sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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Área menor reduz expectativa para o feijão



Produção recua, mas preços seguem firmes



Foto: Pixabay

A produção brasileira de feijão deve registrar queda na safra 2025/26, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento e analisados no Boletim Conjuntural publicado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A estimativa é de uma colheita de 2,9 milhões de toneladas em uma área de 2,58 milhões de hectares, o que representa redução de 4,2% na área cultivada em relação ao ciclo anterior.

De acordo com o boletim, “os dados mais recentes divulgados pela Conab sobre a produção brasileira de feijão indicam uma retração no volume produzido”. O recuo na área plantada é apontado como o principal fator para a diminuição da produção.

O Paraná tem participação direta nesse cenário. Segundo a Conab, houve redução de 21,6% nas áreas destinadas à cultura ao longo das três safras no estado, com destaque para o feijão-preto, que apresentou queda de 27,6%. O levantamento do Deral confirma essa tendência.

Mesmo com a diminuição da área, o estado deve permanecer como o principal produtor nacional, respondendo por cerca de 22% da produção total. A primeira safra já foi concluída, com rendimento ligeiramente inferior ao registrado no ano passado.

A segunda safra, recém-implantada, começa a sentir os efeitos da falta de chuva nas últimas semanas. Segundo o boletim, “atualmente, 86% das lavouras estão em boas condições e 14% em condições médias — um declínio frente aos 94% e 6% registrados na semana anterior”.

No mercado, a perspectiva de menor oferta tem sustentado os preços, mesmo com o avanço da colheita da primeira safra. Ainda que tenha havido recuo pontual na última semana, a tendência é de valorização ao longo de março. O boletim aponta que “os valores de março superem a média de fevereiro e fiquem significativamente acima dos patamares de março de 2025”.

 





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Preços da carne bovina seguem elevados em Goiás e no Brasil


Em Goiás e em todo o Brasil, o preço da carne bovina segue pressionado por fatores estruturais da pecuária e por um cenário de mercado aquecido. Segundo o analista do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Marcelo Penha, o setor vive um momento típico de valorização dentro do ciclo pecuário.

“A carne bovina… nós estamos no ciclo de alta da pecuária, com reposição cada vez mais cara. A arroba bateu, na semana passada, na média de Goiás, cerca de R$ 321 e continua com tendência de crescimento.”

Após anos de abate elevado de fêmeas, os produtores passaram a reter matrizes para recompor o rebanho, o que reduz a oferta de animais no curto prazo. Com menos boi disponível, frigoríficos disputam animais, os preços sobem e o consumidor sente no bolso.

“A retenção de matrizes diminui a oferta de animais para os frigoríficos. Eles estão com dificuldade de encontrar boi e vaca no mercado, e isso mostra um aquecimento no setor”, explica.

No início de 2026, a arroba do boi gordo no estado já girava acima de R$ 315, com avanço nas cotações nas principais regiões. Em fevereiro e março, esse movimento se intensificou: a procura superou a oferta, elevando os preços tanto do boi quanto da vaca e da novilha.

Além disso, o mercado iniciou março com valorização sustentada por dois fatores principais: exportações fortes, especialmente para a China, e oferta limitada de animais terminados. Esse desequilíbrio mantém o preço elevado também no varejo.

“Nada ainda de impacto de fatores externos, como guerra, no mercado brasileiro. O setor segue aquecido; é a lei da oferta e da procura”, afirma Marcelo Penha.

A tendência, pelo menos no curto prazo, ainda não é de queda. As projeções ao longo de 2026 apontam o preço da arroba entre R$ 330 e R$ 335. “A gente ainda tem tudo para manter a tendência de crescimento com o ciclo de alta da pecuária”, diz Penha.

 





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Bioinsumos avançam no campo com menor custo, mais produtividade e maior resiliência climática


O avanço dos bioinsumos tem ganhado força no agronegócio ao unir redução de custos, ganho de produtividade e maior resiliência das lavouras diante de eventos climáticos extremos. A avaliação é de Solon Cordeiro de Araújo, conselheiro-fundador da ANPII Bio, que destaca o papel dessas tecnologias no fortalecimento de uma produção mais eficiente, econômica e adaptada às novas condições climáticas.

