segunda-feira, abril 13, 2026

Política & Agro

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perspectivas para a indústria química nacional


Ainda que desafiador, 2024 foi um ano também marcado por grandes conquistas. Uma das mais recentes foi a aprovação do Projeto de Lei do Inventário Nacional de Substâncias Química, fruto de um trabalho de mais de 10 anos da Abiquim, que posiciona o Brasil como referência no Hemisfério Sul, em regulação do uso adequado de substâncias químicas.

Também houve avanços no que tange à promoção de um ambiente regulatório para todo o setor químico e industrial brasileiro e para todos os demais componentes da cadeia produtiva. Demos passos importantes para iniciar um processo de amplificação da competitividade do setor com a lista de elevações transitórias da tarifa externa comum. Sabemos que esse é só um primeiro passo, todavia, é relevante para enfrentarmos o cenário internacional extremamente adverso, com excesso de capacidade produtiva de produtos químicos no mundo e programas pesados de subsídios nos principais produtores mundiais de químicos.

Dentro desse contexto, importante destacar que a indústria química brasileira trabalha com energia limpa e sustentável, sendo que 83% da energia que usamos vem de fontes renováveis. Dependendo do produto, geramos metade das emissões de CO2 por tonelada produzida em relação aos nossos principais concorrentes do mundo. Terminamos 2024 com um faturamento de 158,6 bilhões de dólares. Respondemos por 11% do PIB industrial e geramos 30 bilhões de reais em tributos federais anualmente, além 2 milhões de empregos diretos e indiretos; e pagamos salários muito acima da média da indústria.

A química, portanto, é um setor econômico singular para a construção de um país mais justo, mais humano e que de fato, contribua, por meio da ciência e da tecnologia, para a solução dos principais problemas que a humanidade enfrenta hoje.

A Agenda 2050 da ONU é também a nossa agenda. E a indústria química está no caminho de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos na base da sustentabilidade da atividade agrícola, ajudando a fornecer alimentos seguros e saudáveis para uma população que já supera os 8 bilhões de habitantes no mundo. Também estamos na base do desenvolvimento de novos fármacos, vacina e tratamento de saúde, ajudando a erradicar e a superar momentos graves como foi a pandemia de Covid-19. Água potável e saneamento básico não existiriam sem a química.

Estamos atravessando a porta de entrada para a economia de baixo carbono e a indústria química está pronta para liderar essa transição. A química de baixo carbono está relacionada ao uso de tecnologias que reduzam ou neutralizem a emissão de gases de efeitos estufa – a química renovável, a captura e estocagem de carbono e a reciclagem química são alguns exemplos dessa liderança que pode ser exercida pela indústria química brasileira.

A indústria química já deixou de ser uma indústria somente de base fóssil para se tornar bioquímica. Ou seja, a química baseada em biomassa. Nesse sentido, a recente aprovação do PL 6120, que regula substâncias químicas e cria um inventário de mais de 15 mil produtos químicos coloca o Brasil alinhado às melhores práticas mundiais de segurança de produtos químicos.

Isso aumenta o potencial de inserção internacional dos nossos produtos, além de garantir mais segurança ao meio ambiente e à saúde humana. No final de 2024 criamos um grupo de trabalho de matérias primas sustentáveis com empresas associadas, não associadas, e governo. Nosso objetivo é construir a curva de neutralidade das emissões de gases de efeito estufa do setor, considerando os níveis de tecnologia e inovação que já temos, a configuração da matriz energética brasileira e o potencial da indústria para descarbonizar outros setores.

Vivemos um grande processo de desglobalização, em que as grandes potências econômicas estão fortalecendo suas indústrias com programas robustos de apoio à produção e à inovação. Os EUA, a União Europeia, o Canadá e o Japão são alguns exemplos da força de competição que estamos enfrentando.

Entendemos, portanto, que a participação do governo em seus diferentes níveis, com engajamento e atividades de coordenação, promoção e fomento será fundamental para viabilizar a transição da química fóssil para a química do carbono, equilibrando essas duas dimensões. A transição exige visão de futuro: conhecer as potencialidades, os obstáculos e os caminhos mais promissores para o Brasil é fundamental. Liderar globalmente esse processo é o tipo de oportunidade que não se apresenta duas vezes e a indústria química está pronta para esse desafio.

Por fim, importante salientar que mesmo com a química avançando na agenda de sustentabilidade ainda não conseguimos consolidar um marco regulatório e alianças na cadeia produtiva que assegurem o suprimento de matéria prima, especialmente o gás natural e o etano, em quantidade suficiente e preços que proporcionem competitividade adequada para nossa indústria. Também não temos oferta e preço de nafta competitivos no Brasil. A mesma realidade está presente no custo da energia brasileira – mesmo tendo a matriz energética mais sustentável do que outros países, o custo dela ainda é um constrangimento para nossa capacidade de competir.

