segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Gestão trabalhista no agro: prevenir é proteger



“O campo moderno exige gestão moderna”



“O campo moderno exige gestão moderna"
“O campo moderno exige gestão moderna” – Foto: Divulgação

O avanço tecnológico e a abertura de mercados no agronegócio brasileiro não têm sido acompanhados, na mesma medida, pela profissionalização da gestão de pessoas no campo. Segundo a advogada especialista em Direito Empresarial Daniela Correa, um dos principais pontos de fragilidade jurídica e risco reputacional do setor está na informalidade das relações de trabalho e na ausência de práticas estruturadas de compliance nas propriedades rurais e agroindústrias.

Para produtores, cooperativas e empresas que contratam e gerem mão de obra, transformar a relação com o trabalhador rural em um eixo estratégico é essencial. Isso envolve desde o registro formal e controle de jornada até treinamentos, canais de denúncia e políticas claras de conduta. Um programa básico de compliance deve contemplar o mapeamento de funções, auditorias periódicas, capacitação de lideranças e prevenção de situações como assédio e moradia precária.

Além de evitar processos que podem resultar em multas, embargos e dificuldades nas negociações com grandes compradores, o compliance trabalhista contribui para a melhoria do clima organizacional e a redução da rotatividade de funcionários. Tais medidas são, segundo Correa, ferramentas de segurança jurídica e também de sustentabilidade social.

“O campo moderno exige gestão moderna. E isso inclui a visão estratégica sobre quem faz o agro acontecer: a equipe contratada. Investir em uma estrutura legal sólida, em procedimentos claros e no fortalecimento da cultura de respeito ao trabalhador rural é, mais do que uma obrigação, uma decisão inteligente para proteger o negócio, os ativos e a reputação. O futuro do agro não depende só de tecnologia ou mercado. Depende também da  capacidade de empresas e produtores de fazerem a coisa certa no presente — com segurança jurídica, previsibilidade e responsabilidade na gestão das pessoas”, conclui.

 





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IA com sotaque do campo conecta pequenos produtores



A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa



A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa
A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa – Foto: Divulgação

Uma nova inteligência artificial está ganhando espaço no agronegócio familiar brasileiro. Trata-se do RAImundo, assistente virtual gratuito criado pela Embrapa em parceria com os ministérios da Agricultura (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), além da startup AZap.AI. Apresentado nos 52 anos da Embrapa, o RAImundo oferece orientação técnica automatizada para agricultores familiares, diretamente pelo WhatsApp, com linguagem simples e foco em inclusão digital.

A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa para responder dúvidas sobre manejo, clima, solo, pragas e produção sustentável. Com mais de 2.900 interações na fase beta, o sistema já demonstra alto potencial de impacto. Desenvolvido para funcionar até em áreas de baixa conectividade, o RAImundo visa melhorar o acesso à informação e ampliar a eficiência no campo.

“Estamos falando de uma tecnologia treinada com base na realidade brasileira, que escuta o produtor, orienta com responsabilidade e promove inclusão digital. O RAImundo nasce com potencial de impacto em larga escala”, afirma João Marcelo Occhiucci, CTO da AZap.AI.

Um dos destaques do RAImundo é o balcão digital de negócios, que permite compra e venda de insumos, alimentos e equipamentos com geolocalização, diretamente no WhatsApp. Além disso, a ferramenta auxilia agricultores no acesso a programas como PAA, PNAE e Pronaf, explicando etapas e documentos com clareza.

Com investimento inicial de R\$ 100 mil e previsão de novos aportes em 2025, o RAImundo deve lançar sua versão definitiva no segundo semestre do ano que vem. A meta é alcançar 100 mil produtores no primeiro ano de operação, promovendo mais produtividade, economia e acesso à tecnologia para quem vive do campo.

 





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Sul tem a maior queda da gasolina


O Sul do Brasil registrou, na primeira quinzena de julho, a maior redução no preço médio da gasolina entre todas as regiões do país, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O combustível foi comercializado a R$ 6,32, com queda de 0,63% em relação ao mês anterior. O etanol também apresentou retração de 1,08%, sendo vendido a R$ 4,58. Já o diesel comum subiu levemente 0,17%, com média de R$ 5,97, enquanto o tipo S-10 caiu 0,33%, chegando a R$ 5,96.

