terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Mercado de milho entra em ciclo de preços mais baixos


Os últimos dois anos do mercado de milho foram marcados por uma mudança significativa de cenário, com a transição de um ambiente altista para um ciclo claramente mais defensivo e pressionado por preços. Segundo análise técnica e fundamental da TF Agroeconômica, esse movimento foi observado tanto no mercado internacional quanto no Brasil, refletindo alterações profundas na dinâmica de oferta, demanda e formação de preços.

Em 2024, o mercado ainda encontrou sustentação em riscos climáticos, estoques mais apertados e incertezas geopolíticas, o que manteve níveis de preços mais elevados e margens positivas ao longo da cadeia. Já em 2025, a recomposição da oferta global, impulsionada por safras robustas nos Estados Unidos e no Brasil, além da forte expansão da safrinha brasileira e da normalização climática, passou a exercer pressão estrutural sobre as cotações. O resultado foi uma queda consistente dos preços, compressão de margens e mudança no poder de barganha entre os agentes.

Do ponto de vista técnico, o mercado formou um topo relevante no primeiro ano e passou a registrar topos descendentes e fundos mais baixos, consolidando uma tendência baixista no segundo período analisado. A volatilidade, elevada no início por fatores climáticos, conflitos e energia, deu lugar a movimentos mais técnicos e ralis curtos, com dificuldade de sustentação acima das resistências. O comportamento dos preços passou a responder mais aos fundamentos de oferta do que a choques de demanda.

Nos fundamentos, a reconstrução gradual dos estoques globais e estoques finais menos apertados reduziram o prêmio de risco climático. A demanda global cresceu em ritmo mais lento, com consumo de ração sensível a preço e perda de protagonismo do etanol como fator de alta. O câmbio ajudou a sustentar os preços internos, mas sem força para reverter a tendência, enquanto o petróleo teve efeito apenas pontual.

Esse novo ambiente afetou os agentes de forma distinta. Produtores sentiram a perda de margem no segundo ano, especialmente aqueles que postergaram vendas, enquanto cooperativas adotaram postura defensiva para administrar fluxo e estoques. Comerciantes atuaram de forma mais técnica, com ganhos ligados a arbitragem e logística. Indústrias de amido, etanol e ração foram beneficiadas pelo milho mais barato e maior previsibilidade, e os exportadores ganharam relevância como principal canal de escoamento do excedente. A leitura final aponta para um mercado que deixou o ciclo excepcionalmente altista e passou a exigir disciplina comercial, uso de hedge e foco em margem.

 





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Milho fecha semana com oscilações e cautela



Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia


Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia
Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia – Foto: Agrolink

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas principais bolsas na retomada dos negócios após o feriado, refletindo um ambiente de baixa liquidez e cautela entre os agentes. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário é típico de final de ano, com negociações limitadas e pouca disposição para novas posições.

Na B3, os contratos futuros encerraram o dia e a semana com variações entre leves altas e baixas. A demanda reduzida mantém as cotações pressionadas e o mercado praticamente travado para grandes volumes, com produtores concentrados apenas na entrega de contratos já firmados. Compradores e vendedores aguardam o início do próximo ano para retomar negociações mais consistentes. O clima ajudou a aliviar parte das preocupações com o desenvolvimento do milho da primeira safra e com o plantio da segunda, embora ainda sejam necessárias mais chuvas para garantir um avanço mais tranquilo das lavouras.

Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia. O contrato janeiro de 2026 fechou a R$ 70,09, com recuo diário de R$ 0,74 e baixa semanal de R$ 1,08. O vencimento março de 2026 terminou cotado a R$ 74,63, com queda de R$ 0,21 no dia e de R$ 0,95 na semana. Já o contrato maio de 2026 encerrou a R$ 73,84, acumulando baixa diária de R$ 0,36 e semanal de R$ 0,99.

