segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Estados Unidos excluem suco de laranja, minério de ferro e aeronaves de tarifa de 50%


Mesmo com a imposição de uma nova tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros, o governo dos Estados Unidos excluiu itens-chave da medida, garantindo isenção a setores considerados estratégicos para a economia norte-americana. A decisão foi oficializada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira, 30 de julho de 2025, e passa a valer a partir do dia 1º de agosto.

De acordo com o Annex I da ordem executiva, foram mantidos fora da elevação tarifária produtos de alta relevância como sucos e derivados de laranja, minério de ferro, gás natural, alumínio, fertilizantes químicos e aeronaves civis — muitos deles essenciais para as indústrias dos Estados Unidos. A Casa Branca justificou a medida como uma resposta a ações recentes do governo brasileiro, consideradas “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.

Na lista de isenções estão produtos como castanhas-do-brasil com casca, diversos tipos de carvão, coque, gás de carvão e derivados minerais, além de gases como propano, etileno, butano e butileno. Também foram excluídos óxidos de alumínio, potassa cáustica, mica bruta, prata e ouro em forma de lingotes, além de ferro-gusa, ferronióbio e ligas metálicas primárias.

Outro setor amplamente beneficiado foi o de aviação civil, com a manutenção da isenção para pneus, motores, peças, turbinas e outros componentes industriais. A medida atende diretamente aos interesses da Embraer, empresa brasileira com forte presença no setor de aviação internacional. Produtos industriais como linhas, tubos, conexões metálicas e insumos plásticos para aeronaves também ficaram de fora da nova tarifa, desde que destinados exclusivamente à aviação civil.

O agronegócio brasileiro também respira aliviado com a manutenção da isenção para a polpa de laranja e sucos congelados e não congelados, produtos em que o Brasil é líder global nas exportações. Fertilizantes minerais e químicos, essenciais para a agricultura dos EUA, também permaneceram livres de taxação, bem como insumos para papel, celulose, papelão e fibras vegetais.

Apesar da exclusão de alguns setores, ainda não há confirmação sobre a inclusão ou isenção de produtos como carne bovina e café, duas das mais importantes commodities brasileiras. A expectativa é de que novos anúncios sejam feitos nos próximos dias.

Em publicação na rede Truth Social, Trump reiterou que não haverá prorrogação para a entrada em vigor das tarifas. “O prazo de 1º de agosto é o prazo de 1º de agosto. Ele continua firme e não será prorrogado. Um grande dia para a América!”, escreveu o presidente.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DE PRODUTOS BRASILEIROS ISENTOS DA NOVA TARIFA DE 50% DOS EUA:

Castanhas-do-brasil com casca, frescas ou secas (0801.21.00)

Polpa de laranja (2008.30.35)

Sucos de laranja congelados e não congelados, com diferentes especificações (2009.11.00, 2009.12.25, 2009.12.45)

Mica bruta (2525.10.00)

Minério de ferro, aglomerado e não aglomerado (2601.11.00, 2601.12.00)

Minério de estanho e concentrados (2609.00.00)

Diversos tipos de carvão, linhito, turfa, coque, gás de carvão e outros derivados minerais (códigos da seção 2701 a 2716)

Gases naturais, propano, butano, etileno, propileno, butileno, butadieno (2711.11.00 a 2711.29.00)

Matérias-primas de alumínio, silício, óxido de alumínio, potassa cáustica (2804.69.10, 2804.69.50, 2815.20.00, 2818.20.00)

Diversos produtos químicos, fertilizantes, cera, resíduos petrolíferos

Madeira, cortiça aglomerada, polpa química de madeira, polpa de algodão, polpa de fibras vegetais, celulose (4407, 4504, 4702 a 4706)

Prata e ouro, na forma de lingote ou dore (7106.91.10, 7108.12.10)

Ferro-gusa, ligas de ferro, ferronióbio, e outros produtos primários de ferro e aço (7201 a 7203)