De acordo com o levantamento, o Sul é a única região onde o diesel segue abaixo dos R$ 6,00 — sendo, portanto, o mais barato do país. Essa estabilidade, aliada à redução mais acentuada da gasolina, indica uma competitividade maior entre os postos e melhores condições para o repasse de preços aos consumidores.

Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade, destaca que o cenário é especialmente positivo para os motoristas da região: no Paraná, o etanol se mostra mais vantajoso economicamente; já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a gasolina segue como a melhor opção. Ele também lembra que o etanol é uma escolha mais sustentável, por ser renovável e emitir menos poluentes.

“Os dados do Sul revelam um cenário interessante: mesmo com uma leve oscilação no diesel comum, a região mantém os menores preços médios do País para esse combustível — e é a única onde ele segue abaixo dos R$ 6. Isso mostra uma estabilidade que não se repetiu nas demais regiões. A gasolina também teve a maior queda do período, o que indica um ambiente de maior competitividade entre os postos e uma dinâmica local mais favorável ao repasse das reduções. É um movimento que, se sustentado, pode beneficiar bastante o consumidor da região”, comenta.

O IPTL é baseado em transações feitas em mais de 21 mil postos credenciados pela Edenred Ticket Log e reflete o comportamento real dos preços no país. A empresa gerencia mais de 1 milhão de veículos, com média de oito abastecimentos por segundo.

 





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Fungicidas se destacam no controle do oídio no trigo


Os Fungicidas da Sipcam Nichino Brasil demonstraram alta eficácia no controle do oídio em trigo durante os Ensaios Cooperativos de Rede da safra 2024. A avaliação, conduzida por 17 instituições de pesquisa em municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul, apontou a associação entre os produtos Domark® Excell e Fezan® Gold como uma das mais eficientes, com índice de controle chegando a 85,8%.

As análises foram realizadas em 11 lavouras nas cidades de Campo Mourão, Guarapuava, Palmeira, Ponta Grossa (PR), e Jaboticaba, Passo Fundo, Santa Bárbara do Sul, Cruz Alta, Coxilha e Pelotas (RS). Segundo José de Freitas, engenheiro agrônomo da companhia, os fungicidas à base de tetraconazole têm se destacado nos últimos anos pelo desempenho contra oídio, uma doença foliar que aparece logo após a emergência das plantas e pode evoluir rapidamente.

Além do controle eficaz, a estratégia da empresa resultou em um dos maiores rendimentos das áreas avaliadas, com média de 4,5 mil quilos de trigo por hectare. Freitas alerta que, se não controlado, o oídio pode causar perdas de até 60% na produtividade, especialmente em cultivares suscetíveis.

A Sipcam Nichino, de origem ítalo-japonesa, atua no Brasil desde 1979 e é fruto da união entre a italiana Sipcam, especializada em agroquímicos pós-patentes, e a japonesa Nichino, pioneira no desenvolvimento de moléculas para proteção de cultivos.

“Nos últimos anos, fungicidas à base de tetraconazole têm se destacado no controle do oídio”, reforça José de Freitas, engenheiro agrônomo, da área de desenvolvimento de mercado. “Não controlado, pode diminuir a produção de grãos em até 60%, uma vez que há cultivares altamente suscetíveis no mercado”, conclui.

 





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Conectividade no campo viabiliza agricultura mais eficiente


A conectividade rural tem se consolidado como uma das principais aliadas da transformação digital no agronegócio. Tecnologias como redes LTE privadas, conexões via satélite, 5G, LPWAN e LoRa vêm permitindo o uso de sensores, automação, plataformas digitais e sistemas de rastreabilidade, mesmo em áreas remotas, onde o acesso à internet ainda é um desafio.

Sem conexão, torna-se inviável implementar soluções que aumentam a produtividade, otimizam recursos e reduzem impactos ambientais. Por isso, a conectividade passou a ser tratada como infraestrutura essencial, ao lado da energia e da logística. A escolha da tecnologia ideal depende da realidade de cada propriedade, o que tem impulsionado o desenvolvimento de soluções modulares, combinando diferentes redes para atender às especificidades regionais.

