segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Algodão brasileiro identifica novos (e grandes) mercados


algodão brasileiro vive um momento estratégico no mercado internacional. Com crescimento constante da área plantada, estabilidade de oferta e foco em rastreabilidade e sustentabilidade, o Brasil pode ocupar ainda mais os espaços deixados por grandes concorrentes globais, como Índia, Austrália e Estados Unidos.

A avaliação é de Márcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que vê oportunidades concretas para o país se consolidar ainda mais como um dos principais fornecedores mundiais da fibra — posição reforçada pelo fato de o Brasil já ser o maior exportador global de algodão em pluma. 

“O Brasil é o único país que tem crescido constantemente porque tem clima e produtor com tecnologia para continuar no algodão mesmo em época ruim”, afirma. 

Segundo Portocarrero, três grandes movimentos internacionais abriram espaço para o algodão brasileiro ganhar mercado: a retenção da produção na Índia, a limitação de área na Austrália por escassez hídrica e as quebras de safra recorrentes nos Estados Unidos.

Mercados em retração e brechas de exportação:

“A maior oportunidade que nós tivemos foi a Índia, que plantava e exportava, mas passou a consumir tudo internamente. Depois veio o problema da água na Austrália, que estagnou em 600 mil hectares. E, por fim, as quebras de safra nos Estados Unidos.” 

Ao lado dessas, ele destaca uma quarta oportunidade, que considera ainda mais promissora — embora difícil de mensurar. 

“Nós temos uma grande oportunidade que não é mensurável, que é de ser o maior produtor de algodão sustentável do mundo.”

Ataque ao sintético: nova frente da estratégia global

Para além dos gargalos dos concorrentes, a Abrapa aposta numa virada de percepção do consumidor global: convencer o público a substituir tecidos sintéticos por fibras naturais. A ideia é que, ao optar por produtos biodegradáveis e renováveis como o algodão, o consumidor também reforce uma cadeia mais limpa, rastreável e ética.

“Tem o consumidor que vai na loja e não quer contribuir para comprar um produto que tenha sido produzido com gestão ambiental irregular ou com trabalho análogo ao escravo. Isso é algo que a gente certifica aqui”, destaca. 

Com apoio da ApexBrasil, a Abrapa iniciou um trabalho estruturado de comunicação internacional para reposicionar o algodão brasileiro no centro das escolhas do consumidor global. 

A estratégia envolve ações de imagem, sustentabilidade e rastreabilidade, com foco em mostrar os benefícios ambientais da fibra natural em comparação aos sintéticos. Consultores europeus especializados atuam em cidades como Milão e Amsterdã, em articulação com varejistas e grandes marcas.

Além disso, a entidade tem promovido o diálogo com produtores americanos e australianos para formar uma frente unificada a favor do algodão natural.

“Estamos começando esse grande trabalho de convencer o consumidor a migrar do sintético para o algodão, voltar para o algodão. Esse é o grande desafio.”

Ofensiva robusta

ofensiva da Abrapa se apoia não apenas em diferenciais técnicos, mas em um discurso ambiental e ético robusto. Portocarrero destaca que os tecidos sintéticos, além de não permitirem economia circular, são derivados de fontes não renováveis e responsáveis por danos crescentes à saúde e ao meio ambiente. 

“Essa tendência do consumidor pelo sintético não permite a renovação da matéria-prima. E isso o algodão permite. Se estão preocupados com o meio ambiente, com o aquecimento global, com contaminação de águas, com microplásticos — que já estão até nas nossas veias —, têm que voltar a consumir produtos naturais, como algodão, cânhamo, celulose e outras fibras sustentáveis.”

Segundo ele, essa é a oportunidade imediata de crescimento: reposicionar o algodão como a alternativa natural e confiável, diante de uma sociedade cada vez mais consciente. 

“Tem mercado. O consumo de sintético no mundo é muito maior que o do algodão. Se a gente conseguir entrar com 30% nesse mercado, permite que todo mundo cresça junto.” 

Portocarrero reforça ainda que, diferentemente de países como Estados Unidos e Austrália — que apenas exportam o algodão bruto —, o Brasil reúne matéria-prima e indústria no mesmo território. 

“A Austrália não tem indústria. Os Estados Unidos também não. O único país que produz algodão e tem indústria local é o Brasil. Isso é mais uma vantagem que a gente tem.” 

Ele lembra que até mesmo países com tradição na fibra, como o Egito, complementam sua produção com o algodão brasileiro. 

