terça-feira, março 24, 2026

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Paraná apresenta ações contra o efeito estufa em conferência nacional


O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT) e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), participou nesta quinta-feira (24), em Curitiba, da 1ª Conferência Brasileira de Inventariação de Gases de Efeito Estufa. Organizado pelo grupo Sinergia Engenharia de Meio Ambiente, o encontro reuniu os setores público e privado para debater como contabilizar o volume emitido a fim de planejar maneiras de proteger o meio ambiente.

Os gases de efeito estufa são o ator principal do aquecimento global. E sua emissão é causada, na maioria das vezes, pelas ações humanas. No Paraná, já existem diversos programas que contribuem para a redução de gases do efeito estufa, como RenovaPR, de apoio e incentivo à transformação energética do campo, e o Paraná Mais Verde, de expansão do plantio de novas mudas. O Estado também implementou o Prosolo Paraná, com foco na mitigação dos processos erosivos do solo e da degradação dos cursos d’água; e a Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada, que tem como meta a expansão da pesquisa e a integração da academia aos novos processos produtivos sustentáveis.

Na sua palestra, José Amorim Vialich, do IAT, citou o Selo Clima, que reconhece, incentiva e valoriza práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Ele também destacou a Portaria IAT 42/2022. Ela estabalece a exigência que, ao requerer licenciamento ambiental, empreendimentos enquadrados, por lei, na necessidade de providenciar Estudos de Impacto Ambiental, apresentem o Diagnóstico Climático.

MONITORAMENTO AMBIENTAL – O representante do Simepar, Bernardo Lipski, citou projetos da instituição que são voltados para o monitoramento ambiental e para sustentabilidade e que auxiliam na construção de políticas públicas. O VFogo monitora focos de calor, alertando a Defesa Civil para tomada de ações de combate ao incêndio; o Infohidro é uma interface de monitoramento de variáveis hidrológicas e meteorológicas em tempo real; o IrrigaSIM, braço do IrrigaParaná do Governo do Estado, vai mapear áreas aptas para irrigação sustentável, instalar equipamentos e desenvolver uma plataforma de inteligência artificial para integrar e analisar dados de diversas fontes.

O Simepar também está gerando uma definição de “estoque de florestas”. Se uma empresa ou instituição precisa realizar uma recuperação de área degradada, mas não tiver espaço, não precisa fazer na sua propriedade. Ela poderá fazer em outra área já mapeada e compensar o prejuízo causado. Já através do projeto Pro Biodiversidade, o Simepar realiza um inventário de carbono das Unidades de Conservação e estimativas de carbono dos remanescentes florestais.

Especificamente com relação ao clima, o Programa Paranaense de Mudanças Climáticas (Paranaclima) foi desenvolvido pelo Simepar em parceria com a Sedest e estuda a emissão e o impacto dos gases de efeito estufa no Paraná. No site https://paranaclima.simepar.br/ toda a população pode ter acesso ao cenário histórico de 1850 a 1900, o cenário depois do período pré industrial, o cenário de 2014 até o momento, e projeções de vulnerabilidade à ocorrência de desastres em cada município do estado até 2100.

O Simepar também oferece apoio ao Governo do Paraná nos mapeamentos, parametrização dos dados e informações que são utilizadas no ICMS Ecológico. É um instrumento de política pública criado no Paraná em 1991, para repasse de recursos financeiros aos municípios que abrigam em seus territórios unidades de conservação ou mananciais para abastecimento de cidades vizinhas. O município que ajuda, é compensado com recursos tributários.

“O Simepar auxilia na proteção do meio ambiente olhando para o passado, traçando dados históricos; no presente, através do monitoramento em nowcasting; e no futuro, traçando a previsão do tempo e os boletins climáticos. São vários os projetos no âmbito público e privado que são importantes para observar e agir na proteção da população às mudanças climáticas”, ressalta Lipski.

