terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Clima favorece implantação do arroz no Rio Grande do Sul


A semeadura do arroz está próxima da conclusão no Rio Grande do Sul, com cerca de 4% da área ainda pendente, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. A instituição alerta, no entanto, que parte dessas áreas pode não ser efetivamente cultivada, em razão do plantio fora do período ideal e dos baixos preços praticados no mercado.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, beneficiadas pelas condições climáticas recentes. “O predomínio de tempo ensolarado e as precipitações espaçadas favoreceram o estabelecimento inicial”, permitindo a condução adequada da irrigação, da adubação e do controle de plantas invasoras.

Nas áreas com restrição hídrica superficial, a irrigação tem sido decisiva para assegurar a germinação e a emergência uniformes, especialmente em lavouras implantadas mais tardiamente. A entidade avalia que, de modo geral, “o desenvolvimento das plantas é compatível com a época”, com estande e crescimento inicial considerados satisfatórios.

O manejo da lâmina d’água está em andamento na maior parte das áreas, assim como a aplicação de herbicidas pré-emergentes e de glifosato no estádio de ponto de agulha. Segundo o boletim, essas práticas têm garantido o adequado estabelecimento da cultura, com baixo nível de infestação. Em lavouras semeadas no início do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), observa-se a proximidade da transição para a fase reprodutiva, enquanto seguem os tratos culturais, com destaque para a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário.

A área total estimada para o cultivo do arroz no estado é de 920.081 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A produtividade média é projetada em 8.752 kg por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.

Nas regionais, o cenário apresenta variações. Em Bagé, as lavouras foram favorecidas pelo tempo predominantemente ensolarado. A chuva registrada em 15 de dezembro ocorreu de forma isolada e contribuiu para o início da irrigação em algumas áreas. Nova precipitação em 21 de dezembro melhorou a umidade do solo e aumentou a eficiência dos herbicidas. Em São Borja, a semeadura está praticamente concluída, mas os baixos volumes de chuva exigiram o uso da irrigação para garantir a emergência das plantas. Já em São Gabriel, as temperaturas elevadas e o reduzido acumulado de chuvas desde novembro geram atenção quanto aos níveis de água em alguns reservatórios.

Na região de Santa Rosa, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo dentro do esperado, embora tenha sido necessária a irrigação em parte das áreas para viabilizar a germinação. A Emater/RS-Ascar observa pequeno atraso na semeadura, mas destaca que “mais de 85% da área foi implantada até 15 de dezembro”, considerado o limite preferencial para a região. Em Soledade, o estabelecimento e o crescimento inicial são avaliados como adequados, com manejo da água já em curso e lavouras semeadas no início do ZARC próximas da fase reprodutiva.

No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta recuo nos preços. O valor médio da saca de 60 quilos caiu 0,81% em relação à semana anterior, passando de R$ 52,96 para R$ 52,53.





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Altas temperaturas afetam lavouras de feijão-de-vagem



Produção de feijão-de-vagem recua em Vale Real



Foto: Canva

A produção de feijão-de-vagem no Vale do Taquari registrou impactos negativos em função das altas temperaturas recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25). Na região administrativa de Lajeado, em especial no município de Vale Real, o calor excessivo comprometeu o florescimento e a fecundação das plantas, resultando em perdas de produtividade estimadas em cerca de 10%.

Apesar da redução no potencial produtivo, a Emater/RS-Ascar informa que a cultura apresenta bom estado fitossanitário. Ainda assim, foi necessário o controle da antracnose para evitar o avanço da doença nas lavouras. O aumento da oferta no mercado refletiu diretamente nos preços pagos ao produtor, com queda de R$ 6,00 para R$ 4,00 por quilo em relação ao mês anterior.

No município de Feliz, também acompanhado pela regional de Lajeado, a colheita ocorre normalmente. Os preços praticados na comercialização variam entre R$ 5,50 e R$ 6,50 por quilo, conforme a qualidade e o volume ofertado.





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Goiás acelera semeadura do milho com melhora climática



Exportações de milho devem crescer 16,3% em 2025/26



Foto: Pixabay

O ritmo de plantio do milho em Goiás avançou ao longo de novembro, impulsionado pela maior previsibilidade das chuvas no período. Segundo a edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), até o dia 8 do mês apenas 8% da área estimada para a primeira safra havia sido semeada no estado.

