sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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produzir milho fica mais caro em abril



Sementes e defensivos elevam custo do milho




Foto: USDA

No Mato Grosso, o custo de produção do milho para a safra 2025/26 apresentou alta de 1,95% em abril, totalizando R$ 3.225,52 por hectare, conforme análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (19). Os dados integram o levantamento do projeto Custos de Produção Agropecuária (CPA-MT).

Segundo o relatório, o aumento foi impulsionado principalmente pelos reajustes nos preços das sementes, que subiram 11,26%, e dos defensivos agrícolas, com alta de 2,09%. Em contrapartida, os macronutrientes — parte dos fertilizantes — registraram queda de 2,47% no comparativo com o mês anterior.

Com a elevação no custeio, o Custo Operacional Efetivo (COE) também subiu, chegando a R$ 4.715,11 por hectare, o que representa avanço de 1,60% em relação à apuração anterior. Para cobrir esse valor com base no preço ponderado do milho em abril, estimado em R$ 44,72 por saca, o produtor precisará obter uma produtividade média de 105,43 sacas por hectare.

Esse rendimento necessário é 7,95% inferior à produtividade esperada para o ciclo 2024/25. Contudo, o Imea ainda não divulgou uma estimativa oficial para a safra 2025/26, e os números finais da temporada atual seguem em apuração.

Apesar do aumento nos custos, a análise aponta que o ponto de equilíbrio do COE para a safra 2025/26 está 0,93% mais favorável em relação à temporada anterior, o que sugere uma margem de rentabilidade levemente superior — dependendo da produtividade final.





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Cooperativa de países de língua portuguesa visita a AgroBrasília 2025


A AgroBrasília 2025 recebeu, nesta quarta-feira (21), a visita da comitiva da 3ª Cimeira Internacional das Cooperativas de Língua Portuguesa (CICLP), que neste ano acontece em Brasília, entre os dias 19 e 21 de maio. A visita, que marcou o encerramento da CICLP, foi planejada com o objetivo de aproximar os portugueses da cultura agro brasileira. A feira se destaca pela presença expressiva de diversas cooperativas. O evento busca incentivar a intercooperação entre países que compartilham a língua portuguesa, promovendo negócios, internacionalização e o fortalecimento do cooperativismo com impacto social e econômico nas comunidades.

Organizada pela Cooperativa de Solidariedade Social do Povo Portuense, de Portugal, em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil do Distrito Federal (OCB-DF), a CICLP ocorre, pela primeira vez, fora de solo português. As duas primeiras edições foram realizadas no país europeu, nas cidades do Porto (2022) e Torres Vedras (2023). Em 2025, com visita ao Brasil a proposta é ampliar redes, aproximar mercados e reforçar o compromisso com o desenvolvimento sustentável. A programação contou com conferências e debates nos dois primeiros dias, sendo encerrada com a visita técnica à AgroBrasília.

O secretário-geral da OCB, Alexandre Machado, explica que trazer os representantes internacionais à feira foi uma forma de apresentar, de forma concreta, o potencial produtivo das cooperativas brasileiras. “Nós programamos essa visita para que os cooperativistas de Portugal e de outros países participantes da Cimeira conhecessem de perto a realidade do nosso agronegócio. Aqui na Feira, é possível ver a atuação de diversas cooperativas do DF e de outros estados. A intercooperação é mais que um conceito: ela precisa ser vivida na prática”, afirma.

A delegação reuniu cerca de 30 cooperativas portuguesas, além de representantes de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Para Paulo Jorge Teixeira, presidente da cooperativa organizadora e idealizador da Cimeira, o encontro tem como foco aproximar culturas, compartilhar experiências e abrir novas frentes comerciais. “Nosso objetivo é internacionalizar a Cimeira, encontrar mais gente, chegar a mais pessoas. Aqui na AgroBrasília, podemos conhecer de perto o que o cooperativismo brasileiro tem produzido, especialmente na agricultura”, destacou.

Segundo ele, a comitiva portuguesa é composta por cooperativas que atuam em áreas diversas, como saúde, cultura, arte e também agricultura — com destaque para a produção de vinhos e azeites. “Participamos de uma central chamada Praça das Cooperativas, que busca promover o intercâmbio de produtos entre Brasil e Portugal. Estamos interessados nos grãos e insumos brasileiros e queremos abrir espaço também para os nossos produtos no mercado daqui”, completa.

Tiago Veloso, vice-presidente da Praça das Cooperativas, contou que ficou impressionado com a dimensão da produção agrícola brasileira. “É tudo muito maior do que em Portugal. Essa visita é uma excelente oportunidade para observar o mercado brasileiro e preparar o terreno para parcerias futuras”, afirmou.

