terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Exportações de café batem recorde no ano-cafeeiro de 2024


O volume de exportações dos cafés do Brasil alcançou um recorde no ano-cafeeiro de 2024, totalizando 46,1 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados do Sumário Executivo do Café, analisados pelo Consórcio Pesquisa Café. O número representa um crescimento de 30,6% em relação ao total exportado em 2023, quando foram vendidas 35,3 milhões de sacas ao mercado externo.

Segundo o relatório, os Estados Unidos lideraram as importações, sendo responsáveis por 16,5% das compras, o equivalente a 7,6 milhões de sacas. O volume exportado ao mercado norte-americano representa um aumento de 40,7% em comparação com 2023, quando o país adquiriu 5,4 milhões de sacas. “Os Estados Unidos foram o maior destino do café brasileiro, consolidando sua posição no topo do ranking dos importadores em 2024”, destacou o Consórcio Pesquisa Café.

Em seguida, a Alemanha aparece na segunda posição, com 7,3 milhões de sacas importadas, o que corresponde a 15,8% das exportações. A Bélgica registrou crescimento expressivo de 100% em relação a 2023 e adquiriu 4,4 milhões de sacas, o equivalente a 9,5% do total exportado. A Itália comprou 3,9 milhões de sacas, respondendo por 8,5% das vendas brasileiras, enquanto o Japão ocupou a quinta posição, com 2,3 milhões de sacas importadas, representando 5% das exportações.

As compras de outros países como Espanha, Turquia, Holanda, Rússia, Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá, Suécia, França e Colômbia completaram o volume exportado em 2024, conforme indicado no Sumário Executivo.





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Pasto nativo tem queda na qualidade nutricional


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31) apontou que as pastagens no Rio Grande do Sul seguem em recuperação parcial, com desempenho variado conforme a região e o tipo de forragem cultivada. A entidade informou que “nos campos nativos, houve redução da oferta de volumosos e perda de qualidade em razão do excesso de fibra e do baixo valor nutricional”. Por outro lado, áreas de campo nativo melhorado apresentam desenvolvimento suficiente para o pastejo.

Nas pastagens cultivadas, a semeadura tardia e as condições climáticas limitaram a oferta de forragem. No entanto, o avanço das temperaturas, maior luminosidade e o retorno da umidade ao solo vêm favorecendo gradualmente o crescimento das espécies de inverno, o que tem proporcionado melhor aproveitamento para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar relatou que “as áreas de integração lavoura-pecuária foram utilizadas para pastejo em função de sua recuperação, favorecida pelas condições climáticas”. Em Caxias do Sul, o bom desenvolvimento das forrageiras permitiu o uso das áreas de trigo, aveia e azevém para alimentação dos animais.

Erechim também apresentou condições positivas. Conforme o boletim, “a umidade do solo e a maior incidência de luz solar beneficiaram o crescimento e a rebrota das pastagens hibernais”, resultando em melhor oferta de massa verde e lotação adequada nos piquetes.

Na região de Frederico Westphalen, as pastagens de inverno responderam bem à adubação química e ao uso de resíduos orgânicos, o que estimulou a rebrota. Já em Ijuí, o aumento da luminosidade e da temperatura impulsionou o crescimento das forrageiras anuais. Apesar das precipitações a partir de 23 de julho terem prejudicado a produção de feno e pré-secado, a rebrota foi favorecida pela retirada dos rebanhos das áreas mais degradadas.

Em Passo Fundo, a recuperação das pastagens foi descrita como gradual, embora limitada. As áreas destinadas à silagem de trigo e cevada seguem em desenvolvimento, com o trigo de duplo propósito ainda sendo utilizado para pastejo. Em Pelotas, os 89 milímetros de chuva acumulada e os dias ensolarados favoreceram a adubação e o rebrote das pastagens nativas, mas nas áreas cultivadas a oferta ainda é restrita.

Porto Alegre também registrou crescimento nas pastagens de inverno devido ao clima mais favorável, embora o campo nativo ainda não tenha apresentado recuperação significativa. Em Santa Maria, o crescimento das forrageiras avançou de forma lenta, com maior comprometimento nas áreas onde houve sobrepastejo ou falhas no manejo da lotação.

A região de Santa Rosa teve benefício direto da umidade do solo, com as áreas de trigo, aveia e azevém proporcionando bom suporte nutricional ao manejo animal. Em Soledade, a melhora na oferta das pastagens de inverno foi limitada pelo frio e umidade. A rebrota das áreas de aveia foi prejudicada pelo pastejo intenso, e o azevém ainda não alcançou o ponto ideal para uso.





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Mercado lácteo goiano tem leve queda em julho



Preço do leite UHT sobe, mas cesta láctea recua




Foto: Pixabay

O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano referente ao mês de julho foi divulgado nesta quinta-feira (1º/8) no site da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O documento, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, aponta oscilações distintas nos preços dos derivados de leite, após dois meses consecutivos de recuo generalizado.

