segunda-feira, março 9, 2026

Política & Agro

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Janela de plantio de soja sequeiro termina no dia 15 de janeiro



Produtores rurais têm até cinco dias úteis para fazer o cadastro obrigatório


Foto: Majuh Souza / Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), orienta os produtores rurais a ficarem atentos ao fim do prazo da janela do plantio de soja sequeiro da safra 2025/2026, que encerra na próxima quinta-feira, 15 de janeiro. Na última safra foram cadastradas junto à Adapec, uma área cultivada de mais de 1,46 milhão de hectares de soja no Tocantins, com 2,7 mil propriedades cadastradas.

O responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja no Tocantins, Cleovan Barbosa destacou que a calendarização do plantio de soja é uma das medidas adotadas pelo Tocantins para fazer o controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura da oleaginosa.

Ele também ressaltou a importância do cadastro das áreas cultivadas para as ações de defesa realizadas pela Adapec no controle de pragas. “O cadastro das áreas cultivadas de soja é obrigatório e o produtor tem até cinco dias úteis após o fechamento da janela de plantio para fazer este cadastro na Adapec. É importante que o produtor faça este cadastro, pois é por meio dele que realizamos o monitoramento de pragas como a ferrugem asiática entre outras,” alertou Cleovan Barbosa.

Cadastro

Para realizar o cadastramento, o produtor rural deve apresentar a documentação exigida disponível no endereço eletrônico www.to.gov.br/adapec efetuar o pagamento e entregar a documentação na unidade da Agência do seu município, até cinco dias úteis, após o fim da janela de plantio, ou seja, até o dia 22 de janeiro. O sojicultor que descumprir as normas poderá sofrer as sanções previstas na legislação.





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Perspectivas distintas marcam o mercado de milho



Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa


Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa
Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa – Foto: Pixabay

O mercado de milho apresentou movimentos distintos nos principais referenciais de preços, refletindo um início de ano marcado por negociações mais lentas e ajustes de posicionamento. No Brasil, as cotações futuras recuaram, enquanto no mercado internacional o cereal encontrou sustentação em fatores ligados à demanda, resultando em altas moderadas ao longo do dia. De acordo com a TF Agroeconômica, esse comportamento oposto evidencia dinâmicas específicas de oferta e procura em cada praça.

Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa, em um cenário de menor ritmo de negócios típico do começo do ano. O avanço ainda tímido da colheita da primeira safra contribui para maior tranquilidade na formação de estoques e reduz a urgência por compras, tornando a cobertura mais organizada. Ao mesmo tempo, produtores passam a buscar preços mais atrativos antes de intensificar a colheita da soja, o que também influencia a formação das cotações.

Nesse contexto, os contratos futuros apresentaram perdas ao longo do dia e da semana. O vencimento janeiro de 2026 fechou a R$ 69,00, com recuo diário de R$ 0,47 e queda semanal de R$ 1,28. O contrato março de 2026 encerrou a R$ 73,07, registrando baixa de R$ 0,83 no dia e de R$ 1,40 na semana. Já o vencimento maio de 2026 foi cotado a R$ 72,51, com desvalorização diária de R$ 0,74 e semanal de R$ 1,34.

Em Chicago, o milho seguiu direção oposta e fechou em alta, sustentado por uma demanda considerada aquecida. O contrato março avançou 0,62%, para 446,75 centavos de dólar por bushel, enquanto o vencimento maio teve alta de 0,61%, encerrando a 454,00 centavos de dólar por bushel.

 





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Agricultores franceses protestam contra acordo UE-Mercosul



O protesto foi convocado pela Coordenação Rural


O protesto foi convocado pela Coordenação Rural
O protesto foi convocado pela Coordenação Rural – Foto: Reprodução

A mobilização de agricultores em grandes centros urbanos voltou a expor tensões entre o setor agropecuário e as políticas comerciais e sanitárias adotadas na Europa. Em meio a discussões sobre acordos internacionais e medidas de controle de doenças animais, manifestações recentes evidenciam o descontentamento de produtores com decisões que consideram prejudiciais à atividade rural.

