terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Câmara aprova novas regras para benefício fiscal aos portos das regiões Norte e Nordeste



Proposta que altera regras sobre benefício fiscal


Foto: Pixabay

A Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera regras sobre benefício fiscal relacionado ao pagamento do Adicional de Frete para mercadorias com origem ou destino nos portos das regiões Norte e Nordeste. A proposta será enviada à sanção presidencial.

Os deputados aprovaram em Plenário, na madrugada desta terça-feira (16), emenda do Senado ao Projeto de Lei 1765/19, do deputado Júnior Ferrari (PSD-PA). Uma das mudanças previstas estende o benefício às navegações de longo curso envolvendo portos com esse destino ou origem.

As emendas aprovadas pelo Plenário contaram com parecer favorável parcial do relator, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP). Ele recusou a ampliação da data final do benefício de 8 de janeiro de 2027 para 31 de dezembro de 2031. Assim, mantém a data inicial aprovada pela Câmara.

No entanto, o texto já aprovado em caráter conclusivo pelos deputados em 2022 acabou ultrapassado pela Lei 14.301/22, que já estipula a mesma data original de 8 janeiro de 2027.

Além disso, com a redação proposta pela emenda, fica excluído dispositivo que previa a redução gradual do benefício em, pelo menos, 10% ao ano a partir de 2022.

Adicional ao frete

O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) é uma contribuição que incide sobre o frete cobrado pelas empresas de navegação que operam em porto brasileiro. O adicional é devido na entrada do porto de descarga e deve ser recolhido pelo destinatário da mercadoria transportada.

A Lei de Cabotagem, de 1997, concedeu isenção do adicional para as regiões Norte e Nordeste por dez anos, até 2007. Posteriormente, a Lei 11.482/07 dilatou o prazo até 8 de janeiro de 2022.

 





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Como reduzir custos da logística no agro



Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por veículo



Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por tipo de veículo
Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por tipo de veículo – Foto: Sheila Flores

Uma nova plataforma digital está revolucionando a logística agrícola ao tornar mais eficiente o deslocamento de veículos em áreas rurais. Integrando ambiente web e aplicativo mobile, o Roteirizador de Campo permite criar rotas inteligentes adaptadas à realidade de operações agrícolas diversas, incluindo cultivos como soja, milho, algodão, café, laranja e cana-de-açúcar. A ferramenta atua mesmo em locais sem conexão à internet, oferecendo precisão, agilidade e redução de desperdícios nas atividades diárias.

Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por tipo de veículo (como treminhões ou caminhões leves), calcular rotas conforme restrições e velocidade média, além de ajustar trajetos automaticamente em caso de imprevistos. “Com essa ferramenta é possível fazer um mapeamento personalizado da malha viária dos clientes, das usinas, dos produtores e agroindústrias. São dados que não estão disponíveis nos aplicativos públicos tradicionais”, explica Fernando Bortolazzo, líder da equipe de desenvolvimento da empresa.

Voltada para operações em larga escala, a solução impacta diretamente nos custos ao reduzir o tempo de deslocamento, o consumo de combustível e a necessidade de manutenção. Também otimiza o uso das máquinas na colheita, aplicação de produtos, transporte e monitoramento. Há ainda ganhos em sustentabilidade, com menor emissão de CO2, rastreabilidade e apoio à conformidade ambiental.

Com dashboards atualizados em tempo real, os gestores conseguem identificar gargalos operacionais e ajustar o planejamento com agilidade. O lançamento oficial da ferramenta ocorre durante o Congresso Conecta Agro (CCAgro), de 2 a 4 de julho, em Campinas (SP), onde o público poderá conhecer de perto essa e outras inovações voltadas à transformação digital do agronegócio.