Na Bolsa de Chicago, o milho teve fechamento misto no dia, mas acumulou alta na semana. Os contratos mais curtos passaram por realização de lucros, enquanto os prazos mais longos mantiveram leve sustentação, em um ambiente próximo da estabilidade. O contrato março fechou a US$ 4,50 por bushel, com leve baixa, e o maio encerrou a US$ 4,5825. No acumulado semanal, o mercado avançou 1,24%, sustentado pela combinação de grande oferta e demanda firme ao longo do ano.

 





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Confira a retrospectiva do mercado do milho



Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo


Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo
Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo – Foto: Nadia Borges

Em relação ao milho do estado do Rio Grande do Sul, a produção cresce em 2025 e o mercado encerra o ano travado, segundo informações da TF Agroeconômica. “O mercado de milho no Rio Grande do Sul ao longo de 2025 foi marcado por liquidez baixa e negociações pontuais, com preços sustentados regionalmente, mas sem ganho consistente de volume”, comenta.

O mercado catarinense de milho ao longo de 2025 foi marcado por forte desalinhamento entre pedidas e ofertas. “A liquidez permaneceu baixa durante praticamente todo o ano e, no encerramento de dezembro, as vendas se tornaram ainda mais escassas com o avanço das festas de fim de ano, mantendo o mercado spot praticamente parado”, completa.

Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo comercial. “A demanda interna sustentou os preços, mas não foi suficiente para garantir liquidez elevada, especialmente no segundo semestre. No fechamento do ano, as vendas praticamente cessaram com as festas de fim de ano, mantendo o mercado spot travado”, indica a consultoria.

O mercado sul-mato-grossense de milho foi marcado por forte volatilidade ao longo do ano. “Os preços atingiram o pico em março, com médias próximas de R$ 75,00/saca, impulsionados pela demanda aquecida das usinas e pela menor oferta pontual. No meio do ano, porém, o avanço da colheita pressionou as cotações, levando o milho a mínimos ao redor de R$ 48,00/saca em junho”, informa.

O mercado goiano de milho foi marcado por grande volatilidade ao longo do ano. “Os

preços atingiram o pico em março, com negócios próximos de R$ 80,00/saca, sustentados pela demanda aquecida e pelo ritmo ainda lento da colheita”, conclui.

 





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Mercado de trigo fecha ano sob pressão de oferta global



Ao longo do período, os preços oscilaram


Ao longo do período, os preços oscilaram
Ao longo do período, os preços oscilaram – Foto: Canva

O mercado internacional de trigo encerrou 2025 marcado por uma trajetória predominantemente negativa nos contratos negociados em Chicago, refletindo um ambiente de ampla oferta e dificuldades para sustentação de preços. Segundo análise da TF Agroeconômica, a tentativa de recuperação registrada no primeiro trimestre do ano não se sustentou e deveria ter sido aproveitada pelos agentes do mercado.

Ao longo do período, os preços oscilaram dentro de uma estrutura técnica claramente baixista, com topos e fundos descendentes. As máximas anuais foram observadas entre janeiro e fevereiro, na faixa de 670 a 680 cents por bushel, enquanto as mínimas ocorreram entre outubro e novembro, próximas de 510 a 520 cents. A perda do patamar de 600 cents no meio do ano funcionou como um divisor técnico, acelerando o movimento de queda e reforçando a pressão vendedora.

No campo dos fundamentos, a oferta global confortável teve papel central na limitação de qualquer reação mais consistente. Safras volumosas nos principais países produtores, estoques elevados e a ausência de perdas climáticas relevantes ao longo do ano impediram mudanças na dinâmica do mercado. No comércio internacional, a forte competitividade entre exportadores do Mar Negro e a sensibilidade dos compradores a preços reduziram a participação relativa dos Estados Unidos em diversos momentos, ampliando a pressão sobre os contratos futuros em Chicago.

Fatores geopolíticos chegaram a gerar episódios pontuais de volatilidade, especialmente ligados às tensões no Mar Negro, mas sem interrupções prolongadas nos fluxos comerciais. Essas reações foram rápidas e logo revertidas. O cenário macroeconômico também contribuiu para o viés defensivo, com dólar relativamente forte ao longo do ano, reduzindo a competitividade do trigo americano e desestimulando posições compradas de longo prazo no mercado financeiro.

