terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC e segue atenta ao…


As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços dos suínos seguem majoritariamente estáveis nos principais polos produtores nesta terceira semana de dezembro.Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026.

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade nesta terceira semana de dezembro e o valor segue ao redor de  R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

“Estabilidade proforma: o número fecha igual, mas o mercado segue negociado no detalhe e de olho em janeiro. Semanas curtas e ofertas ansiosas abrem espaço para vários movimentos”, informou Alvimar Jalles, Consultor de Mercado em Minas Gerais.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. 

De acordo com o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a cotação apresentou uma pequena queda, movimento que ele classifica como um “rearranjo natural” de mercado. O ajuste busca alinhar os preços à realidade atual da oferta e demanda.

“Entramos dentro de uma realidade daquilo que acredito que realmente vai ficar agora. Tivemos uma pequena queda, mas é um rearranjo de mercado. Acreditamos que os preços devem se manter nesse patamar até o dia 8 de janeiro”, afirmou Lorenzi.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro.

No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba.

Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 a 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36.

No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

A força do manejo biológico no solo produtivo



Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes


Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes
Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes – Foto: Canva

O manejo do solo tem passado por mudanças profundas à medida que soluções biológicas ganham espaço na agricultura moderna, alterando a forma como doenças e produtividade são tratadas no campo. A análise é de George Alves Rodrigues, Líder de Negócios e Desenvolvimento de Mercado, com base em mais de duas décadas de acompanhamento direto de safras e tecnologias agrícolas.

Nesse período, práticas antes vistas com desconfiança passaram a ocupar papel central no planejamento agronômico, especialmente o controle biológico. Entre essas ferramentas, o Trichoderma se consolidou como um dos principais agentes no manejo do solo, deixando de ser tratado como alternativa para se tornar estratégia recorrente em sistemas produtivos de larga escala.

Embora conhecido pela ciência há séculos, o Trichoderma ganhou relevância com o avanço da bioengenharia e das formulações comerciais. Sua atuação vai além do micoparasitismo, pois envolve competição por espaço e nutrientes, dificultando o estabelecimento de patógenos de solo como Fusarium, Rhizoctonia e Sclerotinia. O efeito se estende ao estímulo fisiológico das plantas, com indução de mecanismos de defesa e fortalecimento do sistema radicular.

Em áreas agrícolas com histórico de alta pressão de doenças, o uso do Trichoderma em tratamentos de sementes e no sulco tem mostrado resultados consistentes. Em lavouras de soja no Cerrado, a adoção de um manejo biológico estruturado contribuiu para o controle do mofo-branco e para o aumento do vigor das plantas, refletindo maior tolerância a períodos de estresse hídrico.

A experiência reforça a percepção de que solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes. Enquanto defensivos químicos atuam de forma pontual, o manejo biológico promove equilíbrio e imunidade ao sistema produtivo. O avanço da microbiologia agrícola indica que a atenção à biota do solo será cada vez mais determinante para a competitividade no campo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ampliação industrial reforça oferta de soja no Vietnã



Nova planta impulsiona os negócios


Nova planta impulsiona os negócios
Nova planta impulsiona os negócios – Foto: Leonardo Gottems

A ampliação da capacidade de processamento de soja no Sudeste Asiático avança como resposta ao crescimento da demanda por insumos para ração e alimentos, reforçando a segurança de matérias-primas em mercados dependentes de importação. No Vietnã, um novo investimento industrial amplia a oferta local de farelo e óleo, com impacto direto sobre a cadeia de proteína animal e o abastecimento interno.

A Vietnam Agribusiness Ltd., joint venture entre a Bunge Global e a Wilmar International, inaugurou a segunda linha de esmagamento de soja no parque industrial de Phu My 1, com investimento de US$ 100 milhões. A nova unidade adiciona 4 mil toneladas à capacidade diária e eleva o total para 7,8 mil toneladas por dia, somando-se à linha em operação desde 2011. A empresa atua no processamento de oleaginosas voltadas aos mercados de alimentos e nutrição animal.

