terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Programas ampliam foco em grãos de baixo carbono



O lançamento está previsto para 11 de março


O lançamento está previsto para 11 de março
O lançamento está previsto para 11 de março – Foto: Divulgação

Iniciativas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa ganham espaço na produção agrícola brasileira diante da crescente demanda por alimentos produzidos de forma sustentável. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), novos programas buscam ampliar a competitividade de culturas importantes no país ao associar produtividade a critérios ambientais reconhecidos internacionalmente.

Nesse contexto, a Embrapa lançará os programas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC), com o objetivo de desenvolver e validar protocolos de certificação baseados em critérios técnico-científicos capazes de mensurar a intensidade das emissões de gases de efeito estufa por tonelada de grão produzida. As iniciativas pretendem diferenciar e agregar valor ao milho e ao sorgo cultivados com práticas e tecnologias sustentáveis, ampliando oportunidades em mercados cada vez mais atentos à origem e à sustentabilidade dos alimentos.

O lançamento está previsto para 11 de março, durante as comemorações dos 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo, em Minas Gerais. A abertura de edital público para seleção de instituições apoiadoras ocorrerá em agosto de 2026, etapa considerada fundamental para viabilizar a construção coletiva das diretrizes técnicas e a validação dos protocolos.

Os trabalhos serão estruturados em duas fases. A primeira envolve o desenvolvimento das diretrizes técnicas e a criação dos protocolos de certificação, que deverão ser registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária. Durante essa etapa, áreas de observação em diferentes localidades irão gerar dados sobre insumos, operações mecanizadas e balanço de carbono no solo, permitindo calcular as emissões ao longo do processo produtivo.

A validação dessas diretrizes ocorrerá ao longo de três ciclos produtivos. A partir desse processo, a segunda fase prevê a implementação dos selos de certificação no mercado por meio de certificadoras habilitadas, dentro de um sistema baseado em medição, relato e verificação das emissões.

Os programas se somam a outras iniciativas conduzidas pela Embrapa voltadas à descarbonização da agropecuária, como as marcas-conceito Carne Baixo Carbono, Soja Baixo Carbono e Trigo Baixo Carbono, além de ferramentas para cálculo da pegada de carbono em sistemas de produção agrícola.

 





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Queda nas importações favorece liquidez no mercado interno de trigo



Importações brasileiras de trigo vêm diminuindo nos últimos meses


Foto: Canva

Segundo dados do Cepea, as importações brasileiras de trigo vêm diminuindo nos últimos meses. Em fevereiro, as compras externas foram as menores em 18 anos para um único mês.

No acumulado de 12 meses, o volume adquirido é o mais baixo desde o período encerrado em setembro de 2024. Pesquisadores do Cepea apontam que, para os próximos meses, o aumento no valor do dólar e os estoques mais ajustados nos moinhos podem manter as compras externas lentas e favorecer o aumento da liquidez no mercado interno.

De acordo com pesquisadores do Cepea, agentes do mercado de trigo estiveram atentos aos conflitos no Oriente Médio, que repercutiram no mercado internacional e elevaram as cotações futuras. A valorização do dólar frente ao Real na última semana também favoreceu pedidos de preços mais altos por parte de vendedores domésticos.





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Safra de laranja aumenta e pressiona preços em SP e MG


O Cinturão Citrícola de São Paulo e o Triângulo/Sudoeste Mineiro devem produzir 292,6 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2025/26. Esse volume é 26,7% maior do que o colhido na safra 2024/25. Os dados são do relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) com base em levantamento realizado pelo Fundecitrus.

Ainda segundo o relatório, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, a produtividade estimada é de 807,9 caixas por hectare, 18% maior que na safra anterior. O peso médio das laranjas deve atingir 153 gramas e a taxa de queda dos frutos pode chegar a 23%.

As variedades Hamlin, Westin e Rubi já tiveram as suas colheitas concluídas, com produção estimada de 46,2 milhões de caixas, 23% maior que a do ciclo passado. As taxas de queda das variedades precoces são as mais baixas: 16,9% para Hamlin, Westin e Rubi e 18,5% para as demais precoces. A safra da variedade Pera Rio está estimada em 87,65 milhões de caixas, com peso médio de 153 gramas/fruto, sendo necessários 267 frutos para compor uma caixa de 40,8 kg.

As variedades tardias sofreram mais com as chuvas intensas de janeiro, afetando a qualidade dos frutos, com a produção das laranjas Valência e Folha Murcha estimada em 104,3 milhões de caixas, com peso médio de 161 gramas. A produção da variedade Natal deve alcançar 36,8 milhões de caixas, com média de 250 frutos por caixa e taxa de queda estimada em 28,5%.