O avanço ganhou intensidade a partir da terceira semana de novembro, quando o percentual plantado saltou para 39%, aproximando-se da média registrada nos últimos cinco anos, de 40,8%. O documento atribui o desempenho à regularização das precipitações, que trouxe maior segurança aos produtores para acelerar a semeadura. Entre os dias 23 e 29 de novembro, o plantio manteve ritmo elevado e alcançou 55% da área prevista. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nas regiões Leste e Norte de Goiás, o plantio já se encontrava praticamente concluído nesse período.

Além do desempenho no campo, o milho segue ocupando posição de destaque no comércio exterior goiano. No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o grão foi o terceiro produto com maior valor exportado pelo estado, atrás apenas da soja e da carne bovina. A participação do milho no valor total exportado pelo agronegócio goiano cresceu de 5,8% para 7,1% em comparação ao ano anterior, refletindo o fortalecimento da demanda internacional.

A perspectiva para a safra brasileira 2025/26 é de continuidade desse movimento. A Conab projeta crescimento de 16,3% nas exportações de milho em relação ao ciclo anterior, sinalizando a manutenção de um cenário externo favorável. O aumento dos estoques ao final da safra 2024/25 resultou em um volume inicial mais robusto para o novo ciclo, ampliando a oferta disponível no mercado e sustentando expectativas positivas tanto para o consumo interno quanto para as vendas externas.

Segundo a Conab, o consumo doméstico de milho mantém trajetória de crescimento desde a safra 2020/21 e deve atingir 94,6 milhões de toneladas em 2025/26. Esse avanço é atribuído, principalmente, à expansão dos plantéis de aves e suínos e ao aumento da produção de etanol de milho, fatores que seguem elevando de forma consistente a demanda pelo grão no país.





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Clima afeta desenvolvimento da mandioca no RS



Temperaturas baixas impactam lavouras de mandioca



Foto: Canva

A cultura da mandioca permanece em fase de desenvolvimento vegetativo no Rio Grande do Sul, com desempenho abaixo do observado em anos anteriores. A avaliação consta no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, na região administrativa de Soledade, o desenvolvimento fenológico da mandioca está reduzido, situação atribuída principalmente às condições climáticas registradas ao longo do período. Segundo a Emater/RS-Ascar, o comportamento da cultura reflete “as condições climáticas, especialmente de temperaturas mais baixas durante a noite”, que podem ter limitado o crescimento das plantas.

Apesar desse cenário, a comercialização segue em andamento. A mandioca continua sendo vendida “no pé”, com estimativa de remuneração em torno de R$ 1,70 por planta, conforme informado no boletim técnico da instituição.





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Tomate mantém sanidade, apesar de focos de mosca-branca



Cultura do tomate apresenta desenvolvimento dentro do esperado no Rio Grande do Sul



Foto: Divulgação

A cultura do tomate apresenta desenvolvimento dentro do esperado no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25). Na região administrativa de Lajeado, no município de Vale Real, as lavouras conduzidas a campo seguem com bom desempenho ao longo do ciclo produtivo.

Nos cultivos realizados em ambiente protegido, técnicos observam a presença de mosca-branca, que tem provocado prejuízos pontuais em algumas propriedades. Ainda assim, a sanidade das plantas, de modo geral, permanece adequada.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a cultura encontra-se majoritariamente nas fases de frutificação e colheita. O estado fitossanitário das lavouras tem permitido a obtenção de frutos com padrão de qualidade compatível com o mercado, refletindo o manejo adotado pelos produtores da região.





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Frango supera crise sanitária em 2025 com controle eficiente



Outro fator que favoreceu o setor foi o custo dos insumos



Foto: Divulgação

Mesmo após enfrentar dois episódios sanitários relevantes em menos de dois anos — a Doença de Newcastle em 2024 e a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em 2025 —, o setor avícola brasileiro demonstrou resiliência e encerrou o ano com resultados positivos, segundo dados divulgados pelo Cepea.

O caso de IAAP foi identificado em maio de 2025, em uma granja comercial de matrizes de ovos férteis no município de Montenegro (RS). A ocorrência levou diversos países a suspender temporariamente as importações da carne de frango do Brasil, exigindo rápidas ações de contenção e redirecionamento dos volumes previstos para exportação ao mercado interno.

Apesar desse revés, o frango inteiro resfriado iniciou 2025 em trajetória de valorização no atacado da Grande São Paulo, contrariando o padrão sazonal típico de queda no início do ano. O movimento positivo foi reflexo direto do controle da oferta, da demanda interna aquecida e do ritmo intenso das exportações iniciado ainda em agosto de 2024.

