quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Brasil é referência global em sanidade animal em 2025


O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico na pecuária ao receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o certificado que reconhece o país como livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento é resultado de mais de seis décadas de trabalho contínuo e coordenado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) e coloca o país em um novo patamar de excelência sanitária, ampliando o acesso da produção brasileira a mercados internacionais mais exigentes. 

Além do status sanitário histórico, a atuação da SDA se destacou em outras frentes estratégicas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) foi credenciado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como Centro de Referência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, ampliando o papel do Brasil na vigilância e no enfrentamento de enfermidades de impacto global. 

A Secretaria também teve participação relevante durante a COP 30, realizada em novembro, em Belém (PA), ao coordenar painéis na Blue Zone e na AgriZone e intensificar a fiscalização agropecuária em aeroportos, embarcações e áreas de carga, com a inspeção de 100% dos voos internacionais.  

No comércio exterior, a SDA atuou na habilitação de novos estabelecimentos para exportação à União Europeia e viabilizou a exportação da primeira carga de limão-taiti brasileiro ao bloco com certificação eletrônica de conformidade emitida pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), no Aeroporto Internacional de Guarulhos. 

A SDA coordenou, entre maio e julho, ações técnicas e de fiscalização diante de casos de adoecimento e morte de equinos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas, associados ao consumo de rações produzidas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. As medidas envolveram o apoio técnico de quatro unidades do LFDA, fiscalizações em fabricantes, distribuidores e locais de alojamento de animais, além de coletas e análises laboratoriais de rações e matérias-primas. Também houve cooperação científica com universidades para a realização de necropsias, análises dos casos e entrevistas com profissionais do setor. 

Na sanidade aviária, após a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em granja comercial no Brasil, em maio, a SDA coordenou as ações de enfrentamento, com a adoção imediata de medidas como desinfecção das instalações, rastreamento e destruição preventiva de produtos expostos ao risco, controle rigoroso do trânsito de animais e produtos e comunicação transparente à sociedade e aos parceiros comerciais.  

Após o encerramento do vazio sanitário, o Mapa notificou oficialmente a OMSA sobre o fim do foco, restabelecendo o reconhecimento internacional da condição sanitária do país. A atuação articulada entre a Secretaria e o órgão estadual de defesa agropecuária garantiu a contenção da ocorrência e a recuperação do status de país livre da doença em apenas um mês. 

Na área vegetal, foi reforçado o controle da mosca-da-carambola com a publicação da Portaria Mapa nº 776/25, que atualizou os procedimentos de vigilância, contenção e erradicação da praga quarentenária presente nos estados do Amapá, Roraima e Pará. 

A SDA também coordenou ações de emergência fitossanitária para conter a vassoura-de-bruxa da mandioca. Após a detecção oficial da praga no Amapá, a emergência foi estendida preventivamente ao Pará, onde, em maio, foi confirmado o primeiro foco na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, em Almeirim. O monitoramento e as ações educativas foram intensificados em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do estado do Pará. 

Em relação à monilíase do cacaueiro, a emergência fitossanitária foi prorrogada por mais um ano, diante da necessidade de manter a vigilância reforçada e proteger as regiões produtoras, assegurando a continuidade das medidas preventivas e a estabilidade fitossanitária da cadeia produtiva do cacau. 





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MT alcança recorde antes do fim do ano



Exportação de carne cresce com novos mercados



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (15), Mato Grosso já registra um recorde no volume de carne bovina exportada antes mesmo do encerramento de 2025. No acumulado de janeiro a novembro, o estado embarcou 867,72 mil toneladas equivalente carcaça (TEC), o que representa alta de 14,28% em relação ao consolidado de 2024.

De acordo com o Imea, o resultado é impulsionado pela diversificação dos envios para mercados recentemente abertos e pela forte demanda da China pela proteína bovina. No mesmo período, os abates em Mato Grosso somaram 6,85 milhões de cabeças, volume 0,27% superior ao registrado entre janeiro e novembro do ano passado.

Com a manutenção da demanda pela carne bovina, a expectativa é que o estado encerre 2025 com mais de 7 milhões de cabeças destinadas às indústrias, o que pode estabelecer um novo recorde. Ainda conforme o Instituto, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram oscilações mais intensas ao longo do ano, com máximas de R$ 330,00/@ e mínimas de R$ 290,00/@, movimento associado à menor oferta de fêmeas para abate.