Segundo Solon, os bioinsumos vêm conquistando espaço pois entregam retorno financeiro ao produtor e, ao mesmo tempo, contribuem para o desempenho agronômico das culturas. “Os bioinsumos são desenvolvidos inicialmente pela pesquisa e, depois, pelas empresas, com um objetivo claro: proporcionar um bom retorno financeiro ao agricultor. Esse retorno se divide em duas partes. De um lado, o custo desses produtos geralmente é um pouco mais baixo do que o dos químicos. De outro, são tecnologias que oferecem alto rendimento e contribuem para o aumento da produtividade”, afirmou.

Além da busca por maior eficiência, os bioinsumos também aparecem como alternativa para reduzir a dependência de insumos químicos e tornar o manejo mais compatível com a realidade econômica do produtor.

“Esses produtos buscam controlar insetos e pragas, além de contribuir para a nutrição das plantas, mas sempre de forma compatível com a realidade financeira do agricultor. Além do aumento de produtividade e das vantagens para o meio ambiente, busca-se também um valor mais acessível”, explicou. Um dos principais exemplos citados por Solon é a fixação biológica de nitrogênio (FBN), considerada uma das tecnologias mais consolidadas da agricultura brasileira. Segundo ele, o uso de inoculantes evidencia, na prática, o potencial dos bioinsumos para reduzir custos de produção.

“Se pegarmos o caso tradicional do Brasil, que é a fixação biológica de nitrogênio, veremos que o custo dos inoculantes é extremamente mais baixo do que o da ureia, caso o agricultor optasse por essa fonte. É uma diferença brutal”, destacou.

Apesar do avanço do uso de bioinsumos no país, o retorno sobre o investimento ainda é um desafio para parte dos agricultores. Solon pondera que esse cuidado não se limita aos biológicos, mas faz parte da avaliação de qualquer tecnologia adotada no campo.

“Esse é um ponto, às vezes, crítico. Mas isso vale para qualquer produto, não apenas para os biológicos: como medir o resultado? Em primeiro lugar, o agricultor deve se basear nos resultados apresentados pela pesquisa. Todos os produtos biológicos registrados no Ministério da Agricultura precisam passar por avaliações de campo e comprovar resultados mensuráveis, inclusive aumento de produtividade”, disse.

Na avaliação do especialista, o registro oficial já representa um primeiro indicativo de que o produto passou por testes e apresentou eficiência agronômica em condições reais de uso.

“Esse é o primeiro ponto que o agricultor deve observar: se o produto está registrado no Ministério da Agricultura, ele já passou por uma avaliação que comprova seu potencial de aumentar a produtividade. Claro que o produtor também precisa fazer a medição na própria lavoura, mas com critério”, ressaltou.

Solon também alerta para o risco de análises precipitadas em safras afetadas por condições adversas, como estiagem, variações climáticas ou falhas operacionais, que podem comprometer os resultados independentemente da tecnologia utilizada.

“Às vezes, o agricultor vinha usando um produto químico e, em determinado ano, decidiu adotar o biológico. Se naquele ciclo houve seca ou outros fatores adversos, ele pode concluir, de forma precipitada, que o problema foi o biológico. Por isso, a mensuração e a avaliação são muito importantes”, observou.

Para ele, quando o desempenho não corresponde ao esperado, a recomendação é buscar apoio técnico para verificar possíveis causas e ajustar o manejo.

“Se o agricultor não estiver satisfeito com o resultado, é importante chamar o vendedor ou a equipe técnica do produto para avaliar o que aconteceu e entender por que o desempenho não foi o esperado. Mas isso é extremamente raro. Normalmente, o agricultor fica satisfeito, e isso explica o aumento do uso desses produtos no Brasil”, afirmou.

O especialista reforça que a expansão dos bioinsumos no mercado é resultado direto da percepção de valor por parte do produtor rural.

“Esses produtos trazem rentabilidade, e o agricultor não joga dinheiro fora. Ele vai sempre procurar aquilo que realmente funciona”, completou.

Eventos climáticos extremos aceleram busca por soluções biológicas

Outro fator que tem impulsionado a adoção dos bioinsumos é o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como veranicos e períodos prolongados de déficit hídrico. Nesse cenário, Solon avalia que os produtos biológicos apresentam vantagens importantes em relação a parte dos insumos químicos tradicionais.