O complexo industrial ocupa uma área de 11,2 hectares e conta com oito silos de armazenamento, com capacidade total de 120 mil toneladas, equipados com sistemas automatizados de controle de temperatura e umidade. A estrutura integra reaproveitamento de calor, circulação fechada de água e automação contínua para reduzir consumo de recursos e riscos operacionais. Os processos utilizam tecnologias de fornecedores globais e monitoramento por sensores e análise por infravermelho próximo.

Em plena operação, as duas linhas poderão processar até 2,6 milhões de toneladas de soja por ano, gerando cerca de 2 milhões de toneladas de farelo, volume equivalente a aproximadamente 30% da demanda doméstica de ração animal. A produção anual de óleo bruto de soja deve superar 500 mil toneladas, destinadas ao consumo interno e à exportação. O setor pecuário vietnamita cresce entre 3% e 5% ao ano há duas décadas, sustentando a expansão industrial.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria aponta nova lógica nos preços da soja



Os prêmios de exportação também tiveram papel central


Os prêmios de exportação também tiveram papel central
Os prêmios de exportação também tiveram papel central – Foto: Canva

O mercado brasileiro de soja em 2025 foi marcado por uma dinâmica própria, na qual fatores internos tiveram peso maior na formação dos preços do que o comportamento das cotações internacionais. Segundo análise da TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago atuou mais como referência do que como indutora de tendência, enquanto base, prêmios e câmbio definiram o valor efetivo recebido pelo produtor no país.

Ao longo do ano, mesmo com Chicago operando de forma lateral e volátil, os preços em reais apresentaram oscilações relevantes, refletindo principalmente a movimentação do dólar e as condições domésticas de oferta e demanda. No primeiro semestre, a base permaneceu enfraquecida em razão da safra cheia, da pressão logística no pico da colheita e da elevada disponibilidade de soja. Esse cenário começou a mudar na segunda metade do ano, quando o avanço das exportações, a redução da oferta remanescente e uma demanda interna mais ativa contribuíram para a recuperação gradual da base.

Os prêmios de exportação também tiveram papel central. No início de 2025, ficaram entre negativos e neutros diante do grande volume ofertado, mas ganharam força no segundo semestre, especialmente em momentos de maior apetite chinês pela soja brasileira e de menor competitividade do produto norte-americano. Esse fortalecimento foi decisivo para sustentar os preços internos, permitindo margens mais ligadas aos prêmios do que às oscilações da CBOT.

O câmbio completou o quadro, com um dólar estruturalmente firme e picos de volatilidade associados à política fiscal brasileira e ao ambiente internacional. Em diversos momentos, a alta da moeda norte-americana compensou quedas em Chicago, reforçando o câmbio como principal sustentáculo do preço em reais. Nesse contexto, estratégias baseadas na gestão ativa e no desacoplamento das decisões comerciais mostraram-se mais eficientes do que apostas direcionais, ao permitir a captura de oportunidades pontuais em cada um dos vetores de formação de preço.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sou de Algodão + Casa de Criadores abre inscrições para estudantes de moda


Por Flá Do Agro

A moda também começa no campo. E é justamente dessa conexão que nasce o Desafio Sou de algodão + Casa de Criadores, o maior concurso voltado a estudantes de moda do Brasil. A iniciativa é do movimento Sou de algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (ABRAPA), em parceria com a Casa de Criadores. A 4ª edição foi anunciada oficialmente e está com inscrições abertas até 28 de fevereiro de 2026.

Com o conceito “Aqui a moda começa do zero”, o desafio convida estudantes de todo o país a olharem para a matéria-prima nacional com mais profundidade, criatividade e propósito. O lançamento ocorreu durante a “56ª Semana Casa de Criadores” e reforça uma mensagem clara: tendência e responsabilidade precisam caminhar juntas desde o início do processo criativo.

