segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Primeiros dias do outono terão calor e chuvas irregulares


Os primeiros dias do outono astronômico no Brasil ainda devem apresentar características típicas do verão, com calor e pancadas de chuva no centro-sul do país. A informação foi divulgada pela Meteored, que aponta uma transição gradual entre as estações.

O início oficial do outono, na sexta-feira (20), será marcado por temperaturas elevadas e chuvas irregulares. Segundo a análise, “o começo oficial do outono astronômico no Brasil […] terá mais cara de verão, com temperaturas elevadas, chuvas irregulares que ocorrem em forma de pancadas e com temporais isolados no centro-sul do país”.

A explicação está na própria dinâmica das estações. “Estamos falando de um começo astronômico e não meteorológico, ou seja, as coisas não mudam rapidamente de uma hora para a outra com a mudança de data”, destaca o levantamento, indicando que as condições do outono tendem a se estabelecer ao longo das próximas semanas.

As temperaturas devem permanecer elevadas, especialmente na Região Sul e em Mato Grosso do Sul, com máximas acima dos 30°C e podendo chegar aos 40°C em áreas do Rio Grande do Sul.

No primeiro dia da estação, a previsão indica instabilidade em diversas regiões. Pela manhã, há possibilidade de chuvas mais intensas entre Minas Gerais, o norte do Rio de Janeiro e o Espírito Santo. À tarde, as pancadas ganham força, com risco de temporais isolados no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte.

Já na Região Sul e no leste do Nordeste, o tempo tende a permanecer firme, com predomínio de sol e ocorrência de chuviscos apenas em áreas litorâneas.

Durante o primeiro fim de semana do outono, a instabilidade deve continuar em parte do país. O avanço de uma frente fria pelo oceano pode provocar temporais no oeste e na metade norte do Rio Grande do Sul entre sábado (21) e domingo (22). Em Santa Catarina e no sul do Paraná, também há previsão de chuvas moderadas a fortes, com trovoadas.

Outras áreas, como o Norte, o centro do Centro-Oeste, o norte do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, devem registrar pancadas isoladas de chuva ao longo do fim de semana.

Para o início da próxima semana, a tendência é de maior distribuição das chuvas, com possibilidade de temporais pontuais no Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste, além das regiões Norte e Nordeste.

O calor segue presente nos primeiros dias da estação. Na sexta-feira (20), as temperaturas superam os 30°C em grande parte das áreas citadas, podendo alcançar 40°C no noroeste do Rio Grande do Sul. No fim de semana, os termômetros continuam elevados, com marcas entre 36°C e 40°C em cidades da região central gaúcha e da Porto Alegre e entorno.

No Nordeste, o Sertão também deve registrar temperaturas altas, com máximas próximas de 38°C. A tendência é de manutenção do calor até o início da próxima semana, com redução mais significativa das temperaturas no Sul a partir de terça-feira (24).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Valor Bruto da Produção da agropecuária pode cair 4,8% em 2026


O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve alcançar R$ 1,39 trilhão em 2026, o que representa uma queda de 4,8% em relação ao ano anterior. A projeção é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e reflete, principalmente, a redução dos preços reais, além de variações na produção.

Segundo a entidade, o desempenho da agricultura deve puxar o recuo. O faturamento estimado para o segmento é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, principal cultura do VBP agrícola, deve registrar leve queda de 0,5% no faturamento, mesmo com aumento de 3,71% na produção.

No caso do milho, a previsão é de retração mais acentuada. O VBP do grão deve cair 6,9%, influenciado pela redução de 4,9% nos preços e de 2,05% na produção. A cana-de-açúcar também deve apresentar queda no faturamento, de 5,6%, puxada pela diminuição dos preços, apesar de leve alta na produção.

Por outro lado, o café arábica aparece como destaque positivo. A expectativa é de crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado pelo aumento de 23,29% na produção, mesmo diante da previsão de queda nos preços.

Na pecuária, o faturamento estimado é de R$ 485,3 bilhões, o que representa redução de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina é o único produto com perspectiva de alta, com avanço de 7,6% no VBP.

