quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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portos superam 42 milhões de toneladas em 2025


Os portos públicos do Rio Grande do Sul movimentaram 42.373.432 toneladas entre janeiro e novembro de 2025, registrando o maior volume desde 2021. O total representa crescimento de 3,01% em relação ao mesmo período de 2024 e avanço de 2,30% na comparação com 2023. Segundo o governo do Estado, o resultado reforça a importância da infraestrutura portuária gaúcha para o suporte às cadeias agrícola e industrial e ao escoamento de commodities para o mercado externo.

O Porto do Rio Grande respondeu por 40.884.088 toneladas do total movimentado, concentrando mais de 96% das operações realizadas nos portos públicos estaduais. Na comparação anual, o terminal registrou crescimento de 3,67%. A composição das cargas foi liderada pelo granel sólido, responsável por 59,82% das operações, seguido pela carga geral, com 32,5%, e pelo granel líquido, que representou 7,6%.

Entre os produtos com maior expansão, a celulose alcançou 3,8 milhões de toneladas, alta de 13,67%, enquanto o farelo de soja somou 4 milhões de toneladas, crescimento de 17,47%. O milho registrou 787 mil toneladas movimentadas, avanço de 810% em relação ao ano anterior. Também houve aumento no transporte de carnes, que totalizou 877 mil toneladas, crescimento de 5,4%, e de sulfatos, que atingiram 1 milhão de toneladas, com elevação de 40,66%.

A movimentação de contêineres no Porto do Rio Grande também apresentou crescimento expressivo. Até novembro, foram registrados 934.691 TEUs, aumento de 29,11% em comparação com o mesmo período de 2024. Os maiores percentuais de crescimento ocorreram em maio, janeiro e outubro, indicando intensificação das operações ao longo do segundo semestre.

O Porto de Pelotas movimentou 1.171.480 toneladas no acumulado até novembro de 2025, crescimento de 10,37% na comparação anual. A operação foi concentrada principalmente no transporte de toras de madeira, que superaram 1 milhão de toneladas. Também houve movimentação de clínquer, com 98,7 mil toneladas, e de soja em grão, que somou 12,7 mil toneladas.

Em sentido contrário, o Porto de Porto Alegre registrou retração de 50,14% na movimentação de cargas entre janeiro e novembro de 2025, totalizando 317.864 toneladas. As operações envolveram principalmente fertilizantes, com 199,5 mil toneladas, além de trigo, com 49,7 mil toneladas, e sal, que alcançou 14,1 mil toneladas. O governo estadual informou que a redução está relacionada ao processo de recuperação após as enchentes e às obras de dragagem da hidrovia.

De acordo com a administração portuária, a expectativa é de retomada gradual da capacidade operacional do Porto de Porto Alegre à medida que a navegação de longo curso for liberada. “Com o avanço da dragagem, o porto deverá recuperar sua função estratégica no escoamento de cargas”, destacou o governo do Estado.

No comércio exterior, a China manteve-se como principal parceiro dos portos públicos gaúchos. Nas exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande, o país asiático recebeu 9 milhões de toneladas, o equivalente a 39,49% do total exportado. Vietnã, Coreia do Sul, Indonésia e Estados Unidos também figuraram entre os principais destinos.

Nas importações, a China liderou com 2,3 milhões de toneladas, representando 21,52% do total. Argentina, Rússia, Arábia Saudita e Canadá completaram o grupo de principais países de origem das mercadorias movimentadas.

Entre janeiro e novembro, os portos públicos do Estado operaram cerca de 3.500 embarcações, entre navios e barcaças. O Porto do Rio Grande concentrou aproximadamente 2.900 dessas operações. Segundo a administração do sistema portuário, a expectativa é que o encerramento de 2025 mantenha a trajetória de crescimento observada ao longo do ano, consolidando o papel estratégico dos portos públicos gaúchos no cenário nacional e internacional.





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Chuvas reduzem perdas e favorecem pastagens no Rio Grande do Sul


As condições das pastagens no Rio Grande do Sul melhoraram ao longo do período recente, impulsionadas pelas chuvas e pela elevação das temperaturas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18), o campo nativo está em fase de desenvolvimento vegetativo, com aumento da oferta e da qualidade das forragens, reflexo da retomada do crescimento após a regularização climática. “As chuvas do período e a elevação das temperaturas proporcionaram a retomada do crescimento e da coloração mais verde das áreas”, aponta o relatório.