No último trimestre, houve um repique técnico associado principalmente à cobertura de posições vendidas, sem entrada estrutural de novos compradores e sem alteração da tendência de médio e longo prazo. Para 2026, a leitura predominante aponta para um mercado operando em faixa lateral-baixista, com preços entre 500 e 580 cents por bushel, e possibilidade de alta consistente apenas diante de choques climáticos relevantes, eventos geopolíticos de maior impacto ou deterioração clara dos estoques globais.

 





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Safra recorde de soja em Mato Grosso ultrapassa 50 milhões de toneladas


A safra 2024/25 de soja em Mato Grosso foi consolidada com números históricos, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com 12,80 milhões de hectares cultivados — alta de 3,47% em relação ao ciclo anterior —, o Estado atingiu uma produção de 50,89 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 31,50% na comparação com 2023/24.

Produtividade impulsiona desempenho

O salto na produtividade foi o principal fator para o desempenho recorde. A média estadual alcançou 66,29 sacas por hectare, uma alta de 27,09%, favorecida por condições climáticas positivas durante o ciclo. O resultado consolida Mato Grosso como líder absoluto na produção nacional de soja.

Preço em queda e impacto dos estoques

Apesar da safra robusta, o preço médio da soja disponível encerrou 2025 em R$ 113,01 por saca, queda de 3,30% frente ao ano anterior. Segundo o Imea, o recuo reflete os estoques elevados, que pressionaram as cotações mesmo com o bom ritmo de escoamento.

Exportações em alta

Até novembro de 2025, 31,11 milhões de toneladas de soja foram exportadas, o que representa um crescimento de 26,26% em relação ao mesmo período de 2024. A projeção do Imea para o total exportado no ano é de 31,40 milhões de toneladas, aumento de 26,97% na comparação anual.

VBP da soja se aproxima de R$ 94 bilhões

Com maior volume e produtividade, o Valor Bruto da Produção (VBP) da soja em Mato Grosso teve um incremento de 27,90% em 2025, chegando à projeção de R$ 93,98 bilhões. O indicador reforça a importância estratégica da oleaginosa para a economia estadual e nacional.





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Morre Flávio Augusto Pilau, referência do agronegócio



Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro



Foto: Divulgação

Flávio Augusto Pilau, um dos nomes mais respeitados do agronegócio brasileiro, faleceu aos 74 anos. Natural de Giruá (RS), ele foi pioneiro em frentes produtivas no Sul e Centro-Oeste, com atuação marcante na agricultura de grãos e gestão rural inovadora.

Criado em uma das famílias mais tradicionais do município, Pilau cresceu em meio ao desenvolvimento agrícola de Giruá — cidade que se consolidou com a força produtiva do campo e a instalação de iniciativas industriais como a Refinasul SA, referência no refino de óleos vegetais desde 1966.

Empreendedor nato, Flávio expandiu os negócios da família ao migrar para Rondonópolis (MT) e posteriormente para o oeste da Bahia, sempre apostando em regiões com potencial produtivo, mas ainda carentes de infraestrutura. Em Guiratinga e Tesouro (MT), dedicou-se nos últimos anos à Fazenda Kaiser, onde cultivava soja e milho com altos índices de produtividade e tecnologia de ponta.

Sua liderança no agronegócio teve importante contribuição familiar. Ao lado do filho Alexis Pilau — entusiasta da tecnologia no campo —, fortaleceu o modelo de gestão da fazenda, ampliando os resultados e consolidando o nome da família como referência nacional no setor.

Mesmo com atuação predominante no Centro-Oeste, Pilau manteve vínculos profundos com o Rio Grande do Sul, onde mantinha residência em Porto Alegre e cultivava laços duradouros com amigos, produtores e empresários do agro.

