segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Mercado do boi reage com alta nas arrobas



Boi gordo registra alta em várias regiões




Foto: Pixabay

A análise desta quinta-feira (31), publicada no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, apontou elevação nos preços do boi gordo em diversas regiões do país. Em São Paulo, a cotação reagiu com alta de R$ 3,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 2,00 por arroba para o chamado “boi China”. A valorização ocorreu em razão da combinação entre escalas curtas de abate, melhora nas vendas de carne no mercado interno e menor oferta de boiadas por parte dos vendedores. Para as fêmeas, os preços permaneceram estáveis.

No estado da Bahia, a região Sul apresentou menor volume de oferta, mas os preços seguiram sustentados. As escalas de abate na localidade estão, em média, com 17 dias. Já na região Oeste, houve elevação nos preços de todas as categorias. A arroba do boi gordo e da novilha subiu R$ 2,00, enquanto a vaca registrou alta de R$ 3,00.

Em Tocantins, as cotações também subiram. No Sul do estado, a menor disponibilidade de animais resultou em aumento de R$ 2,00 na arroba do boi gordo e da novilha, e de R$ 1,00 para a vaca. As escalas de abate estão, em média, para oito dias. Na região Norte do estado, houve elevação de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis.





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Edição genética pode transformar o cultivo de batata no Peru



Entretanto, há quem veja riscos significativos



Entretanto, há quem veja riscos significativos
Entretanto, há quem veja riscos significativos – Foto: Agrolink

A edição genética está ganhando espaço como uma das tecnologias mais promissoras para o futuro da agricultura, especialmente em culturas estratégicas como a batata. Nesse contexto, pesquisadores ao redor do mundo estão utilizando ferramentas como o CRISPR para desenvolver variedades mais resistentes a doenças, pragas e eventos climáticos extremos, com impacto direto na segurança alimentar. No Peru, onde a batata é um símbolo nacional com mais de 3.500 variedades registradas, o uso dessa tecnologia começa a gerar debates sobre seus benefícios e riscos à biodiversidade.

Julio Miguel Vivas Bancallán, CEO da Associação Peruana de Sementes (APESemillas), defende a adoção dessa ferramenta como estratégia para desenvolver batatas mais nutritivas, resistentes à requeima e com menores níveis de acrilamida, substância nociva à saúde. Ele ressalta que a tecnologia é compatível com a biodiversidade e pode acelerar processos de melhoramento que levariam décadas.

Entretanto, há quem veja riscos significativos. O agrônomo Jorge Montalvo Otivo, professor da Universidade Nacional de Huancavelica, teme que intervenções em variedades nativas ameacem séculos de seleção natural e cultural. Já o engenheiro biológico Rodomiro Ortiz, da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, alerta para o risco de fluxo gênico — a transferência de genes modificados para plantas nativas — e cita estudos que comprovam esse fenômeno em espécies selvagens. Como alternativa, menciona a criação da cultivar “Revolución”, estéril e segura para o meio ambiente.

Diante desse cenário, o Peru enfrenta um dilema: como avançar na biotecnologia sem comprometer seu patrimônio genético? Especialistas pedem uma regulamentação moderna, baseada em evidências científicas, e um diálogo entre inovação e tradição. Com mudanças climáticas e pressão por alimentos, a edição genética pode ser uma aliada valiosa, desde que usada com responsabilidade e respeito às raízes culturais e biológicas do país.

 





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Mandioca tem queda de preço e perda de ramas



Clima prejudica manivas e pressiona produtores




Foto: Agrolink

A cultura da mandioca enfrenta dificuldades em diversas regiões do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS-Ascar, os produtores da região de Santa Rosa cultivaram mais de 6 mil hectares, com produção destinada ao consumo humano, transformação em polvilho e, em períodos de escassez de forrageiras, alimentação animal. A produtividade média é de 15.417 kg/ha, e a qualidade do produto é considerada satisfatória. No entanto, as fortes geadas podem comprometer a disponibilidade de material propagativo, especialmente para os produtores que não conseguiram armazenar as manivas em locais protegidos. O preço médio pago ao produtor caiu, sendo comercializado a R$ 4,00 por quilo de raiz in natura e R$ 7,00 por quilo industrializado.

Na região de Soledade, o frio e as geadas afetaram as manivas, e a procura pelo material aumentou. Muitos agricultores passaram a adquirir ramas de outros estados para garantir o próximo ciclo de plantio. Em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, inicia-se o preparo do solo para o cultivo em agosto.

Em São José do Hortêncio, na região de Lajeado, os produtores mantêm a rotina de manutenção das lavouras. Houve aumento na busca por legalização da produção de mandioca descascada e congelada. Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, essa mudança reflete o interesse do consumidor por produtos mais práticos e representa uma oportunidade de agregação de valor. Apesar disso, a comercialização tem enfrentado dificuldades com a baixa demanda na Ceasa, o que tem pressionado os preços para baixo. Cerca de 70% da área total já foi colhida, e o preço da caixa de 20 quilos varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 ao produtor.