Cerca de uma centena de tratores entrou em Paris na madrugada de quarta para quinta-feira, bloqueando ruas e avenidas centrais próximas a pontos turísticos e sedes institucionais. Apesar de um decreto que proibia manifestações não autorizadas em áreas sensíveis, parte dos agricultores conseguiu avançar até regiões como o entorno da Torre Eiffel, a Avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo, enquanto outros veículos foram contidos nas entradas da capital. A mobilização causou congestionamentos significativos em rodovias de acesso à cidade.

O protesto foi convocado pela Coordenação Rural, sindicato que se opõe ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul e critica a condução do governo francês no enfrentamento da dermatose nodular contagiosa, doença viral que afeta bovinos. Os manifestantes pedem mudanças na política sanitária, especialmente no que se refere ao abate sistemático de animais infectados e às restrições de movimentação impostas aos rebanhos.

No debate interno do setor, há divergências entre sindicatos. Enquanto a Federação Nacional dos Sindicatos de Exploração Agrícola defende as medidas adotadas pelo governo como necessárias para conter a doença, outras entidades argumentam que apenas os animais doentes deveriam ser abatidos, com vacinação em escala nacional para o restante do gado.

O contexto político amplia a tensão. A França mantém oposição ao acordo entre a UE e o Mercosul e tenta articular uma minoria de bloqueio no bloco europeu, mesmo diante de posições mais favoráveis de países como a Itália. Paralelamente, o governo anunciou medidas para restringir importações agrícolas que não atendam aos padrões sanitários e ambientais europeus, buscando responder às pressões do campo.

 





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Negócios de milho seguem pontuais


No Rio Grande do Sul, as negociações de milho seguem pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, mantendo a liquidez limitada no mercado spot, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam bastante amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual recuou 1,52%, para R$ 62,18/saca, refletindo ajustes localizados e a baixa participação dos compradores”, comenta.

O mercado catarinense de milho começou 2026 sem sinais de reação, refletindo a ampla distância entre pedidas e ofertas e o ritmo mais lento típico deste período do ano. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias permanecem ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que continua impedindo avanços nas negociações”, completa.

O mercado paranaense de milho iniciou o ano em ritmo lento. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca CIF, cenário que preserva o impasse e limita a liquidez no mercado spot, com negócios pontuais e sem força para alterar o quadro geral”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com negociações limitadas. “As referências seguem concentradas entre R$ 53,00 e R$ 58,00/saca, com Campo Grande e Sidrolândia nos níveis mais baixos, enquanto Maracaju e Chapadão do Sul registraram leves avanços, sem alterar de forma significativa o cenário geral”, informa.

O mercado goiano de milho segue operando com baixa fluidez, mesmo após os ajustes observados nas últimas semanas. “As referências permanecem concentradas entre R$ 57,00 e R$ 59,00/saca, porém, após atingir o topo estadual, Anápolis passou por ajuste negativo”, conclui.

 





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Mercado de trigo segue travado no Sul do país



Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado


Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado
Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por lentidão nos negócios e pouca disposição de compra por parte da indústria, em um ambiente influenciado por fatores externos e pela postura cautelosa dos moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço do dólar e a elevação do preço do trigo argentino provocaram alta expressiva no custo do produto importado nesta semana.

No Rio Grande do Sul, a ausência dos moinhos mantém o mercado praticamente travado, sem registros de negociações relevantes. O aumento combinado do câmbio e das cotações do trigo argentino resultou em elevação de R$ 82 por tonelada no preço final do produto importado. A estimativa é de que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, volume que representa entre 42% e 44% da produção. 

Os preços referenciais para trigo destinado à moagem variam de R$ 1.100 a R$ 1.150 por tonelada nos moinhos locais, enquanto no porto os valores chegam a R$ 1.180 para dezembro e R$ 1.190 para janeiro. O trigo para ração é indicado a R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca na região de Panambi. A avaliação é de um mercado confortável do lado da indústria, sem urgência para novas aquisições.

Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado, com moinhos entrando em período de férias e limitados a embarcar apenas os lotes já adquiridos. As negociações ocorrem de forma pontual e sem expressão, acompanhando a venda gradual de farinhas, cujos contratos começam a ser firmados lentamente.

No Paraná, a dinâmica permanece semelhante, com ausência de vendedores e moinhos concentrados em compras a partir de fevereiro. Os preços nominais no norte do estado giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho, enquanto vendedores pedem R$ 1.300 para janeiro. Nos Campos Gerais, há ofertas de R$ 1.170 para entrega em janeiro e pagamento em fevereiro, e de R$ 1.200 para entrega em fevereiro.

 





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Paraná será responsável pelo banco brasileiro de antígenos e vacinas contra…


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quinta-feira (18) que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será o responsável pela criação do primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto da doença. Pelo projeto inédito, o Tecpar passa a deter os insumos necessários para disponibilizar, em todo o território nacional, em 72 horas, vacinas para o ministério utilizar emergencialmente contra a doença.

O contrato assinado em Brasília entre Mapa e Tecpar prevê a criação do banco com 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus de febre aftosa que mais circularam no Brasil. O contrato de 10 anos prevê ainda o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses da vacina para o ministério, em casos de eventuais surtos.  

Desde 2021, o Paraná é reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação, status concedido ao Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2025. Uma das formalidades exigidas pela OMSA a um país que recebe o título de zona livre de febre aftosa sem vacinação é, justamente, deter um estoque de antígenos e vacinas para resposta rápida em casos de surto, de forma a ser feito o controle imediato da doença. 

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a proposta da criação do banco, idealizada pelo instituto, representa uma importante contribuição do Paraná para garantir a segurança sanitária no Brasil e a manutenção do atual status sanitário brasileiro.

“Mais uma vez o Governo do Paraná e suas instituições se colocam à disposição do país, para apoiar um setor estratégico brasileiro que é o agronegócio. Há 85 anos o Tecpar atua como laboratório público com oferta de soluções na área de saúde animal e humana e agora abre uma nova frente, com o banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa”, disse.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, salientou que a criação do banco é um passo histórico do fortalecimento da pecuária brasileira e que faz parte do crescimento do setor manter a sanidade do rebanho, de forma a oferecer produtos seguros para toda a população brasileira e também para exportação.

“É muito difícil manter esse status sem a vacina e estamos fazendo a nossa parte hoje, com investimentos na criação do banco, com essa parceria com o Tecpar, que é uma referência nesta área e com outras vacinas, além da parceria internacional com a empresa Biogenesis Bagó. Esse é um investimento na preparação de um futuro tranquilo e que vai permitir que a carne brasileira acesse os mercados mais remuneradores e mais exigentes”, afirmou.

BANCO – A partir da assinatura do contrato, o Tecpar passa a ser o único laboratório público do país a manter um banco brasileiro de antígenos e vacinas contra a febre aftosa. Para isso, o Tecpar conta com a parceria com a empresa argentina Biogenesis Bagó, com a qual, em março de 2025, firmou um acordo de cooperação tecnológica para a transferência e internalização de tecnologia.

Reconhecida internacionalmente na área de febre aftosa, sendo responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006, além de países como Taiwan e Coreia do Sul, a Biogenesis Bagó passa a ser o braço tecnológico do Tecpar para a produção das vacinas, bem como para o controle de qualidade e armazenamento dos antígenos.

A criação do banco de antígenos evita o desperdício de doses de vacinas, já que elas têm validade menor do que a dos antígenos produzidos (diferença de oito anos). Além disso, permite flexibilidade de escolha das cepas, evitando o desperdício de vacinas que poderiam ter sido produzidas antes do eventual surto da doença.

“A infraestrutura do nosso parceiro tecnológico vai garantir, por meio do Tecpar, acesso ao Brasil aos antígenos para formulação rápida das vacinas, além de transferência de conhecimento para os técnicos do instituto, que passarão a se integrar ao processo produtivo da vacina. Com isso, o Tecpar se tornará referência como laboratório público no controle da febre aftosa”, salienta Marafon.