 





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Safra de cana cai e exige manejo eficiente



Para enfrentar os desafios, produtores têm investido em tecnologias



Para enfrentar os desafios, produtores têm investido em tecnologias
Para enfrentar os desafios, produtores têm investido em tecnologias – Foto: Pixabay

A safra 2025/26 de cana-de-açúcar no Brasil deve alcançar 663,4 milhões de toneladas, queda de 2% em relação ao ciclo anterior, segundo a Conab. A área plantada teve leve alta de 0,3%, chegando a 8,79 milhões de hectares, mas a produtividade média caiu 2,3%, estimada em 75,45 t/ha. O recuo é atribuído a condições climáticas adversas no início do ciclo e à ocorrência de incêndios em algumas regiões. No Centro-Sul, maior polo produtivo, a colheita está em andamento, mas estiagem, calor e pragas exigem ajustes imediatos no manejo.

Para enfrentar esses desafios, produtores têm investido em tecnologias que protegem os canaviais e ajudam a preservar o teor de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), fundamental para a produção de açúcar e etanol. A IHARA oferece soluções como o inseticida Maxsan, com ação sistêmica e translaminar, eficaz contra todas as fases da cigarrinha das raízes. O Terminus permite aplicação aérea e o Zeus é destaque no controle do Sphenophorus levis.

“Se o manejo não for feito no momento certo, a cigarrinha pode causar perdas de até 50% por hectare, especialmente em áreas de alta produtividade. Isso pode representar prejuízos financeiros consideráveis por hectare”, alerta o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Marcos Vilhena.

Na maturação, o Riper redistribui a energia da planta, aumentando o ATR em até 8%, com retorno financeiro significativo. A flexibilidade na aplicação permite ao produtor ajustar a colheita conforme o clima, garantindo produtividade e rentabilidade mesmo em um cenário de instabilidade climática.

 





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Governador de MT firma acordo com a Aprosoja MT de congelamento do valor do…


Diante do cenário de elevação dos custos de produção, das dificuldades mercadológicas e das taxas de juros em patamares proibitivos, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem recebido constantes reclamações dos produtores em relação aos aumentos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), decorrentes de sua vinculação ao índice inflacionário. Em virtude disso, a entidade tem buscado, junto ao Governo do Estado de Mato Grosso e à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) medidas que atenuem esse impacto sobre a rentabilidade do produtor rural.

Sensíveis a essa demanda, tanto a ALMT, por meio do presidente, deputado Max Russi, quanto o Governador Mauro Mendes, têm se empenhado em encontrar soluções para evitar um aumento descontrolado dessa contribuição.

Nesta terça-feira (01.07), recebemos a informação de que o Governador encaminhará à Assembleia um projeto de lei que autoriza o congelamento dos aumentos da Unidade de Padrão Fiscal (UPF), impactando diretamente o cálculo do Fethab. Com isso, o compromisso firmado entre o Governador e a Aprosoja MT é de manter o valor congelado até o final do ano, medida que a entidade agradece prontamente.

Agora, a Aprosoja MT espera que a ALMT aprove o projeto, evitando, assim, um efeito inflacionário sobre uma contribuição destinada à melhoria da infraestrutura, mas que não deve, em virtude do descontrole fiscal do país, comprometer a renda do produtor rural.

Confira a sonora do presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber sobre o assunto:

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O café deve ficar mais barato



A volatilidade cambial segue como alerta



 A volatilidade cambial segue como alerta
A volatilidade cambial segue como alerta – Foto: Divulgação

O preço do café pode começar a recuar ao consumidor nos próximos meses, impulsionado pelo avanço da colheita no Brasil e pela maior oferta de grãos da variedade robusta. A avaliação é do Itaú BBA, em sua mais recente edição do relatório Visão Agro, que destaca um cenário mais favorável para a indústria após um período de alta nos custos da matéria-prima.

Segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção brasileira na safra 2025/26 deve atingir 40,9 milhões de sacas de café arábica e 24 milhões de sacas de robusta. Em relação ao ciclo anterior, espera-se queda de 6,4% no arábica e alta de 14,8% no robusta. Com isso, a indústria pode voltar a aumentar a presença do robusta nos blends, movimento limitado nos últimos dois anos pelas quebras de safra no Brasil e no Vietnã.