Em Cruzeiro do Sul, a colheita se aproxima do fim. A produtividade gira em torno de 15 toneladas por hectare, com boa sanidade das raízes. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 15,00 e R$ 20,00 pela caixa de 20 quilos. As geadas também afetaram a disponibilidade de ramas para propagação, o que poderá dificultar o reinício do cultivo previsto para agosto.





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Safra de arroz supera média dos últimos 5 anos



EUA colhem 80% do trigo de inverno até julho




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Segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra de arroz apresentou avanço na última semana. Em 27 de julho, 63% das plantações haviam atingido o estágio de espiga, número seis pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, mas dez pontos acima da média dos últimos cinco anos. A qualidade do arroz foi avaliada como boa a excelente em 77% das lavouras, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

 

Em relação ao trigo de inverno, o relatório informa que 80% da área plantada já havia sido colhida até 27 de julho. Esse percentual está um ponto percentual abaixo tanto do desempenho registrado no ano anterior quanto da média de cinco anos. Ainda de acordo com o USDA, em dez dos 18 estados acompanhados, a colheita da safra de trigo de inverno de 2025 já alcançava ou superava 95% da área cultivada.





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China lidera compras do Brasil em 2025



Brasil exporta 305 mil toneladas de couro no 1º semestre




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Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Brasil exportou 305 mil toneladas de couro no primeiro semestre de 2025. As vendas externas geraram US$ 559 milhões em receita, com preço médio de US$ 1,83 por quilo.

De acordo com o Deral, a China foi o principal destino do couro brasileiro, respondendo por aproximadamente 30% do total exportado. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 14% das compras. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve aumento de 3% no volume exportado, mas a receita caiu 14,5%.

O Paraná, conforme dados do boletim, exportou 54,2 mil toneladas entre janeiro e junho de 2025, resultado inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o estado embarcou 58,8 mil toneladas.





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Cevada tem bom desempenho após chuvas



Aplicação de fertilizantes segue em ritmo normal




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As chuvas registradas nos dias 26 e 27 de julho favoreceram o avanço do ciclo da cevada no Rio Grande do Sul, segundo informou a Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (31). De acordo com o boletim, as precipitações contribuíram para a transição entre as fases vegetativa e reprodutiva das lavouras e promoveram maior uniformidade no desenvolvimento das plantas.

A entidade destacou que a reposição da umidade no solo beneficiou o perfilhamento e a emissão de colmos, mantendo o potencial produtivo da cultura. Além disso, a melhora nas condições hídricas viabilizou a continuidade das práticas de manejo, como a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura.

Na região administrativa de Erechim, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo, com condições fitossanitárias consideradas apropriadas. A produtividade projetada é de 3.600 quilos por hectare.

Na região de Ijuí, a cultura avança para a fase de elongação do colmo. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com emissão de perfilhos e estande uniforme. A sanidade das plantas segue satisfatória.





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Região do Mar Negro tem clima desfavorável


De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as condições climáticas variaram significativamente entre o norte e o sul da região ocidental da antiga União Soviética (FSU).

O relatório indica que “chuvas generalizadas nas áreas de cultivo do norte contrastaram com o tempo quente e seco das regiões adjacentes ao Mar Negro”. Uma frente estacionária dividiu as temperaturas próximas à média ao norte do calor persistente registrado no sul, onde as temperaturas atingiram entre 2°C e 4°C acima do normal.

Segundo o USDA, “ao longo e ao norte da frente, as chuvas moderadas a fortes, com volumes entre 10 e 75 milímetros, aumentaram os suprimentos de umidade para o enchimento de grãos de primavera e para as culturas reprodutivas de verão da Bielorrússia, norte da Ucrânia e centro-oeste da Rússia”. No entanto, no sul da Moldávia, no sul da Ucrânia e no Distrito Sul da Rússia, o clima choveu seco, com máximas semanais acima dos 30°C. A combinação entre altas temperaturas e seca de curto prazo eleva os níveis de estresse sobre os cultivos de milho, girassol e soja.

O boletim destacou ainda que, “de fato, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido por satélite, manteve a tendência de queda acentuada no Krai de Krasnodar e em Rostov”, atingindo o sexto menor valor já registrado para os dados em ambos os locais desde 1986.

Na porção leste da FSU, uma baixa pressão atmosférica de deslocamento lenta manteve temperaturas abaixo da média no norte do Cazaquistão e em regiões adjacentes da Rússia central. Conforme a publicação, “as temperaturas chuva a ficar até 5°C abaixo do normal no Distrito da Sibéria”, o que favoreceu o trigo e a cevada em fase reprodutiva. As chuvas, apesar de distribuídas de forma irregular, beneficiaram principalmente os Distritos dos Urais, o centro-norte do Cazaquistão e o leste do Distrito da Sibéria.