Linhas, tubos e conexões de uso industrial, vários tipos de metais, borracha e plásticos para aviação civil marcados com “*”

Diversos artigos de uso aeronáutico (pneus, motores, peças, turbinas etc. – “civil aircraft only”)

Insumos para papel, papelão, celulose, artefatos de papel/papelão

Alguns tipos de pedras, fibras, crocidolita, amianto, misturas de fricção

Fertilizantes minerais e químicos de diversos tipos (capítulo 31, códigos 3105.10.00, 3105.20.00, 3105.60.00)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima afeta avanço da safra de algodão nos EUA



Qualidade do algodão recua




Foto: Canva

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicou que 80% da safra de algodão do país havia atingido o estágio de quadratura até 27 de julho. O índice representa um atraso de seis pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e três pontos abaixo da média dos últimos cinco anos.

O relatório também apontou que 44% das lavouras estavam em fase de formação de maçãs, resultado que está oito pontos percentuais abaixo do observado no ano passado e dois pontos abaixo da média quinquenal.

Quanto à qualidade, 55% das lavouras foram classificadas como boas a excelentes, uma redução de dois pontos percentuais em comparação com a semana anterior, segundo a avaliação do USDA.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Déficit de armazenagem força venda antecipada da soja em Mato Grosso



Produtores de soja enfrentam gargalo logístico




Foto: United Soybean Board

Mato Grosso segue enfrentando um dos maiores desafios logísticos do setor agrícola: a insuficiência na capacidade de armazenagem. Em 2025, o estado tem capacidade para estocar apenas 49,87% do volume total previsto para a safra 2024/25, um cenário que pressiona diretamente os sojicultores. A produção de soja e milho deve atingir 104,91 milhões de toneladas, evidenciando um descompasso entre a colheita e a estrutura disponível para estocagem.

Segundo informações do boletim informativo do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a estrutura estática de armazenagem no estado segue em 52,32 milhões de toneladas — mesmo volume registrado em 2024. Isso representa um déficit de 52,60 milhões de toneladas, obrigando muitos produtores a tomar decisões comerciais desfavoráveis por falta de espaço para guardar os grãos.

Esse desequilíbrio entre produção e armazenagem não é recente. Desde a safra 2010/11, enquanto a produção de grãos cresceu em média 9,89% ao ano, a capacidade de estocagem aumentou apenas 4,25% ao ano. Essa diferença se deve à ausência de investimentos robustos e à escassez de políticas públicas que incentivem a construção de novos armazéns, especialmente por parte de pequenos e médios produtores.

Sem estrutura adequada, muitos agricultores têm sido forçados a vender parte da safra de forma antecipada para liberar espaço. Essa prática reduz o poder de negociação do produtor rural, que se vê impedido de comercializar seus produtos nos momentos de preços mais vantajosos, o que compromete a rentabilidade da lavoura.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Micronutrientes ganham destaque no milho verão



As tecnologias do setor estão cada vez mais sendo usadas



As tecnologias do setor estão cada vez mais sendo usadas
As tecnologias do setor estão cada vez mais sendo usadas – Foto: USDA

Produtores de milho verão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná enfrentam um novo desafio agronômico: a deficiência de micronutrientes no solo, especialmente Boro. Enquanto o uso de macronutrientes já é prática consolidada, a falta de micronutrientes pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e a formação das espigas.

Para enfrentar esse problema, cresce o uso de tecnologias como o fertilizante SulfaBor, da catarinense MaxiSolo, que combina boro, cálcio e enxofre em liberação imediata e gradual. Segundo o agrônomo Caio Kolling, o produto corrige a deficiência de boro, muitas vezes imperceptível nas fases iniciais da cultura, e evita deformações nas folhas e má formação das espigas. “A deficiência de boro nem sempre é visível no início do ciclo, mas com o avanço da lavoura, surgem sintomas como folhas jovens deformadas, crescimento limitado e má formação de espigas. Isso compromete diretamente a produtividade”, explica.