INFLUÊNCIA HUMANA – Os principais gases de efeito estufa são o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso. O CO2 representa mais de 70% das emissões. Como muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade desses gases, isto desequilibra o balanço de radiação da atmosfera terrestre, o qual mantém a temperatura média global dentro dos padrões aceitáveis para a manutenção dos ecossistemas e da vida.

Juliana Ferreira, diretora executiva e cofundadora do grupo Sinergia, explicou que a intensidade do efeito de cada fator sobre o clima é medida através do conceito de forçante radiativa, que quantifica a influência do fator no balanço energético do sistema terrestre. Todas as ações humanas emitem gases de efeito estufa e hoje a influência humana é a principal causa do aquecimento global”, alertou Juliana.

Segundo ela, há um consenso entre os cientistas de que a temperatura da terra está aumentando por conta de efeitos antrópicos. A última década foi a mais quente em 140 anos de medição, e o problema maior é o rápido aumento, em um curto espaço de tempo. O volume de emissões também foi maior recentemente: 52,4% delas ocorreram nos últimos 30 anos.

A temperatura no mundo está 1,36°C acima da média. Se a emissão de gases de efeito estufa continuar assim, até 2100 o planeta terá dois graus de temperatura a mais. Caso as emissões radiativas aumentem, em um cenário mais extremo, a temperatura pode subir até 4,8°C.

Por este motivo, várias políticas públicas foram criadas para incentivar a população e as empresas a agirem para mudar o cenário. O Brasil adotou o Protocolo de Kyoto em 1998, primeiro protocolo internacional com metas para controlar a missão de gases. Em 2009 foi instituída a Política Nacional sobre Mudança do Clima, e em 2015 o Brasil assinou ainda o Acordo de Paris.

Todas as metas estabelecidas nestes documentos foram atualizadas ao longo dos anos. O Sul do Brasil é a região pioneira no estabelecimento de planos estaduais determinando boas práticas para atingir as metas definidas nacionalmente.

ESCOPOS – Processos industriais, atividades agrícolas e grupos que fazem uso de combustíveis fósseis como um todo podem adotar medidas de descarbonização para ajudar a reduzir este impacto. Ações sugeridas são o uso de veículos híbridos ou elétricos, de geradores a GNV, compra de energia renovável do mercado livre, implantação de placas solares, substituição de lâmpadas convencionais por LED, além de compostagem ou uso de biodigestores.

Para saber o quanto emitem e que políticas podem adotar, cada uma das empresas ou setores públicos pode inventariar os gases de efeito estufa, identificando as fontes de emissão para coleta de dados e cálculo. Os resultados são úteis para o registro público de emissões e relatório de sustentabilidade, que possibilitam a proposição de políticas públicas para descarbonização, ou adaptação a vulnerabilidades climáticas, e ainda inclusão no modelo de mercado de carbono brasileiro. 

Quem não conseguir zerar as emissões, poderá compensar as emissões da empresa ou instituição pública comprando créditos de carbono: certificados que representam a redução de uma tonelada de gases de efeito estufa. A venda de créditos de carbono é uma forma de gerar receita para projetos que reduzem as emissões, como por exemplo projetos de reflorestamento ou eficiência energética.





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Plataforma ajuda empresas a mapear riscos climáticos



A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados



A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados
A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados – Foto: Arquivo

Organizações públicas e privadas no Brasil agora contam com uma nova ferramenta para avaliar a exposição a eventos climáticos extremos, como alagamentos, ondas de calor, secas e vendavais. A solução, chamada Climate Spotlight Core, permite que empresas insiram dados de localização de até 100 unidades ou comunidades e recebam uma análise detalhada dos riscos presentes e futuros, com base em diferentes cenários de aquecimento global projetados até o ano de 2100.

O lançamento é da Zurich Seguros, por meio da unidade Zurich Resilience Solutions (ZRS), especializada em consultoria de riscos. Segundo a empresa, a plataforma utiliza uma base robusta de dados construída a partir de mais de 150 anos de experiência em gestão de riscos. O sistema gera relatórios rápidos e interativos, podendo apoiar decisões estratégicas em diversos setores e níveis de governo, em um contexto de intensificação das mudanças climáticas.