Entre os produtos analisados, o leite UHT integral registrou o maior aumento, com valorização de 1,57% no mês. Na sequência, o queijo muçarela teve alta de 0,48%. A Câmara Técnica considera que “a elevação nesses itens sinaliza uma possível reversão de tendência e reforça a importância do monitoramento regular”.

Por outro lado, produtos como o leite em pó integral, leite condensado e creme a granel apresentaram retrações de 3,92%, 1,27% e 7,77%, respectivamente. A variação geral da cesta foi negativa em 1,05% em comparação ao mês anterior, dentro de um contexto descrito como de transição no mercado.





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Colheita em agosto revelará danos no trigo no Paraná



Deral estima produção menor após geadas




Foto: Divulgação

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), atualizou as projeções para a safra de trigo no Paraná. A estimativa de julho aponta uma área semeada de 833 mil hectares e uma produção esperada de 2,6 milhões de toneladas.

O Deral informou que “esse volume representa um reajuste em relação aos 2,7 milhões de toneladas previstos em junho”. A queda se deve, em parte, à revisão da área cultivada e, principalmente, aos efeitos da geada registrada no dia 25 de junho. De acordo com os analistas, a região Norte foi a mais impactada e pode registrar uma perda de 84 mil toneladas frente ao potencial de 880 mil toneladas. Os técnicos do Deral destacaram que “outras regiões também foram atingidas pontualmente, especialmente no caso de lavouras plantadas fora do zoneamento”.

A entidade observa que os números ainda estão sujeitos a alterações, uma vez que há incerteza sobre a extensão dos danos causados às plantas. “As primeiras áreas prejudicadas pelas geadas serão colhidas em meados de agosto, momento em que se terá maior clareza sobre os prejuízos”, indicou o boletim.

Apesar do novo período de frio registrado nesta semana, o Deral afirmou que não são esperados danos adicionais à cultura do trigo. “As temperaturas negativas foram registradas apenas na região de lavouras mais tardias”, avaliou a equipe técnica. Além disso, as chuvas que acompanharam a frente fria contribuíram para amenizar o déficit hídrico, interrompendo uma sequência de mais de 20 dias sem precipitações em alguns municípios.





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Mercado do boi gordo inicia agosto com cotações estáveis



Preço das fêmeas registram quedas no Acre




Foto: Canva

O primeiro dia de agosto foi marcado por estabilidade nas cotações do boi gordo em diversas regiões do país, conforme análise publicada nesta sexta-feira (1) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O levantamento apontou que tanto compradores quanto vendedores mantiveram postura retraída no início do mês, o que contribuiu para a manutenção dos preços.

Em São Paulo, os valores permaneceram inalterados em todas as categorias de bovinos. A consultoria informou que “as escalas de abate atendiam, em média, a sete dias”.

No Acre, o mercado apresentou queda de R$ 5,00 por arroba nas cotações das fêmeas. Para o boi gordo, entretanto, os preços seguiram estáveis. Não houve referência de negociação para o chamado “boi China” no estado.

Na região Noroeste do Paraná, também foi observada estabilidade nos preços. As escalas de abate, segundo a consultoria, “atendiam, em média, a sete dias”. Situação semelhante foi registrada em Alagoas, onde as cotações se mantiveram sem alterações. Assim como no Acre, não houve referência para o “boi China”.

A Scot Consultoria também destacou os dados da liquidação do contrato futuro do boi gordo com vencimento em julho de 2025 (código BGIN25), encerrado no último dia útil de julho (31/7). Segundo o indicador da B3, a cotação da arroba ficou em R$ 293,54. O indicador do Cepea apontou o valor de R$ 293,50 por arroba, enquanto o da própria Scot Consultoria foi de R$ 294,45.





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Ministério da Agricultura e Pecuária publica portaria que define o preço mínimo do algodão


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na manhã desta quarta-feira, 09/07, no Diário Oficial da União, a portaria que define os preços mínimos do algodão para a safra 2025/2026.

Contrariando as expectativas do setor algodoeiro, os valores divulgados permaneceram inalterados em relação à safra anterior, mantendo-se em R$ 114,58 por arroba da pluma. Também não houve alteração nos preços do algodão em caroço (R$ 45,83 por arroba) e do caroço de algodão (R$ 6,73 por arroba).

Abrapa e Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados

Em carta enviada ao ministro Carlos Fávaro, do Mapa, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados, Gustavo Piccoli, sugeriu o reajuste do preço mínimo da pluma para R$ 125,00 por arroba, um aumento de apenas 9,1% em relação ao valor atual.