O ex-ministro da Educação de Portugal e atual deputado, Tiago Brandão, também integrou a comitiva. Ele participou de debates sobre a internacionalização do cooperativismo e destacou a importância de conectar as cooperativas brasileiras ao mercado europeu. “Temos discutido como facilitar o acesso dos produtos cooperativos brasileiros à União Europeia, aproveitando a posição estratégica de Portugal como porta de entrada. Ver, na prática, o que está sendo feito aqui é essencial para consolidar essa ponte”, disse.





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Preço do “boi China” recua R$ 2,00/@ em São Paulo



Queda na cotação do “boi China” em São Paulo




Foto: Pixabay

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado pecuário abriu a semana com queda na cotação do chamado “boi China” em São Paulo. Segundo dados apurados nesta terça-feira (21), o valor da arroba recuou R$ 2,00. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis. As escalas de abate no estado estão, em média, programadas para sete dias.

No Espírito Santo, o cenário foi de estabilidade nos preços do boi gordo, da vaca e da novilha. A média das escalas de abate no estado está em oito dias.

Na Bahia, os preços mantiveram-se estáveis na região Sul. No Oeste baiano, houve recuo de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para a novilha, enquanto a vaca manteve o mesmo patamar de preço da última cotação.

Em Goiás, a cotação do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba na região de Goiânia, e a vaca teve redução de R$ 2,00 por arroba. A novilha manteve os mesmos valores. No Sul goiano, o boi gordo também apresentou queda de R$ 3,00 por arroba, sem alterações nos preços das fêmeas.

Em Alagoas, os valores não registraram mudanças, permanecendo estáveis para todas as categorias avaliadas.





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Colheita de citros segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul


A colheita de citros segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com destaque para a finalização da safra da bergamotinha verde e o início da colheita de variedades maduras. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (15), a variedade Montenegrina está nos últimos dias de colheita no Vale do Caí, onde entre 90% e 95% da safra já foi retirada dos pomares.

Nos municípios de Montenegro, Maratá, Brochier e São José do Sul, o valor pago ao produtor pela caixa de 25 quilos da bergamotinha convencional está entre R$ 16,00 e R$ 16,50. O produto orgânico chega a R$ 22,00 por caixa. “Nas últimas semanas, houve redução nos preços, passando de R$ 20,00 para R$ 16,00 por caixa”, informou a Emater.

A colheita da variedade madura Caí teve início na última semana de abril. A comercialização começou em São José do Sul por R$ 75,00 a caixa de 25 quilos, mas atualmente a fruta está cotada em R$ 60,00. A tendência é de novas quedas de preço com o avanço da colheita. Em outros municípios da região, como Montenegro, Brochier e Maratá, os valores variam entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa, conforme calibre e qualidade do fruto.

A colheita da bergamota Ponkan também teve início. Em Montenegro e Brochier, onde 10% da área cultivada já foi colhida, os preços estão em R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 quilos, respectivamente. Em São José do Sul, o limão Tahiti está sendo comercializado a R$ 30,00 por caixa, mas os produtores relatam baixa procura.

Em Maratá, há expectativa de uma carga superior de frutos na variedade Montenegrina em comparação à safra anterior. Por outro lado, os pomares de laranja Valência na região apresentaram menor carga. A colheita vem sendo favorecida pelas chuvas recentes, que também melhoraram a qualidade dos frutos. O calor das últimas semanas, porém, intensificou a incidência de mosca-das-frutas nas variedades precoces, exigindo maior controle por parte dos produtores.

Na região de Passo Fundo, as variedades de laranja Valência e Folha Murcha estão em formação de frutos, enquanto Rubi e Salustiana encontram-se em maturação. Os preços pagos aos produtores pelas variedades precoces destinadas ao consumo in natura variam entre R$ 1,40 e R$ 2,00 o quilo. A produção excedente será enviada a empresas de Bento Gonçalves e Centenário. Segundo a Emater, há expectativa de aumento na área plantada, impulsionado pelos bons preços obtidos na última safra.

Na região de Santa Rosa, a colheita da Ponkan está em fase inicial. Já as colheitas de laranja Navelina, bergamota Okitsu, limão Tahiti e comum continuam avançando. A colheita da laranja do Céu está em sua etapa final. A escassez hídrica e as altas temperaturas do verão causaram abortamento de frutos, o que pode impactar o tamanho e a qualidade da produção. Apesar disso, as frutas apresentam bom teor de sólidos e sabor, favorecendo o consumo. Foram registrados danos por ácaro-da-leprose, especialmente em variedades precoces, mas a qualidade para consumo in natura e produção de suco segue preservada.