“Aquele algodão fio egípcio, na verdade, é blend com o nosso algodão. Eles não produzem nem 20% do que vendem. A Índia também já consome tudo internamente. Quando falta lá, compram da gente.” 

O foco da Abrapa também se volta à Ásia, onde estão os maiores polos industriais do setor têxtil — como China, Vietnã, Coreia do Sul, Bangladesh, Turquia e Egito. 

“Qualquer movimento de crescimento do consumo nesses países muda completamente o jogo. Se o cidadão chinês resolver comprar mais roupa de algodão, a gente vai sair correndo para atender.” 

Na Europa, onde o discurso ambiental é mais presente, a Abrapa tem atuado para que o comportamento do consumidor seja coerente com os valores que defende. 

“Estamos com uma base lá justamente para tirar o sintético da vida deles. A gente quer ajudar o consumidor europeu a alinhar discurso e prática.” 

Liderança em rastreabilidade e certificações

Outro trunfo da cotonicultura nacional é a rastreabilidade completa — da semente ao guarda-roupa. O Brasil é o único país que oferece essa garantia, com certificações ambientais e sociais exigidas por grandes marcas globais.

 “Hoje, 43% do algodão certificado que circula no mundo é nosso. E só o Brasil entrega essa rastreabilidade da lavoura até a peça de roupa. Isso ninguém mais tem.” 

Portocarrero cita que empresas como Adidas, Renner, C&A e Reserva já aderiram ao modelo. Com uso de QR codes nas etiquetas, o consumidor pode acessar, em tempo real, o talhão onde o algodão foi plantado, o mapa da fazenda e até a história do produtor.

Assim, do campo ao guarda-roupa, o algodão brasileiro quer se firmar como sinônimo de qualidade, rastreabilidade e responsabilidade.





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Exportação de hortigranjeiros cresce 28% no semestre


A maior oferta de produtos como cenoura, batata, cebola e folhosas nos principais mercados atacadistas do país contribuiu para a queda dos preços médios em junho. A avaliação consta no 7º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o levantamento, o movimento de queda foi observado em hortaliças e frutas. “Depois de um movimento de alta desde o início do ano, os preços da cebola em junho apresentaram reversão”, aponta o boletim. A maior retração percentual ocorreu em Pernambuco, com 26,37%. Apenas em Santa Catarina os preços subiram. A Conab explica que esse comportamento está relacionado ao aumento da produção em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, o que eleva a oferta e reduz os custos logísticos.

Para a batata, a intensificação da safra de inverno impulsionou a queda nos preços, com destaque para as regiões produtoras de Araxá (MG), São João da Boa Vista (SP) e Cristalina (GO). A maior redução foi registrada no Rio de Janeiro. Já no caso da cenoura, mesmo com menor oferta em junho, o volume disponível nas Centrais foi suficiente para pressionar os preços para baixo.

A alface também apresentou redução nos preços médios. A Conab atribui essa queda à “diminuição da demanda, normal nessa época do ano, motivada por temperaturas inferiores”. Em relação ao tomate, o mercado teve comportamento irregular: enquanto Fortaleza registrou alta de 36,2%, Rio Branco teve queda de 17,56%. Segundo a Conab, “a maturação mais lenta do tomate, por causa das baixas temperaturas ou até geadas nas principais regiões produtoras, reduziu a oferta”. Ao mesmo tempo, o frio também impactou negativamente a demanda.

Nas frutas, banana, laranja, mamão e melancia apresentaram retração nos preços. A banana nanica teve maior volume comercializado durante o mês, o que levou à redução das cotações. Apenas no final de junho os preços começaram a subir. Já a banana prata, com menor oferta, manteve-se mais cara ao longo do período.

O boletim também destaca que a laranja teve nova queda de preços “em quase todas as Ceasas”, com aumento na oferta de variedades precoces e tardias. A demanda retraída, associada à concorrência com a mexerica poncã, contribuiu para a desvalorização. A melancia seguiu a mesma tendência, com queda nas cotações impulsionada pela combinação de frio nos centros consumidores e boa oferta.

O mamão teve redução na disponibilidade das variedades papaya e formosa. Ainda assim, a média ponderada de preços teve variação negativa de 1,7%, “devido à menor procura pela fruta”. Por outro lado, a maçã foi a única entre os itens analisados a registrar aumento de preços. “Mesmo com demanda baixa, vários mercados reagiram com elevação de preços, por conta do controle de oferta executado pelas classificadoras e do aumento das importações”, explica o boletim.

No primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 559,84 mil toneladas de hortigranjeiros, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento foi de US$ 646,2 milhões (FOB), valor 16% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. Os principais estados exportadores foram Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo e Pernambuco. Já os principais destinos foram Bélgica, Países Baixos, Estados Unidos, Reino Unido e China.

A edição de julho do boletim também trouxe destaque para o projeto “Ceasa Verde”, iniciativa voltada à destinação correta dos resíduos gerados nas Centrais de Abastecimento, alinhada aos princípios da economia circular.

Os dados do Prohort são coletados nas Centrais de Abastecimento de São Paulo e Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Curitiba (PR), São José (SC), Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC), responsáveis por grande parte da comercialização dos hortigranjeiros no Brasil.





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Para Instituto Aço Brasil, aumento tarifário dos EUA pode inviabilizar a exportação de aço e alumínio


A diretora de assuntos institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, avaliou nesta quinta-feira (10) que a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros “inviabilizará a exportação de aço e alumínio”. Ela discutiu o tema em reunião da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados.

Yuan disse que ainda não está esclarecido se a tarifação é cumulativa. Se for o caso, o setor de aço e alumínio, que já paga tarifa de 50%, arcaria com mais 50%.  “O que dobra a nossa preocupação literalmente, porque se 50% já era uma tarifa elevadíssima e praticamente impeditiva de exportação, a de 100% inviabilizará a exportação do aço e alumínio”, reforçou a executiva, frisando que o faturamento anual da indústria do aço é da ordem de R$ 169 bilhões.

Balança comercial

Ela destacou que, ao contrário do que alegou Trump, a balança comercial Brasil e Estados Unidos é superavitária para os norte-americanos. Em 2024, conforme a executiva, o Brasil exportou 2,3 bilhões de dólares em produtos de aço e importou dos Estados Unidos 1,4 bilhão de dólares em carvão e 3,9 bilhões de dólares em máquinas e equipamentos.

Desvio de comércio

Outro efeito da guerra tarifária, segundo Cristina Yuan, é o desvio de comércio, que pode resultar no escoamento do aço chinês a preços abaixo da média mundial para o mercado brasileiro. “Isso vai matar a indústria siderúrgica nacional, porque não vamos conseguir competir com preços subsidiados”, afirmou.

Atualmente, a China responde por mais de 66% das importações de aço do País.

Ao ressaltar a competitividade chinesa na cadeia produtiva do aço, Yuan frisou que a produção anual de aço no Brasil equivale a 12 dias de produção de aço na China.

Falta de clareza

O representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Alves Brandão, apontou “falta de clareza” no anúncio das novas tarifas. Ele estima que o aumento tarifário vai reduzir em 40% o valor das exportações de aço e alumínio aos Estados Unidos.

As tarifas, explicou, alcançam 350 mercadorias abrangendo desde aço semimanufaturado até latas de cerveja, utensílios domésticos e peças para aviões e automóveis.

Acesso a mercados

O representante da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Pedro Henrique Macêdo, apontou queda nas exportações para o mercado norte-americano de 25% de produtos de alumínio, se comparado ao primeiro semestre de 2024. Dentre esses produtos, os laminados de alumínio, principal item exportado, foi o mais impactado com queda de 50% no volume de exportação.

“Ainda não sabemos se as novas taxas serão cumulativas ou não, mas é fato que a indústria já vem sofrendo no atual cenário”, disse. Ele reforçou que o setor conta com a atuação do governo para garantir as melhores condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional.

Lei da Reciprocidade

A deputada Jack Rocha (PT-ES), que solicitou a audiência, defendeu o uso da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao governo brasileiro adotar contramedidas em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

“Acredito que o governo, assim como esta Casa, diante da gravidade do tarifaço, tem que se debruçar sobre uma saída que não venha a prejudicar as empresas e sobretudo os trabalhadores”, disse.

 





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Congresso reage a tarifas dos EUA em defesa da economia



Motta e Alcolumbre defendem diálogo, equilíbrio e firmeza


Foto: Pixabay

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, deputado Hugo Motta e senador Davi Alcolumbre, afirmaram em nota conjunta à imprensa que o Congresso Nacional está pronto para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da economia brasileira, do setor produtivo e da proteção dos empregos, diante das tarifas impostas aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

Para eles, a decisão dos Estados Unidos deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial. “O Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos. Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”, diz a nota.