Com a previsão de maior disponibilidade global, a disputa pela matéria-prima entre exportadores, torrefações e indústrias tende a se reduzir. No entanto, o Itaú BBA chama atenção para a nova legislação europeia antidesmatamento (EUDR), que pode antecipar compras e afetar a dinâmica de oferta.

Nesse contexto, as informações dão conta de que a demanda interna deve se recuperar gradualmente, já que muitos consumidores migraram para cafés mais baratos após sucessivos aumentos. A volatilidade cambial segue como alerta, podendo neutralizar os efeitos da queda nos preços internacionais. Por fim, o relatório destaca que, embora os EUA tenham imposto tarifas ao Brasil, substituí-lo como fornecedor é difícil, dada sua liderança global na produção de arábica.

 





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Novas regras para análise de sementes são debatidas


A Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT) e a Comissão de Sementes e Mudas de Mato Grosso (CSM-MT) realizaram de 08 à 11 de julho, em Cuiabá, a 2ª edição do Workshop da Rede de Laboratórios de Sementes do Cerrado, em Cuiabá (MT). O encontro foi elaborado para os responsáveis técnicos e gestores dos laboratórios de sementes do Cerrado. Nesta edição reúne representantes de 47 laboratórios, num total de 68 participantes dos estados de Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO), Piauí (PI), Bahia (BA), Rio Grande do Sul (RS) e Distrito Federal.

O presidente da APROSMAT, Nelson Croda, destacou que a segunda edição do workshop e a continuidade do projeto demonstra a atenção dada pela Associação em todos os níveis da produção de sementes, trazendo qualificação e o alinhamento de rotinas nos laboratórios. “Para a APROSMAT essa parceria junto com a CSM é de suma importância, onde o principal objetivo é a padronização e a utilização das boas práticas para análise de semente como um todo no Centro-Oeste brasileiro. Esse trabalho é muito importante para o desenvolvimento da cadeia de sementes do Brasil e principalmente um trabalho de excelência para o nosso consumidor final, que é o produtor, que é o objetivo principal de todos os trabalhos feitos pela APROSMAT.”, pontuou.

Nesta edição, os trabalhos ficaram a cargo novamente das especialistas, Drª. Myriam Alvisi e Drª. Maria de Fátima Zorato, que buscaram levar o máximo da parte técnica e prática sobre os principais temas para os participantes.

Para Fátima Zorato, a implantação da nova RAS podemos dizer que não se trata apenas de um instrumento normativo, mas sim de um guia vivo que vai evoluir de acordo com ciência, com práticas laboratoriais, com demanda do setor produtivo. “Ela foi atualizada de uma forma inteligente e traz para nós um caminho para novas revisões periódicas, que vai ajudar muito o setor, acompanhando de fato o que está acontecendo. Nós não estamos falando apenas de Mato Grosso, mas do Brasil, que utilizam a regra de análise de sementes, que é uma bíblia de laboratório”, disse.

Segundo a palestrante, Myriam Alvisi, as regras de análise de sementes foram alteradas para acompanhar os avanços internacionais das regras de análise de sementes da ISTA, que são regras que vigoram no mundo inteiro. “Elas têm aceitação internacional e o Brasil tem os seus métodos alinhados com essas regras e também para inovar, para incorporar os avanços do setor brasileiro. Um dos maiores avanços foi o lançamento das regras de análises no portal WIC SDA do Ministério da Agricultura, ele é de fácil acesso, qualquer pessoa pode acessar a qualquer momento, e elas podem dessa maneira, elas podem ser revisadas por capítulos individualmente sem comprometer a totalidade”, destacou.

A presidente da CSM-MT, Tanismare de Almeida, destaca a relevância da segunda edição do Workshop da Rede de Laboratórios de Sementes do Cerrado. “É muito importante para a Comissão esse trabalho junto com a APROSMAT, com   essa rede de laboratórios de sementes do Cerrado, que vem justamente atualizar todos esses profissionais da área, aqui temos muitos analistas e trazendo esses profissionais para as palestras como a doutora Fátima e doutora Miriam é fundamental para que possamos capacitarmos ainda mais nessa questão da atualização das RAS.”, finalizou.