Em Uruguaiana, região de Bagé, produtores iniciaram a colheita da laranja Salustiana e da bergamota Ponkan. As chuvas em São Gabriel e Santa Margarida do Sul ajudaram a recuperar pomares afetados por queda de folhas e baixo desenvolvimento dos frutos.

Em Erechim, avança a colheita da bergamota Caí e outras variedades comuns, com preço ao produtor de R$ 1,50 o quilo. A laranja Iapar, Rubi e Salustiana também seguem sendo colhidas, com preço médio de R$ 1,30 o quilo. Parte da produção é destinada ao consumo in natura. A laranja Valência também começou a ser colhida, apesar do baixo grau Brix e excesso de acidez, sendo destinada à indústria de suco, com valor de venda de até R$ 1,00 o quilo na propriedade.





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Produção de tomate cereja entra em entressafra em Feliz (RS)



Broca e larva-minadora seguem na região de Feliz




Foto: Canva

A produção de tomate cereja passa por um período de entressafra no município de Feliz, na região de Lajeado, conforme informado pela Emater/RS-Ascar no boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (15). O cultivo ocorre ao longo de todo o ano, majoritariamente em ambientes protegidos, como estufas, para garantir a continuidade da produção.

As lavouras seguem em fase de desenvolvimento e floração. Segundo o informativo, não foram registrados casos de pragas ou doenças nos últimos dias, embora a broca e a larva-minadora continuem sendo as ocorrências mais frequentes na região.

O tomate cereja está sendo comercializado entre R$ 8,00 e R$ 10,00 o quilo. Os preços se mantêm estáveis mesmo durante o intervalo de produção, refletindo a constância da demanda pelo produto.





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Produção de rúcula mantém ritmo em área reduzida



Pequenos produtores mantêm oferta de rúcula




Foto: Pixabay

Na cidade de Feliz, localizada na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a produção de rúcula segue restrita a pequenas áreas, com foco no atendimento de mercados já consolidados. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (15).

De acordo com o boletim, a cultura é conduzida por meio de um sistema intensificado de plantio, o que possibilita até 10 ciclos de produção por ano. “Alguns produtores mantêm os cultivos apenas para o mercado consolidado”, destaca a Emater.

Até o momento, não foram registrados problemas fitossanitários nas lavouras monitoradas. A rúcula, no entanto, é considerada suscetível à podridão-da-raiz, causada por Pythium spp., o que exige atenção contínua dos agricultores.

A dúzia do produto está sendo comercializada a R$ 10,00 tanto em redes de supermercados quanto na Ceasa da região.





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Gripe Aviária: Especialista avalia que evento do mercado pode ser maior que…


“Pode haver um impacto de curto prazo nas empresas do setor, como a BRF, mas também existe uma grande chance de que vejamos uma sobre-reação do mercado a um evento que ainda está sendo controlado”

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta sexta-feira (16), o 1° caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial no Brasil. O foco foi detectado no município de Montenegro (RS), uma das regiões com maior peso na produção avícola nacional, responsável por cerca de 15% das exportações de carne de frango do país. A propriedade obtida é um matrizeiro com aproximadamente 17 mil aves externas à produção de ovos férteis. Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária, medidas de contenção já foram inovadoras, incluindo a redução sanitária, rastreamento e eliminação de ovos da unidade, além da decretação de estado de emergência zoossanitária por 60 dias no município.

A confirmação do foco ocorre em um contexto delicado para o setor . Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 10 bilhões em carne de frango, representando 35% do comércio global . A China, o Japão, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os principais destinos da produção brasileira, e qualquer sinal de instabilidade sanitária pode gerar restrições comerciais imediatas , como já ocorreu no passado com o Japão. Apesar do alerta, Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital, avalia que é preciso cautela antes de tirar conclusões precipitadas sobre os impactos no mercado . “Notícias como essas geralmente causam medo e chamam bastante atenção, mas é importante parar e analisar com um pouco mais de calma. O Ministério da Agricultura e a Vigilância Sanitária estão sempre atentos aos riscos de doenças, com protocolos muito claros para contenção. É do interesse tanto do governo quanto dos produtores mitigar rapidamente esses efeitos”, explica.