A oferta elevada, maior taxa de queda e redução na qualidade das variedades de mesa devido às chuvas, mantiveram os preços da laranja em São Paulo pressionados no início de 2026. Em meados de fevereiro, o indicador da laranja indústria estava em aproximadamente R$ 32 por caixa, acumulando variação mensal negativa de quase 12%.

Clique na imagem abaixo para acessar o relatório completo, e acesse o Painel de Dados da Faesp para mais informações sobre os principais produtos agropecuários e outras estatísticas importantes para o agronegócio paulista e brasileiro.





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Programa leva transferência de embriões ao campo


O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) colocou em prática o Programa Nacional de Transferência de Embriões da Agricultura Familiar, instituído pela Portaria nº 28/2025, com a proposta de ampliar o acesso de pequenos produtores a tecnologias de melhoramento genético. A iniciativa busca elevar a produtividade de leite e carne nas propriedades familiares por meio da utilização de biotecnologia reprodutiva.

De acordo com o ministério, o programa pretende democratizar o acesso a material genético de alto desempenho, permitindo que produtores familiares utilizem técnicas antes concentradas em grandes propriedades. A transferência de embriões possibilita o nascimento de animais com genética superior de pai e mãe, diferentemente da inseminação artificial convencional, em que apenas a genética do touro é selecionada.

O ministro do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que a política pública busca ampliar a competitividade do setor. “A pasta está entregando ao pequeno produtor a tecnologia que antes era restrita aos grandes, garantindo que o rebanho da agricultura familiar seja sinônimo de excelência e renda”, disse.

O processo envolve a seleção de fêmeas doadoras com genética comprovada e de vacas receptoras presentes nas propriedades rurais. Após a fertilização em laboratório, o embrião é implantado na receptora, que gestará o animal com características produtivas superiores, como maior adaptação ao clima tropical, melhor conversão alimentar no caso de gado de corte e aumento da produção de leite.

Para apoiar a implantação da tecnologia nas propriedades, o programa prevê suporte técnico especializado. Os produtores podem destinar até 2% do valor financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para assistência técnica, que acompanha desde a seleção das receptoras até os primeiros meses de desenvolvimento dos animais.

A secretária-executiva do MDA, Fernanda Machiaveli, destacou que a logística de distribuição do material genético e do conhecimento técnico é fundamental para o funcionamento do programa. “Nosso foco é assegurar que o conhecimento e o material genético cheguem com qualidade às áreas mais remotas, fortalecendo as cooperativas locais”, afirmou.

Segundo o ministério, a expectativa é que, nos próximos cinco anos, a biotecnologia reprodutiva passe a integrar de forma mais ampla o cotidiano das propriedades familiares, ampliando a produtividade e fortalecendo a produção de alimentos no país.





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Lagartas desafiam produtividade em milho, soja e trigo e reforçam importância do manejo integrado nas lavouras brasileiras


As lagartas seguem entre as pragas que mais preocupam produtores de milho, soja e trigo no Brasil. Em condições de alta infestação, esses insetos podem causar prejuízos expressivos e comprometer diretamente a rentabilidade das lavouras. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que ataques severos podem reduzir em até 30% a produtividade da soja e até 40% do milho, principalmente quando o controle não é realizado no momento adequado. Esses números reforçam o impacto econômico das pragas lepidopteras nos principais sistemas produtivos de grãos do país.

Entre as espécies mais presentes nas lavouras brasileiras está a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), considerada uma das pragas mais agressivas do milho e capaz de atacar também culturas como soja, algodão e hortifrúti. Outra espécie de grande impacto econômico é a lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens), praga importante na soja e que exige atenção constante devido à dificuldade de controle em determinadas situações. Segundo informações técnicas da Embrapa, essas espécies provocam danos principalmente nas folhas das plantas, reduzindo a área fotossintética e comprometendo o desenvolvimento da cultura.

Segundo Lauany Cavalcante, Coordenadora de Portfólio da Biotrop, os sinais de infestação podem evoluir rapidamente quando o monitoramento não é realizado com frequência. “Quando há alta população de lagartas, é comum encontrar folhas completamente perfuradas e cartuchos de milho severamente danificados. Esse ataque reduz a capacidade de fotossíntese da planta e impacta diretamente o potencial produtivo da lavoura”, explica a especialista.