Para os demais segmentos, a tendência é de recuo. As projeções indicam queda de 19,1% no faturamento do leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e 5,8% para a carne de frango, refletindo a redução dos preços recebidos pelos produtores.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Calor extremo avança e preocupa o campo



As temperaturas máximas devem superar os 35°C


As temperaturas máximas devem superar os 35°C
As temperaturas máximas devem superar os 35°C – Foto: Freepik

A perspectiva agroclimática para o Brasil indica a manutenção de temperaturas elevadas e uma distribuição irregular das chuvas entre os dias 19 e 25 de março de 2026. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). O cenário aponta para a predominância de uma circulação tropical com forte presença de calor e umidade atmosférica limitada em grande parte do território agrícola.

As temperaturas máximas devem superar os 35°C na maior parte das áreas produtivas, com registros acima de 40°C concentrados no sul do Cerrado e regiões adjacentes. Em contraste, o norte da Amazônia, o Nordeste e a Região Sul devem apresentar máximas inferiores a esse patamar, ainda que com presença de calor. As mínimas também seguem elevadas, acima de 20°C em grande parte do país, com quedas pontuais apenas no litoral atlântico e no Sul, especialmente em áreas do sudeste de Minas Gerais, sul do Paraná, centro de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul.

No campo das precipitações, o padrão segue irregular. A maior parte da área agrícola brasileira deve registrar volumes escassos, com acumulados entre 3 e 10 milímetros. As chuvas se concentram principalmente na Amazônia, no extremo noroeste do Cerrado, no noroeste do Nordeste e em partes da Região Sul, onde os volumes podem variar de 10 a 50 milímetros, com possibilidade de eventos mais intensos no norte amazônico.

A influência de ventos marítimos deve trazer alívio temporário do calor em áreas do litoral e pontos do Sul, enquanto o interior tende a permanecer com pouca variação térmica. O quadro reforça a continuidade de condições desafiadoras para a umidade do solo em importantes regiões produtoras.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cresce demanda global por baunilha natural



Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica


Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica
Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica – Foto: Divulgação

A baunilha ocupa posição de destaque entre as especiarias mais valorizadas globalmente, com presença relevante nos setores alimentício, terapêutico e cosmético. O avanço da demanda por ingredientes naturais tem impulsionado o crescimento desse mercado, que tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. De acordo com Giovanna Cappellano, Gerente de ESG e Assuntos Estratégicos na Concepta Ingredients, empresa especializada no fornecimento de soluções naturais para a indústria, dados da Fortune Business Insights indicam que o mercado global de extrato de baunilha deve crescer de US$ 4,45 bilhões em 2024 para US$ 6,46 bilhões até 2034.

Historicamente concentrada em poucas regiões, a produção mundial tem forte dependência da Vanilla planifolia, responsável por cerca de 40% do volume global, com destaque para Madagascar. Esse cenário expõe o setor a riscos como eventos climáticos, perda de biodiversidade e volatilidade de preços, o que tem levado à busca por alternativas mais seguras e sustentáveis.

Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica, apoiado em sua ampla biodiversidade. Entre as espécies nativas, a Vanilla pompona, conhecida como baunilha do Cerrado, apresenta potencial relevante. Cultivada em sistemas agroflorestais, combina preservação ambiental com geração de renda, embora exija planejamento de longo prazo devido ao ciclo produtivo.

Além do diferencial sensorial, essa variedade contribui para cadeias produtivas rastreáveis e alinhadas à bioeconomia. O desenvolvimento estruturado dessa produção pode ampliar a participação brasileira no mercado internacional, ao mesmo tempo em que fortalece comunidades locais e conserva biomas.

Iniciativas conduzidas pela Concepta Ingredients integram esse movimento, com projetos que utilizam diferentes espécies e promovem impactos positivos em larga escala. A atuação está ligada à preservação de áreas nativas e ao incentivo ao uso de insumos vegetais, reforçando o papel do país como fornecedor de ingredientes naturais sustentáveis.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

como fica o tempo no primeiro fim de semana da estação?