Ao longo das edições anteriores, o concurso já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e Guilherme Dutra. Na última temporada, realizada em 2024, o grande vencedor foi Lucas Caslu. Ao todo, mais de 950 trabalhos de todas as regiões do Brasil participaram, trazendo à passarela identidade, cultura e histórias autorais.

Segundo André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, para 2026 a ideia é refletir a pluralidade da moda brasileira. “A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, regional e conectada com as nossas raízes. Criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável”, afirma.

Quem pode participar

Podem se inscrever estudantes que tenham concluído o ensino médio e estejam matriculados em cursos superiores reconhecidos pelo MEC ou em cursos técnicos profissionalizantes cadastrados no SISTEC. Estão habilitadas formações como Design de Moda, Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil. Em todos os casos, é obrigatória a indicação de um professor orientador.

Algodão como protagonista

Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, o desafio também cumpre um papel estratégico de valorização da fibra natural brasileira. “Nosso objetivo é mostrar que criatividade, inovação e responsabilidade podem e devem caminhar juntas desde o início da formação desses novos talentos”, destaca.

Por isso, os participantes deverão utilizar algodão em, no mínimo, 70% da composição de cada look, reforçando o papel da fibra como base de uma moda mais consciente e conectada à realidade produtiva do país.

Etapas e premiação

Nesta edição, apenas trabalhos individuais serão aceitos, nos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt-à-porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.

A seleção será realizada em três etapas. Primeiro, a comissão organizadora escolherá até 10 trabalhos por região brasileira, com divulgação prevista para 3 de abril de 2026. Na sequência, jurados regionais e nacionais vão escolher cinco finalistas, um por região, que serão anunciados até 15 de julho de 2026.

Os finalistas participarão de um grande desfile durante a 59ª edição da Casa de Criadores, no fim de 2026, quando o vencedor será revelado. O ganhador integrará a line-up oficial do evento e apresentará uma coleção completa na 60ª edição, no primeiro semestre de 2027.

Além da visibilidade, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil em premiação. O segundo e o terceiro lugares ganharão tecidos de algodão fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do movimento. Já o professor orientador do aluno vencedor receberá R$ 10 mil, como Bolsa Orientação.

“Chegar à quarta edição reforça o quanto o Desafio Sou de Algodão se consolidou como uma vitrine real para novos talentos da moda brasileira”, conclui Silmara.

Mais informações, regulamento completo e inscrições estão disponíveis no site oficial do Desafio Sou de Algodão.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago com exportações mais fracas


A soja encerrou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo dados mais fracos de exportação dos Estados Unidos e informações recentes sobre a moagem do grão na Argentina. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado devolveu parte dos ganhos observados na véspera do Natal, embora o desempenho semanal ainda tenha sido positivo.

No fechamento do dia, o contrato janeiro recuou 0,38%, cotado a US$ 10,58,75 por bushel, enquanto o vencimento março caiu 0,30%, para US$ 10,72,50 por bushel. O farelo de soja para janeiro registrou baixa de 0,33%, a US$ 303,7 por tonelada curta, e o óleo de soja cedeu 0,65%, encerrando a US$ 48,72 por libra-peso. Apesar do movimento negativo diário, as cotações interromperam uma sequência de três semanas consecutivas de queda.

A pressão sobre os preços esteve ligada à realidade dos números de exportação norte-americanos e à ausência de novos reportes oficiais de compras de soja pela China. Até 11 de dezembro, as exportações acumuladas de soja dos Estados Unidos apresentavam retração de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. Antes da divulgação do relatório WASDE de janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimava exportações totais de 25,778 milhões de toneladas, volume que representa 58% da projeção oficial, abaixo da média histórica de 79% para o período.