As pastagens cultivadas também foram beneficiadas pelas precipitações. Segundo o informativo, houve retomada do crescimento das forrageiras anuais de verão já implantadas e avanço nas áreas cuja implantação estava atrasada pela falta de umidade. Com a recomposição da umidade do solo, áreas de implantação mais tardiamente receberam adubação NPK, com expectativa de resposta positiva tanto para pastejo direto quanto para produção de feno e sementes.

Na região administrativa de Bagé, em Lavras do Sul, o aumento da umidade impediu a retomada da semeadura de novas áreas de pastagens. Já em Hulha Negra, a ausência de chuvas por três semanas consecutivas provocou abortamento de flores e sementes no estágio inicial, o que pode comprometer uma colheita prevista para as próximas semanas. Em Quaraí, os campos localizados em áreas pedregosas permaneceram com aspecto seco, em razão da má distribuição das precipitações.

Na região de Caxias do Sul, o período de tempo seco e quente registrado nas últimas semanas impactou as qualidades das pastagens. No entanto, conforme a Emater/RS-Ascar, a redução das temperaturas e o retorno das chuvas na metade do período repuseram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das forrageiras. As pastagens perenes de verão foram utilizadas para pastejo e oferta adequada considerada, com destaque para o tifton.

Em Erechim, as pastagens perenes de verão, como tifton e Jiggs, estão em pleno crescimento nas áreas já condicionais, permitindo cortes destinados à produção de feno e silagem pré-secada. O informativo destaca que “a oferta de forrageiras de verão para pastel se normalizou com as precipitações ocorridas no período”.

Na região de Passo Fundo, o rebrote das forrageiras possibilitou ajustes na lotação dos piquetes. As chuvas registradas tendem a reduzir as perdas observadas anteriormente e a recuperar o potencial produtivo das pastagens. Já em Pelotas, especialmente em Pinheiro Machado, as precipitações favoreceram a retomada do crescimento das pastagens nativas e cultivadas, embora os rebrotes iniciais tenham sido um pouco expressivos, possivelmente em função do estresse hídrico acumulado durante a estiagem.

Ainda na região de Pelotas, os volumes de chuva variaram entre 220 e 350 milímetros, o que contribuiu para a recuperação das lavouras destinadas à silagem e das áreas de pastagem. Em Soledade, as pastagens perenes e as anuais de verão recuperaram a estatura após as chuvas, resultando em aumento da oferta de volumoso. Apesar da melhora, a Emater/RS-Ascar ressalta que “a disponibilidade de forragem ainda não é considerada satisfatória na maioria das propriedades”.





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Produção de morango avança nas regiões gaúchas



Emater aponta bom ritmo na colheita do morango



Foto: Seane Lennon

A produção de morango no Rio Grande do Sul avança sob influência das condições climáticas recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar. Nas principais regiões produtoras do estado, o aumento da oferta começa a refletir nos preços recebidos pelos agricultores, embora a comercialização siga fluindo normalmente.

Na região administrativa de Caxias do Sul, as temperaturas elevadas e o baixo volume de chuvas favoreceram a maturação dos frutos. De acordo com o levantamento, os principais problemas fitossanitários da cultura estão sob controle na maior parte das lavouras, apesar do registro pontual de ácaro-rajado, mosca-da-asa-manchada e oídio. “Os produtores estão realizando colheitas satisfatórias, tanto em quantidade quanto em qualidade”, informa o boletim. Com o avanço da oferta, os preços apresentam leve tendência de queda, mas a comercialização ocorre sem dificuldades. No período, os valores pagos variaram entre R$ 10,00 e R$ 20,00 por quilo nos canais tradicionais, enquanto a venda direta ao consumidor registrou preços mais elevados em municípios turísticos da Serra Gaúcha.

Na região de Pelotas, a colheita das variedades de dias curtos segue em ritmo intenso, com expectativa de redução gradual nos próximos períodos. Já nas áreas com cultivares de dias neutros, a produção continua em crescimento, favorecida pelas condições climáticas desde o início de novembro. Conforme o informativo, os produtores mantêm o manejo fitossanitário para controle de pragas e do oídio, que apresenta registros pontuais. Os preços mostraram leve recuo em algumas localidades, variando conforme o município e o canal de comercialização.

