segunda-feira, março 23, 2026

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Sul passará por período de mais umidade



As projeções indicam aumento da umidade no Sul


As projeções indicam aumento da umidade no Sul
As projeções indicam aumento da umidade no Sul – Foto: Pixabay

A transição entre outono e inverno de 2026 deve trazer mudanças relevantes no padrão climático do país, com tendência de maior irregularidade nas chuvas e temperaturas acima da média em parte do território. O cenário ocorre após uma estação chuvosa abaixo do esperado e sob influência de uma La Niña fraca.

As projeções indicam aumento da umidade no Sul, enquanto áreas do extremo Norte devem enfrentar condições mais secas. No Centro-Sul, a previsão aponta para períodos de calor mais persistentes e menor frequência de ondas de frio, o que favorece a ocorrência de veranicos ao longo da estação.

De acordo com a Ampere, os sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial já são consistentes, com anomalias positivas de temperatura na superfície do mar próximas à costa oeste da América do Sul. Modelos como o ECMWF indicam que esse aquecimento deve se intensificar nos próximos meses, com possibilidade de configuração de El Niño a partir de maio. “Desde o inverno de 2025, a Ampere vem indicando a possibilidade de desenvolvimento de um evento de El Niño em 2026 e, até o momento, os prognósticos vêm corroborando essa sinalização”, completa o meteorologista sênior da consultoria, Bruno César Capucin.

A influência do fenômeno deve ganhar força no trimestre entre maio e julho, período em que são esperadas chuvas acima da média no Sul e em áreas do sul do Sudeste e do Centro-Oeste. Em contrapartida, o extremo Norte tende a permanecer mais seco.

O padrão também favorece temperaturas mais elevadas, especialmente pela maior atuação de ventos de norte, reduzindo a entrada de massas de ar frio. Esse contexto aumenta o risco de eventos extremos, como temporais no Sul e períodos prolongados de calor no Centro-Sul.





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Explosão nos preços da ureia acende alerta máximo



O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade


O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade
O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade – Foto: Canva

A recente movimentação dos preços da Ureia chama atenção pela intensidade e pela velocidade das altas observadas no mercado. As informações são de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado.

De acordo com o comportamento mais recente do indicador, o gráfico da ureia passou a desenhar um formato semelhante ao de um prédio, refletindo um avanço abrupto nas cotações. Esse movimento elevou os preços a patamares considerados elevados, gerando preocupação direta sobre a capacidade de absorção por parte da demanda.

O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade, o que amplia a cautela entre agentes do setor. Mesmo antes dos acontecimentos no Oriente Médio, já havia um sentimento de retração na área destinada ao trigo, motivado por custos e margens mais apertadas.

No final do mês de fevereiro, durante passagem pelo Rio Grande do Sul, o analista observou discussões sobre a redução da área de trigo no estado. No Paraná, a percepção era semelhante, indicando um movimento mais amplo entre produtores da região Sul.

Nesse cenário, com a ureia em níveis elevados, a tendência é de pressão adicional sobre a cultura do trigo, que depende fortemente do insumo. Esse encarecimento pode levar produtores a reavaliar o planejamento da próxima safra.

Diante desse contexto, outras culturas podem ganhar espaço nas áreas antes destinadas ao cereal, alterando a dinâmica de plantio. Esse possível redirecionamento exige acompanhamento atento do mercado, já que pode impactar tanto a oferta quanto os preços agrícolas nos próximos ciclos.

 





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MPF pede fim de prescrição remota de agroquímicos



A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória


A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória
A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória – Foto: Canva

A emissão de receituários agronômicos sem vistoria presencial entrou em debate após questionamentos sobre riscos à segurança ambiental e à saúde pública. O tema envolve a necessidade de diagnósticos técnicos precisos para orientar o uso adequado de insumos nas lavouras.