O início do outono astronômico no Hemisfério Sul será marcado por mudanças nas condições do tempo em diferentes regiões do Brasil, com previsão de chuvas intensas em parte do país e temperaturas elevadas em outras áreas. As informações foram divulgadas pela Meteored.

A estação começou nesta sexta-feira (20), às 11h46 (horário de Brasília), caracterizando um período de transição entre o verão, com calor e volumes elevados de chuva, e o inverno, com tempo mais seco e temperaturas mais amenas. Segundo a previsão, esse processo ocorre de forma gradual. “O outono apresenta, em seu início, características semelhantes ao verão, com tempo quente e ocorrência de pancadas de chuva, geralmente no final do dia”, aponta o levantamento.

Ainda de acordo com a análise, a segunda metade da estação tende a apresentar redução das chuvas e queda nas temperaturas. “Já na segunda metade da estação, observa-se a diminuição gradual das chuvas e das temperaturas”, informa.

Para esta sexta-feira (20), a previsão indica tempo firme na maior parte da Região Sul, com chuvas fracas concentradas no leste. No Sudeste, Centro-Oeste e Norte, há previsão de pancadas irregulares, com risco de chuvas intensas em Minas Gerais e no Mato Grosso.

No sábado (21), a chegada de uma frente fria deve provocar instabilidade no Rio Grande do Sul, com aumento de nebulosidade e possibilidade de chuvas ao longo do dia. À tarde, há alerta para temporais no extremo sul do estado. Nos demais estados do Sul e parte do Sudeste, o tempo tende a apresentar aumento gradual de nuvens.

No Sudeste, a atuação de um bloqueio atmosférico deve favorecer a elevação das temperaturas, embora ainda haja previsão de pancadas isoladas no leste de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já no Espírito Santo e no norte de Minas Gerais, a previsão aponta para chuvas intensas associadas à atuação de um corredor de umidade.

No Mato Grosso do Sul, Goiás e em estados da Região Norte, como Pará e Tocantins, o tempo deve permanecer parcialmente nublado, com chuvas irregulares ao longo do dia.

No domingo (22), a frente fria avança pelo Sul do país, mantendo o céu encoberto e aumentando o risco de chuvas intensas e temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A combinação com um corredor de umidade deve intensificar as instabilidades ao longo da tarde.

Já em estados do Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, o bloqueio atmosférico tende a reduzir a formação de nuvens. Ainda assim, há possibilidade de chuvas pontuais e de fraca intensidade.

De acordo com a Meteored, “o primeiro final de semana do outono trará chuvas para o Sul do Brasil, devido ao avanço da frente fria com potencial para eventos intensos”. Ao mesmo tempo, “no Sudeste, o bloqueio atmosférico atuará reduzindo os volumes de chuva e as chances de precipitação nos próximos dias”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Queda nos preços do arroz reflete excesso de oferta


Os preços do arroz vêm registrando queda nas últimas semanas em meio a um cenário de oferta elevada e demanda enfraquecida em diversos mercados. O ambiente global também tem sido marcado por incertezas geopolíticas, que aumentam a volatilidade e afetam o ritmo das negociações internacionais.

De acordo com a Associação de Produtores de Arroz dos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio tem ampliado a insegurança no comércio, com relatos de embarques sendo retidos e impactos diretos sobre a demanda. A entidade destaca que o aumento dos estoques globais intensifica a pressão sobre os preços, tornando o excesso de oferta ainda mais relevante diante de qualquer retração no consumo.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que, desde fevereiro, as cotações de exportação recuaram entre os principais fornecedores globais, com exceção do Uruguai. Nos Estados Unidos, os preços caíram para 534 dólares por tonelada, refletindo vendas fracas. Na Índia, Vietnã, Paquistão e Tailândia, os recuos também foram atribuídos à menor demanda e, em alguns casos, ao avanço das colheitas ou à desvalorização cambial. O Uruguai apresentou movimento oposto, com leve alta devido à oferta restrita antes da nova safra.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura aponta que, em fevereiro, os preços globais tiveram leve alta mensal, mas permanecem abaixo do registrado há um ano. O comportamento foi heterogêneo entre os diferentes tipos de arroz, com valorização nos segmentos japonês e aromático e estabilidade ou queda em outros, influenciados por fatores como demanda regional, disponibilidade e variações cambiais.