O produtor André Wolf, de Santo Cristo (RS), observou melhora significativa na produção de silagem após o uso do SulfaBor, com maior duração do milho no ponto ideal, mesmo em períodos chuvosos. A MaxiSolo também lançou o SZMaxi, fertilizante à base de sulfatos com cálcio, enxofre e zinco, que além de nutrir, condiciona o solo, melhora a formação de grãos e amplia a resistência ao estresse.

“O milho normal sem SulfaBor, em 3 ou 4 dias já passava do ponto. A partir do uso da tecnologia consegui levar o milho a três semanas mantendo o ponto de silagem. Em época de chuvas, não precisa entrar na lavoura causando a compactação do solo, eu consigo estender esse período”, conta. A recomendação é que o uso dessas soluções seja sempre guiado por análise de solo e orientação técnica.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Queda nos preços do arroz pressiona margens



A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria



A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria
A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria – Foto: Divulgação

O mercado de arroz enfrenta uma acentuada correção nos preços, com reflexos diretos sobre a rentabilidade de produtores e da indústria beneficiadora. De acordo com relatório do Itaú BBA, em junho de 2025 o arroz em casca fechou a R$ 67,19 por saca de 50 kg — uma queda de 41% em relação ao mesmo período de 2024. Desde o início da colheita, em março, os preços vêm caindo de forma contínua, gerando apreensão quanto à viabilidade de investimentos para a próxima safra 2025/26.

A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria com custos mais baixos na compra da matéria-prima. No entanto, o repasse de outros insumos, como transporte e embalagens, tem encontrado resistência, devido ao comportamento mais cauteloso do varejo e aos estoques reduzidos no atacado. Com isso, as margens seguem comprimidas, especialmente no primeiro trimestre de comercialização da nova safra.

Mesmo com a retração no atacado, a redução nos preços não acompanha a velocidade observada no campo, criando um descompasso que dificulta a formação de preços sustentáveis ao longo da cadeia. O consumo interno desaquecido também contribui para esse cenário, tornando mais difícil a obtenção de margens positivas nas vendas.

Além disso, a boa oferta de arroz no Mercosul e o câmbio mais favorável mantêm as importações de arroz em casca e beneficiado como uma alternativa competitiva. Porém, a entrada do produto já processado exerce pressão adicional sobre a indústria nacional, que ainda carrega estoques adquiridos a preços elevados na safra anterior, agravando o desafio de equilibrar custos e receitas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizante biotecnológico promete ganhos em produtividade



Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo



Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo
Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo – Foto: Divulgação

A crescente degradação do solo, aliada ao uso intensivo de fertilizantes químicos, tem gerado preocupação entre produtores e especialistas, especialmente diante da queda na produtividade e do aumento dos custos de insumos. O desequilíbrio da microbiota do solo, a compactação e a baixa disponibilidade de nutrientes comprometem o desenvolvimento saudável das plantas e dificultam práticas agrícolas mais sustentáveis.

Supergan é o único fertilizante do mercado com registro de condicionador biológico de solo no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Enriquecido com bactérias inteligentes da tecnologia Smartbac, o produto atua de forma integrada nas dimensões física, química e biológica do solo, promovendo maior equilíbrio da microbiota, melhor enraizamento e aumento na disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Indicado para diversos tipos de cultivo — incluindo milho, soja, café, cana-de-açúcar, batata, maçã e tomate —, o Supergan contribui para o aumento da produtividade e reduz a dependência de fertilizantes químicos convencionais. Sua ação microbiana favorece a fixação de nitrogênio, além de facilitar a solubilização de fósforo e potássio, elementos essenciais ao desenvolvimento vegetal.