O mesmo desafio se apresenta para a produção com matéria primas renováveis, verdes, circulares, sustentáveis. Se faz necessário estabelecer as condições regulatórias e de mercado adequadas para a competitividade quando se produz a partir delas. Esses são passos fundamentais para que, de fato, consigamos fortalecer a indústria nacional. 

A Abiquim, por sua vez, segue ativa e alinhada ao DNA do setor: transformar desafios em oportunidades sempre com o olhar voltado ao bem-estar, saúde e segurança do indivíduo e do meio ambiente; o de promover o diálogo entre todos os atores envolvidos em prol do bem comum; e o de defender a competitividade da indústria nacional rumo ao desenvolvimento e crescimento do País.





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Paraná lidera exportação de carnes no Brasil


Segundo dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do paraná (SEAB), impulsionado por um aumento de 56,8% na exportação de carne bovina, o Paraná manteve sua liderança no setor de proteínas animais no Brasil em 2024. O estado registrou participação de 25,5% em volume e 17,9% em receita das exportações nacionais das principais carnes — bovina, suína e de frango.

Mesmo enfrentando desafios climáticos, o setor agropecuário paranaense obteve resultados expressivos, exportando 4,8% a mais em 2024 do que no ano anterior. O volume exportado saltou de 2,276 milhões para 2,387 milhões de toneladas, enquanto a receita subiu de US$ 4,2 bilhões para US$ 4,6 bilhões, um aumento de 8,4%.

A carne bovina foi o maior destaque, com embarques passando de 20,8 mil toneladas em 2023 para 32,6 mil toneladas em 2024, aumento de 56,8%. A receita cresceu 52,6%, alcançando US$ 137,4 milhões. Novos mercados, como Alemanha, Angola, Camboja e México, contribuíram para essa expansão, enquanto países como China, Estados Unidos e Emirados Árabes aumentaram significativamente suas compras.

O Paraná consolidou sua posição como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, com 2,171 milhões de toneladas exportadas em 2024, um aumento de 4%. A arrecadação subiu para US$ 4 bilhões, 7% superior ao ano anterior. Destaque para a Lituânia, que se tornou um novo parceiro comercial, adquirindo 476 toneladas por US$ 555,6 mil.

A carne suína apresentou crescimento de 12,7% na receita, alcançando US$ 423,6 milhões, com um volume exportado de 183,6 mil toneladas (+9,3%). Países como Filipinas e Argentina impulsionaram esse resultado, com aumentos expressivos na compra.

O mercado de peixes também cresceu de forma significativa, com exportações de 7,6 mil toneladas (+47%) e uma receita de US$ 34,9 milhões (+87%). Estados Unidos e Canadá lideraram as aquisições, sendo responsáveis por grande parte do crescimento.





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Dólar opera em baixa frente ao real nesta terça-feira



Dólar à vista registrou queda frente ao real nesta terça-feira (14)




Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney, o dólar à vista registrou queda frente ao real nesta terça-feira (14), ampliando as perdas observadas na véspera, enquanto os mercados internacionais reagem aos dados de inflação dos Estados Unidos e aguardam desdobramentos políticos relacionados ao presidente eleito Donald Trump.

Às 15h18, o dólar à vista era negociado com baixa de 0,62%, cotado a R$ 6,059 na compra e R$ 6,060 na venda. Paralelamente, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento na B3 apresentava queda de 0,49%, negociado a 6.089 pontos.

Na segunda-feira (13), o dólar à vista já havia fechado em leve baixa de 0,08%, cotado a R$ 6,0980.

Dólar Comercial

  • Compra: R$ 6,090
  • Venda: R$ 6,090

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 6,133
  • Venda: R$ 6,313





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Cotação do boi gordo registra alta nas praças paulistas



As cotações subiram para o boi gordo e a novilha,




Foto: Pixabay

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que o mercado de bovinos iniciou a terça-feira (14) com aumentos nas cotações, impulsionados pela oferta limitada e pela redução nas escalas de abate, que estão, em média, para seis dias. As cotações subiram para o boi gordo e a novilha, enquanto o preço da vaca permaneceu estável.

  • O boi gordo teve um aumento de R$ 3,00 por arroba.
  • A novilha gorda subiu R$ 2,00 por arroba.
  • O preço da vaca manteve-se inalterado.