Na visão do especialista, os impactos mais imediatos podem ser sentidos nas ações de empresas com forte exposição ao setor avícola. “Pode haver, sim, um impacto de curto prazo nas empresas do setor, como a BRF , mas também existe uma grande chance de que vejamos uma sobre-reação do mercado a um evento que ainda está sendo controlado”, avalia Vasconcellos. Além disso, o anúncio da fusão entre a Marfrig (MRFG3) e a BRF (BRFS3) movimentou o mercado nesta sexta-feira (16). A operação prevê a incorporação da totalidade das ações da BRF pela Marfrig, criando a MBRF Global Foods Company, com receita combinada de R$ 152 bilhões . A relação de troca estabelecida é de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF, acompanhada da distribuição de R$ 6 bilhões em proventos . Como resultado, as ações da Marfrig dispararam mais de 17% , enquanto as da BRF recuaram cerca de 2% , refletindo as percepções do mercado sobre os termos da fusão.

Para Felipe Vasconcellos, é fundamental observar os desdobramentos nos próximos dias. “Existem países que podem impor embargos temporários, mas se o foco para contidos e o Brasil mantiver transparência com os parceiros internacionais, a tendência é que os efeitos sejam limitados . Em casos como esse, já vimos no passado que a sobreoferta de frango no mercado interno pode levar a uma redução pontual de preços , mas ainda é cedo para qualquer especificação concreta”. A Equus Capital segue monitorando os impactos econômicos e de mercado decorrentes do caso, com foco em orientar decisões de investidores e produtores diante de um cenário que exige informação de qualidade e análise técnica.

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soja de safrinha tem perdas, mas safra é positiva



Chuvas irregulares afetam soja de safrinha em Santa Catarina




Foto: Canva

O desenvolvimento das lavouras de soja de safrinha em Santa Catarina foi impactado pela irregularidade das chuvas no primeiro trimestre de 2025, conforme indica o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As regiões mais atingidas foram Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê, que concentram mais de 85% da área cultivada com soja de segunda safra. Nessas localidades, a oleaginosa é semeada em sucessão a outras culturas, como milho e fumo. Segundo o relatório, o déficit hídrico prejudicou o florescimento e o enchimento de grãos, reduzindo o crescimento das plantas e afetando a produtividade em diversas áreas.

Nas regiões de planalto e serra, o cenário foi distinto. “As condições climáticas foram benéficas para a cultura, principalmente com relação às chuvas ocorridas ao longo do ciclo, que favoreceram o crescimento e a formação de vagens e grãos”, destaca a Conab.

No Meio-Oeste catarinense, 90% da colheita já foi finalizada. A produtividade variou entre 3.000 e mais de 4.800 quilos por hectare, com média estimada em 3.600 kg/ha. No Extremo-Oeste, a colheita chegou a 84%, com bons resultados nas áreas cultivadas dentro da janela ideal.

Apesar dos impactos negativos nas lavouras de semeadura tardia e na soja de safrinha, a produção obtida nas áreas implantadas em período adequado compensou parte das perdas. Com isso, a Conab elevou a estimativa de produtividade média do estado para 3.800 kg/ha, número 1,3% superior ao registrado na safra anterior.





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Monitoramento climático é destaque no AiTec da AgroBrasília 2025


A instabilidade climática, que desafia produtores rurais e diversos setores da economia, tem encontrado respostas na inovação. Uma das soluções mais surpreendentes e sustentáveis vem da empresa ModClima, que, juntamente com a Cyan, sua startup parceira, marca presença no Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec) da AgroBrasília 2025.

A ModClima é pioneira no Brasil no desenvolvimento de uma tecnologia limpa de indução de chuvas por meio de aeronaves. O método foi criado e patenteado por Takeshi Maia, pai de Majory Maia, que atualmente lidera a empresa. O diferencial está na sustentabilidade: ao contrário de outras técnicas que utilizam aglutinantes químicos ou metais pesados — capazes de contaminar o solo, a água, os alimentos e causar danos ambientais — a tecnologia da ModClima utiliza apenas água no processo de estimulação das nuvens. “Induzimos a precipitação dentro de um polígono específico, de forma totalmente limpa e segura para o meio ambiente e para as pessoas”, assegura Majory.

Com eficiência comprovada, o processo funciona a partir do monitoramento constante do clima em uma área-alvo. Quando uma nuvem com potencial de chuva é identificada dentro desse polígono, a aeronave decola, entra na nuvem, realiza a semeadura com micropartículas de água e estimula seu crescimento, forçando a precipitação sobre o local desejado. “Diante do avanço das mudanças climáticas, a indução de chuvas torna-se uma ferramenta concreta de mitigação e adaptação, capaz de recuperar bacias hidrográficas, reforçar a segurança hídrica e reduzir desastres naturais”, explica Majory. Segundo ela, esse serviço não é exclusivo para grandes empresas. “A proposta é dimensionada conforme a necessidade local e pode, inclusive, ser compartilhada entre produtores vizinhos. Não é inacessível”, reforça.