Em Santa Rosa, a produção de morango segue elevada, com floradas em desenvolvimento na maioria das áreas. O destaque fica para a cultivar Royal Royce, tanto em volume quanto em padrão dos frutos. O informativo aponta a ocorrência de problemas fitossanitários pontuais, como ácaros e percevejos, o que tem levado produtores mais tecnificados a intensificar a adubação de cobertura para estimular o desenvolvimento da cultura.





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Mercado da soja sem muitas movimentações


O mercado da soja do Rio Grande do Sul opera travado, com produtores descapitalizados e traumatizados por perdas recentes adotando postura defensiva, evitando vendas futuras que possam se transformar em contratos impossíveis de cumprir caso a seca se agrave. As informações são da TF Agroeconômica.

“Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,02/sc (+0,51%) semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Em Santa Catarina, a dependência de importações do Paraná e do Paraguai intensifica-se para manter as plantas agroindustriais operando em plena capacidade. “A logística de recebimento e distribuição via cooperativas e tradings torna-se elemento central na gestão da oferta estadual, com os armazéns funcionando como pontos de consolidação de volumes vindos de outros estados para atender a demanda interna robusta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,82 (+1,07%)”, completa.

No Paraná, a estabilidade dos preços no interior, mesmo com quedas externas, demonstra força do mercado local e retenção por parte das cooperativas. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,81 (+0,63%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,33 (+0,80%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,12 (+0,72%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,82 (+0,55%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

A capacidade instalada de esmagamento no Mato Grosso do Sul funciona como âncora de demanda, sustentando prêmios atrativos mesmo em momentos de pressão nos mercados externos. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,01 (+0,28%), Campo Grande em R$ 126,66 (+0,00%), Maracaju em R$ 126,66 (+0,00%), Chapadão do Sul a R$ 122,91 (+0,15%), Sidrolândia a em R$ 127,01 (+0,28%)”, informa.

No Mato Grosso, o replantio resulta em mais custos para o produtor. “Campo Verde: R$ 121,95 (+0,43%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,26 (+0,04%), Nova Mutum: R$ 117,26 (+0,04%). Primavera do Leste R$ 121,95 (+0,43%). Rondonópolis: R$ 121,95 (+0,43%). Sorriso: R$ 117,26 (+0,04%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 com mercado lento no fim de ano


Os contratos futuros de milho tiveram movimentos distintos nas bolsas, refletindo ajustes técnicos e fatores de demanda em um período de menor liquidez no mercado. Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado brasileiro foi pressionado por realização de lucros e pelo ritmo lento de negócios típico do final de ano, enquanto o cenário internacional foi sustentado por exportações firmes e desempenho recorde do setor de etanol.

Na B3, as cotações do milho encerraram a quarta-feira em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. A combinação de menor interesse tanto de compradores quanto de vendedores contribuiu para um ambiente mais fraco para os preços. O contrato com vencimento em janeiro de 2026 fechou a R$ 71,17, com recuo diário de R$ 0,73 e queda semanal de R$ 1,10. O vencimento de março de 2026 terminou o dia cotado a R$ 75,58, com baixa de R$ 0,33 no dia, mas ainda acumulando alta de R$ 0,43 na semana. Já o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 74,83, com perda diária de R$ 0,28 e avanço semanal de R$ 0,47.

Em Chicago, os preços do milho apresentaram alta, impulsionados por uma demanda consistente e pelo desempenho do mercado de etanol. O contrato de março subiu 0,91%, encerrando a US$ 4,44 o bushel, enquanto o vencimento de maio avançou 1,01%, a US$ 4,52. O suporte veio do fortalecimento das exportações americanas, com compromissos de vendas 29,75% acima do registrado no mesmo período do ano comercial anterior. 

A competitividade do milho dos Estados Unidos no mercado asiático ganhou espaço diante da menor presença do produto brasileiro e das dificuldades de oferta da Ucrânia. Além disso, o setor de etanol, responsável por cerca de 40% do consumo interno de milho, segue registrando níveis recordes de produção, reforçando o suporte às cotações.