No Espírito Santo, todas as categorias de bovinos registraram alta. As escalas de abate diminuíram para cinco dias em média, refletindo a redução da oferta.

  • A arroba do boi gordo e da novilha gorda subiu R$ 5,00.
  • A vaca também teve uma alta de R$ 10,00 por arroba.
  • A cotação do “boi China” também subiu R$ 5,00 por arroba.

Mato Grosso do Sul

Nas regiões de Dourados e Campo Grande, o mercado de carne bovina também registrou aumento nos preços, com escalas de abate variando entre quatro e seis dias.

  • Em Dourados, a cotação da vaca gorda subiu R$ 2,00 por arroba.
  • Em Campo Grande, o boi gordo teve um aumento de R$ 3,00 por arroba. O preço das fêmeas permaneceu estável.

Até a segunda semana de janeiro, o volume exportado de carne bovina in natura foi de 66,4 mil toneladas, com média diária de 9,5 mil toneladas. Isso representa um aumento de 14,9% em comparação ao mesmo período de 2024. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,1 mil, o que significa um crescimento de 11,8% em relação ao ano passado, impulsionando o faturamento, que subiu 28,5%.





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o avanço dos defensivos biológicos nas lavouras brasileiras


Por Lucas Rivas

A agricultura brasileira é amplamente dependente de defensivos químicos importados, uma realidade que impacta diretamente os custos de produção e a competitividade do setor. Apesar de sua relevância no mercado global, o Brasil carece de uma indústria química nacional robusta, o que mantém essa dependência e o coloca como o maior mercado mundial de defensivos.

Em 2023, o país importou mais de 2,7 milhões de toneladas de defensivos, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Embora o consumo por hectare não seja o maior do mundo, a extensão das áreas cultivadas e a possibilidade de múltiplas safras anuais elevam o volume total adquirido pelos produtores. Com negociações atreladas ao dólar e influenciadas por oscilações externas, as importações tornam-se um fator crítico para o aumento dos custos agrícolas.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Luiz Alberto Moreira da Silva, executivo com mais de cinco décadas de experiência no agro e atual diretor da Luft Agro, destaca que a ausência de uma indústria química de base sólida no Brasil impede a produção nacional de defensivos genéricos. Segundo ele, mesmo com a estruturação de um setor competitivo, atender apenas à demanda interna não seria viável, exigindo que o país também disputasse espaço no mercado internacional, o que traria desafios adicionais em termos logísticos e econômicos. “A falta de uma base industrial forte compromete nossa autonomia. E, ainda que conseguíssemos desenvolver essa estrutura, os custos poderiam ser ainda mais elevados”, analisa.

O papel dos defensivos biológicos

No cenário de crescente pressão por práticas agrícolas mais sustentáveis, os defensivos biológicos despontam como uma alternativa estratégica para reduzir a dependência de químicos importados no Brasil. Para Luiz Alberto, a solução vai além da produção orgânica e já conquista espaço entre grandes players do setor. “Biológicos têm demonstrado eficiência igual ou superior em aplicações específicas, como nematicidas para soja”, explica o especialista. Ele reforça que, além de inovadores, esses produtos respondem à crescente demanda por sustentabilidade, uma exigência cada vez mais presente no mercado global e essencial para o futuro do agronegócio brasileiro.

Desafios e perspectivas

Embora promissores, os defensivos biológicos ainda enfrentam obstáculos significativos no Brasil, especialmente devido às suas exigências logísticas em um território de dimensões continentais. A necessidade de condições específicas, como refrigeração ao longo de toda a cadeia, torna o transporte e o armazenamento um desafio.

Apesar disso, Luiz Alberto Moreira da Silva mantém uma visão otimista sobre a evolução desses produtos. “Os biológicos têm superado barreiras importantes e, embora devam coexistir com os químicos por um bom tempo, a tendência é de um equilíbrio crescente entre essas soluções no campo brasileiro”, projeta.

Essa transição não apenas reforça a competitividade do agronegócio nacional, mas também responde às demandas globais por práticas mais sustentáveis, apontando para um futuro no qual a agricultura brasileira se adapta cada vez mais às necessidades ambientais e econômicas de um mercado em constante transformação.





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agronegócio representa 23,5% do PIB do estado


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento (Seplan), divulgou dados que evidenciam o papel crucial do agronegócio na economia do estado até o terceiro trimestre de 2024. Segundo as informações obtidas da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o setor agropecuário representou 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. No terceiro trimestre, essa participação alcançou 26,5%, o maior índice já registrado para o período, superando os 19,8% do mesmo trimestre em 2023.