O principal dano causado pelas lagartas ocorre nas folhas das plantas. Esses insetos possuem aparelho bucal mastigador, característica que permite consumir rapidamente grandes áreas foliares e provocar desfolha intensa. Em infestações severas, a perda da área foliar reduz a capacidade da planta de produzir energia via fotossíntese, afetando diretamente o crescimento da cultura e o enchimento de grãos, efeito amplamente descrito em publicações técnicas da Embrapa. 

Além das pragas que atacam as culturas de verão, produtores também precisam ficar atentos às lavouras de inverno. Nos sistemas de produção que incluem trigo, aveia e outros cereais, a lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax) tem ganhado destaque como importante desafio fitossanitário. De acordo com informações técnicas da Embrapa Trigo, essa praga possui hábito alimentar predominantemente foliar e pode provocar intensa desfolha nas plantas quando ocorre em altas populações, comprometendo o desenvolvimento da cultura e o enchimento de grãos.

As lagartas normalmente se alimentam durante a noite ou em períodos de menor luminosidade e podem migrar em grupos quando o alimento se torna escasso, comportamento que favorece a rápida expansão da infestação nas áreas cultivadas, conforme descrito em materiais técnicos da Embrapa e de instituições de pesquisa agrícola.

Para Lauany Cavalcante, o sucesso no controle dessas pragas depende diretamente da adoção de estratégias eficientes de Manejo Integrado de Pragas (MIP). “A chave de sucesso para o produtor é combinar monitoramento, rotação de mecanismos de ação e integração de tecnologias químicas e biológicas. Essa estratégia reduz a pressão de seleção e aumenta a eficiência no controle das lagartas ao longo das safras”, destaca.

Nesse cenário, soluções biológicas formuladas com microrganismos entomopatogênicos têm ganhado espaço no manejo agrícola. Tecnologias microbiológicas à base de bactérias como Bacillus thuringiensis e Brevibacillus laterosporus atuam no controle de lagartas por ingestão e contato, causando danos ao sistema digestivo dos insetos e em sua cutícula levando-o à mortalidade.

Com o avanço da intensificação agrícola e da sucessão de culturas no Brasil, o monitoramento constante das lavouras e o uso estratégico de diferentes ferramentas de manejo tornam-se cada vez mais decisivos para proteger a produtividade. A integração entre tecnologias químicas, biológicas e práticas agronômicas tem se mostrado fundamental para reduzir perdas e garantir maior eficiência no controle das lagartas nas lavouras brasileiras.

 





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Nova estrutura de fertilizantes é inaugurada com capacidade de 100 mil toneladas por ano


Com investimento de R$ 4,5 milhões, a Yara Brasil inaugurou, na quarta-feira (5), um novo centro de distribuição em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.. Segundo a empresa, a estrutura amplia a capacidade operacional da unidade para 100 mil toneladas de fertilizantes por ano, fortalece o atendimento a produtores da região e consolida o município como um polo logístico estratégico no Sul do país.

A unidade passa a contar com capacidade estática de 16 mil toneladas em big bags e potencial para movimentar, anualmente, 100 mil toneladas de produtos, volume equivalente a quase 20 caminhões carregados por dia. Além disso, deve aumentar a eficiência logística, reduzir gargalos no armazenamento e melhorar o fluxo de abastecimento aos produtores rurais atendidos pela unidade. A companhia também informou a abertura de 10 novos postos de trabalho diretos com o início da nova estrutura.

“A nova estrutura permitirá maior segurança no armazenamento, eficiência operacional e redução de gargalos logísticos, atendendo melhor e com mais qualidade os produtores da região. Nosso investimento reforça o compromisso da Yara com o desenvolvimento do agronegócio no Estado e o fortalecimento da competitividade regional”, afirmou Lucas Elizalde, diretor de Operações da Regional Sul da Yara.

Com o aporte de R$ 4,5 milhões, a empresa busca consolidar Cruz Alta como um hub regional de mistura e distribuição de fertilizantes. Ainda segundo a Yara, o armazém será dedicado exclusivamente ao portfólio de alta tecnologia da companhia, com linhas como YaraBasa, YaraBasa FULL, YaraMila e YaraBela.

A expectativa é de crescimento de 25% no faturamento em volume da unidade. Na prática, a ampliação pode reforçar a presença da companhia no mercado regional e ampliar a capacidade de atendimento não apenas no Rio Grande do Sul, mas também em outros estados, favorecidos pela localização logística do município. Com a nova estrutura, a expectativa é de maior robustez na armazenagem e movimentação de fertilizantes, em um momento em que eficiência logística e disponibilidade de insumos seguem no centro das decisões do agronegócio. Para a Yara, a inauguração representa um avanço operacional; para o setor, o movimento sinaliza um reforço na infraestrutura de distribuição de fertilizantes no Rio Grande do Sul.