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oferta menor deve valorizar reposição bovina



Pecuária entra em novo ciclo com menor oferta



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (15), o ano de 2025 foi marcado pela menor disponibilidade de animais jovens, fator que elevou os preços de reposição e pressionou a margem da atividade de cria. De acordo com o instituto, “a redução na oferta de bezerros ao longo do ano contribuiu diretamente para a valorização dos preços de reposição”, refletindo um cenário mais restritivo para os produtores.

Para 2026, a tendência é de intensificação desse movimento, com expectativa de redução ainda mais acentuada na oferta de bovinos de reposição, especialmente bezerros, o que deve resultar em valorização mais expressiva da categoria. Nesse contexto, o Imea avalia que “a retenção de fêmeas tende a ganhar força, sustentada pela melhora das margens da cria”, o que reduz a disponibilidade de matrizes e novilhas para abate e mantém firme o preço da arroba do boi gordo ao longo do ano.

Com isso, o volume de abates deve recuar em relação ao possível recorde de 2025, refletindo o ciclo de retenção. No mercado externo, o instituto destaca que “a salvaguarda anunciada pela China, se confirmada, pode frear o ritmo dos embarques”, enquanto os Estados Unidos tendem a recuperar participação nas exportações brasileiras. A abertura de novos mercados, como a Guatemala, também deve redirecionar parte do volume exportado, ampliando a diversificação dos destinos da carne bovina brasileira.





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Semente define o sucesso inicial da lavoura de soja


As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura e afetam diretamente a semente e a plântula nos primeiros dias após o plantio. Em um cenário de alternância climática, com chuvas irregulares, calor e baixa umidade, a semente permanece mais tempo exposta a patógenos de solo justamente no momento em que seu vigor e sanidade são determinantes para a formação de um estande uniforme.

Problemas nessa fase comprometem a germinação e a emergência, gerando falhas que muitas vezes só se tornam visíveis quando a lavoura já está implantada. Sementes atacadas por fungos como Rhizoctonia, Fusarium e Pythium podem apodrecer antes de emergir ou originar plântulas fracas, com tombamento e morte precoce. Mesmo quando a planta sobrevive, o dano inicial reduz o desenvolvimento radicular, limita a absorção de água e nutrientes e compromete o potencial produtivo ao longo de todo o ciclo.

A qualidade da semente, aliada ao tratamento de sementes, é considerada a primeira linha de defesa da lavoura. É nesse momento que a semente entra em contato direto com o solo, ambiente favorável à infecção por patógenos. Um tratamento inadequado ou incompatível, associado a erros de plantio, pode ampliar perdas, aumentar a necessidade de replantio e elevar os custos da safra.

Além disso, decisões tomadas no início do ciclo influenciam a ocorrência de doenças ao longo da safra, como mofo-branco e ferrugem asiática, que tendem a avançar com mais intensidade em lavouras mal estabelecidas. O manejo correto da semente e o acompanhamento técnico desde o planejamento do plantio são fundamentais para reduzir riscos, preservar o vigor inicial e sustentar o teto produtivo da soja.

“Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola.

 





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Oferta global de café segue ajustada no curto prazo


O mercado global de café atravessa um momento de transição, marcado por ajustes na oferta, movimentos distintos entre arábica e robusta e maior atenção às condições climáticas nos principais países produtores. Segundo análise do Itaú BBA, mesmo com a retirada das tarifas americanas para o café verde brasileiro, as exportações seguem limitadas pela menor produção de arábica.

Em novembro, os embarques somaram 3,58 milhões de sacas, volume 27% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. A expectativa é de melhora da demanda dos Estados Unidos, diante dos baixos estoques de passagem, mas a disponibilidade brasileira até o fim do atual ano-safra, em junho de 2025, é estimada em cerca de 3,5 milhões de sacas por mês, abaixo do observado no ciclo anterior. Essa restrição está ligada à menor produção de arábica projetada para 2025/26.