A justificativa apresentada por Piccoli levou em conta, entre outros fatores, o aumento dos custos com insumos agrícolas, como fertilizantes, além do preço dos combustíveis. No entanto, o pleito não foi atendido pela área econômica do governo federal.

Na carta, Piccoli também apontou que a elevação do salário-mínimo, o aumento no custo da energia elétrica e a desvalorização do real contribuíram significativamente para o encarecimento da produção algodoeira.

“A atual conjuntura global levou à queda nos preços do algodão e ao retorno da alta nos preços de matérias-primas essenciais à produção nacional. O reflexo tem sido sentido pelos produtores na elevação dos custos de produção, o que exige mais capital para o financiamento da safra e amplia o risco da atividade”, justificou o presidente.

Cenário econômico para o produtor

No mercado interno, o aumento dos juros nas linhas de crédito do Plano Safra 2025/2026 limita o acesso dos produtores à modernização de equipamentos, à expansão de áreas irrigadas e à adoção de inovações tecnológicas — aspectos fundamentais para o desenvolvimento da cotonicultura.

Outros fatores também contribuem para o cenário de insegurança do setor, como o possível aumento do IOF e a taxação da LCA, o que demanda maior cautela por parte dos produtores na hora de investir.

A dependência da importação de fertilizantes tende a encarecer ainda mais os custos de produção, especialmente em contextos de conflitos geopolíticos que impactam diretamente a cotonicultura brasileira. Atualmente, os fertilizantes representam, em média, 17% do custo operacional efetivo da produção de algodão.

No cenário internacional, a disputa tarifária entre China e Estados Unidos é apontada como o principal fator de instabilidade no mercado algodoeiro. O setor é volátil e altamente sensível a condições climáticas e geopolíticas. Apesar da liderança brasileira nas exportações, as cotações da pluma apresentam viés de queda, o que pode comprometer o ritmo de desenvolvimento da atividade.





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Nabo forrageiro se destaca como aliado da agricultura sustentável



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição
Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição – Foto: AgrolinkFito

O nabo forrageiro (Raphanus sativus L.) tem se consolidado como uma planta multifuncional de grande valor na agricultura moderna. Segundo a engenheira agrônoma Alessandra Gomes de Melo, a espécie é amplamente empregada como adubo verde, cobertura de solo e até mesmo como fonte de alimentação animal, desempenhando papel estratégico no manejo sustentável das lavouras.

Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição, que contribui para a liberação eficiente de nutrientes no solo, promovendo sua fertilidade. Além disso, ao formar uma densa cobertura vegetal, a planta suprime o crescimento de ervas daninhas, reduzindo a dependência de herbicidas e colaborando para um sistema de produção mais limpo.

No aspecto da conservação do solo, sua cobertura ajuda a proteger contra processos erosivos, melhorando a estrutura física e biológica do solo. Essa função é especialmente útil em sistemas de plantio direto, nos quais o nabo forrageiro atua como importante componente da rotação de culturas.

Além dos benefícios agronômicos, o nabo forrageiro também serve como recurso forrageiro para o gado, podendo ser consumido tanto in natura, na forma de pastagem, quanto ensilado. Sua versatilidade reforça sua importância nas propriedades rurais, contribuindo para a integração lavoura-pecuária e para a sustentabilidade do sistema produtivo.

“Nabo forrageiro é amplamente utilizado como adubo verde devido à sua rápida decomposição e liberação de nutrientes para o solo. O Nabo forrageiro pode ser utilizado como forragem para o gado, podendo ser em forma de pastagem, quanto ensilado”, conclui.

 





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Paraná pode registrar a maior safra de milho da história



Clima não impede safra recorde




Foto: Pixabay

A colheita da segunda safra de milho no Paraná superou 64% da área plantada, que totaliza 2,77 milhões de hectares, segundo informações do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Apesar dos impactos climáticos adversos, como estiagem, geadas, ondas de calor e, em menor escala, a presença de pragas como percevejos e cigarrinhas, a produtividade das áreas com boas condições superou as expectativas. De acordo com o Deral, “a produção total alcançou 17,06 milhões de toneladas”, número superior à estimativa inicial de 16,8 milhões de toneladas.

O boletim aponta que, mesmo com a previsão de menor rendimento das lavouras remanescentes no norte do estado, já é possível afirmar que esta é a maior safra da história do Paraná tanto em volume quanto em área cultivada.





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“Não há mais margem”: setor agrícola exige uma solução definitiva para o…


O Comitê de Ligação, que inclui a Sociedade Rural Argentina (SRA), a Coninagro, as Confederações Rurais Argentinas (CRA) e a Federação Agrária, pediu ao Governo regras claras e previsibilidade

Esta terça-feira, 1º de julho, marca o fim do decreto que estabeleceu uma redução temporária nas alíquotas do Imposto de Exportação (DEX) para soja e milho, entre outras culturas. A medida, implementada pelo governo de Javier Milei em 27 de janeiro, foi um dos primeiros gestos em direção ao setor agrícola, mas apenas provisória. A redução temporária havia reduzido o imposto retido na fonte sobre a soja de 33% para 26% e sobre o milho de 12% para 9,5%. Apenas as alíquotas reduzidas para trigo e cevada foram adiadas para 31 de março de 2026.