Combinando macro e micronutrientes à ação biotecnológica, o fertilizante potencializa a eficiência nutricional das culturas, promovendo melhorias na qualidade do solo e na saúde das plantas. Essa abordagem resulta em lavouras mais produtivas e resilientes, mesmo em condições desafiadoras.

O Supergan está alinhado aos princípios da agricultura regenerativa, que busca restaurar e preservar a fertilidade do solo a longo prazo, contribuindo para sistemas agrícolas mais sustentáveis e economicamente viáveis.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

IA automatiza análise de germinação de sementes



A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade



A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade
A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade – Foto: Pixabay

Uma nova tecnologia com inteligência artificial e automação está sendo usada para melhorar a avaliação da germinação de sementes e o crescimento de plântulas em casas de vegetação. O sistema utiliza câmeras de alta resolução para capturar imagens que são analisadas por algoritmos, permitindo medir indicadores como cobertura foliar, número e uniformidade das plântulas, além do Índice de Velocidade de Emergência (IVE).

Com escaneamentos diários e operação remota, o processo se torna até 20 vezes mais rápido do que o método manual tradicional. A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade e reduz erros, enquanto os dados ficam disponíveis na nuvem para acompanhamento em tempo real e armazenamento histórico.

Essa abordagem traz mais padronização e agilidade para análises de qualidade no setor de sementes, beneficiando desenvolvedores, multiplicadores e laboratórios certificadores. O uso dessa tecnologia pode contribuir para acelerar a entrega de sementes com melhor qualidade ao agricultor. A solução foi desenvolvida por uma startup de Piracicaba (SP), que focou na automação completa do processo para aumentar a eficiência das avaliações em ambientes controlados.

“O grande diferencial da Phenosync é a automação completa. O sistema armazena as coordenadas de cada unidade a ser avaliada e executa os ‘scans’ nos horários definidos. Um escaneamento completo de uma casa de vegetação de 21m x 7m (cerca de 550 unidades com até 100 sementes cada) leva cerca de 60 minutos”, explica Fernando Hinnah, cofundador da empresa. “Com nossa tecnologia, é possível realizar análises até 20 vezes mais rápido do que o método tradicional, com padronização total e rastreabilidade desde o plantio até a avaliação final”, completa Gustavo Bilibio, gerente comercial da empresa.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago com fraca demanda



O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas



O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas
O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas – Foto: Bing

A soja encerrou o pregão desta segunda-feira (29) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a combinação de ampla oferta nos Estados Unidos e baixa demanda internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de agosto, referência para a safra brasileira, caiu 1,00% ou 10,00 cents por bushel, cotado a US$ 988,75. O contrato de setembro recuou 0,95% (US$ 9,50 cents), fechando em US$ 992,50. O farelo de soja também caiu 1,08% (US$ 2,90/ton curta), enquanto o óleo de soja subiu levemente 0,11% (US$ 0,06/libra-peso).

O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas, favorecido pelo clima, e pela falta de interesse da China pela soja dos EUA. Os embarques continuam lentos e os últimos acordos comerciais não trouxeram o volume esperado de compras, o que tem desanimado os produtores, que já se preparam para a nova safra. Enquanto isso, a Argentina reduziu os impostos sobre exportação, incentivando a negociação de soja e farelo no país vizinho.

Nos Estados Unidos, apesar de uma leve queda na qualidade das lavouras, o mercado ainda projeta uma safra robusta. A abundância da oferta combinada com a fraca demanda externa — principalmente pela ausência da China — limita qualquer recuperação significativa nos preços da oleaginosa em Chicago.