 





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Milho segue com baixo dinamismo nos estados


O mercado de milho no Rio Grande do Sul segue com baixo dinamismo, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual avançou para R$ 62,61/saca, com alta semanal de 0,71%, refletindo ajustes localizados e a liquidez ainda restrita no mercado spot”, comenta.

Enquanto isso, o mercado de milho em Santa Catarina permanece sem reação, ainda marcado por ampla distância entre pedidas e ofertas. “Os produtores continuam indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que segue impedindo avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, mas a falta de convergência mantém a liquidez bastante limitada”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com ritmo lento, ainda marcado pela ampla distância entre pedidas e ofertas. “Os produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias mantêm interesse ao redor de R$ 70,00/saca CIF, mantendo o impasse que limita a liquidez no mercado spot. As negociações seguem pontuais e sem força para alterar o quadro atual”, indica.

O mercado de milho no Mato Grosso do Sul continua com liquidez limitada, mas mantém viés firme em várias regiões. As cotações avançaram e passaram a oscilar entre R$ 52,00 e R$ 57,00/saca, com Chapadão do Sul concentrando as altas mais consistentes e Maracaju sustentando níveis elevados. Em Sidrolândia e Campo Grande, os preços permanecem estáveis, sem acompanhar os movimentos de valorização observados em outras praças, evidenciando um cenário regional ainda desigual”, conclui.

 





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Mercado de trigo segue lento no Sul do País



No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas


No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas
No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo nos estados do Sul do país apresenta ritmo lento e baixa fluidez nas negociações, influenciado por fatores sazonais, câmbio e pelo nível confortável de abastecimento da indústria. Segundo a TF Agroeconômica, o período de final de ano contribui para a redução das operações, com expectativa de paralisações temporárias em moinhos e menor urgência de compras.

No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas, em um cenário marcado pela proximidade das festas e pela programação de limpeza e férias coletivas em unidades industriais. A estimativa é de que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, o equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada posto em moinhos locais, enquanto no porto os valores chegam a R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. O trigo destinado à ração é indicado a R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço da pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura é de um mercado confortável do lado da indústria, sem pressa para novas aquisições.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável e equilibrado, com maior movimentação concentrada no balcão e acompanhando o fim da colheita. As pedidas giram em torno de R$ 1.200 FOB, enquanto os moinhos indicam valores entre R$ 1.150 e R$ 1.200 CIF. Negócios pontuais foram registrados a R$ 1.200 no diferido, e os preços da pedra permanecem estáveis na maioria das regiões, variando de R$ 60,00 a R$ 66,00 por saca.

No Paraná, o mercado local também permanece travado, com moinhos bem abastecidos e indicações entre R$ 1.170 e R$ 1.250 CIF, conforme distância e prazo. As compras estão concentradas para janeiro e fevereiro. A valorização do dólar, que alcançou R$ 5,52, eleva o custo do trigo importado e dá sustentação aos preços, embora sem gerar maior fluidez nos negócios. O preço médio ao produtor é de R$ 63,97 por saca, com alta semanal de 0,51%.

 





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Em meio a ritmo lento de vendas, B3 fecha quinta-feira com desvalorização do…


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A quinta-feira (18) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

A análise da Agrinvest destaca que os futuros do milho subiram em Chicago com alta sustentada pelo forte ritmo de exportações dos Estados Unidos. 

Na semana encerrada em 27 de novembro, as vendas somaram 1,79 milhões de toneladas e os embarques superaram 1,89 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o volume comprometido já alcança 44,4 milhões, bem acima das 34,2 milhões do mesmo período do ano passado e do recorde de 2021/22. 

“A elevada competitividade do milho americano, aliada a menor oferta da Ucrânia e a um Brasil mais caro, mantém a demanda aquecida, especialmente na Ásia com rumores de compras chinesas”, apontam os analistas da consultoria. 

“No mercado doméstico norte-americano, a produção de etanol nos Estados Unidos atingiu novo recorde na última semana, com média de 1,131 milhões de barris por dia, reforçando o viés altista”, acrescenta a Agrinvest. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,44 com elevação de 4 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,52 com valorização de 4,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,58 com ganho de 4,50 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,51 com alta de 2,50 pontos. 

Mercado Interno 

Já na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira chegou ao fim com os preços futuros do milho contabilizando movimentações negativas. 