O Ministério Público Federal recomendou ao Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas a revogação imediata de normas que autorizam a emissão remota desses documentos. O entendimento é de que a Resolução nº 64/2025 contraria a Lei nº 14.785/2023 e o Decreto nº 4.074/2002, que exigem visita técnica no local. Para o órgão, a legislação determina que o diagnóstico seja feito com base em inspeção direta, considerada essencial para avaliar condições reais do solo, do ambiente e das culturas.

A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória, já que normas aplicáveis a engenheiros agrônomos mantêm a exigência de presença física para emissão de laudos. O procurador responsável pelo documento alertou que a ausência de verificação in loco pode caracterizar negligência técnica, com possíveis implicações legais.

Dados analisados por órgão estadual indicaram irregularidades relevantes. Foram identificados casos de emissão em volume incompatível com a prática técnica, incluindo um profissional com mais de 15 mil receituários em um ano. Também houve registros de prescrições para culturas sem expressão ou inexistentes no estado, o que levanta dúvidas sobre a consistência dos diagnósticos.

O MPF orienta a adequação da norma para tornar explícita a obrigatoriedade da vistoria presencial e propõe fiscalização retroativa dos últimos dois anos. O conselho tem prazo de 10 dias para se manifestar e, em caso de concordância, deverá implementar as mudanças em até 30 dias.

 





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Agrotóxicos proibidos continuam entrando no Brasil pela fronteira, aponta Ministério Público


O evento Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica iniciou na manhã desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, reunindo especialistas e autoridades no plenário do CREA-RS para discutir o uso responsável de agrotóxicos e a responsabilidade técnica na produção agrícola.

Um dos principais destaques da programação foi a palestra do promotor de Justiça Giovani Ferri, que trouxe um panorama detalhado sobre o combate ao uso ilegal de agrotóxicos no Brasil, especialmente em regiões de fronteira. Com mais de 30 anos de atuação no Ministério Público e cerca de duas décadas dedicadas ao tema, ele compartilhou a experiência no oeste do Paraná, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Segundo o promotor, o cenário é preocupante. “Temos um mercado paralelo muito grande de agrotóxicos ilegais, principalmente oriundos do Paraguai, que gera prejuízos significativos para toda a sociedade”, afirmou. Ele explicou que o enfrentamento desse problema ocorre de forma integrada, com a atuação conjunta de órgãos de fiscalização, segurança pública e instituições técnicas.

Desde 2016, o Ministério Público do Paraná desenvolve um plano estruturado de combate a essas irregularidades. Ferri destacou que esse trabalho é sustentado por três pilares fundamentais: “a proteção ambiental, a proteção da saúde humana e do trabalhador e a proteção da cadeia produtiva”.

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Ao longo da apresentação, ele reforçou que o uso inadequado de agrotóxicos ultrapassa o campo e impacta diretamente toda a sociedade. “A aplicação incorreta pode colocar em risco o consumidor, contaminar o meio ambiente e comprometer a própria sustentabilidade da produção agrícola”, disse.

As operações realizadas nos últimos anos mostram a dimensão do problema. Em uma das ações, foram apreendidas 46 toneladas de agrotóxicos ilegais e aplicadas multas que chegaram a R$ 2,8 milhões. Em outro caso, foi descoberta uma fábrica clandestina. “Identificamos um laboratório ilegal que produzia e distribuía agrotóxicos sem qualquer autorização, atingindo toda a região”, relatou.

As investigações também revelaram crimes associados, como contrabando, falsificação e sonegação fiscal. Em uma operação recente, realizada entre 2024 e 2025, foram identificados cerca de R$ 24 milhões em irregularidades tributárias, com ações em seis estados e interdição de estabelecimentos.

Outro ponto que chamou atenção foi a entrada de substâncias proibidas no país. “Mesmo produtos banidos no Brasil continuam entrando ilegalmente pelas fronteiras e sendo utilizados no campo”, alertou, ao citar o caso do paraquate.

No campo jurídico, o promotor destacou que a legislação brasileira trata o risco dos agrotóxicos como presumido. “Não é necessário haver dano comprovado. O simples armazenamento irregular ou a comercialização ilegal já geram responsabilização”, explicou.