 





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Guerra no Oriente Médio freia mercado do boi



Mercado do boi tem menos negócios e cautela



Foto: Divulgação

A análise desta sexta-feira (6) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, aponta que as cotações do boi gordo permaneceram estáveis na comparação diária, embora a dinâmica do mercado tenha mudado ao longo da semana.

Segundo a consultoria, a falta de previsibilidade reduziu o volume de negócios no mercado pecuário. A incerteza em relação aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio levou compradores a adotarem postura cautelosa, enquanto parte da indústria frigorífica diminuiu o ritmo de abates para alongar as escalas e negociar com mais tranquilidade. De acordo com a análise, “a falta de clareza sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio deixou os compradores na retranca”.

O desempenho das vendas de carne no fim de semana também passou a ser considerado fator relevante para o mercado. Nesse contexto, alguns compradores passaram a oferecer preços menores para a arroba. Apesar disso, os vendedores mantiveram as pedidas. Conforme o informativo, “a ponta vendedora esteve firme, não cedeu e aguardou, com calma, o desenrolar da situação”.

Ainda de acordo com a análise da Scot Consultoria, o mercado segue marcado por especulações. No comércio externo, os embarques de carne bovina registraram bom desempenho em fevereiro de 2026, mês que se destacou em faturamento ao alcançar US$ 1,3 bilhão. O principal destino continua sendo o continente asiático, impulsionado pela demanda chinesa.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, a China respondeu por 47,8% dos embarques brasileiros de carne bovina. A expectativa do setor é de manutenção desse ritmo em março.

A consultoria também destaca que a escalada do conflito no Oriente Médio acendeu um alerta no mercado internacional. A região é uma importante consumidora e também funciona como entreposto no comércio global da proteína. Com possíveis portos fechados, ainda não há clareza sobre os efeitos na dinâmica do comércio internacional da carne bovina e sobre o comportamento da demanda nas próximas semanas, cenário que pode influenciar o mercado brasileiro.





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Colheita do arroz ganha ritmo em março


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a cultura do arroz no Rio Grande do Sul avança para a fase final do ciclo, com progresso gradual da colheita. Ainda assim, predominam lavouras nas fases de granação e maturação.

Segundo a entidade, as condições meteorológicas registradas no período contribuíram para o andamento dos trabalhos no campo. A alternância entre instabilidades e dias ensolarados favoreceu a redução da umidade dos grãos e permitiu maior intensificação das operações de colheita. A elevada radiação solar observada ao longo de janeiro e fevereiro também colaborou para o enchimento dos grãos e para a consolidação do potencial produtivo das lavouras.

Em áreas implantadas mais tardiamente, que ainda se encontram em floração, as temperaturas próximas ou inferiores a 10 °C e episódios de calor intenso associados à baixa umidade relativa do ar podem ter provocado esterilidade de flores e falhas na granação. Apesar desses registros pontuais, o quadro geral da produção é considerado dentro da normalidade. De acordo com a Emater/RS-Ascar, há expectativa de safra cheia nas principais regiões produtoras. A disponibilidade hídrica nos sistemas irrigados é considerada satisfatória, com manejo contínuo da lâmina d’água e redução gradual da demanda à medida que as lavouras se aproximam da maturação plena.

A área cultivada no estado é estimada em 891.908 hectares, conforme dados do IRGA. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o período começou com instabilidade climática, mas a partir de 26 de fevereiro houve predominância de tempo firme, o que favoreceu o início das atividades de colheita. Na Fronteira Oeste, municípios como Alegrete, Maçambará e Rosário do Sul já colheram cerca de 5% da área cultivada. Na Campanha, em Dom Pedrito, a colheita deve começar nos próximos dias. Já as lavouras implantadas em dezembro permanecem em floração e podem ter sido afetadas pelas baixas temperaturas registradas no período, com mínimas próximas de 10 °C em diversos municípios e 8,8 °C em Hulha Negra.

Na região administrativa de Pelotas, 54% das lavouras estão em granação, 30% em maturação, 10% já foram colhidas, 3% permanecem em florescimento e 2% em desenvolvimento vegetativo. A expectativa é de intensificação da colheita ao longo de março. O desenvolvimento das plantas é considerado adequado para a época, influenciado pela elevada radiação solar registrada durante o verão.