Na Argentina, dados da Secretaria Nacional de Agricultura indicaram que o esmagamento de soja em novembro somou 3,49 milhões de toneladas, queda de 13,61% frente a outubro, embora tenha ficado 1,64% acima do registrado no mesmo mês de 2014. Os estoques de soja mantidos pela indústria em 1º de dezembro totalizaram 2,14 milhões de toneladas, recuo de 23,48% em relação ao início de novembro. Com esse cenário, a soja em Chicago acumulou alta semanal de 0,62%, com ganho de 6,4 cents por bushel. No mesmo período, o farelo avançou 1,78%, enquanto o óleo de soja registrou valorização de 1,27%.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém trajetória de valorização no começo de dezembro



Milho manteve a tendência positiva na CBOT


Foto: USDA

Nos primeiros dez dias de dezembro, o milho manteve a tendência positiva na CBOT, apoiado pela demanda firme pelo grão norte-americano. No Brasil, os preços avançaram em novembro e seguiram em alta no início de dezembro, sustentados pela demanda interna para ração e produção de etanol.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho registrou a terceira valorização mensal consecutiva em novembro, com alta de 2,1%, para US$ 4,30 por bushel. No início de dezembro, o cereal manteve o movimento de alta, com média de US$ 4,35 por bushel, avanço de 1,1%. Além de acompanhar a alta da soja, o milho foi beneficiado pela forte demanda pelo produto dos Estados Unidos, que segue competitivo em relação a outras origens.

No mercado doméstico, os preços subiram 2,8% em novembro em Sorriso (MT), para R$ 50 por saca, e avançaram mais 3,1% nos primeiros dez dias de dezembro, para R$ 51,30 por saca. A demanda interna manteve suporte às cotações, com aumento do consumo para ração e etanol. Apesar do ritmo de embarques abaixo do esperado no início da temporada, a menor intensidade das exportações ainda não pressionou os preços, uma vez que a demanda doméstica absorveu parte do milho disponível.

Além disso, as preocupações com a janela de plantio da segunda safra contribuíram para sustentar os preços ao longo da curva da B3. Os próximos dias serão decisivos para a definição da janela de semeadura e dos investimentos na segunda safra. A área destinada ao milho dependerá dos preços, do avanço da colheita da soja e dos riscos climáticos, especialmente nas regiões onde houve atraso na semeadura da safra de verão.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja encerrou a semana


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, a comercialização apresenta lentidão nas negociações com spread maior entre preços de venda e compra, levando produtores a reterem parte da produção nas estruturas de armazenamento, segundo a TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 144,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,64/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 140,00 e Passo Fundo a R$ 139,00”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado apresenta-se ativo com comercialização refletindo dinâmica influenciada tanto por fatores internacionais quanto pela oferta e demanda locais. “A expectativa de produção maior nesta safra sugere demanda elevada por espaços de armazenamento, elemento crítico para gestão do escoamento em estado que opera como importador líquido devido à voracidade da agroindústria de carnes. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,94 (+0,79%)”, completa.

Enquanto isso,  a proximidade do início do vazio sanitário da soja no estado do Paraná pode influenciar decisões de venda dos produtores. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,86. Em Cascavel, o preço foi R$ 130,41. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,09. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,19 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,94. No Balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, a infraestrutura de silos, embora em expansão, ainda não acompanha ritmo de crescimento produtivo, forçando decisões comerciais prematuras que podem comprometer margens ao não permitir escolha de melhores janelas de venda. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,00, Campo Grande em R$ 124,86, Maracaju em R$ 124,86, Chapadão do Sul a R$ 122,91, Sidrolândia a em R$ 124,86”, informa.

Já no Mato Grosso, o déficit estrutural de armazenagem compromete a capacidade dos produtores de aguardarem melhores janelas de preço. “Campo Verde: R$ 122,26 (+0,02%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,23 (-0,07%), Nova Mutum: R$ 117,23 (-0,07%). Primavera do Leste R$ 122,26 (+0,02%). Rondonópolis: R$ 122,23 (+0,00%). Sorriso: R$ 117,31 (+0,00%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de milho entra em ciclo de preços mais baixos


Os últimos dois anos do mercado de milho foram marcados por uma mudança significativa de cenário, com a transição de um ambiente altista para um ciclo claramente mais defensivo e pressionado por preços. Segundo análise técnica e fundamental da TF Agroeconômica, esse movimento foi observado tanto no mercado internacional quanto no Brasil, refletindo alterações profundas na dinâmica de oferta, demanda e formação de preços.