Ainda segundo o boletim, “as condições gerais favoráveis de boas a excelentes para os grãos de primavera”, com o índice de saúde do cenário confirmando esse cenário. Por outro lado, nas regiões mais ao sul da Comunidade dos Estados Independentes, o tempo ensolarado e as temperaturas entre 3°C e 5°C acima do normal aceleraram o avanço do algodão até o estágio de cápsula aberta, em alguns casos entre 7 e 10 dias antes da média. As temperaturas médias semanais ultrapassam os 30°C, limites considerados de estresse térmico para a cultura do algodão.





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acúmulo de frio permite início da poda



Produtores iniciam manejo de inverno nas vinhas




Foto: Divulgação

A poda das videiras começou a ganhar intensidade na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (31). A atividade deverá se estender até agosto, aproveitando as condições climáticas atuais. Segundo a Emater/RS-Ascar, “são necessários cerca de 12 dias para concluir a poda de um hectare, o que representa uma média de 183 plantas podadas por dia por pessoa”.

Por precaução, o início da poda ocorre, prioritariamente, nas áreas com menor risco de geadas tardias, especialmente em regiões mais elevadas. Em áreas mais baixas, os viticultores optam por adiar a poda de inverno para evitar que brotações precoces sejam danificadas por geadas. “Os produtores também realizam tratamentos de inverno nas videiras, com uso predominante da calda sulfocálcica”, informa o boletim.

Na região de Frederico Westphalen, as temperaturas oscilaram entre 10 °C e 25 °C. O acúmulo de horas de frio até 27 de julho, ou seja, o número de horas com temperaturas inferiores a 7,2 °C, foi de 154 na estação meteorológica de Caibi (SC) e 177 em Frederico Westphalen. Segundo a Emater/RS-Ascar, “a poda e o preparo dos vinhedos para a quebra da dormência foram iniciados, uma vez que a demanda mínima de horas de frio foi atingida”.

Além disso, os produtores da região iniciaram os preparativos para a adubação com fósforo e nitrogênio. Também estão sendo feitas aplicações de calda sulfocálcica para combater inóculos de fungos e controlar cochonilhas nos troncos das plantas.





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produtores iniciam manejo contra podridão-parda



Frio retarda poda e florescimento do pêssego




Foto: Pixabay

A poda dos pessegueiros na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul está em ritmo mais lento neste ano. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (31), as baixas temperaturas mantêm as gemas das plantas em dormência. “Nas variedades precoces, a poda está sendo finalizada, e o florescimento já começou em algumas áreas, mas de forma lenta devido ao frio”, informou a Emater/RS-Ascar. Em Antônio Prado, a floração nas cultivares mais adiantadas atinge cerca de 40% da área, embora ainda não haja formação de frutos.

Na região de Pelotas, algumas cultivares, como Maciel e BRS Citrino, iniciaram o florescimento. Os produtores seguem com a poda e os tratamentos fitossanitários de inverno. “Também começam os manejos voltados à proteção das flores contra a podridão-parda, doença fúngica que pode afetar a produção”, destacou o boletim.

A brotação tem se mostrado uniforme, o que, segundo a Emater/RS-Ascar, tende a facilitar o manejo e contribuir para a produtividade das lavouras ao longo do ciclo da cultura.





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Trump confirma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros



Medida entra em vigor nesta sexta-feira (01.08)




Foto: Pixabay

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) uma ordem executiva que eleva para 50% as tarifas sobre uma série de produtos brasileiros. A medida representa um aumento de 40 pontos percentuais nas taxas anteriores e entra em vigor já na próxima sexta-feira, 1º de agosto, conforme anunciado pelo próprio republicano em sua rede social, a Truth Social.

De acordo com a Casa Branca, o tarifaço foi uma resposta direta a ações recentes do governo brasileiro, classificadas pelos norte-americanos como uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. O decreto formaliza o percentual que havia sido antecipado em carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início deste mês.

Apesar do endurecimento das taxas, alguns setores estratégicos ficaram de fora da medida, como aeronaves civis (de interesse direto da Embraer), suco e derivados de laranja, minério de ferro, aço e combustíveis. Até o momento, não há confirmação se produtos como carne bovina e café — duas das principais exportações do agronegócio brasileiro — também serão isentos.

Trump enfatizou que não haverá qualquer prorrogação do prazo para a entrada em vigor das tarifas. “O prazo de 1º de agosto é o prazo de 1º de agosto. Ele continua firme e não será prorrogado. Um grande dia para a América!”, publicou o presidente norte-americano.





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