Com a suspensão dos embarques após o foco da gripe aviária, os preços da proteína sofreram recuos expressivos por três meses consecutivos, especialmente em São Paulo. De acordo com o Cepea, isso ocorreu devido à necessidade de realocar parte da produção direcionada ao mercado externo, ampliando a oferta interna em curto prazo.

No entanto, as medidas de biossegurança adotadas de forma eficaz permitiram que o Brasil contivesse rapidamente o foco da doença e negociasse a flexibilização das restrições comerciais com seus principais parceiros. Nos meses seguintes, o fluxo de exportações foi retomado de forma gradual.

Mesmo com esse período de queda, as médias anuais de preços do frango inteiro congelado ficaram acima das registradas em 2024. O frango vivo em São Paulo também apresentou recuperação e fechou 2025 com a maior média anual desde 2022, conforme apontam os dados do Cepea.

Outro fator que favoreceu o setor foi o custo dos insumos. A média anual do farelo de soja — principal componente da ração — foi a terceira mais baixa da série histórica do Cepea (iniciada em 2004) e a menor desde 2011. Isso aumentou significativamente o poder de compra do avicultor paulista frente ao insumo.





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Goiás amplia VBP da suinocultura após dois anos de queda


A carne suína perdeu competitividade frente à carne de frango em novembro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), analisados na edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). No período, a carcaça especial suína foi comercializada a R$ 12,63 por quilo, com alta de 0,7% em relação a outubro. Já o frango resfriado apresentou média mensal de R$ 8,09 por quilo, queda de 0,9% na mesma base de comparação, resultando em uma diferença de R$ 4,54 por quilo entre as duas proteínas.

Apesar da perda de competitividade no comparativo mensal, a análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa indica perspectiva de valorização adicional da carne suína no encerramento do ano, em função do aumento da demanda associado às festividades de fim de ano, tradicionalmente mais aquecida nesse período.

O informativo aponta ainda que a suinocultura brasileira retomou o crescimento do Valor Bruto da Produção (VBP) entre 2023 e 2025, após dois anos consecutivos de retração. Goiás acompanhou esse movimento, com destaque para 2024, quando registrou avanço de 25,1% em relação a 2023. O desempenho reflete a valorização da carne suína observada nos últimos três anos e estimulou a produção no estado, que alcançou recorde no número de carcaças abatidas em 2024.

O setor segue impulsionado, principalmente, pelo mercado externo. Em outubro, as exportações goianas de carne suína cresceram 60,3% em valor e 39,5% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O avanço foi influenciado pelo aumento das compras de Singapura, principal parceiro comercial do estado, responsável por 51,1% do valor exportado no período, com embarques concentrados em carne suína in natura.

Esse desempenho reforça a expectativa positiva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as exportações brasileiras de carne suína, projetadas para alcançar 1,4 milhão de toneladas em 2025.





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colheita e secagem ganham ritmo no RS



Produtores intensificam colheita de tabaco no estado



Foto: Pixabay

A colheita do tabaco avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica intensificação das atividades de campo, com foco na colheita, secagem das folhas e condução dos tratos culturais.

Na região administrativa de Pelotas, a colheita ocorre em todos os municípios, acompanhada da secagem das folhas nas estufas. Os produtores realizam capação, aplicação de produtos antibrotantes e adubações de cobertura. No cultivo do tabaco tradicional, as operações concentram-se nas etapas de colheita e secagem.

Em Santa Rosa, teve início a colheita da variedade Burley, conhecida como fumo de galpão. As lavouras encontram-se em fase final de desenvolvimento, com expectativa de produtividade estimada em 2.200 kg por hectare. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a cultura apresenta condição fitossanitária satisfatória.

Já na região administrativa de Soledade, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita segue em ritmo intenso. Áreas implantadas mais cedo estão sendo liberadas para o plantio de soja ou milho. Os produtores mantêm os tratos culturais, com controle de plantas invasoras e finalização da salitragem em áreas mais altas, além da realização de desbrota química e colheita. A área cultivada com tabaco no estado está estimada em 67 mil hectares, conforme a Emater/RS-Ascar.





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Citricultura enfrenta queda de preços e alívio nos EUA


A safra 2025 da laranja pera para indústria começou com preços elevados, sustentados por uma combinação entre oferta limitada e demanda firme por frutas de boa qualidade. No entanto, ao longo do ano, esse cenário sofreu mudanças importantes, impactando diretamente a rentabilidade do citricultor e o ritmo da indústria.