Além do Climate Spotlight Core, a Zurich oferece também o Climate Spotlight Expert, versão que permite análises mais profundas, métricas personalizadas e acompanhamento técnico por engenheiros de risco. A ferramenta é voltada à elaboração de planos de adaptação e mitigação, com capacidade de avaliar localidades ilimitadas.

A importância de soluções como essa se reflete nos impactos já observados: segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), desastres ambientais causaram perdas de R$ 732 bilhões no Brasil entre 2013 e 2024. Já um estudo da Deloitte aponta que as mudanças climáticas podem gerar perdas de até US$ 17 trilhões na América do Sul até 2070.





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Cobertura viva evita agroquímicos na soja



Já a área com azevém apresenta competição natural



Já a área com azevém apresenta competição natural
Já a área com azevém apresenta competição natural – Foto: Agrolink

Duas áreas de terras baixas avaliadas no litoral Sul de Santa Catarina, ambas com o mesmo histórico agrícola, soja na safra 2023/24 e arroz em semeadura direta na 2024/25, demonstram diferenças significativas no controle de plantas daninhas durante a entressafra. A análise é do engenheiro agrônomo Júlio Catoni. Segundo ele, após a colheita da atual safra, ambas as áreas foram dessecadas com glifosato para controle do rebrote do arroz. No entanto, apenas uma delas contou com a semeadura de azevém durante os últimos três invernos.

Mesmo com a aplicação de herbicidas hormonais para o controle da buva, a presença dessa invasora é mais evidente na área sem azevém. As plantas, originadas de áreas marginais e disseminadas pelo vento, encontram ambiente mais favorável para germinação onde há ausência de cobertura vegetal viva. Já a área com azevém apresenta competição natural mais eficiente, dificultando o estabelecimento da buva e reduzindo a necessidade de novos manejos químicos. 

Catoni ressalta quatro pontos importantes: a presença de água no verão não impede a germinação de sementes de buva; a cobertura viva no inverno cria um ambiente menos propício a invasoras; áreas de arroz bem conduzidas podem sim ser aproveitadas no inverno com semeadura direta; e cada oportunidade de manejar sem herbicidas deve ser valorizada. Por fim, o agrônomo propõe uma reflexão aos produtores: o investimento feito na pós-colheita de terras baixas deve ser contabilizado como custo da safra de verão ou transformado em renda produtiva durante o inverno? As informações foram divulgadas no seu perfil na rede social LinkedIn.

   





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Microrganismos melhoram sabor e saúde do café



Além disso, o uso dessas soluções biológicas permite reduzir a aplicação de químicos



Além disso, o uso dessas soluções biológicas permite reduzir a aplicação de agroquímicos
Além disso, o uso dessas soluções biológicas permite reduzir a aplicação de agroquímicos – Foto: Sheila Flores

O cultivo de café está passando por uma revolução impulsionada pelo uso de microrganismos benéficos, que vêm transformando a produção dessa bebida tão apreciada mundialmente. O emprego de bactérias e fungos, como Trichoderma e Bacillus, tem se mostrado eficiente no controle natural de doenças, além de estimular o crescimento das raízes e otimizar a absorção de nutrientes essenciais, como Fósforo e Potássio.

Segundo Mário Emilio, empreendedor e desenvolvedor de produtos, é possível dizer que esses microrganismos desempenham um papel crucial não apenas na saúde das plantas, mas também na fermentação controlada dos grãos. Esse processo contribui para o desenvolvimento de cafés com aromas e sabores mais complexos, elevando a qualidade da bebida. Além disso, o uso dessas soluções biológicas permite reduzir a aplicação de agroquímicos, protegendo o solo, a saúde dos agricultores e preservando o sabor autêntico do café.