Flávio deixa sua esposa Maria Angélica, o filho Alexis e seus irmãos Ricardo, Silvio, Ângela  e Cristiane.

Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro, pela coragem de desbravar novas fronteiras agrícolas e por seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável.





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Mercado amplia registros e acirra competição



Os números mostram concentração relevante entre os maiores players


Os números mostram concentração relevante entre os maiores players
Os números mostram concentração relevante entre os maiores players – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas manteve trajetória de expansão em 2025, com avanço no número de registros e maior diversidade de empresas atuando no segmento. De acordo com análise de Artur Vasconcelos Barros, diretor executivo do Grupo Central Campo, com base em dados do Ministério da Agricultura, o ano foi encerrado com 508 registros concedidos a 139 empresas diferentes, consolidando um ambiente mais competitivo e regulatório.

Os números mostram concentração relevante entre os maiores players, mas também evidenciam forte pulverização. As dez empresas com mais registros somaram parcela expressiva do total, com destaque para Nortox, com 32, seguida por AllierBrasil Agro e Cropchem, ambas com 18, Rainbow Defensivos Agrícolas com 17, Syngenta com 15, Sumitomo Chemical, CHDS do Brasil e Yonon Brasil com 12 cada, além de Helm do Brasil e Gênica Inovação Biotecnológica, com 10 registros. Ainda assim, outras 129 empresas conseguiram aprovações ao longo do ano, reforçando o alto nível de concorrência e a complexidade do mercado.

Na distribuição por classes, os herbicidas seguiram liderando, com 152 registros, à frente de fungicidas, inseticidas e acaricidas. Os produtos biológicos e microbiológicos também ganharam espaço, com volumes relevantes em inseticidas e fungicidas desse perfil, sinalizando que esse tipo de tecnologia já integra de forma estrutural as estratégias das empresas. A evolução histórica confirma a tendência de crescimento, com 330 registros em 2021, 344 em 2022, 356 em 2023, salto para 454 em 2024 e novo avanço em 2025. A leitura estratégica indica que o registro de produtos está cada vez mais ligado a portfólio, planejamento regulatório e posicionamento de longo prazo, mais do que à simples ampliação de volume.

 





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Colheita impulsiona identidade do feijão-preto



A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo


A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo
A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo – Foto: Canva

A abertura da colheita de feijão-preto marca um novo ciclo produtivo e reposiciona uma região do Sul do país como polo de qualidade e identidade agrícola. Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses, a colheita da primeira safra 2026 teve início em Prudentópolis, no Paraná, em um encontro que reuniu agentes públicos, entidades de apoio e representantes da cadeia produtiva.

O início dos trabalhos foi apresentado como ponto de partida para uma estratégia voltada à agregação de valor, que vai além do volume colhido e prioriza padrão, origem e método produtivo. A proposta discutida foi organizar um caminho capaz de conectar produção, qualidade, história e consumo, consolidando o município como referência nacional em feijão-preto com identidade territorial.

Entre os direcionamentos técnicos, houve consenso na escolha das cultivares Urutau e UNAMAX, consideradas adequadas às condições da região por atributos agronômicos, sabor e textura. Também foi reforçado o conceito de feijão regenerativo, com práticas focadas na manutenção do solo vivo, uso de cobertura, rotação de culturas e defesa biológica no controle de pragas, reduzindo a dependência de soluções mais agressivas.

A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo para conectar lote, origem e padrão de qualidade ao mercado, permitindo que compradores e consumidores reconheçam a procedência do produto. Nesse contexto, o orgulho do produtor foi tratado como ativo econômico, com potencial para se transformar em valor percebido, marca e preferência de compra.

O debate incluiu ainda a defesa do consumo de comida de verdade, com destaque para o papel do arroz com feijão diante do avanço dos ultraprocessados. As condições naturais da região, como clima ameno, altitude próxima de mil metros e elevado índice de chuvas, foram citadas como diferenciais produtivos. 