Nas Américas, o início da colheita no Mercosul trouxe estabilidade em alguns mercados e recuos em outros, como no Brasil e nos Estados Unidos. A entidade também observa que estoques elevados podem levar à redução da área plantada na próxima safra norte-americana. Na Europa, representantes do setor alertam para uma crise crescente, impulsionada pelo aumento das importações, custos mais altos e exigências regulatórias.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Rentabilidade do suíno cai pelo 4º mês seguido no Paraná


O lucro da produção de suínos no Paraná voltou a recuar em fevereiro de 2026, marcando o quarto mês consecutivo de queda após atingir o maior valor de 2025 em outubro. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

O indicador considera a diferença entre o preço pago ao produtor pelo suíno e o custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves, com valores ajustados pela inflação. Em janeiro de 2026, o resultado foi de R$ 0,96 por quilo, queda de 17,6% em relação a dezembro de 2025. Apesar do recuo mensal, houve avanço na comparação com janeiro do ano anterior, com crescimento real de 57,7%.

Em fevereiro, o lucro caiu para R$ 0,72 por quilo, retração de 25,2% frente a janeiro. Diferentemente do mês anterior, o resultado também ficou abaixo do registrado em fevereiro de 2025, com redução real de 10,6%.

De acordo com o boletim, “o desempenho de fevereiro foi consequência da queda no preço do suíno, mais intensa do que a redução observada nos custos de produção”. O preço recebido pelo produtor apresentou variação real de -5,4% em relação a janeiro e de -9,6% na comparação com fevereiro do ano passado. Já o custo de produção recuou -2,2% no mês e -9,5% em relação ao mesmo período de 2025.

O levantamento também destaca o comportamento sazonal do setor. “Retrações no lucro durante o mês de janeiro são recorrentes, em razão da menor demanda interna e externa característica do período”, aponta o documento.

Caso não haja reação no preço pago ao produtor, a tendência é de continuidade na queda da rentabilidade em março, repetindo o movimento observado no mesmo período de 2025.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Irã volta a atacar instalações de gás no Catar após ameaças dos EUA


O Irã voltou a atacar instalações de gás natural no Catar na madrugada desta quinta-feira (19), em meio à escalada de tensões na região. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil e ocorrem após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis ações contra o campo de gás iraniano South Pars.

A estatal QatarEnergy informou que instalações de gás natural liquefeito foram atingidas por mísseis, “causando incêndios de grandes proporções e extensos danos adicionais”. Este é o segundo ataque do Irã contra a infraestrutura energética do país árabe aliado dos EUA. O primeiro ocorreu na quarta-feira (18), quando a refinaria de Ras Laffan também foi atingida, provocando “danos extensos”, segundo a empresa.

A nova ofensiva acontece após Trump afirmar que Israel foi responsável por ataques ao campo de gás South Pars, compartilhado entre Irã e Catar. Segundo ele, não haveria novos ataques israelenses contra a infraestrutura energética iraniana.

“A menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar um país inocente, nesse caso, o Catar. Nessa situação, os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, explodirão massivamente a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã”, afirmou Trump em uma rede social.

O presidente norte-americano acrescentou que não deseja autorizar esse nível de ação, “mas se o GNL do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Seyyed Abbas Araghchi, afirmou que o país poderá reagir de forma mais contundente caso novos ataques ocorram.

“Nossa resposta ao ataque de Israel à nossa infraestrutura empregou uma fração de nosso poder. A única razão para a contenção foi o respeito ao pedido de desescalada. Nenhuma restrição caso nossas infraestruturas sejam atingidas novamente. Qualquer fim para esta guerra deve abordar os danos causados às nossas instalações civis”, declarou.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica também se manifestou e classificou como erro o ataque às instalações energéticas iranianas. “Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz o comunicado.

Após os ataques ao campo de South Pars, o Irã ameaçou outras instalações de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. A intensificação do conflito tem pressionado os preços do petróleo no mercado internacional.

“Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz comunicado da Guarda Revolucionária.

Com informações da Agência Brasil*





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para a estação?


O outono no Hemisfério Sul começa oficialmente no dia 20 de março de 2026, às 11h45, e se estende até 21 de junho, às 5h25, conforme o Prognóstico Climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia. A estação marca a transição entre o verão e o inverno, com redução gradual das chuvas no interior do Brasil e queda de temperaturas, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

De acordo com o instituto, “é uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil central”. Nesse período, as precipitações tendem a diminuir no interior do país, especialmente no semiárido nordestino, enquanto áreas do Norte e do Nordeste ainda registram volumes significativos de chuva devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical.

O relatório também destaca a ocorrência de fenômenos típicos da estação. “Observam-se as primeiras formações de fenômenos adversos, tais como: nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul; e friagem no sul da Região Norte”, informa o prognóstico.

No cenário oceânico, o documento aponta mudanças nas condições do Pacífico Equatorial. Após a atuação do fenômeno La Niña entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, houve enfraquecimento das anomalias de temperatura da superfície do mar, indicando transição para neutralidade. Segundo o APEC Climate Center, há 84,6% de probabilidade de evolução para El Niño no trimestre de abril a junho.

Para a Região Norte, a previsão indica predominância de chuvas acima da média, com temperaturas também superiores aos padrões históricos em grande parte da área. No Nordeste, as chuvas tendem a ficar abaixo da média em diversos estados, como Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba, enquanto áreas do Maranhão e norte do Piauí podem registrar volumes mais elevados. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região.

No Centro-Oeste, a tendência é de redução das chuvas a partir de abril, com volumes próximos da média em Goiás e Mato Grosso e abaixo da média em Mato Grosso do Sul. As temperaturas devem ficar acima da média histórica. No Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média em São Paulo e grande parte de Minas Gerais, com possibilidade de episódios pontuais de chuva no leste da região. As temperaturas também tendem a ficar acima da média, embora não se descarte a entrada de massas de ar frio.

Na Região Sul, o prognóstico indica chuvas abaixo da média e temperaturas acima dos padrões históricos, com possibilidade de incursões de ar frio ao longo da estação.

O boletim também avalia impactos para a produção agrícola. Segundo o INMET, “torna-se relevante avaliar os potenciais impactos desse cenário sobre as atividades agrícolas no Brasil”. Na Região Norte, as chuvas acima da média tendem a favorecer lavouras já estabelecidas, como o milho segunda safra, além de contribuir para pastagens.

No MATOPIBA, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas pode reduzir a umidade do solo, com impacto sobre culturas de segunda safra, especialmente milho e algodão.

Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, a menor disponibilidade de chuva associada ao aumento da evapotranspiração pode causar estresse hídrico e afetar o desenvolvimento das lavouras em fases reprodutivas. No Sul, a tendência de menor volume de chuvas e temperaturas mais elevadas pode reduzir a umidade do solo, afetar culturas de segunda safra e dificultar o estabelecimento das lavouras de inverno.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa Milho e Sorgo recebe homenagem por 50 anos


A Embrapa Milho e Sorgo foi homenageada pelos seus 50 anos pela Câmara Municipal de Sete Lagoas. A sessão solene, com entrega de moções, de autoria da vereadora Heloísa Frois, foi realizada na noite da última quarta-feira, dia 18 de março, no Plenário Deputado Wilson Tanure da Casa Legislativa. “Quem me conhece, sabe que sou movida a emoção. E realmente para mim a Embrapa Milho e Sorgo é motivo de uma emoção muito positiva para a nossa cidade, para a nossa região e valorizo demais o trabalho de todos vocês. Então a homenagem foi de coração mesmo”, afirmou a vereadora Heloísa Frois.

