quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

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Fertilização correta eleva renda no trigo



Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose



Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose
Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose – Foto: Seane Lennon

Segundo informações da Fertilizar Asociación Civil, da Argentina, o trigo é uma cultura altamente exigente em nutrientes, especialmente durante o ciclo invernal, quando ocorre uma menor mineralização natural do solo, tornando o uso de fertilizantes essencial para garantir altos rendimentos e qualidade dos grãos. Uma estratégia bem planejada de adubação é, portanto, fundamental para potencializar o crescimento, a sanidade e a produtividade das lavouras.

Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose, aplicando parte no momento da semeadura e o restante na fase de macollamento, o que favorece o desenvolvimento vigoroso das plantas. Já o fósforo deve ser aplicado preferencialmente no plantio ou até mesmo de forma antecipada, dependendo da logística disponível, garantindo que o nutriente esteja acessível desde os primeiros estádios de crescimento.

O enxofre, por sua vez, exerce papel crucial na produtividade e na qualidade proteica do trigo, sendo indispensável monitorar sua presença em solos arenosos ou pobres em matéria orgânica, que costumam apresentar maiores carências. Além disso, a aplicação de micronutrientes via foliar é uma prática que pode trazer benefícios adicionais, atuando como complemento para suprir deficiências pontuais.

Assim, adotar uma nutrição equilibrada e ajustada às características do solo e das condições climáticas não é apenas uma prática agronômica recomendada, mas um investimento direto na sanidade da cultura, na qualidade do produto final e na rentabilidade do produtor. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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Preço do clorantraniliprole sobe 30%



A curva de preços reflete bem o abalo na oferta



A curva de preços reflete bem o abalo na oferta
A curva de preços reflete bem o abalo na oferta – Foto: Pixabay

Com base nas informações de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest Commodities, a recente disparada nos preços do clorantraniliprole tem origem em um incidente de grandes proporções ocorrido no final de maio na fábrica da Youdao Chemical, na China. O episódio, que ocorreu há menos de 20 dias, gerou incertezas no mercado de defensivos, elevando os preços da substância em quase 30% nas últimas duas semanas. Embora inicialmente tenha havido especulação de impacto na produção de clorpirifós, isso não se confirmou, já que o foco real está no clorantraniliprole.

A curva de preços reflete bem o abalo na oferta: as cotações na China saltaram de cerca de US\$ 30/kg para US\$ 39,70/kg, segundo dados da Agrinvest. Paralelamente, o glifosato também apresentou leve valorização no mercado chinês, mostrando que o setor de defensivos agrícolas está atento a possíveis desdobramentos de oferta e demanda.

No Brasil, o cenário exige cautela. Até o dia 15 de maio, aproximadamente 38% das compras de defensivos para a safra 2025/26 já estavam concluídas, mas ainda restam entre 55% e 60% das aquisições de produtos para a soja em aberto. Essa lacuna, somada ao recente aumento de preços, torna o momento estratégico para o planejamento e negociação por parte dos produtores.

Segundo Jeferson Souza, que segue em rota pelo Mato Grosso para acompanhar o mercado de perto, é essencial que agricultores e parceiros revisem seus cronogramas de compra. A volatilidade atual é um alerta de que fatores inesperados podem influenciar significativamente os custos de produção nas próximas safras.

“No mercado brasileiro, ainda temos por volta de 55-60% das aquisições de defensivos para a soja 2025/26 em aberto. Sem dúvida, é um momento crucial para os planejamentos da próxima safra.  Estou a caminho do Mato Grosso para mais uma rodada pelo gigante do agro brasileiro”, comenta.

 





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Chuva atrasa colheita da super safrinha



“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração”



“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração"
“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração” – Foto: USDA

Segundo Marcos Rubin, CEO e Fundador da Veeries, os mapas climáticos mais recentes indicam boas perspectivas para o milho safrinha, especialmente em regiões como Paraná e Mato Grosso do Sul. As chuvas de junho têm sido benéficas para o enchimento de grãos nas lavouras mais tardias, fortalecendo ainda mais o potencial produtivo de uma safra que já vinha sendo projetada como robusta desde abril.

No entanto, Rubin destaca que o mesmo clima favorável à produtividade traz um desafio: o atraso na colheita. As chuvas continuam em algumas áreas e a previsão de uma frente fria atípica, prevista para esta semana em partes do Mato Grosso e Goiás, deve desacelerar a perda de umidade dos grãos que estão prontos ou quase prontos para a colheita.