Nesse contexto, o receituário agronômico ganha ainda mais relevância. “A emissão indevida de um receituário pode gerar responsabilidade civil, administrativa e até criminal”, afirmou. Ele ressaltou que essa responsabilidade não se restringe ao produtor rural, mas envolve toda a cadeia. “Revendas, profissionais e distribuidores também respondem pelas irregularidades”. Apesar dos desafios, Ferri destacou um avanço importante dentro do setor. “Temos recebido denúncias de engenheiros agrônomos, de forma sigilosa, o que demonstra uma preocupação crescente com os impactos dessas práticas”, disse.

 

 





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Procuradora da República orienta sobre responsabilidade criminal no campo


O evento Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica, realizado na manhã desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, também trouxe à tona discussões sobre os impactos jurídicos das mudanças na legislação de agrotóxicos, especialmente no campo da responsabilidade criminal.

A procuradora da República Flávia Rigo Nóbrega destacou que a nova legislação trouxe alterações significativas, principalmente ao reduzir o número de condutas tipificadas como crime.

Segundo ela, uma das principais dúvidas que surgem no setor é se determinadas práticas deixaram de ser consideradas criminosas. “Fica aquela questão: então quer dizer que essa conduta deixou de ser criminalizada? Eu não entendo que esse seja o melhor entendimento”, afirmou.

A procuradora explicou que a antiga legislação, como a Lei 7.802, previa dispositivos mais específicos, incluindo responsabilidades diretas do profissional técnico. Com a nova lei, esses dispositivos foram revogados, o que gerou uma aparente lacuna.

“É importante ter em mente que a Lei 7.802 foi totalmente revogada. Mas isso não significa que as interpretações construídas a partir dela, e também da Lei de Crimes Ambientais, tenham sido abandonadas”, ressaltou.

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De acordo com Flávia, a nova Lei nº 14.785 trouxe apenas duas condutas expressamente tipificadas como crime, o que representa uma redução significativa no campo da responsabilização penal. Ainda assim, ela alertou que isso não elimina a possibilidade de enquadramento criminal.

“A lei reduziu drasticamente o espaço de atuação criminal, mas isso não quer dizer que determinadas condutas deixaram de ser puníveis”, explicou.

A procuradora destacou que, embora alguns verbos e tipos penais não tenham sido repetidos na nova legislação, eles continuam contemplados em outros dispositivos legais.

“Quando a gente faz uma análise mais aprofundada, percebe que várias dessas condutas ainda encontram respaldo em outras normas. Elas não desapareceram do ordenamento jurídico”, afirmou.

Segundo ela, o desafio agora está na interpretação dessas normas e na aplicação prática da legislação. “A gente precisa olhar para frente, mas sem esquecer os pressupostos que já existiam. A interpretação jurídica continua sendo fundamental nesse cenário”, disse.

A fala reforça a preocupação com a responsabilização de profissionais e demais envolvidos na cadeia produtiva, especialmente diante de um contexto em que o uso de agrotóxicos segue sendo tema sensível para a saúde pública e o meio ambiente.

O debate integra uma série de painéis técnicos que discutem desde a responsabilidade civil e administrativa até os desafios da fiscalização e da atuação profissional no campo.





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Faec completa 60 anos de atuação em defesa do produtor rural no Ceará


Amílcar Silveira, presidente da instituição, destaca trajetória, reconhecimento aos produtores rurais e compromisso com os próximos anos

No dia 16 de dezembro, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) completou 60 anos de atuação institucional. Ao longo desse período, a entidade consolidou-se como principal representante dos produtores rurais e como articuladora do setor agropecuário no Estado.

À frente da Federação desde 2022, com mandato renovado por mais quatro anos, o presidente Amílcar Silveira destacou o papel da instituição ao longo de sua trajetória. “A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará faz 60 anos e estamos trabalhando firmes para os próximos 60 anos”, afirmou, ao reforçar o compromisso com a continuidade do trabalho desenvolvido desde a fundação da entidade.

