quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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julho terá clima mais seco e ameno


A onda de frio mais intensa do ano está com os dias contados no Brasil. De acordo com o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, o pico das baixas temperaturas já foi registrado, e a tendência agora é de elevação gradual nos termômetros em boa parte do país. A partir desta sexta-feira, 4 de julho, a massa de ar polar que causou a queda brusca nas temperaturas começa a se deslocar para o Oceano Atlântico, perdendo força sobre o continente.

Segundo dados do Agrolink, este episódio foi o quarto e mais severo do ano até agora, com registros de até 5 °C abaixo da média climatológica em diversas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Tecnicamente, esse comportamento configura o fenômeno como uma “onda de frio”, com noites e madrugadas especialmente geladas e risco de geadas nas serras do Sul nos próximos dias.

Diferente dos últimos anos, marcados por invernos amenos sob influência do El Niño, o inverno de 2025 se apresenta mais rigoroso. Com a neutralidade climática vigente, as condições atuais se aproximam mais do que é esperado para esta época do ano, permitindo incursões mais frequentes de ar polar — embora sem extremos fora do comum.

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As previsões indicam que, após a primeira semana de julho, o padrão climático mudará. Um bloqueio atmosférico dificultará a entrada de novas frentes frias com a mesma intensidade. Com isso, o tempo seco deve predominar e as temperaturas tendem a se manter mais amenas ou até mesmo acima da média em boa parte do centro-sul do país.

Apesar disso, não se descarta a possibilidade de uma ou duas novas massas de ar frio na segunda metade do mês. No entanto, Gabriel destaca que essas incursões devem ser menos intensas do que o evento atual, sinalizando um padrão de contrastes ao longo do mês: frio rigoroso no início e tempo mais estável e quente no final.

Com o avanço do inverno e a influência de padrões atmosféricos neutros, os produtores rurais devem permanecer atentos às variações bruscas no clima. A oscilação entre frio extremo e temperaturas elevadas pode impactar diretamente no desenvolvimento de culturas agrícolas e na produtividade do campo.





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recuo nos preços é impulsionado por dólar e pressão de compradores


Os preços do algodão em pluma registraram forte retração ao longo de junho, pressionados por fatores tanto externos quanto internos. A combinação entre a valorização do real frente ao dólar e a queda nos preços internacionais comprometeu a competitividade das exportações, refletindo diretamente na formação de preços no mercado brasileiro.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, acumulou queda de 6,16% entre os dias 30 de maio e 30 de junho. No último dia do mês, a cotação fechou em R$ 4,1456 por libra-peso, o menor valor nominal desde 17 de fevereiro de 2025, quando o indicador marcou R$ 4,1153/lp.

Além da paridade de exportação desfavorável, o mercado doméstico também contribuiu para o recuo nos preços. Os compradores demonstraram menor apetite e exerceram pressão por valores mais baixos. Ao mesmo tempo, vendedores se mostraram mais flexíveis nas negociações, o que aumentou a liquidez e acelerou a queda nas cotações.

A média mensal de junho foi de R$ 4,2901/lp, uma retração de 2,4% em relação à média de maio. Ainda assim, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o valor ficou 9,1% acima, em termos nominais, evidenciando que o mercado ainda opera em patamar superior ao de 2024.

A conjuntura atual coloca o produtor de algodão diante de um cenário de cautela, especialmente no que diz respeito às vendas. A volatilidade cambial e as incertezas sobre a demanda global têm exigido maior atenção dos agentes quanto ao momento ideal para comercialização.

Com o avanço da colheita e a entrada de mais oferta no mercado interno nos próximos meses, o setor segue atento aos desdobramentos da economia internacional e à movimentação dos estoques. A manutenção ou reversão do atual movimento de baixa dependerá, sobretudo, da demanda externa e do comportamento do dólar.