Leia a nota na íntegra:

A decisão dos Estados Unidos de impor novas taxações sobre setores estratégicos da economia brasileira deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial.

O Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos. Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania.

Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros.”

Davi Alcolumbre

Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados

 





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15º Ciclo de Conscientização no RS reúne 880 participantes e segue para SC e PR


 Com grande participação e engajamento do público, os dois primeiros seminários do 15º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente reuniram 880 pessoas nos municípios de Gramado Xavier e Vale do Sol, no Rio Grande do Sul, nos dias 22 e 23 de julho. Promovido pelo SindiTabaco e empresas associadas, com apoio da Afubra, o evento agora segue para Paraná e Santa Catarina na próxima semana.

Voltado a produtores de tabaco, agentes de saúde, educadores, conselheiros tutelares e lideranças locais, o ciclo promoveu reflexões sobre trabalho decente no campo, uso seguro de defensivos agrícolas, cuidados durante a colheita e, principalmente, a proteção da infância e da adolescência nas propriedades rurais.

“O Ciclo de Conscientização, iniciado há 15 anos, tem como objetivo reforçar a orientação que as empresas associadas transmitem aos seus produtores integrados, com o objetivo de cumprir a legislação vigente, mas também para atender às exigências dos nossos clientes internacionais. Seguimos alinhados com a representação dos produtores para manter a produção sustentável que, junto com a qualidade do nosso produto, fez do Brasil o maior exportador de tabaco dos últimos 30 anos”, afirmou Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

De maneira lúdica e interativa, os temas foram abordados através do podcast encenado “Vida no Campo”, da Companhia de Teatro Espaço Camarim, que transformou o conteúdo técnico em informação acessível e envolvente para os participantes, a grande maioria produtores de tabaco.

“O fumicultor, quando convocado, ele se apresenta e está sempre aberto para aprender, para, cada vez mais, melhorar a sua propriedade. É na casa do produtor que começa a qualidade do tabaco brasileiro. Mas, qualidade não é somente a folha do tabaco cultivada com todos os cuidados; mas também, é a responsabilidade com as crianças e adolescentes e sua educação, com os cuidados com a saúde e segurança do produtor e sua família e com o trabalho decente. E estes ciclos são fundamentais para nos trazer as informações que fazem da cadeia produtiva do tabaco tão organizada”, disse o presidente da Afubra, Marcilio Drescher.

PRÓXIMOS ENCONTROS

29 de julho, 8h – Ipiranga (PR)

Local: Clube Asdecope

30 de julho, 8h – Imbituva (PR)

Local: Centro de Eventos Rufinos

31 de julho, 8h – Irineópolis (SC)

Local: Sociedade Recreativa e Cultural de Irineópolis

1º de agosto, 8h – Mafra (SC)

Local: Espaço Álamos





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Chuva retorna ao Paraná após mais de 20 dias de seca


As temperaturas subiram gradativamente no Paraná na última semana. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), nesta quarta-feira (23), até as 13h, em todo o Estado elas estavam entre 18°C e 29°C. Por conta do aumento da umidade e do calor, áreas de instabilidade se formarão nesta quinta-feira (24), trazendo chuva para regiões onde não caiu um pingo de água há mais de 20 dias.

Não se trata de uma frente fria seguida de massa de ar frio, como ocorreu várias vezes ao longo do inverno. Desta vez há previsão de chuva fraca a moderada na metade sul do Paraná, do extremo Oeste ao Leste, incluindo a parte sul da região Noroeste. Apenas no Oeste e Sudoeste há possibilidade de incidência de raios, mas sem um acumulado expressivo de chuva.

Não há previsão de temporais, e a temperatura no período da tarde ficará mais baixa do que nos últimos dias. Na sexta (25) ainda pode ter registro de chuva ocasional na madrugada. O tempo seca durante o dia e as temperaturas aumentam. No sábado (26) o tempo permanece seco, mas no domingo (27) o tempo volta a ficar instável em todas as regiões.

“O ar quente e úmido vem da região Amazônica, passando pelo Centro-Oeste na direção do Sul do país, mas não atua de maneira uniforme. Por isso não teremos chuvas persistentes”, ressalta Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

ALÍVIO – Vários municípios estavam sem chuva há um período entre 20 e 24 dias. Passaram por um mês de junho de 2025 com chuvas acima da média, e em julho tiveram pouco ou nenhum acumulado até o momento. A situação muda nesta semana, trazendo um pouco de alívio principalmente no período da tarde, que vinha registrando umidade relativa do ar abaixo de 50% em muitas cidades ao longo do mês.