Amílcar Silveira agradeceu a colaboração de todos que participaram da construção da história da Faec. “É preciso agradecer aos produtores rurais e aos colaboradores do Senar, da Federação da Agricultura, aos técnicos de campo, aos instrutores e aos parceiros que nos ajudam no dia a dia”, disse.

Ele mencionou ainda o trabalho das gestões anteriores na consolidação da instituição. “São 60 anos graças aos presidentes que passaram por aqui e construíram a Federação da Agricultura”, disse, ao citar Flávio Saboya e Torres de Melo. “A Federação da Agricultura está mais viva do que nunca. Espero e peço a Deus pelo menos mais 60 anos para a Federação da Agricultura.”

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Setor de bioinsumos supera R$ 7 bilhões


O novo marco regulatório dos bioinsumos tem potencial para impulsionar o crescimento do setor no Brasil, desde que combine estímulo à inovação com critérios rigorosos de segurança. A avaliação é de Júlia Emanuele de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio, que defende regras claras para a produção industrial e também para aquela realizada dentro das propriedades rurais.

Segundo a dirigente, o ambiente regulatório em construção tende a favorecer o avanço de um segmento que depende diretamente de pesquisa, tecnologia e desenvolvimento. “O marco que está sendo construído tem todo o potencial para favorecer o desenvolvimento do setor, porque os bioinsumos dependem de pesquisa e desenvolvimento. É um setor extremamente inovador”, afirmou.

Júlia destacou que a proposta em discussão abre espaço para o incentivo a novas tecnologias, à mistura de produtos e à chamada múltipla funcionalidade, pontos considerados estratégicos para ampliar a competitividade do setor no país. “Essa nova proposta de decreto vem trazendo incentivo para novas tecnologias, para a mistura de produtos e a múltipla funcionalidade também está sendo incentivada nesse novo marco regulatório”, disse.

Produção na fazenda entra no centro do debate

Apesar do otimismo com a regulamentação, Júlia chamou atenção para um ponto considerado sensível pela indústria: a necessidade de maior clareza sobre a produção feita pelo produtor rural dentro da fazenda.

Na avaliação da diretora, a regulamentação pode deixar de cumprir seu papel de incentivo caso não estabeleça parâmetros objetivos para essa prática. “A tendência é que o marco regulatório incentive o setor. O único risco de desincentivo seria a falta de clareza sobre a produção feita pelo produtor na fazenda”, afirmou.

Ela pondera que os bioinsumos são, em essência, produtos naturalmente seguros, mas isso não elimina a necessidade de controle técnico. “São produtos naturalmente seguros, encontrados na natureza, mas, se produzidos de forma inadequada, podem trazer riscos para quem usa e para quem consome os alimentos”, alertou.

Para Júlia, o debate regulatório precisa avançar com foco na segurança sanitária, ambiental e operacional. “Se todo o processo de produção, tanto industrial quanto feito pelo produtor rural, for realizado com critérios rigorosos de segurança para a saúde das pessoas e para o meio ambiente, essa regulamentação tende, sim, a ser um incentivo para o setor”, ressaltou.

Qualidade é condição para eficácia dos biológicos

Outro ponto enfatizado por Júlia é que a própria dinâmica de fabricação dos produtos biológicos exige elevado rigor técnico. Segundo ela, a eficácia e a estabilidade dos bioinsumos dependem diretamente do controle de qualidade em todas as etapas do processo produtivo.

“A indústria de biológicos no Brasil é naturalmente muito diligente. A produção exige um controle de qualidade extremamente rigoroso; caso contrário, o produto não sai conforme e a empresa pode perder todo o lote”, explicou.

Ela acrescenta que esse padrão já faz parte da rotina das empresas associadas à ANPII Bio e, na avaliação da entidade, precisa se estender a todo o mercado. “As empresas associadas à ANPII Bio são altamente diligentes e produzem com controle de qualidade rigoroso. Isso deve acontecer em todo o setor, inclusive na produção feita pelo produtor rural”, completou.