Na região de Santa Maria, a colheita alcança 10% da área, enquanto cerca de 40% das lavouras estão em maturação. As projeções indicam safra cheia, especialmente em áreas conduzidas com manejo adequado de irrigação.

Na região de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fases reprodutivas e de maturação, apresentando comportamento fisiológico considerado estável. As chuvas recentes reforçaram a disponibilidade de água para os sistemas irrigados, embora a demanda esteja diminuindo com a proximidade do encerramento do ciclo.

Já na região de Soledade, 45% dos talhões estão em enchimento de grãos, 40% em maturação e 15% em colheita. A radiação solar elevada contribuiu para o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, picos de temperatura combinados com baixa umidade relativa do ar podem causar esterilidade de flores e falhas nas panículas. A disponibilidade de água em reservatórios e mananciais é considerada suficiente para manter a irrigação até o final do ciclo, enquanto o monitoramento fitossanitário se concentra no controle de percevejos e brusone, com intervenções quando necessárias.





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UE aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil



EU aprova pré-listing para gelatina e colágeno, facilitando exportação do Brasil



Foto: Pixabay

Entre os dias 4 e 5 de março, foi realizado, em Brasília, o Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS) entre Brasil e União Europeia. Na reunião, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros de gelatina e colágeno.

Na prática, o pré-listing simplifica o processo de autorização para exportação desses produtos ao bloco europeu. Utilizados em segmentos como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a contar com um caminho mais direto para acessar o mercado europeu. A aprovação do pré-listing reforça a confiança da União Europeia nos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.

Participaram, pelo lado europeu, representantes da DG Santé e da DG Trade, áreas da Comissão Europeia responsáveis, respectivamente, por saúde e segurança dos alimentos e por comércio. Pelo lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O encontro faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que envolvem o comércio de produtos agropecuários.

Vale destacar que o avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre Mercosul e União Europeia, com a assinatura do acordo após 26 anos de negociações.

 





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Tempestades e frio marcam fim de semana no Sul


A passagem de uma frente fria deve provocar mudanças nas condições do tempo no centro-sul do Brasil ao longo do fim de semana, com previsão de tempestades, volumes elevados de chuva e queda nas temperaturas. As informações são do Meteored.

Segundo o Meteored, “previsões indicam que este final de semana será marcado pela ocorrência de tempestades e chuvas expressivas, junto a uma queda significativa das temperaturas em todo o centro-sul do Brasil”.

De acordo com a previsão, as pancadas de chuva começam a se formar na Região Sul nesta sexta-feira (6) com o avanço de uma frente fria proveniente do sul da América do Sul. Ao longo do sábado (7), o sistema meteorológico deve se intensificar, inicialmente configurando um cavado, caracterizado por uma área de baixa pressão, e posteriormente evoluindo para um ciclone extratropical.

Ainda conforme o Meteored, a atuação desse sistema pode provocar rajadas de vento de até 70 km/h no litoral do Rio Grande do Sul durante o sábado (7). No domingo (8), as rajadas devem atingir também áreas costeiras de Santa Catarina e do Paraná, com possibilidade de deslocamento de dunas de areia sobre construções localizadas na orla.

O sistema também deve impulsionar uma frente fria em direção ao norte do país, favorecendo a manutenção de chuvas intensas em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste ao longo do fim de semana. As pancadas devem ocorrer principalmente entre a tarde e a noite.

A previsão indica que as chuvas devem atingir de forma abrangente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste entre sexta-feira (6) e domingo (8). Entre as exceções estão o noroeste do Paraná, o sudoeste e o leste de Mato Grosso do Sul e o extremo oeste de São Paulo, onde ainda deve predominar tempo firme.

De acordo com o Meteored, alguns municípios do Sudeste e do Centro-Oeste podem registrar acumulados de até 100 milímetros até o final de domingo (8).

Além das chuvas, a frente fria será acompanhada por uma massa de ar frio que deve provocar queda nas temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O ar frio começa a avançar pelo Rio Grande do Sul no sábado (7) e, no domingo (8), deve alcançar áreas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e o sul de Minas Gerais.

A tendência é de queda perceptível das temperaturas já no domingo (8), com intensificação nos dias seguintes. Nos primeiros dias da próxima semana, o resfriamento também deve atingir estados como Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás.

Ainda conforme a previsão do Meteored, as temperaturas mínimas podem chegar a cerca de 10 °C na Região Sul e no sul de Minas Gerais entre segunda-feira (9) e terça-feira (10). Apesar da queda, não há previsão de frio extremo ou ocorrência de geadas no país.





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