Esse cenário faz com que a colheita demore mais para ganhar ritmo, postergando a chegada do milho ao mercado. O atraso na oferta pode gerar impacto na logística, nos preços e no planejamento das próximas etapas de comercialização, principalmente para os produtores que dependem de espaço e estrutura para escoar o produto.

Marcos Rubin ressalta que, em safras expressivas como a atual, o timing da oferta pode ser tão determinante quanto o volume colhido, reforçando a importância de monitorar as condições climáticas e ajustar estratégias de colheita e venda para minimizar riscos e aproveitar oportunidades de mercado.

“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração – e o milho, para chegar ao mercado. Um lembrete importante de que, em safras grandes como esta, o timing da oferta pode ser tão relevante quanto o volume”, conclui ele.

 





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Setores unidos enfrentam custos e falta de oferta



Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas



Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas
Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas – Foto: Pixabay

Segundo estudo do Rabobank, conduzido por Eva Gocsik e Maria Castroviejo, analistas setoriais de proteína animal, o fortalecimento da colaboração entre o setor de proteína animal e o setor de serviços alimentícios é essencial para enfrentar desafios como o declínio do número de animais, os altos custos de insumos, as mudanças demográficas, a pressão por sustentabilidade e a evolução das preferências de consumo. Os serviços de alimentação são responsáveis por aproximadamente um quarto do volume de vendas de proteína animal e continuarão a ser um canal vital para as empresas do setor.

Embora o mercado europeu de food service esteja maduro, a previsão é de um crescimento modesto e contínuo, impulsionado por mudanças no estilo de vida, famílias menores, maior demanda por conveniência e maior destinação de renda para refeições fora de casa. Nesse contexto, garantir o fornecimento de proteína animal de forma estável e a preços competitivos torna-se mais importante do que nunca, já que o produto representa uma parte significativa dos custos operacionais.

Para as empresas de proteína animal, estabelecer acordos de longo prazo e manter relações diretas com operadores de serviços alimentícios cria um ambiente de negócios mais seguro, incentiva investimentos na cadeia de suprimentos e fortalece a resiliência do fornecimento. Já para os operadores de food service, tais acordos ajudam a garantir o abastecimento, especialmente em situações de oferta limitada de carne bovina, além de abrir caminho para práticas mais sustentáveis.

Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas de processamento e preparo para empresas de proteína animal pode ajudar os operadores a mitigar os desafios relacionados à mão de obra. Assim, uma cadeia de suprimentos mais inteligente, eficiente e ágil, aliada ao aumento da agregação de valor, será fundamental para sustentar os negócios frente aos custos crescentes e às demandas por sustentabilidade e conveniência.

 





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Produção de etanol dos EUA sobe 2% em 2025



As exportações de etanol norte-americano cresceram 6%



As exportações de etanol norte-americano cresceram 6%
As exportações de etanol norte-americano cresceram 6% – Foto: Divulgação

A produção de etanol nos Estados Unidos segue em trajetória de crescimento, segundo o Relatório de Transporte de Grãos (GTR) de 12 de junho do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Até agora, em 2025, a produção de pouco mais de 4 bilhões de galões é 2% maior do que no mesmo período do ano passado e 7% acima da média dos últimos cinco anos. Esse avanço refletiu diretamente na logística: o transporte ferroviário de etanol Classe 1 subiu 5% em relação a 2024 e 12% comparado à média quinquenal, com 71% da produção partindo do Centro-Oeste dos EUA por via férrea.

Os principais destinos ferroviários foram a Costa Leste, que absorveu 41% dos volumes, seguida pela Costa do Golfo (29%), Costa Oeste (19%), distrito das Montanhas Rochosas (2%), Canadá (4%) e outros destinos (5%). Destaca-se o aumento das remessas para a Costa do Golfo (+12%) e para a Costa Oeste (+17%), acompanhando a expansão das exportações.

As exportações de etanol norte-americano cresceram 6% em relação ao mesmo período de 2024 e estão 29% acima da média de cinco anos, de acordo com o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS). Em 2024, as exportações representaram um recorde de 12% da demanda total anual e, nos primeiros três meses de 2025, já atingiram 14%. Canadá, União Europeia, Índia, Reino Unido e Colômbia responderam por 73% das vendas externas do biocombustível.

Para o ano fiscal de 2025, o USDA projeta exportações recordes de etanol no valor de US\$ 4,3 bilhões, o que significa um incremento de 3% em relação a 2024. Segundo o GTR, o aumento nas vendas para Canadá, UE, Reino Unido e Colômbia decorre principalmente de políticas de mistura obrigatória de etanol à gasolina. Já a alta na demanda indiana é puxada por usos não combustíveis, visto que o etanol doméstico está sendo redirecionado para abastecer o mercado de combustíveis.