Ao lado da ModClima, a startup Cyan complementa a atuação com uma plataforma de monitoramento climático e sensoriamento remoto. A ferramenta oferece previsões de curto, médio e longo prazos, alertas de riscos de incêndios e geadas, além de monitoramento de impactos climáticos sobre áreas produtivas. “Ter acesso a essas informações permite ao produtor planejar melhor sua safra, tomar decisões mais assertivas e se proteger de perdas. Afinal, o clima virou um dos maiores riscos para quem produz a céu aberto”, conclui a empresária.

Para ela, a união entre tecnologia, sustentabilidade e gestão de risco climático apresentada pela Cyan e ModClima no AiTec da AgroBrasília 2025 sinaliza um caminho cada vez mais necessário: produzir, preservar e se adaptar às novas exigências do planeta.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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tecnologia promete mais produtividade e menos custo na lavoura


Uma ferramenta capaz de transformar o manejo nutricional das lavouras foi apresentada no segundo dia do Showtec 2025, em Maracaju (MS). Nesta quarta-feira (21) aconteceu o painel “Diagnose rápida do estado nutricional de plantas”, momento em que pesquisadores demonstraram como a análise foliar com tecnologia de raio-x pode tornar a adubação mais precisa, reduzir desperdícios e gerar mais produtividade por hectare.

A novidade, que já está em fase de aplicação pela equipe técnica da Fundação MS, permite detectar deficiências nutricionais em folhas de forma instantânea — menos de um minuto, para um diagnóstico detalhado, com alto nível de confiabilidade. A tecnologia também pode ser usada para analisar fertilizantes e o teor de proteína em grãos, auxiliando na tomada de decisão em campo de forma rápida e estratégica.

“O sucesso em construir plantas altamente produtivas depende do equilíbrio nutricional. Plantas bem nutridas suportam melhor o estresse climático e respondem com mais produtividade. Com essa tecnologia, o produtor passa a tomar decisões baseadas em dados reais, sem esperar por resultados de laboratório que muitas vezes chegam tarde”, explica Douglas Gitti, pesquisador da Fundação MS.

Segundo os especialistas, a aplicação da tecnologia tende a mudar completamente a lógica da adubação foliar. Hoje, o padrão é seguir uma “receita pronta”, muitas vezes sem saber se a planta realmente precisa daquele nutriente naquele momento. Com o raio-x nutricional, essa realidade começa a ser substituída por mapeamento personalizado e correções em tempo real. “Vamos recalibrar tudo. Vamos aplicar o que a planta precisa, na dose certa e no momento ideal. Isso vai revolucionar o manejo nutricional não só pela produtividade, mas pelo custo: vamos deixar de aplicar insumos desnecessários”, afirma Hudson Carvalho, professor da Esalq/USP.

“Hoje, a gente manda amostras para o laboratório em R2, e o resultado chega tarde demais. Com essa ferramenta, vamos poder analisar em V2, V3 e agir de forma imediata. Isso muda toda a estratégia da lavoura”, comentou o produtor Luciano Muzzi Mendes.

As pesquisas indicam que o uso intensivo de corretivos, como calcário, embora essencial para o solo, pode reduzir a disponibilidade de micronutrientes como manganês, zinco e cobre. Com o raio-x, será possível detectar essas deficiências em ambientes onde antes elas não eram tão evidentes, ajustando o manejo e melhorando a eficiência da adubação.

“Vamos conseguir criar faixas de referência para cada estágio da planta. Se o índice estiver abaixo, o produtor sabe que precisa corrigir. Isso vai conectar o diagnóstico nutricional à fisiologia vegetal, o que abre espaço para saltos de produtividade com menos custo e mais precisão”, destaca Douglas Gitti.

A tecnologia deve ser incorporada gradualmente ao portfólio de serviços da Fundação MS, com foco em lavouras de soja e milho. A expectativa é que, em breve, esse modelo de análise faça parte da rotina produtiva de agricultores que buscam decisões mais assertivas, menores perdas e maior retorno sobre o investimento em insumos.

“Não é só tecnologia. É informação na mão do produtor no momento certo. É isso que permite um agro mais eficiente e sustentável”, concluiu Gitti.





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