“O produto químico normalmente tem um comportamento mais rígido. Se aplicarmos no solo um produto que dependa de solubilização e enfrentarmos um período de pouca chuva, ele pode não funcionar no tempo adequado”, explicou.

Segundo ele, a irregularidade das chuvas tem se tornado cada vez mais presente no ciclo das culturas, o que exige do setor soluções capazes de responder melhor ao estresse ambiental. “Estamos passando por períodos de veranico cada vez mais frequentes durante o ciclo de praticamente todas as culturas. Nesse contexto, o produto biológico apresenta um comportamento mais resiliente”, destacou.

Embora os organismos vivos também dependam de água para manter sua atividade, Solon afirma que os bioinsumos tendem a responder melhor em cenários de restrição hídrica moderada.

“O biológico não deixa de atuar em períodos de pouca chuva. Evidentemente, sua atividade pode diminuir um pouco, porque todo ser vivo precisa de água, mas ele apresenta maior resiliência às condições climáticas”, afirmou.Esse comportamento  já orienta o desenvolvimento de novos produtos voltados especificamente ao aumento da resistência das plantas ao estresse hídrico.

“Hoje, já existem inúmeros produtos biológicos desenvolvidos justamente com essa finalidade: aumentar a resiliência diante das questões climáticas e do estresse hídrico. Esse é um dos pontos-chave em que precisamos avançar: produtos biológicos que tragam maior resistência às condições de seca moderada”, concluiu.

 





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ABHB celebra 2025 marcante e consolida força das raças Hereford e Braford


Eventos nacionais e internacionais, crescimento das exposições e avanço das exportações marcaram ciclo de destaque para pecuária de corte e abrem caminho para projeções ainda mais positivas em 2026

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) avalia que 2025 foi um ano marcante para a entidade e para a pecuária de corte nacional. Segundo o presidente da ABHB, Eduardo Soares, o período consolidou o papel das duas raças como referências na produção de carne de qualidade, aliando eficiência e rentabilidade aos criadores que apostam tanto em rebanhos puros quanto em sistemas de cruzamento.

Soares afirma que 2025 entrou para a história da ABHB. ‘Dá para se dizer que foi um ano marcante dentro da história da Associação; em todos os aspectos, no sentido de firmar cada vez mais os propósitos das duas raças como produtoras de carne e também entregar rentabilidade aos rebanhos que se propõem a usá-las’, destaca.

Um dos pontos altos do ano foi a realização do Mundial da raça Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS) , entre 28 de abril e 4 de maio. O evento reuniu delegações de diversos países e, para o presidente, representou uma vitrine internacional da evolução genética e da força da raça no Brasil. “Recebemos o mundo Braford aqui no Rio Grande do Sul e mostramos a todos a pujança, a importância e o nível que está a raça Braford”, comemora.

O presidente destaca também a realização da Nacional Hereford, paralelamente ao Mundial Braford e que também registrou resultados expressivos, com números crescentes que reforçam a relevância da raça mãe, a Hereford, na produção de carne de qualidade. “Isto tanto para rebanhos puros quanto para cruzamento industrial. O Hereford segue como uma alternativa estratégica para pecuaristas que buscam padronização e desempenho”, ressalta.

Soares citou ainda a Expointer 2025, entre o fim de agosto e início de setembro, que manteve o ritmo de crescimento, com as raças Hereford e Braford figurando entre as de maior representatividade no evento. Segundo o presidente da ABHB, o desempenho reforçou o orgulho dos criadores e destacou o avanço contínuo da genética nacional. “Com esses resultados, a ABHB encerra 2025 com otimismo e já projeta novas ações para o próximo ciclo. O incremento das exportações de carne Hereford foi outro ponto de destaque em 2025 com ampliação de mercados como Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá e Suíça, entre outros.

Para 2026, Soares afirma que a meta é dar continuidade ao trabalho em frentes como exposições, registro genealógico e certificação de carne, ampliando a presença das raças Hereford e Braford no mercado. “As perspectivas para 2026 apontam no sentido de que possamos seguir em frente com todas as ações que a ABHB faz para que, cada vez mais, possamos ser uma opção genética para criadores que querem rentabilidade dentro dos seus negócios”, conclui.