De acordo com ele, essa abordagem alia sustentabilidade e tecnologia natural, respeitando o meio ambiente e promovendo uma produção mais responsável. Ao mesmo tempo, os consumidores podem desfrutar de cafés com perfis sensoriais aprimorados, resultado do equilíbrio entre práticas agrícolas inovadoras e respeito ao ecossistema.

O uso de microrganismos no cultivo do café representa, assim, um avanço significativo na agricultura moderna, trazendo benefícios econômicos, ambientais e sensoriais para toda a cadeia produtiva e para quem aprecia essa tradicional bebida. As informações foram divulgadas no perfil de Emilio na rede social LinkedIn.

 





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Brasil impulsiona empreendedorismo no Paraguai



A localização estratégica e a familiaridade cultural também favorecem



A localização estratégica e a familiaridade cultural também favorecem
A localização estratégica e a familiaridade cultural também favorecem – Foto: Divulgação

O Paraguai vem se consolidando como um polo atrativo para o empreendedorismo brasileiro. Segundo estimativas de entidades empresariais e câmaras binacionais, cerca de 70% das novas empresas abertas no país vizinho têm origem brasileira. A informação é de Eduardo Ponticelli, cofundador da Illec International Limited, que acompanha de perto esse movimento de internacionalização empresarial na região.

Entre os principais atrativos está a carga tributária simplificada: o Paraguai adota alíquota unificada de aproximadamente 10% tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, contrastando fortemente com o sistema tributário brasileiro, marcado pela complexidade e altos custos. Além disso, os custos operacionais são significativamente menores — energia elétrica subsidiada pela Usina de Itaipu, aluguéis acessíveis e mão de obra com encargos reduzidos tornam o ambiente mais competitivo.

Outro diferencial é o Regime de Maquila, que permite a instalação de indústrias estrangeiras com isenção de impostos sobre importações e exportações. Sob esse regime, paga-se apenas 1% sobre o valor agregado local, fator que tem atraído diversos segmentos da indústria brasileira, como o têxtil, metalúrgico, eletrônico e alimentício.

A localização estratégica e a familiaridade cultural também favorecem a migração de empresas. Cidades paraguaias como Ciudad del Este e Assunção estão próximas à fronteira com o Brasil e mantêm forte presença do idioma português. Além disso, o processo de abertura de empresas no país é menos burocrático e mais ágil — em alguns casos, é possível operar legalmente em menos de 30 dias, tornando o Paraguai uma alternativa viável e eficiente para o empresário brasileiro.

 





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Distribuição de insumos enfrenta reestruturação



Empresas tradicionais estão reduzindo operações



Empresas tradicionais estão reduzindo operações
Empresas tradicionais estão reduzindo operações – Foto: inpEV

A cadeia de distribuição de insumos agrícolas passa por uma transformação sem precedentes, marcada por rupturas profundas e desafios sistêmicos que colocam em xeque modelos antes considerados inabaláveis. Segundo Jorge Dias, diretor da Agrofito Insumos Agrícolas, o setor vive uma reviravolta agressiva, rápida e imprevisível, em que os antigos mapas estratégicos já não oferecem mais orientação válida.

Empresas tradicionais estão reduzindo operações, mudando radicalmente seus modelos ou deixando o mercado. Os produtores, por sua vez, enfrentam um ambiente de crescente desconfiança e crédito cada vez mais escasso, caro e lento. A inadimplência disparou, e muitos distribuidores lidam com passivos acumulados de safras anteriores. Além disso, o mercado de capitais tem fechado portas para investimentos, enquanto exportações são sufocadas por taxações externas e barreiras impostas pelos Estados Unidos. Os conflitos geopolíticos ainda elevam custos logísticos e dificultam o planejamento estratégico.

Mesmo diante desse cenário caótico, as metas continuam sendo exigidas, as margens estão cada vez mais comprimidas e a confiança do setor foi severamente abalada. “Não se trata de mais um ciclo de baixa, mas de uma reorganização estrutural”, afirma Dias. O diretor alerta que quem insiste em operar com as mesmas regras de 2018 está condenado a ser atropelado pela nova realidade.

