quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Preço do glifosato vem aumentando: E agora?



O glifosato responde por cerca de 30% do mercado global de herbicidas



O glifosato responde por cerca de 30% do mercado global de herbicidas
O glifosato responde por cerca de 30% do mercado global de herbicidas – Foto: Divulgação

Desde meados de maio, o preço do glifosato, herbicida mais usado no mundo, vem registrando alta gradual. Em junho, o pó técnico a 95% subiu 2,6% em relação ao início de maio. Este movimento é impulsionado pela retomada das exportações chinesas para a América do Sul, que atingem pico entre junho e agosto. Além disso, a expansão do cultivo de transgênicos e a eliminação de outros herbicidas, como o paraquate, reforçam a tendência de demanda firme, o que sustenta as cotações.

Nesse cenário, o glifosato responde por cerca de 30% do mercado global de herbicidas. Depois de picos superiores a 80.000 yuans por tonelada em 2021, os preços recuaram, pressionando as margens. Com estoques na China reduzidos a 51.200 toneladas em junho, o que representa quase 8% a menos em um ano, e encomendas agendadas até julho, especialistas indicam que o cenário de preços baixos tornou o reajuste inevitável, além de necessário para reequilibrar a cadeia.

A produção global é altamente concentrada em poucos players. A Monsanto, da Bayer, lidera com 370 mil toneladas anuais, enquanto empresas chinesas como Xingfa Group (230 mil t), Fuhua Chemical (180 mil t) e Xinan Chemical (80 mil t) dividem o restante. O Xingfa confirmou que sua produção já está comprometida e que o aumento de preços deve melhorar o desempenho financeiro. Já a Fuhua reforça sua posição com uma cadeia produtiva integrada e certificação de baixo carbono reconhecida na União Europeia, fator que amplia sua competitividade externa.

Apesar do risco de falência da Monsanto, caso a Bayer não consiga contornar processos judiciais, a perspectiva é de que a demanda por glifosato siga crescendo em 2025. O tema será aprofundado no Workshop de Exportação de Pesticidas da China (CPEW), nos dias 10 e 11 de julho, em Hangzhou, onde fabricantes e compradores debaterão estratégias para superar gargalos e elevar o padrão de qualidade do setor. 

 





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Trânsito na BR-287 sofre bloqueios após cratera abrir cabeceira de ponte no RS



Volume elevado das águas do Arroio Divisa causou a abertura de uma cratera




Foto: Dnit

O tráfego na BR-287 foi interrompido na manhã desta terça-feira (17) após o rompimento de uma das cabeceiras da ponte que conecta os municípios de Jaguari e São Vicente do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul.

Segundo informações divulgadas pelo Diário de Santa Maria, o volume elevado das águas do Arroio Divisa causou a abertura de uma cratera em uma das cabeceiras da estrutura. A outra lateral da ponte também apresentou rachaduras preocupantes, comprometendo a segurança no local.

Ao longo do dia, equipes técnicas trabalharam para restabelecer o tráfego. No fim da tarde, o trecho foi parcialmente liberado sob sistema de pare e siga, permitindo a passagem alternada de veículos em ambos os sentidos.

A expectativa, conforme técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), era de que o tráfego fosse normalizado completamente até o fim da noite desta terça-feira, caso as condições climáticas permitissem a conclusão dos reparos emergenciais.

Enquanto isso, o Dnit orienta os motoristas que preferirem evitar o ponto de bloqueio a utilizarem uma rota alternativa pelas rodovias RS-241 e RS-377, retornando à BR-287 pelo município de São Francisco de Assis.





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RS tem mais um dia de chuvas e alerta de inundação



O tempo instável deve persistir até o fim da semana




Foto: Arquivo

A quinta-feira (19) começou com chuvas intensas no Rio Grande do Sul. A Defesa Civil estadual renovou os alertas em razão da continuidade das instabilidades que atingem diversas regiões. Cidades como Horizontina, Três de Maio, Santo Ângelo e Ijuí seguem sob condição de alerta severa, com alto risco de alagamentos.

Segundo comunicado emitido pela Defesa Civil, a situação se agravou também na região da Fronteira Oeste. Um novo alerta foi publicado para o rio Ibicuí, com condição severa de inundação. O destaque vai para o município de Manoel Viana, onde o risco é considerado muito alto de enchentes. A orientação é clara: evitar áreas de risco e, em caso de emergência, acionar os números 190 ou 193. O alerta é válido até às 6h40 desta sexta-feira, 20 de junho.