 





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Investir em dólar vira estratégia popular



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado”



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado"
“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado” – Foto: Pixabay

Dados da Receita Federal mostram que, em 2024, mais de 800 mil brasileiros somaram R\$ 1,1 trilhão em bens no exterior, um indicativo de que investir fora do país se tornou mais acessível graças às plataformas digitais. Com valores iniciais baixos, muitos buscam proteger seu patrimônio da instabilidade do mercado interno e da desvalorização do real, optando por dolarizar parte dos investimentos.

Manter recursos em uma moeda mais estável funciona como proteção cambial, ajudando a reduzir os impactos das oscilações econômicas locais. Assim, o investidor garante maior segurança para o capital acumulado e preserva seu poder de compra a longo prazo, mesmo em cenários de crise.

“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado. Com o equivalente a R$100 ou R$200 já é possível aplicar em ativos como BDRs — recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3 —, ETFs ou abrir contas internacionais que permitem operar diretamente em dólar. A moeda funciona como uma proteção contra a volatilidade do real e oferece oportunidades que não existem no mercado nacional”, afirma Adriano Murta, especialista em investimentos internacionais com mais de 20 anos de experiência.

Além da proteção, investir em dólar abre portas para setores e empresas que não existem no Brasil, como as grandes companhias de tecnologia, fundos imobiliários globais e títulos do Tesouro norte-americano. Essa diversidade permite compor carteiras mais robustas, combinando ativos tradicionais e inovadores de acordo com o perfil de cada investidor.

Mesmo com essa facilidade, é importante considerar os custos de envio, taxas de câmbio e as regras de tributação. O movimento de democratização dos investimentos internacionais avança rápido, transformando a dolarização em uma opção cada vez mais comum para quem deseja expandir horizontes financeiros sem depender apenas do cenário econômico local.

 





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Clima prejudica folhosas em junho



Oferta de hortaliças alta apesar do clima




Foto: Seane Lennon

A produção de folhosas no Rio Grande do Sul tem sido impactada pelas condições climáticas de junho, com alta umidade, nebulosidade e poucas horas de sol prejudicando o desenvolvimento das olerícolas e aumentando a pressão de doenças fúngicas. As informações são do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (12).

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Feliz, poucos produtores estão cultivando rúcula em estufa. A cultura mantém o mercado consolidado, com ciclos de cultivo sucessivos que podem chegar a dez por ano. O preço da dúzia da folhosa em redes de supermercado e Ceasas é de R$ 10,00.

Em Santa Maria, especificamente em Cachoeira do Sul, o plantio de alface de inverno foi iniciado. No entanto, o cenário de “alta umidade, a nebulosidade e as poucas horas de sol” está desacelerando o crescimento das folhosas em toda a região. Em São Vicente do Sul, por exemplo, foi necessário o replantio de mudas. Apesar dessas condições adversas, o período é caracterizado por uma “grande oferta de hortaliças no comércio local”.





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Irã em conflito ameaça fertilizantes do Brasil


Com base em informações de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest Commodities, o Irã é peça-chave para o mercado de Ureia, produzindo cerca de 9 milhões de toneladas em 2024 e exportando, em média, entre 4,5 e 5,5 milhões de toneladas ao ano, sendo que aproximadamente 25% desse volume tem como destino o Brasil, que depende em 17% da Ureia iraniana.

“Presumo que não seja novidade para ninguém que acompanha o mercado de fertilizantes a importância do Oriente Médio no fornecimento global de fertilizantes (sobretudo N). Quando olho especificamente para o Irã, com base nos dados que compilamos do ano passado, podemos assegurar que cerca de 17% do que importamos veio de lá”, comenta.

Essa relevância ganha ainda mais destaque em meio aos atuais conflitos envolvendo o país, o que acende um sinal de alerta para o setor de nitrogenados. O Oriente Médio, de forma geral, é fundamental no fornecimento global de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, e qualquer tensão geopolítica pode impactar diretamente os custos de produção agrícola no Brasil.

Vale lembrar que o Brasil não é autossuficiente na produção de ureia — importa 100% do que consome. Assim, qualquer instabilidade em grandes exportadores como o Irã tende a refletir nos preços pagos pelos produtores rurais, que já lidam com margens apertadas e forte dependência do insumo para manter a produtividade.

Diante desse cenário de incertezas, que coincide com um importante leilão de compra de ureia pela Índia, o conselho é acompanhar de perto os desdobramentos para planejar bem o abastecimento, principalmente visando a próxima safra de verão e o safrinha de 2026. O gráfico ilustra a participação iraniana e a relevância de outros fornecedores para o Brasil.