No mercado internacional, os preços do arábica apresentaram leve alta de 1,3% entre o início de novembro e 12 de dezembro, com o primeiro vencimento próximo de USD 3,7 por libra-peso. Já o robusta registrou queda mais expressiva em Londres, de 8,9%, pressionado pelo avanço da colheita no Vietnã e pela expectativa de maior produção, sem relatos relevantes de perdas climáticas.

No Brasil, as chuvas têm sido irregulares nas regiões cafeeiras. Houve melhora no Cerrado em novembro e dezembro, enquanto no Sul de Minas o desempenho foi mais desigual. Ainda assim, o pegamento das floradas foi considerado positivo, e as previsões indicam volumes mais regulares na segunda quinzena de dezembro.

O cenário recente trouxe alívio ao mercado, com clima favorável no Brasil e no Vietnã, maior oferta de robusta na Ásia, retirada das tarifas americanas e postergação das exigências da EUDR. As estimativas para a safra 2025/26 foram ajustadas, com redução no arábica e aumento no robusta, mantendo a oferta total próxima de 63 milhões de sacas. 

 





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Compatibilidade é chave no uso de biológicos e fertilizantes



Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica


Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica
Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica – Foto: Pixabay

A utilização de produtos biológicos em conjunto com fertilizantes tem ganhado espaço no manejo agrícola brasileiro e se consolidado como uma estratégia para elevar a produtividade e a eficiência no campo. A prática reflete a evolução tecnológica do setor, que passou a integrar insumos químicos e microrganismos benéficos na mesma operação, buscando sistemas mais sustentáveis e rentáveis.

Apesar dos avanços, a associação exige atenção técnica. A mistura inadequada no tanque de pulverização pode comprometer a viabilidade dos microrganismos e anular os benefícios do produto biológico. Segundo o gerente de Produtos da Fortgreen, João Vidotto, fatores como pH e salinidade da calda são determinantes para a sobrevivência dos microrganismos, e a falta de compatibilidade pode gerar perdas diretas ao produtor.

“Muitas vezes o produtor mistura um fertilizante químico com um produto biológico sem saber se há compatibilidade. Fatores como a salinidade excessiva ou o pH da calda podem matar o microrganismo vivo, o que chamamos de incompatibilidade biológica”, alerta Vidotto.

Mesmo com os riscos, os ganhos agronômicos do uso associado são relevantes. O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da F1rst Agbiotech, Victor Afonso, destaca que alguns biológicos ampliam a disponibilidade de nutrientes, estimulam o sistema radicular e favorecem a absorção dos fertilizantes, resultando em lavouras mais uniformes e equilibradas, especialmente em ambientes menos favoráveis.

Para reduzir falhas, a indústria tem investido em fertilizantes desenvolvidos para atuar em conjunto com a biologia, buscando um efeito aditivo ou sinérgico. “Muitas vezes o produtor mistura um fertilizante químico com um produto biológico sem saber se há compatibilidade. Fatores como a salinidade excessiva ou o pH da calda podem matar o microrganismo vivo, o que chamamos de incompatibilidade biológica”, alerta Vidotto.

 





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Mudas sadias e automação elevam produtividade da cana



“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação”


“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação"
“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação” – Foto: Canva

A adoção de mudas sadias e de automação vem se consolidando como um dos principais caminhos para elevar a produtividade e a rentabilidade dos canaviais no Brasil. Esse foi o destaque apresentado pela diretora de Marketing da MultiCropsPlus, Conny Maria de Wit, durante o 8º Seminário UDOP de Inovações, realizado em Araçatuba, ao abordar os gargalos históricos da renovação de áreas no setor sucroenergético e as alternativas tecnológicas já disponíveis no mercado.

Segundo Conny, o uso de cana de rebrota ou de mudas envelhecidas segue sendo um dos grandes entraves da produção, pois essas plantas acumulam doenças e pragas ao longo dos ciclos, comprometendo o potencial produtivo e gerando perdas econômicas relevantes. A executiva resume o problema de forma direta ao afirmar que plantar cana velha significa investir em um futuro doentio, com menor vigor, menor longevidade do canavial e custos crescentes de manejo.