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Farelo de soja tem queda em Mato Grosso com aumento da oferta



Farelo de soja caiu 1,51% no estado




Foto: Leonardo Gottems

Os preços do farelo e do óleo de soja registraram queda na última semana em Mato Grosso, refletindo o comportamento dos mercados internacional e interno. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o recuo está diretamente ligado à maior oferta de derivados da soja e à pressão negativa do petróleo no cenário global.

De acordo com o Imea, o farelo de soja caiu 1,51% no estado, encerrando a semana com média de R$ 1.537,75 por tonelada. A retração acompanhou o aumento da oferta do proteico no mercado local, além da queda de 2,17% na cotação do produto na Bolsa de Chicago (CBOT), que fechou cotada em US$ 278,25 por tonelada.

O óleo de soja também apresentou recuo, com desvalorização de 0,25% no mercado mato-grossense. A média semanal ficou em R$ 5.757,33 por tonelada. A queda foi influenciada principalmente pelo recuo de 4,45% nas cotações da CME Group, que fecharam em US$ 52,34 por libra-peso, puxadas pela redução no preço do petróleo Brent.

Apesar das pressões recentes, o valor do óleo de soja ainda se mantém elevado em relação ao ano passado. Conforme dados do Imea, a cotação atual está 28,66% acima do registrado no mesmo período de 2024, evidenciando que o mercado ainda encontra sustentação em fundamentos como a demanda por biocombustíveis.

Nesse contexto, a aprovação da mistura B15 — que aumenta a proporção de biodiesel no diesel comercializado no país — deve estimular a demanda por óleo de soja nos próximos meses. Essa mudança pode se tornar um fator de suporte aos preços no estado, mesmo diante de oscilações externas. 





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Paraná desponta como novo polo de etanol de milho no Brasil



Outro diferencial do estado está na infraestrutura



Outro diferencial do estado está na infraestrutura
Outro diferencial do estado está na infraestrutura – Foto: Pixabay

O Paraná tem se consolidado como destaque na produção de etanol de milho, com potencial para alcançar 6,2 milhões de litros, quase o dobro da capacidade estimada em regiões tradicionais como Nova Mutum (MT). Segundo dados da EEmovel Agro, a área de abrangência de 120 km a partir de Campo Mourão concentra mais de 3,1 milhões de hectares de milho na segunda safra, resultando em cerca de 259 milhões de sacas do grão.

A construção da usina da COAMO em Campo Mourão fortalece essa tendência. Com capacidade de processar 1,7 mil toneladas de milho por dia e produzir 765 mil litros de etanol diários, o projeto representa um investimento de R\$ 1,7 bilhão. Apesar da predominância da soja, o milho ganha cada vez mais espaço em municípios como Ubiratã, Mamborê e Campina da Lagoa, consolidando-se como a segunda cultura mais importante da região.

Outro diferencial do estado está na infraestrutura. O Paraná possui 5.182 silos com capacidade total de armazenamento de quase 39 milhões de toneladas, o que garante eficiência logística e maior atratividade para novos empreendimentos voltados ao biocombustível.

Para Luiz Almeida, Diretor de Operações Agro da EEmovel Agro, o estado reúne todas as condições para se tornar um polo nacional do etanol de milho. A combinação entre produção em larga escala, capacidade de armazenagem e investimentos em processamento fortalece a competitividade paranaense e impulsiona o desenvolvimento sustentável no setor.

“A capacidade produtiva da região, aliada à estrutura para armazenamento e processamento, coloca o estado em vantagem competitiva importante, comparado a outras regiões tradicionalmente produtoras, como o Mato Grosso. Isso deve atrair mais investimentos e gerar desenvolvimento econômico local”, explica.

 





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Milho mais barato pressiona rentabilidade em Mato Grosso



Safra cheia derruba preço do milho




Foto: Canva

O mercado do milho em Mato Grosso segue sob pressão com a intensificação da colheita da segunda safra. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre os dias 23 e 27 de junho, o preço médio da saca no estado fechou em R$ 39,84, o que representa uma queda de 0,79% em relação à semana anterior.