“Falar em agricultura moderna com maior produtividade, menores custos e menor impacto ambiental, é falar em tecnologia. Sem conectividade, nada disso acontece”, destaca Vice-Presidente de marketing e vendas da Hughes, Ricardo Amaral. “Nossa missão é levar conexão onde ela é mais necessária. Em muitos lugares, a conexão por satélite é único caminho possível para o produtor acessar plataformas digitais, sensores, automação, rastreabilidade e outros recursos essenciais para um agro mais eficiente”, completa.

Essa abordagem tem sido aplicada em diversos projetos pelo país, como os apresentados pela Hughes do Brasil durante o AGROtic 2025. A empresa mostrou como a conectividade híbrida e o sensoriamento remoto vêm transformando a gestão agrícola, proporcionando maior controle e tomada de decisão baseada em dados.

O avanço da conectividade no campo representa mais do que acesso à internet: significa abrir portas para inovação, inclusão digital e um agro mais competitivo e sustentável, preparado para os desafios da próxima década.

 





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GNV cai 0,21% no Sul e custa R$ 4,84


O preço médio do Gás Natural Veicular (GNV) registrou uma leve queda de 0,21% na Região Sul durante a primeira quinzena de julho, alcançando R$ 4,84 por metro cúbico. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores praticados nos postos de combustíveis com base nas transações registradas.

Entre os estados do Sul, apenas o Rio Grande do Sul apresentou alta no período, com acréscimo de 4,19%, elevando o preço médio do GNV para R$ 4,72/m³. No Paraná, houve queda de 1,03%, com o metro cúbico sendo comercializado a R$ 4,81. Já em Santa Catarina, a redução foi de 0,39%, com o preço médio fixado em R$ 5,07/m³, o mais alto da região.

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, apesar da alta no Rio Grande do Sul, o recuo nos outros dois estados contribuiu para a queda média regional. Ele destaca que o cenário é de relativa estabilidade e que o GNV continua sendo uma alternativa vantajosa para motoristas que buscam economia.

As variações, segundo o levantamento, são pontuais e podem estar relacionadas a ajustes locais de distribuição ou revisões tarifárias. Mesmo com oscilações, o GNV se mantém competitivo frente a outros combustíveis, reforçando seu apelo econômico.

“O GNV segue com variações pontuais no Sul, mas o cenário geral é de leve recuo no preço médio. A queda observada no Paraná e em Santa Catarina puxou essa média para baixo, enquanto o Rio Grande do Sul destoou com uma alta mais expressiva, o que pode estar ligado a ajustes locais na distribuição ou revisão tarifária. Ainda assim, os preços seguem relativamente estáveis na comparação com outros combustíveis, o que mantém o GNV como uma alternativa viável para quem busca economia no abastecimento”, aponta.

 





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Crise no Oriente Médio pressiona custos do agro


A crescente tensão entre Irã e Israel já impacta diretamente o agronegócio nacional, principalmente nos custos com insumos e logística. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, em artigo publicado recentemente, o conflito geopolítico ultrapassa as manchetes e chega ao campo, influenciando o planejamento financeiro e a competitividade dos produtores.

Avelar destaca que a interrupção na produção de ureia no Irã e no Egito, fornecedores relevantes para o Brasil, fez os preços dispararem. O país depende de importações para mais de 85% dos fertilizantes usados, sendo 17% da ureia vinda do Irã. Ao mesmo tempo, o petróleo Brent teve alta superior a 7%, o que refletiu em aumentos de até 15% no preço do diesel, encarecendo o frete e outras operações agrícolas.

Além disso, o impacto vai além da lavoura: ele atinge a cadeia de grãos, a produção de ração e o mercado de proteínas, já que países da região respondem por cerca de 7% das exportações brasileiras do setor. Um eventual bloqueio de rotas marítimas, como o Estreito de Ormuz, poderia intensificar ainda mais esses efeitos.

