

Feijão quase triplicou: de 27 sc/ha para 75 sc/ha





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ministro Augusto Nardes destaca vitória do agro com aprovação da securitização de dívidas


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (16), o Projeto de Lei 5122, que cria uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social para refinanciar dívidas de produtores rurais atingidos por desastres climáticos. A chamada securitização das dívidas rurais foi aprovada por ampla maioria: 346 votos a favor e 96 contrários. A proposta agora segue para análise no Senado Federal.

O texto prevê o uso de recursos do Fundo Social, com foco especial nos produtores afetados por fenômenos climáticos extremos, como as enchentes e estiagens que devastaram regiões do Rio Grande do Sul nos últimos anos. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entre 2020 e 2024, o prejuízo acumulado no campo alcança R$ 106,6 bilhões nas culturas de arroz, soja, milho e trigo. Considerando toda a cadeia do agronegócio, as perdas ultrapassam os R$ 319 bilhões — valor equivalente a cerca de 49% do PIB gaúcho em 2023.

Pelo texto aprovado, terão acesso à securitização os produtores localizados em municípios que tenham registrado ao menos dois eventos climáticos graves reconhecidos entre 2020 e 2025. É necessário comprovar perdas superiores a 30% em duas safras distintas.

O ministro Augusto Nardes comemorou o resultado e destacou que a aprovação do PL 5122 representa um novo horizonte para os agricultores, especialmente os do Rio Grande do Sul. Para ele, o avanço do projeto é uma resposta concreta aos desafios enfrentados por quem produz alimento em meio às adversidades climáticas. “É fundamental que o Estado assuma a responsabilidade de proteger esses agricultores, implementando políticas de prevenção climática e irrigação que garantam a segurança hídrica, especialmente nas regiões mais vulneráveis”, disse.

Nardes lembrou que, nos últimos 25 anos, o Estado enfrentou três enchentes devastadoras e duas secas severas, comprometendo seriamente a produção agrícola. Ele também resgatou sua experiência em 1999, quando liderou um movimento com 20 mil pessoas em Brasília para negociar a securitização e foi o idealizador do modelo 4,20,40: quatro anos de carência, 20 anos de prazo e 40% de rebate.

O ministro revelou que orientou tecnicamente o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, para incluir no PL a vinculação dos recursos do Fundo Social à rubrica do pré-sal destinada a ações climáticas, estratégia que, segundo ele, foi decisiva para a aprovação sem comprometer o arcabouço fiscal. “Sem essa abordagem, o projeto não teria passado”, afirmou.

Nardes também agradeceu aos deputados Pedro Westphalen, autor do projeto, e Afonso Hamm, relator da proposta, pelo empenho na tramitação do PL, além de reconhecer o trabalho de articulação realizado por Gedeão Pereira. “Essa aprovação é uma demonstração clara de que, quando trabalhamos juntos, podemos construir um futuro melhor para nossos agricultores e para o Brasil”, finalizou.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Condições do milho pioram com geadas no Paraná



Entidade alerta para impacto climático na colheita




Foto: Canva

A colheita da segunda safra de milho 2024/25 no Paraná atingiu 29% da área estimada, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O percentual representa um avanço em relação à média das últimas cinco safras, que era de cerca de 20% para o mesmo período.

No entanto, o Deral aponta uma piora nas condições das lavouras ainda em campo. “Na semana anterior, 68% das áreas estavam classificadas como em boas condições; nesta semana, esse número caiu para 64%”, informa o boletim. As lavouras em condição mediana subiram de 18% para 20%, enquanto aquelas em situação ruim passaram de 14% para 15%.

A piora nas condições das lavouras é atribuída às geadas registradas no final de junho, que afetaram parte das regiões produtoras. “A expectativa agora se volta para a avaliação mais precisa dos impactos sobre a produtividade nas próximas semanas”, diz o Deral.

Já em relação à primeira safra de milho, os dados indicam que 97,2% da área cultivada foi colhida até o início de julho. A redução das chuvas favoreceu os trabalhos de colheita na maioria das regiões, com exceção do Rio Grande do Sul. No estado, o excesso de precipitações continua dificultando a conclusão da colheita e comprometendo a qualidade dos grãos.

As áreas remanescentes da primeira safra estão concentradas nos estados do Piauí e Maranhão. Este último apresenta a maior parcela a ser colhida, com 20% da área, devido ao calendário de plantio mais prolongado.

De acordo com dados do último Boletim da Safra de Grãos publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o clima foi favorável ao encerramento da segunda safra do milho na maior parte das regiões produtoras do Paraná. No entanto, a ocorrência de geadas no final de junho pode ter causado danos, principalmente nas lavouras tardias em fase reprodutiva. “Ainda é cedo para determinar a abrangência e a intensidade dos possíveis prejuízos”, apontou o relatório. Apesar disso, a produtividade estimada foi mantida no levantamento mais recente.





Source link