Esse valor tem se aproximado perigosamente do preço mínimo estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2025, fixado em R$ 35,91 por saca. O Imea destaca que esse encurtamento entre os dois patamares é reflexo direto da expectativa de maior produção da safra 2024/25 em comparação ao ciclo anterior. Com o aumento da oferta, a pressão sobre os preços tende a se intensificar nas próximas semanas.

Historicamente, quando o valor médio de mercado fica abaixo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o governo pode adotar medidas de apoio ao produtor rural, como a realização de leilões para a formação de estoques públicos. Essas ações visam assegurar uma remuneração mínima ao agricultor, como já ocorreu em safras anteriores, como as de 2016/17 e 2022/23.

Entretanto, a efetivação dessas políticas depende de uma série de fatores, como decisão política, disponibilidade orçamentária e uma solicitação formal por parte dos produtores ou entidades representativas. Ainda segundo o Imea, mesmo quando implementadas, essas ações nem sempre conseguem absorver todo o volume excedente do mercado.

 





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Vazio sanitário da soja começa no RS



Proibido cultivar soja no RS até setembro: entenda o vazio sanitário




Foto: AgrolinkFito

O Rio Grande do Sul inicia nesta quinta-feira, 3 de julho, o período do vazio sanitário da soja, medida para controle da ferrugem asiática. Até 30 de setembro, está proibida a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado. A restrição de 90 dias segue determinação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tem como objetivo interromper o ciclo do fungo causador da doença.

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o vazio sanitário, aliado ao calendário oficial de semeadura — que será de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026 —, é uma das principais estratégias de defesa fitossanitária para garantir a produtividade da soja no estado. A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e está entre as doenças mais severas enfrentadas pelos produtores brasileiros.

“O período de vazio sanitário e o calendário de semeadura adotado para a soja no Rio Grande do Sul se consolida como estratégia de enfrentamento da ferrugem asiática, para garantir o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para nosso estado”, destacou Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi.

O Estado mantém um programa próprio de monitoramento da ferrugem asiática, com atuação nas principais regiões produtoras. Esse sistema é baseado na detecção de esporos da doença associada a dados meteorológicos, permitindo a elaboração de mapas que indicam a probabilidade de ocorrência do fungo.





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Geadas podem comprometer safra de milho no Paraná



Milho cresce, mas enfrenta risco climático




Foto: Agrolink

A segunda safra de milho 2024/25 no Paraná já é a maior da história em termos de área cultivada, com 2,77 milhões de hectares plantados, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A estimativa de produção é de 16,5 milhões de toneladas, superando o recorde da safra 2021/22, que havia registrado 2,74 milhões de hectares.

No entanto, os dados não consideram os possíveis danos provocados pelas geadas que atingiram o estado entre os dias 24 e 25 de junho. O documento tem como referência o dia 23 e, de acordo com o Deral, é necessário tempo para avaliação precisa das perdas.

“O relatório não contempla ainda os impactos das geadas. Precisamos de alguns dias para entender com clareza a extensão dos danos”, informou o órgão.

A área com maior risco de comprometimento está estimada em 964 mil hectares, que se encontravam em fase de frutificação no momento das geadas. Esta área tem potencial de produzir até 5,9 milhões de toneladas de milho.

Segundo os analistas do Deral, caso 10% dessa produção em risco seja perdida, a redução seria de cerca de 596 mil toneladas. Se o prejuízo atingir 20%, a perda poderia alcançar 1,19 milhão de toneladas.

Apesar da possibilidade de perdas localizadas, o Deral considera que a produção continuará elevada. “Mesmo com perdas de até 20% na área mais vulnerável, a safra se mantém histórica pela extensão plantada e pelo volume total esperado”, aponta o boletim.