Dentro do conteúdo do workshop foram abordados temas como, estrutura atualizada das RAS 2025, interpretação técnica e identificação de pontos críticos, boas práticas laboratoriais e conformidade técnica, fundamentos legais e processo de credenciamento, responsabilidade técnica e operacionais, pilares para resultados confiáveis e tecnicamente válidos, sistema de gestão da qualidade conforme a ISO, boas práticas de amostragem e análises e Novidades nos métodos de análise e fatores que influenciam os resultados.





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produção e consumo crescem no Brasil



A cadeia do milho vive um momento de ajustes em escala global




Foto: Divulgação

A cadeia do milho vive um momento de ajustes em escala global. As últimas estimativas divulgadas pelo USDA e analisadas pela consultoria Itaú BBA mostram que os estoques finais mundiais da temporada 2025/26 foram reduzidos de 275 para 272 milhões de toneladas.

De acordo com a consultoria Itaú BBA, o Brasil teve sua produção revisada para cima, passando de 130 para 132 milhões de toneladas. O país mantém desempenho robusto, impulsionado pelo aumento na área plantada e pela recuperação da produtividade após uma temporada marcada por desafios climáticos.

O consumo doméstico também cresce no Brasil, com expectativa de alcançar 94 milhões de toneladas, puxado especialmente pelo setor de proteína animal, que utiliza o grão como base para ração. As exportações brasileiras devem permanecer estáveis em 43 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a produção foi ajustada para baixo, de 402 para 399 milhões de toneladas, refletindo condições menos favoráveis em algumas regiões produtoras. A China, por sua vez, mantém produção em 295 milhões de toneladas, reforçando sua autossuficiência parcial.

Apesar da alta na produção global, o crescimento do consumo mundial, agora estimado em 1.268 milhões de toneladas, pressiona os estoques. Isso deve manter os preços em níveis moderados e com volatilidade no curto prazo.

O Brasil se posiciona como um dos principais exportadores de milho do mundo, e a ampliação da produção é estratégica para garantir presença competitiva nos mercados internacionais. A relação entre estoque e consumo no país subiu de 1,9% para 2,6%, demonstrando leve melhora nos níveis de disponibilidade interna.





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UE e Rússia ampliam produção



Revisões mostram a força dos dois blocos




Foto: Divulgação

O cenário global do trigo vem se ajustando a uma nova realidade de oferta, com revisões positivas na União Europeia e na Rússia, que devem compensar a estabilidade em outras regiões produtoras. Os estoques finais mundiais da safra 2025/26 foram levemente reduzidos, de 263 para 262 milhões de toneladas.

Segundo análise da consultoria Itaú BBA, a produção da União Europeia foi revisada de 136,6 para 137,3 milhões de toneladas, e a da Rússia passou a contar com expectativa de exportação de 46 milhões de toneladas, um aumento em relação ao mês anterior. Essas revisões mostram a força dos dois blocos no cenário global.

No Brasil, a produção foi mantida em 8 milhões de toneladas. O país segue dependente de importações, estimadas em 6,7 milhões de toneladas. Por outro lado, as exportações brasileiras foram revisadas para cima, chegando a 2,7 milhões de toneladas, sinalizando oportunidades nos mercados regionais.

O estoque final no Brasil foi ajustado de 1,8 para 2,1 milhões de toneladas, uma alta de 16,9%. A relação entre estoque e consumo também subiu, passando de 12% para 14,1%, o que garante maior segurança interna diante das oscilações internacionais.

A demanda mundial por trigo continua em expansão, com o consumo global previsto em 806 milhões de toneladas. Ainda assim, a produção mundial, de 809 milhões de toneladas, garante leve folga, evitando cenários de escassez.





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