SAÚDE ÚNICA – Com esta nova frente de trabalho o Tecpar reforça o compromisso em fortalecer a Saúde Única no Brasil, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental. Para isso, o instituto tem investido na ampliação da sua estrutura e em novos projetos e parcerias, visando a autossuficiência do país na produção de imunizantes e insumos veterinários.

Além de seguir como o único fornecedor da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, com 25 milhões de doses fornecidas em 2025, o Tecpar está finalizando a construção do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que irá produzir insumos para o diagnóstico da brucelose, tuberculose e leucose bovina.





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Brasil eleva exigência regulatória no mercado agrícola



Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia


Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia
Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia – Foto: Divulgação

O balanço anual de registros de defensivos agrícolas e bioinsumos divulgado no início de 2026 revela mudanças relevantes no funcionamento do mercado agrícola brasileiro. O documento apresenta um retrato de como o país vem ajustando regras, prioridades e instrumentos regulatórios, reposicionando-se no cenário global do setor. Com 912 registros aprovados em 2025, incluindo um número recorde de bioinsumos, a ampliação do uso de ferramentas digitais e a liberação de novos ingredientes ativos, o Brasil consolida uma transição que vai além da expansão quantitativa.

Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia de suprimento de defensivos, com 323 aprovações voltadas exclusivamente ao uso industrial. No entanto, a dinâmica competitiva desse segmento passa por mudanças. Formuladores locais e empresas multinacionais passaram a valorizar mais a previsibilidade regulatória, a consistência de qualidade e a estabilidade do fornecimento, reduzindo o peso de estratégias centradas apenas em preço. A normalização dos prazos de análise, após a redução de filas históricas de processos, também diminui vantagens obtidas por movimentos oportunistas.

Ao mesmo tempo, os bioinsumos se destacam como o vetor mais visível de crescimento estrutural. Foram 162 registros aprovados no ano, o maior volume já observado, abrangendo produtos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, botânicos e reguladores de crescimento. Esse avanço está associado à pressão por soluções com menor resíduo, ao aumento da resistência em grandes culturas e à priorização regulatória de tecnologias com menor risco ambiental e à saúde.

Outro ponto relevante é a aprovação de seis ingredientes ativos inéditos e de 19 produtos formulados baseados em novas moléculas. Em um contexto internacional de restrições regulatórias e redução de investimentos em pesquisa, o movimento indica um esforço para reposicionar o país como mercado inicial ou estratégico para novas tecnologias, ainda que os custos e exigências técnicas permaneçam elevados.





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Produtor rural do RS deve aderir à nota eletrônica; modelo em papel será aceito só até abril



Produtores com receita bruta anual inferior a R$ 360 mil terão prazo para se adaptar



Foto: Ascom/Sefaz

Entrou em vigor no último dia 5 de janeiro a exigência de emissão da Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural (NFP-e) para todas as transações internas realizadas por agricultores gaúchos. A nova regra integra a agenda de modernização fiscal definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e é aplicada por meio da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-RS).

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), embora a regra já esteja em vigor, os produtores com receita bruta anual inferior a R$ 360 mil terão mais tempo para se adaptar: até 30 de abril de 2026, eles ainda poderão utilizar os talões de nota fiscal em papel, desde que remanescentes.

A mudança marca o encerramento gradual do uso do tradicional talão impresso, conhecido como modelo 4, cuja validade será encerrada definitivamente em 1º de maio de 2026. Desde 2021, a obrigatoriedade da NFP-e vem sendo ampliada por faixas de faturamento. Agora, passa a incluir todos os produtores, independentemente do porte ou local de operação.

A Secretaria da Fazenda disponibiliza dois sistemas gratuitos para facilitar a transição: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), com funcionalidade offline, e o sistema da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e), recomendado para operações de maior complexidade. A proposta é oferecer soluções que atendam às diferentes realidades do campo, inclusive regiões com baixa conectividade.