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Umidade alta favorece microrganismos no feijão



Chuvas afetam lavouras finais de feijão




Foto: Pixabay

As lavouras remanescentes de feijão da segunda safra no Rio Grande do Sul foram severamente prejudicadas pelas chuvas intensas dos últimos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), cerca de 2% da área ainda não havia sido colhida, e as precipitações inviabilizaram os trabalhos em muitas regiões.

A entidade alerta que a permanência dos grãos nas vagens sob umidade elevada provocou germinação precoce em plantas já maduras. “Esse fenômeno compromete diretamente a qualidade comercial do produto”, aponta o boletim. A combinação de umidade relativa elevada com saturação hídrica nas vagens criou ambiente propício para o surgimento de microrganismos.

Segundo a Emater, esse cenário acelerou a degradação fisiológica e sanitária dos grãos remanescentes, comprometendo o rendimento e a viabilidade da comercialização do feijão colhido neste estágio final da safra.





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Bahia e Alemanha estreitam laços no agronegócio



Delegação alemã visita agro do Oeste baiano




Foto: Pixabay

A adoção de tecnologias, práticas sustentáveis e soluções inovadoras no campo foi o foco da missão oficial do Ministério Federal da Alimentação, Agricultura e Identidade Regional da Alemanha (BMLEH) ao Oeste da Bahia. A visita, realizada entre os dias 17 e 19 de junho, foi coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), com apoio da Bahiainveste.

Durante a missão, a comitiva alemã percorreu os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves, onde teve contato com iniciativas locais ligadas à agricultura regenerativa, rastreabilidade de produtos, recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). O objetivo foi conhecer modelos produtivos sustentáveis e discutir parcerias futuras.

Segundo a Seagri, a agenda também incluiu reuniões para tratar de cooperação nas áreas de bioeconomia, segurança alimentar e energias renováveis. “Estamos estreitando relações que podem gerar oportunidades para produtores baianos e fomentar o intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre os dois países”, afirmou a secretaria.

O agronegócio é destaque nas relações comerciais entre a Bahia e a Alemanha. De acordo com dados do governo baiano, em 2024, 66% das exportações para o país europeu foram de farelo de soja. Celulose e café representaram 16% e 13%, respectivamente, enquanto outros produtos agropecuários somaram 6%. Por outro lado, o estado importou majoritariamente maquinários e equipamentos agrícolas da Alemanha, intensificando a troca tecnológica entre os mercados.





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Aveia-branca tem coloração pálida por falta de sol



Doenças foliares avançam em lavouras de aveia




Foto: Canva

As condições climáticas adversas têm dificultado o andamento da semeadura e das atividades de manejo da aveia-branca no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26). Apesar das chuvas intensas, a cultura apresenta bom desenvolvimento vegetativo, embora com coloração verde-pálida nas folhas, atribuída à baixa incidência de luz solar.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a estimativa para esta safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade projetada em 2.254 kg por hectare.

Na região de Frederico Westphalen, a semeadura alcançou 97% da área prevista, mas o desenvolvimento das lavouras está atrasado devido à escassa radiação solar. Além disso, o excesso de umidade favoreceu a incidência de doenças, com destaque para o complexo de manchas foliares.

Na regional de Ijuí, os trabalhos de plantio foram concluídos. No entanto, já se observa acamamento em lavouras em fase de emissão de panícula e floração. Produtores relatam dificuldades no controle de plantas daninhas e na aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

Em Passo Fundo, as condições de solo encharcado impediram o avanço da semeadura, que permanece em 40% da área prevista. As lavouras implantadas seguem em fase de desenvolvimento vegetativo.

Na regional de Santa Rosa, a previsão de tempo seco deve permitir a retomada do monitoramento das lavouras. Durante o período chuvoso, o tráfego de equipamentos agrícolas nas áreas cultivadas foi inviabilizado, levando à suspensão das ações de controle fitossanitário.





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