Em 2024, o mercado ainda encontrou sustentação em riscos climáticos, estoques mais apertados e incertezas geopolíticas, o que manteve níveis de preços mais elevados e margens positivas ao longo da cadeia. Já em 2025, a recomposição da oferta global, impulsionada por safras robustas nos Estados Unidos e no Brasil, além da forte expansão da safrinha brasileira e da normalização climática, passou a exercer pressão estrutural sobre as cotações. O resultado foi uma queda consistente dos preços, compressão de margens e mudança no poder de barganha entre os agentes.

Do ponto de vista técnico, o mercado formou um topo relevante no primeiro ano e passou a registrar topos descendentes e fundos mais baixos, consolidando uma tendência baixista no segundo período analisado. A volatilidade, elevada no início por fatores climáticos, conflitos e energia, deu lugar a movimentos mais técnicos e ralis curtos, com dificuldade de sustentação acima das resistências. O comportamento dos preços passou a responder mais aos fundamentos de oferta do que a choques de demanda.

Nos fundamentos, a reconstrução gradual dos estoques globais e estoques finais menos apertados reduziram o prêmio de risco climático. A demanda global cresceu em ritmo mais lento, com consumo de ração sensível a preço e perda de protagonismo do etanol como fator de alta. O câmbio ajudou a sustentar os preços internos, mas sem força para reverter a tendência, enquanto o petróleo teve efeito apenas pontual.

Esse novo ambiente afetou os agentes de forma distinta. Produtores sentiram a perda de margem no segundo ano, especialmente aqueles que postergaram vendas, enquanto cooperativas adotaram postura defensiva para administrar fluxo e estoques. Comerciantes atuaram de forma mais técnica, com ganhos ligados a arbitragem e logística. Indústrias de amido, etanol e ração foram beneficiadas pelo milho mais barato e maior previsibilidade, e os exportadores ganharam relevância como principal canal de escoamento do excedente. A leitura final aponta para um mercado que deixou o ciclo excepcionalmente altista e passou a exigir disciplina comercial, uso de hedge e foco em margem.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha semana com oscilações e cautela



Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia


Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia
Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia – Foto: Agrolink

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas principais bolsas na retomada dos negócios após o feriado, refletindo um ambiente de baixa liquidez e cautela entre os agentes. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário é típico de final de ano, com negociações limitadas e pouca disposição para novas posições.

Na B3, os contratos futuros encerraram o dia e a semana com variações entre leves altas e baixas. A demanda reduzida mantém as cotações pressionadas e o mercado praticamente travado para grandes volumes, com produtores concentrados apenas na entrega de contratos já firmados. Compradores e vendedores aguardam o início do próximo ano para retomar negociações mais consistentes. O clima ajudou a aliviar parte das preocupações com o desenvolvimento do milho da primeira safra e com o plantio da segunda, embora ainda sejam necessárias mais chuvas para garantir um avanço mais tranquilo das lavouras.

Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia. O contrato janeiro de 2026 fechou a R$ 70,09, com recuo diário de R$ 0,74 e baixa semanal de R$ 1,08. O vencimento março de 2026 terminou cotado a R$ 74,63, com queda de R$ 0,21 no dia e de R$ 0,95 na semana. Já o contrato maio de 2026 encerrou a R$ 73,84, acumulando baixa diária de R$ 0,36 e semanal de R$ 0,99.

Na Bolsa de Chicago, o milho teve fechamento misto no dia, mas acumulou alta na semana. Os contratos mais curtos passaram por realização de lucros, enquanto os prazos mais longos mantiveram leve sustentação, em um ambiente próximo da estabilidade. O contrato março fechou a US$ 4,50 por bushel, com leve baixa, e o maio encerrou a US$ 4,5825. No acumulado semanal, o mercado avançou 1,24%, sustentado pela combinação de grande oferta e demanda firme ao longo do ano.

 





Source link