Como alternativa, a MultiCropsPlus aposta na produção de mudas via tecnologia de meristema, livres de patógenos e capazes de quebrar o ciclo de doenças no campo. Esse sistema é integrado a um processo altamente automatizado, que vai da biofábrica até o plantio. A empresa utiliza máquinas automatizadas equipadas com robôs, capazes de plantar até oito hectares por turno, reduzindo a dependência de mão de obra, aumentando a precisão do plantio e trazendo maior previsibilidade operacional às usinas.

“O futuro da cana-de-açúcar está na saúde vegetal e na automação. A MultiCropsPlus está pronta para apoiar usinas que desejam colher acima da média. Mais detalhes no artigo em anexo”, conclui.

 





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Safra de verão e juros moldam cenário do milho no Brasil



Mercado monitora riscos climáticos e exportações de milho



Foto: Pixabay

A atenção do mercado passou a se concentrar no desenvolvimento da primeira safra de milho no Sul do Brasil. Segundo a análise divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (15), as lavouras de Rio Grande do Sul e Santa Catarina encontram-se em fases consideradas sensíveis, diferentemente da soja. “As previsões de calor e chuvas abaixo da média para a semana acendem um alerta”, aponta o especialista, ao destacar que eventuais problemas na safra de verão podem pressionar a oferta regional e dar sustentação aos preços no curto prazo, inclusive na B3.

Outro fator acompanhado de perto é o ritmo das exportações. De acordo com a análise, a manutenção do dólar acima de R$ 5,40 mantém a janela de embarques atrativa. “Se os dados da Anec e da Secex confirmarem volumes robustos, isso ajudará a enxugar a oferta doméstica antes da entrada da safrinha”, avalia a Grão Direto, ressaltando que esse movimento pode criar uma barreira contra novas quedas de preços no mercado interno.

O planejamento da safrinha de 2026 também começa a influenciar as expectativas. Com a colheita da soja se aproximando em Mato Grosso, o mercado monitora o ritmo de compra de insumos e a intenção de plantio. A análise destaca que “rumores sobre redução de tecnologia devido aos custos podem começar a precificar uma produtividade menor para o ciclo de inverno”, fator que tende a exercer pressão altista no médio prazo.

No cenário macroeconômico, a Grão Direto chama atenção para o recente movimento dos juros. O Federal Reserve reduziu as taxas nos Estados Unidos para a faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto o Comitê de Política Monetária manteve a Selic em 15% ao ano. Segundo a análise, “esse diferencial gigantesco de juros mantém o Brasil atrativo para o capital especulativo, segurando o dólar na faixa de R$ 5,40”. Para o produtor, o alerta é direto: “com a Selic a 15%, o custo de carregar estoque é altíssimo, superior a 1% ao mês”.

Diante desse contexto, a Grão Direto reforça a necessidade de atenção às oscilações do mercado e aos custos de produção. “Em um cenário de juros altos e margens apertadas, a proteção de preços é essencial”, afirma o especialista. A orientação é acompanhar as cotações e aproveitar oportunidades quando os valores estiverem alinhados à margem sustentável do produtor, reduzindo o risco financeiro.





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Como será o clima na segunda quinzena de dezembro?


As previsões meteorológicas indicam uma semana marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com a atuação de uma nova frente fria e a formação de um corredor de umidade sobre a porção central do país. De acordo com informações do Meteored, “ao longo desta semana, chuvas se espalham pela porção central do país”, com possibilidade de mudança no padrão do tempo na semana do Natal.

Entre segunda-feira (15) e terça-feira (16), a frente fria avança pelo território nacional e provoca chuvas intensas e tempestades em praticamente todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo o Meteored, o sistema traz “riscos de grandes transtornos para a população”, incluindo alagamentos, transbordamentos de rios, deslizamentos de terra, interrupções no fornecimento de energia elétrica, além de danos a plantações e queda de árvores.

Após a passagem inicial da frente fria, o sistema atmosférico deve organizar um corredor de umidade sobre o Brasil central, favorecendo a ocorrência de chuvas frequentes e volumosas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso devem concentrar os maiores volumes, com acumulados que podem se aproximar de 200 milímetros em diversos municípios ao longo da semana.