Nesse contexto, que mudará amanhã, o retorno à estrutura tributária anterior reacendeu as críticas do campo. Em nota divulgada esta manhã, o Comitê de Ligação de Entidades Agrícolas (CEEA), que reúne as quatro principais organizações rurais do país, pediu ao governo que avance no sentido da eliminação dos impostos retidos na fonte. Os líderes das organizações são Nicolás Pino (Sociedade Rural Argentina), Andrea Sarnari (Federação Agrária Argentina), Lucas Magnano (Coninagro) e Carlos Castagnani (Confederações Rurais Argentinas).

“Há meses e anos, reivindicamos medidas urgentes e definitivas para enfrentar os graves problemas de competitividade que o setor enfrenta. Temos feito isso institucionalmente, em todas as reuniões com legisladores, autoridades do Poder Executivo Nacional e governos provinciais. E continuaremos a fazê-lo com responsabilidade e firmeza”, enfatizaram.

“O principal desafio à validade dos Direitos de Exportação, além das alíquotas, é que eles são um imposto distorcido, anacrônico e prejudicial que gerou um inevitável atraso social, tecnológico e produtivo, apesar dos esforços isolados de produtores e outros elos da cadeia para sustentar a produção e as raízes rurais”, acrescentou o Comitê de Ligação. Segundo as organizações, esse imposto impediu a Argentina de aproveitar “oportunidades imbatíveis de investimento e desenvolvimento federal”.

Durante os cinco meses em que a redução vigorou, o governo buscou estimular as vendas e acelerar a liquidação de moeda estrangeira. Segundo analistas do setor, a entrada de moeda estrangeira proveniente das exportações agrícolas em junho pode atingir o recorde de US$ 7,4 bilhões.

Além disso, o Instituto de Estudos Econômicos da Sociedade Rural Argentina (SRA) estimou que o setor se beneficiou, durante os cinco meses em que a medida esteve em vigor, em US$ 544 milhões, dos quais 81% vieram da soja. Segundo a organização, o alívio fiscal impulsionou as vendas.

Analistas do mercado de grãos já alertaram que, embora o setor tenha respondido com aumento nas vendas durante toda a vigência da medida, esse ritmo não se sustentará com essa nova realidade.

No entanto, os trabalhadores agrícolas sustentaram que o impacto da medida foi limitado devido à sua natureza temporária. “A carga tributária sufocante, injusta e desigual prejudica a competitividade do setor em todas as províncias onde a cadeia agroindustrial define desenvolvimento, emprego e qualidade de vida”, afirmou o Comitê de Ligação.

“Não há mais espaço para medidas discricionárias de curto prazo, que só aumentam a incerteza e a ansiedade. O campo argentino precisa de regras claras, previsibilidade e uma Argentina sem restrições”, concluíram.





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Estiagem afeta pastos e eleva custos para produtores



Preços reagem após queda em julho




Foto: Divulgação

O mercado pecuário registrou uma melhora no ritmo das negociações nos últimos dias, com os preços do boi gordo começando a se estabilizar e até apresentar ligeiras valorizações. A movimentação mais intensa reflete uma mudança no comportamento dos pecuaristas, que passaram a reter os animais diante das quedas registradas anteriormente.

Segundo informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), após sucessivas baixas durante boa parte de julho, muitos produtores passaram a adotar uma postura mais cautelosa na comercialização, reduzindo a oferta em algumas regiões. Esse cenário contribuiu para uma recuperação nas cotações da arroba, além de estimular pequenos reajustes no atacado. Em São Paulo, por exemplo, os valores dos cortes com osso apresentaram alta, algo que não era observado desde 18 de junho.

Os pesquisadores do Cepea alertam, no entanto, que o período entre agosto e setembro é especialmente desafiador para o manejo das pastagens no Brasil. A queda na qualidade e disponibilidade do pasto obriga os pecuaristas a investirem na suplementação alimentar do rebanho, mesmo quando o abate não é uma prioridade imediata. Essa estratégia eleva os custos de produção e, neste ano, tem ocorrido em um contexto de preços de venda ainda inferiores aos praticados no primeiro semestre.

O cenário indica que o equilíbrio entre oferta e demanda continua sendo o principal fator de influência nos preços, enquanto os custos de manutenção seguem pressionando as margens do produtor. A expectativa agora recai sobre a capacidade de sustentação desse movimento de valorização nas próximas semanas.





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