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Agrishow traça plano de mobilidade para o acesso à feira


Melhorias implementadas nos últimos anos mostraram grande eficácia. Operação conta com apoio da Entrevias, da RP Mobi e da Polícia Rodoviária, além de monitoramento por câmeras e drones

A organização da 31ª edição da Agrishow, que será realizada de 27 de abril a 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, em Ribeirão Preto (SP), já traçou o plano de mobilidade para o acesso à feira neste ano. O planejamento deve seguir a otimização do modelo implementado em 2024 e continuado em 2025, que conseguiu reduzir o congestionamento e o tempo de entrada e saída no evento.

Para reduzir as filas de veículos e o tempo de locomoção, em 2024, a Agrishow passou a contar com uma entrada adicional no estacionamento para veículos que chegam pelo sentido de Ribeirão Preto, além de uma saída na Rodovia Geovana Aparecida Deliberto. A estratégia foi incorporada ao planejamento logístico e contribui para distribuir melhor o fluxo de veículos, reduzindo a concentração na Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, principal via de acesso ao parque.

A operação envolve atuação conjunta da Entrevias, da Empresa de Mobilidade Urbana de Ribeirão Preto (RP Mobi) e da Polícia Militar Rodoviária, que acompanham o fluxo nas principais vias de acesso e realizam monitoramento contínuo durante o período da feira. O acompanhamento por câmeras instaladas na rodovia e o uso de drones permitem a avaliação em tempo real das condições de tráfego e eventuais ajustes operacionais.

“O público da Agrishow tem crescido ao longo dos anos e é necessário garantirmos ainda mais conforto e segurança nos acessos à feira e também dentro do parque. Para isso, nós estruturamos um plano específico, com intervenções viárias, ampliação de entradas e saídas e integração com os órgãos responsáveis pelo trânsito. Há também um trabalho de monitoramento e inteligência para tomadas de decisões a fim de manter a circulação organizada ao longo dos dias de evento. Esse é um compromisso nosso com a cidade e com o público”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da Informa Markets, organizadora da Agrishow.

Ingressos antecipados e sistemas eletrônicos de pagamento

Para agilizar a entrada, os visitantes podem adquirir antecipadamente os tickets de estacionamento pelo site oficial (www.agrishow.com.br) e utilizar sistemas automáticos como Sem Parar, ConectCar e Taggy. A feira também contará com áreas de apoio em outros pontos da cidade com transporte até o evento, além da recomendação de uso do transporte público como alternativa para facilitar o deslocamento.

“A melhor distribuição de público por dia, a venda antecipada de estacionamento e o incentivo ao uso de meios eletrônicos de pagamento reduzem o tempo de espera e contribuem para uma operação mais previsível. Nosso objetivo é oferecer uma experiência organizada desde o momento da chegada”, completa Liliane.

Participe da 31ª edição da Agrishow

Os ingressos para a Agrishow 2026 estão no segundo lote e podem ser adquiridos pelo site oficial do evento, agrishow.com.br. Nesta fase, o valor é de R$ 85,00 por dia, com opção de meia-entrada conforme a legislação vigente. No momento da compra, o visitante deve selecionar previamente o dia da visitação.

Também é possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00 por dia, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento.

Durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, a entrada na bilheteria terá valor de R$ 150,00 por dia.

Serviço:

AGRISHOW 2026 – 31ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

Data: 27 de abril a 1º de maio de 2026

Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h

www.agrishow.com.br





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Juros iniciam ciclo de queda com cautela



As expectativas de inflação dos agentes também mostraram estabilidade relativa


As expectativas de inflação dos agentes também mostraram estabilidade relativa
As expectativas de inflação dos agentes também mostraram estabilidade relativa – Foto: Pixabay

O início do ciclo de flexibilização monetária no país foi confirmado com a redução da taxa básica de juros, em um movimento que reflete sinais de desaceleração da atividade econômica e ajuste das expectativas inflacionárias. De acordo com análise do Rabobank, o Copom decidiu de forma unânime cortar a Selic para 14,75%, iniciando um processo descrito como calibração da política monetária.