O caminho, segundo ele, não passa por soluções prontas ou promessas tecnológicas ilusórias, mas sim por inteligência estratégica, escuta ativa do campo e coragem para romper com práticas que já não fazem sentido. É um momento de reconstrução coerente — não de improviso —, sob o risco de ver grandes histórias empresariais se tornarem apenas rodapés nos livros do agronegócio.

 





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Soja fecha em leve alta em Chicago com prêmio climático


Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a quinta-feira (24) com leve valorização, impulsionados principalmente por fatores climáticos nos Estados Unidos. Segundo análise da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a nova safra, subiu 0,07%, ou US$ 0,50 cent/bushel, sendo cotado a US$ 1005,75. Já o contrato de agosto caiu 0,15%, ou US$ 1,25 cent/bushel, para US$ 1004,25, refletindo sua proximidade de vencimento.

Apesar da sequência anterior de três quedas, os preços se recuperaram levemente nesta sessão, com o mercado monitorando atentamente as previsões climáticas. A continuidade das chuvas no cinturão agrícola americano vem favorecendo as lavouras, o que tende a pressionar os preços. No entanto, a possibilidade de menos umidade nas previsões de 6 a 14 dias oferece algum suporte, somado à firmeza do óleo de soja, que subiu 0,94% no dia.

Outro fator que chamou a atenção foi a compra de 30 mil toneladas de farelo de soja da Argentina pela China — um movimento raro, já que, mesmo com o comércio liberado desde 2019, os chineses geralmente evitam esse mercado. Essa compra pontual trouxe volatilidade ao farelo, que acabou fechando em queda de 0,85%, a US\$ 269,70/ton curta.

Do lado das exportações, os dados divulgados pelo USDA foram considerados baixistas. As vendas semanais de soja dos EUA totalizaram 160,9 mil toneladas para a safra 2024/25, abaixo das 271,9 mil da semana anterior. Para a temporada 2025/26, as vendas foram de 238,8 mil toneladas — resultado também inferior às expectativas do mercado, que iam de 250 mil a 500 mil toneladas. A ausência da China e o protagonismo da Holanda, com 116,8 mil toneladas, reforçam o cenário de demanda internacional fraca.

 





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Soja segue sem muitas movimentações


O mercado da soja não tem movimentações relevantes no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Pagamento Agosto R$ 138,70 pagamento 30/08, setembro R$ 143,50 pagamento 30/09, outubro R$ 145,00 pagamento 30/10. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,00 Cruz Alta – Pgto. 30/08 – para exportador, R$ 131,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 131,00 Ijui´ – Pgto. 30/08 – para fábrica R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 123,00 a saca ao produtor”, comenta.

Comercialização lenta e estrutura pressionada em Santa Catarina. “A movimentação portuária destaca que a dinâmica do mercado catarinense é impactada não apenas pela produção local, mas pelo intenso fluxo de grãos oriundos do Centro-Oeste, no entanto tem sido um desafio constante encontrar informações precisas a respeito de o que tem acontecido com os grãos oriundos do estado, sabe-se que a comercialização é lenta, quando ocorre os volumes tendem a ficar abaixo de 20 mil toneladas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 138,16 (+0,46%)”, completa.

Excesso de oferta pressiona mercado e expõe déficit estrutural de armazenagem no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,20. Em Cascavel, o preço foi 122,87. Em Maringá, o preço foi de R$ 122,98 (+0,07%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 121,47 (-0,40%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 138,16 (+0,04%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Safra recorde, vendas lentas e fretes em oscilação no Mato Grosso do Sul. Mato Grosso do Sul concluiu a safra 2024/25 com 14,68 milhões de toneladas, consolidando um volume recorde, mas a comercialização segue lenta. Hoje, os preços variaram entre R$ 119,54 em Chapadão do Sul e R$ 125,09 em Sidrolândia, mostrando que há uma diferença bastante expressiva entre os produtos de cada região. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 120,63, Campo Grande em R$ 120,63, Maracaju em R$ 120,63, Chapadão do Sul a R$ 119,54 (+0,45%), Sidrolândia a em R$ 125,09”, informa.