A digitalização permite maior controle sobre as informações fiscais, reduz erros de preenchimento, elimina a perda de documentos e torna o processo mais ágil — especialmente relevante diante das mudanças previstas com a Reforma Tributária, que deve extinguir por completo as notas em papel.

 





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Mercados agrícolas abrem o dia com ajustes mistos



No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta


No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta
No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos mistos, refletindo a combinação entre fatores climáticos, geopolíticos e ajustes técnicos dos investidores nas principais bolsas internacionais. Levantamento da TF Agroeconômica mostra que trigo, soja e milho seguem reagindo a um ambiente de incertezas externas e expectativas em relação aos próximos relatórios oficiais.

No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta, com as cotações se mantendo próximas das máximas do dia, o que indica pressão positiva no curto prazo. A formação dos preços tem sido fortemente influenciada pelo cenário geopolítico, especialmente pela falta de avanços nos planos de paz na região do Mar Negro e pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Rússia, agora ampliadas pelo envolvimento americano na Venezuela. Somam-se a esse quadro as preocupações climáticas, com déficit de umidade nas áreas de trigo de inverno nos Estados Unidos e uma onda de frio atingindo regiões produtoras da Rússia. No mercado físico brasileiro, os preços apresentam pequenas quedas tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul.

A soja iniciou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, pressionada pela realização de lucros após as altas recentes. O farelo e o óleo também recuam levemente, depois de ganhos expressivos na sessão anterior. O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra sul-americana e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. A demanda chinesa continua atuante nos Estados Unidos, embora existam dúvidas sobre sua intensidade com a entrada da nova safra brasileira. O reposicionamento de investidores no início do ano, a expectativa em torno do próximo relatório de oferta e demanda do USDA e os desdobramentos geopolíticos mantêm a volatilidade elevada. A recuperação dos preços do petróleo contribui para esse ambiente instável.

No milho, as cotações em Chicago registram leve recuo, com fundos realizando parte dos ganhos da semana e produtores intensificando as vendas. As quedas, no entanto, encontram suporte nas exportações firmes dos Estados Unidos e na possibilidade de revisão para baixo dos estoques finais no próximo relatório do USDA. No mercado interno, os preços seguem com ajustes moderados.

 





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Tecnologia no preparo do solo reduz custos e aumenta eficiência



As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade


As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade
As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade – Foto: Nadia Borges

O preparo do solo com profundidade variável tem ganhado espaço como alternativa para elevar a eficiência operacional e reduzir custos no campo, especialmente em um momento de decisões estratégicas para a safra de verão. Com o avanço do plantio das principais culturas e a pressão por produtividade, o manejo preciso passa a ser um diferencial para a sustentabilidade econômica e agronômica das lavouras.

Um estudo de campo conduzido pela Valtra global, em parceria com a Väderstad e a equipe agronômica da AGCO, demonstrou que a aplicação de taxa variável no preparo do solo, aliada ao uso de maquinário conectado, gera ganhos relevantes. A pesquisa foi realizada na Dinamarca, em uma área de 50 hectares com solos de diferentes características, utilizando um trator da Série Q equipado com tecnologias de automação que ajustaram, em tempo real, a profundidade e a intensidade do preparo conforme mapas de compactação.

Os resultados indicaram que áreas mais compactadas demandaram maior intensidade de cultivo para alcançar o potencial produtivo, enquanto solos mais leves mantiveram desempenho satisfatório com menor intervenção. Essa adequação resultou em economia superior a cinco litros de combustível por hectare quando a intensidade foi reduzida, além de um aumento operacional de mais de um hectare por hora. O manejo também contribuiu para a preservação da estrutura do solo, favorecendo a produtividade no longo prazo.

A avaliação do estudo aponta que a adoção desse tipo de tecnologia pode funcionar como uma proteção diante de desafios climáticos e de janelas curtas de plantio, permitindo que o operador concentre esforços na qualidade da operação enquanto o sistema realiza os ajustes necessários. No contexto da safra de verão, o uso da agricultura de precisão surge como ferramenta para combinar eficiência, rentabilidade e conservação do solo.

 





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