Apesar do cenário desafiador, Avelar aponta que o Brasil segue colhendo boas safras e com posição forte no comércio global. Mas alerta: é hora de o produtor agir com inteligência, antecipar compras, proteger margens e operar com visão estratégica. Em tempos de volatilidade, informação e agilidade são os maiores ativos do campo.

“É necessário que o produtor rural brasileiro não pense apenas em grãos e máquinas, mas coloque no dia a dia informação, estratégia e resiliência. Nosso agro é gigante, mas não é uma ilha. Só considerando o que acontece à nossa volta é que garantimos que o Brasil siga sendo o celeiro do mundo, mas agora, um celeiro conectado, eficiente e preparado para qualquer tempestade global”, conclui.

 





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Ruptura nas gôndolas avança em junho


O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a ausência de produtos nas gôndolas dos supermercados, subiu para 13,6% em junho, registrando o segundo mês consecutivo de alta. O indicador cresceu 1,3 ponto percentual em relação a maio, quando estava em 12,3%. A elevação foi impulsionada por itens de consumo básico, como arroz, feijão, ovos, leite, café, açúcar e azeite.

A alta na ruptura reflete um cenário de pressão na cadeia de abastecimento, influenciado por instabilidades climáticas em regiões produtoras do país, valorização do dólar e desafios no comércio internacional. Essa combinação tem afetado a oferta de produtos, exigindo mais atenção do setor varejista e da indústria na reposição de estoques. Ao mesmo tempo, os consumidores seguem lidando com preços elevados, especialmente em categorias essenciais.

“O aumento do índice em junho reflete um contexto mais desafiador para a cadeia de abastecimento com influência direta de fatores econômicos e climáticos”, analisa Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da Neogrid.

Entre os produtos com maior variação, os ovos mantiveram a maior taxa de ruptura, subindo de 20,4% para 20,7%, mesmo com queda nos preços médios. O leite saltou de 11,4% para 13,9%, enquanto o feijão passou de 7% para 9,5%. O azeite teve a maior alta proporcional, de 7,4% para 10,4%. Arroz e café também apresentaram crescimento nas rupturas, com destaque para os impactos climáticos e a oscilação cambial nos preços finais.

O índice considera a indisponibilidade de produtos com base no mix ofertado por cada loja, sem levar em conta o histórico de vendas ou a demanda. A ruptura é calculada a partir da ausência de itens tanto nas prateleiras quanto no estoque físico interno, sendo um sinal de alerta para a eficiência logística do varejo e para a segurança alimentar da população.

 





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Produtividade e qualidade da cana caem no Centro-Sul



Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1%



Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1%
Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1% – Foto: Divulgação

A produtividade e a qualidade da cana-de-açúcar apresentaram queda na região Centro-Sul do Brasil em junho, segundo o boletim De Olho na Safra, do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com base na Plataforma de Benchmarking da instituição. Os dados mostram um cenário desafiador para a safra 2025/26, com impacto direto nos indicadores de eficiência agrícola.

Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1% em comparação com o mesmo período do ciclo anterior, passando de 125,2 para 121,4 kg por tonelada de cana. Já a produtividade agrícola média (TCH) caiu 10,8%, de 88,9 t/ha para 79,3 t/ha. Como resultado, o indicador de toneladas de açúcar por hectare (TAH) teve queda de 11,5%, indo de 11,2 para 9,9 t/ha. Na comparação mensal, o ATR de junho caiu 4,4% e a produtividade recuou de 88,8 para 79,5 t/ha.

Diante desse cenário, o CTC destaca caminhos para mitigar perdas e recuperar desempenho. Para Henrique Mattosinho, gerente de Desenvolvimento de Mercado do CTC, o uso de genéticas mais modernas, especialmente variedades precoces, é uma das principais estratégias para melhorar a qualidade da matéria-prima e ampliar os ganhos por hectare.

Embora o uso de variedades precoces contribua diretamente para o aumento do ATR, o levantamento da plataforma de benchmarking mostra que, entre abril e junho de 2025, 37% do volume processado ainda não utilizou essas genéticas. Esse dado revela o potencial de melhora com o aperfeiçoamento do planejamento de colheita e adoção de tecnologias mais alinhadas ao potencial produtivo.





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