Em Guaíra choveu 6,2 mm em 26 de junho e teve garoa nos dias 27 e 30 de junho. Depois disso não choveu mais. Em junho de 2025 choveu 114,8 mm e a média histórica é de 78,7 mm. Já em julho a média é de 57,6 mm e ainda não choveu.

Em Jaguariaíva choveu 6,8 mm em 30 de junho e garoou nos dias 1 e 2 de julho. Depois a cidade não registrou chuva nos pluviômetros. Em todo o mês de junho de 2025 choveu 167,8 mm e a média histórica para o período é de 93,5 mm. Já em julho, a média histórica é de 76,4 mm e até o momento o acumulado não chega nem a 1 mm.

Em Cascavel os últimos registros de chuva foram de 33,4 mm em 26 de junho e apenas 2,6 mm no dia 27. Em todo o mês de junho de 2025 choveu 242,6 mm e a média histórica para o período é de apenas 124,8 mm. Porém, em julho, a média é de 76,9 mm e ainda não choveu.

Em Guarapuava, os últimos registros de chuva foram de 4,6 mm em 30 de junho, e de garoa nos dias 1 e 2 de julho. Em junho de 2025 choveu na cidade 263,2 mm, e a média histórica para o período é de 159 mm. Já em julho, a média histórica é de 104,1 mm e choveu apenas 1,4 mm até o momento.

As últimas chuvas em Ponta Grossa foram de 6,6 mm em 1 de julho e garoa em 2 de julho. Em todo o mês de junho de 2025 choveu 123,2 mm, próximo da média histórica para o período que é de 103,2 mm. Já em julho a média é de 89 mm e choveu apenas 7,6 mm.

SEM CHUVA – No Norte do Estado ainda não há previsão de chuva até sexta-feira. Em Londrina, nos dias 21, 22 e 23 de junho os pluviômetros na cidade registraram menos de 7 mm de chuva. Em 26 e 27 de junho houve garoa. Depois destes dias, não choveu mais. Em todo o mês de junho de 2025 choveu 125,2 mm em Londrina, sendo que a média histórica é de 86 mm. Já em julho, a média é de 68,1 mm e ainda não choveu nada.

Em Apucarana, em 22 de junho, choveu 12,4 mm. No dia 23 teve garoa, nos dias 26 e 27 do mesmo mês choveu menos de 3 mm, e o último registro de chuva na cidade foi novamente de garoa, em 7 de julho. Em todo o mês de junho choveu 95,4 mm e a média histórica é de 81,7 mm. Em julho a média de chuvas é de 74 mm, mas até o momento choveu apenas 1,2 mm.

Em Maringá choveu 9,2 mm em 22 de junho, teve garoa em 23 de junho, e choveu 3 mm no dia 26 e no dia 27 de junho. Depois disso, não choveu mais na cidade. Em todo o mês de junho choveu 154 mm, muito acima da média histórica de 83,3 mm. Em julho, entretanto, a média é de 66,5 mm e neste mês de 2025 ainda não choveu.

“Em julho já é comum registrarmos vários dias sem chuva e o volume médio mensal ser atingido em poucos episódios. Em 2025 tivemos, também, um bloqueio atmosférico no Sul da América do Sul, que impediu que as frentes frias, que ocasionam chuvas nesta época do ano, se formassem na nossa região. Isso favoreceu maior atuação de massas de ar seco”, explica Kneib.





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Etanol/Cepea: Indicadores encerram junho em alta


Os preços dos etanóis no mercado spot do estado de São Paulo encerraram junho em alta, apontam levantamentos do Cepea. Entre 23 e 27 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou em R$ 2,6099/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 1,57% sobre o período anterior. Para o anidro, a elevação foi de 2,84% em igual comparativo, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 2,9962/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). Segundo o Centro de Pesquisas, o suporte esteve atrelado a chuvas, geadas em alguns estados, à aprovação do aumento da mistura obrigatória de anidro na gasolina, de 27% para 30%, e ao maior volume negociado de hidratado nas usinas.

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Soja enfrenta cenário de incertezas e disputa por mercado


A soja brasileira está no centro de um cenário volátil influenciado por fatores climáticos, comerciais e cambiais. A commodity atravessa um momento de instabilidade, em meio à possível imposição de uma segunda onda de tarifas pelos Estados Unidos, que incluiria o Brasil entre os países afetados. A medida, prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, amplia as incertezas no mercado global.