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O acúmulo de chuvas nas últimas 24 horas ultrapassou os 100 mm em algumas localidades, contribuindo para o transbordamento de rios, alagamentos urbanos e encharcamento do solo. A Defesa Civil pede atenção redobrada da população e reforça a importância de seguir os protocolos dos Planos de Contingência Municipais, que orientam como agir em casos de desastres.

Além do impacto nas áreas urbanas, há risco de isolamento em zonas rurais, com estradas alagadas e pontes comprometidas. O tempo instável deve persistir até o fim da semana, com a possibilidade de novas frentes úmidas avançando sobre o estado. A manutenção das chuvas pode agravar a situação nos municípios já impactados, especialmente nas regiões de vales e bacias hidrográficas.





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Soja fecha mista em Chicago antes de feriado


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira com variações mistas, refletindo a cautela dos operadores na véspera do feriado americano de Juneteenth, segundo informações da TF Agroeconômica. O contrato de soja para julho, referência para a safra brasileira, fechou com leve alta de 0,07% (ou \$0,75 cent/bushel), cotado a \$1074,75. Já o contrato de agosto subiu 0,05% (ou \$0,50 cent/bushel), para \$1076,75. O farelo de soja para julho recuou 0,07% (\$-0,2/ton curta), a \$284,9, enquanto o óleo de soja caiu 0,04% (\$-0,02/libra-peso), encerrando a \$54,77.

O desempenho praticamente estável se deu em um contexto de avanço da safra nos Estados Unidos. Apesar de algumas chuvas atrasarem o término do plantio, a umidade favorece o desenvolvimento das áreas já cultivadas, equilibrando as expectativas de oferta. Além disso, o mercado acompanhou o tom neutro dos operadores diante da reunião do Federal Reserve (Fed) e das tensões geopolíticas envolvendo Israel e Irã, fatores que adicionaram incertezas no curto prazo.

No cenário macroeconômico, a pressão do presidente norte-americano Donald Trump para que o Fed reduza as taxas de juros ganhou destaque, embora o Comitê tenha decidido mantê-las entre 4,25% e 4,50%. Esse movimento, aliado ao feriado de Juneteenth, contribuiu para um viés de alta moderada para a oleaginosa.

Outro ponto de sustentação dos preços foi a perspectiva de oferta mais restrita nos EUA para o ciclo 2025/2026. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta estoques finais de 8,03 milhões de toneladas, inferiores aos 9,53 milhões do ciclo atual e aos 9,32 milhões de toneladas da safra 2023/2024, sinalizando um cenário de menor disponibilidade que pode sustentar os preços no médio prazo.

 





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Como se comportou a soja antes do feriado?


No mercado da soja, a colheita frustrante tem pressionado o mercado e o armazenamento no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Não temos mais mercado indicando preços no junho. A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 134,50 para 15/07 (entregas 20/06 a 10/07) e R$ 138,30 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07)”, comenta.

“Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 143,50 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 30/07 – para fábrica. R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. começo fim de julho. R$ 132,00 Ijuí Pgto. 30/07 – para fábrica. R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. começo de agosto. Preços de pedra em Panambi subiram para R$ 120,00 a saca ao produtor”, completa.

Enquanto isso, a comercialização avança timidamente em Santa Catarina com colheita praticamente encerrada. “A ausência de dados sobre frete e armazenagem não elimina a importância dessas variáveis, especialmente diante da expectativa de crescimento da safra de inverno, com destaque para a cevada. Esse cenário exige atenção à logística e capacidade de armazenagem, que podem se tornar gargalos importantes caso não

acompanhem o aumento da produção. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,98 (+0,69%)”, indica.

Armazenagem ganha protagonismo com colheita encerrada no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 133,92 (+0,48%). Em Cascavel, o preço foi 119,28 (+0,05%). Em Maringá, o preço foi de R$ 123,45 (+1,66%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 119,27 (+2,34%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,26. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, informa.

Frete em alta reforça importância da armazenagem em Mato Grosso do Sul. “O bom desempenho no campo agora dá lugar aos desafios logísticos, já que os custos de frete seguem pressionados diante da sobreposição entre o escoamento da soja e a chegada da colheita do milho. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 117,02 (-0,24%), Campo Grande em R$ 117,02 (-0,24%), Maracaju em R$ 117,71 (+0,35%), Chapadão do Sul a R$ 113,70 (+0,10%), Sidrolândia a em R$ 117,71 (+0,35%)”, diz.