Para a semana seguinte, que inclui o período do Natal, os modelos indicam uma reorganização da circulação de ventos e umidade. A faixa de precipitação tende a se deslocar para a região Sul, associada à formação de um rio atmosférico que se estende desde o Sul da Amazônia, passando pelo Centro-Oeste e países vizinhos, até alcançar Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Com essa mudança, áreas que devem registrar volumes elevados de chuva nesta semana, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e partes de Goiás e São Paulo, passam a ter previsão de tempo mais firme e redução das precipitações durante a semana do Natal.

Apesar das chuvas, não há indicação de queda generalizada nas temperaturas. Conforme aponta o Meteored, os termômetros devem permanecer dentro ou acima da média em grande parte do país. A exceção ocorre em áreas do centro do Brasil, especialmente no Mato Grosso, onde a maior nebulosidade e as chuvas podem manter as temperaturas ligeiramente abaixo da média, sem provocar sensação de frio intenso.





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Frente fria traz riscos de tempestades e ventos no Sudeste


A atuação de uma nova frente fria e um corredor de umidade vindo do Norte do Brasil vão aumentar os riscos de tempestades, descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo na Região Sudeste do país entre terça e quarta-feira.

A atuação conjunta de uma nova frente fria próximo à costa da Região Sudeste com um corredor de umidade vindo da região Amazônica vão reforçar as condições para chuvas intensas, tempestades, descargas elétricas (raios), rajadas de vento e até possível queda de granizo no Sudeste do país entre a terça-feira (16) e a quarta-feira (17).

Em ambos os dias, essas condições do tempo trazem riscos de transtornos à população, como alagamentos, enxurradas, destelhamentos e quedas de energia. 

Não são esperados acumulados expressivos de chuva de forma generalizada, porém, por se tratarem de temporais isolados, recomenda-se bastante atenção em áreas mais vulneráveis. Veja abaixo mais detalhes da previsão do tempo.

A terça-feira (16) de manhã será de muitas nuvens e chuvas isoladas em todo o Sudeste. Nas áreas litorâneas, podem ocorrer pancadas de chuva isoladas e trovoadas.

Contudo, a partir da tarde, o céu continua com muita nebulosidade mas as instabilidades aumentam, como observamos no mapa abaixo.

No período da tarde, são esperadas chuvas de até forte intensidade e tempestades de forma mais generalizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais (com exceção do extremo norte).

Durante a noite de terça (16), pancadas de chuva e tempestades ainda podem acontecer, mas de forma mais isolada, e especialmente nos estados mineiro e carioca.

Ao longo da terça-feira (16) são esperadas rajadas de vento moderadas entre 50 e 60 km/h no leste paulista e mineiro e no Rio de Janeiro, mas junto com as tempestades podem superar este valor.

Mas é na quarta-feira (17) que os ventos ficam mais abrangentes. As rajadas alcançam os 60 km/h em São Paulo, especialmente em áreas do interior, e no sudeste de Minas Gerais; e podem chegar aos 70 km/h no Rio de Janeiro.

Para a quarta-feira (17), permanecem as mesmas condições de tempo, contudo, a frente fria já vai estar localizada mais para norte e perde um pouco da sua influência sobre o estado de São Paulo.

A manhã de quarta-feira (17) começa com chuvas fracas e isoladas na faixa leste de São Paulo e centro-oeste de Minas Gerais, enquanto pancadas de chuva ocorrem no Rio de Janeiro e no leste do sul mineiro, regiões mais afetadas pelo sistema nesta quarta-feira (17).

Durante a tarde de quarta-feira (17), as instabilidades ganham força e aumentam as condições para chuvas de até forte intensidade e tempestades em grande parte de Minas Gerais (exceção do norte mineiro), no centro-norte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

Há possibilidade de queda de granizo em Minas Gerais, especialmente em áreas localizadas do leste, oeste e do Triângulo Mineiro.

Em São Paulo, a tarde da quarta-feira (17) deve registrar chuvas mais fracas em áreas litorâneas e pancadas de chuva em áreas do extremo norte e do noroeste.

Já no período da noite da quarta-feira (17), as chuvas reduzem e o tempo tende a ficar estável em grande parte do estado paulista, mas podem ocorrer chuviscos no litoral. E ainda são esperadas fortes pancadas de chuva e trovoadas bem isoladas em boa parte de Minas Gerais (com exceção do extremo norte), no norte do Rio de Janeiro e no centro-sul do Espírito Santo.





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