A decisão foi justificada pelo entendimento de que o período prolongado de juros elevados já produziu efeitos sobre a economia, contribuindo para trazer as projeções de inflação a níveis mais compatíveis com a meta. Ainda assim, o cenário internacional adiciona incertezas relevantes, especialmente diante da falta de clareza sobre a duração dos conflitos no Oriente Médio, fator que pode impactar preços de energia e commodities.

Nesse contexto, o comitê optou por não fornecer sinalizações futuras sobre o ritmo dos cortes, destacando a necessidade de acompanhar dados prospectivos que confirmem os efeitos diretos e indiretos sobre a inflação ao longo do tempo. Mesmo com a recente alta nos preços do petróleo, a projeção de inflação no horizonte relevante foi ajustada de forma marginal, passando para 3,3%, enquanto o balanço de riscos permaneceu praticamente simétrico, ainda que mais elevado.

As expectativas de inflação dos agentes também mostraram estabilidade relativa, com leve alta para 2026 e manutenção dos níveis projetados para os anos seguintes. Para o Rabobank, o cenário atual indica um possível corte mínimo de 25 pontos-base na próxima reunião, com um ciclo total de redução que pode chegar a 250 pontos-base em 2026, levando a Selic a 12,50% ao fim do período.

A continuidade desse movimento, no entanto, dependerá da evolução dos dados econômicos e dos desdobramentos do cenário externo. Novas informações devem ser detalhadas na ata e no relatório de política monetária previstos para divulgação nos próximos dias.

 





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Cultura esquecida volta com força e chama atenção



No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção


No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção
No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção – Foto: Pixabay

A mamona volta a ganhar espaço no campo brasileiro impulsionada pela combinação entre demanda industrial crescente e avanços tecnológicos. A cultura, tradicional em algumas regiões, passa por um novo ciclo de valorização diante da ampliação de suas aplicações e do potencial como matéria-prima de alto valor agregado.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a safra nacional deve alcançar novos patamares até 2026, refletindo o interesse de diferentes elos da cadeia produtiva. O desenvolvimento da ricinoquímica ampliou o uso do óleo em segmentos industriais, enquanto a produção de biocombustíveis reforça a relevância econômica da cultura.

De acordo com Igor Borges, da ORÍGEO, a mamona se consolida como alternativa rentável e alinhada à sustentabilidade. Ele aponta que a cultura tem atraído produtores que buscam diversificação e maior estabilidade de renda, além de contribuir para práticas agrícolas mais equilibradas.

No campo, os benefícios agronômicos também impulsionam a adoção. A planta possui sistema radicular profundo, capaz de melhorar a estrutura do solo, favorecer a infiltração de água e ampliar o aproveitamento de nutrientes. Essas características tornam a mamona adequada para rotação de culturas e práticas de agricultura regenerativa.

Outro fator relevante é a resistência da cultura a diferentes condições climáticas, incluindo regiões com menor disponibilidade hídrica. Essa adaptação amplia as possibilidades de cultivo e reduz riscos produtivos, fortalecendo a diversificação agrícola. “Quando falamos em futuro do agro, falamos em sistemas mais resilientes, solos mais vivos e produtores mais preparados. A mamona é um exemplo claro de que é possível produzir bem e, ao mesmo tempo, cuidar do solo e do entorno”, comclui.

 





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Seguro rural encolhe e liga sinal vermelho no agro



Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira


Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira
Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira – Foto: Pixabay

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo um ciclo de crescimento observado nos anos anteriores e levantando preocupações sobre os mecanismos de proteção financeira disponíveis para o agronegócio. O movimento ocorre em um contexto de mudanças nas condições de financiamento e maior cautela por parte dos produtores.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras mostram que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano, passando de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025. A redução está associada à diminuição de recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural e ao aumento do custo das apólices, fatores que impactaram diretamente a adesão dos produtores.

A queda contrasta com a trajetória de expansão registrada entre 2021 e 2024, quando a arrecadação evoluiu de R$ 9,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões. A reversão do movimento indica desaceleração na demanda por cobertura e reforça a percepção de que parte dos produtores pode estar mais exposta a riscos climáticos e de produtividade, especialmente diante da maior frequência de eventos extremos.

Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira no campo, tema central do Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio, que será realizado em 8 de abril, em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor público, especialistas e agentes do mercado financeiro.

O primeiro painel discutirá novos instrumentos de financiamento voltados à expansão e sustentabilidade do agronegócio, com foco na diversificação de recursos e no estímulo a investimentos em tecnologia e infraestrutura. Já o segundo painel abordará os desafios estruturais do seguro rural no país, além das oportunidades abertas pela digitalização e pelo uso de novas tecnologias na gestão de riscos. As informações são da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

 





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Classificação do pirarucu gera insegurança no setor



A iniciativa surpreendeu agentes produtivos


A iniciativa surpreendeu agentes produtivos
A iniciativa surpreendeu agentes produtivos – Foto: Arquivo

A classificação de espécies fora de sua área natural tem impacto direto sobre cadeias produtivas e planejamento econômico, especialmente em atividades que dependem de estabilidade regulatória. Mudanças nesse enquadramento podem alterar o ambiente de negócios, influenciar investimentos e gerar incertezas para produtores.

A decisão do Ibama de classificar o pirarucu como espécie exótica invasora fora de sua área natural, por meio da Instrução Normativa nº 7/2026, provocou reação imediata na piscicultura brasileira. O setor avalia que a medida traz insegurança jurídica e pode comprometer a expansão da atividade, considerada estratégica em diversas regiões do país.

A iniciativa surpreendeu agentes produtivos, já que o tema ainda estava em քննարկ no âmbito da Comissão Nacional da Biodiversidade, levantando questionamentos sobre a condução do processo e a falta de alinhamento institucional. Com produção consolidada em vários estados, o pirarucu vinha sendo apontado como uma das espécies de maior potencial na aquicultura nacional.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura, a decisão gera preocupação pelo impacto sobre investimentos e pela ausência de diálogo prévio. A entidade também aponta contradição em relação a políticas anteriores que incentivavam a produção da espécie, destacando riscos de restrições e precedentes para o setor.

“Há poucos anos, os próprios governos federal e estadual reconheciam o potencial do pirarucu para a aquicultura e incentivavam sua produção. Agora, vemos uma mudança que pode restringir sua utilização, criando insegurança jurídica e um precedente preocupante para o setor produtivo”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros.

 





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Virada no clima anima safra na Argentina


As recentes precipitações registradas em grande parte da área agrícola trouxeram melhora nas condições das lavouras, especialmente nos cultivos tardios e de segunda safra. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), as chuvas favoreceram a recuperação hídrica e contribuíram para o desenvolvimento das culturas.

No caso da soja, a condição hídrica considerada adequada ou ótima avançou sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, com destaque para as regiões centro e sudeste de Buenos Aires, que vinham enfrentando déficit hídrico ao longo da campanha. A condição geral das lavouras, classificada entre normal e excelente, também apresentou melhora semanal de dois pontos percentuais. A soja de primeira safra, próxima da colheita, apresenta rendimentos médios estimados em 35,9 sacas por hectare no Núcleo Norte e 37,9 no Núcleo Sul. Já a soja de segunda ocupa 74,7% da área em período crítico, com 67% das lavouras em condição entre normal e excelente. A projeção de produção foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

Para o milho, a colheita nacional atingiu 13% da área apta, com avanço concentrado no Núcleo Norte, onde os rendimentos médios chegam a 98,2 sacas por hectare. No Núcleo Sul, os trabalhos começam a ganhar ritmo, com produtividade em torno de 86,6 sacas por hectare. O milho tardio segue majoritariamente em fase de enchimento de grãos, com 85,2% da área sob condição hídrica adequada ou ótima e 90% das lavouras em condição entre normal e excelente. A estimativa de produção permanece em 57 milhões de toneladas.

A colheita do girassol também avançou, alcançando 48,2% da área nacional, com progresso mais intenso nas regiões oeste. A produtividade média nacional subiu para 23,8 sacas por hectare, impulsionada por melhores resultados nessas áreas. Nas regiões centro e sudeste de Buenos Aires, os rendimentos variam entre 22 e 24 sacas por hectare, influenciados por restrições hídricas desde dezembro. A projeção de produção segue em 6,2 milhões de toneladas.

 





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