Déficit de armazenagem desafia avanço logístico em Mato Grosso. “A armazenagem eficiente é vista como alternativa essencial para manter a competitividade e permitir maior flexibilidade na hora da venda, especialmente em períodos de sobrecarga logística como o atual. Campo Verde: R$ 106,92 (-5,29%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,05 (-0,89%), Nova Mutum: R$ 108,49 (-1,40%). Primavera do Leste: R$ 106,38 (-5,77%). Rondonópolis: R$ 106,92 (-5,29%). Sorriso: R$ 108,49 (-1,40%)”, conclui.

 





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Com equilíbrio de oferta e demanda, cotações do mercado de suínos fecham a…


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A sexta-feira (16) termina para o mercado de suínos com preços estáveis. Segundo análise do Cepea, há um cenário de oferta equilibrada com a demanda em quase todas as regiões acompanhadas. 

Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indicam que a procura está firme, mas não se aqueceu como o esperado para um início de mês. Nesse cenário, os preços do suíno vivo e da carne estão praticamente estáveis

Segundo dados da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 162,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 12,60/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (15), os preços ficaram estáveis nas principais praças: Minas Gerais (R$ 8,53/kg), Paraná (R$ 8,21/kg), Rio Grande do Sul (R$ 8,14/kg), Santa Catarina (R$ 8,14/kg), e São Paulo (R$ 8,63/kg). 

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Fonte:

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Milho B3 avança com atraso na colheita


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho manteve tendência de alta na B3 nesta quarta-feira, refletindo o atraso na colheita do milho safrinha e o ritmo lento do programa de exportação, que levou a Anec a reduzir novamente a perspectiva de embarques para junho. Os contratos futuros encerraram o dia de forma mista: o vencimento de julho/25 ficou em R\$ 623,07, alta de R\$ 0,20 no dia, mas queda de R\$ 0,66 na semana; o contrato de julho/25 registrou R\$ 63,71, com recuo de R\$ 0,15 no dia e de R\$ 0,95 na semana; já setembro/25 fechou em R\$ 67,68, subindo R\$ 0,07 no dia, mas acumulando baixa semanal de R\$ 0,20.

Na bolsa de Chicago (CBOT), o milho também encerrou em alta, sustentado principalmente pela valorização do trigo e pelo desempenho do setor de etanol nos Estados Unidos. O contrato de julho, referência para a safra de verão brasileira, subiu 0,46%, equivalente a US\$ 2,00 cents/bushel, cotado a US\$ 433,50. O contrato de setembro, que baliza a nossa safrinha, avançou 1,24% ou US\$ 5,25 cents/bushel, fechando a US\$ 429,00.

Segundo analistas, os ganhos do milho em Chicago foram impulsionados pela forte alta do trigo, que elevou o apetite dos investidores por grãos, além do anúncio de que os EUA emitiram 1,22 bilhão de créditos de mistura de etanol em maio, ligeiramente acima dos 1,16 bilhão de abril. Apesar disso, o início da safra americana e o desempenho semanal do etanol abaixo do registrado anteriormente ajudaram a conter maiores elevações nos preços.

No Brasil, apesar dos atrasos na colheita do milho safrinha, a expectativa é de que os produtores consigam avançar rapidamente nos trabalhos de campo, como já demonstraram durante o plantio. No entanto, o fraco ritmo de exportação ainda limita uma recuperação mais firme nos preços, o que mantém o mercado atento aos próximos movimentos, tanto internos quanto externos.

 





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Confira como está a situação do milho


O estado do Rio Grande do Sul tem o mercado de milho travado e com preços estáveis, de acordo com a TF Agroeconômica. “O mercado de milho no Rio Grande do Sul continua sem reação, com negociações pontuais e cotações praticamente congeladas nas principais regiões produtoras. A referência segue estável em R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro, refletindo a ausência de gatilhos para movimentar o mercado”, comenta.

Safra promissora é afetada pela estiagem em Santa Catarina. “No Planalto Norte, os produtores mantêm pedidas firmes em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não ultrapassam R$ 79,00. Em Campos Novos, a diferença é ainda maior, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00 e ofertas CIF limitadas a R$ 80,00, mantendo o mercado desalinhado e sem fluidez. A comercialização segue emperrada apesar do desempenho positivo das lavouras”, completa.

A colheita de milho avança lentamente no Paraná, impedida pelo excesso de chuva. “Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com registros pontuais de pedidos a R$ 80,00, mas as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas especialmente à indústria de rações”, indica.