Os analistas da Agrinvest destacam que o milho da B3 não acompanhou as altas registradas de Chicago.  

“Desde a segunda quinzena de novembro, o ritmo de vendas perdeu força, após meses com volumes semanais acima de 1 milhão de toneladas. Enquanto isso, o mercado segue atento ao andamento da safra de verão e as primeiras estimativas para a safrinha”, aponta a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 71,17 com desvalorização de 1,02%, o março/26 valeu R$ 75,58 com perda de 0,43%, o maio/26 foi negociado por R$ 74,83 com baixa de 0,37% e o julho/26 teve valor de R$ 70,48 com queda de 0,27%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT. 





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França e Itália travam avanço do acordo UE-Mercosul



A agricultura é o principal eixo do impasse


A agricultura é o principal eixo do impasse
A agricultura é o principal eixo do impasse – Foto: Arquivo Agrolink

A resistência de França e Itália voltou a colocar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul em um dos seus momentos mais delicados. Às vésperas de decisões no Conselho Europeu, o presidente francês Emmanuel Macron reafirmou que o tratado não pode ser assinado nas condições atuais, alegando riscos à agricultura europeia e falta de garantias efetivas para assegurar concorrência leal. A posição francesa reacende incertezas sobre um acordo negociado há décadas e considerado estratégico para ambos os blocos.

A agricultura é o principal eixo do impasse. Produtores europeus, especialmente na França, afirmam que produtos do Mercosul entram no mercado com custos menores e sob regras ambientais e sociais diferentes das exigidas na União Europeia. Mesmo após o Parlamento Europeu aprovar cláusulas de salvaguarda, como a possibilidade de reintrodução de tarifas e monitoramento de mercado, o setor agrícola avalia que as medidas ainda são insuficientes para evitar desequilíbrios.

A França estabeleceu três condições para apoiar o acordo: salvaguardas sólidas e operacionais, regras equivalentes para produtos importados e europeus, e controles rigorosos de importação. Sem a implementação clara desses pontos, Paris promete se opor a qualquer tentativa de acelerar a ratificação, usando seu peso político no Conselho Europeu, onde o acordo depende de maioria qualificada.

A Itália adotou uma postura mais cautelosa, mas também crítica. A primeira-ministra Giorgia Meloni considera a assinatura prematura e defende aguardar a finalização de um pacote de medidas adicionais, incluindo fundo de compensação e reforço dos controles fitossanitários. Roma afirma não querer bloquear o acordo, mas condiciona seu apoio a garantias de reciprocidade e proteção efetiva ao setor agrícola.

O impasse ganhou força com protestos de agricultores em Bruxelas, que ampliaram a pressão política sobre os governos europeus. Do lado sul-americano, o presidente brasileiro Lula da Silva tenta destravar as negociações, argumentando que a agricultura brasileira não competirá com a europeia. Ainda assim, o adiamento da assinatura e a falta de consenso indicam que o acordo UE-Mercosul segue em compasso de espera, sem solução imediata.

 





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Uso de sementes não certificadas pode reduzir safra de soja



O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de alerta



Foto: Pixabay

O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de alerta com a disseminação do uso de sementes não certificadas, o que pode afetar diretamente a produtividade da safra 2025/26 e impactar as exportações.

Segundo dados divulgados pela CEEMA, o uso de sementes de soja não certificadas — incluindo sementes piratas e salvas comercializadas irregularmente — já atinge 27% da área cultivada no Brasil, equivalente a 13 milhões de hectares.

O impacto dessa prática é severo: estima-se uma perda de quatro sacas por hectare na produtividade média, o que resultaria em um recuo de 2,8 milhões de toneladas na colheita. Destas, 1,9 milhão deixariam de ser exportadas e outras 900 mil toneladas afetariam o consumo interno.

Além disso, o mercado de sementes perde cerca de R$ 8 bilhões com a redução de vendas, e o prejuízo em royalties de genética chega a R$ 590 milhões. A prática compromete investimentos em pesquisa e pode gerar a perda de até 4.500 empregos diretos.

No mercado físico, os preços se mantiveram entre R$ 124,00 e R$ 125,00/saca no Rio Grande do Sul, sustentados por câmbio elevado e prêmios mais firmes. A colheita da nova safra deve iniciar no final de janeiro no Norte do país.





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