Segundo dados divulgados pelo Cepea, o segundo trimestre foi marcado por uma reversão nas cotações. Estoques de suco com padrão inferior de qualidade e o menor interesse da indústria por novos lotes pressionaram os valores pagos ao produtor. Esse movimento se intensificou com a divulgação, em maio, da estimativa do Fundecitrus, que projetava uma safra 2025/26 com 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg, sugerindo um volume mais expressivo.

Na avaliação do setor industrial, a expectativa era de que a produção se concentrasse na segunda florada, com colheita intensificada entre agosto e setembro. Do lado dos produtores, entretanto, houve frustração com os preços propostos, em um cenário ainda marcado por elevada queda de frutos — reflexo do avanço de doenças como o greening e o cancro cítrico, além das condições climáticas adversas.

Esses fatores levaram o Fundecitrus a revisar a projeção inicial. Em novo relatório, a estimativa da safra 2025/26 foi reduzida para 294,81 milhões de caixas, revelando perdas relevantes e reabrindo o debate sobre os desafios fitossanitários da citricultura.

Outro fator que trouxe instabilidade ao mercado foi o risco de uma tarifa adicional de 40% por parte dos Estados Unidos sobre o suco brasileiro. A possibilidade de um tarifaço elevou a tensão entre exportadores durante boa parte do primeiro semestre. Contudo, em julho, veio o alívio: o governo norte-americano optou por isentar o suco de laranja do Brasil da medida, uma decisão considerada estratégica para manter o abastecimento no país.

Mesmo com a isenção, os embarques realizados entre julho e novembro de 2025 ficaram abaixo do volume exportado no mesmo período da safra anterior. Uma das mudanças observadas foi a nova composição dos destinos: Estados Unidos e União Europeia dividiram a liderança nas importações, com participações semelhantes — cerca de 48% cada.

A safra, que já se mostrava atrasada, também apresentou uma nova dinâmica contratual. A formalização de contratos ocorreu mais tardiamente e em volumes menores, o que reforçou a pressão sobre os preços no último trimestre do ano.

Com cenário ainda indefinido, a citricultura brasileira encerra 2025 entre a expectativa de recuperação produtiva, os desafios fitossanitários persistentes e a necessidade de reequilibrar as relações comerciais com a indústria.





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Bovinocultura goiana mantém crescimento


De acordo com a edição de dezembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a bovinocultura em Goiás segue amplamente distribuída pelo território, mas com concentração em polos consolidados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2024, Nova Crixás manteve a liderança do efetivo estadual, com 772,8 mil cabeças de gado. Em seguida aparecem São Miguel do Araguaia, com 595,7 mil, e Porangatu, com 470,4 mil.

Embora a configuração geral se mantenha estável, alguns municípios apresentaram crescimento expressivo no rebanho entre 2023 e 2024. Divinópolis registrou aumento de 29,7%, seguida por Uirapuru (18,4%), Monte Alegre de Goiás (12,1%) e Aruanã (11,6%). Segundo a Seapa, “esse movimento reforça a presença de núcleos tradicionais fortemente estruturados, ao mesmo tempo em que evidencia a expansão gradual da atividade em outros municípios”.

A série histórica de 2019 a 2024 mostra avanço contínuo da bovinocultura de corte. De acordo com o IBGE, o rebanho brasileiro cresceu 10,9%, passando de 214,6 para 238,1 milhões de cabeças. Em Goiás, o número atingiu 23,2 milhões de cabeças, alta de 1,7% no período. No país, a produção de carne aumentou 26,0%, totalizando 10,3 milhões de toneladas de carcaça em 2024. Em Goiás, os abates chegaram a 1,0 milhão de toneladas, representando crescimento de 36,0%.

A Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa destacou que “diante desse cenário, as exportações brasileiras e goianas de carne bovina podem alcançar um novo recorde em 2025”.

No comércio internacional, o setor de carnes mantém posição de destaque, ocupando o segundo lugar nas exportações do agronegócio goiano, atrás apenas do complexo soja. Entre 2019 e 2024, as exportações de carne bovina aumentaram 59,5% em valor e 50,2% em volume.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, a carne bovina respondeu por 57,9% do volume total de carnes exportadas por Goiás. O desempenho contribuiu para um saldo positivo superior a US$ 1,7 bilhão na balança comercial, superando todo o resultado de 2024. A Seapa avalia que “o estado consolida-se como o terceiro maior exportador nacional da proteína, sustentado pela evolução e robustez do segmento”.





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