O Mato Grosso do Sul segue na colheita do milho, mas o clima e custos ainda preocupam. “As cotações mais recentes confirmam esse cenário: R$ 50,60 em Dourados, R$ 53,00 em Campo Grande, R$ 54,00 em Sidrolândia, R$ 53,00 em Maracaju e R$ 46,59 em Chapadão do Sul, que se recupera após sofrer forte queda na semana anterior. A colheita da segunda safra já foi iniciada no estado, mas segue em ritmo lento”, conclui.

 





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Produção de trigo cai e importação deve crescer


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo segue enfrentando desafios importantes no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, o CEO da Serra Morena declarou, em entrevista a uma rádio uruguaia, que o plantio de trigo para a próxima temporada pode não ultrapassar 900 mil hectares. Enquanto isso, o mercado disponível permanece travado: os moinhos consideram o preço futuro de R\$ 1.330,00 no porto de Rio Grande elevado e a farinha não reage, mantendo compradores cautelosos.

Ainda no RS, a disponibilidade de trigo está praticamente fechada para julho, restando entre 320 e 370 mil toneladas para negociação, segundo a TF Agroeconômica. O preço para exportação em dezembro caiu para R\$ 1.280,00 e os moinhos seguem afastados. No interior, a cotação da pedra em Panambi manteve-se em R\$ 70,00 a saca para o produtor, refletindo um mercado com pouca movimentação e pressionado pelo grande volume de sementes descartadas para moagem.

Em Santa Catarina, o ritmo de negócios também é lento. As indicações dos moinhos giram entre R\$ 1.420 e R\$ 1.430 CIF, enquanto o descarte de sementes sobra a R\$ 1.500 FOB. O trigo gaúcho chega ao estado entre R\$ 1.480 e R\$ 1.500 CIF, e o melhorador do RS foi negociado a R\$ 1.460 mais ICMS. Segundo relatos de sementeiros, houve uma queda de cerca de 20% nas vendas de sementes em comparação ao ano anterior. A Conab estimou redução de 6,3% na produção catarinense, mesmo com um leve aumento de área plantada, devido à menor produtividade. Os preços da pedra se mantiveram estáveis, variando entre R\$ 75,00 e R\$ 80,00 a saca, dependendo da região.

No Paraná, o mercado continua travado, com médias do CEPEA em queda. Produtores pedem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem R\$ 1.500 CIF, com pagamento em agosto. O trigo importado, principalmente argentino, amplia a oferta com preços em torno de US\$ 275-278 em Paranaguá e US\$ 285 para o paraguaio no norte do estado. A cotação da pedra recuou 0,70% na semana, ficando em R\$ 78,70, ainda acima do custo médio de produção de R\$ 73,53, garantindo lucro médio de 7,03% para o triticultor paranaense.

 





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Ureia em alta exige planejamento de compra



“Profecias são impossíveis de serem feitas”



"Profecias são impossíveis de serem feitas"
“Profecias são impossíveis de serem feitas” – Foto: Canva

O mercado de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, tem enfrentado grande volatilidade nos preços globais, o que impacta diretamente o planejamento e os custos dos produtores rurais brasileiros. Em um cenário de oscilações expressivas, entender o momento certo para a compra dos insumos se torna fundamental para garantir a rentabilidade nas lavouras.

Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o mercado global de ureia ainda busca uma direção clara. Recentemente, algumas companhias retomaram a precificação do nitrogenado no mercado doméstico brasileiro, mas a variação de preços continua bastante grande, dificultando a definição de um patamar médio estável. De acordo com Souza, a ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada com facilidade, chegando a aumentos de até US$ 80 por tonelada em algumas ofertas observadas em relação à semana anterior.

Diante dessa volatilidade, o analista destaca a importância do planejamento na hora da compra. Ele relata uma análise recente feita comparando o momento da compra de insumos entre dois produtores: um que fez a aquisição do cloreto em novembro de 2024 e do MAP (fosfato monoamônico) em fevereiro deste ano, e outro que está comprando agora para a safra de soja 2025/26. A diferença de custo chegou a 1,3 saca por hectare, um valor que pode parecer pequeno, mas que, multiplicado por grandes áreas, representa um impacto significativo na rentabilidade.

“O número parece pequeno, mas quando colocamos isso em cifras e multiplicamos por áreas de grandes proporções, vemos o quanto isso faz a diferença no principal, que é a rentabilidade. Profecias são impossíveis de serem feitas, entretanto, o que podemos fazer é sempre manter a razão na hora de tomar a decisão”, concluiu.

 





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