“Enfim, antes de tirar qualquer conclusão precipitada, vejo como imperativo que, neste momento, o produtor acompanhe o que está acontecendo para ter um entendimento mais claro do futuro — especialmente em relação à safra de verão, para a qual ainda temos volume, e ao safrinha 2026”, conclui.

 





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Mercado global de aviões deve gerar US$ 680 bi


A Embraer divulgou, em 12 de junho de 2025, suas novas Perspectivas do Mercado Global de Aeronaves Comerciais (Market Outlook 2025), estimando uma demanda de 10.500 jatos e turboélices de até 150 assentos nos próximos 20 anos, com pedidos avaliados em US\$ 680 bilhões (Fonte: Embraer). O relatório foi lançado na véspera do Paris Air Show, trazendo análises detalhadas por região e uma abordagem inédita sobre o mercado chinês, que ganha destaque como motor de crescimento do setor.

Segundo o estudo, o tráfego global de passageiros, medido por receitas por passageiros por quilômetro (RPK), deverá crescer 3,9% ao ano até 2044, com a China liderando esse avanço, seguida por América Latina, África e Oriente Médio. Juntas, Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte concentrarão 76% da RPK global ao final do período. O documento reforça a tendência de frotas mistas, combinando aeronaves de diferentes capacidades para atender à demanda regional e estratégias de autonomia dos países.

Em termos de entregas, a América do Norte será responsável por 30,7% dos 8.720 jatos previstos, seguida por Europa/CIS (22,8%) e China (17,2%). Para os 1.780 turboélices, o destaque fica com a Ásia-Pacífico, que responderá por 36% das entregas, além de participações relevantes de América do Norte, Europa e África.

“Muitas das mudanças estruturais desencadeadas pela pandemia provaram ser bastante duradouras cinco anos após o seu início. Em nosso primeiro Market Outlook pós-pandemia, destacamos a transição da globalização para uma perspectiva geopolítica mais polarizada. Hoje, à medida que países e regiões buscam maior autonomia estratégica, a demanda por acesso regional continuará a crescer. Acreditamos que frotas mistas que combinem aeronaves narrowbody de menor e maior porte são essenciais para esse crescimento de longo prazo. Frotas mistas fornecem a versatilidade necessária para que a capacidade se adeque melhor à demanda, para a expansão de malhas aéreas e para o apoio dos objetivos de desenvolvimento nacional e regional,” afirma Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer.

 





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Práticas sustentáveis fortalecem agricultores africanos



A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática



A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente
A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente – Foto: Divulgação

Diante da volatilidade climática e dos custos crescentes de insumos, a agricultura da África Oriental chega a um ponto de virada crucial. Segundo Benjamin Gass, gerente de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Éléphant Vert, avançar em práticas sustentáveis é indispensável para garantir resiliência, segurança alimentar e desenvolvimento econômico duradouro. Ele aponta três estratégias para uma transformação de impacto nos sistemas agroalimentares da região.

A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente. Hortaliças, milho, café e flores são fontes vitais de renda, mas sofrem com estresses climáticos, pragas e solo degradado. A combinação de agronomia de precisão com insumos biológicos, como bioestimulantes e biocontroles, fortalece a resistência das plantas e reduz impactos ambientais. Um exemplo é o uso de vírus para controlar pragas como Helicoverpa armigera em milho e tomate, elevando a produtividade e mantendo padrões de exportação.

A segunda estratégia redefine a sustentabilidade como vetor de lucro. Para agricultores adotarem soluções sustentáveis, é essencial que percebam benefícios financeiros claros. Insumos biológicos mais acessíveis diminuem a dependência de químicos, estabilizam safras e amortecem a volatilidade do mercado. Experiências regionais mostram que bioestimulantes específicos otimizam o uso de nitrogênio e ajudam as lavouras a resistirem melhor ao estresse, tornando a sustentabilidade uma vantagem competitiva real.

Por fim, é fundamental fortalecer ecossistemas locais com capacitação e parcerias. A transformação exige infraestrutura de produção de insumos, treinamentos e cooperação entre empresas, ONGs e governos. Investir em polos de fabricação de insumos biológicos na região garante suprimento estável e custos menores, enquanto programas de capacitação asseguram o uso correto das novas tecnologias. Parcerias em países como Quênia, Etiópia e Tanzânia estão mostrando resultados, difundindo práticas sustentáveis e construindo uma base sólida para o futuro agrícola da África Oriental.

 





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