Segundo analistas, os desdobramentos da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), as condições climáticas no território norte-americano e a estratégia de compras da China serão decisivos para o reposicionamento das estratégias comerciais nos próximos meses. “O pano de fundo global segue dominado por incertezas políticas e comerciais”, afirma a análise da Hedgepoint Global Markets.

No mercado cambial, a desvalorização do dólar frente a outras moedas, como o real, desafia a competitividade da soja brasileira no cenário internacional. A valorização da moeda brasileira reduz a atratividade dos preços para exportação.

Apesar do ambiente de instabilidade, a safra 2024/25 do Brasil está praticamente consolidada em 170 milhões de toneladas. As exportações podem alcançar um recorde de 109 milhões de toneladas, impulsionadas pela forte demanda chinesa. O mercado interno também deve ganhar fôlego com a entrada em vigor da mistura B15 (15% de biodiesel) a partir de agosto. Para a próxima safra (2025/26), o setor já discute a possibilidade de um novo patamar produtivo, entre 180 e 185 milhões de toneladas, caso clima e tecnologia avancem em conjunto.

Segundo Luiz Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o segundo semestre será marcado por uma disputa entre a exportação e o mercado doméstico. “Os prêmios (basis) elevados sustentam os preços no momento, compensando parcialmente Chicago e câmbio na formação das cotações”, afirma.

No setor de processamento, as margens de esmagamento seguem pressionadas, mas ainda dentro da sazonalidade. O farelo enfrenta incertezas com o retorno da Argentina ao mercado e o possível aumento da oferta americana. Já o óleo apresenta uma perspectiva mais positiva, com o avanço da mistura obrigatória e a maior demanda interna.

Na China, os estoques permanecem acima de 40 milhões de toneladas pelo terceiro ano consecutivo, o que reduz a urgência por novas compras. “Essa posição reduz o senso de urgência nas compras, o que, somado a margens de esmagamento pouco atrativas, deve limitar a demanda no curto prazo”, avalia a Hedgepoint. Para a safra 2024/25, as importações foram revisadas para 106,5 milhões de toneladas, enquanto para 2025/26 a projeção é de 112 milhões, condicionada à recuperação da rentabilidade do esmagamento.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de produtividade recorde, mesmo com redução da área plantada. Segundo o USDA, 70% das lavouras estão em boas ou excelentes condições. A proposta da EPA para ampliar em 67% a mistura de biocombustíveis pode gerar um aumento do esmagamento entre 2,5 e 5 milhões de toneladas.





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Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiram restrições de exportação à carne de aves brasileira


Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia também retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS).

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão

Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

 





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Mato Grosso do Sul movimenta mais soja e milho segue no mercado interno



Porto de Paranaguá lidera escoamento da soja de Mato Grosso do Sul




Foto: Sheila Flores

A movimentação do mercado de fretes rodoviários agrícolas em Mato Grosso do Sul apresentou aumento nos preços durante o mês de junho. A análise consta da edição de julho do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quarta-feira (23).

A retração nas cotações da soja nas últimas semanas tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa, com vendas graduais da safra. No entanto, as expectativas de valorização do óleo de soja contribuíram para manter o interesse do mercado externo. Com isso, houve uma leve elevação nas exportações do produto no estado.

De acordo com a Conab, a colheita da segunda safra de milho avança com boas perspectivas, aumentando a demanda por transporte e pressionando os valores dos fretes. As operações logísticas voltadas à exportação, neste período, permaneceram concentradas na soja. “O milho, por sua vez, teve como principal destino o abastecimento de indústrias da região Sul do Brasil e a movimentação local para unidades de recebimento”, destaca o boletim.

Dados do Comex Stat, plataforma do Governo Federal para estatísticas de comércio exterior, indicam que 774,2 mil toneladas de soja foram movimentadas em junho, frente às 620,4 mil toneladas registradas em maio. Já o milho, no mesmo período, não teve exportações registradas, com a comercialização voltada exclusivamente ao mercado interno.

As principais rotas logísticas utilizadas para o escoamento da soja sul-mato-grossense em direção ao mercado externo foram os portos de Paranaguá (PR), Santos (SP), São Francisco do Sul (SC), Porto Murtinho (MS) e Rio Grande (RS).





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