A vereadora, em seu discurso, contextualizou a importância da Embrapa na evolução da agropecuária no Brasil e reconheceu o trabalho da Unidade instalada em Sete Lagoas nesses últimos 50 anos. “A Embrapa Milho e Sorgo acompanhou e impulsionou uma verdadeira transformação da agricultura brasileira. A produção de milho no País cresceu de forma expressiva e o sorgo ganhou espaço como alternativa estratégica, resultado direto de investimentos em ciência, tecnologia e inovação”, disse. Ainda nas palavras da vereadora, a Unidade tornou-se protagonista no desenvolvimento de cultivares, sistemas de produção sustentáveis e tecnologias que impulsionaram a produtividade do milho e do sorgo, fortalecendo o agronegócio nacional e promovendo a inclusão, o aumento de renda e promovendo o desenvolvimento social.

“Enquanto minha missão, vocês podem ter certeza absoluta que eu vou levar o nome da Embrapa para onde eu for, com o maior orgulho do mundo, porque isso faz meu coração se alegrar, faz meus olhos se reluzirem e faz o que eu fiz aqui hoje, que é trazer o meu maior orgulho em forma de moção para todos os empregados da Embrapa”, concluiu. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia Frederico Botelho, representando o chefe-geral Vinícius Guimarães que se encontra em missão internacional pela Embrapa, registrou os agradecimentos à iniciativa da vereadora Heloísa Frois. “A realização desse evento é uma reflexão de estreita relação de parceria e confiança que a vereadora mantém com a nossa Instituição, demonstrando seu compromisso contínuo com a ciência e com o desenvolvimento tecnológico que emana da nossa Unidade para todo o Brasil”, afirmou.

Botelho fez um histórico a partir da criação da Embrapa, em 1973, da instalação da Embrapa Milho e Sorgo, em 1976, até a posição que o Brasil ocupa hoje na conjuntura de produção de alimentos. “O trabalho realizado em solo sete-lagoano transformou a realidade do País e do mundo. Superamos desafios, provamos que os solos dos Cerrados, antes vistos como improdutivos, poderiam sustentar uma agricultura forte. Geramos resultados expressivos. Em meio século, a produção nacional de milho saltou de 19 milhões para 130 milhões de toneladas, enquanto o sorgo cresceu de 400 mil para cinco milhões de toneladas. Fazemos ciência com propósito. Tecnologias desenvolvidas aqui ajudaram a transformar o Cerrado em um dos maiores celeiros agrícolas do planeta, como cultivares de milho e de sorgo mais produtivas, práticas de maneiras sustentáveis do solo, as barraginhas, dentre outras”, reforçou o chefe de Transferência.

Em relação ao futuro, Frederico Botelho reforçou a responsabilidade que a Embrapa tem em conduzir uma agricultura focada em sustentabilidade. “Se os primeiros 50 anos foram marcados por vencer a escassez, os próximos 50 anos serão dedicados a liderar a agricultura sustentável e regenerativa, focando na saúde do solo e na baixa pegada de carbono. Essa trajetória é uma construção coletiva que une o poder público, representado aqui por esta Casa, e pela parceria da vereadora Heloísa Frois, com a iniciativa privada e também com a academia. Agradecemos a todos os funcionários da Embrapa, que aqui estão representados, pesquisadores, técnicos, analistas, assistentes que dedicam suas vidas para garantir que a ciência saia do laboratório e chegue até o campo. Que esse aniversário seja o início de um novo capítulo de inovação. Vida longa para a Embrapa. Vida longa para Sete Lagoas”, finalizou.

Pesquisador aposentado prestigia cerimônia

O pesquisador aposentado da Embrapa Milho e Sorgo Morethson Resende se deslocou da região de Viçosa, na Zona da Mata mineira, para prestigiar a homenagem concedida à Embrapa Milho e Sorgo. “A pesquisa tem uma singularidade que a torna gratificante. Eu me lembro quando a gente trabalhava, não importava se fosse sábado, domingo, não importava se ficássemos até mais tarde, se chegássemos mais cedo, se era feriado… a gente era meio fanático (risos) e ainda somos até hoje. O pesquisador é um tipo de gente diferente… é uma pessoa que está gerando ciência, que está olhando qual resultado vai acontecer. Então, mais uma vez obrigado pelo convite e pelo reconhecimento”, disse o então pesquisador que atuava na área de Irrigação, aposentado em 2007.

 





Source link