Setor vive momento de expansão no Brasil

As declarações de Júlia ocorrem em um momento de forte crescimento do mercado de bioinsumos no país. De acordo com dados apresentados pela ANPII Bio durante a terceira edição do Workshop de Inteligência de Mercado em Bioinsumos, realizada em Campinas, o setor superou R$ 7 bilhões na safra 2024/2025 e consolidou o Brasil entre os três maiores mercados do mundo, ao lado de Estados Unidos e China.

Hoje, o país responde por 15% a 18% do mercado global e concentra cerca de 50% das movimentações da América Latina. Entre 2022 e 2025, o número de empresas do segmento cresceu mais de 50%, impulsionado tanto pela entrada de novos players quanto pela diversificação de empresas tradicionais de insumos.

O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre executivos de mais de 90 empresas, além de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Embrapa, especialistas e consultorias.

 





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Medida provisória destina R$ 10 bilhões para conter preço do diesel



Diesel terá subsídio até o fim de 2026



Foto: Divulgação

O governo federal editou a Medida Provisória 1344/26, que abre crédito extraordinário de R$ 10 bilhões no Orçamento de 2026 para subsidiar parte do preço do diesel. A informação foi divulgada pelo Portal da Câmara dos Deputados e ocorre em meio à alta dos combustíveis provocada por tensões no mercado internacional.

De acordo com o texto, os recursos serão destinados à subvenção econômica da comercialização do óleo diesel de uso rodoviário até 31 de dezembro de 2026. A iniciativa busca reduzir os impactos da instabilidade nos preços do petróleo sobre o consumidor e a economia.

A preocupação do governo está ligada à volatilidade causada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além das tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Na justificativa da medida, o Executivo afirma que “a ausência de medidas mitigatórias céleres tem o potencial de gerar um efeito cascata inflacionário, desabastecimento e grave comprometimento da atividade econômica nacional”.

Na semana anterior, o governo já havia publicado a Medida Provisória 1340/26, também com foco na estabilização dos preços dos combustíveis, por meio de subvenção à produção ou importação de diesel.

A nova medida provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, posteriormente, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. O prazo para aprovação vai até 17 de maio.





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Brasil reforça papel global no Dia da Agricultura


O Brasil celebra nesta sexta-feira (20) o Dia Mundial da Agricultura consolidado como um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo. O setor é responsável por abastecer o mercado interno e contribuir para a segurança alimentar global, com atuação coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais indicam que, em 2025, o agronegócio brasileiro somou US$ 169,2 bilhões em exportações, respondendo por 48,5% das vendas externas do país. Produtos como soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja figuram entre os principais itens comercializados, com o Brasil ocupando posição de destaque em diversas cadeias produtivas.

A Secretaria de Política Agrícola projeta que a safra 2025/26 alcance 353,4 milhões de toneladas de grãos, o que representa um recorde. Segundo a pasta, o país atende cerca de 10% da população mundial, reforçando seu papel no abastecimento global. No caso do café, o Brasil mantém a liderança na produção e exportação, com cerca de 40 milhões de sacas embarcadas anualmente, volume equivalente a aproximadamente 35% do consumo mundial.

O desenvolvimento da agricultura tropical brasileira tem como base estudos conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que contribuíram para ganhos de produtividade e competitividade no setor.

O Mapa destaca que atua na formulação e execução de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, com foco em regulação, inovação e acesso a mercados. Entre os instrumentos estão as ações de defesa agropecuária e programas de apoio à comercialização, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), além de mecanismos de financiamento, estímulo à armazenagem e equalização de preços.

No Plano Safra 2025/2026, foram destinados R$ 516 bilhões ao setor agropecuário. As ações também incluem incentivo a práticas sustentáveis, ampliação de mercados internacionais e oferta de crédito rural.

Segundo o ministério, o sistema de defesa agropecuária atua na prevenção e no controle de pragas e doenças, além da fiscalização de resíduos, garantindo a qualidade dos alimentos. As políticas coordenadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária estabelecem padrões e monitoramento contínuo, com foco na rastreabilidade e na segurança dos produtos ao longo da cadeia produtiva.





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