Enquanto isso, o maior produtor de soja enfrenta déficit crítico de armazenagem. “Os preços da soja em Mato Grosso, em 24 de julho, variaram entre R$ 111,38 em Sorriso e R$ 118,02 em Campo Verde. Primavera do Leste e Rondonópolis acompanharam a mesma variação. Campo Verde: R$ 118,96 (-0,79%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,66, Nova Mutum: R$ 114,10. Primavera do Leste: R$ 118,02 (-0,79%). Rondonópolis: R$ 118,02 (-0,79%). Sorriso: R$ 111,38”, conclui.

 





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Milho sobe na B3 com atraso na colheita


Os contratos futuros de milho fecharam em alta nesta quinta-feira (25) na B3, impulsionados pelo atraso na colheita e pela dificuldade de originação de volumes para exportação. Segundo a TF Agroeconômica, mesmo com o milho americano ainda mais competitivo no mercado global, a lentidão da colheita em algumas regiões brasileiras tem acirrado as negociações internas, sustentando os preços. Além disso, o mercado nacional acompanhou a recuperação nas cotações da Bolsa de Chicago.

Na B3, o vencimento setembro/25 encerrou o dia cotado a R$ 65,28, com alta de R$ 0,18 no dia e de R$ 1,83 na semana. O contrato novembro/25 subiu R$ 0,03, para R$ 68,21, acumulando alta de R$ 1,24 na semana. Já o janeiro/26 recuou R$ 0,07 no dia, fechando em R$ 72,04, mas ainda registra avanço de R$ 0,74 na semana. Apesar da queda no acumulado mensal, o indicador Cepea mostra sinais de recuperação na última semana.

Em Chicago, os preços também subiram após três sessões de baixa. O contrato setembro/24, referência para a safrinha brasileira, subiu 0,82% (US$ 3,25), encerrando a US$ 401,75/bushel. O dezembro/24 avançou 0,84% (US$ 3,25), fechando a US\$ 420,75/bushel. A alta foi motivada por uma demanda mais forte pelo milho americano, com destaque para vendas da safra velha, que mais que dobraram em relação à semana anterior. Vendas extras somaram 419 mil toneladas. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que a colheita de milho atingiu 84% da área apta, com avanço de 5,1 pontos percentuais em sete dias. As informações foram divulgadas nesta manhã.

 





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Como está o mercado do milho?


Liquidez baixa e dependência do milho de fora continuam no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Mesmo com o avanço da colheita, a oferta interna continua limitada, com muitos produtores evitando negociar. Para agosto, compradores indicam valores entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca, enquanto os preços atuais giram em torno de R$ 64,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 65,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro”, comenta.

Descompasso entre pedidos e ofertas segue afetando o mercado de Santa Catarina. “O descompasso entre pedidos de venda e ofertas de compra continua sendo o principal obstáculo. Em Campos Novos, produtores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00/saca, enquanto as indústrias oferecem até R$ 75,00. No Planalto Norte, as pedidas giram em torno de R$ 80,00, mas as ofertas continuam limitadas a R$ 75,00”, completa.

Colheita segue avançando com boas expectativas no Paraná. “O mercado de milho no Paraná continua travado, com liquidez extremamente baixa e poucas negociações. A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e as ofertas da indústria mantém o impasse. Enquanto os vendedores pedem em média R$ 76,00/saca FOB, com alguns casos chegando a R$ 80,00, o setor de rações segue ofertando R$ 73,00 CIF, o que impede qualquer retomada mais consistente nas vendas”, indica.

Incertezas após período de estabilidade nas cotações marcam o mercado do Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue travado, com liquidez extremamente baixa, mesmo após ajustes pontuais em algumas praças. Em Dourados, por exemplo, os preços subiram levemente nos últimos dias. Apesar disso, o movimento ainda é tímido, com retração de vendedores e compradores, o que impede avanços nas negociações”, conclui.

 





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