 





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Soja: Preços cedem em Chicago, com falta de novidades e pressionada pelo…


Mercado carece de novas notícias para se reestabelecer

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Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (18), ainda pressionados pela falta de novas informações que possam garantir um combustível a mais ao mercado neste momento. Por volta de 15h20 (horário de Brasília), na reta final do pregão, os futuros da oleaginosa perdiam de 3,25 a 4,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 10,55 e o maio a US$ 10,75 por bushel. 

Com o “mais do mesmo” para os traders, as cotações seguem caminhando de lado no mercado futuro norte-americano, esperando por notícias novas que possa redirecioná-lo de forma mais consistente. Assim, para alguns analistas e consultores de mercado, os preços estão agora trabalhando em um intervalo de US$ 10,40 a US$ 11,00 por bushel. 

Continuam a ser monitorados pelo mercado o clima para a nova safra da América do Sul, a demanda da China nos EUA, o movimento dos derivados e os macrocenários, principalmente o geopolítico. 

Outro fator que limitou o fôlego da soja em Chicago nesta semana foram as consecutivas altas do dólar frente ao real. A moeda americana já subiu por quatro sessões, superou os R$ 5,50 e vai dando mais competitividade da oleaginosa brasileira. Já nesta quinta-feira, porém, a divisa americana voltou a recuar, porémm, insuficiente para permitir uma retomada da soja na CBOT. 

Paralelamente, a volatilidade dos derivados também segue acompanhada e hoje as perdas no óleo de soja – embora mais contidas do que as dos últimos dias – também pesam sobre o grão. O farelo de soja, por sua vez, volta a subir e ajuda no suporte e no equilíbrio. 

Nem mesmo um novo anúncio de venda de soja pelos EUA nesta quinta-feira foi suficiente para puxar as cotações. 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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preços do preto caem e carioca sobe em 2025


O mercado de feijão no Brasil em 2025 foi marcado por movimentos opostos entre os principais tipos comercializados. De acordo com dados do Cepea, enquanto o feijão preto registrou forte desvalorização ao longo do ano, o feijão carioca apresentou estabilidade e até leve alta nos preços, especialmente nas variedades de melhor qualidade.

A média anual dos preços pagos ao produtor de feijão preto caiu 36,4% em relação a 2024, pressionada pelo aumento da oferta. Em contrapartida, o feijão carioca com notas 8,0 e 8,5 teve valorização de 8,3%, sustentada pela menor disponibilidade interna. As variações refletem o equilíbrio entre produção, consumo e estoque de cada variedade.

Segundo a Conab, a produção total de feijão em 2025 foi de 3,06 milhões de toneladas, uma queda de 4,3% em relação ao ano anterior. Considerando os estoques iniciais, as importações e o volume produzido, a oferta interna ficou estimada em 3,37 milhões de toneladas — 4,8% a menos do que em 2024.

Dessa oferta, 2,8 milhões de toneladas estão previstas para consumo doméstico e 464,2 mil toneladas foram destinadas à exportação. Com isso, o estoque final projetado para dezembro de 2025 é de apenas 106,8 mil toneladas, volume suficiente para cerca de duas semanas de abastecimento no país, o que pode influenciar os preços já no início de 2026.

A queda na produção foi puxada principalmente pelas reduções nas lavouras de feijão carioca e feijão caupi. A colheita do carioca recuou 10,3%, somando 1,65 milhão de toneladas, e a do caupi caiu 7,2%, para 600,2 mil toneladas. Por outro lado, o feijão preto teve crescimento de 14%, totalizando 811,3 mil toneladas, o que ajudou a pressionar os preços dessa variedade.

No comércio exterior, o Brasil bateu recorde histórico de exportações. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas 501,2 mil toneladas de feijão, conforme dados da Secex. A Índia manteve a liderança entre os destinos, absorvendo 60,7% do volume exportado.

Enquanto as exportações avançaram, as importações permaneceram em níveis baixos. Até novembro, o Brasil importou apenas 12,3 mil toneladas de feijão, o que reforça a dependência da produção nacional para o abastecimento interno.





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