O aumento expressivo do agronegócio baiano no PIB pode ser observado em comparação aos números de 2023. Em 2023, a participação da agropecuária da Bahia no PIB nacional foi de 5,5%, enquanto em 2024, até o terceiro trimestre, esse percentual subiu para 7,1%. Esse desempenho aponta para uma recuperação considerável, após um período de retração no ano passado.

A estimativa do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 é de R$ 349 bilhões, com o agronegócio contribuindo com aproximadamente R$ 83 bilhões, o que corresponde a 23,8% do total.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Bahia, conforme calculado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acumulou receitas de R$ 54 milhões em 2024. O segmento de lavouras foi o principal responsável, com 81% do VBP total, seguido pela produção animal com 19%.

Dentro do setor de lavouras, os grãos dominaram, com 57% da produção, seguidos pelo cacau (12%), frutas (11%) e outras lavouras (20%). No segmento de produção animal, os bovinos de corte lideraram com 57% da contribuição, seguidos por aves (22%), leite (13%) e suínos e ovos (8%), conforme o divulgado pela Seagri.





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Santa Catarina recebe celebração da Uva Goethe


Segundo a Secretaria da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (SAR), a partir do dia 11 de janeiro, os Vales da Uva Goethe, localizados no Sul de Santa Catarina, se tornarão o centro de uma celebração única que destaca a colheita da uva e a riqueza do enoturismo regional. A Vindima 2025, que ocorre até 9 de fevereiro, homenageia a tradição, a cultura e a gastronomia locais, com um foco especial na Uva Goethe, uma das Indicações Geográficas de Santa Catarina, que atesta a qualidade e autenticidade dos produtos da região.

De acordo com levantamento da Epagri/Cepa, 83% das uvas cultivadas em Santa Catarina são das espécies Americanas e híbridas, utilizadas principalmente para consumo in natura, produção de sucos e vinhos coloniais. Aproximadamente 13% da produção é composta pela uva Vitis Vinifera, e 4% corresponde à uva de mesa. A uva Goethe, uma das variedades híbridas, destaca-se na produção de vinhos finos.

As principais regiões produtoras de uvas em Santa Catarina são o Alto Vale do Rio do Peixe, no Meio Oeste, e o Sul do estado. Segundo o IBGE, em 2024, o estado colheu 36.682 toneladas de uvas de todas as espécies, abrangendo uma área de 3.736 hectares.

Os Vales da Uva Goethe foram pioneiros na obtenção da Indicação de Procedência, um selo de autenticidade concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2012. Este reconhecimento, que contou com o apoio do Sebrae e da Epagri, reforça a qualidade da produção local e contribui para o fortalecimento do enoturismo na região.

A área de produção da uva Goethe é privilegiada, localizada entre as encostas da Serra Geral e o litoral sul catarinense. Os municípios que compõem essa região são Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Içara, Orleans, Treze de Maio e Nova Veneza.





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Bahia se torna líder em irrigação por pivôs centrais no Brasil


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a irrigação por pivôs centrais, uma tecnologia que utiliza sistemas giratórios para distribuir água de maneira uniforme sobre a área cultivada, tem se expandido rapidamente no Brasil. A região Oeste da Bahia se destaca nesse cenário, superando o Noroeste de Minas Gerais e se tornando a maior área irrigada por essa tecnologia no país. De acordo com dados levantados pela Embrapa, até outubro de 2024, a Bahia já conta com 404 mil hectares irrigados, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Minas Gerais, que lidera com 637 mil hectares.

Esse avanço baiano é atribuído a uma combinação de fatores naturais e tecnológicos favoráveis. O relevo do solo, a facilidade de implantação dos sistemas de irrigação, a utilização eficiente das águas do Aquífero Urucuia e a implementação de tanques de geomembrana para armazenamento de água são fundamentais para o sucesso da irrigação. Esses elementos possibilitam não apenas a expansão da área irrigada, mas também a melhoria na produtividade agrícola da região.

A irrigação por pivôs centrais oferece vários benefícios aos produtores. Com esse sistema, a produtividade por hectare pode ser até três vezes maior do que em cultivos não irrigados, além de garantir uma produção agrícola mais estável e de alta qualidade. A irrigação também permite a colheita durante a entressafra, o que contribui para a redução da necessidade de expandir a fronteira agrícola, um fator crucial para a sustentabilidade do setor.

Em termos absolutos, o Brasil possui uma área de 2.200.960 hectares irrigados por 33.846 pivôs centrais. A Bahia se destaca, com municípios como São Desidério (91.687 hectares) e Barreiras (60.919 hectares), enquanto Minas Gerais tem as cidades de Paracatu e Unaí, com 88.889 hectares e 81.246 hectares, respectivamente, também entre os maiores focos de irrigação.