Em contraste, o mercado brasileiro vive um momento altista. Os preços internos da soja atingiram patamares recordes na última semana, puxados pela forte demanda externa, sobretudo da China, por prêmios elevados e por um câmbio favorável. A alta da taxa Selic também torna mais caro o custo de armazenagem, o que incentiva os produtores a venderem o grão disponível no curto prazo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja inicia semana com ritmo lento


A semana começou com ritmo lento e 60% da safra comercializada no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 138,00 (-0,72%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 133,00 (-0,75%) Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 131,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 132,00 (-0,75%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina enfrenta lentidão nas vendas. “O aumento da produção estadual, somado à chegada da safra de inverno, tem sobrecarregado a capacidade existente, criando gargalos que afetam o escoamento. A sobreposição de safras intensifica a disputa por espaço de armazenagem e transporte, expondo um desafio estrutural que vai além das flutuações de mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 137,19 (-1,16%)”, completa.

Mais dificuldades com oferta excessiva e armazenamento são vistas no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,15 (+2,08%). Em Cascavel, o preço foi 124,01 (-0,77%). Em Maringá, o preço foi de R$ 123,47 (-1,66%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 122,49 (-3,09%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,13 (-0,04%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, informa.

O estado do Mato Grosso do Sul tem vendas lentas e pressão logística. “A lentidão nas vendas segue preocupando, indicando cautela por parte dos produtores e desafios para escoar a produção em um mercado pressionado por uma capacidade estática de armazenamento que é insuficiente, mas como já explicado anteriormente, isso se repete por todo o Brasil, pois a produção cresce mais rápido do que a estrutura. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 120,35 (-0,25%), Campo Grande em R$ 120,40 (-0,33%), Maracaju em R$ 120,35 (-0,23%), Chapadão do Sul a R$ 118,76 (+0,44%), Sidrolândia a em R$ 120,40 (-3,75%)”, indica.

Mato Grosso amplia exportações para a China, mas enfrenta gargalo logístico crítico. “Campo Verde: R$ 117,40 (-0,68%). Lucas do Rio Verde: R$ 115,35 (-1,22%), Nova Mutum: R$ 115,95 (+1,44%). Primavera do Leste: R$ 117,40 (-2,07%). Rondonópolis: R$ 117,40 (-2,07%). Sorriso: R$ 113,80 (+2,175%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 e em Chicago



Na B3, os principais vencimentos registraram recuos



Na B3, os principais vencimentos registraram recuos
Na B3, os principais vencimentos registraram recuos – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho encerraram esta segunda-feira (29) em baixa tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados por fatores internos e externos. A desvalorização acompanha a renovação das mínimas em Chicago, impulsionada por uma safra robusta nos EUA e o avanço da colheita no Brasil, o que torna o milho americano mais competitivo no mercado global.

Na B3, os principais vencimentos registraram recuos: o contrato para setembro/25 fechou em R\$ 65,05, queda de R\$ 0,59 no dia; novembro/25 caiu para R\$ 68,22, baixa de R\$ 0,36; e janeiro/26 recuou para R\$ 71,91, uma redução de R\$ 0,21. No físico, o indicador do milho ESALQ/BM\&FBovespa (Campinas-SP) mostra leve recuperação nos últimos dias, mas ainda acumula perdas em julho. O Cepea destaca que, enquanto regiões com colheita atrasada sustentam preços com menor oferta, áreas como o Centro-Oeste pressionam as cotações com maior disponibilidade do grão. O aumento no custo do frete também atua como fator de suporte pontual.

Já em Chicago, os contratos caíram mesmo diante de dados positivos de demanda. A referência de setembro fechou em US\$ 3,9375 por bushel, com queda de 1,44%, enquanto dezembro recuou 1,19%, para US\$ 4,14. Apesar das vendas extras no dia — somando 450 mil toneladas — e de exportações semanais 54% superiores à anterior, o mercado seguiu pressionado pelo cenário de ampla oferta e expectativa de menor demanda no médio prazo. Além disso, o Secex apontou que o Brasil exportou, até o momento, apenas 42,8% do volume embarcado em julho de 2023. Embora o ritmo esteja melhorando, as projeções indicam que os embarques só devem ganhar força efetiva em agosto.





Source link