Apesar dos benefícios evidentes, o uso intensivo de água nas áreas irrigadas pode gerar preocupações com a sustentabilidade dos mananciais. A Bahia, no entanto, se destaca pela gestão responsável da água. O monitoramento constante do nível do Aquífero Urucuia tem garantido a segurança hídrica, mitigando riscos e promovendo uma irrigação eficiente, que assegura a disponibilidade de água para as gerações futuras, conforme o divulgado pela Seagri.





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Chuvas acima da média no Brasil fazem preços do café encerrarem 6ª feira…


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O mercado cafeeiro se consolidou com fortes quedas nas bolsas de NY e Londres no fechamento da sessão desta sexta-feira (03). 

De acordo com o Barchart, as recentes chuvas acima da média no Brasil aliviaram as preocupações com a seca nas principais áreas produtoras de café no Brasil. 

A Somar Meteorologia relatou na última segunda-feira (30) que Minas Gerais (maior área de cultivo de café arábica do Brasil) recebeu 102,8 mm de chuva na semana passada, ou 182% da média histórica. 

O arábica encerra o dia então registrando a desvalorização de 820 pontos no valor de 318,65 cents/lbp no vencimento de março/25, uma baixa de 720 pontos no valor de 314,90 cents/lbp no de maio/25, um recuo de 705 pontos negociado por 309,10 cents/lbp no de julho/25, e uma queda de 760 pontos no valor de 302,20 cents/lbp no de setembro/25.

Já o robusta registra baixa de US$ 88 no valor de US$ 5.033/tonelada no contrato de janeiro/25, uma queda de US$ 88 no valor de US$ 4.968/tonelada no de março/25, um recuo de US$ 80 cotado por US$ 4.897/tonelada no de maio/25, e uma baixa de US$ 75 no valor de US$ 4.817/tonelada no de julho/25.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, as áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas também encerram a 6ª feira (03) com baixas e preços se mantém na faixa dos R$ 2 mil/saca.

O Café Arábica Tipo 6 registra queda de 2,16% no valor de R$ 2.270,00/saca em Varginha/MG, uma baixa de 1,35% em Guaxupé/MG no valor de R$ 2.193,00/saca, e um recuo de 1,72% no valor de R$ 2.280,00/saca em Franca/SP.

O Cereja Descascado encerra com baixa de 2,54% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 2.300,00/saca, uma queda de 1,30% no valor de R$ 2.279,00/saca em Guaxupé/MG, e uma baixa de 0,42% no valor de R$ 2.380,00/saca em Poços de Caldas/MG. 
 





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Goiás fecha 2024 com recordes no agronegócio


Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás, o agronegócio encerrou o ano de 2024 com números positivos em diversas cadeias produtivas, refletindo o crescimento das exportações, a valorização das commodities e a ampliação dos mercados internacionais. De acordo com dados divulgados pela Seapa, por meio do programa Agro em Dados, o estado consolidou seu protagonismo tanto no cenário nacional quanto global.

Na pecuária, a carne bovina de Goiás registrou um crescimento, com um aumento de 18,8% no número de animais abatidos em relação a 2023. Entre janeiro e setembro de 2024, o estado abateu 3,1 milhões de bovinos, resultando em uma valorização do boi gordo. Em novembro, a arroba atingiu R$ 352,65, o maior valor do ano. Além disso, Goiás expandiu sua presença internacional, alcançando 86 países com suas exportações de carne bovina.

Na suinocultura, o estado também obteve bons resultados, destacando-se nas exportações e ampliando sua presença em mercados estratégicos. Países como Singapura e Angola mantiveram-se como grandes consumidores da carne suína goiana. Já a avicultura goiana teve um ano de recordes, com as exportações de carne de frango atingindo 23,2 mil toneladas em abril, impulsionadas por mercados como Japão, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Coreia do Sul.

No setor agrícola, Goiás obteve destaque com a soja, registrando um aumento de 6,3% na área plantada e conquistando a 4ª posição no ranking nacional de produção, com 16.822 mil toneladas em 2024. O estado também garantiu a 4ª posição nas exportações do complexo soja, com a China sendo o principal destino, somando mais de US$ 5,8 bilhões em exportações.

Já o milho goiano teve uma produção inicial comprometida por adversidades climáticas, mas a segunda safra se mostrou robusta, com um aumento de 4,8% na produção e 3,8% na produtividade, consolidando Goiás como o 3º maior produtor de milho no Brasil.





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